Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo


Ex-trono, agora museu
O Palácio de Potala, trono dos Dalai Lamas até ao exílio do 14º, destacado sobre Lhasa, a capital tibetana.
Fé em tempos difíceis
Devoto segura uma mala(rosário tibetano-budista) na praça Barkhor.
A vida continua
Rua movimentada de Lhasa com montanhas do Planalto Tibetano por detrás.
Estandarte da ocupação
Bandeira chinesa esvoaça no cimo do Palácio de Potala.
Rituais da Kora
Monges budistas completam a sua kora - peregrinação em redor do mosteiro de Jokhang - e prostram-se de forma reverente em frente ao centro espiritual de Lhasa e do Tibete.
As forças ocupantes II
Soldados e polícias chineses observam uma rua em redor do mosteiro de Jokhang do cimo de um telhado.
Aconchego na crença
Fiel budista protegida do frio cortante e contra uma série de bandeiras tibetano-budistas de oração.
Uma oferenda conformada
Oferenda de dinheiro num templo tibetano, feita com notas de Yuan, a moeda oficial chinesa também imposta ao Tibete.
Rodas da fé
Fiel faz girar rodas de oração num dos vários templos tibetano-budistas de Lhasa.
Irmãs rosadas
Mulheres tibetanas seguram termos no mosteiro de Sera, durante uma manhã gélida de Lhasa.
O grande motivo
Palácio de Potala ilustrado num painel decorativo à venda numa loja de Lhasa.
ocupacao-tibete-china-lhasa-tecto-mundo-frontao-budista-tibetano
Cimo Budista Tibetano do Templo de Jokhang.
Controlo de Fé
Polícia chinês junto à fila de entrada no templo Jokhang.
Iaques d’Ouro
Estátuas douradas em plena praça no sopé do Palácio Potala.
ocupacao-tibete-china-lhasa-tecto-mundo-lhasa
O casario de Lhasa, capital do Tibete, no sopé de montanhas áridas.
Roupa de Frio
Visitante do templo Jokhang agasalhada segura uma roda de oração.
Orgulho Budista-Tibetano
Monge budista-tibetano exibe um xaile sedoso com o Palácio Potala em fundo.
As Forças Ocupantes
Soldados chineses patrulham a praça Barkhor, entre crentes budistas de visita ao mosteiro de Jokhang.
Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete.

O dia mal tinha começado. Fazia um frio de rachar.

A grande praça de Barkhor estava repleta de peregrinos deliciados pela visita à capital, em particular, ao mosteiro budista de Jokhang, para quase todos os tibetanos, o mais importante da nação.

A praça tem uma dimensão considerável mas a fé inabalável dos nativos fazia com que se aglomerassem sobretudo junto a esse templo que marcava o seu limite oriental.

“Muitos deles cumprem o sonho de cá vir pela primeira vez.” diz-nos Lobsang, o guia local ao serviço da agência chinesa a que tivemos que recorrer para podermos entrar no território autónomo e semi-interdito. “Alguns viajam dos confins do país.

Para isso, gastam uma boa parte das economias. O Jokhang é o centro espiritual de Lhasa e do Tibete. Os tibetanos renovam aqui o sentido das suas vidas.”

Contratado pela empresa do ocupante por falar inglês e outras línguas, o anfitrião disfarçava mal a motivação quase nula com que desempenhava as suas funções.

Sempre que podia, ausentava-se com a desculpa de outra qualquer obrigatoriedade laboral e deixava-nos entregue aos conterrâneos. Foi o motivo porque, uma vez mais sem ele, visitámos o Mosteiro de Sera, nos arredores de Lhasa.

Esses abandonos revelaram-se libertadores. De tal maneira que, para seu gáudio, nós próprios os começámos a promover.

Lobsang também nos informou que éramos dois de uma irrisória vintena de estrangeiros por essa altura no Tibete.

A Pureza Tibetana do Ser

Provou-se praticamente exclusiva a curiosidade gentil e afável que nos dedicavam, enquanto caminhávamos entre a multidão, aqueles romeiros fatigados mas radiantes.

Não exageramos se confessarmos que nenhum outro povo asiático nos surpreendeu e recompensou como este.

