Tasmânia, Austrália

À Descoberta de Tassie


Recanto histórico

Pormenor de um café de Queenstown, uma velha povoação mineira da costa oeste da Tasmania.

Floresta Cerrada

Enormes fetos dominam a vegetação verdejante do PN Franklin-Gordon.

Ponte para outro dia

Sol põe-se sobre Ross, uma das povoações seculares das Midlands.

Church St. – Sem saída

Torre da igreja de Richmond, uma povoação histórica do Sudoeste.

Cradle Mountain

Os picos aguçados de dolerite da Cradle Mountaino pico mais emblemático da Cradle Mountain, no interior norte da Tasmânia.

Calçado Arejado

Estendal de calçado velho aumentado por locais e viajantes num vedação na estrada a caminho do PN Frecynet.

Correio 26, correio 18

Caixas de correio tradicionais da velha vila de Ross, no coração das Midlands.

Pedra Quente

Luz ténue sob um manto de nuvens de tempestade ilumina a ponte de Ross.

Passagem de Equidnas

Sinal de trânsito alerta para a presença de equidnas, um de vários mamíferos austrais da Tasmânia.

Vida Marsupial

Canguru juvenil numa praia selvagem do PN Frecynet.

Mar Antárctico

Litoral selvagem do PN Frecynet, na costa leste da Tasmânia.

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito mais rude que aussie de ser e mantém-se envolta em mistério no seu recanto meridional dos antípodas.

Dominadas pelos tons de verde e amarelo das plantações de cereais e das sebes que as delimitam, as Midlands estendem-se para norte de Hobart. São uma zona relativamente plana, com um potencial agrícola que é explorado desde os primeiros anos da colonizaç&

atilde;o, algo que tem reflexo no número de vilas rurais de pedra, antigas povoações guarnição e correio ali presentes. Em Oatlands, por exemplo, encontra-se a maior colecção de arquitectura georgiana, com 87 edifícios históricos contabilizados só na rua principal. Já Ross, foi construída, em 1812, para proteger os colonos que percorriam na principal estrada norte-sul, dos ataques dos aborígenes. A sua famosa ponte foi construída por Daniel Herbert, um mação condenado a quem foi concedido o perdão como recompensa pelo trabalho exaustivo nos 186 painéis que decoram os arcos. O monumento tornou-se na grande atracção mas toda a vila se revela pitoresca, animada por pequenas lojas de artesanato e casas de chá aconchegantes. Outra das suas curiosidades é um cruzamento que pode conduzir a quatro direcções: a Tentação, representada pelo hotel-pub Man O’Ross, a Salvação, oferecida pela igreja católica, a Recreação, proporcionada pelo edifício cultural da câmara local e, por fim, a Condenação (a velha cadeia).

Um desvio para leste conduz à costa oriental da Tasmânia, conhecida como Sun Coast graças ao seu clima suave. A estrada, estreita e sinuosa, sobe e desce inúmeras pequenas colinas mas, mais que o traçado de montanha russa, é a sucessão de cadáveres de animais que impressiona.

A proliferação de animais com hábitos nocturnos – com predomínio para os marsupiais – e a falta de protecções que evitem as suas incursões sobre o alcatrão, fez da ilha uma verdadeira World Roadkill Capital, o título atribuído pelos anglófonos. As vítimas dividem-se entre várias espécies e sub-espécies: reconhecem-se cangurus, wallabies (pequenos cangurus) e pademelons (cangurus ainda mais pequenos) equidnas, raposas, diabos da Tasmânia e opossums (gambás) , estes últimos dos mais temidos pelos condutores, por o seu físico robusto provocar enormes danos nos motores e carroçarias.

A Tasmânia preserva vastas áreas de montanha e florestas densas, redutos naturais em que a civilização ainda está por penetrar. A fauna local beneficia desses ecossistemas e do facto de serem apenas 500.000 os humanos e reproduz-se a alto ritmo. Mas nem todos os animais têm a mesma sorte. O Tigre da Tasmânia (thylacine) caçava o gado dos colonos. Extinguiu-se, em 1936, vítima das sucessivas vinganças. Como é normal nestes casos, subsistem defensores de que alguns espécimes furtivos se escondem na Tasmânia profunda.

Num daqueles desenhos animados apresentados pelo saudoso Vasco Granja, Bugs Bunny é acossado pelo Diabo da Tasmânia e recorre a um dicionário para perceber melhor que estranha espécie o ameaça: “ … aqui está, Diabo da Tasmânia: besta forte, assassina, dotado de maxilares poderosos como uma armadilha de aço – é insaciável – alimenta-se de tigres, leões, elefantes, búfalos, burros, girafas, polvos, rinocerontes, alces, patos … ao que o predador acrescenta: “E coelhos”.  “Coelhos? Não diz nada aqui.”, responde Bugs Bunny, esgotando a paciência do Taz que, para impor a sua vontade, completa o dicionário com um lápis.

