Norte de Queensland, Austrália

Uma Austrália Demasiado Selvagem


Refeição destemida

Tratador alimenta crocodilos num parque zoológico nos arredores de Cairns.

Salto réptil

Crocodilo projecta-se da água para capturar um pedaço de carne.

Entre redes

Casal fala dentro da única zona protegida contra stingers (vespas-do-mar) de uma praia vasta junto a Port Douglas.

Convívio Improvável

Tratadora de um parque zoológico de Cairns, segura uma cobra comum no norte de Queensland.

Travessia anfíbia

Nativos de Queensland tentam atravessar um rio na zona de Daintree.

Casuar exuberante

Um casuar, ave autóctone da Austrália conhecida pelos seus perigosos ataques.

Aventuras com crocks

Tratador de crocodilos alimenta um espécime à mão.

After, before

Sinal de trânsito criativo alerta os condutores para evitarem atropelamento de aves.

Solidão quente

Pôr-do-sol tinge de laranja um rio na região tropical de Daintree, no norte de Queensland.

Risco de vespas-do-mar

Placa à entrada de uma praia de Port Arthur sinaliza o perigo mortal causado pela presença de stingers (vespas-do-mar).

Paragem no meio do nada

Sinal de paragem de autocarros escolares a meio da vastidão de uma plantação de cana de açúcar nos arredores de Cairns.

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.

Uma das nossas longas viagens pelo outro lado do mundo teria fluído com um calendário bem mais descontraído não fosse a passagem programada pelo extremo norte de Queensland. Desfrutámos dos meses “dourados” do Outono japonês e o Inverno havia-s

e entretanto instalado com uma suavidade inesperada que, além do derrube das folhas amarelas, algum frio e escassa neve poucas outras consequências trazia. Não existiam, à primeira vista, razões lógicas para apressar a partida daquele Extremo Oriente ex&oacut

e;tico que continuava a esfriar.

Alguns milhares de quilómetros para sul, no entanto, crescia lentamente uma indesejada La Niña e o fenómeno era o oposto.  O Pacífico do Sul aquecia a olhos vistos e, no prolongamento da costa nordeste da Austrália, o

Mar de Coral atingia já temperaturas pouco saudáveis para a Grande Barreira de Recife.

Sabíamos que o desenvolvimento daquele padrão não augurava nada de bom para o litoral oriental da grande ilha e, assim, apressámos a mudança para o Hemisfério Sul e a descoberta da Austrália Tropical.

Aterramos em Cairns no fim de uma época seca e alta que se estendia já muito para lá do normal. O céu estava limpo e manteve-se azul na maior parte dos dias se bem que a humidade aumentava e exigia inspirações cada vez mais profundas.

Pouco depois, devido ao típico laxismo português de achar que tudo se resolve à última, vemo-nos em sérios trabalhos para alugar uma campervan. “Só se vos conseguir uma ute (australiano para pick-up) com cobertura de lona e a arranjarem à vossa maneira … querem que tente? “ pergunta a miúda loura ao balcão do turismo da cidade, deixando-nos num desespero indisfarçável.

Por sorte, um seu derradeiro telefonema tem resposta positiva e safamo-nos com a velha van de serviço da Cairns Older Car, uma empresa de aluguer de muito-usados. É já ao volante da velha carrinha que visitamos os armazéns do Salvation Army local, onde tentamos solucionar a sua nudez pouco acolhedora, comprando cortinas e colchões em segunda mão. Terminada a “decoração”, partimos para o norte luxuriante.

Paramos pela primeira vez no Parque Nacional Barron Falls onde apanhamos um teleférico que deixa o litoral, sobe a encosta verdejante da Grande Cordilheira Divisória e detêm-se na Red Peak Station onde um ranger aborígene Tjapukai encaminha os visitantes interessados para um passeio pela floresta. A humidade revela-se ali mais opressiva que nunca e faz o guia nativo falar devagar. Explica, com exemplos fáceis, as crenças sagradas do seu povo, a começar por como todas as coisas – o Sol, a Lua, as estrelas, a Terra e as suas criaturas etc. –  tiveram origem no tempo da estória, o Buluru.

Prosseguimos a bordo do Skyrail, a caminho da próxima estação e, pelo caminho, sobrevoamos a selva imensa que cobre a região. Até Kuranda, pouco mais se vê que as incontáveis copas das árvores multi-milenares e um ou outro fio de água. No regresso, o panorama repete-se até nova aproximação ao Mar de Coral quando o verde predominante dá lugar a vários tons de azul.

