Pucón, Chile

A Brincar com o Fogo


Fila chilena

Montanhistas contornam a cratera do vulcão Villarrica.

Montanha gelada

O cone perfeito do vulcão Villarrica, com 2847 metros.

Atalho para o cume

Montanhistas abreviam a caminhada para o topo do vulcão.

Trilho final

O último trecho para a cratera do Villarrica.

Descida abismal

Montanhista desliza por um trilho escavado no gelo da cratera até ao fim da secção gelada da montanha.

Dupla de Escalada

Luvas e martelo de gelo sobre o solo congelado da cratera do vulcão Villarica.

A caminho do cume

Guia chileno aproxima-se do topo do vulcão.

Altos e baixos

Alpinistas contornam a cratera do vulcão importunados por fumos tóxicos.

Cenário Tóxico

Montanhista observa a cratera do vulcão Villarica protegido dos fumos tóxicos.

Rio Gelado

Gelo fracturado desliza ao longo de um vale no sopé do monte Villarrica.

Cenário Tóxico II

Montanhista aproxima-se do limiar da cratera, sob o olhar de um outro.

O domínio vulcânico de Araucaria

O vulcão Villarrica visto à distância, por detrás de uma floresta de araucárias e outras coníferas.

Escultura térmica

Uma arcada de gelo convive com o calor e o metano libertado das entranhas do monte Villarrica.

Vista para Glaciar

Montanhistas admiram o cenário em redor do sopé do monte Villarrica a partir da sua cratera.

Entrada para o centro do Mundo

O centro fumegante da vasta cratera do vulção Villarrica um dos vários activos do sul do Chile.

Trilho sobre Lava

Montanhistas caminham ao longo de uma encosta áspera formada por lava solidificada, próximo da cratera do vulcão Villarrica

Pucón abusa da confiança da natureza e prospera no sopé da montanha Villarrica.Seguimos este mau exemplo por trilhos gelados e conquistamos a cratera de um dos vulcões mais activos da América do Sul.

Tão rechonchudo como atarracado, há décadas que não passava pela cabeça de Don Carlos Carrillo caminhar para lá de alguns metros pelas ruas do pueblo, quanto mais meter-se em escaladas radicais. Ainda assim, o correspondente local da rádio nacional BioBio afiança-nos com toda a sua energia propagandista latino-americana que, uma vez que chegávamos de tão longe, não podíamos esquivar-nos ao desafio: “Chiquillos, és una oportunidad única pero tiene que ser ya mañana. No se van arrepentir, les prometo! Voy llamar a los chicos que suben y les digo que van !”

Faltava-nos recuperar da navegação desgastante entre Puerto Natales e Puerto Montt a bordo do cruzeiro-cargueiro Navimag que tinha incluído uma travessia tempestuosa do maléfico Golfo de Peñas. E também do suplício rodoviário a que nos submetemos para ir do porto de destino à longínqua Pucón. Mas viajantes que se prezem estão habituados a castigar o corpo em troca de conquistas e o cume de gelo e lava do imponente Villarrica justificava todo e qualquer novo sacrifício.

O despertar das 7 da manhã confirma-se lento e doloroso. Só à chegada ao ponto de encontro é que o ar frígido do Outono continental chileno nos resgata de vez ao torpor, mesmo em cima do início da ascensão.

Encontramo-nos com o grupo na base do sistema de teleféricos que assegura o transporte até à zona nevada da montanha. Cumpridas as apresentações e a primeira subida mecânica, seguimos lentamente os líderes e começamos a vencer a encosta gelada sobre crampons aguçados e desconfortáveis.

Algumas horas depois, chegamos aos 2500 metros de altitude e o ar cada vez mais frio e rarefeito exige inspirações lentas e profundas, como os passos que forçamos sob o peso dos nossos corpos e das mochilas. Faltam 347 metros para o topo, um esforço derradeiro para que os guias decidem preparar o grupo. Não há uma nuvem no céu. Gastamos, assim, a última pausa ofegante a apreciar e a fotografar as vistas límpidas de Pucón, do lago Villarrica que lhe faz companhia e da floresta de araucárias que os envolvem e à montanha em que nos encontramos. Xavi – um dos guias – aproveita para nos passar informações e instruções sobre a cratera que, garante com entusiasmo, estávamos prestes a cheirar.

Apesar da aparente contradição, o Villarrica prova-se, simultaneamente, um dos vulcões mais activos e mais escalados da América do Sul. É um dos únicos cinco no mundo que aloja um lago de lava no interior. Gera erupções estrombolianas que projectam materiais piroclásticos e fluxos de lava, por norma, contidos. Com o passar dos anos, as gentes de Pucón e arredores habituaram-se a confiar nas estimativas de actividade dos cientistas chilenos e no vulcão. De tal maneira que instalaram um centro de esqui com 20 pistas na sua encosta mais suave, operacional de Julho a Setembro, durante o Inverno austral. Mas nem sempre o Villarrica tolerou os desaforos. Em distintos episódios de erupção de 1971 e 1972, o fluxo da lava e a chuva derreteram a neve e deram origem a lahares. Estes lahares, por sua vez, causaram destruição significativa em várias povoações e, em conjunto com os gases tóxicos, provocaram pelo menos 30 mortes.

