Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL


Ilha menor, habitante XL

Tupola Tapaau, moradora da ilha de Manono, uma ilha menor de Samoa.

Recolecção II

Nativos de Tongatapu vasculham os recifes durante a maré-baixa.

Recolecção I

Moradora da ilha de Tongatapu mostra um polvo recém-capturado.

Ao balcão

Kosetalau Toreafoa, dono de uma loja de beira de estrada de Samoa Ocidental.

Sobrelotado

Passageira volumosa em trajes tradicionais entra num mini-bus de Tongatapu.

Floresta alimentar

Grandes taros, em tempos, o tubérculo na base alimentar de Tonga e de boa parte da Polinésia.

Skipper XL

Timoneiro ao leme de um barco que liga Tongatapu à Fafa Island Resort.

Desgosto

Senhoras saídas de um cemitério de Tongatapu onde visitaram um parente que pereceu devido às doenças não comunicáveis que assolam Tonga e o Pacífico do Sul.

Recolecção III

Nativa de Tongatapu vasculha os recifes durante a maré-baixa.

A iguaria possível

Moradores de Tongatapu cozinham torresmos à moda local, outro petisco nada saudável.

Corrida literária

Samoano corre acima e abaixo da colina em que está sepultado Robert Louis Stevenson para perder peso.

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.

Sentimos o tema do excesso de peso na pele bem mais cedo do que contávamos. Embarcamos no avião com destino a Nuku’ Alofa, a capital de Tonga. Menos de um minuto depois de nos sentarmos a bordo, ficamos a conhecer os parceiros de voo mais imediatos. Uma senhora que se aproxima dos fundos da coxia ganha um volume intimidante.

A muito esforço, encaixa-se no assento exíguo. Sem que o pudesse evitar, faz sumir o braço esquerdo da nossa cadeira mais próxima e invade o espaço que nos estava reservado.

O avião desacelera na pista do aeroporto Fua’amotu e imobiliza-se em frente ao seu edifício principal. Livres do aperto, atravessamos os metros derradeiros do asfalto atentos às peculiaridades inaugurais da nação.

Seguiam-nos, vagarosos, dezenas de outros passageiros tonganeses que acenavam aos familiares e amigos na varanda sobranceira do aeroporto.

Entre uns e os outros, saltava uma vez mais à vista o tamanho exagerado e arredondado das pessoas. Nem os tupenus e os kofu-tupenus – as saias tradicionais de tarja – disfarçavam a corpulência dos vultos, muitos deles acima dos 90, 100 ou até bem mais quilos.

À medida que exploramos a cidade e a ilha de Tongatapu em redor, percebemos o quão generalizado se revelava o excesso de peso e de dimensão da população. E de como, com o tempo, se havia acumulado desde o topo da sua esfera dinástica.

Uma Monarquia de Peso

Em Setembro de 2006, após 41 anos no trono, Tonga perdeu o seu rei Taufa’ahau Tupou IV. Nas três décadas anteriores ao falecimento, Tupou IV manteve lugar no livro dos recordes como o monarca mais pesado do mundo, à data do registo inicial (1976) com uns módicos 209 kg. Ao longo da sua vida, os problemas de saúde sucederam-se, cardíacos, de diabetes e derivados.

O rei ainda se aventurou a fazer exercício três vezes por semana e perdeu quase metade desse peso. Baixou para os 130kg. O esforço não chegou para evitar um ano e meio de desterro e de tratamentos em Auckland. E a sua morte, aos 88 anos,  mesmo assim não tão precoce como se poderia prever.

Muitos dos seus inocentes e humildes súbditos sucumbem às mesmas maleitas, demasiados, em plena meia-idade, ou pouco depois.

Nem sempre assim foi. Malgrado a prevalência da má alimentação e das doenças, uma porção significativa dos tonganeses resiste, em especial, aqueles que não chegam a ter dinheiro para se alimentar fora de casa, ou para consumir diferente do que as suas terras lhes proporcionam.

Nativa de Tongatapu mostra um polvo recém-capturado

Moradora da ilha de Tongatapu mostra um polvo recém-capturado

A base alimentar do arquipélago de Tonga, de todas as ilhas da vasta Polinésia, aliás, assentava em tubérculos (em especial no taro), em bananas, coco e no peixe e marisco capturado ao largo.

