Peneda-Gerês, Portugal

Do “Pequeno Tibete Português” às Fortalezas do Milho


“O Pequeno Tibete Português”

Os longos socalcos abaixo da aldeia de Porta Cova que se estendem até Padrão.

Vultos

Moradora da branda de Alhal e dois dos seus cães, numa manhã de muita névoa.

Maternidade

Potro e égua garranos numa encosta da Serra do Soajo virada a Travanca e ao Mezio.

Canastros II

Moradora de Lindoso usa um carrinho-de-mão para mudar espigas de um espigueiro para outro.

Uma grande ermida

O santuário da Nª Senhora da Peneda, abaixo de uma enorme fraga da serra homónima.

Ciclo-Vez

Ciclista percorre um passadiço que acompanha o caudal do Vez.

Dª Júlia

Moradora da branda de Alhal, uma povoação transumante acima de Sistelo.

Nas verdes profundezas

A aldeia de Padrão, enfiada num vale recortado da Serra de Soajo, aquém do rio Vez.

Espigueiros de Soajo

Espigueiros de Soajo, destacados numa eira de granito sobranceira.

Uma história de granito

Muralhas do castelo de Lindoso, acima da enorme eira de espigueiros da aldeia.

Aqui nasce o Vez

Urzal, em redor da nascente do rio Vez, no cimo da serra de Soajo.

Deixamos as fragas da Srª da Peneda, rumo ao vale do Vez e às povoações que um imaginário erróneo apelidou de “tibetanas”.  Dessas aldeias socalcadas, passamos por outras famosas por guardarem, como tesouros dourados e sagrados, as espigas que colhem. Caprichoso, o percurso revela-nos a natureza resplandecente e a fertilidade verdejante destas terras minhotas.

É profundo como o tempo que o escavou o vale do Minho e da Peneda-Gerês por que serpenteamos desde que a floresta encantada de Lamas de Mouro ficou para trás. Detemo-nos pelo caminho para examinarmos uma colónia de plantas carnívoras carmesins sempre ávidas de insectos incautos.

Distraídos pelo tema e pela imponência dos cenários das encostas, as torres da Nª Senhora da Pena surgem como uma miragem acima da vegetação frondosa. Contornamos o templo. Detemo-nos de frente para a sua fachada de granito e alvenaria branca e da fraga cinzenta que rasga o céu estival.

santuário da Nª Senhora da Peneda, PN Peneda Gerês, Minho, Portugal

O santuário da Nª; Senhora da Peneda, abaixo de uma enorme fraga da serra homónima.

Em pleno Verão, já não lá flui a Cascata da Peneda. O firmamento mantém-se tão azul e imaculado como estaria em 1220, quando se diz que a Nª Senhora das Neves apareceu a uma pastorinha numa atmosfera pouco condizente com o epíteto. Segundo a lenda,  a visão deu-se a um 5 de Agosto. Não estaria sequer fresco.

Em anos recentes, à laia de Fátima, a Srª da Peneda ganhou a sua própria feira. Quem a visita, fá-lo com fé e com tempo. Tempo para ascender as centenas de degraus e se refugiar na nave elevada e desafogada, numa espécie de Via Verde comungante para Deus.

Fá-lo com tempo para espreitar as lojas e bancas repletas de itens religiosos e profanos; de se sentar à sombra das árvores do adro vasto adiante e de recuperar as forças.

Um grupo de amigos cinquentões regressa ao fundo do escadório das Virtudes, recém-passados pela Fé, a Esperança, a Caridade e a Glória, as estátuas que a adornam. Instalam-se na rulote imediata. Lá se entregam a cervejinhas geladas e a vinhos frisantes, a petiscos de pão com presunto e até a churros e farturas que consolidam a generosidade do repasto.

santuário da Nª; Senhora da Peneda, PN Peneda-Gerês, Minho, Portugal

Escadaria de acesso ao santuário da Nª; Senhora da Peneda

Por Caminhos da Serra do Soajo

Regressamos ao caminho. Apontamos a sul. O vale conflui  noutros tantos. Detemo-nos num miradouro de beira da estrada. De lá apreciamos a Srª da Peneda já ínfima. O recorte complexo dos montes em redor, a aldeia quinada de Tibo e a Lagoa dos Druidas, numa eminência bem mais rugosa de Espanha.

Prosseguimos vertente acima, na direcção oposta àquele estrangeiro familiar e Serra do Soajo adentro, não tarda por uma estrada rude de terra batida. As povoações somem-se.