Isolados no cimo do Mundo, entre os 3.500 e os 5.000 metros do Planalto do Tibete, abrigados atrás dos recordistas Himalaias e outras cordilheiras quase tão elevadas, durante séculos, os tibetanos mantiveram-se a salvo da colonização europeia e das epidemias culturais que contagiariam outras paragens do continente asiático.

ocupação Tibete pela China, Tecto do Mundo, rodas da fé

Fiel faz girar rodas de oração num dos vários templos tibetano-budistas de Lhasa.

A beleza da sua forma de ser foi a primeira coisa a arrebatar-nos.

Sem recurso a cadeias de lojas de roupa ou afins, os tibetanos produzem e combinam casacos, túnicas (chubas) e pulôveres dos mais distintos materiais, cores e cortes. Complementam as indumentárias com penteados exuberantes dos seus cabelos fortes e negros.

Por vezes, usam chapéus ou outros artefactos que lhes ocultam faces frequentemente enigmáticas ou carismáticas.

São raros os indígenas que falam algo mais que alguns dialectos locais ou se atrevem a tentá-lo.

Apesar de viverem num lugar extremo e castigador do planeta, os tibetanos abrem os corações e as portas da sua nação a quem sentem que chegou e os contempla por bem.

Prendam os visitantes com grandes sorrisos incondicionais, tentativas calorosas de abordagem na própria língua e uma resposta orgulhosa a quase todos os pedidos dos forasteiros.

Pelo menos, assim aconteceu enquanto fomos praticamente só nós a com eles estabelecer contacto.

Não garantimos que o mesmo se passe quando, noutras alturas, o número de visitantes ávidos por recordações aumenta.

ocupação Tibete pela China, Tecto do Mundo,

Cimo Budista Tibetano do Templo de Jokhang.

O Deslumbre dos Tibetanos pelas Fotografias Tiradas pelos Estrangeiros

Pensávamos que os indianos gostavam de ser fotografados por ocidentais. No Tibete, descobrimos uma paixão fotográfica à altura. Fosse a quem fosse que pedíssemos, a resposta revelava-se quase sempre positiva.

Com frequência, entusiasmada.

Perante as nossa câmaras que sempre reconhecemos intimidantes, os modelos do planalto posam altivos e graciosos.

ocupação Tibete pela China, Tecto do Mundo, Fé Budista-Tibetana

Devoto segura uma mala(rosário tibetano-budista) na praça Barkhor.

Fitam-nos com os seus olhos quase fechados mas, ainda assim, expressivos e as grandes rosas adensadas pela hipoxia e respectivo aumento de glóbulos vermelhos, pela radiação ultravioleta e a forte amplitude térmica diurna.

Alguns dos nativos presentes na praça Barkhor partilhavam o desejo de que os fotografássemos com amigos ou familiares. Vários, nunca tinham visto ou mexido numa máquina fotográfica.

Foi com um misto de surpresa e fascínio que constatámos que, depois de os fotografarmos, se esforçavam para remover dos ecrãs, com os dedos, as imagens que ansiavam examinar.

ocupação Tibete pela China, Tecto do Mundo, frio

Visitante do templo Jokhang agasalhada segura uma roda de oração.

As Sucessivas Voltas de Fé ao Mosteiro Jokhang

Enquanto este estranho convívio tinha lugar, junto da fachada frontal do mosteiro de Jokhang, prosseguia a azáfama religiosa.

Alguns monges e muitos mais crentes não ordenados repetiam prostrações budistas de cariz quase ginasta. Inauguravam-nas de pé, com as mãos juntas em frente à face.

Logo ajoelhavam-se no solo de pedra e, por último, esticavam o corpo, por completo, sobre pequenos colchões, com ajuda de placas de plástico que lhes permitiam fazer deslizar as mãos até os braços estarem estendidos por completo.

O mosteiro de Jokhang tem 25.000 m2 de extensão. Vemos milhares de fiéis inspirados pela crença budista tibetana ali cumprirem parte da kora, ritual que os faz andar em redor do edifício massivo com limites bem identificados por quatro fornos colocados em outros tantos cantos do complexo.

