Salta e Jujuy, Argentina

Nas Terras Altas da Argentina Profunda


Sal Muito Grosso

Trabalhadores carregam blocos de sal para um camião, nas Salinas Grandes.

Vida Salgada

Capataz da salina exibe uma mão cheia da matéria-prima que guarda dias a fio.

Fé Remota

Pequena Capela perdida na imensidão da Puna, o vasto planalto andino das províncias Salta e Jujuy.

Lamas Crossing

Sinal de trânsito alerta para a travessia de camelídeos numa estrada do interior elevado de Jujuy.

Escultura geológica

Um dos muitos "cerros de las siete colores" que enfeitam o planalto andino, no Noroeste da Argentina.

Purmamarca

O "pueblo" de Purmamarca arrumado contra mais um dos "cerros de siete colores" do noroeste da Argentina.

Em Honra da Defunta

Santuário de beira da estrada em honra à Defunta Correa, uma personagem religiosa adorada pelos argentinos.

Na Solidão dos Montes

Pastora em trajes tradicionais, a caminho de La Quiaca.

Salta nocturna

Padrão geométrico de Salta marcado pela iluminação nocturna da cidade.

Fé Garrida

A igreja de São Francisco, destacada pela sua fachada garrida, na cidade pós-colonial de Salta.

A Caminho da noite

Passageiros chegam numa cabine do teleférico de San Bernardo, em Salta.

Um périplo pelas províncias de Salta e Jujuy leva-nos a desvendar um país sem sinal de pampas. Sumidos na vastidão andina, estes confins do Noroeste da Argentina também se perderam no tempo.

“Maravilhosa, não vos parece? Não é por acaso que lhe chamam “La Linda”, gaba-se Roberto – um nativo que conduz passeios guiados pelo centro histórico de Salta – quando se apercebe que fotografamos cada recanto com indisfarçável in

teresse. “Buenos Aires pode ser a capital e Córdoba tem todas as suas velhas Missões mas olhem que não encontram, por lá, uma Andaluzia sul-americana como nós temos aqui”.

Uma simples caminhada através do centro histórico desvend

a o edifício do cabildo (a antiga edilidade), a catedral e várias casas da época dos vice-reis, com as suas fachadas e varandas majestosas. Sente-se, nas ruas, o peso da religiosidade imposta pelas igrejas e, de quando em quando, passam grupos de freiras vindas ou a caminho dos conventos.

Para lá da capital homónima, a província de Salta é uma manta de retalhos paisagísticos e compreende uma panóplia de ambientes, relevos e climas difícil de encontrar noutras partes da Argentina. Da savana chaqueña (área mais próxima ao Paraguai) aos planaltos andinos, sucedem-se desertos e oásis, montanhas cobertas por selva luxuriante e cordilheiras áridas. E, tal como na vizinha do sul, Mendoza, no extremo oeste da região, os picos nevados remotos superam os 6.000 metros de altitude.

De Salta em direcção a sul, a nacional 68 serpenteia entre vales e desfiladeiros cada vez mais secos e avermelhados que acabam por lembrar os cenários do Oeste “cowboy” dos Estados Unidos. Mas, assim que chegamos a Cafayate, a Argentina colonial reclama e reconquista o protagonismo. Nos dias que correm, Cafayate abriga uma  população dedicada de artesãos de prata, tecidos e peles mas é mais conhecida graças à sua reputada produção de torrontés, um vinho branco frutuoso que se diz acompanhar, na perfeição, as idolatradas empanadas saltenhas.

Na manhã seguinte, saímos para a Ruta Nacional 40 e, aos poucos, voltamos a aproximar-nos dos Andes. Os Valles Calchaquíes abrem-se à estrada de ripio em Chicoana e prolongam-se pela Cuesta del Obispo. Desvendam-nos lugarejos rurais alienados envoltos por pastos de encosta em que o gado se alimenta de forma vertiginosa e por campos agrícolas profundos, preenchidos por minifúndios pintados de diferentes verdes e  amarelos.

Pouco depois de deixarmos os Valles, passamos por Cachi. Sempre a conquistar altitude, entramos no Parque Nacional Los Cardones. Percebemos os seus limiares bem demarcados por uma profusão de cactos com formas distintas que a população autóctone se habituou a imaginar como vigilantes dos montes, das manadas de vicuñas, dos guanacos, dos pumas e gatos monteses e de outras espécies com nomes locais excêntricos. 

