Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias


Um outro templo

Templo do Vento acima de uma enseada que se crê ter sido usada para o desembarque de canoas carregadas de bens para transacções comerciais na cidade.

Deus jaguar

Figurante posa enquanto deus Jaguar, uma das inúmeras divindades do panteão de deuses maias.

Recanto maia

Pormenor arquitectónico decorado com figuras da mitologia maia.

Praia em ruínas

Banhistas descontraem na praia caribenha quase-perfeita abaixo do complexo de ruínas de Tulum.

No Caribe mais-que-turquesa

Família maia fotografa-se na Praia das Ruínas, com um Mar das Caraíbas azul-turquesa em fundo.

Troupe de deuses maias

Figurantes de deuses maias posam para a fotografia à entrada do complexo das ruínas de Tulum.

A caminho do castelo

O cimo do Castelo, o edifício mais elevado da cidade e que acolheu um farol que de crê ter identicado a embarcações a entrada no recife.

Conversa de praia

Grupo de banhistas convive no sopé dos penhascos que antes protegiam a cidade de Tulum, enquanto as ondas do Mar das Caraíbas vão e vêm.

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.

Por mais que nos esforcemos, falhamos em ajustar o panorama balnear por diante à era Maia. Um mar de turquesa desenrola-se, ao sabor da brisa, sobre o areal coralífero. Não chega a tocar os rochedos calcários cinzentos que delimitam a costa. Coqueiros e palmeiras vigorosas despontam da areia e do cimo da falésia já de si coberta de vegetação tropical. E dezenas de banhistas deleitam-se naquele afago excêntrico de água e sal, entretidos com flutuações e conversas de trazer por praia. Acima, sobranceiro, o templo Maia do Deus do Vento parecia louvar a pintura que reverenciávamos e o bem-estar estival que dela irradiava.

Meio milénio passara desde que o templo e a cidade para o interior tinham cessado as suas funções mas grande parte dos veraneantes eram, uns mais outros menos, maias. A sua estatura baixa, os cabelos lisos e longos das mulheres, os olhos amendoados e os narizes aduncos de bico de pássaro deixavam pouca margem para dúvida.

O lugar que frequentavam chama-se, ainda hoje, Tulum, termo maia iucateca mais tarde adoptado por inspiração dos muros de que os seus antepassados dotaram a povoação, a precaver as ameaças vindas do grande desconhecido azul. Crê-se que, na origem, os maias a terão baptizado de Zama, a Cidade da Aurora, numa homenagem ao brilho esotérico que mergulhava todos os dias no oceano e que dele, noite após noite, se reerguia.

Os conquistadores ibéricos também apareceram daqueles lados. A partir de 1502, os maias assistiram, incrédulos, a como grandes torres flutuantes surgiam acima do horizonte e se agigantavam na sua direcção: Cristovão Colombo e os seus marinheiros, que terão ancorado a sul nas actuais Honduras. Logo, em 1517, Francisco Hernández de Córdoba e a sua frota. Apenas um ano depois, a de Juan de Grijalva. Este conquistador desembarcou na ilha de Cozumel e navegou para sul. Nessa ocasião, os espanhóis terão pela primeira vez avistado Tulum. Os recifes ao largo tornaram complicada a aproximação. De qualquer maneira, o contacto imediato revelava-se incauto devido ao risco que representava para os europeus apresentarem-se a cidades indígenas tão poderosas, sem terem ideia de que tipo de acolhimento os esperava. Juan Diaz, um dos membros da expedição de Juan de Grijalva mencionou-a nos escritos que mantinha. O seu testemunho contribuiu para a invasão inaugurada por Francisco de Montejo que requereu ao rei de Espanha o direito de conquistar o Iucatão, em 1521, o mesmo ano em que, apoiado por guerreiros Tlaxcalan, Hernán Cortéz capturou o imperador azteca Cuauhtemoc e Tenochtitlan, a capital monumental do império Azteca.

Em 1526, Carlos V concedeu, por fim, a Montejo, o título de Capitão General do Iucatão. Volvidos dois anos, Montejo regressou à região. Tentou tomá-la a partir da zona de Tulum e Chetumal. A resistência que encontrou foi, todavia, feroz. Obrigou-o, em vez, a tentar por Oeste, pela província actual de Tabasco. Viria a ser o filho de Montejo, Francisco de Montejo “El Mozo” a conseguir a conquista da península, materializada com a fundação de Campeche e de Mérida, ainda hoje duas das suas mais impressionantes cidades coloniais.

De acordo com os registos históricos, a área de Tulum era povoada desde o século VI d.C. Prosperou sob a esfera de influência maia a partir de 1200 d.C., enquanto entreposto comercial complementar de Cobá, na confluência de diversos sacbeobs, caminhos reais pavimentados provindos do Centro do México e de outras partes da América Central. Em Tulum, os maias habituaram-se a trocar entre si alimentos, algodão, instrumentos decorativos, de trabalho e até de guerra, de prata e de ouro, sal, têxteis e penas. A cidade atingiu o seu auge entre os séculos XIV e XVI com forte impulso do comércio de uma outra matéria-prima mineral, a obsidiana, a pedra salgada dos maias. A obsidiana tinha e tem um lugar especial na sua cultura e presença em inúmeras esculturas e expressões também religiosas. Os maias associavam-na a divindade. Consideravam que era criada no submundo infernal de Xibalba, um lugar em que reinavam os deuses da morte.

