Kronstadt, Rússia

O Outono da Ilha-Cidade Russa de Todas as Encruzilhadas


Stepan Makarok Rumo à Vitória
Cerimónia da Marinha
Parada Outonal
Instruções
Pós-casamento
As Marinheiras
Boda de Outubro
Canal para o Golfo da Finlândia
Marinheiros em Terra
A Catedral de Saint Nicholas
Caminho pelo Outono
Pela Ponte fora
Cúpula da Ortodoxia
A Dona do Bouquet
Fundada por Pedro o Grande, tornou-se o porto e base naval que protegem São Petersburgo e o norte da grande Rússia. Em Março de 1921, rebelou-se contra os Bolcheviques que apoiara na Revolução de Outubro. Neste Outubro que atravessamos, Kronstadt volta a cobrir-se do mesmo amarelo exuberante da incerteza.

Tal como o ano, o dia decorre, bem avançado na sua segunda metade.

Quando damos entrada no âmago de Kronstadt, imune ao tempo, a estátua que louva o oceanógrafo e almirante da Marinha Imperial Russa, Stepan Makarov aponta para diante, na direção do futuro e na do inimigo.

O mesmo rumo destruidor que seguiam os torpedos que, ainda no século XIX, foi o primeiro comandante a fazer lançar.

Àquela hora, com o Outono local fulgurante, Kronstadt vive a sua habitual vida dupla.

Kronstadt e os Novos Marinheiros da Grande Rússia

Em frente à entrada da catedral ortodoxa e naval de Saint Nicholas, tem lugar uma espécie de cerimónia de compromisso de honra dos novos cadetes, pouco mais que adolescentes, rapazes e raparigas de cabelos, também eles, outonais, em uniformes negros-dourados que lhes fazem as peles ainda mais alvas.

Um comandante veterano coordena a formação em que os seus pupilos se preparam para serem fotografados e, em jeito de encerramento oficial, escutar o hino russo.

Voltam a sustentar esta demanda anual pelos próximos “Makarovs”, a Pátria, na forma de uma bandeira branca-azul-vermelha empunhada entre espadas em riste.

E a igreja ortodoxa, na falta de um sacerdote de carne, osso e barbas longas que abençoe os jovens marujos, representada pelas imagens de santos agrupados em nichos simétricos da fachada.

Passam moradores da cidade. Uns atrás dos outros, domados pelas suas vidas. Já pouco os impressiona ou comove a recorrente pompa e cerimónia naval.

Todos nos parecem nos antípodas do assombro em que andávamos, acostumados ao cenário belo-e-amarelo surreal do Ravine Park, em volta da catedral e da sua praça.

O Outono Matrimonial do Ravine Park

Umas poucas almas festivas quebram a formalidade e a gradual anestesia em que se via Kronstadt. Malgrado ser quinta-feira, duas delas estavam casadas de fresco. Uma amiga, fotógrafa de ocasião, três ou quatro adultos e miúdos, formavam um séquito entusiasmado.

Mesmo se remediada em termos de equipamento, a fotógrafa estava consciente do privilégio paisagístico com que a Natureza a prendava e aos noivos.

De acordo, fá-los descer até meio de uma ladeira cercada por árvores repletas de folhas outonais, mas que as haviam perdido o suficiente para cobrir o ervado em que assentavam.

Ali mesmo, a amiga com jeito para a fotografia comandava uma produção que, como a víamos, estava condenada ao sucesso.

Sobre o deslumbrante tapete vegetal, os noivos abraçavam-se, beijavam-se e atiravam folhas para o ar e sobre si mesmos. Insatisfeita, a fotógrafa faz de dois dos miúdos auxiliares.

Um de cada lado, em sincronia, passam eles a lançar folhas para cima do casal.

Sob essa renovada chuva outonal, o casal retoma as poses, os beijos e restantes preparos que selam, na memória digital da mini-câmara, a lembrança que se esperava imaculada do seu amor.

Kronstadt e a sua Génese Secular, às Portas de São Petersburgo

Ao longo dos seus mais de três séculos de existência, Kronstadt confirmou-se uma cidade bipolar, habitada por gentes, pelos seus negócios, vidas e mortes. Ao mesmo tempo, sempre militar, uma ilha-fortaleza incumbida de lutar e de resistir.

Até 1703, essa mesma ilha era sueca. Tinha o nome de Kotlin. No contexto da Grande Guerra do Norte que opôs o Império Russo ao Império Sueco, os primeiros tomaram-na.

Ciente da sua importância estratégica, Pedro o Grande mandou de imediato fortificá-la e moldá-la.

