Edfu a Kom Ombo, Egipto

Nilo Acima, pelo Alto Egipto Ptolomaico


Forças de Segurança
Polícias de uniformes espartanos durante um período eleitoral, em Edfu.
Polícia à Porta
Guarda de um negócio com pouco para fazer.
Gerações a Remos
Agricultores cruzam o Nilo num pequeno barco a remos carregado de erva.
Transporte do Nilo
Barco de transporte navega ao longo do rio Nilo.
Comboio à beira Nilo
Comboio avança ao longo de uma margem elevada do Nilo.
Pastores e Manada
Vaqueiros conversam junto a uma margem do Nilo, enquanto uma manada pasta.
Ocaso Egípcio
Sol põe-se a oeste do rio Nilo.
Corvos-marinhos
Bando de corvos-marinhos sobrevoa o rio Nilo.
Faluca do Nilo
Faluca prestes a amarar numa margem do rio Nilo.
Moda Jilaba
Vendedor de roupa em frente à sua loja da doca de Kom Ombo.
Ferries no Nilo
Ferries navegam nas águas azuis do rio Nilo.
Faluca num Nilo Verdejante
Faluca numa margem verdejante do Nilo.
O Templo de Edfu
Fachada principal do Templo Ptolomaico de Edfu.
Guardião do Templo de Edfu
Vigilante em frente à fachada do Templo de Edfu.
Vigilante Emoldurado do templo
Guardião requentado numa mancha de sol do templo de Edfu.
Vigilante do Templo Edfu
Guia explica hieroglifos
Guia ajuda visitantes a decifrar inscrições numa parede do templo de Edfu.
Família Egípcia em Kom Ombo
Marinheiros do Nilo
Marinheiros na proa de um dos ferries que percorrem o rio Nilo.
Gravuras de Kom Ombo
Cumprida a embaixada incontornável a Luxor, à velha Tebas e ao Vale dos Reis, prosseguimos contra a corrente do Nilo. Em Edfu e Kom Ombo, rendemo-nos à magnificência histórica legada pelos sucessivos monarcas Ptolomeu.

São quase oito da manhã. Há muito que o sol sobe, disparado, para o céu azulão.

O navio atracara durante a noite. Quando despertamos, 110 km a sul de Luxor, temos como vista a zona ribeirinha de Edfu e a estação de charretes que a servem. Instalamo-nos numa delas. Eid, o guia, dá ordem de partida.

Ao ritmo do seu espanhol arabizado e do trote da parelha equina, percorremos as ruelas da cidade.

Polui-a um sortido incaracterístico de faixas e outros formatos eleitorais, de dezenas de rivais esperançosos. Em tempos de ansiedade democrática e do afluxo diminuído de turistas, Edfu protegia-se com medidas especiais.

Passamos por dois grandes camiões-cela, separados por elementos de uma qualquer força de segurança.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, forças de segurança

Polícias de uniformes espartanos durante um período eleitoral, em Edfu.

Distinguia-os um uniforme coroado de boné, negro dos pés à cabeça, escuro como os niqabs das mulheres islâmicas tradicionalistas que por ali passavam, junto à base de prédios com fachadas gastas, repletos de letreiros de negócios.

Vendedores de citrinos promoviam a sua fruta, essa, de tons naturais bem vivos, junto a uma loja de jilabas, vestidos e restante vestuário, exposto numa montra elevada acima da entrada.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, moda Jilaba

Vendedor de roupa em frente à sua loja da doca de Kom Ombo.

Edfu entrava, em pleno, na sua azáfama contemporânea quando, umas centenas de metros para poente, o labirinto de ruelas se abre para o reduto milenar e arenoso local da era egípcia Ptolomaica.

Templo de Edfu: a Porta de Entrada Majestosa para a Dinastia Ptolomaica

Mesmo àquela hora, encontramos o Templo de Edfu quase deserto, condizente com o Saara em redor. Intacto, como poucos outros edifícios erguidos no Antigo Egipto e monumental à altura.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, Templo de Edfu

Fachada principal do Templo Ptolomaico de Edfu.

Trinta e seis metros, para sermos mais exactos, a medida impressionante da fachada de adobe que nos deixa embasbacados, com as suas linhas caídas e quebradas, reflexo de uma criatividade e riqueza arquitectónica a que só líderes poderosos podiam almejar.

