Cobá, México

Das Ruínas aos Lares Maias


Maias de agora

Três das Marias do clã morador do acampamento Hidalgo.

Água breu

A lagoa escura e habitada por jacarés de Pac Ben, usada por esta eco-aldeia maia para percursos de tirolesa.

Topo à vista

Casal prestes a chegar ao topo da pirâmide Nohuch Mul, em Cobá.

Protector da aldeia

Um dos jacarés da lagoa de Pac Ben.

Empañaderas

Trio de cozinheiras maias a fritar empañadas para o restaurante de Pac Chen.

Nohuch Mul

A mais impressionante das pirâmides maias de Cobá.

Traços Maias

Rapariga maia do acampamento Hidalgo, um pequeno clã das imediações de Cobá.

Ciclo-boleias

Visitantes a bordo de triciclos que percorrem parte do que poderão ter sido os antigos sacbés (caminhos maias).

Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.

“Amigos, desculpem-me mas vou mesmo insistir para que não lhes chamem ruínas, pode ser? Ruínas são edifícios em mau estado. Acho que todos concordamos que não é bem o caso destes…” professava o guia Miguel da frente da carrinha à medida que completávamos a estrada que nos levava das imediações de Tulum e do litoral azul-turquesa do Mar das Caraíbas para o interior plano e forrado a selva da Península de Iucatão e da sua província de Quintana Roo.

Chegámos pouco depois e tivemos que decidir aquele que seria o meio de deslocação no vasto complexo. Os arqueólogos acreditam que, na origem, Cobá tinha cerca de 50km2 e, entre 400 e 1100 d.C., acolhia cerca de quarenta mil habitantes maias. Também creem que só foram desenterrados 5% dos edifícios. Mesmo assim, a área de selva que íamos cobrir era relativamente vasta e estávamos carregados. Optámos por percorrê-la à boleia de um dos muitos triciclos de uma frota local ao serviço dos visitantes.

Além de extensa, Cobá inclui a mais alta das pirâmides maias da península de Iucatão, Nohuch Mul, ou grande monte no dialecto nativo. Durante largo tempo, a ascensão ao cimo dos seus 42 metros foi proibida pelos arqueólogos, devido ao desgaste que provocava nas pedras. Mas, a pressão dos guias e outros trabalhadores que se fartaram da supremacia turística de complexos mais famosos como Chichen Itzá, Tulum e Palenque, fez com as autoridades cedessem. Nohuch Mul tornou-se, agora, para todos os que não sofram de vertigens e – como testemunhámos – até para alguns desses desafortunados mais corajosos, um zénite histórico a conquistar.

A arquitectura de Cobá provou-se um mistério que o próprio significado do nome maia “água mexida pelo vento” parece justificar. Continua a intrigar os arqueólogos o porquê de as suas enormes pirâmides se parecerem mais com as de Tikal, na Guatemala, do que com as de Chichen Itzá ou outras da península do Iucatão, muito mais próximas. Alguns sugeriram que teria sido estabelecida uma aliança com Tikal através de matrimónios por forma a viabilizar o comércio entre os maias hoje guatemaltecos e os iucatecas. A extensa rede de sacbés (trilhos pavimentados) que existiam nesta zona e que tinham Cobá como eixo – alguns com mais de 100 km de extensão – serviam este mesmo comércio. Em redor de 40 sacbés distintos passavam por Cobá, uma infraestrutura impressionante que comprova o dinamismo do povo maia à chegada dos conquistadores espanhóis.

Não seria já, por certo, por um desses sacbés que seguíamos mas, com pedaladas vigorosas, o condutor do triciclo deixou-nos na base da grande Nohuch Mul. “Ai está ela!” anunciou-nos aliviado pelo fim da sua viagem. “Divirtam-se, de preferência subam em ziguezague e vejam bem onde põem os pés.!”

Por instantes, ficámos a contemplar aquela escadaria para o céu de pedra perdida na floresta tropical que, no momento, conduzia a nuvens bem brancas. Entretanto, ganhámos coragem e inaugurámos a massacrante ascensão. Primeiro em recta mas, quando os degraus começaram a aumentar de tamanho – bem como a altura a que chegávamos – aos ésses, tal e qual tínhamos sido aconselhados a fazer. Passámos por visitantes obesos, ou simplesmente de mais idade e já em manifesta dificuldade, zonzos ou em sobreaquecimento. Fomos passados por adolescentes em forma olímpica que subiram tudo o que puderam quase em corrida a exibir a si próprios e aos competidores imaginários a sua destreza física.