Desse ano em diante, sob as ordens do recém-nomeado governador Menshikov, sobre o Golfo da Finlândia gelado, milhares de trabalhadores sacrificaram-se ao Inverno quase boreal.

Nesses meses de frio atroz, os homens viram-se forçados a esculpir aberturas no gelo que delimitavam com enormes molduras feitas de troncos.

Quando as conseguiam estabilizar, enchiam-nas de pedras trazidas por cavalos.

Um após o outro, estes remendos geológicos originaram canais e novas ilhas, boa parte delas usadas para expandir a fortaleza e reforçar o seu poder defensivo.

Por essa altura, por oposição à realidade actual da Rússia, Pedro o Grande inspirava-se no melhor da florescente civilização da Europa Ocidental e nos seus prodígios.

Ao ponto de ter nomeado um veterano foragido da Marinha Real Escocesa como posterior governador de Kronstadt.

A Gradual Internacionalização de Kronstadt

Pedro o Grande seduziu comerciantes das principais potências navais a, via Liga Hanseática, abrirem entrepostos às portas da grande São Petersburgo.

Os Britânicos, em particular, tornaram-se tantos e tão bem instalados que, chegado o reinado de Catarina a Grande, muitos se haviam já naturalizado russos e controlavam os fluxos mercantis daquela região.

Vivia-se tal inusitada simbiose quando, em 1854, a Guerra da Crimeia fez dos Russos inimigos dos Britânicos, estes, enquanto aliados do Império Otomano e da França. Nicolau I, viu-se com motivos de sobra para retomar a expansão e o reforço  de Kronstadt.

De volta ao extremo sudeste da ilha de Kotlin e ao domínio ortodoxo da catedral São Nicholas, a comemoração da boda está para durar.

No entretanto, duas amigas da noiva tinham-se juntado à comitiva, ambas em saias vermelhas, protegidas do frio vespertino por casacos e cachecóis de peles.

A fotógrafa recupera a ajuda dos miúdos. Sob o turbilhão de folhas que estes voltavam a gerar, fotografa a noiva e os amigos, entre grandes sorrisos irrigados por champanhe.

Os cadetes, esses, tinham já recebido ordem de soltura. Vemos uma maioria regressar aos seus aposentos da academia. Uns poucos, infiltram-se nos Parques Ravina e Petrovskiy.

Fazem-se envolver do amarelo e dourado predominantes. E fotografam-se e ao seu orgulho, por essa altura, indisfarçável, de integrarem a poderosa Marinha Russa.

E, no entanto, na longa história de Kronstadt, tornou-se inquestionável a autonomia e irreverência dos seus comandantes e marinheiros.

Para o confirmarmos há, antes que tudo, que regressar ao período conturbado da Guerra Civil Russa.

A Rebelião de Kronstadt e a Incógnita dos Nossos Dias

Contagiados pela força e pelas promessas do Movimento Bolchevique, os marinheiros de Kronstadt aderiram à facção vermelha da Revolução e, chegaram mesmo a executar os seus oficiais.

Decorridos três anos e pouco da prisão e, logo, execução do derradeiro Czar Nicolau II, os marinheiros de Kronstadt já partilhavam uma mesma frustração pelo rumo dictatorial e maquiavélico por que governo soviético conduzia a nação em expansão.

Então Ministro da Guerra, Leon Trotsky enviou a polícia secreta Cheka e o Exército Vermelho que também liderava para a ilha de Kotlin, com a missão de suprimir a rebelião. Trotsky conseguiu-o. Não evitou um massacre que, como as mortes e o sofrimento, entretanto perpetrados nos Gulags, a União Soviética e os seus sucessivos ditadores falharam em apagar.

Em 1930, Kronstadt passou a acolher a Frota Soviética do Báltico. Tornou-se providencial em termos de treino dos marinheiros chegados dos quatro cantos da U.R.S.S. e também enquanto estaleiro naval do Báltico.

Entrou em cena a 2ª Guerra Mundial. Os alemães bombardearam Kronstadt e a sua frota vezes sem conta, provocaram a destruição de diversos navios e de estruturas das fortalezas, bem como de dezenas dos seus marinheiros e trabalhadores.

Reconhece-se, todavia que, em grande parte devido ao poder de resistência e de resposta de Kronstadt, os Nazis falharam em conquistar Leninegrado (nome Soviético de São Petersburgo). Uma das recompensas de Kronstadt foi o título de “Cidade de Glória Militar” que preserva.

Numa altura em que o governo saudosista da grande U.R.S.S. e da Rússia Imperial de Putin desafia nações supostamente irmãs e boa parte do Mundo com agressão militar e violência, aumenta exponencialmente o número de homens em fuga da Rússia.