Ficamos entregues a um planalto forrado de fetos e tojos conviventes. Neste alto ermo, os habitantes são as vacas cachenas, farruscas de se enlamearem ou passarem em zonas ainda tostadas por fogos do Verão passado.

Aqui nasce o Vez

Urzal, em redor da nascente do rio Vez, no cimo da serra de Soajo

Atravessamos o rio Vez nascido há uns meros metros e que ali irriga um extenso urzal. Vislumbramos o primeiro dos dois fojos do lobo da zona, grandes muros em forma de V, com vértices armadilhados onde, até cerca de 1930, um batalhão de pastores encurralava as feras e as exterminava.

A pastorícia e a transumância fazem, há muito, parte destes domínios. De tal maneira que integraram a paisagem. À esquerda da via e à distância, três ou quatro cachenas parecem contemplar o vale profundo do rio Castro Laboreiro, destacadas contra um muro celeste de cumulus nimbus.

Vaca cachena, Serra do Soajo, PN Peneda Gerês, Minho, Portugal

Vaca cachena destacada de um denso fetal no cimo da Serra de Soajo

Entre nós e as vacas, estão mariolas, as pilhas de pedras que os pastores erguiam para se orientarem na névoa. Na encosta abaixo da cachena contemplativa, jaz um castro enigmático de portelhos, as cabanas complementares em que se abrigavam do frio e das intempéries.

Contávamos encontrar garranos. Por alguma razão que desconhecemos não vemos um que seja. Isto até que nos aproximamos da falda sudoeste da serra, mais exposta às nuvens e à humidade.

Potro e égua garranos, Serra do Soajo, PN Peneda Gerês, Minho, Portugal

Potro e égua garranos numa encosta da Serra do Soajo virada a Travanca e ao Mezio.

Quem sabe se por o pasto lá ser refrescado, é dali para baixo que os cavalos se concentram, em manadas territoriais, algumas com potros recém-nascidos, sobrevoadas por bandos de abutres atentos a possíveis desgraças.

Da Porta do Mezio a Arcos de Valdevez

Chegamos ao sopé da serra e das Lagoas da Travanca. Luís Fernandes, o anfitrião destas paragens, instala-nos no parque de campismo da terra e prenda-nos com um lanche de broa, presunto e marmelada a que nos entregamos agradecidos e sem cerimónias.

Passamos pela Porta do Mezio – uma entrada ampla e sofisticada para o PN da Peneda-Gerês, de onde descemos a tempo de pernoitar em Arcos de Valdevez.

Despertamos revigorados. Espreitamos a vista da varanda do hotel Piemonte mesmo acima do rio Vez que ali flui sob uma das pontes históricas mais emblemáticas do Minho.

Aldeia de Padrão, Serra do Soajo, PN Peneda Gerês, Minho, Portugal

A aldeia de Padrão, enfiada num vale recortado da Serra de Soajo, aquém do rio Vez.

Regressamos à Serra da Peneda, em busca dos talvegues em que se instalaram Sistelo e as aldeias vizinhas. Necessitados de terrenos de cultivo neste reduto enfiado entre ladeiras, os nativos retalharam-nas em socalcos.

Criaram tantos e tão seguidos que, sem consciência do facto, moldaram as terras à imagem de outras asiáticas – do Vietname, da China, da Indonésia, das Filipinas – em que há milénios o arroz assim é plantado.

Terraços de Sistelo, Serra do Soajo, Arcos de Valdevez, Minho, Portugal

Os longos socalcos abaixo da aldeia de Porta Cova que se estendem até Padrão

Por um qualquer desvio do paralelo, o lugar viu-se apelidado de “Tibete Português”, quando os cenários místicos do Tecto do Mundo são terrosos e inóspitos, destoantes do Sistelo verdejante que, não tarda, temos em vista.

No Cimo de Brandas Nevoentas e Misteriosas

Uma névoa matinal que cai das alturas da serra. Em vez de aguardarmos que o sol empinasse e a expulsasse, subimos à Branda de Alhal, uma das muitas povoações transumantes erguidas pelos nativos para garantirem os melhores pastos ao seu gado também durante o Verão.

O nevoeiro é, ali, tão denso quanto possível. Concede-nos apenas silhuetas de alguns muros e casas e a visão de uma cachena fantasmagórica que um residente enfia à pressa no curral. Exploramos a base da povoação inclinada. Sem aviso, um vulto lutuoso, apoiado num cajado, anunciado por um podengo felpudo, desce um caminho íngreme de cabras e saúda-nos.

