Ilha do Norte, Nova Zelândia

A Caminho da Maoridade


Tempo de surf
Jovem surfista neozelandesa contempla o oceano Pacífico numa praia do norte da Baía de Hawke, no leste da Ilha do Norte.
Pura intimidação
Figurante de guerreiro maori protagoniza um ritual guerreiro secular.
Numa neblina sulfurosa
Visitantes caminham na névoa das Crateras da Lua, uma superfície altamente geotérmica situada em Taupo, no coração da ilha do Norte.
Manobras poi
Mulher maori manuseia bolas poi, criadas ao longo da história pelas mulheres das tribos para sua diversão mas também usadas pelos homens para aumentar a sua força e flexibilidade e melhorar o seu dese
Um lago maori
O lago Rotomahana, situado nas imediações do Monte Tarawera, um vulcão responsável por uma das erupções mais destrutivas da Nova Zelândia.
Espiral Koru
Uma escultura de um koru, um símbolo maori inspirado nas novas folhas enroladas dos fetos prateados que abundam na Nova Zelândia. Simbolizam nova vida e crescimento.
Show carmesim
Momento de um espectáculo étnico mas algo conceptual protagonizado por jovens maori.
Ilha verde e irrigada
Uma das inúmeras quedas d' água do interior da Ilha do Norte formadas após chuvas.
Trabalhos oficinais
Instrutor examina o trabalho de um aprendiz de artesanato maori madeira.
Memória maori
Fotografia histórica de uma mulher maori vestida e tatuada de acordo com a tradição.
Duo maori
Dois actores maori de uma aldeia temática nos arredores de Rotorua. O homem, de pele e cabelo mais claros e feições reencena a tradição nativa de deitar a língua de fora em sinal de desafio.
Força da Natureza kiwi
Cenário outonal do rio Waikato, nas imediações de Taupo, coração da Ilha do Norte.
Arquitectura colonial
Secção do edificio histórico do Government Garden um edifício colonial destacado do centro de Rotorua.

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia. 

São três as novidades que constata quem, como nós, chega pela primeira vez a terras de Rotorua: um aroma sulfuroso disseminado e intenso, a grande concentração de habitantes nativos e uma inesperada profusão de espectáculos culturais maori.

As duas últimas, mais que a primeira, atraíram-nos à cidade mas, ainda estávamos a quilómetros da sua entrada quando as partículas de enxofre na atmosfera nos invadiram as narinas. Quilómetro após quilómetro, embrenhámo-nos na zona termal mais dinâmica da Nova Zelândia, salpicada de géiseres, nascentes termais e poças de lama explosivas. Enquanto isso, o odor pestilento apoderou-se do interior do carro, das nossas roupas, bagagens, também das ruas e do quarto em que nos alojámos. Esse mesmo abrigo de beira de estrada estabeleceu um limite para a idiotice em que nos víamos há meses, a carregarmos uma tenda de campismo comprada, em Perth, no distante extremo ocidental da Oceânia. A tenda já nos tinha feito sofrer a bom sofrer para evitarmos pagar multas por excesso de peso das companhias aéreas. Decidimos livrar-nos dela e o Cash Converter que encontrámos pareceu-nos perfeito.

“Dá-me a ideia que não lhe deram grande uso!” atira Jonas, o jovem empregado de balcão maori, após o inevitável kia ora de boas-vindas e com boa-disposição e forte brilho no olhar.“ Desculpem mas, mesmo assim, vou ter que a examinar.” Enquanto o fez, o funcionário deu um seguimento frenético à conversa. Ao abrigo da famosa paixão maori pelo korero (tagarelice), falou de si e da família sem qualquer cerimónia ou complexos e questionou-nos, de forma inocente e interessada, quanto a nós e às nossas.  