Por estes e por outros motivos, Tulum prosperou. Passou ao largo da ocupação e destruição disseminada pelos conquistadores. A selva densa da região mexicana actual de Quintana Roo isolava-a de outras zonas de que os espanhóis se apoderaram. Apesar de o tema suscitar acesa discussão, tem predominado a ideia de que, quando os espanhóis chegaram, uma boa parte das maiores cidades maias tinham já sido abandonadas há alguns séculos e transformavam-se em ruínas engolidas pela selva. A causas mais aceites para esta debandada foram a sobrepopulação de cerca de 15 milhões de súbditos em todo o mundo maia. Também a seca, a deflorestação e o extermínio de animais de grandes portes que serviam de alimento.

Os habitantes tinham-se dispersado por povoações de menores dimensões o que causara a súbita ruptura da estrutura social e religiosa na base do clímax civilizacional da nação.

Cerca de 70 anos após os espanhóis terem começado a liquidar o império maia obcecados pela demanda do ouro, Tulum resistia. Até que a varíola e outras doenças trazidas do Velho Mundo pelos marinheiros, guerreiros e missionários lá chegaram, fragmentaram a sociedade local e causaram mortes atrás de mortes.

No virar do século XVI para o XVII, foi a vez de Tulum sofrer uma debandada geral. Quando as suas gentes partiram, a estrutura urbana e a arquitectura da cidade foram legadas ao tempo. Quem, como nós, tem o privilégio de as explorar, depressa percebe que não se tratava de um lugar qualquer. Os seus habitantes, entre 1000 e 1600, ocupavam uma vasta área mais distante do oceano, externa ao complexo religioso que continua protegido por uma muralha de três a cinco metros de altura, oito de espessura, cerca de 400 metros de comprimento no lado paralelo à costa e em redor de 170 nos dois lados oblíquos ao mar. As vertentes noroeste e sudoeste das muralhas foram dotadas de torres de vigia. Próximo da face norte, um cenote (lagoa de um complexo e vasto sistema aquífero subterrâneo erodido na rocha calcária) fornecia água fresca à cidade. Outros do mesmo sistema reforçavam o fornecimento em redor: Naharon, Tortuga, Vacaha, Abejas, Nohoch Kin. Vários deles servem, hoje, de atractivos balneares alternativos à beira-mar do Mar das Caraíbas. Descobriu-se recentemente que alguns continham ossadas humanas preservadas com entre 9.000 a 13.000 anos. Sabe-se também que os cenotes foram mais tarde usados pelos maias para oferendas sacrificiais.

No fulcro da área muralhada de Tulum ficava o Castelo, um templo piramidal com 7.5 metros e uma imponência que o destaca dos restantes edifícios, incluindo o Templo dos Frescos e o Templo do Sol, os dois outros mais proeminentes. Um pequeno santuário do Castelo parece ter sido erguido mais tarde em jeito de farol com a função de indicar uma entrada natural no recife de coral por que as canoas em aproximação podiam ingressar. Coincidência ou não, a praia no prolongamento dessa passagem assume a forma de uma enseada, rara tanto acima como abaixo na costa. Esta pequena baía foi dotada do Templo dos Ventos, crê-se que com o propósito de abençoar a navegação numa área da América Central que, como então, continua a ser grassada por ciclones.

De Tulum, os bens trazidos por mar, podiam ser ainda transportados rios Motágua e Usumacincta/Pasión acima. Estas artérias fluviais davam acesso adicional às terras baixas e altas do Iucatão e da Guatemala.

A configuração favorável do litoral pode ter constituído a razão de ser de Tulum, logo adornada pela parafernália religiosa, cerimonial mas também empírica e científica de que os maias revestiram a sua civilização. O Templo dos Frescos terá sido usado como observatório dos movimentos do sol, motivo porque figuras do deus do Sol (Kinich Anau) surgem em diversos nichos da sua fachada. Revestimentos de estuque pintado sugerem que o templo foi, no entanto, dedicado ao deus Itzamnaaj, criador da escrita, patrão das artes e das ciências. Porções dos séculos XI e XII, algumas, posteriores, exibem figuras a levar a cabo tarefas mundanas como uma mulher a moer milho numa pedra. Em contraponto, uma do deus tolteca e azteca da criação Tezcatlipoca sugere um contacto permanente de Tulum com cidades do centro do México.

Dia após dia, o complexo mantém os forasteiros mais interessados em história entretidos com as explicações e suposições da criação e existência de Tulum. Os seus visitantes aumentam de ano para ano.

A visão do Templo dos Ventos com a orla do Mar das Caraíbas azul-turquesa à direita é a principal imagem de marca de Tulum, como tal um dos pontos de observação que encontramos mais atulhados de gente. Muito graças a esta perspectiva, Tulum tornou-se a terceira atracção histórica mais popular do México atrás apenas de Chichen Itza (outra antiga cidade Maia) e de Tenochtitlan (antiga capital Azteca). Mas, em dias de céu limpo e calor como aquele que nos calhara, as ruínas têm um rival à altura na praia no seu sopé.