Daí para cá, a montanha produziu muitos outros acontecimentos vulcânicos dignos de registo que obrigaram à proibição das ascensões e até à evacuação do centro de esqui e das áreas circundantes, mas não voltou a causar vítimas. Enquanto o ascendíamos fazíamos fé em que, também durante aquele dia glorioso, o Villarrica seria clemente.

Mais meia-hora de escalada e, como havia prometido Xavi, começamos a sentir o fedor do enxofre. A neve volta a desaparecer e, pouco depois, conquistamos o cimo fumegante do cone. A prioridade é então recuperarmos o  fôlego mas, como estávamos já avisados, o bafo tóxico libertado pelo vulcão corta-nos frequentemente a respiração e causa uma tosse seca compulsiva que nem os lenços húmidos que nos cobrem a boca e o nariz evitam. Adiamos o descanso das pernas e contornamos a cratera até fugirmos ao vento sulfúrico.  Só quando atingimos um ponto impoluto nos podemos sentar, por momentos, a observar os seus curiosos rebordos multicolores, as estranhas galerias de gelo resistente e os refluxos, por sorte, diminutos da lava. Depois, retomamos o périplo e apreciamos as distintas visões quer da vasta região chilena da Araucania quer da boca da montanha. Descobrimos o vulcão vizinho de Quetrupillán e, entre os dois, no sopé da vertente sul, o enorme glaciar Pichillancahue-Turbio, repleto de fendas e salpicado por pequenas lagoas azuis, formadas pelo derretimento da superfície.

Este panorama, em particular, afaga-nos a alma e apetece-nos admirá-lo tempo sem fim. Mas tinham passado nove horas desde o começo da manhã e, preocupado com a perspectiva de um regresso sem luz, Xavi convoca o grupo para a descida. Não demoramos a perceber porque a visibilidade era, naquele caso, ainda mais importante.

Em vez da caminhada convencional pela encosta abaixo, é suposto deslizarmos em jeito de escorrega por canais previamente abertos na neve e no gelo. De início, divertida, a aventura passa a assustadora à medida que a inclinação das condutas começa a roçar a verticalidade.

Forza con el martillo!!” Agarren el martillo contra la pared! Volta a gritar outro guia enquanto desce a grande velocidade, para nos incentivar a usar o martelo de gelo como travão. Mas, em certos trechos, os canais de gelo alargam mais que o esperado e exigem uma experiência naquele desporto que não tínhamos ainda adquirido. Como resultado, somos prendados com algumas aterragens nada suaves e uma colecção condecorativa de nódoas negras.

Voltamos à zona degelada da encosta. Percorremo-la já não de teleférico mas com passadas largas sobre uma superfície terrosa inconsistente em que nos atolamos até meio da canela e nos inunda de poeira vulcânica que, vários banhos depois, continuámos com dificuldade em remover. Acabado o sofrimento, entregamo-nos a diversas recompensas da gastronomia local. Tínhamos conquistado o vulcão. Seguia-se a descoberta da desafiante Pucón.

Chã das Caldeiras, Cabo Verde

Um Clã "Francês" à Mercê do Fogo

Em 1870, um conde nascido em Grenoble a caminho de um exílio brasileiro, fez escala em Cabo Verde onde as beldades nativas o prenderam à ilha do Fogo. Dois dos seus filhos instalaram-se em plena cratera do vulcão e lá continuaram a criar descendência. Nem a destruição causada pelas recentes erupções demove os prolíficos Montrond do “condado” que fundaram na Chã das Caldeiras.
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper Pisang, Nepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.

Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.

PN Bromo Tengger Semeru, Indonésia

O Mar Vulcânico de Java

A gigantesca caldeira de Tengger eleva-se a dois mil metros no âmago de uma vastidão arenosa do leste de Java. Dela se projectam o monte supremo desta ilha indonésia, o Semeru, e vários outros vulcões. Da fertilidade e clemência deste cenário tão sublime quanto dantesco prospera uma das poucas comunidades hindus que resistiram ao predomínio muçulmano em redor.

Pico, Açores

Com o Atlântico aos Pés

Por um mero capricho vulcânico, o mais jovem retalho açoriano projecta-se no apogeu de rocha e lava do território português. O Pico é a sua montanha aguçada mas não só. É um testemunho da resiliência e do engenho dos açorianos que domaram esta deslumbrante ilha e o oceano em redor.
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.