Apesar da reputação diabólica, o grande símbolo da ilha pode estar condenado ao mesmo destino do thylacine. Em certas regiões, a sua população diminuiu cerca de 80%. Além dos atropelamentos, que acontecem quando se alimenta de cadáveres de outros animais sobre o asfalto, este marsupial carnívoro foi assolado por um tumor facial que os cientistas não conseguiram até agora controlar. Após intenso lobby, o governo da Tasmânia obteve autorização da Warner Bros para vender cinco mil peluches do Taz e usar o lucro no combate à doença. A oferta foi pobre tendo em conta que a imagem do animal rende, todos os anos, vários milhões de dólares à companhia.

A estrada prossegue para norte ao longo do litoral ventoso do leste. Quando chega ao meio da ilha, corta para uma península descaída no mapa e entra no Parque Nacional Frecynet, um território protegido em que abundam tanto as praias selvagens de areia branca e mar revolto como enseadas tranquilas de águas azuladas que dão para penhascos imponentes e encostas florestadas. Duas destas enseadas que quase se tocam na Wineglass Bay transformaram-se na paisagem de eleição da Tasmânia. Para a admirar, os visitantes percorrem os mais de 600 degraus que levam ao seu miradouro mas só os mais jovens ou em boa forma se aventuram pelo longo (3 horas, ida e volta) trilho íngreme que desce para as praias. Para aqueles que o fazem num dia de Verão, os mergulhos nas águas revigorantes do Mar da Tasmânia, chegam como a recompensa perfeita.

Duzentos e dez quilómetros para norte da capital Hobart, Launceston é a segunda maior urbe da ilha. Ainda a anos luz da capital Hobart no que diz respeito ao desenvolvimento e ritmo de vida, a cidade só há pouco acordou com o ruído turístico que se fazia sentir na Tasmânia. Como resultado, as suas atracções resumem-se a alguns restaurantes regionais e ao chamariz injustificado da Cataract Gorge que nem visitada de teleférico impressiona. Vinte minutos de carro depois, surge a costa setentrional, a mais desenvolvida da ilha e, como Launceston, pouco atractiva razão porque, em sua vez, os principais guias aconselham a Tasmanian Wilderness World Heritage Area, o interior selvagem que se estende para sudeste.

Uma via sinuosa de terra batida subsumida na vegetação e atravessada por cangurus de todos os tamanhos ascende das planícies rurais do coração da ilha para as alturas. Quando a estrada termina insinuam-se uma passadeira de madeira e sinais que alertam para um elevado risco de queda. Trezentos metros depois, a passadeira abre para um dos cenários realmente inóspitos e grandiosos da Tasmânia. Entre a visão e a vertigem, impõem-se para diante os enormes penhascos e os vales glaciares amplos do Devils Gullet, com vértice profundo no leito do Fisher’s River. Os Roaring Forties – ventos gélidos que circundam a Terra a esta latitude – sopram com uma força avassaladora. Dão toda a razão de ser aos avisos de perigo e exigem mãos firmes na  plataforma de observação.

Para ocidente deste território extremo surge o Parque Nacional Cradle Mountain-Lake St.Clair, o mais reputado da ilha, Património da Humanidade e palco do concorrido Overland Track. Ao longo de oitenta quilómetros e durante cinco ou seis dias, este percurso que liga o Cradle Valley a Cynthia Bay delicia os caminhantes à medida que serpenteia entre as montanhas e lagos da região. Do lado de lá do estreito de Bass, o simples som dos seus nomes chega a provocar arrepios. «Cradle Mountain? Overland Track? They’re awesome, mate!» comentam, sem reticências, Ian e Kate, dois irmãos australianos de Melbourne.

Deixados para trás os parques nacionais, a meio da última descida tortuosa da Lyell Highway, desvenda-se um panorama semilunar feito de montanhas e vales despidos e gastos. A inclinação termina em Queenstown, uma povoação de aparência e atmosfera western que trocou a mineração erosiva pelo turismo. Com respectivamente 3400 e seiscentos habitantes, Queenstown e Strahan – a sua vizinha do litoral – servem de porta de entrada para o grande Sudoeste, a última fronteira tazzie, onde as estradas não chegam e a natureza prospera com esplendor indisputado.