No entanto, a partir dos séculos XIX e XX, por influência da emigração destes ilhéus para a Nova Zelândia e Austrália, começaram por se popularizar, na origem, peças de carne gordas (repletas de gorduras saturadas, cartilagens e pele) e pouco dispendiosas.

Taros, Tongatapu, Tonga

Grandes taros, em tempos, o tubérculo na base alimentar de Tonga e de boa parte da Polinésia.

Da Alimentação Tradicional à Seriamente Prejudicial

Foram os casos das maminhas de cordeiro e das caudas de peru, consideradas restos nos países produtores de gado. O hábito de as comer ter-se-á desenvolvido nesses mesmos países. Com o tempo, os produtores constataram que os polinésios imigrados as apreciavam.

Conscientes da dificuldade que as ilhas isoladas de Tonga, Samoa e restante Polinésia, tinham de consumir carne, fosse pela sua escassez fosse pelo custo elevado das peças de melhor qualidade, encontraram na exportação daquelas “sobras” um nicho de negócio lucrativo.

A Nova Zelândia começou a para lá exportar os mutton flats que produzia em quantidades industriais ou não tivesse muitos mais habitantes ovinos que humanos. Já os Estados Unidos, detentores da vizinha Samoa Americana, exportaram as caudas de peru.

Em pouco tempo, os polinésios do Pacífico do Sul viam-nas como iguarias. No mesmo tempo, a tal pseudo-carne gerou uma epidemia de obesidade que só se agravaria, o que não surpreende se tivermos em conta que cada 100g dos mutton flaps contêm 40g de gordura, 20g das quais, saturadas. Alguns tonganeses consomem quase 1kg numa única refeição.

Preparação de torresmos em Tongatapu, Tonga

Moradores de Tongatapu cozinham torresmos à moda local, outro petisco nada saudável

Os Mutton Flaps, em vez de Peixe e Vegetais

Nos dias que dedicamos a Nuku’Alofa, trabalhamos ao computador, repousamos e alimentamo-nos num tal de “Friends Cafe” um antro cosmopolita que atraía e reunia os forasteiros, turistas e em negócios. Mesmo se o seu menu ocidentalizado se provava dos mais dispendiosos da cidade e o WiFi oferecido demorava meia-hora a enviar ou a receber ficheiros com umas dezenas de kb.

Também alugamos um carro e saímos à descoberta de Tongatapu, a ilha-mãe de Tonga. Nessas voltas, apercebemo-nos da quantidade de nativos que, durante a maré-baixa, passavam os recifes a pente fino e recolhiam tudo o que se movesse ou parecesse vivo: polvos, chocos, moluscos, ouriços e criaturas afins.

Moradores de Tongatapu vasculham os recifes durante a maré-baixa, em Tonga.

Nativos de Tongatapu vasculham os recifes durante a maré-baixa

E, para o interior, como diversas famílias continuavam a lavrar as terras e a plantar e a colher os vegetais mais apreciados.

No entanto, desprovidos de quaisquer noções de saúde ou nutricionismo, muitos destes pescadores, recolectores e agricultores procuram vender os produtos do seu trabalho.

Se o conseguem (o que nem sempre é fácil), adquirem os apetecidos mutton flaps que alimentaram e viciaram as últimas gerações que cresceram sem alternativas viáveis de carne. Com frequência, os mutton flaps eram a única peça de ovídeo à venda.

Carnes mais saudáveis de outro tipo de gado tinham preços fora do alcance. Em simultâneo, os consumidores deixaram-se iludir pelo preconceito generalizado de que o que vinha de fora era de qualidade superior: “Em tempos, os tonganeses remaram pela vastidão destes mares do Pacífico nas suas grandes canoas” declarou à BBC sobre o problema a anciã Papiloa Bloomfield Foliaki. “Quando deixou de ser necessário, invertemos essas canoas em terra e usámo-las como lares.