Perdemos quase 70 dólares no negócio mas lucrámos a confirmação da afabilidade e vivacidade do povo maori, noção que tínhamos começado a formar, em Hobart, na Tasmânia, em convívio com Helena Gill uma anfitriã imigrada nas portas dos fundos da Austrália. E, noutros contactos na vasta Ilha do Sul, onde tanto a população geral como a maori são muito menores que as da vizinha do Norte. Só conhecíamos os maori desses primeiros contactos e, como a maior parte das pessoas que põem pela primeira vez os pés na Nova Zelândia, de “Piano” de Jane Campion – com Harvey Keitel a fazer de Baines, um marinheiro retirado e guarda-florestal que adaptara muitos dos costumes indígenas incluindo a excêntrica tatuagem facial – de alguns jogadores de râguebi e era quase só isso. Estava na altura de descobrirmos mais. Mesmo se em jeito de negócio, em nenhum outro lugar do país os maori exibiam tanto os seus costumes e rituais como em Rotorua. Confrontados com a inexistência de um verdadeiro festival ou evento étnico por aqueles dias, conformámo-nos com um dos espectáculos.

À entrada da aldeia temática, guerreiros munidos de bastões confrontaram-nos com os seus movimentos bélicos e esgares assustadores, usados ao longo do tempo para manterem ao largo os visitantes indesejados. Finda a ameaça, um chefe da aldeia saudou o recém-nomeado representante dos visitantes com um roçar de narizes acolhedor. Uma vez validada a nossa presença, deambulámos de casa em casa da pretensa povoação a admirar diversos costumes, artes e ofícios, alguns narrados e explicados pelos seus protagonistas. Seguiu-se um espectáculo musical e de dança que incluiu a mais desejada das actuações, um haka levado a cabo por homens e mulheres.

Hoje, menos de 40% dos quase 70 mil habitantes de Rotorua são maori, uma percentagem bem superior aos 15% do total da Nova Zelândia. Crê-se ter sido essa a última paragem de uma diáspora de mais de dois mil anos a bordo de grandes canoas waka que levou os polinésios do Sudeste Asiático até Fiji, Samoa, Tonga, ilhas da Polinésia Francesa e Cook, Havai e Ilha da Páscoa. Nos séculos posteriores à chegada a Aoteraoa – assim chamam os maori à Nova Zelândia – forjaram a sua própria cultura, diferenciada do resto da Polinésia pelo isolamento, o clima temperado em vez de tropical e a natureza condizente.  

Após o desembarque de James Cook de 1769 – 127 anos após a chegada pioneira do holandês Abel Tasman -, dependendo das zonas e das alturas, as relações entre os maiori e os europeus oscilaram entre uma cordialidade conveniente e as Guerras da Terra da Nova Zelândia mal resolvidas, em 1840, pelo polémico Tratado de Waitangi em que os colonos reconheceram que os maori eram os verdadeiros donos dos seus domínios e propriedades e que beneficiariam dos mesmos direitos dos súbditos britânicos.

Os nativos mantinham-se nos redutos ainda rurais das suas tribos. Mas, em 1930, o trabalho no campo já escasseava. Muitos indígenas migraram para as cidades fundadas pelos europeus. Essa confluência suscitou o abandono das estruturas tribais e a assimilação maori dos modos de vida ocidentais.

Mesmo se de forma menos óbvia que nas grandes urbes de Auckland e da capital Wellington, quando conduzimos pelos arredores de Rotorua, Taupo – onde demos pequenos passos para a humanidade subsumidos na névoa sulfurosa das Crateras da Lua – e outras povoações menores constatamos que a coexistência de maori e descendentes dos colonos apenas evolui.

Malgrado o acordado em Waitangi, os colonos já se tinham apoderado das melhores terras, com óbvia vantagem na vida moderna que impuseram à nação. Essa supremacia deixou os maori em apuros sociais e económicos, a começar pela dificuldade em aceder ao ensino superior e ter empregos qualificados e bem pagos. De acordo, a maioria das famílias nativas concentra-se em bairros periféricos com condições de vida bem mais precárias do que as da classe média de ascendência britânica ou de muitos emigrantes asiáticos ou de outras paragens. Em demasiados casos, dependem do cheque da segurança social, são mais propensos a doenças e a violência doméstica e constituem mais de metade da população prisional.

Mas, desde 1960, que a situação não pára de melhorar. Nessa década, um tribunal deu por ilegais as confiscações coloniais de terras. Pouco depois, o governo devolveu ao povo maori os seus lugares sagrados e recursos naturais. Para muitos maori que se consideram hóspedes dos brancos, só então terminaram as longas Guerras da Terra.  