Alguns crentes executam-no a caminhar. Outros, levam a cabo desafios mais sérios e prostram-se metro atrás de metro. O passo de fé que se segue é a visita ao salão principal do templo.

Monges budistas completam a sua kora – peregrinação em redor do mosteiro de Jokhang – e prostram-se de forma reverente em frente ao centro espiritual de Lhasa e do Tibete.

Este salão abriga a estátua de Buda Jowo Shakyamuni, o objecto mais venerado do budismo tibetano, com forte presença também no vizinho Nepal.

Foi durante a nossa própria kora – amadora ou turística – que detectámos sérias perturbações à convivência social e religiosa tibetana, por si só, harmoniosa.

E a Profanação Chinesa da Vida e Fé Tibetana

A meio da caminhada, percebemos, sobre um telhado de um edifício dois militares e dois polícias chineses, pelo menos os militares, protegidos com capacetes e armados com metralhadoras.

Soldados e polícias chineses observam uma rua em redor do mosteiro de Jokhang do cimo de um telhado.

Na praça Barkhor, de quando em quando, pequenos batalhões passavam entre a multidão de cima a baixo ou de lado a lado, em roteiros obviamente cumpridos para impor presença, respeito e medo.

Pouco depois, em frente à fila formada pelos fiéis prestes a ingressarem no mosteiro de Jokhang, polícias chineses espancavam à bastonada, de forma gratuita, um grupo de tibetanos indefesos.

Fiel budista protegida do frio cortante e contra uma série de bandeiras tibetano-budistas de oração.

Tínhamos acabado de chegar e as nossas cabeças ainda ameaçavam implodir por termos aterrado directamente nos 3500 metros de Lhasa após levantarmos voo dos 500 metros de Chengdu, da província chinesa de Sichuan.

Nem o doloroso mal de altitude nos impediu de observar e sentir compaixão e revolta pela destruição que a já longa ocupação de Pequim causava a uma da mais singulares e deslumbrantes culturas à face da Terra.

O controlo efectivo chinês do Tibete estendeu-se a partir de 1644, pela vigência da última dinastia imperial da China, a Qing. Em 1912, a Revolução Republicana Xinhai destronou esta dinastia.

Ofereceu ao Dalai Lama o título que lhe havia sido confiscado.

Nos 36 anos seguintes, o 13º Dalai Lama e os sucessores, apesar das pretensões e anexações territoriais de vizinhos como a Índia Britânica e o governo Kuomintang da China, governaram um Tibete independente.

ocupação Tibete pela China, Tecto do Mundo, lhasa

O casario de Lhasa, capital do Tibete, no sopé de montanhas áridas dos Himalaias.

A Esperada Anexação pela China

Em 1950, depois da Guerra Civil, a República Popular Chinesa comunista anexou o Tibete e procurou negociar o Acordo de 17 Pontos com o recém-empossado 14º Dalai Lama, assente numa futura soberania chinesa e garantia da autonomia tibetana.

O Dalai Lama e o seu governo repudiaram o acordo. Exilaram-se em Dharamsala, na Índia.

Mais tarde, durante o Grande Salto em Frente de Mao, ao abrigo da Revolução Cultural, centenas de milhares de tibetanos foram mortos e muitos mosteiros destruídos.

Desde então, as acções e campanhas de protesto, tanto tibetanas como estrangeiras sucederam-se. Nada demoveu Pequim de achinesar o território a seu bel-prazer.

Oferenda de dinheiro num templo tibetano, feita com notas de Yuan ou Renminbi, a moeda oficial chinesa também imposta ao Tibete.

Mudamo-nos para a praça ampla que antecede o grandioso palácio de Potala, antiga residência oficial do Dalai Lama. Apreciamos a estátua dos dois iaques dourados que dela se destaca.

Regressamos à companhia de Lobsang, não tarda, também da de Jacob e Ryan, um sueco e um americano que entretanto tinham chegado na companhia do cicerone.

“Antes, havia aqui um prado lindíssimo, com um lago que gelava todos os Invernos.

Palácio de Potala ilustrado num painel decorativo à venda numa loja de Lhasa.

Era um delírio para os miúdos que vinham para cá brincar. Mas claro que os chineses tinham que rebentar com tudo e encher isto com uma sua Praça Tianamen local.