Confrontado com a debandada aflita de boa parte da sua população, o ditador prepara-se para encerrar fronteiras.

Em Outubro de 2022, como em 1921, Kronstadt marca o ponto mais fortificado do nordeste da Rússia, na iminência da Finlândia, da Suécia, dos Países Bálticos e da Polónia que cada vez mais Russos discordantes do Kremlin procuraram alcançar.

Neste curto Outono, em que se agrava o esfriamento das relações entre a Rússia e o Ocidente e que precede o congelamento do mar em torno da ilha de Kotlin, recordamos com saudosismo o dia que passámos na Kronstadt amarela-dourada e a felicidade contagiosa dos seus noivos.

Cogitamos acerca do que pensarão os jovens marinheiros que vimos alinhados, se a Rússia que agora servem não lhes suscita já o ensejo de nova rebelião.

São Petersburgo, Rússia

Na Pista de "Crime e Castigo"

Em São Petersburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.
Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.
Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival.
Suzdal, Rússia

Mil Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.
São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré. Siga a Marinha

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.
Suzdal, Rússia

Séculos de Devoção a um Monge Devoto

Eutímio foi um asceta russo do século XIV que se entregou a Deus de corpo e alma. A sua fé inspirou a religiosidade de Suzdal. Os crentes da cidade veneram-no como ao santo em que se tornou.
São Petersburgo e Mikhaylovskoe, Rússia

O Escritor que Sucumbiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.
Novgorod, Rússia

A Avó Viking da Mãe Rússia

Durante quase todo o século que passou, as autoridades da U.R.S.S. omitiram parte das origens do povo russo. Mas a história não deixa lugar para dúvidas. Muito antes da ascensão e supremacia dos czares e dos sovietes, os primeiros colonos escandinavos fundaram, em Novgorod, a sua poderosa nação.
Rostov Veliky, Rússia

Sob as Cúpulas da Alma Russa

É uma das mais antigas e importantes cidades medievais, fundada durante as origens ainda pagãs da nação dos czares. No fim do século XV, incorporada no Grande Ducado de Moscovo, tornou-se um centro imponente da religiosidade ortodoxa. Hoje, só o esplendor do kremlin moscovita suplanta o da cidadela da tranquila e pitoresca Rostov Veliky.
Bolshoi Zayatsky, Rússia

Misteriosas Babilónias Russas

Um conjunto de labirintos pré-históricos espirais feitos de pedras decoram a ilha Bolshoi Zayatsky, parte do arquipélago Solovetsky. Desprovidos de explicações sobre quando foram erguidos ou do seu significado, os habitantes destes confins setentrionais da Europa, tratam-nos por vavilons.
Bolshoi Solovetsky, Rússia

Uma Celebração do Outono Russo da Vida

Na iminência do oceano Ártico, a meio de Setembro, a folhagem boreal resplandece de dourado. Acolhidos por cicerones generosos, louvamos os novos tempos humanos da grande ilha de Solovetsky, famosa por ter recebido o primeiro dos campos prisionais soviéticos Gulag.
Moscovo, Rússia

A Fortaleza Suprema da Rússia

Foram muitos os kremlins erguidos, ao longos dos tempos, na vastidão do país dos czares. Nenhum se destaca, tão monumental como o da capital Moscovo, um centro histórico de despotismo e prepotência que, de Ivan o Terrível a Vladimir Putin, para melhor ou pior, ditou o destino da Rússia.
Jabula Beach, Kwazulu Natal, Africa do Sul
Safari
Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.
Circuito Annapurna, Manang a Yak-kharka
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 10º: Manang a Yak Kharka, Nepal

A Caminho das Terras (Mais) Altas dos Annapurnas

Após uma pausa de aclimatização na civilização quase urbana de Manang (3519 m), voltamos a progredir na ascensão para o zénite de Thorong La (5416 m). Nesse dia, atingimos o lugarejo de Yak Kharka, aos 4018 m, um bom ponto de partida para os acampamentos na base do grande desfiladeiro.
Arquitectura & Design
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
O pequeno farol de Kallur, destacado no relevo caprichoso do norte da ilha de Kalsoy.
Aventura
Kalsoy, Ilhas Faroé

Um Farol no Fim do Mundo Faroês

Kalsoy é uma das ilhas mais isoladas do arquipélago das faroés. Também tratada por “a flauta” devido à forma longilínea e aos muitos túneis que a servem, habitam-na meros 75 habitantes. Muitos menos que os forasteiros que a visitam todos os anos atraídos pelo deslumbre boreal do seu farol de Kallur.
portfólio, Got2Globe, fotografia de Viagem, imagens, melhores fotografias, fotos de viagem, mundo, Terra
Cerimónias e Festividades
Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação

Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.
Cidade de Mindelo, São Vicente, Cabo Verde
Cidades
Mindelo, São Vicente, Cabo Verde

O Milagre de São Vicente

São Vicente sempre foi árida e inóspita a condizer. A colonização desafiante da ilha submeteu os colonos a sucessivas agruras. Até que, por fim, a sua providencial baía de águas profundas viabilizou o Mindelo, a urbe mais cosmopolita e a capital cultural de Cabo Verde.
Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
O projeccionista
Cultura
Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.
Desporto
Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
Jipe cruza Damaraland, Namíbia
Em Viagem
Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das etnias da Namíbia. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.
Cenário marciano do Deserto Branco, Egipto
Étnico
Deserto Branco, Egipto

O Atalho Egípcio para Marte

Numa altura em que a conquista do vizinho do sistema solar se tornou uma obsessão, uma secção do leste do Deserto do Sahara abriga um vasto cenário afim. Em vez dos 150 a 300 dias que se calculam necessários para atingir Marte, descolamos do Cairo e, em pouco mais de três horas, damos os primeiros passos no Oásis de Bahariya. Em redor, quase tudo nos faz sentir sobre o ansiado Planeta Vermelho.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Barco no rio Amarelo, Gansu, China
História
Bingling Si, China

O Desfiladeiro dos Mil Budas

Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem desembarca no Desfiladeiro dos Mil Budas, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante.
Ilha Saona, República Dominicana, Piscina Playa Palmilla
Ilhas
Ilha Saona, República Dominicana

Uma Savona nas Antilhas

Durante a sua segunda viagem às Américas, Colombo desembarcou numa ilha exótica encantadora. Baptizou-a de Savona, em honra de Michele da Cuneo, marinheiro savonês que a percebeu destacada da grande Hispaniola. Hoje tratada por Saona, essa ilha é um dos édenes tropicais idolatrados da República Dominicana.

Geotermia, Calor da Islândia, Terra do Gelo, Geotérmico, Lagoa Azul
Inverno Branco
Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Literatura
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Cowboys basotho, Malealea, Lesoto
Natureza
Malealea, Lesoto

A Vida no Reino Africano dos Céus

O Lesoto é o único estado independente situado na íntegra acima dos mil metros. Também é um dos países no fundo do ranking mundial de desenvolvimento humano. O seu povo altivo resiste à modernidade e a todas as adversidades no cimo da Terra grandioso mas inóspito que lhe calhou.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Mergulhão contra pôr-do-sol, Rio Miranda, Pantanal, Brasil
Parques Naturais
Passo do Lontra, Miranda, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.
Rio Matukituki, Nova Zelândia
Património Mundial UNESCO
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.
Monumento do Heroes Acre, Zimbabwe
Personagens
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Balo Praia Creta, Grécia, a Ilha de Balos
Praias
Balos a Seitan Limani, Creta, Grécia

O Olimpo Balnear de Chania

Não é só Chania, a pólis secular, repleta de história mediterrânica, no extremo nordeste de Creta que deslumbra. Refrescam-na e aos seus moradores e visitantes, Balos, Stavros e Seitan, três dos mais exuberantes litorais da Grécia.

Monte Lamjung Kailas Himal, Nepal, mal de altitude, montanha prevenir tratar, viagem
Religião
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Composição Flam Railway abaixo de uma queda d'água, Noruega
Sobre Carris
Nesbyen a Flam, Noruega

Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

Por estrada e a bordo do Flam Railway, num dos itinerários ferroviários mais íngremes do mundo, chegamos a Flam e à entrada do Sognefjord, o maior, mais profundo e reverenciado dos fiordes da Escandinávia. Do ponto de partida à derradeira estação, confirma-se monumental esta Noruega que desvendamos.
Vulcão ijen, Escravos do Enxofre, Java, Indonesia
Sociedade
Vulcão Ijen, Indonésia

Os Escravos do Enxofre do Vulcão Ijen

Centenas de javaneses entregam-se ao vulcão Ijen onde são consumidos por gases venenosos e cargas que lhes deformam os ombros. Cada turno rende-lhes menos de 30€ mas todos agradecem o martírio.
Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
PN Tortuguero, Costa Rica, barco público
Vida Selvagem
PN Tortuguero, Costa Rica

A Costa Rica e Alagada de Tortuguero

O Mar das Caraíbas e as bacias de diversos rios banham o nordeste da nação tica, uma das zonas mais chuvosas e rica em fauna e flora da América Central. Assim baptizado por as tartarugas verdes nidificarem nos seus areais negros, Tortuguero estende-se, daí para o interior, por 312 km2 de deslumbrante selva aquática.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
PT EN ES FR DE IT