San Pedro de Atacama, Chile

O Oásis dos Gringos


La Casona

Empregado de um restaurante observa a acção numa das ruas típicas de San Pedro.

Passeio Acrobata

Residentes atravessam a Plaza de Armas num modo ciclista original.

Pose orgulhosa

Cavaleiro posa pouco antes de partir para uma cavalgada em redor de San Pedro.

Rua de adobe

Moradores e visitantes cruzam-se numa das várias ruas de adobe do pueblo.

Oriana Soza

Nativa ao balcão de uma mercearia afastada das ruas principais da povoação.

Calle Tocopilla

Indicação de números de domicílios sobre uma moldura de adobe não pintado.

La botica

Farmacêutico à porta da farmácia de San Pedro, também ela instalada numa casa típica.

Atacama a pedais

Viajante-ciclista aproxima-se de San Pedro de Atacama.

La Estaka

Angariador de clientes à porta do restaurante La Estaka.

Botas de pele e Esporas

Detalhe do traje de montada usado por um cavaleiro em San Pedro.

Diálogo equestre

Cavalos convivem no estábulo do hotel Explora.

Os conquistadores espanhóis tinham partido e o comboio desviou as caravanas de gado e nitrato. San Pedro recuperava a paz mas uma horda de forasteiros à descoberta da América do Sul invadiu o pueblo.

Percorremos mais uma ruela apertada de adobe quando nos confrontamos com uma procissão proveniente de um outro beco escuro. Progride a passo curto, atrasado pelo peso dos andores que transportam Cristos e Virgens Marias de p

orte impressionante, se tida em conta a dimensão do lugarejo.

Liderado por uma combinação improvável de beatas locais escondidas atrás de véus negros e estrangeiros curiosos que caminham de calções e sandálias, o co

rtejo é animado por cânticos estridentes, interpretados por centenas de devotos iluminados por tochas.

Considerando a velocidade a que se move, promete demorar toda a madrugada a percorrer San Pedro e a chegar à igreja homónima. Para os estrangeiros, is

so pouco importa. Mal a Calle Caracoles fica desimpedida,  à falta de crença, entregam-se à cena e, depois, à cerveza Austral e ao Pisco Sour, as bebidas rainhas do Chile, perfeitas para alegrar a narrativa das suas estórias de viagem – as exactas e as exageradas – e a noite em geral.

Finda a cerimónia, a animação depressa contagia também a calle Gustavo Le Paige, que homenageia um missionário jesuíta de origem belga que se radicou em San Pedro, em 1955, e, como tantos outros forasteiros, se apaixonou pela vida simples da povoação e pelo seu passado atacamenho. Este padre tornou-se, aliás, num dos responsáveis pela preservação da fé e da manifestação religiosa a que tínhamos acabado de assistir.

O oásis que o acolheu foi inicialmente ocupado, há cerca de 11.000 anos, pelos Atacamas, o primeiro povo a fixar-se nas zonas irrigadas por rios ou aquíferos da puna e das quebradas do deserto. Conquistada a área aos Incas – que dela se haviam entretanto apoderado – os colonos espanhóis ergueram então San Pedro que, em 1540, seria visitada pelo conquistador de serviço na região, Pedro de Valdivia. A povoação viveu numa paz próspera enquanto paragem obrigatória das caravanas de gado e de nitrato que ligavam as oficinas nas terras altas dos andes e nas planícies do Atacama à costa do Pacífico.

Essa substância química viria, mais tarde, a ser exportada para todo o mundo, incluindo Portugal. O famoso fertilizante Nitrato do Chile provou-se essencial ao bom desempenho das culturas. Enquanto se disseminou pelo subsolo nacional, a sua imagem de marca do cavaleiro negro invadiu a superfície em posters e sacas do produto. Resistem, aliás, um pouco por todo o país, vários outdoors da marca, pintados em painéis de azulejo, ao estilo clássico da pasta medicinal Couto. 

San Pedro declinou durante algum tempo devido à introdução do caminho de ferro através dos Andes mas ganhou nova vida quando se transformou num destino de férias predilecto dos chilenos e começou a atrair visitantes estrangeiros, ambos rendidos à sua maravilhosa arquitectura colonial e à atmosfera tranquila e acolhedora.

Como nos explica o guia de Santiago, Maurício Aguero: “… o deserto de Atacama tornou-se irresistível aos habitantes aventureiros da capital chilena e, por volta de 1970, apoderou-se da povoação uma horda internacional de viajantes que havia já desbravado várias paragens das proximidades – Salta e Jujuy na Argentina; o Salar de Uyuni na Bolívia, Cusco no Peru e tantos outros – e procurava novos fascínios”.