Para norte, impõe-se no mapa a ainda mais vasta Quebrada del Toro. Segundo a crença predominante, o ex-líbris da província de Salta recebeu o seu nome por ter sido, durante muitos anos, rota de arrieiros que se dirigiam para o Chile usando as zonas baixas e verdejantes do vale para engordar os animais que conduziam. Esta teoria é contestada por uma facção minoritária que defende que a palavra toro teria origem indígena (provavelmente aymara) e significaria “água barrenta”.

Seja qual for a explicação correcta, a forma mais popular de descobrir a região é subir a bordo do Tren a Las Nubes mas, enquanto explorávamos estas paragens, o serviço mantinha-se desactivado para uma urgente renovação. Quando tudo anda sobre carris, a composição parte da gare General Belgrano, em Salta. Avança ao longo de 217km de um percurso sinuoso que penetra gradualmente nas montanhas e visita mais alguns pueblitos andinos com grande significado histórico. 

Após atingir a meseta salteña, o Tren de las Nubes detém-se em San António de los Cobres que nos surge como uma visão surreal de adobe e lata perdida na imensidão inóspita. 

San António de los Cobres cresceu como entreposto dos circuitos das caravanas de mulas que ligavam o Peru à Argentina e, mais tarde, o país das pampas às minas de nitrato do Chile, o mesmo composto químico que fertilizou, durante décadas, o solo agrícola português. Nos dias que correm, é a penúltima estação antes do viaduto La Polvorilla que encontramos já a 4220 metros de altitude.

Dali para a frente, continuamos pelas estradas improvisadas de terra, cascalho e areia da puña andina a par com manadas de mulas selvagens e perseguidos por pés-de-vento gerados por fascinantes caprichos barométricos.

Vencidas mais algumas dezenas de quilómetros, vislumbramos a miragem real das Salinas Grandes, um conjunto de salares planos e visualmente infindáveis em que só a actividade longínqua de alguns trabalhadores a carregar um camião parece quebrar a uniformidade branca do cenário. 

Deixamos o trilho demarcado e, sobre uma superfície estaladiça, chegamos às suas imediações quando o camião está prestes a partir. Ficamos à conversa com o guarda indígena da exploração que não demora a confessar-nos a solidão a que o seu emprego o votou: “Amigos, chegam a passar-se semanas em que não vejo mais nada que sal … De quando em quando, aparecem por aí uns coiotes desesperados atraídos pelo cheiro do que estou a cozinhar mas, às vezes, nem isso…“

Com a fronteira chilena a anunciar-se uma derradeira vez, invertemos marcha para leste, e precisamente quando entramos no território de Jujuy, mandam-nos parar dois agentes da autoridade que aguardavam à beira da via. “Temos um caso urgente para resolver em Humahuaca, precisamos que nos levem até lá”, atira o guarda Rodriguez com pouco à vontade. Começamos por hesitar, mas rendidos à expressão simpática do segundo polícia e à falta de alternativas viáveis, acabamos por ceder sem resistência.

Vencida a desconfiança, durante mais de duas horas, a conversa desenrola-se alegre e toca temas diversos com destaques óbvios para os futebóis argentinos e português e para o estado quase sempre problemático das finanças das duas nações.

À medida que flui, o diálogo permite-nos também perceber que aquela boleia forçada se devia à longa crise argentina e, em específico, à falta de verbas das esquadras do norte do país para assegurarem transporte aos seus agentes.

Ainda a caminho da fronteira com a Bolívia, passamos a desbravar a Pampa Azul em que se destacam, pela dimensão quase urbana, Abra Pampa, Trés Cruces, Casabindo e La Quiaca. Dedicamos uma atenção mínima às três primeiras mas o estatuto de limite setentrional da Argentina e o perfil suspeito de La Quiaca desperta-nos a curiosidade. Ali, exploramos o mercado local, instalado, por conveniência, a apenas umas centenas de metros da aduana. Até ao anoitecer, observamos, deliciados, os contrabandos e negócios duvidosos dos visitantes bolivianos e argentinos e, entre conversas casuais, vamos recusando ofertas irresistíveis. No dia seguinte, retomamos a ruta nacional 9 de regresso a Jujuy e depois a Salta, sempre pelos confins andinos da América do Sul.

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e a experiência que não se deve arriscar subir à pressa.
Estradas Imperdíveis

Grandes Percursos, Grandes Viagens

Com nomes pomposos ou meros códigos rodoviários, certas estradas percorrem cenários realmente sublimes. Da Road 66 à Great Ocean Road, são, todas elas, aventuras imperdíveis ao volante.

