Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios


Tribal

Centenas de índios exibem os trajes das suas tribos durante o Pow-wow de Albuquerque, Novo Mexico.

Reflexos indígenas

Índias retocam os seus visuais numa casa de banho.

Orgulho Índio

Jovem indígena observa o desenrolar das danças tradicionais, mais abaixo no pavilhão.

Pum Pum Pum

Tocadores de tambores e cantora levam a cabo a sua exibição.

Danças sem Lobos

Dançarina leva a cabo movimentos que unem tribos de todos os cantos da América do Norte, no pow-wow Gathering of the Nations.

Espectador Coloridos

Índio trajado a rigor destaca-se do restante público.

Ligeiro Atraso

Nativo-americano tem ajuda para terminar de vestir o seu traje, no parque de estacionamento da arena The Pit.

Lotação esgotada

Milhares de nativo-americanos rodopiam em redor do recinto The Pit.

A beleza da simplicidade

Cocar de duas penas na cabeça de uma jovem indígena.

Miss Indian World

Vencedora do concurso Miss Indian World desfila em redor do recinto.

Mar de cocares

Multidão de índios reunidos durante uma cerimónia do pow-wow de Albuquerque.

Com mais de 500 tribos presentes, o "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.

Chega o fim-de-semana e Albuquerque muda para o seu modo lúdico. Vários eventos desportivos e musicais têm lugar nas instalações da universidade local.  Conscientes da inevitável irreverência estudantil, um batalhão de polícias soberbos do Novo México patrulha as vastas instalações académicas com a missão de evitar estacionamentos e comportamentos demasiado caóticos. Um deles, extrovertido além de altivo, apercebe-se da matrícula do nosso carro e do ar desorganizado do interior e não resiste a comentar: “Califórnia?? Vocês chegaram mesmo de longe. Vêm por causa do concerto ou dos índios ??” Por essa altura, não fazíamos ideia nem de uma coisa nem da outra. Comparando a excentricidade das hipóteses, optamos por questionar a autoridade sobre a última. O agente diz-nos que o The Pit – a grande arena desportiva que serve de casa à equipa de básquete local, os Lobos – está prestes a acolher um Gathering of the Nations. Mais depressa do que contávamos, confirmamos a informação.

Deixamos o velhinho mas elegante Buick Le Sabre arrumado dentro da legalidade entre os pavilhões da instituição. Atravessamos uma avenida movimentada e damos com outro parque de estacionamento repleto. Reparamos que, ali, em vez de teenagers eufóricos, saem dos carros e cruzam a estrada indígenas atrapalhados, trajados, pintados e enfeitados com penas, plumas, jóias e outros adereços étnicos que formavam visuais por vezes semelhantes, noutros casos, em tudo díspares.

Aproximamo-nos das roulottes que fazem de bilheteiras e  descobrimos os posters que, mesmo já não sendo preciso, provavam que ali tinha lugar um dos maiores pow-wows (encontros de indígenas) da América do Norte. Elementos de mais 500 tribos tinham vindo dos quatro cantos dos E.U.A. e do Canada para celebrar as suas culturas-mãe e renovar crenças espirituais. Dividiam-se em diferentes escalões de idades, dos anciãos às crianças com o propósito de participarem em 32 provas de danças, noutras de canto, em competições de tambores e ainda na da Miss Indian World.

Entramos no pavilhão. Centenas destes participantes e muitos mais apoiantes percorrem o corredor superior para cá e para lá entretidos a conviver, a comprar comida e bebida ou a espreitar as inúmeras bancas de pequenos negócios. 

Achamos a abertura de uma escadaria e conseguimos finalmente espreitar a arena. As bancadas estão repletas de gente e de cor. Lá em baixo, um exército exuberante de índios dança em volta do ringue, sincronizado com a banda sonora hipnótica produzida por grupos de tocadores de tambores e por cantores de um falsetto tribal profundo.

