Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte


O Apogeu da América do Norte
Vista aérea do cume mais elevado do monte McKinley ou Denali, a montanha suprema da América do Norte com 6194 metros de altitude.
Verde efémero
Taiga verdejante do PN Denali, durante o curto Verão do interior norte do Alasca.
Um Vale Glacial
Fluxo de gelo de um dos muitos glaciares que fluem nos desfiladeiros da cordilheira do Alasca de que faz parte o monte Denali.
Águas bravas
Dois barcos de rafting enfrentam rápidos do rio Nenana, nas imediações do Parque Denali.
Granito na névoa
Nevoeiro envolve falésias íngremes no sopé gélido do monte Denali.
Moose Crossing
Sinal de trânsito avisa para a travessia de alces em todo o Parque Nacional Denali.
Gelo nas profundezas
Outro glaciar, este bem escondido num desfiladeiro entre montanhas íngremes.
Pasto de Berma
Alces pastam na beira da estrada do parque Denali, pouco ou nada incomodados com a circulação de veículos.
Boleia Ferroviária
Marco C. Pereira dependurado de uma carruagem inactiva do Alaska Railroad.
Estrada de Gelo
Longo glaciar com estranhas linhas paralelas e contínuas.
Destino: Savage River
Autocarro de serviço do Parque Nacional Denali, pintado de verde para quebrar o menos possível a homogeneidade natural do lugar.
Perspectiva privilegiada
Passageiros de um voo panorâmico fotografam o monte Denali num dia de óptima visibilidade.
O Apogeu da América do Norte II
Perspectiva distinta do Monte Denali, bem destacado da restante cordilheira do Alasca.
Fim de dia sem Fim
Lento ocaso sobre a tundra alasquense, durante o Verão curto das latitudes boreais.

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Após vários dias de exploração dos domínios majestosos de Prince William Sound, deixamos Valdez e damos início a um longo trajecto pseudo-nocturno para norte, ao longo da Richardson Highway, a primeira das grandes estradas alasquenses. Sucessivos congelamentos e degelos e a descontinuidade do permafrost por debaixo tornaram-na mais ondulada do que seria desejável. De acordo, seguimos a velocidade moderada, num ritmo também apropriado para apreciarmos as formas altivas das montanhas Chugach e a tundra setentrional. Mas não só. O vagar permite-nos evitar as raposas, doninhas, esquilos, porcos-espinhos, alces e até um glutão que, ao longo dos quase seiscentos quilómetros cruzam – ou no caso do alce atarantado, ocupam – o asfalto.

Chegamos a Fairbanks já a meio da madrugada mas nunca percebemos uma alvorada digna desse nome. O sol limitou-se a restabelecer-se do seu curto cochicho sobre o horizonte e a devolver àquelas paragens boreais a luminosidade intensa e plena que lhes devia até ao fim do curto Verão.

Confirmamos a fama da segunda cidade do Alasca. Isolada nos confins de um quase nada árctico, Fairbanks desenvolveu a sua própria vida à margem e nunca se preocupou em atrair visitantes. Como seria de esperar, a maior parte não se apaixona por ela à primeira vista. Nem sequer na seguinte. Compreendemo-los. A cidade pareceu-nos tão improvisada e atarefada como desgastada pelo clima austero.

De qualquer maneira, são os grandes cenários que mais se destacam no 49º estado norte-americano e, a algumas horas adicionais para sul, aguardava-nos o ponto alto do itinerário, aquele que tinha justificado o longo caminho desde Valdez. Ponto alto, bem que o podemos dizer. Destacado da vastidão sub-árctica, o parque Denali foi estabelecido em redor da maior elevação da América do Norte, uma montanha pré-histórica com 6.196 metros, cercada por outros picos menos imponentes. No fim do século XIX, um prospector de ouro baptizou-o de McKinley, como apoio político a um candidato presidencial homónimo dos E.U.A. nascido no Ohio e viria a ser assassinado durante o seu segundo mandato por Leon Czolgosz, um anarquista de ascendência polaca. 