Strahan surge timidamente sob a protecção do pequeno porto de Macquarie. Está cercada por uma imensidão de mato e pântanos que, como as focas e os leões-marinhos, invadem as praias inóspitas da costa ocidental, permanentemente batidas pelas águas traiçoeiras do Antárctico. Para o interior, o Franklin e o Gordon destacam-se entre vários rios furtivos. Ambos se escondem em florestas tropicais quase impenetráveis e passam por gargantas profundas que vão acelerando os seus caudais revoltos.

Se existisse um top para os povos intrépidos, os ozzies surgiriam sempre no primeiro lugar. Apesar da rudeza da região, depressa a adoptaram como uma espécie de parque de diversões em que brincam ao trekking e ao rafting ultra-radicais durante dias a fio. Dependentes da adrenalina e apaixonados pelo dramatismo dos cenários, continuam a voltar vezes sem conta a estes confins insulares da Austrália.

Sydney, Austrália

De Desterro de Criminosos a Cidade Exemplar

A primeira das colónias australianas foi erguida por reclusos desterrados. Hoje, os aussies de Sydney gabam-se de antigos condenados da sua árvore genealógica e orgulham-se da prosperidade cosmopolita da megalópole que habitam. 

Estradas Imperdíveis

Grandes Percursos, Grandes Viagens

Com nomes pomposos ou meros códigos rodoviários, certas estradas percorrem cenários realmente sublimes. Da Road 66 à Great Ocean Road, são, todas elas, aventuras imperdíveis ao volante.

Victoria, Austrália

No Grande Sul Australiano

Uma das evasões preferidas dos habitantes de Melbourne, a estrada B100 desvenda um litoral sublime que o oceano moldou. E bastam alguns km para perceber porque foi baptizada The Great Ocean Road.

Hobart, Austrália

A Porta dos Fundos da Austrália

Hobart, a capital de estado mais a sul da grande ilha foi colonizada por milhares de degredados de Inglaterra. Sem surpresa, a sua população preserva uma forte admiração pelos modos de vida marginais.

Norte de Queensland, Austrália

Uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.

Port Arthur, Austrália

Uma Ilha Condenada ao Crime

O complexo prisional de Port Arthur sempre atemorizou os desterrados britânicos. 90 anos após o seu fecho, um crime hediondo ali cometido forçou a Tasmânia a regressar aos seus tempos mais lúgubres.

Praia soleada
Arquitectura & Design

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Aventura
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-Braga, Nepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
A Crucificação em Helsínquia
Cerimónias e Festividades

Helsínquia, Finlândia

Uma Via Crucis Frígido-Erudita

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.

Cidades
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Acolhimento de Satoko
Cultura

Ogimashi, Japão

Um Japão Histórico-Virtual

Até há pouco, os estúdios nipónicos produziam 60% de todas as séries de animação. “Higurashi no Naku Koro ni” teve enorme sucesso. Em Ogimashi, damos com um grupo de kigurumis das suas personagens.

Fogo-de-artifício branco
Desporto

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Em Viagem
Lago Inlé, Myanmar

Uma Agradável Paragem Forçada

No segundo dos furos que temos durante um passeio em redor do lago Inlé, esperamos que nos tragam a bicicleta com o pneu remendado. Na loja de estrada que nos acolhe e ajuda, o dia-a-dia não pára.
Dança dos cabelos
Étnico
Huang Luo, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Banco improvisado
História
Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Fajazinha (Ocaso)
Ilhas
Flores, Açores

Os Confins Inverosímeis de Portugal (e da Europa)

Onde, para oeste, até no mapa as Américas surgem remotas, a Ilha das Flores abriga o derradeiro domínio idílico-dramático açoriano e quase quatro mil florenses rendidos ao fim-do-mundo deslumbrante que os acolheu.
Frígida pequenez
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Baie d'Oro
Literatura

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Colosso Ferroviário
Natureza

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Solidão andina
Parques Naturais

Mérida, Venezuela

A Renovação Vertiginosa do Teleférico mais Alto do Mundo

Em execução desde 2010, a reconstrução do teleférico de Mérida chegou à sua estação terminal. Foi levada a cabo nas montanhas andinas por operários intrépidos que sofreram na pele a grandeza da obra.

Cortejo garrido
Património Mundial Unesco

Suzdal, Rússia

1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.

Acima de tudo e de todos
Personagens
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Promessa?
Praia
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Folia Divina
Religião

Pirenópolis, Brasil

Cavalgada de Fé

Introduzida, em 1819, por um padre português, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis agrega uma complexa rede de celebrações. Dura mais de 20 dias, passados, em grande parte, sobre a sela.

A todo o vapor
Sobre carris

Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

Comodidade até na Natureza
Sociedade

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Campo de géiseres
Vida Selvagem

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.