Ao nosso ritmo, lá chegámos ao topo. Assim que pudemos, recuperámos o fôlego, virámo-nos para trás e reclamámos a recompensa. Para diante e a perder de vista, estendia-se a selva tropical da península de Iucatão, lar milenar do grande e resiliente povo maia.

Por norma, os guias da região poupam-se a estes esforços físicos intensos que, caso não se esquivassem, poderiam ter que fazer numa base diária. Miguel não foi excepção. Limitou-se a esperar pela nossa descida à sombra. Após o derradeiro degrau, prosseguirmos com o périplo pelo complexo de Cobá, pelo seu Templo de Las Iglésias, a pirâmide mais proeminente, pelo incontornável jogo da bola maia, uma estrutura e desporto partilhados por várias antigas cidades maias e de que existem, hoje, representações fidedignas.

O calor e a humidade começavam a enfraquecer-nos. À primeira queixa, Miguel e a colega Emma – que, entretanto, se lhe havia juntado – guiaram-nos até junto de uma área de comes e bebes do complexo. “Acho que estamos todos a precisar de um refresco e quem sabe de mais qualquer coisita, sugeriu Miguel.” Examinámos com atenção a oferta dos vendedores maias. Acabámos por escolher coco aos pedaços polvilhado com mel e, à boa maneira mexicana, um cheirinho de chili. A mistura deixou-nos a ferver mais do que estávamos à espera mas, pelo menos, a nutritivo noz tratou de restabelecer as calorias e minerais que nos faltavam. Foi, assim, em processo de recobro físico que viajámos até Pac Chen, uma aldeia maia das imediações que tinha recentemente aderido ao ecoturismo.

Entrámos no povoado directamente para a sua sala de refeições mas como o petisco de despedida de Cobá tinha disfarçado levemente a fome antes voraz, aproveitámos para investigar o espaço em que se dispunha a povoação, o varandim amplo para que dava a sala, a lagoa para diante e a selva em redor. No regresso, demos ainda com a cozinha onde três mulheres maias tagarelavam no seu dialecto enquanto preparavam e fritavam empanadas em série numa grande frigideira. Metemos conversa em castelhano. Piada puxa piada, porque fingimos ser exigentes com a qualidade da refeição por que esperávamos acabámos recrutados para ajudar. “Que bem que ficam de escumadeira, señores, já viram quantas mais ali estão por fritar?” atira Regina Pot, a mais bem-disposta.

Após o almoço tradicional, o xamã da aldeia benzeu-nos e a um grupo de outros forasteiros prestes a entrar no Inframundo maia a que dava acesso o cenote (lagoa subterrânea) local. Sem o saber, também nos abençoou para a tirolesa que depressa nos arrependemos de fazer sobre outra lagoa escura como breu que não a que tínhamos antes espreitado, repleta de jacarés.

No regresso de Pac-Chen a Tulum, ainda parámos no lar de um clã que, por alguma razão, os guias conheciam por acampamento Hidalgo e em que todos os membros se chamavam ora Maria ora José mas se tratavam pelos segundos nomes para evitarem a confusão. Ali, enquanto as crianças mais novas faziam questão de exibir a sua desafinação musical com instrumentos artesanais, pudemos constatar o pouco ou nada que terão evoluído as condições de vida dos maias mais humildes desde o auge do seu império aos dias de hoje. Numerosa, a família partilhava uma casa de madeira exígua, algo lúgubre e algumas cabanitas adicionais entre si e com macacos, galinhas, porcos, javalis e outros espécimes. Sobreviviam quase só desses animais e da venda de artesanato e roupa aos turistas que ali paravam ou que os guias lá levavam.

Em 2005, Maria Isidra Hoil, uma irmãzita da Maria matriarca do clã, conseguiu uma fonte de rendimento inesperada e bem mais proveitosa. Então com oito anos, foi selecionada pelo casting de “Apocalypto” de Mel Gibson, a longa-metragem hollywoodesca que se seguiu a “A Paixão de Cristo” e retratou o drama da intensificação dos sacrifícios humanos ditada pelos imperadores maias quando confrontados com a decadência do império.

A essa data, a miúda só falava maia e nunca vira um filme. Acabou por ter um desempenho como rapariga do Oráculo que surpreendeu e maravilhou Gibson, a restante equipa, espectadores de todo o mundo bem como outros realizadores, caso do polémico Spike Lee, que incluiu “Apocalypto” na sua lista de filmes essenciais.