Cláudia Fernandes – a cicerone destas paragens – apresenta-nos de maneira a nos distinguir das bateladas de turistas que agora afluem à região, ao ponto de deixarem os moradores avessos a que os fotografem e, como já aconteceu “depois lhes façam maldades no Facebook”.

Moradora de Branda de Alhal e podengo, Serra do Soajo, Arcos de Valdevez, Minho, PortugalMoradora da branda de Alhal e dois dos seus cães, numa manhã de muita névoa.

Mais à vontade, a Dª Júlia predispõe-se para a conversa. Perguntamos-lhe a graça dos cães. A resposta diverte-nos. “O meu marido é que lhes põe os nomes. Essa aí é a Luena. Há uma Milú, olhem… os outros já nem sei bem.“ Ao que apuramos, o esposo inspirava-se nas novelas da TV que o isolamento e as noites frias e ventosas lhes impingiam para o serão.

Metemo-nos por um caminho muralhado que entra por uma floresta lúgubre de enormes pinheiros exógenos. Do lado de lá, encontramos um núcleo de portelhos musgosos, dispersos no fetal ensopado pela névoa, uns mais preservados que outros.

Portelho, branda de Alhal, Arcos de Valdevez, Minho, Portugal

Um dos vários portelhos no cimo húmido da branda de Alhal, uma povoação de Verão, acima de Sistelo.

Apreciamo-los por uns bons vinte minutos. Quando o nevoeiro cede, regressamos ao jipe e baixamos a uma meia altura panorâmica da serra.

Sistelo, Porta Cova e Padrão – o “Tibete Português”

Empoleirados sobre rochedos, cercados por tojos, apreciamos os socalcos entre as aldeias de Porta Cova e de Padrão. Deslumbrante, o panorama listado mantém-nos entretidos por mais meia-hora. Após o que regressamos ao asfalto e apontamos à aldeia que ficou com o crédito, a agora demasiado notória Sistelo.

Espigueiros de Sistelo, Arcos de Valdevez, Minho, Portugal

Espigueiros de Sistelo, à beira da rua Manuel António Gonçalves Roque, o único visconde de Sistelo

Conta trezentos habitantes a população há muito decrescente da aldeia medieval em que, em tempos, a Ordem de Malta terá detido propriedades e influência.

Hoje, fruto do triunfo na categoria “Aldeias” do concurso das “7 Maravilhas de Portugal”, alguns moradores prosperam com os visitantes. Outros, lamentam-se pelo excesso de malta que invade a povoação, que lhe rouba a tranquilidade e genuinidade.

Espreitamos a velha igreja matriz e os espigueiros alinhados à beira da rua principal. Foi baptizada em honra de Manuel António Gonçalves Roque (1834 – 1855), primeiro e único visconde do Sistelo, desde cedo emigrado no Brasil onde fez a fortuna que aplicou na terra-mãe – caso do seu Castelo – e em instituições de caridade brasileiras e portuguesas.

Com o fim da manhã, afluem mais excursões de estrangeiros, grupos de escuteiros, de forasteiros irrequietos em geral. Tínhamos muito por explorar pelo que a hora nos parece ideal para regressamos a Arcos de Valdevez.

Por terras de espigueiros: Soajo

Despedimo-nos de Cláudia. Viajamos 20km para leste e damos com Soajo. Soajo é dona do seu próprio núcleo de 24 espigueiros benzidos por cruzes, claro está, dispostos numa ampla eira comunitária instalada sobre uma laje de granito, sobranceira aos campos cultivados e à estrada que ali cruza a povoação.

Espigueiros de Soajo, Minho, Portugal

Espigueiros de Soajo, destacados numa eira de granito sobranceira

O café em frente está à pinha. Anima os clientes com cerveja gelada e música popular. Rosinha e o seu “pacote” convidam à dança. Até os turistas estrangeiros concentrados em decifrar o intrigante monumento agrícola, construído há mais de dois séculos, mas que os camponeses da freguesia continuam a rechear de espigas preciosas.

Os espigueiros de Soajo não seriam os últimos no nosso caminho. Prosseguimos para leste, lado e lado com o rio Lima que, uma vez mais na raia de Espanha, nos conduz à barragem de Lindoso. Cruzamo-lo pela crista da represa. Alguns meandros de asfalto depois, vislumbramos a torre do castelo da povoação.

Ainda por Terras de Espigueiros: Lindoso

Pela animação no interior, depreendemos que lá decorre uma qualquer festa privada. Contornamos as muralhas. Mais cedo do que esperávamos, damos de caras com a eira local e com os seus cinquenta e tal canastros, de longe, o maior conjunto de Portugal.