Atingimos o parque pela George Parks Highway que liga as cidades bem distantes e emblemáticas de Anchorage e Fairbanks, como tal, uma das vias mais importantes do Alasca. Mal desviamos para a Park Road, começamos a depreender a razão porque os fotógrafos profissionais se referem aos animais de Denali como vida animal aproximável. A caça é, há muito, proibida e, por isso, a fauna foge menos das pessoas e dos veículos. Nuns poucos quilómetros, passamos por uma família de alces e por raposas que se passeiam mesmo à beira da estrada. Há quem tenha a sorte ou o infortúnio – dependendo da perspectiva e da ocasião – de se cruzar com ursos grizzlies, com caribus e com lobos nos muitos trilhos pedestres e de BTT do parque. 

Avançamos até ao Wonder Lake mas o dia não está particularmente favorável à contemplação do Monte Denali que, em dias limpos, ali costuma prendar os visitantes com fabulosas imagens simétricas: a real e a do seu reflexo nas águas imóveis do lago. Entretanto, para compensar, confirma-se a possibilidade de participarmos num voo panorâmico acima do cume e em seu redor. Conscientes de que a mais de 6000 metros de altitude a meteorologia deveria ser outra, animámo-nos e esperámos pelo melhor.

Dormimos num acampamento de nome Greezly nas imediações do rio Nenana mas, apesar do nome do lugar, nenhum dos grandes ursos alasquenses nos atormentou o sono. Despertámos para uma manhã gloriosa. Às oito, já estacionávamos no aeródromo local, ansiosos pela partida.

“Está bastante ventoso. O avião vai chocalhar um bocado. Além disso, vamos voar a altitude que requer oxigénio” avisa-nos o piloto com a descontracção de quem conduz aquelas excursões aéreas há que séculos. “Mas isso são pormenores. O que interessa é que vão ter o privilégio de admirar das melhores vistas das Américas, sem qualquer disputa!” acrescenta. 

Descolamos para o céu azulão. Num ápice, voamos sobre a grande taiga verdejante de Denali. Vemos rios e lagos que o reflexo do sol torna prateados. Para diante, a vegetação verde torna-se seca por acção da maior altitude e do frio. Entram os primeiros braços de gelo e, logo, os brancos frígidos avassaladores dos grandes campos de gelo da cordilheira do Alasca. Continuamos a ganhar altitude sobre desfiladeiros profundos em que deslizam longos glaciares, alguns com meandros caprichosos ou bifurcações graciosas. Vemos enormes pilares de granito esculpidos pela erosão e subsumidos na névoa. 

A determinada altura, entre solavancos e pequenos saltos, deparamo-nos com uma montanha. Temos, aliás, a sensação que com ela vamos colidir. “Ora, aqui está ele!” comunica o piloto americano gabarola aos passageiros com indisfarçável entusiasmo: “Monte McKinley ou Denali, como preferirem. Já muita gente morreu por este sacana. Se depender de mim, nós não vamos fazer parte das estatísticas, não se preocupem!. Vamos dar-lhe três voltinhas e depois regressamos pelo lado oposto ao que viemos, OK?” 

A montanha surge bem destacada acima de nuvens baixas, coroada por um topo branco de gelo permanente, ou dourado do granito mais polido a que o gelo ainda não se conseguiu fixar. O seu assento, escuro, é amplo como o de poucas outras montanhas. Com 5.500 m, a subida da base ao pico é considerada a maior de qualquer montanha situada inteiramente sobre o nível do mar. 

A partir da viragem para o século XX, o pioneirismo da sua conquista despertou a cobiça de um sem número de montanhistas. A primeira ascensão confirmada deu-se em 1910 por um grupo de quatro moradores da região que ficaram conhecidos pela Expedição Sourdough (fermento). Apesar da absoluta falta de experiência no alpinismo, passaram cerca de três meses na montanha. O seu dia de subida ao cume terá durado dezoito horas e sido impressionante. Apenas munidos de um saco de dónutes cada, um termos com chocolate quente e uma vara de abeto de quatro metros, dois deles atingiram o pico norte, o menos elevado dos dois cimos. Ergueram o pau próximo do topo.

A primeira ascensão ao pico mais elevado – a conquista oficial da montanha – deu-se três anos mais tarde por Walter Harper, um nativo alasquense. Robert Tatum, o seu parceiro, também chegou ao cume principal. Este grupo confirmou o testemunho de abeto deixado pela expedição Sourdough, em 1910.