Neste caso, todos eles tiveram origem macedónia. Do primeiro ao oitavo rei da Dinastia, todos eles se intitulavam Ptolomeu.

Admiramos o edifício a partir do início da alameda, algo incrédulos.

Mesmo a essa distância, conseguimos distinguir as figuras inscritas na fachada, perceber a diversidade de personagens e suas acções, adicionadas de ambos os lados do pórtico conhecido como pilão.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, visitantes no templo de Edfu

Visitantes tentam decifrar um mapa sob o olhar de um guardião do templo de Edfu.

A Longa e Profícua Dinastia Ptolomaica do Egipto

O templo de Edfu começou a ser erguido no século 237 a.C., em pleno Reino Ptolomaico do Egipto, fundado por Ptolomeu I Sóter na sequência da morte intrigante de Alexandre o Grande.

Com apenas 32 anos, Alexandre pereceu no palácio do rei Nabucodonosor da Babilónia, de malária, febre tifoide, de intoxicação alcoólica ou de envenenamento, continua por apurar um motivo indisputado.

Contra a gradual desintegração do império legado por Alexandre, um dos mais vastos da História, Ptolomeu I Sóter apoderou-se do Egipto, declarou-se o Faraó sucessor e fez expandir os territórios dominados pela sua Dinastia até à longínqua Núbia, a sul de Assuão. A capital do Reino Ptolomaico recaiu em Alexandria.

Com o passar dos anos, os macedónios assimilaram boa parte da etnicidade, da cultura e dos modos egípcios. Passaram a louvar os deuses egípcios de sempre.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, gravuras de Kom Ombo

Pormenor de um das muitas gravuras que ilustram o templo de Kom Ombo.

O templo de Edfu foi só um dos vários que lhes dedicaram de forma incondicional e persistente, como o prova o facto de a sua construção se ter arrastado até 57 a.C.

Templo de Edfu. o Grande Santuário Egípcio do deus Hórus

Aproximamo-nos da entrada. Guardam-na duas estátuas de falcões coroados, uma de cada lado, abaixo de outras imagens que exibem versões humanizadas da ave. Em qualquer caso, representam Horus, deus egípcio do céu e da realeza, filho de Osíris e de Isis.

Edfu, ou a cidade antiga de Nekhen que por ali existiu, sempre foi o principal centro de culto de Horus. Coincidência ou não, o templo de Edfu é um dos mais bem conservados de todo o Egipto.

Entramos. A primeira visão que temos é a de um guardião do templo, vestido de jilaba, com um turbante enrolado em volta da cabeça. Encontramo-lo sentado na base de uma coluna, a absorver os raios solares que o destacavam da penumbra.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, outro guardião

Guardião requentado numa mancha de sol do templo de Edfu.

O vigia dá-nos as boas-vindas. Logo, concede-nos uma fotografia. Por cinco libras egípcias, claro está, já nem esperávamos que fosse de outra maneira.

Progredimos para o interior do santuário, pelas capelas que o envolvem, por corredores com iluminação eléctrica e por outros expostos à luz solar, repletos de jogos de sombras, com os hieróglifos que preenchiam as paredes e as grandes colunas com mais ou menos relevo e definição, consoante o ângulo em que a luz neles incidia.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, guia explica hieróglifos

Guia ajuda visitantes a decifrar inscrições numa parede do templo de Edfu.

Preservadas como se mantêm, estas inscrições prendaram os egiptólogos com pistas e dados cruciais ao conhecimento da civilização egípcia, da linguagem, da religião e mitologia em que assentava, incluindo o Drama Sagrado, o conflito divino entre Horus e Seth, este, o deus do caos, da guerra e da seca.

As inscrições e gravuras também contam episódios relevantes da própria edificação do templo. Prosseguimos à sua descoberta.

Não tarda, numa secção anexa e aberta, dividida por muros e colunas incompletas que não resistiram ao peso da história e à aridez do deserto.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, guardião no templo de Edfu

Vigilante em frente à fachada do Templo de Edfu.

A Navegação Entre Edfu e Kom Ombo

Após o meio-dia, com o sol a pique e inclemente, voltamos a cruzar Edfu, rumo ao Nilo. Reembarcamos.

Pouco depois, retomamos a navegação pela artéria aorta da civilização egípcia, para seu montante.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, feluca no Nilo

Faluca numa margem verdejante do Nilo.