Passados alguns anos, eram já vários os bares, restaurantes e guest-houses por eles abertos em casas e outros edifícios típicos. O turismo chegou para ficar e dominar. Depois das caravanas de burros e cavalos, a aldeia tornou-se, então, numa paragem obrigatória nas rotas de mochileiros à descoberta da América do Sul Andina, quase sempre provenientes do sul do Chile, de Salta e Jujuy na Argentina, do sul do Peru e do Salar de Uyuni, na Bolívia. Em época alta, os locais são novecentos e poucos mas os forasteiros contam-se aos milhares. Esta invasão subsidia e perturba, desde há muito, a forma de vida secular dos atacamenhos.

Durante o dia, a situação ainda é comportável. A maior parte dos gringos ausenta-se de San Pedro que adopta o ritmo arrastado dos seus habitantes. Mulheres falam à porta da farmácia local, miúdos brincam descalços sobre a lama em redor das acequias, idosos pedalam vagarosamente em direcção aos seus huertos, logo à saída da povoação. Tudo se passa sem pressas ou confusões.

Com o pôr-do-sol os estrangeiros regressam e aglomeram-se  a sul da Plaza de Armas, na principal calle de entretenimento de San Pedro, a Caracoles.

Ali, e nalgumas parelas e perpendiculares, os bares, restaurantes e lojas de recuerdos fazem um pouco de tudo para atrair mais clientes: criam decorações garridas, instalam lareiras interiores e palcos em que acolhem músicos chilenos e, quando calha, de outras partes do Mundo. Também aumentam o volume do som o máximo que podem e mantêm angariadores exuberantes em permanência a desviar transeuntes esfomeados ou sedentos para os seus estabelecimentos.

O espectro dos turistas é agora bem mais amplo do que há algumas décadas atrás. A evolução acentuada da economia chilena dotou a região de melhores acessos e condições. De repente, San Pedro e o Deserto do Atacama deixaram de ser território exclusivo dos indígenas e dos mochileiros, habituados a sofrer para descobrir. Chegaram também os hotéis de luxo, como o Explora e o Larache e os seus clientes endinheirados. Aos viajantes sub-35 juntaram-se outros com mais idade, dinheiro e caprichos de conforto e requinte a condizer.

Apesar da invasão de forasteiros, em termos arquitectónicos, este pueblo situado a 2436 metros acima do nível do mar mantém o aspecto rústico original gerado pelos colonos hispânicos. As casas, térreas e dispostas num padrão geométrico, preservam o adobe em que foram erguidas, umas vezes cru, outras caiado e outras ainda caiado mas “enfeitado” por riscas castanhas produzidas pelo escorrer da água dos telhados de lama num qualquer dia tão especial em que choveu. A contrastar com os tons terra, as suas molduras de portas e janelas são quase sempre garridas e, dependendo do tipo de proprietários, os interiores vão de espartanos à decoração lounge. 

Já as ruas, de terra batida, estão interligadas em redor da Plaza de Armas, onde se destacam os edifícios religiosos e políticos da cidade, solenemente representados pela igreja de San Pedro, a Casa Incaica (especialmente construída para a visita de Valdivia) e o Cabildo. As vias principais são a Caracoles – a comercial – e a Gustavo Le Paige. Esta passa em frente ao museu homónimo, assim baptizado em homenagem ao seu fundador, um missionário jesuíta de origem belga que se radicou em San Pedro, em 1955, e se apaixonou pela povoação e seu passado atacamenho. 

Nas traseiras da cidade, resistem ainda espécies de guetos rurais das comunidades indígenas – os ayulles – sob permanente ameaça especulativa. São hortas e pomares irrigados por canais em que, para surpresa geral, a água, de origem subterrânea ou produto do degelo longínquo dos Andes, flui a grande velocidade. Afinal, era suposto estarmos num deserto.

A população permanente ronda os 5000 habitantes. A quem percorre as callecitas ao fim da tarde, parece bem maior. Regressados das excursões ao deserto e à montanha, inúmeros exploradores atarefados cruzam-se e voltam a cruzar-se até terminar de organizar os seus programas para os dias seguintes. Acossados vezes sem conta por “vendedores” de restaurantes que lhes acenam com conversa fácil, menus baratos e promoções irresistíveis, com o cair da noite, escolhem finalmente onde vão assentar, não necessariamente sossegar.