Desde então, inúmeros recordes foram sendo batidos: a primeira mulher, o primeiro montanhista a escalá-lo duas vezes, as primeiras conquistas por novas rotas, a primeira conquista no Inverno (1967), a primeira subida a solo (1970), a primeira subida por uma equipa só de mulheres (1970), a primeira descida da vertente Cassin por Sylvain Saudan “Esquiador do Impossível” (1972), a primeira ascensão por uma matilha de cães esquimós (1979), nova tentativa de ascensão a solo pelo japonês Naomi Uemura, agora no Inverno (1984), falhada, um feito que seria conseguido quatro anos mais tarde. Ao longo deste tempo, e tal como nos tinha adiantado o piloto a bordo, mais de cem pessoas sacrificaram as suas vidas em honra do grande Denali.

A montanha é de tal forma ampla que cria a sua própria meteorologia completamente imprevisível. De um momento para o outro, a atmosfera estável pode degenerar em tempestades furiosas. Em Dezembro, de 2003, foram registados -59.7ºC. Num dia de temperatura semelhante e com um vento de quase 30 km/h, o Monte Denali produziu um recorde norte-americano absoluto de frio de – 83.4ºC.

Perante estes e outros números meteorológicos, topográficos e geográficos, entendemos  porque os nativos Athabascan e outros lutaram tanto tempo para que o tecto da América do Norte se passasse a chamar apenas Denali, exigindo a remoção do nome do presidente que nunca o visitou e pouco ou nada teve que ver com aquelas paragens alasquenses. Este capricho foi satisfeito pelo Presidente Baraka Obaka apesar da oposição do estado do Ohio e da irritação do Partido Republicano um dia antes da sua visita de 30 de Agosto de 2015 em procurou sensibilzar os americanos paras o drama das alterações climáticas. 

Também entendemos porque os nativos guardam tanto respeito pela montanha majestosa no cerne do seu vasto território. Aliás, quando aterramos são e salvos no aeródromo de Denali, esse mesmo respeito ainda nos aperta os corações.

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Circuito Annapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.

Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum. 

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e as experiências prévias com o Mal de Altitude que não devemos arriscar subir à pressa.
Sitka, Alasca

Sitka: Viagem por um Alasca que Já foi Russo

Em 1867, o czar Alexandre II teve que vender o Alasca russo aos Estados Unidos. Na pequena cidade de Sitka, encontramos o legado russo mas também os nativos Tlingit que os combateram.
Juneau, Alasca

A Pequena Capital do Grande Alasca

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta pequena capital que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.
Talkeetna, Alasca

A Vida à Moda do Alasca de Talkeetna

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.
El Chalten, Argentina

O Apelo de Granito da Patagónia

Duas montanhas de pedra geraram uma disputa fronteiriça entre a Argentina e o Chile.Mas estes países não são os únicos pretendentes.Há muito que os cerros Fitz Roy e Torre atraem alpinistas obstinados
PN Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.
Valdez, Alasca

Na Rota do Ouro Negro

Em 1989, o petroleiro Exxon Valdez provocou um enorme desastre ambientai. A embarcação deixou de sulcar os mares mas a cidade vitimada que lhe deu o nome continua no rumo do crude do oceano Árctico.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Caminhada Solitária, Deserto do Namibe, Sossusvlei, Namibia, acácia na base de duna
Parque Nacional
Sossusvlei, Namíbia

O Namibe Sem Saída de Sossusvlei

Quando flui, o rio efémero Tsauchab serpenteia 150km, desde as montanhas de Naukluft. Chegado a Sossusvlei, perde-se num mar de montanhas de areia que disputam o céu. Os nativos e os colonos chamaram-lhe pântano sem retorno. Quem descobre estas paragens inverosímeis da Namíbia, pensa sempre em voltar.
Picos florestados, Huang Shan, China, Anhui, Montanha Amarela dos Picos Flutuantes
Parques nacionais
Huang Shan, China

Huang Shan: as Montanhas Amarelas dos Picos Flutuantes

Os picos graníticos das montanhas amarelas e flutuantes de Huang Shan, de que brotam pinheiros acrobatas, surgem em ilustrações artísticas da China sem conta. O cenário real, além de remoto, permanece mais de 200 dias escondido acima das nuvens.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Visitantes nos Jameos del Água, Lanzarote, Canárias, Espanha
Arquitectura & Design
Lanzarote, Ilhas Canárias

A César Manrique o que é de César Manrique

Só por si, Lanzarote seria sempre uma Canária à parte mas é quase impossível explorá-la sem descobrir o génio irrequieto e activista de um dos seus filhos pródigos. César Manrique faleceu há quase trinta anos. A obra prolífica que legou resplandece sobre a lava da ilha vulcânica que o viu nascer.
Aurora ilumina o vale de Pisang, Nepal.
Aventura
Circuito Annapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras do Circuito Annapurna pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Moa numa praia de Rapa Nui/Ilha da Páscoa
Cerimónias e Festividades
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.
Cores e sombras
Cidades

Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.