Tem 135 milhões de anos a floresta que acabamos de sobrevoar. É a mais antiga do mundo e considerada um palco privilegiado das etapas evolucionárias da Terra. No norte de Queensland, este processo natural intensificou-se como em poucas outras partes do planeta e deu origem a uma biodiversidade tão vasta que mereceu o reconhecimento da UNESCO que declarou o Parque Nacional Daintree (alguns km para norte) um Património Natural da Humanidade. Em breve, perceberíamos melhor o porquê do título.

De volta à campervan improvisada, percorremos a Captain Cook Highway que nos leva mais e mais para norte. Internamo-nos, dessa forma, numa Austrália perdida entre outras selvas densas a oeste e as praias bravias que acolhem o Mar de Coral e mantemo-nos atentos à estrada para evitar as travessias saltitantes dos wallabies e restantes cangurus, causadoras de acidentes frequentes um pouco por toda a Austrália. Desgastados pelo calor, cedemos ao apelo dos areais brancos e das águas tranquilas de uma praia chamada Four Miles. Mas, à entrada, uma enorme placa amarela alerta, em várias línguas, para perigos diversos: correntes, crocodilos e a presença de stingers.

“Chegaram há pouco a estas partes, certo?“ pergunta o nadador-salvador ozzy, debaixo do seu chapéu akubra e nitidamente à procura de diversão. “Pois, bem me parecia … lamento informar-vos que só podem entrar no mar dentro daquela área”.

Olhamos com atenção e vemos tratarem-se de quinze metros quadrados dos quase 900 metros de extensão da praia. E, quando parece impossível a coisa piorar, percebemos que, dentro do limite das bóias, a água não chega aos joelhos. 

O quadrado flutuante sustém redes que evitam a entrada de diversas espécies de alforrecas e medusas temidas por injectarem químicos potencialmente letais ao picarem  as vítimas (daí o nome inglês stingers). Nascem nas fozes dos rios que descem da Grande Cordilheira Divisória e colonizam as águas costeiras do Mar de Coral durante os cinco meses quentes da estação das chuvas, quando a sua temperatura pode passar os 30º.  

Ao contrário da desilusão, o banho é curto. Seguimos caminho em direcção ao Parque Nacional Daintree, teimando em parar noutros litorais atractivos.

Percorremos o areal da Cow Bay quando conhecemos James Pratt morador de uma casa de praia próxima. E basta mencionarmos a frustração de não nos podermos refrescar em águas tão convidativas, para que inaugure um novo drama  australiano. “Pois é. Na verdade os meus caniches estão, neste preciso momento, a correr perigo. Nem os devia deixar correr tão perto da água. Nunca se sabe quando um croc anda por perto… “E quando não são os crocs são as stingers. Vá lá que essas só chateiam por uns meses…”.

Há pouco que acrescentar quanto à primeira ameaça. Como o restante Top End australiano, o extremo norte de Queensland é, desde os confins do tempo, um habitat privilegiado do maior réptil do mundo, o crocodilo estuarino. Encontram-se exemplares nos rios, nos mangais, em lagos e, porque estão aptos a nadar em água salgada, também nas praias.

Ao contrário dos vizinhos de água doce – que são menores e só atacam humanos em casos extremos de auto-defesa – os crocodilos estuarinos são agressivos, podem passar os seis metros de comprimento e provocam, todos os anos, algumas vítimas mortais em acidentes que os jornais sensacionalistas australianos aproveitam para fazer as suas primeiras páginas. Não são os únicos. Apesar de ínfima, a ameaça das stingers não fica atrás.

Continuamos a explorar a região durante duas semanas recheadas de experiências e sensações intensas. Voamos então de Cairns para Alice Springs, no centro do continente australiano, onde celebramos a entrada no novo ano.

Alguns dias depois, cumpria-se o esperado. Em todos os canais de TV e estações de rádio da Austrália e um pouco por todo o mundo noticiava-se que o norte de Queensland estava debaixo de água. Que se aguardavam mais tempestades tropicais e ciclones durante os piores meses da época das chuvas. Duzentas mil pessoas tiveram que deixar as suas casas. Trinta perderam a vida e nove foram dadas como desaparecidas. O prejuízo final cifrou-se em mais de mil milhões de dólares australianos (cerca de 800 milhões de euros). E, como sempre acontece nestes tempos de calamidade, voltaram a surgir casos hiper-explorados de humanos atacados por crocodilos à solta na recém-formada vastidão aquática. 

Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.
Esteros del Iberá, Argentina

O Pantanal das Pampas

No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.

Sydney, Austrália

De Desterro de Criminosos a Cidade Exemplar

A primeira das colónias australianas foi erguida por reclusos desterrados. Hoje, os aussies de Sydney gabam-se de antigos condenados da sua árvore genealógica e orgulham-se da prosperidade cosmopolita da megalópole que habitam. 

Atherton Tablelands, Austrália

A Milhas do Natal (parte II)

A 25 Dezembro, exploramos o interior elevado, bucólico mas tropical do norte de Queensland. Ignoramos o paradeiro da maioria dos habitantes e estranhamos a absoluta ausência da quadra natalícia.

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

À Descoberta de Tassie, 2ª Parte, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.
À Descoberta de Tassie, Parte 1 - Hobart, Austrália

A Porta dos Fundos da Austrália

Hobart, a capital da Tasmânia e a mais meridional da Austrália foi colonizada por milhares de degredados de Inglaterra. Sem surpresa, a sua população preserva uma forte admiração pelos modos de vida marginais.

Alice Springs a Darwin, Austrália

A Caminho do Top End

Do Red Centre ao Top End tropical, a Stuart Hwy percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, a grande ilha muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

Ilha do Marajó, Brasil

A Ilha dos Búfalos

Uma embarcação que transportava búfalos da Índia terá naufragado na foz do rio Amazonas. Hoje, a ilha de Marajó que os acolheu tem a maior manada bubalina e o Brasil já não passa sem estes bovídeos.

PN Chobe, Botswana

Um Rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Sombra vs Luz
Arquitectura & Design

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Pleno Dog Mushing
Aventura

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Moa numa praia de Rapa Nui/Ilha da Páscoa
Cerimónias e Festividades
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.
Celebração Nahuatl
Cidades

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

O projeccionista
Cultura

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Desporto
Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
Ferry Nek Luong
Em Viagem

Ho Chi-Minh a Angkor, Camboja

O Tortuoso Caminho para Angkor

Do Vietname em diante, as estradas cambojanas desfeitas e os campos de minas remetem-nos para os anos do terror Khmer Vermelho. Sobrevivemos e somos recompensados com a visão do maior templo religioso

Um outro templo
Étnico
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Tempo de surf
História

Ilha do Norte, Nova Zelândia

A Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia. 

Um dos prédios mais altos de Valletta, Malta
Ilhas
Valletta, Malta

As Capitais Não se Medem aos Palmos

Por altura da sua fundação, a Ordem dos Cavaleiros Hospitalários apodou-a de "a mais humilde". Com o passar dos séculos, o título deixou de lhe servir. Em 2018, Valletta foi a Capital Europeia da Cultura mais exígua de sempre e uma das mais recheadas de história e deslumbrantes de que há memória.
Santas alturas
Inverno Branco

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Baie d'Oro
Literatura

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Natureza
Estradas Imperdíveis

Grandes Percursos, Grandes Viagens

Com nomes pomposos ou meros códigos rodoviários, certas estradas percorrem cenários realmente sublimes. Da Road 66 à Great Ocean Road, são, todas elas, aventuras imperdíveis ao volante.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Entusiasmo Vermelho
Parques Naturais

Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos. 

Luzes de Ogimachi
Património Mundial UNESCO

Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao “A”

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.

Verificação da correspondência
Personagens

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Pesca no Paraíso
Praias

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Num equilíbrio fluvial
Religião

Chiang Kong - Luang Prabang, Laos

Por Esse Mekong Abaixo

Os custos mais baixos e a beleza dos cenários são as principais razões para fazer esta viagem. Seja como for, a descida pelo rio "mãe de todas as águas" pode ser tão pitoresca como incómoda.

Tren del Fin del Mundo, Ushuaia, Argentina
Sobre carris
Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Trólei Azul
Sociedade

Oslo, Noruega

Uma Capital Sobrecapitalizada

Um dos problemas da Noruega tem sido decidir como investir os milhares milhões de euros do seu fundo soberano recordista. Mas nem os recursos desmedidos salvam Oslo das suas incoerências sociais.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Glaciar Meares
Vida Selvagem

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.