Longe dos tempos das desejadas e profícuas inundações, o caudal do grande rio africano também flui a salvo das sequias geradas por Seth que os camponeses sempre temeram.

Revela-se suficientemente amplo para admitir três ou quatro barcos lado a lado.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, ferries no Nilo

Ferries navegam nas águas azuis do rio Nilo.

Três deles navegam dessa maneira. Sulcam o azul intenso do Nilo, entre florestas de palmeiras, margens e ilhas de papiro, de erva e outros tipos de juncos e de vegetação pastadas por sucessivas manadas de vacas.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, manada e vaqueiros

Vaqueiros conversam junto a uma margem do Nilo, enquanto uma manada pasta.

Passamos por falucas tradicionais, de convés raso, dois mastros e o mesmo número de velas, brancas.

E por barcos menores, a remos. Num deles, um adolescente toca pífaro, sentado contra um molho de erva recém-cortada, embalado pela ondulação provocada pelos ferries.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, barco a remos

Agricultores cruzam o Nilo num pequeno barco a remos carregado de erva.

Bandos de corvos-marinhos negros, de bico amarelo, sobrevoam-nos, indiferentes ao trânsito fluvial e ao deleite granfino dos passageiros refastelados em volta das piscinas.

Kom Ombo e o Templo de Hórus e do deus Crocodilo Sobek

Sobre as quatro da tarde, atracamos numa doca escadeada e pejada de lojas, num meandro do Nilo acentuado pela ilha de Nagaa Al Jami.

O Templo de Kom Ombo insinuava-se, sobranceiro, com o seu conjunto de colunas destacado acima das árvores ribeirinhas.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, casal no Templo de Kom Ombo

Jovem

Ao desembarque segue-se, de imediato, o trajecto pedestre para o monumento. O grande astro estava prestes a sumir-se para baixo do horizonte.

Sob a luz derradeira do dia, Kom Ombo ostentava um encanto redobrado que desejávamos viver tanto quanto possível.

Mesmo se, decorridos dois milénios desde a sua construção durante o reinado de Ptolomeu IV, se havia degradado mais que o de Edfu, danificado pelas enchentes do Nilo, diz-se que também por terramotos e pela imposição dos cristãos Coptas que, em tempos, o adaptaram a igreja e danificaram vários dos seus hieróglifos.

O que se sabe, hoje, é que o templo de Kom Ombo só foi finalizado nos últimos anos da Dinastia Ptolomaica, alguns acrescentos e aperfeiçoamentos levados a cabo já os Romanos eram donos e senhores destas partes do Egipto.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, vigilante refastelado

Vigilante do templo de Kom Ombo instalado contra uma coluna.

Subsistem, agora, difusos, os seus salões, os dos tribunais, os santuários, os átrios e as câmaras, neste caso, erguidas na sequência de uma entrada dupla, em lados opostos, dispostos em louvor de um duo divino improvável, o formado por Horus e pelo deus crocodilo da fertilidade e da criação, Sobek.

Deambulamos entre as colunas, decididos a decifrarmos, por nossa conta, pelo menos uma ou duas das ilustrações intrincadas.

O Deus Sol Rá e o Ocaso Exuberante sobre o Alto Egipto

Andamos nestes trabalhos quando percebemos que Rá se dissolvia num drama de cor, para trás do Nilo, do palmeiral e do deserto do Saara infindável a oeste.

Visitantes de todas as partes, entre os quais, várias famílias egípcias, pressentem a transição mágica do dia para a noite.

Posicionam-se para a apreciar, dos laicos aos muçulmanos quase salafitas, cada qual nos seus modos e preparos, num vaivém frenético que capturarmos como curiosos arrastos fotográficos.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima,

Visitantes percorrem um corredor dourado do templo de Kom Ombo.

Momentos depois, Rá dá entrada no submundo Duat, a bordo da dupla barca solar Mesektet.

Ainda segundo a mitologia egípcia, já com cabeça de carneiro, na companhia de outras divindades, Sia, Hu e Heka e a salvo dos monstros da penumbra por Enéade e pelo inusitado e rebuscado Seth.

Egipto Ptolomaico, Edfu a Kom Ombo, Nilo acima, ocaso

Sol põe-se a oeste do rio Nilo.

Kom Ombo assumiu um curto turno crepuscular, com o céu a desistir do seu azul. Quando a escuridão raptou, por fim, o Egipto, regressamos à barca terrena em que seguíamos.