Agora, é só pedra e cimento por todo o lado. Nada de Natureza, nem de alma.”

Palácio de Potala, o Monumento Tibetano da Impotência

Vencemos enormes escadarias lado a lado com visitantes tibetanos e exploramos o Potala, sem qualquer dúvida um dos palácios asiáticos mais deslumbrantes, com os seus treze andares, mais de mil salas, dez mil santuários e duzentas mil estátuas.

Ex-trono

O Palácio de Potala, trono dos Dalai Lamas até ao exílio do 14º, destacado sobre Lhasa, a capital tibetana.

Exploramo-lo salão, após salão, incluindo aqueles mais utilizados pelos sucessivos Dalai Lamas até ao exílio auto-imposto do 14º.

Absorvemos e inalamos a espiritualidade budista tibetana de um inevitável aroma de manteiga de iaque, há muito utilizada para assegurar a iluminação e o aquecimento do enorme edifício e em todo o Tibete.

À saída, Lobsang resume num desabafo bem mais dramático que até então, a sua frustração e a dos seus conterrâneos. “Os tibetanos estão habituados a vidas difíceis.

Suportamos os caracteres chineses que nos obrigam a colocar muito maiores que os tibetanos nas nossas lojas.

Suportamos as lojas deles cada vez mais abertas em lugar das nossas, os espancamentos e até as mortes dos nossos familiares.

A única coisa que nunca suportaremos e teremos sempre esperança de mudar é aquela bandeira repugnante a esvoaçar no topo do nosso palácio sagrado!”.

Bandeira chinesa esvoaça no cimo do Palácio de Potala.

Dali, China

A China Surrealista de Dali

Encaixada num cenário lacustre mágico, a antiga capital do povo Bai manteve-se, até há algum tempo, um refúgio da comunidade mochileira de viajantes. As mudanças sociais e económicas da China fomentaram a invasão de chineses à descoberta do recanto sudoeste da nação.
Bingling Si, China

O Desfiladeiro dos Mil Budas

Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem desembarca no Desfiladeiro dos Mil Budas, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante.
Tawang, Índia

O Vale Místico da Profunda Discórdia

No limiar norte da província indiana de Arunachal Pradesh, Tawang abriga cenários dramáticos de montanha, aldeias de etnia Mompa e mosteiros budistas majestosos. Mesmo se desde 1962 os rivais chineses não o trespassam, Pequim olha para este domínio como parte do seu Tibete. De acordo, há muito que a religiosidade e o espiritualismo ali comungam com um forte militarismo.
Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos.
Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.
Lijiang, China

Uma Cidade Cinzenta mas Pouco

Visto ao longe, o seu casario vasto é lúgubre mas as calçadas e canais seculares de Lijiang revelam-se mais folclóricos que nunca. Em tempos, esta cidade resplandeceu como a capital grandiosa do povo Naxi. Hoje, tomam-na de assalto enchentes de visitantes chineses que disputam o quase parque temático em que se tornou.
Guilin, China

O Portal Para o Reino Chinês de Pedra

A imensidão de colinas de calcário afiadas em redor é de tal forma majestosa que as autoridades de Pequim a imprimem no verso das notas de 20 yuans. Quem a explora, passa quase sempre por Guilin. E mesmo se esta cidade da província de Guangxi destoa da natureza exuberante em redor, também lhe achámos os seus encantos.
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Malealea, Lesoto

A Vida no Reino Africano dos Céus

O Lesoto é o único estado independente situado na íntegra acima dos mil metros. Também é um dos países no fundo do ranking mundial de desenvolvimento humano. O seu povo altivo resiste à modernidade e a todas as adversidades no cimo da Terra grandioso mas inóspito que lhe calhou.
Lhasa, Tibete

Quando o Budismo se Cansa da Meditação

Nem só com silêncio e retiro espiritual se procura o Nirvana. No Mosteiro de Sera, os jovens monges aperfeiçoam o seu saber budista com acesos confrontos dialécticos e bateres de palmas crepitantes.
Lhasa, Tibete

