Mount Cook, Nova Zelândia

O Monte Fura Nuvens


Chapéu Lenticular

Cume do Aoraki/Monte Cook acompanhado de uma nuvem lenticular.

Em estilo Caran d’Ache

Monte Cook por detrás da névoa densa sobre o lago Pukaki.

A Caminho

Caminhantes aproximam-se do sopé do Aoraki/Monte Cook.

Gelo pouco gelado

Guia fala sobre o gelo ancestral do glaciar Tasman, que flui a partir das alturas dos Alpes do Sul.

Entre Icebergs

Grupo de visitantes a bordo de um zodiak, no lago formado pelo glaciar Tasman.

Sem Pressas

Casal descansa no sopé de uma encosta gelada dos Alpes do Sul.

Esculturas de Gelo

Icebergs flutuam no lago formado pela frente de ablação do glaciar Tasman.

Passos Certos

Caminhante atravessa uma ponte suspensa sobre o rio Hooker.

Pico Tingido

Monte Cook assume tons bem mais quentes com o fim de mais um dia nos Alpes do Sul.

Um Delta Frígido

Água do degelo desce das alturas dos Alpes do Sul para o caudal azulado do lago Pukaki.

Pequena avalanche

Um fluxo de neve cai de uma falésia rochosa nas imediações do Monte Cook.

O Aoraki/Monte Cook até pode ficar muito aquém do tecto do Mundo mas é a montanha mais imponente e elevada da Nova Zelândia.

Após várias dezenas de quilómetros numa de tantas planícies bucólicas de Canterbury, a estrada ascende e interna-se no domínio majestoso dos Alpes do Sul. Vemos o turquesa do lago Pukaki desafiar o azul celeste e, na margem oposta, a visão porque v

iajávamos. Uma névoa persistente mancha o cenário com laivos de branco e, por detrás, ao estilo das caixas de lápis de cor Caran d’Ache, impõe-se o grandioso Aoraki/Monte Cook.

O pequeno povoado de Twizel aparece pouco depois e permite-nos reabastecer o carro e as energias. Apreciamos, por momentos, o panorama de uma perspectiva lateral e prosseguimos caminho em direcção ao sopé elevado da cordilheira. Mount Cook, a aldeia homónima e derradeira paragem do percurso confirma-se no extremo de um vasto aluvião pintado de amarelo por um feno curto e ensopado. Acolhe aventureiros há décadas e prova-se uma espécie de primeira conquista para os ciclo-turistas que vemos chegar, extenuados, ao International Youth Hostel local.

Foram muitos os montanheiros prendados com o aconchego dos pequenos chalés ali instalados, momentos preciosos de estímulo para um mesmo desafio: a conquista da grande montanha.

Desde 1882 que o Mount Cook atrai alpinistas. A primeira expedição foi formada pelo reverendo irlandês William Green, o suíço Emil Boss e pelo guia de montanha também helvético Ulrich Kaufman. Bafejado por uma meteorologia misericordiosa, este trio subiu a montanha sem percalços de maior e festejou o feito nas alturas, de regresso à base e por algum tempo mais. Até que rivais e juízes supostamente imparciais os confrontaram com uma cruel realidade: tinham ficado a 50 m do verdadeiro cume da elevação.

Para vários montanheiros kiwis, as notícias da sua humilhação trouxeram alívio. Tom Fyfe, George Graham e Jack Clark ambicionavam há algum tempo aquele triunfo. Oito meses depois, pressionados por boatos da visita de outros alpinistas europeus conceituados, apressaram-se a mudar-se para a base da montanha, venceram o glaciar Hooker, prosseguiram pela vertente norte e atingiram o cume, no dia de Natal de 1884. Nos dias que correm, a sua proeza jaz num segundo plano sombrio da memória.

O hotel Hermitage instalou-se em Mount Cook no mesmo ano. Passamos junto às suas instalações renovadas na manhã seguinte à nossa chegada e constatamos como os hóspedes nipónicos – mas não só – se fotografam, entusiasmados, junto a uma estátua negra que contempla a montanha. Depressa comprovamos tratar-se da homenagem a Edmund Hillary, o neozelandês apicultor que ofuscou a fama dos três compatriotas e de todos os alpinistas do mundo, ao ascender com o sherpa nepalês Tenzing Norgay, ao seu tecto.