O Preconceito Prejudicial de que Se é Estrangeiro é Melhor

Agora já ninguém está contente com essas casas. Só as ocidentais, mais evoluídas, as que encontram na Nova Zelândia, na Austrália e Estados Unidos satisfazem as famílias. Com a comida é a mesma coisa.”

À medida que a modernidade deu à costa de Tonga e de outras ilhas polinésias, distintas receitas do mesmo mal se propagaram.

À imagem do que testemunhámos em comunidades mais pobres e socialmente desprotegidas da Nova Zelândia, sobretudo de etnia maori ou de imigrantes polinésios, mais tarde em Apia – a capital de Samoa Ocidental – os MacDonalds, Burguer Kings, KFCs e franchisados do género enriqueciam os proprietários e as empresas-mãe.

Gerava grandes lucros gerados com base no desconhecimento das famílias do que deviam ou não comer, do que era saudável ou lhes arruinaria a saúde.

Em repetidas ocasiões, reparámos em como reuniam os seus grandes clãs às meses destes estabelecimentos. E em como se empanturravam de hambúrgueres e asinhas de frango e batatas fritas, de gelados e batidos e os empurravam com quase-baldes de bebidas gaseificadas e açucaradas.

Noutras ocasiões, vimos como se entregavam a churrascos caseiros animados em que devoravam entrecostos, salsichas e outros petiscos tão ou mais gordos e gordurosos.

Ou como, em Samoa, Kosetalau Toreafoa, o dono regressado da diáspora na Austrália e E.U.A. de uma loja de beira de estrada pouco mais tinha à venda que refrigerantes, enlatados e pacotes chineses de noodles instantâneos, inundados de MSG’s, sal e gorduras saturadas.

Dono de uma loja da ilha de Upolu, Samoa Ocidental

osetalau Toreafoa, dono de uma loja de beira de estrada de Samoa Ocidental.

A Vulnerabilidade Genética dos Polinésios

Como se não bastasse, os cientistas apuraram que muitos dos polinésios portam um gene da obesidade desenvolvido ao longo dos séculos crê-se que por, nas suas viagens e tentativas de colonização do Pacífico, se terem visto obrigados a resistir a longos períodos sem se alimentarem.

Este gene faz alegadamente com que mais gordura se acumule nos seus corpos e com que ganhem mais depressa peso e volume.

Tal factor será determinante na predominância polinésia no topo do ranking dos países mais “pesados” no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, nove dos dez países cimeiros são a Samoa Americana, Nauru, Ilhas Cook, Tokelau, Tonga, Samoa, Ilhas Marshall, Kiribati e Palau.

Moradora obesa de Tupola Tapaau, uma pequena ilha de Samoa Ocidental.

Tupola Tapaau, moradora da ilha de Manono, uma ilha menor de Samoa.

Só o Qatar, o Kuwait, Saint Kitts and Nevis, as Bahamas, Barbados e outras ilhas caribenhas  se imiscuem no Top 20 neste clube restrito de obesos. Em vários dos territórios mais de 50% da população é obesa.

Em alguns, a percentagem nacional ultrapassa os 80%. Nos tempos mais recentes, a Samoa Americana, com nove obesos em cada dez habitantes tem vindo a destacar-se dos demais. Ao que não será alheia a ainda mais intensa adopção do fast food que há muito devassa os E.U.A.

Polinésios como o tatuado, encorpado e barrigudo Kosetalau Toreafoa, que nos atende a afagar a grande barriga exibida acima do balcão, resistem a abandonar as crenças culturais de que “grande é belo e sinal de riqueza e prosperidade”.

Mulheres de Tongatapu, de luto, Tonga

Senhoras saídas de um cemitério de Tongatapu onde visitaram um parente que pereceu devido às doenças não comunicáveis que assolam Tonga e o Pacífico do Sul.

Falham em entender que, ao invés, magro não significa necessariamente pobre ou com fome e em distinguir entre grande e gordo.

Outros Agentes Nocivos: as Igrejas e as Multinacionais

A religião, por sua vez, preenche uma variável não desprezável no tema. Os sacerdotes de igrejas como a Free Wesleyan Church, a igreja mórmon de Jesus Cristo e dos Santos dos Últimos Dias, a Igreja Livre de Tonga e até mesmo as igrejas católicas romanas ocupam lugares de autoridade e modelo social influentes mas prejudiciais se tivermos em conta que quase todos são obesos.