Sera, o Mosteiro do Sagrado Debate

Em poucos lugares do mundo se usa um dialecto com tanta veemência como no mosteiro de Sera. Ali, centenas de monges travam, em tibetano, debates intensos e estridentes sobre os ensinamentos de Buda.
Badaling, China

A Invasão Chinesa da Muralha da China

Com a chegada dos dias quentes, hordas de visitantes Han apoderam-se da Muralha da China, a maior estrutura criada pelo homem. Recuam à era das dinastias imperiais e celebram o protagonismo recém-conquistado pela nação.
Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Totems, aldeia de Botko, Malekula,Vanuatu
Aventura
Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula.
Desfile de nativos-mericanos, Pow Pow, Albuquerque, Novo México, Estados Unidos
Cerimónias e Festividades
Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o pow wow "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.
Cortejo garrido
Cidades
Suzdal, Rússia

Mil Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.
Singapura Capital Asiática Comida, Basmati Bismi
Comida
Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade gastronómica do Oriente.
Cultura
Apia, Samoa Ocidental

Fia Fia – Folclore Polinésio de Alta Rotação

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e daqui ao Havai, contam-se muitas variações de danças polinésias. As noites samoanas de Fia Fia, em particular, são animadas por um dos estilos mais acelerados.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Aurora ilumina o vale de Pisang, Nepal.
Em Viagem
Circuito Annapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras do Circuito Annapurna pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Ilha do Norte, Nova Zelândia, Maori, Tempo de surf
Étnico
Ilha do Norte, Nova Zelândia

Viagem pelo Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Monumento do Heroes Acre, Zimbabwe
História
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
tarsio, bohol, filipinas, do outro mundo
Ilhas
Bohol, Filipinas

Umas Filipinas do Outro Mundo

O arquipélago filipino estende-se por 300.000 km² de oceano Pacífico. Parte do sub-arquipélago Visayas, Bohol abriga pequenos primatas com aspecto alienígena e as colinas extraterrenas de Chocolate Hills.
Igreja Sta Trindade, Kazbegi, Geórgia, Cáucaso
Inverno Branco
Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbek (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.
Lago Manyara, parque nacional, Ernest Hemingway, girafas
Literatura
PN Lago Manyara, Tanzânia

África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.
Walter Peak, Queenstown, Nova Zelandia
Natureza
Nova Zelândia  

Quando Contar Ovelhas Tira o Sono

Há 20 anos, a Nova Zelândia tinha 18 ovinos por cada habitante. Por questões políticas e económicas, a média baixou para metade. Nos antípodas, muitos criadores estão preocupados com o seu futuro.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Vulcão ijen, Escravos do Enxofre, Java, Indonesia
Parques Naturais
Vulcão Ijen, Indonésia

Os Escravos do Enxofre do Vulcão Ijen

Centenas de javaneses entregam-se ao vulcão Ijen onde são consumidos por gases venenosos e cargas que lhes deformam os ombros. Cada turno rende-lhes menos de 30€ mas todos agradecem o martírio.
Cataratas de Victoria, Zimbabwe, Zambia
Património Mundial UNESCO
Victoria Falls, Zimbabwe

O Presente Trovejante de Livingstone

O explorador procurava uma rota para o Índico quando nativos o conduziram a um salto do rio Zambeze. As cataratas que encontrou eram tão majestosas que decidiu baptizá-las em honra da sua rainha
aggie grey, Samoa, pacífico do Sul, Marlon Brando Fale
Personagens
Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.
vista monte Teurafaatiu, Maupiti, Ilhas sociedade, Polinesia Francesa
Praias
Maupiti, Polinésia Francesa

Uma Sociedade à Margem

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.
Religião
Helsínquia, Finlândia

A Páscoa Pagã de Seurasaari

Em Helsínquia, o sábado santo também se celebra de uma forma gentia. Centenas de famílias reúnem-se numa ilha ao largo, em redor de fogueiras acesas para afugentar espíritos maléficos, bruxas e trolls
Comboio do Fim do Mundo, Terra do Fogo, Argentina
Sobre carris
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Sociedade
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Cruzamento movimentado de Tóquio, Japão
Vida Quotidiana
Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.
Vai-e-vem fluvial
Vida Selvagem
Iriomote, Japão

Iriomote, uma Pequena Amazónia do Japão Tropical

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.