Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas


Cores e sombras
Pedestres agrupados esperam para atravessar a rua para debaixo das arcadas do cabildo de Mérida, sobre o anoitecer.
Passatempos
Condutores de charretes entretêm-se enquanto esperam por passageiros.
Catedral sobre loureiros
A catedral de Mérida sobre a "floresta" de loureiros da praça central de Mérida.
Maias
Vendedores maias carregadas com as artesanias que tentam vender aos turistas que encontram em Mérida.
80b64f76-ebdc-426d-b4f3-60b98231bad7
Guarda de serviço no edifício histórico do cabildo de Mérida.
Colegas de tom
Músicos repousam na praça central de Mérida antes de entrarem ao serviço.
Vida abençoada
Habitantes de Mérida diante da catedral imponente da cidade.
Agente Mian
Guarda de serviço no edifício histórico do cabildo de Mérida.
Vaqueria iucateca
Momento de dança de um espectáculo tradicional realizado aos fins de semana em Mérida.
Noche de Mérida
Trânsito contorna a praça central de Mérida com a noite a reforçar-se sobre a Península do Iucatão.

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.

Vinda do Mar das Caraíbas, a frente fria que havia visitado aquela estranha protuberância mexicana começava a dar parte fraca. O dono de uma loja de recuerdos da Plaza Grande sabia bem que quando o sol começava a entrar pelos retalhos de azul celeste não tardaria a reclamar o seu domínio tropical. De acordo, inconformado com alguns sinais de envelhecimento precoce do boneco mariachi à porta do seu negócio, armou-se de pequenas latas de tinta e de pincéis e retocou-o de volta à perfeição.

Gerada e enraizada no centro-oeste do país, a tradição mariachi pouco ou nada tem que ver com Mérida ou a isolada Península do Iucatão em geral, para lá de, em termos oficiais, também estarmos no México.

Cancun e a Riviera Maia distam meras quatro horas por estrada. A maior parte dos gringos que aterram nos seus aeroportos e nas espreguiçadeiras dos inúmeros resorts não conhece o suficiente do México para detectar a incongruência. São raros os que deixam o requinte balnear plástico dos hotéis e estâncias iucatecas do caribe determinados a chegar tão longe como Mérida. Por norma, o limite da sua exploração pelo interior do Iucatão fica no famoso complexo arqueológico de Chichén Itzá, antigo centro político e económico da civilização maia.

Tal como Chichén Itzá, o local em que hoje se espraia Mérida já era uma importante cidade maia séculos antes da chegada do conquistador espanhol Francisco de Montejo y León (El Mozo) e dos seus homens. Foi em 1542 que estes conquistaram T’Hó, um povoado repleto de pirâmides de que os colonos removeram as pedras criteriosamente esculpidas pelos nativos e com elas ergueram os seus próprios edifícios. Alguns historiadores consideram a Mérida mexicana a cidade das Américas há mais tempo ocupada em contínuo, há bem mais anos que o povoado homónimo da vizinha Venezuela, e há muitos mais que o das Filipinas.

Preocupados com as revoltas frequentes dos indígenas maias, os residentes peninsulares e mestiços mantiveram a Mérida da península do Iucatão muralhada. Os paredões de pedra calcária, os defensores e as epidemias de varíola e outras trazidas do Velho Mundo aniquilaram as pretensões de reconquista dos nativos. Muitos dos edifícios coloniais erguidos até ao século XIX permanecem intactos no centro histórico, em redor do parque frondoso e rectangular da Plaza Grande, que o trânsito, mesmo assim, demasiado infernal para o que o encanto deste cientro merecia, contorna de forma incessante, ainda repleto de velhos fuscas barulhentos.