Mendoza, Argentina

A Eno-Província Argentina

Os missionários espanhóis perceberam, no século XVI, que a zona estava talhada para a produção do “sangue de Cristo”. Hoje, Mendoza está no centro da maior região vinícola da América Latina.

Deserto de Atacama, Chile

A Vida nos Limites

Quando menos se espera, o lugar mais seco do mundo revela novos cenários extraterrestres numa fronteira entre o inóspito e o acolhedor, o estéril e o fértil que os nativos se habituaram a atravessar.

Ushuaia, Argentina

A Última das Cidades

A capital da Terra do Fogo marca o limiar austral da civilização. Dali partem inúmeras incursões ao continente gelado. Nenhuma destas aventuras de toca e foge se compara à da vida na cidade final.

Canal Beagle, Argentina

No Rumo da Evolução

Em 1833, Charles Darwin navegou a bordo do "Beagle" pelos canais da Terra do Fogo. A sua passagem por estes confins meridionais moldou a teoria revolucionária que formulou da Terra e das suas espécies

Misiones, Argentina

Missões Impossíveis

No séc. XVIII, os jesuítas expandiam um domínio religioso no coração da América do Sul em que convertiam os indígenas guarani. Mas as Coroas Ibéricas arruinaram a utopia tropical da Companhia de Jesus

Perito Moreno, Argentina

O Glaciar Que Não se Rende

O aquecimento é supostamente global mas não chega a todo o lado. Na Patagónia, alguns rios de gelo resistem.De tempos a tempos, o avanço do Perito Moreno provoca derrocadas que fazem parar a Argentina

El Chalten, Argentina

Um Apelo de Granito

Duas montanhas de pedra geraram uma disputa fronteiriça entre a Argentina e o Chile.Mas estes países não são os únicos pretendentes.Há muito que os cerros Fitz Roy e Torre atraem alpinistas obstinados

Colónia Pellegrini, Argentina

Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.

Mendoza, Argentina

De Um Lado ao Outro dos Andes

Saída da Mendoza cidade, a ruta N7 perde-se em vinhedos, eleva-se ao sopé do Monte Aconcágua e cruza os Andes até ao Chile. Poucos trechos transfronteiriços revelam a imponência desta ascensão forçada

Minhocas
Arquitectura & Design

Tbilissi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.

Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

A galope
Cerimónias e Festividades
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
As Cores da Ilha Elefante
Cidades

Assuão, Egipto

Onde O Nilo Acolhe a África Negra

1200km para montante do seu delta, o Nilo deixa de ser navegável. A última das grandes cidades egípcias marca a fusão entre o território árabe e o núbio. Desde que nasce no lago Vitória, o rio dá vida a inúmeros povos africanos de tez escura.

Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Casal Gótico
Cultura

Matarraña a Alcanar, Espanha

Uma Espanha Medieval

De viagem por terras de Aragão e Valência, damos com torres e ameias destacadas de casarios que preenchem as encostas. Km após km, estas visões vão-se provando tão anacrónicas como fascinantes.

Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Um "pequeno" Himalaia
Em Viagem
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Étnico
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Filhos da Mãe-Arménia
História
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Habitante de Mindelo, a capital de São Vicente e a capital cultural de Cabo Verde
Ilhas
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O Milagre de São Vicente

Uma volta a esta ilha revela uma aridez tão deslumbrante como inóspita. Contra todas as probabilidades, por um capricho da história, São Vicente viu o Mindelo prosperar como a segunda cidade mais populosa de Cabo Verde e a sua indisputada capital cultural.
Frígida pequenez
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Baie d'Oro
Literatura

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Tambores e tatoos
Natureza

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Glaciar Meares
Parques Naturais

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Embaixada
Património Mundial Unesco

Nikko, Japão

O Derradeiro Cortejo do Grande Xógum

Em 1600, Ieyasu Tokugawa inaugurou um xogunato que uniu o Japão por 250 anos. Em sua homenagem, Nikko re-encena, todos os anos, a transladação medieval do general para o mausoléu faustoso de Toshogu.

Acima de tudo e de todos
Personagens
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Dunas no meio do mar
Praia
Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
Tédio terreno
Religião
Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.
Em manobras
Sobre carris

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

Mini-snorkeling
Sociedade

Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso a “A Praia”

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.

O projeccionista
Vida Quotidiana

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Perigo de praia
Vida Selvagem

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.