Os vários tambores distribuídos em redor do recinto são enormes e ecoam o bater do coração da Terra. Castigam-nos grupos de homens poderosos, alguns de dimensões também exageradas. Tínhamos já reparado no tipo de alimentação fast food servida pela maior parte das bancas e bares do exterior e no piso superior, em tudo condizente com a que mina a saúde da nação norte-americana. Exibiam-se perante nós algumas das vítimas mais improváveis da obsessão yanquee pelo lucro fácil e imediato. Na própria assistência que admirava os seus dotes musicais, contavam-se inúmeros indígenas volumosos. Em tempos, as suas tribos sobreviviam do que recolhiam da Natureza e caçavam. Séculos depois da conquista do Oeste, depois de repetidas perseguições, chacinas e enclausuramentos em reservas, os índios foram reduzidos de muitos milhões a apenas 500.000, uma população ínfima se tivermos em conta o total de habitantes dos Estados Unidos e Canadá, quase 350 milhões. 

Vitimam-nos, agora, também, as bebidas açucaradas e os burguers king size, os cachorros, tacos, burritos, nachos e batatas fritas ensopadas em óleos e molhos, uma de várias agressões culturais que sofrem num já longo processo de conformação.

Propulsionada pela argúcia das suas marcas, a civilização capitalista desenvolvida pelos colonos europeus da América do Norte conquistou o mundo com relativa facilidade. Provindos de uma relação íntima com a terra, os nativos nunca poderiam resistir. Naquele fim-de-semana, os cocares, trajes típicos e rituais exuberantes de cada tribo têm destaque temporário.

Findas as participações, a maior parte dos nativos cede aos jeans, sneakers e cumprimentos da moda, às t-shirts e bonés de basquetebol e de basebol, às expressões feitas e às noções empacotadas da nação que destroçou as identidades das suas tribos. O Gathering of The Nations a que assistíamos, como outros realizados um pouco por toda a América do Norte, eram manifestações de resistência e de sobrevivência ainda assim impressionantes.

Durante a Grande Entrada sagrada da Eagle Staff – o estandarte que simboliza a união de todos os nativos-norte americanos – os representantes de cada tribo alinharam-se para ouvir a Eagle Staff Song e o discurso do MC (Master of Cerimonies) do encontro. Partilharam também uma oração ao criador do Mundo, uma prece comunal pela felicidade e pela cura dos males provocados pelo homem na Mãe-Terra.

Já tínhamos descido ao campo de jogo quando prosseguiram as competições de danças inter-tribais, todas com nomes simplistas inspirados pela Natureza ou pelo dia a dia: Dança do Xaile Bonito, Dança do Fumo, Dança do Cobertor ou Dança da Coruja. Seguiam-se as de canto, intercaladas por mais exibições majestosas dos tocadores de tambores e por curiosas provas juvenis. Ao nível em que a acção se desenrolava, os participantes contornavam o campo vezes sem conta. Alguns passavam bem rente a nós, entregues ao ritmo, de cabeça baixa oscilante, a repetir movimentos de puro transe. 

Certas exibições irradiavam profunda espiritualidade. Quando menos esperávamos, a música  terminava e o MC anunciava a marca patrocinadora da competição que se seguia, ou o valor do seu prémio em dólares. Todo o misticismo se desvanecia. Não foi a prova seguinte que o trouxe de volta.

O apresentador dá sinal e os dançarinos apressam-se a deixar o campo. Aos poucos, substituem-nos mulheres de distintas tribos e regiões da América do Norte, da Flórida ao extremo boreal do Canadá. Começam por se alinhar de frente para a bancada principal mas, terminada a apresentação, libertam-se para mais uma dança que um painel de júris avalia com critérios rigorosos. Ao resultado da dança somam-se os do Discurso Público, Entrevista Pessoal, Apresentação Tradicional e o do Ensaio. A pontuação final determina a eleição da Miss Indian World.