O sol já subira ao zénite e descia para o ocaso. Tinha descaído tão pouco no firmamento que o azul do mar se mantinha irresistível e o número de banhistas na areia não cessava de aumentar. À entrada do complexo, alguns descendentes dos maias de outros tempos, aproveitavam este influxo e o fascínio pela cultura dos ancestrais para ganharem a vida. “Señores, los invitamos para sus fotos con los mayas. Vengan, vengan.” apelavam em trajes e cocares de plumas, com joias e pinturas resplandecentes. Encarnavam, assim, jaguares, aves de rapina e outras figuras tornadas divinais do rico panteão maia. Apesar dos valores exorbitantes, vários transeuntes faziam-se clientes orgulhosos e registavam a sua passagem. Afinal, não era todos os dias que descobriam um lugar ao mesmo tempo tão histórico e belo como aquele. Tanto os Maias de outros tempos, como os que tentam eternizar o seu legado, mereciam o lucro e a recordação. 

Grande Zimbabwe

Grande Zimbabwe, Mistério sem Fim

Entre os séculos XI e XIV, povos Bantu ergueram aquela que se tornou a maior cidade medieval da África sub-saariana. De 1500 em diante, à passagem dos primeiros exploradores portugueses chegados de Moçambique, a cidade estava já em declínio. As suas ruínas que inspiraram o nome da actual nação zimbabweana encerram inúmeras questões por responder.

Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadore espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.

Campeche, México

Campeche Sobre Can Pech

Como aconteceu por todo o México, os conquistadores chegaram, viram e venceram. Can Pech, a povoação maia, contava com quase 40 mil habitantes, palácios, pirâmides e uma arquitetura urbana exuberante, mas, em 1540, subsistiam menos de 6 mil nativos. Sobre as ruínas, os espanhóis ergueram Campeche, uma das mais imponentes cidades coloniais das Américas.

Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.

Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.

Cobá, México

Das Ruínas aos Lares Maias

Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.

San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

Maia, mestiça e hispânica, zapatista e turística, campestre e cosmopolita, San Cristobal não tem mãos a medir. Nela, visitantes mochileiros e activistas políticos mexicanos e expatriados partilham uma mesma demanda ideológica.

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.

Misiones, Argentina

Missões Impossíveis

No séc. XVIII, os jesuítas expandiam um domínio religioso no coração da América do Sul em que convertiam os indígenas guarani. Mas as Coroas Ibéricas arruinaram a utopia tropical da Companhia de Jesus

Chiapas e Iucatão, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Virgem de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.

Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.

Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Apocalipse teimou em não chegar. Na Mesoamérica, os maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.

Arquitectura & Design
Fortalezas

O Mundo à Defesa

Sob ameaça dos inimigos desde os confins dos tempos, os líderes de povoações e de nações ergueram castelos e fortalezas. Um pouco por todo o lado, monumentos militares como estes continuam a resistir.
Aurora fria II
Aventura
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Cerimónias e Festividades
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
Herança colonial
Cidades

Lençois da Bahia, Brasil

Nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.

Muito que escolher
Comida

São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

Budas
Cultura

Nara, Japão

Budismo Hiperbólico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.

Radical 24h por dia
Desporto

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Em manobras
Em Viagem

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

Pequena súbdita
Étnico

Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Rumo ao vale
História

Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.

Luzes VIP
Ilhas

Ilha Moyo, Indonésia

Uma Ilha Só Para Alguns

Poucas pessoas conhecem ou tiveram o privilégio de explorar a reserva natural de Moyo. Uma delas foi a princesa Diana que, em 1993, nela se refugiou da opressão mediática que a viria a vitimar.

Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Um rasto na madrugada
Natureza

Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das suas etnias. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

O louro da selva
Parques Naturais

Costa Rica

Um Fenómeno da Natureza

A Costa Rica tem uma das democracias mais antigas do mundo, abdicou de exército e quase não passou por ditaduras. Mas o que salta à vista é a forma incomum como preserva o seu meio-ambiente exuberante.

Santuário sobre a floresta II
Património Mundial Unesco

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Verificação da correspondência
Personagens

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Aulas de surf
Praia

Waikiki, Havai

A Invasão Nipónica do Havai

Décadas após o ataque a Pearl Harbour e da capitulação na 2ª Guerra Mundial, os japoneses voltaram ao Havai armados com milhões de dólares. Waikiki, o seu alvo predilecto, faz questão de se render.

Via Crucis
Religião

Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.

White Pass & Yukon Train
Sobre carris

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Autoridade bubalina
Sociedade

Ilha do Marajó, Brasil

A Ilha dos Búfalos

Uma embarcação que transportava búfalos da Índia terá naufragado na foz do rio Amazonas. Hoje, a ilha de Marajó que os acolheu tem a maior manada bubalina e o Brasil já não passa sem estes bovídeos.

Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Vida Selvagem
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.
Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.