Como era de esperar, a opinião de Lee e concordantes não foi propriamente consensual. Várias comunidades maias tanto do Iucatão como guatemaltecas protestaram contra as autoridades mexicanas e a obra por exibir uma imagem errada, demasiado sanguinária, da sua cultura milenar.

Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
Campeche, México

Campeche Sobre Can Pech

Como aconteceu por todo o México, os conquistadores chegaram, viram e venceram. Can Pech, a povoação maia, contava com quase 40 mil habitantes, palácios, pirâmides e uma arquitetura urbana exuberante, mas, em 1540, subsistiam menos de 6 mil nativos. Sobre as ruínas, os espanhóis ergueram Campeche, uma das mais imponentes cidades coloniais das Américas.
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.

Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.

San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

Maia, mestiça e hispânica, zapatista e turística, campestre e cosmopolita, San Cristobal não tem mãos a medir. Nela, visitantes mochileiros e activistas políticos mexicanos e expatriados partilham uma mesma demanda ideológica.

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Champotón, México

Rodeo debaixo de Sombreros

Com o fim do ano, 5 municípios mexicanos organizam uma feira em honra da Virgén de La Concepción. Aos poucos, o evento tornou-se o pretexto ideal para os cavaleiros locais exibirem as suas habilidades

Chiapas e Iucatão, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Virgem de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.

Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.

Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Apocalipse teimou em não chegar. Na Mesoamérica, os maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.

Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Coragem
Cerimónias e Festividades

Pentecostes, Vanuatu

Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.

Derradeiro casario austral
Cidades

Ushuaia, Argentina

A Última das Cidades

A capital da Terra do Fogo marca o limiar austral da civilização. Dali partem inúmeras incursões ao continente gelado. Nenhuma destas aventuras de toca e foge se compara à da vida na cidade final.

Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Cultura
Espectáculos

A Terra em Cena

Um pouco por todo o Mundo, cada nação, região ou povoação e até bairro tem a sua cultura. Em viagem, nada é mais recompensador do que admirar, ao vivo e in loco, o que as torna únicas.
Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Em Viagem
Lago Inlé, Myanmar

Uma Agradável Paragem Forçada

No segundo dos furos que temos durante um passeio em redor do lago Inlé, esperamos que nos tragam a bicicleta com o pneu remendado. Na loja de estrada que nos acolhe e ajuda, o dia-a-dia não pára.
A ver a vida passar
Étnico
Dali, China

A China Surrealista de Dali

Encaixada num cenário lacustre mágico, a antiga capital do povo Bai manteve-se, até há algum tempo, um refúgio da comunidade mochileira de viajantes. As mudanças sociais e económicas da China fomentaram a invasão de chineses à descoberta do recanto sudoeste da nação.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
A inevitável pesca
História

Florianópolis, Brasil

O Legado Açoriano do Atlântico Sul

Durante o século XVIII, milhares de ilhéus portugueses perseguiram vidas melhores nos confins meridionais do Brasil. Nas povoações que fundaram, abundam os vestígios de afinidade com as origens.

Pesca no Paraíso
Ilhas

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Silhueta e poema
Literatura

Goiás Velho, Brasil

Uma Escritora à Margem do Mundo

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro

Campo de géiseres
Natureza

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Caminhada Suprema
Parques Naturais

Savuti, Botswana

O Domínio dos Leões Comedores de Elefantes

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.

Um cenário imponente
Património Mundial Unesco

Cilaos, Reunião

Refúgio sob o tecto do Índico

Cilaos surge numa das velhas caldeiras verdejantes da ilha de Reunião. Foi inicialmente habitada por escravos foragidos que acreditavam ficar a salvo naquele fim do mundo. Uma vez tornada acessível, nem a localização remota da cratera impediu o abrigo de uma vila hoje peculiar e adulada.

Riso no elevador
Personagens

Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A industria japonesa da noite é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, somos acolhidos por uma sua assalariada enigmática que opera algures entre a arte gueixa e a prostituição convencional.

Mini-snorkeling
Praia

Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso a “A Praia”

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.

Himalaias urbanos
Religião
Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção dos Himalaias da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos crêem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.
Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Sociedade
Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.
Dança dos cabelos
Vida Quotidiana
Huang Luo, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Manada de búfalos asiáticos numa zona lamaçenta do Maguri Beel, Assam
Vida Selvagem
Maguri Bill, Índia

Um Pantanal nos Confins do Nordeste Indiano

O Maguri Bill ocupa uma área anfíbia nas imediações assamesas do rio Bramaputra. É louvado como um habitat incrível sobretudo de aves. Quando o navegamos em modo de gôndola, deparamo-nos com muito (mas muito) mais vida que apenas a asada.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.