Nem tudo é negativo. Tanto em Tonga como em Samoa os jovens e homens até à meia-idade continuam a praticar râguebi ao fim de tarde ou manhãs de fim-de-semana e feriados, em vários ervados naturais disseminados pelo arquipélago.

Jogging em redor da sepultura de Robert Louis Stevenson, em Upolu, Samoa Ocidental

Samoano corre acima e abaixo da colina em que está sepultado Robert Louis Stevenson para perder peso

Um râguebi nem sempre de primeira água mas atlético e sôfrego, a espaços violento e que faz da pequena nação a 12ª potência mundial do desporto, fornecedora de inúmeros jogadores naturalizados sobretudo à todo-poderosa Nova Zelândia.

Na Polinésia Francesa, as autoridades gaulesas reagiram em 2009 com taxas sobre as bebidas açucaradas. Desde então, outras nações do Pacífico seguiram o exemplo, com sucesso reduzido.

As multinacionais são de tal forma predominantes que acabam por manipular os governos e contornar as restrições. Aqui e ali, os seus logos e designs decoraram as fachadas de lares, bares e outros negócios das ilhas, como acontece com os das multinacionais de fast food proeminentes.

Enquanto isso, boa parte dos polinésios continua sem saber como se desenrodilhar do flagelo nutricional que os vitima.

Mais informação sobre este tema na página respectiva da Wikipedia.

Moorea, Polinésia Francesa

A Irmã Polinésia que Qualquer Ilha Gostaria de Ter

A meros 17km de Taiti, Moorea não conta com uma única cidade e abriga um décimo dos habitantes. Há muito que os taitianos veem o sol pôr-se e transformar a ilha ao lado numa silhueta enevoada para, horas depois, lhe devolver as cores e formas exuberantes. Para quem visita estas paragens longínquas do Pacífico, conhecer também Moorea é um privilégio a dobrar.
Maui, Havai

Divino Havai

Maui é um antigo chefe e herói do imaginário religioso e tradicional havaiano. Na mitologia deste arquipélago, o semi-deus laça o sol, levanta o céu e leva a cabo uma série de outras proezas em favor dos humanos. A ilha sua homónima, que os nativos creem ter criado no Pacífico do Norte, é ela própria prodigiosa.
Apia, Samoa Ocidental

Fia Fia: Folclore Polinésio de Alta Rotação

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e daqui ao Havai, contam-se muitas variações de danças polinésias. As noites samoanas de Fia Fia, em particular, são animadas por um dos estilos mais acelerados.

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
Ilha da Páscoa, Chile

Sob o Olhar dos Moais

Rapa Nui foi descoberta pelos europeus no dia de Páscoa de 1722. Mas, se o nome cristão da ilha faz todo o sentido, a civilização que a colonizou de estátuas observadoras permanece envolta em mistério.
Samoa Ocidental

Em Busca do Tempo Perdido

Durante 121 anos, foi a última nação na Terra a mudar de dia. Mas, Samoa percebeu que as suas finanças ficavam para trás e, no fim de 2012, decidiu voltar para oeste da Linha Internacional de Data.

Papeete, Polinésia Francesa

O Terceiro Sexo do Taiti

Herdeiros da cultura ancestral da Polinésia, os mahu preservam um papel incomum na sociedade. Perdidos algures entre os dois géneros, estes homens-mulher continuam a lutar pelo sentido das suas vidas.

Tongatapu, Tonga

O Último Trono da Polinésia

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e ao Havai nenhuma monarquia resistiu à chegada dos descobridores europeus e da modernidade. Para Tonga, durante várias décadas, o desafio foi resistir à monarquia.