Moradora obesa de Tupola Tapaau, uma pequena ilha de Samoa Ocidental.
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Casa Menezes Bragança, Chandor, Goa, India
Cultura
Chandor, Goa, Índia

Uma Casa Goesa-Portuguesa, Com Certeza

Um palacete com influência arquitectónica lusa, a Casa Menezes Bragança, destaca-se do casario de Chandor, em Goa. Forma um legado de uma das famílias mais poderosas da antiga província. Tanto da sua ascensão em aliança estratégica com a administração portuguesa como do posterior nacionalismo goês.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Teleférico que liga Puerto Plata ao cimo do PN Isabel de Torres
Em Viagem
Puerto Plata, República Dominicana

Prata da Casa Dominicana

Puerto Plata resultou do abandono de La Isabela, a segunda tentativa de colónia hispânica das Américas. Quase meio milénio depois do desembarque de Colombo, inaugurou o fenómeno turístico inexorável da nação. Numa passagem-relâmpago pela província, constatamos como o mar, a montanha, as gentes e o sol do Caribe a mantêm a reluzir.
Transbordo
Étnico

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Vulto na Praia do Curral, Ilhabela, Brasil
História
Ilhabela, Brasil

Ilhabela: Depois do Horror, a Beleza Atlântica

Nocenta por cento de Mata Atlântica preservada, cachoeiras idílicas e praias gentis e selvagens fazem-lhe jus ao nome. Mas, se recuarmos no tempo, também desvendamos a faceta histórica horrífica de Ilhabela.
Banho refrescante no Blue-hole de Matevulu.
Ilhas
Espiritu Santo, Vanuatu

Os Blue Holes Misteriosos de Espiritu Santo

A humanidade rejubilou, há pouco tempo, com a primeira fotografia de um buraco negro. Em jeito de resposta, decidimos celebrar o que de melhor temos cá na Terra. Este artigo é dedicado aos blue holes de uma das ilhas abençoadas de Vanuatu.
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Inverno Branco
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
De visita
Literatura

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Pescadores em canoas, rio Volta, Gana
Natureza
Volta, Gana

Uma Volta pelo Volta

Em tempos coloniais, a grande região africana do Volta foi alemã, britânica e francesa. Hoje, a área a leste deste rio majestoso da África Ocidental e do lago em que se espraia forma uma província homónima. E um recanto montanhoso, luxuriante e deslumbrante do Gana.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Punta Cahuita
Parques Naturais
Cahuita, Costa Rica

Uma Costa Rica de Rastas

Em viagem pela América Central, exploramos um litoral da Costa Rica tão afro quanto das Caraíbas. Em Cahuita, a Pura Vida inspira-se numa fé excêntrica em Jah e numa devoção alucinante pela cannabis.
Castelo de Shuri em Naha, Okinawa o Império do Sol, Japão
Património Mundial UNESCO
Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol

Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.
aggie grey, Samoa, pacífico do Sul, Marlon Brando Fale
Personagens
Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.
Praias
Gizo, Ilhas Salomão

Gala dos Pequenos Cantores de Saeraghi

Em Gizo, ainda são bem visíveis os estragos provocados pelo tsunami que assolou as ilhas Salomão. No litoral de Saeraghi, a felicidade balnear das crianças contrasta com a sua herança de desolação.
Intervenção policial, judeus utraortodoxos, jaffa, Telavive, Israel
Religião
Jaffa, Israel

Protestos Pouco Ortodoxos

Uma construção em Jaffa, Telavive, ameaçava profanar o que os judeus ultra-ortodoxos pensavam ser vestígios dos seus antepassados. E nem a revelação de se tratarem de jazigos pagãos os demoveu da contestação.
Em manobras
Sobre carris

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

Sociedade
Militares

Defensores das Suas Pátrias

Mesmo em tempos de paz, detectamos militares por todo o lado. A postos, nas cidades, cumprem missões rotineiras que requerem rigor e paciência.
Vendedores de fruta, Enxame, Moçambique
Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Abastecimento
Vida Selvagem

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.