Há muito que deixou de exercer o fascínio exótico puro por que se tornou famoso. Para sentir o modo de vida tradicional, há que filtrar os cenários, algo exequível durante a tarde quando as excursões levaram os estrangeiros para longe e o calor afasta das ruas os que ficaram a repousar.

Nessas ocasiões, encontramos, aqui e ali, pequenas mercearias genuínas e confusas que vendem um pouco de tudo, desde sacos de adubo e corta-unhas a guias de viagem usados. Entre as tiendas e bodegas pitorescas, sobressaem a farmácia e a padaria em que as mulheres atacama e aymara de tez escura e olhos rasgados comentam os boatos que correm sobre os vizinhos.

Desviamo-nos mais que o habitual do centro e acabamos a comprar empanadas na bodega y botilleria San Pedro. Oriana Soza está muito grávida mas ainda resiste ao balcão e recebe-nos com um misto de surpresa e simpatia. Atendido o pedido, passa-nos o embrulho quente e deseja-nos o típico sul-americano "Que les vaya bien". Estamos prestes a deixar a mercearia quando a nativa ganha coragem e acrescenta ”y, señores … hablen de la nuestra bodeguita a los otros gringos, por favor”.

Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

PN Torres del Paine, Chile

A Mais Dramática das Patagónias

Em nenhuma outra parte os confins austrais da América do Sul se revelam tão arrebatadores como na cordilheira de Paine. Ali, um castro natural de colossos de granito envolto de lagos e glaciares projecta-se da pampa e submete-se aos caprichos da meteorologia e da luz. 

Deserto de Atacama, Chile

A Vida nos Limites

Quando menos se espera, o lugar mais seco do mundo revela novos cenários extraterrestres numa fronteira entre o inóspito e o acolhedor, o estéril e o fértil que os nativos se habituaram a atravessar.

Arquitectura & Design
Fortalezas

O Mundo à Defesa

Sob ameaça dos inimigos desde os confins dos tempos, os líderes de povoações e de nações ergueram castelos e fortalezas. Um pouco por todo o lado, monumentos militares como estes continuam a resistir.
Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Tempo de MassKara
Cerimónias e Festividades
Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.
Radical 24h por dia
Cidades

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Comodidade até na Natureza
Comida

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Transbordo
Cultura

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Desporto
Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
Em Viagem
De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Torres Kanak
Étnico

Grande Terre, Nova Caledónia

O Grande Calhau do Pacífico do Sul

James Cook baptizou assim a longínqua Nova Caledónia porque o fez lembrar a Escócia do seu pai, já os colonos franceses foram menos românticos. Prendados com uma das maiores reservas de níquel do mundo, chamaram Le Caillou à ilha-mãe do arquipélago. Nem a sua mineração obsta a que seja um dos mais deslumbrantes retalhos de Terra da Oceânia.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
No sopé do grande Aratat
História

Arménia

O Berço do Cristianismo Oficial

Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.

Solovestsky Outonal
Ilhas

Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag cruel. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.

Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Baie d'Oro
Literatura

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Punta Cahuita
Natureza

Cahuita, Costa Rica

Costa Rica de Rastas

Em viagem pela América Central, exploramos um litoral costariquenho tão afro quanto caribenho. Em Cahuita, a Pura Vida inspira-se numa fé excêntrica em Jah e numa devoção alucinante pela cannabis.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

O Pequeno Tibete Português
Parques Naturais
Peneda-Gerês, Portugal

Do “Pequeno Tibete Português” às Fortalezas do Milho

Deixamos as fragas da Srª da Peneda, rumo ao vale do Vez e às povoações que um imaginário erróneo apelidou de “tibetanas”.  Dessas aldeias socalcadas, passamos por outras famosas por guardarem, como tesouros dourados e sagrados, as espigas que colhem. Caprichoso, o percurso revela-nos a natureza resplandecente e a fertilidade verdejante destas terras minhotas.
Em plena costa do Ouro
Património Mundial Unesco

Elmina, Gana 

O Primeiro Jackpot dos Descobrimentos Portugueses

No séc. XVI, Mina gerava à Coroa mais de 310 kg de ouro anuais. Este proveito suscitou a cobiça da Holanda e da Inglaterra que se sucederam no lugar dos portugueses e fomentaram o tráfico de escravos para as Américas. A povoação em redor ainda é conhecida por Elmina mas, hoje, o peixe é a sua mais evidente riqueza.

Cabana de Brando
Personagens

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Pesca no Paraíso
Praia

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Via Crucis
Religião

Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.

Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
Aos repelões
Sociedade

Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.

O projeccionista
Vida Quotidiana

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Glaciar Meares
Vida Selvagem

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.