Lá recarregamos energias, à espera do transbordo de Rá para a sua embarcação matinal e do renovar da sua aurora divinal.

Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou o Templo de Karnak e a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Assuão, Egipto

Onde O Nilo Acolhe a África Negra

1200km para montante do seu delta, o Nilo deixa de ser navegável. A última das grandes cidades egípcias marca a fusão entre o território árabe e o núbio. Desde que nasce no lago Vitória, o rio dá vida a inúmeros povos africanos de tez escura.
Monte Sinai, Egipto

Força nas Pernas e Fé em Deus

Moisés recebeu os Dez Mandamentos no cume do Monte Sinai e revelou-os ao povo de Israel. Hoje, centenas de peregrinos vencem, todas as noites, os 4000 degraus daquela dolorosa mas mística ascensão.
Deserto Branco, Egipto

O Atalho Egípcio para Marte

Numa altura em que a conquista do vizinho do sistema solar se tornou uma obsessão, uma secção do leste do Deserto do Sahara abriga um vasto cenário afim. Em vez dos 150 a 300 dias que se calculam necessários para atingir Marte, descolamos do Cairo e, em pouco mais de três horas, damos os primeiros passos no Oásis de Bahariya. Em redor, quase tudo nos faz sentir sobre o ansiado Planeta Vermelho.
Matmata, Tataouine:  Tunísia

A Base Terrestre da Guerra das Estrelas

Por razões de segurança, o planeta Tatooine de "O Despertar da Força" foi filmado em Abu Dhabi. Recuamos no calendário cósmico e revisitamos alguns dos lugares tunisinos com mais impacto na saga.  
Tataouine, Tunísia

Festival dos Ksour: Castelos de Areia que Não Desmoronam

Os ksour foram construídos como fortificações pelos berberes do Norte de África. Resistiram às invasões árabes e a séculos de erosão. O Festival dos Ksour presta-lhes, todos os anos, uma devida homenagem.

Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

Jerusalém, Israel

Mais Perto de Deus

Três mil anos de uma história tão mística quanto atribulada ganham vida em Jerusalém. Venerada por cristãos, judeus e muçulmanos, esta cidade irradia controvérsias mas atrai crentes de todo o Mundo.
Jaffa, Israel

Onde Assenta a Telavive Sempre em Festa

Telavive é famosa pela noite mais intensa do Médio Oriente. Mas, se os seus jovens se divertem até à exaustão nas discotecas à beira Mediterrâneo, é cada vez mais na vizinha Old Jaffa que dão o nó.

Istambul, Turquia

Onde o Oriente encontra o Ocidente, a Turquia Procura um Rumo

Metrópole emblemática e grandiosa, Istambul vive numa encruzilhada. Como a Turquia em geral, dividida entre a laicidade e o islamismo, a tradição e a modernidade, continua sem saber que caminho seguir

Ilha Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Parque Nacional Gorongosa, Moçambique, Vida Selvagem, leões
Safari
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Aurora ilumina o vale de Pisang, Nepal.
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras do Circuito Annapurna pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Uma Cidade Perdida e Achada
Arquitectura & Design
Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.
Totems, aldeia de Botko, Malekula,Vanuatu
Aventura
Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula.
cavaleiros do divino, fe no divino espirito santo, Pirenopolis, Brasil
Cerimónias e Festividades
Pirenópolis, Brasil

Cavalgada de Fé

Introduzida, em 1819, por padres portugueses, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis agrega uma complexa rede de celebrações religiosas e pagãs. Dura mais de 20 dias, passados, em grande parte, sobre a sela.
Estátuas de elefantes à beira do rio Li, Elephant Trunk Hill, Guilin, China
Cidades
Guilin, China

O Portal Para o Reino Chinês de Pedra

A imensidão de colinas de calcário afiadas em redor é de tal forma majestosa que as autoridades de Pequim a imprimem no verso das notas de 20 yuans. Quem a explora, passa quase sempre por Guilin. E mesmo se esta cidade da província de Guangxi destoa da natureza exuberante em redor, também lhe achámos os seus encantos.
Máquinas Bebidas, Japão
Comida
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Kigurumi Satoko, Templo Hachiman, Ogimashi, Japão
Cultura
Ogimashi, Japão