PN Torres del Paine, Chile

A Mais Dramática das Patagónias

Em nenhuma outra parte os confins austrais da América do Sul se revelam tão arrebatadores como na cordilheira de Paine. Ali, um castro natural de colossos de granito envolto de lagos e glaciares projecta-se da pampa e submete-se aos caprichos da meteorologia e da luz. 

La Palma, Espanha

O Mais Mediático dos Cataclismos por Acontecer

A BBC divulgou que o colapso de uma vertente vulcânica da ilha de La Palma podia gerar um mega-tsunami. Sempre que a actividade vulcânica da zona aumenta, os media aproveitam para apavorar o Mundo.

Big Island, Havai

À Procura de Rios de Lava

São 5 os vulcões que fazem a Big Island aumentar de dia para dia. O Kilauea, o mais activo à face da Terra, liberta lava em permanência. Apesar disso, vivemos uma espécie de epopeia para a vislumbrar.

Vulcão Ijen, Indonésia

Escravos do Enxofre

Centenas de javaneses entregam-se ao vulcão Ijen onde são consumidos por gases venenosos e cargas que lhes deformam os ombros. Cada turno rende-lhes menos de 30€ mas todos agradecem o martírio.

Deserto de Atacama, Chile

A Vida nos Limites

Quando menos se espera, o lugar mais seco do mundo revela novos cenários extraterrestres numa fronteira entre o inóspito e o acolhedor, o estéril e o fértil que os nativos se habituaram a atravessar.

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Arquitectura & Design
Fortalezas

O Mundo à Defesa

Sob ameaça dos inimigos desde os confins dos tempos, os líderes de povoações e de nações ergueram castelos e fortalezas. Um pouco por todo o lado, monumentos militares como estes continuam a resistir.
Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Tempo de MassKara
Cerimónias e Festividades

Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.

Sonhos e Cocktails
Cidades

Las Vegas, E.U.A.

O Berço da Cidade do Pecado

Nem sempre a famosa Strip concentrou a atenção de Las Vegas. Muitos dos seus hotéis e casinos replicaram o glamour de néon da rua que antes mais se destacava, a Freemont Street.

Vendedores de Tsukiji
Comida

Tóquio, Japão

No Reino do Sashimi

Num ano apenas, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Uma parte considerável é processada e vendida por 65 mil habitantes de Tóquio no maior mercado piscícola do mundo.

Transbordo
Cultura

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Radical 24h por dia
Desporto

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Capitalismo Oriental
Em Viagem
Viajar Não Custa

Na próxima viagem, não deixe o seu dinheiro voar

Nem só a altura do ano e antecedência com que reservamos voos, estadias etc têm influência no custo de uma viagem. A forma como fazemos pagamentos nos destinos pode representar uma grande diferença.
Tribal
Étnico

Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
A Guardiã do Ditador
História

Uplistsikhe e Gori, Geórgia

Do Berço da Geórgia à Infância de Estaline

À descoberta do Cáucaso, exploramos Uplistsikhe, uma cidade troglodita antecessora da Geórgia. E a apenas 10km, em Gori, damos com o lugar da infância conturbada de Joseb Jughashvili, que se tornaria o mais famoso e tirano dos líderes soviéticos.

Dunas no meio do mar
Ilhas

Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.

Santas alturas
Inverno Branco

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Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Suspeitos
Literatura

São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Peterburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.

Benção Solar
Natureza
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O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.
Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Épico Western
Parques Naturais

Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

Picos florestados
Património Mundial Unesco

Huang Shan, China

A Montanha dos Picos Flutuantes

Os picos graníticos de Huang Shan, de que brotam pinheiros acrobatas, surgem em ilustrações artísticas sem conta. O cenário real, além de remoto, permanece mais de 200 dias escondido acima das nuvens.

Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Pesca no Paraíso
Praia

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

1001 Noites Russas
Religião
Rostov Veliky, Rússia

Sob as Cúpulas da Alma Russa

É uma das mais antigas e importantes cidades medievais, fundada durante as origens ainda pagãs da nação dos czares. No fim do século XV, incorporada no Grande Ducado de Moscovo, tornou-se um centro imponente da religiosidade ortodoxa. Hoje, só o esplendor do kremlin moscovita suplanta o da cidadela da tranquila e pitoresca Rostov Veliky.
A Toy Train story
Sobre carris
Darjeeling Himalayan Railway, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
À sombra da árvore
Sociedade

PN Tayrona, Colômbia

Quem Protege os Guardiães do Mundo?

Os indígenas da Serra Nevada de Santa Marta acreditam que têm por missão salvar o Cosmos dos “Irmãos mais Novos”, que somos nós. Mas a verdadeira questão parece ser: "Quem os protege a eles?"

Dança dos cabelos
Vida Quotidiana

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Perigo de praia
Vida Selvagem

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.