O número de representantes maori no parlamento aumentou e o valor da cultura maori e do dialecto Te Reo – que já surge nos sinais de trânsito, mapas etc. etc. – dispararam com o aumento abrupto de visitantes estrangeiros às ilhas kiwi. Uma rede recente de jardins de infância, escolas e universidades garantem, agora, a educação na língua maori complementada por uma cadeia nacional de estações de rádio e canais de TV detidos e geridos pelos próprios maori que ganham mais e mais notoriedade.

Enquanto escrevemos este mesmo texto, decorre o campeonato do mundo de râguebi por terras dos velhos colonos ingleses. Como sempre acontece, a Nova Zelândia é a selecção que mais se destaca e atrai. Faz-nos mesmo interromper a sua criação para assistirmos ao massacre da França aos braços dos All Blacks (62-13) nos quartos de final. Sete dos jogadores All Blacks presentes na competição são maori. Todos os jogos da selecção kiwi têm início após hakas exuberantes que os maori concederam que fossem dançados também por jogadores pakeha e que até a nós intimidam. Aliás, há alguns anos, quando os maori decidiram introduzir um novo haka, toda a comunidade pakeha do râguebi se envolveu no debate, algo que ajuda a exemplificar a seriedade do compromisso interétnico que presenciámos dia após dia, por toda a Nova Zelândia, isto quando as próprias identidades maori e pakeha se diluem sob a fusão da genética. À saída de uns duches de praia de Whangarei, conhecemos Renee Lee. No meio do palavreado, a jovem surfista tatuada devolve-nos a complexa questão: “Maori..? Eu nunca sei muito bem se sou maori ou pakeha. O meu pai é maori e a minha mãe holandesa. A minha filha é loura… Digam-me lá vocês: o que acham que sou?”

Nelson a Wharariki, PN Abel Tasman, Nova Zelândia

O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa

Abel Janszoon Tasman explorava mais da recém-mapeada e mítica "Terra Australis" quando um equívoco azedou o contacto com nativos de uma ilha desconhecida. O episódio inaugurou a história colonial da Nova Zelândia. Hoje, tanto a costa divinal em que o episódio se sucedeu como os mares em redor evocam o navegador holandês.
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.
Península de Banks, Nova Zelândia

O Estilhaço de Terra Divinal da Península de Banks

Vista do ar, a mais óbvia protuberância da costa leste da Ilha do Sul parece ter implodido vezes sem conta. Vulcânica mas verdejante e bucólica, a Península de Banks confina na sua geomorfologia de quase roda-dentada a essência da sempre invejável vida neozelandesa.
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 - Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado da Nova Zelândia

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell, o feiticeiro da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.
Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões do PN Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori reclama aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.
Nova Zelândia  

Quando Contar Ovelhas Tira o Sono

Há 20 anos, a Nova Zelândia tinha 18 ovinos por cada habitante. Por questões políticas e económicas, a média baixou para metade. Nos antípodas, muitos criadores estão preocupados com o seu futuro.
Mount Cook, Nova Zelândia

O Monte Fura Nuvens

O Aoraki/Monte Cook até pode ficar muito aquém do tecto do Mundo mas é a montanha mais imponente e elevada da Nova Zelândia.
Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos Trinta

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos Anos Trinta. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
hipopotamos, parque nacional chobe, botswana
Parques nacionais
PN Chobe, Botswana

Chobe: um rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Music Theatre and Exhibition Hall, Tbilissi, Georgia
Arquitectura & Design
Tbilisi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.
Barcos sobre o gelo, ilha de Hailuoto, Finlândia
Aventura
Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, a ilha de Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.
religiosos militares, muro das lamentacoes, juramento bandeira IDF, Jerusalem, Israel
Cerimónias e Festividades
Jerusalém, Israel

Em Festa no Muro das Lamentações

Nem só a preces e orações atende o lugar mais sagrado do judaísmo. As suas pedras milenares testemunham, há décadas, o juramento dos novos recrutas das IDF e ecoam os gritos eufóricos que se seguem.
Escadaria Palácio Itamaraty, Brasilia, Utopia, Brasil
Cidades
Brasília, Brasil