Por norma, a vencedora do ano transacto aparece ao público para resumir nalgumas palavras a honra do ceptro. Observamos a canadiana Dakota Brook Brant, do clã Mohawk Turtle fazê-lo com uma segurança e orgulho algo automatizados que fazem jus ao título: “Fiquei feliz por ter sido a escolhida para servir como embaixadora. Foi um prazer ajudar a construir relações saudáveis entre os nossos parentes de todo o território índio.”

Marjorie Tahbone, uma Inupiaq/Kiowa alasquense, baixa, redonda e, de certa forma, patusca é tudo menos o protótipo de uma Miss Mundo ou Universo convencional. Apesar da surpresa que nos suscita, arrecada a nova coroa, atribuída segundo valores que pouco têm que ver com aqueles a que estamos habituados nestes certames. Como recompensa, passou o ano em viagem pelo mundo a promover a cultura das tribos nativo-americanas.

Entra em cena Fawn Wood. No centro da arena e das atenções, esta cantora famosa entre os indígenas entoa um tema que os presentes parecem conhecer. Fá-los vibrar alternando com a sua voz estridente e poderosa sons guturais muito apreciados e letras em inglês que falam de ciúme, de amor e de entes queridos mas já partidos.

No intervalo das canções, o MC volta a intervir: “não se esqueçam que temos os CDs da Fawn para venda. Aqui a Dallas, não para de me pedir que repita o aviso!”

Fawn passa para outro tema. A meio, dois espectadores aproximam-se dela e deixam dinheiro a seus pés. Em pouco tempo, centenas de outros fazem o mesmo e expande-se a mancha de dólares que completará o seu cachê.

O último dia do Gathering of The Nations aproxima-se do fim mas as bancas no exterior do The Pit não desarmam. Ao jeito americanizado de fazer as coisas, enquanto o encontro se prolongar the profit must go on.

Abandonamos o recinto a pensar por quanto tempo mais conseguirão os nativos norte americanos evitar a falência total das suas culturas.

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.
Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação

Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.

Grand Canyon, E.U.A.

América do Norte Abismal

O rio Colorado e tributários começaram a fluir no planalto homónimo há 17 milhões de anos e expuseram metade do passado geológico da Terra. Também esculpiram uma das suas mais deslumbrantes entranhas.

Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

Navajo Nation, E.U.A.

Por Terras da Nação Navajo

De Kayenta a Page, com passagem pelo Marble Canyon, exploramos o sul do Planalto do Colorado. Dramáticos e desérticos, os cenários deste domínio indígena recortado no Arizona revelam-se esplendorosos.

PN Tayrona, Colômbia

Quem Protege os Guardiães do Mundo?

Os indígenas da Serra Nevada de Santa Marta acreditam que têm por missão salvar o Cosmos dos “Irmãos mais Novos”, que somos nós. Mas a verdadeira questão parece ser: "Quem os protege a eles?"

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Seydisfjordur
Arquitectura & Design

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando a frota pesqueira de Seydisfjordur foi comprada por armadores de Reiquejavique, a povoação teve que se adaptar. Hoje captura discípulos de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.

Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Cavaleiros do Divino durante a Festa do Divino Espírito Santo, Pirenópolis, Brasil
Cerimónias e Festividades
Pirenópolis, Brasil

Cavalgada de Fé

Introduzida, em 1819, por padres portugueses, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis agrega uma complexa rede de celebrações religiosas e pagãs. Dura mais de 20 dias, passados, em grande parte, sobre a sela.
Parking de Kalesas
Cidades

Vigan, Filipinas

A Mais Hispânica das Ásias

Os colonos espanhóis partiram mas as suas mansões estão intactas e as kalesas circulam. Quando Oliver Stone buscava cenários mexicanos para "Nascido a 4 de Julho" encontrou-os nesta ciudad fernandina

Moradora obesa de Tupola Tapaau, uma pequena ilha de Samoa Ocidental.
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
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A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
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Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
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Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

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Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

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Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Aposentos dourados
Outono

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Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

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Na Pele do Verdadeiro Robinson Crusoe

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A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.
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Em Jerusalém, enquanto percorrem o caminho de Cristo para a cruz, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.

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Voos Panorâmicos

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Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.