Señores, no quieren acaso hamacas? “pergunta-nos uma mulher maia, de muito baixa estatura – como quase todas – que traja um vestido branco com limites bordados, à sombra de uma árvore secular e na companhia de algumas moradoras mestiças. Passamos os olhos pela sua pilha multicolor de redes de repouso enoveladas. O produto não nos seduz. A vendedora aposta em protelar a venda: “Quizás más tarde?”

Tal como as congéneres espanhola, venezuelana e filipina, esta Mérida tem uma forte génese hispânica mas, passados os confrontos históricos, nenhuma outra grande cidade mexicana acolhe, hoje, tantos habitantes maias como a capital do estado de Iucatão (cerca de 60% da sua população). Claro está que, fruto da longa supremacia dos colonos, os negócios estabelecidos nos principais edifícios da cidade estão entregues aos criollos (habitantes já nascidos no México mas com ascendência hispânica). À maior parte das mulheres maias, restam algumas bancas do enorme mercado local ou patrulhar os recantos turísticos da cidade de olho nas autoridades que nem sempre lhes perdoam as multas devidas pela ilegalidade da venda ambulante.

Essas e outras leis emanam do cabildo, instalado noutro edifício secular elegante sustentado por arcadas abobadadas e de que se projecta uma torre de relógio suprema.

Saímos da sombra do jardim, atravessamos uma passadeira amarela e subimos uma escadaria interior que nos revela diversas salas com decorações faustosas de antiquário. Ninguém questiona a nossa incursão, razão porque só nos detemos sobre o parapeito do longo varandim do edifício. Dali, apreciamos a Plaza de la Independência (nome oficial da Plaza Grande), vista acima do tecto formado pelas copas de grandes loureiros, perfurado pela bandeira mexicana no seu centro, pelo frontão e pelas torres da Catedral e cimos de outros edifícios quase tão altivos.

Enquanto o fazemos, uma troupe em vestes artísticas atravessa a mesma passadeira que havíamos cruzado e sobe ao cabildo. Não tardamos a partilhar com eles o varandim e percebemos tratarem-se de uma jovem cantora argentina, seus músicos e dançarinos, que se passeiam pela cidade e dela seleccionam lugares mais apelativos para breves sessões fotográficas, algumas em poses de tango. Haveríamos de nos cruzar novamente com eles nas ruas da cidade e, sem o esperarmos, assistimos a uma sua exibição, parte de um espectáculo cultural de uma das noites seguintes.

Antes de regressarmos à realidade térrea da cidade, o agente policial J. Mian aparece do interior do edifício com a missão de controlar a legitimidade daquele inesperado ajuntamento. Conversa puxa, conversa, acabamos por o incluir na nossa própria sessão fotográfica. As câmaras não só não o intimidam ou preocupam – algo raro quanto se trata de um braço da lei – como o deixam visivelmente orgulhoso, a posar de braços atrás das costas e feições endurecidas. “A ver, a ver….” roga-nos para poder espreitar o pequeno monitor com a avidez de um Narciso fardado e fora de si. ”Muy bién, muy bién, soy el agente Mian.”

A determinada altura, o sol estava a pique, o calor e a humidade intensificavam-se e agravavam a poluição residente nas ruas entupidas por vendedores de tudo um pouco. Passámos por uma sucessão de sapatarias e lojas de roupa, legados distantes da bonança económica dos anos 80 e 90, quando inúmeras maquiladoras (fábricas de confecção têxtil) da zona produziam e vendiam, com enormes lucros, uma panóplia de peças de roupa. Contornámos várias lojas repletas de bugigangas chinesas e a fachada do Mercado Municipal Lucas de Galvez. Na sequência, subimos uma escadaria e, nas traseiras, demos com um terraço intermédio ocupado pelos incontornáveis comedores (pequenos restaurantes) que quase sempre complementam os mercados. Era o que procurávamos.