Brasília: da Utopia à Capital e Arena Política do Brasil

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.
Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Mar-de-Parra
Cultura
Mendoza, Argentina

Viagem por Mendoza, a Grande Província Enóloga Argentina

Os missionários espanhóis perceberam, no século XVI, que a zona estava talhada para a produção do “sangue de Cristo”. Hoje, a província de Mendoza está no centro da maior região enóloga da América Latina.
Espectador, Melbourne Cricket Ground-Rules footbal, Melbourne, Australia
Desporto
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
Ponte de Ross, Tasmânia, Austrália
Em Viagem
À Descoberta de Tassie, Parte 3, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.
Horseshoe Bend
Étnico
Navajo Nation, E.U.A.

Por Terras da Nação Navajo

De Kayenta a Page, com passagem pelo Marble Canyon, exploramos o sul do Planalto do Colorado. Dramáticos e desérticos, os cenários deste domínio indígena recortado no Arizona revelam-se esplendorosos.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Um cenário imponente
História

Cilaos, Reunião

Refúgio sob o tecto do Índico

Cilaos surge numa das velhas caldeiras verdejantes da ilha de Reunião. Foi inicialmente habitada por escravos foragidos que acreditavam ficar a salvo naquele fim do mundo. Uma vez tornada acessível, nem a localização remota da cratera impediu o abrigo de uma vila hoje peculiar e adulada.

Caiaquer no lago Sinclair, Cradle Mountain - Lake Sinclair National Park, Tasmania, Austrália
Ilhas
À Descoberta de Tassie, Parte 4 -  Devonport a Strahan, Austrália

Pelo Oeste Selvagem da Ilha da Tasmânia

Se a quase antípoda Tazzie já é um mundo australiano à parte, o que dizer então da sua inóspita região ocidental. Florestas densas, rios esquivos e um litoral rude batido por um oceano Índico quase Antártico geram enigma e respeito a norte do Estreito de Bass. À descoberta da região mais acessível entre Devonport e Strahan, ficamos com uma leve ideia da sua excentricidade meridional.
Verificação da correspondência
Inverno Branco
Rovaniemi, Finlândia

Da Lapónia Finlandesa ao Árctico, Visita à Terra do Pai Natal

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Literatura
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Salto Negao, chapada diamantina, bahia gema, brasil
Natureza
Chapada Diamantina, Brasil

Bahia de Gema

Até ao final do séc. XIX, a Chapada Diamantina foi uma terra de prospecção e ambições desmedidas.Agora que os diamantes rareiam os forasteiros anseiam descobrir as suas mesetas e galerias subterrâneas
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Normatior
Parques Naturais

PN Amboseli, Quénia

Uma Dádiva do Kilimanjaro

O primeiro europeu a aventurar-se nestas paragens masai ficou estupefacto com o que encontrou. E ainda hoje grandes manadas de elefantes e de outros herbívoros vagueiam ao sabor do pasto irrigado pela neve da maior montanha africana.

Aposentos dourados
Património Mundial UNESCO

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

De visita
Personagens

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Avião em aterragem, Maho beach, Sint Maarten
Praias
Maho Beach, Sint Maarten

A Praia Caribenha Movida a Jacto

À primeira vista, o Princess Juliana International Airport parece ser apenas mais um nas vastas Caraíbas. Sucessivas aterragens a rasar a praia Maho que antecede a sua pista, as descolagens a jacto que distorcem as faces dos banhistas e os projectam para o mar, fazem dele um caso à parte.
Portal para uma ilha sagrada
Religião

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

De volta ao sol. Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos
Sobre carris
São Francisco, E.U.A.

Cable Cars de São Francisco: uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.
Acolhedora Vegas
Sociedade
Las Vegas, E.U.A.

Capital Mundial dos Casamentos vs Cidade do Pecado

A ganância do jogo, a luxúria da prostituição e a ostentação generalizada fazem parte de Las Vegas. Como as capelas que não têm olhos nem ouvidos e promovem matrimónios excêntricos, rápidos e baratos.
Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar
Vida Quotidiana
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
Trio das alturas
Vida Selvagem

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.