Desde cedo Hillary se sentiu atraído pela descoberta e pela concretização de façanhas. Na escola secundária já sonhava com os Alpes do Sul.  Começou a praticar aquela que viria a ser a sua grande aptidão a meio da década de 30 e conquistou o primeiro cume, o Monte Ollivier (1933 m), em 1939.

A determinada altura, juntou-se à Royal New Zealand Air Force e serviu na 2ª Guerra Mundial como navegador. Esta missão inesperada salvou-o de uma produção de mel estival de que já estava meio farto e que era cada vez menos rentável. Deu-lhe acesso a um mundo real, de que tinha construído um vasto imaginário com a leitura de inúmeros livros de aventuras.

Uma vez regressado a casa e recuperado de um acidente militar nas ilhas Salomão, voltou a ceder ao chamamento da montanha.

Conquistou o Monte Cook com tal facilidade que repetiu a ascensão, no ano seguinte, como uma espécie de treino para os desafios bem mais exigentes que estava prestes a enfrentar. 

Em 1951, integrado em expedições de reconhecimento, iniciou a sua relação montanhista com os Himalaias. Dois anos depois, juntou-se a uma expedição britânica de mais 400 pessoas (incluindo 360 carregadores e 20 guias sherpas) liderada por John Hunt. Segundo instruções deste, Hillary fez equipa com o sherpa Tenzing, um dos poucos que, contra a superstição predominante na etnia, ambicionava os mesmos sucessos que os escaladores ocidentais. Entre diversos percalços, Hillary e Tenzing acabaram por receber ordem de Hunt para avançarem para o cume. Alcançaram-no com enorme  esforço, às 11 da manhã de 29 de Março de 1953.

No regresso à base, Hillary comunicou ao companheiro George Lowe, a primeira pessoa que viu: “Well George, we knocked the bastard off”.

Passados três meses, recebera várias homenagens e condecorações entre as quais as de Knight Commander of the Order of the British Empire.

Enquanto percorremos a Nova Zelândia, vemo-lo, todos os dias, com o seu ar rude e simples, nas costas das notas de 5 dólares. Edmund Hillary foi durante muitos anos, o único kiwi vivo a merecer essa distinção. Insistiu para que montanha a acompanhar o seu perfil fosse o Aoraki/Mount Cook e não o Evereste, em honra à paixão que sempre teve pelos Alpes do Sul. Os neozelandeses e a gente do hotel Hermitage retribuíram-lhe com um Centro Alpino e Museu a ele dedicado, o mesmo em que nos sentamos em frente a um ecrã, tão deliciados como dezenas de outros visitantes, a rever a sua vida preenchida, antes de partirmos para o trilho que conduz à base da elevação que o inspirou, numa tarde solarenga mas fria e ventosa.

Apesar daquela atenção patriota, Edmund Percival Hillary continuou a escalar montanhas dos Himalaias, 10 no total. Não se ficou por aí. Chegou ao Polo Sul, parte de uma expedição Trans-Antárctica da Commonwealth.

Em 1977, não foi vítima do desastre aéreo do voo TWA 266 porque se atrasou. Voltou a fintar o destino dois anos depois, quando um amigo íntimo, Peter Mulgrew, o substituiu a bordo do Air New Zealand 901 que se despenhou contra o Monte Erebus, na Antárctida, vitimando as 257 pessoas a bordo.

Hillary manteve até muito tarde a paixão pela descoberta e pela aventura e só as acções beneméritas e ambientais no Nepal e outras partes do Mundo competiam com essa faceta. Mas a sorte não poderia sorrir-lhe para sempre. Em, 1988, com 88 anos, sucumbiu a um ataque cardíaco.

O Aoraki/Mount Cook da sua juventude resiste no topo de uma presumível eternidade mas também tem os seus contratempos. Em 1991, entre 12 a 14 milhões de metros cúbicos de rocha e gelo caíram do pico norte, reduzindo-o em cerca de 10 metros.

Deixamos o conforto do hotel Hermitage e metemo-nos no trilho que serpenteia ao longo do leito pedregoso do rio Hooker e o cruza sobre uma ponte suspensa. O vale é amarelo-esverdeado, repleto de uma vegetação suculenta que vários rebanhos devoram. À medida que avançamos sobre o feno ou sobre os seixos, aproximamo-nos do  cume nevado resplandecente que espreita entre o v escuro formado por duas encostas já à sombra. Quarenta minutos depois, estamos bem mais junto do sopé e o ângulo de visão é distinto. Desvenda-nos uma nuvem lenticular excêntrica que persiste sobre o cume como que a registar os tons com que o crepúsculo vai colorindo a montanha. Sentamo-nos sobre pedras polidas pela erosão glaciar e fazemos o mesmo. Até que a noite se fecha e o frio se torna impossível de suportar.