Um Japão Histórico-Virtual

Higurashi no Naku Koro ni” foi uma série de animação nipónica e jogo de computador com enorme sucesso. Em Ogimashi, aldeia de Shirakawa-Go, convivemos com um grupo de kigurumis das suas personagens.
Natação, Austrália Ocidental, Estilo Aussie, Sol nascente nos olhos
Desporto
Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos. A nadar.
Jovens percorrem a rua principal de Chame, Nepal
Em Viagem
Circuito Annapurna: 1º - Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Capacete capilar
Étnico
Viti Levu, Fiji

Canibalismo e Cabelo, Velhos Passatempos de Viti Levu, ilhas Fiji

Durante 2500 anos, a antropofagia fez parte do quotidiano de Fiji. Nos séculos mais recentes, a prática foi adornada por um fascinante culto capilar. Por sorte, só subsistem vestígios da última moda.
Vista para ilha de Fa, Tonga, Última Monarquia da Polinésia
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

Sinais Exóticos de Vida

Moa numa praia de Rapa Nui/Ilha da Páscoa
História
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.
Bufalos, ilha do Marajo, Brasil, búfalos da polícia de Soure
Ilhas
Ilha do Marajó, Brasil

A Ilha dos Búfalos

Uma embarcação que transportava búfalos da Índia terá naufragado na foz do rio Amazonas. Hoje, a ilha de Marajó que os acolheu tem uma das maiores manadas do mundo e o Brasil já não passa sem estes bovídeos.
lago ala juumajarvi, parque nacional oulanka, finlandia
Inverno Branco
Kuusamo ao PN Oulanka, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Literatura
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Entrada para a Cidade das Areias de Dunhuang, China
Natureza
Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Barcos fundo de vidro, Kabira Bay, Ishigaki
Parques Naturais
Ishigaki, Japão

Inusitados Trópicos Nipónicos

Ishigaki é uma das últimas ilhas da alpondra que se estende entre Honshu e Taiwan. Ishigakijima abriga algumas das mais incríveis praias e paisagens litorais destas partes do oceano Pacífico. Os cada vez mais japoneses que as visitam desfrutam-nas de uma forma pouco ou nada balnear.
muralha da fortaleza de Novgorod e da Catedral Ortodoxa de Santa Sofia, Rússia
Património Mundial UNESCO
Novgorod, Rússia

A Avó Viking da Mãe Rússia

Durante quase todo o século que passou, as autoridades da U.R.S.S. omitiram parte das origens do povo russo. Mas a história não deixa lugar para dúvidas. Muito antes da ascensão e supremacia dos czares e dos sovietes, os primeiros colonos escandinavos fundaram, em Novgorod, a sua poderosa nação.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Personagens
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Praias
Gizo, Ilhas Salomão

Gala dos Pequenos Cantores de Saeraghi

Em Gizo, ainda são bem visíveis os estragos provocados pelo tsunami que assolou as ilhas Salomão. No litoral de Saeraghi, a felicidade balnear das crianças contrasta com a sua herança de desolação.
Rebanho em Manang, Circuito Annapurna, Nepal
Religião
Circuito Annapurna: 8º Manang, Nepal

Manang: a Derradeira Aclimatização em Civilização

Seis dias após a partida de Besisahar chegamos por fim a Manang (3519m). Situada no sopé das montanhas Annapurna III e Gangapurna, Manang é a civilização que mima e prepara os caminhantes para a travessia sempre temida do desfiladeiro de Thorong La (5416 m).
De volta ao sol. Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos
Sobre Carris
São Francisco, E.U.A.

Cable Cars de São Francisco: uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.
Magome a Tsumago, Nakasendo, Caminho Japão medieval
Sociedade
Magome-Tsumago, Japão

Magome a Tsumago: o Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o xogum Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é percorrido por uma turba ansiosa por evasão.
manada, febre aftosa, carne fraca, colonia pellegrini, argentina
Vida Quotidiana
Colónia Pellegrini, Argentina

Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.
Ovelhas e caminhantes em Mykines, ilhas Faroé
Vida Selvagem
Mykines, Ilhas Faroé

No Faroeste das Faroé

Mykines estabelece o limiar ocidental do arquipélago Faroé. Chegou a albergar 179 pessoas mas a dureza do retiro levou a melhor. Hoje, só lá resistem nove almas. Quando a visitamos, encontramos a ilha entregue aos seus mil ovinos e às colónias irrequietas de papagaios-do-mar.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
PT EN ES FR DE IT