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Maupiti, Polinésia Francesa

Uma Sociedade à Margem

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Um
Arquitectura & Design

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Preces ao fogo
Cerimónias e Festividades

Quioto, Japão

Uma Fé Combustível

Durante a celebração xintoísta de Ohitaki são reunidas no templo de Fushimi preces inscritas em tabuínhas pelos fiéis nipónicos. Ali, enquanto é consumida por enormes fogueiras, a sua crença renova-se

Miradouro da Serra do Cume revela o cenário de minifúndios impressionante da ilha Terceira, Açores
Cidades
Ilha Terceira, Açores

Terceira: e os Açores continuam Ímpares

Foi chamada Ilha de Jesus Cristo e irradia, há muito, o culto do Divino Espírito Santo. Abriga Angra do Heroísmo, a cidade mais antiga e esplendorosa do arquipélago. Estes são apenas dois exemplos. Os atributos que fazem da Terceira especial não têm conta.
Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Cultura
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

As Cores da Ilha Elefante
Em Viagem

Assuão, Egipto

Onde O Nilo Acolhe a África Negra

1200km para montante do seu delta, o Nilo deixa de ser navegável. A última das grandes cidades egípcias marca a fusão entre o território árabe e o núbio. Desde que nasce no lago Vitória, o rio dá vida a inúmeros povos africanos de tez escura.

Fila Vietnamita
Étnico

Nha Trang-Doc Let, Vietname

O Sal da Terra Vietnamita

Em busca de litorais atraentes na velha Indochina, desiludimo-nos com a rudeza balnear de Nha Trang. E é no labor feminino e exótico das salinas de Hon Khoi que encontramos um Vietname mais a gosto.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Passerelle secular
História

Galle, Sri Lanka

Nem Além, Nem Aquém da Lendária Taprobana

Camões eternizou o Ceilão como um marco indelével das Descobertas onde Galle foi das primeiras fortalezas que os portugueses controlaram e cederam. Passaram-se cinco séculos e o Ceilão deu lugar ao Sri Lanka. Galle resiste e continua a seduzir exploradores dos quatro cantos da Terra.

Praia Islandesa
Ilhas

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Solidariedade equina
Inverno Branco

Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

O nome mítico desencoraja a maior parte dos viajantes de explorações invernais. Mas quem chega fora do curto aconchego estival, é recompensado com a visão dos cenários vulcânicos sob um manto branco.

Suspeitos
Literatura

São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Peterburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.

Natureza
Quedas d'água

Admiráveis Caudais Verticais

Dos quase 1000 metros de altura do Salto dançante de Angel à potência fulminante de Iguaçu ou Victoria após chuvas torrenciais, abatem-se sobre a Terra catadupas de todos os tipos.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Cavalgada em tons de Dourado
Parques Naturais

El Calafate, Argentina

Os Novos Gaúchos da Patagónia

Em redor de El Calafate, em vez dos habituais pastores a cavalo, cruzamo-nos com gaúchos criadores equestres e com outros que exibem para gáudio dos visitantes, a vida tradicional das pampas douradas.

Parking de Kalesas
Património Mundial UNESCO

Vigan, Filipinas

A Mais Hispânica das Ásias

Os colonos espanhóis partiram mas as suas mansões estão intactas e as kalesas circulam. Quando Oliver Stone buscava cenários mexicanos para "Nascido a 4 de Julho" encontrou-os nesta ciudad fernandina

Monumento do Heroes Acre, Zimbabwe
Personagens
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Espantoso
Praias

Ambergris Caye, Belize

O Recreio do Belize

Madonna cantou-a como La Isla Bonita e reforçou o mote. Hoje, nem os furacões nem as disputas políticas desencorajam os veraneantes VIPs e endinheirados de se divertirem neste refúgio tropical.

Estante Sagrada
Religião

Tsfat, Israel

Quando a Cabala é Vítima de Si Mesma

Nos anos 50, Tsfat congregava a vida artística da jovem nação israelita e recuperava a sua mística secular. Mas convertidos famosos como Madonna vieram perturbar a mais elementar discrição cabalista.

White Pass & Yukon Train
Sobre carris

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Febre vegetal
Sociedade

Little India, Singapura

Singapura de Sari

São uns milhares de habitantes em vez dos 1.3 mil milhões da pátria-mãe mas não falta alma à Little India, um bairro da ínfima Singapura. Nem alma, nem cheiro a caril e música de Bollywood.

Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Salvamento de banhista em Boucan Canot, ilha da Reunião
Vida Selvagem
Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da ilha da Reunião falha em conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.