Segundo a lenda maori, foi o frio que criou aquela mesma montanha. Aoraki era um jovem rapaz filho de Rakinui, o pai Céu. Numa sua viagem em redor da Mãe Terra, a sua canoa encalhou e num recife e virou-se. Aoraki e os irmãos treparam para o topo e evitaram afundar-se. Mas o vento do sul gelou-os e transformou-os em pedra. A canoa tornou-se na Ilha do Sul da Nova Zelândia, Aoraki, no mais alto no cume homónimo e os irmãos nos restantes Alpes do Sul. Durante, séculos os colonos europeus ouviram-nos pronunciar a palavra Aorangi – a versão Ngai Tahu dos maoris da região – e interpretaram-na como querendo dizer fura-nuvens quando os indígenas se referiam, na realidade, a uma pessoa. A noção desviada popularizou-se mas, apesar do equívoco, a reivindicação dos nativos teve eco e Aoraki, equiparou-se na nomenclatura oficial neozelandesa a Mount Cook. Este último, por sua vez, foi dado à montanha por um tal de capitão John Lort Stokes – oficial que serviu a bordo do HMS Beagle – que assim decidiu honrar o mais famoso dos navegadores britânicos. 

Nelson a Wharariki, Nova Zelândia

O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa

Abel Janszoon Tasman explorava mais da recém-mapeada e mítica "Terra Australis" quando um equívoco azedou o contacto com nativos de uma ilha desconhecida. O episódio inaugurou a história colonial da Nova Zelândia. Hoje, tanto a costa divinal em que o episódio se sucedeu como os mares em redor evocam o navegador holandês.
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Circuito Annapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.

Ilha do Norte, Nova Zelândia

A Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia. 

Península de Banks, Nova Zelândia

Divinal Estilhaço de Terra

Vista do ar, a mais óbvia protuberância da costa leste da Ilha do Sul parece ter implodido vezes sem conta. Vulcânica mas verdejante e bucólica, a Península de Banks confina na sua geomorfologia de quase roda-dentada a essência da sempre invejável vida neozelandesa.

Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 - Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e as experiências prévias com o Mal de Altitude que não devemos arriscar subir à pressa.

Glaciares

Planeta Azul-Gelado

Formam-se nas grandes latitudes e/ou altitudes. No Alasca ou na Nova Zelândia, na Argentina ou no Chile, os rios de gelo são sempre visões impressionantes de uma Terra tão frígida quanto inóspita.

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Uma Cidade Perdida e Achada
Arquitectura & Design

Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.

Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Cerimónias e Festividades
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Celebração Nahuatl
Cidades

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Moradora obesa de Tupola Tapaau, uma pequena ilha de Samoa Ocidental.
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

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Cultura
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Sol nascente nos olhos
Desporto

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2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Fuga de Seljalandsfoss
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A catarata suprema da Europa precipita-se na Islândia. Mas não é a única. Nesta ilha boreal, com chuva ou neve constantes e em plena batalha entre vulcões e glaciares, despenham-se torrentes sem fim.
Fila Vietnamita
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O Sal da Terra Vietnamita

Em busca de litorais atraentes na velha Indochina, desiludimo-nos com a rudeza balnear de Nha Trang. E é no labor feminino e exótico das salinas de Hon Khoi que encontramos um Vietname mais a gosto.

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O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
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Em 73 d.C, após meses de cerco, uma legião romana constatou que os resistentes no topo de Masada se tinham suicidado. De novo judaica, esta fortaleza é agora o símbolo supremo da determinação sionista
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O complexo prisional de Port Arthur sempre atemorizou os desterrados britânicos. 90 anos após o seu fecho, um crime hediondo ali cometido forçou a Tasmânia a regressar aos seus tempos mais lúgubres.
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O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

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Apenas a solitária estrada EN-10 se aventura pelo extremo sul selvagem da Venezuela. A partir dela, desvendamos cenários de outro mundo, como o da savana repleta de dinossauros da saga de Spielberg.

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Centenas de javaneses entregam-se ao vulcão Ijen onde são consumidos por gases venenosos e cargas que lhes deformam os ombros. Cada turno rende-lhes menos de 30€ mas todos agradecem o martírio.

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