Espigueiros de Lindoso, PN Peneda Gerês, Minho Portugal

Panorâmica de Lindoso com os seus mais de cinquenta espigueiros e, logo acima, o castelo secular da povoação

Uma senhora repete vaivéns ao comando de um carrinho-de-mão. Às tantas, já nos custa conter a curiosidade. Pedimos-lhe que nos revele o afazer. “Olhem, ando a mudar as espigas de um espigueiro para o outro. Calhou-me esta sina!” responde-nos a encolher os ombros.

Uma qualquer regra ou conveniência da eira teria ditado tal castigo, em absoluta dissonância com as pândegas que se arrastavam em redor: a circunscrita ao castelo.

Moradora entre espigueiros de Lindoso, PN Peneda Gerês, Minho, Portugal

Moradora de Lindoso usa um carrinho-de-mão para mudar espigas de um espigueiro para outro.

Em simultâneo, um casório de emigrantes, com os noivos e as famílias e amigos em fatos e vestidos demasiado lustrosos para o cenário rural pitoresco em que Lindoso os acolhia.

Um prateado crescente apodera-se do céu para ocidente da Serra Amarela, enquanto a banda sonora distorcida pelo granito da fortaleza animava o fim da tarde.

Castelo de Lindoso, Minho, Portugal

Muralhas do castelo de Lindoso, acima da enorme eira de espigueiros da aldeia.

Apesar de erguido no longínquo reinado de Afonso III e de se situar numa posição fronteiriça estratégica, o castelo da aldeia nunca foi palco de uma grande batalha.

Malgrado o aparato das celebrações, Lindoso terminaria o dia na paz de trazer por casa que Sistelo tanto anseia recuperar.

 

Os autores agradecem às seguintes entidades o apoio prestado à realização desta reportagem:

NATURE4 –  Reserve as suas actividades no PN PENEDA-GERÊS em www.nature4.pt 

ENTIDADE DE TURISMO DE PORTO E NORTE – www.portoenorte.pt

Castro Laboreiro, Portugal  

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Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.
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Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

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A Mais Hispânica das Ásias

Os colonos espanhóis partiram mas as suas mansões estão intactas e as kalesas circulam. Quando Oliver Stone buscava cenários mexicanos para "Nascido a 4 de Julho" encontrou-os nesta ciudad fernandina

Muito que escolher
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São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

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O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. Mas o imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.

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2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Em Viagem
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Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Cowboys basotho
Étnico

Malealea, Lesoto

O Reino Africano dos Céus

O Lesoto é o único estado independente situado na íntegra acima dos mil metros. Também é um dos países no fundo do ranking mundial de desenvolvimento humano. O seu povo altivo resiste à modernidade e a todas as adversidades no cimo da Terra grandioso mas inóspito que lhe calhou.

Crepúsculo exuberante
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Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Pequena súbdita
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Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

Tempo de surf
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Ilha do Norte, Nova Zelândia

A Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia. 

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O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Luzes VIP
Natureza

Ilha Moyo, Indonésia

Uma Ilha Só Para Alguns

Poucas pessoas conhecem ou tiveram o privilégio de explorar a reserva natural de Moyo. Uma delas foi a princesa Diana que, em 1993, nela se refugiou da opressão mediática que a viria a vitimar.

Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Vai-e-vem fluvial
Parques Naturais

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Em plena costa do Ouro
Património Mundial UNESCO

Elmina, Gana 

O Primeiro Jackpot dos Descobrimentos Portugueses

No séc. XVI, Mina gerava à Coroa mais de 310 kg de ouro anuais. Este proveito suscitou a cobiça da Holanda e da Inglaterra que se sucederam no lugar dos portugueses e fomentaram o tráfico de escravos para as Américas. A povoação em redor ainda é conhecida por Elmina mas, hoje, o peixe é a sua mais evidente riqueza.

Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Conversa ao pôr-do-sol
Praias

White Beach, Filipinas

A Praia Asiática de Todos os Sonhos

Foi revelada por mochileiros ocidentais e pela equipa de filmagem de “Assim Nascem os Heróis”. Seguiram-se centenas de resorts e milhares de veraneantes orientais mais alvos que o areal de giz.

Via Crucis
Religião

Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.

White Pass & Yukon Train
Sobre carris

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Orgulho
Sociedade

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Dança dos cabelos
Vida Quotidiana
Huang Luo, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Devils Marbles
Vida Selvagem

Alice Springs a Darwin, Austrália

A Caminho do Top End

Do Red Centre ao Top End tropical, a Stuart Hwy percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, a grande ilha muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.