Num ápice, nove ou dez donas de pequenos restaurantes inauguraram uma disputa frenética pela nossa atenção e pelos pesos mexicanos, e obrigaram-nos a escolher as oito ou nove que iríamos rejeitar. Não estávamos com paciência ou sequer com energia para comparar menus. Numa das paredes, um painel com uma pirâmide e outros motivos maias pintados num kitsch manchado pelo tempo publicitava o negócio de Carmita La Mesticita! É lá que nos sentamos, instigados pela suavidade do apelo da proprietária: “Bienvenidos señores. Que les puedo servir?” e saboreamos um revigorante almoço tradicional mestiço, enquanto aguardamos que o calor dê de si.

Luís Villanueva, o motorista que nos conduz pelo estado de Iucatão tem sérias dificuldades com a geografia do mundo ao ponto de nos perguntar se Portugal fica para os lados da Bolívia (terá confundido com Paraguai?). Para compensar, de comida e saúde entende e testemunha sem qualquer receio que os repastos tradicionais iucatecas são meio caminho para uma vida longa: “desde que não se coma a porcaria que os gringos para cá trouxeram, tem-se tudo para viver muito e bem. O meu pai já conta 90 anos. A minha mãe vai com 80. E dois dos meus avós estão vivos com mais de 100.” O mais certo é ele estar cheio de razão.

Com o entardecer, caminhamos em direcção à Praça de Santa Lucia, palco de espectáculos musicais e de dança que não queríamos perder. Pelo caminho, espreitamos com atenção redobrada a Catedral de Mérida. À direita da sua porta sul, há uma pintura de Tutul Xiú, um cacique maia aliado de Francisco de Montejo. Juntos, Montejo e Xiú derrotaram os maias Cocomes. Em seguida, Xiú converteu-se ao Cristianismo. Os seus descendentes ainda vivem em Mérida.

Do lado oposto da rua, descortinamos uma outra cena digna dos tempos dos senhores e seus vassalos, se bem que passada nos nossos dias. O dono de uma pequena frota de charretes turísticas fala ao telemóvel refastelado no banco de uma delas. Cinco condutores e auxiliares todos igualmente sob chapéus de vaqueros fazem-lhe uma óbvia companhia subalterna sentados nos restantes assentos e em redor. Aguardam por instruções ou por passageiros que tardam em chegar e sorriem deleitados quando nos mostramos obcecados pela pitoresca cena.

Continuamos a afastar-nos da Plaza Grande em direcção à de Santa Lucia, entre mais e mais fachadas de grandes casas senhoriais adaptadas a museus, instituições estatais ou privadas ou negócios elegantes. Quando chegamos, constatamos o laxismo da pontualidade mexicana. Não vemos sinal do espectáculo que era suposto estar prestes a começar. Um vendedor ambulante ainda instala uma banca de snacks. Dois jovens irmãos impingem-nos pulseiritas e colheritas de artesanato. Pouco depois, chegam os técnicos encarregues de afinar o som e os primeiros aficionados da vaquería Yucateca – assim se chama a exibição regular – determinados em conseguir lugar na primeira fila. Volvida uma hora, a plateia está composta. Um apresentador octogenário mas em grande forma surge em trajes típicos, numa guayabera, calças e alpergatas iucatecas brancas. Inaugura o show e uma série de piadas no intervalo de cada actuação que, popularuchas e deveras machistas, arrancam gargalhadas histéricas entre o público feminino. “Las mujeres son como la yerbabuena. Arriba tienen la yerba y abajo la cosa buena”…

Entram com grande destaque os artistas argentinos com que nos tínhamos encontrado no cabildo e nas ruas da cidade. Pelo meio, há declamação de poesia. Antes do encerramento têm lugar os actos a que os espectadores estão mais que fartos de assistir mas que, ainda assim, preferem. Ficamos a conhecer o folclore regional do estado de Iucatão acelerado e diversificado a que se convencionou chamar vaquería iucateca por ter tido origem nas festas populares que os grandes criadores de gado daquelas partes das Américas organizavam, especialmente antes da ferragem dos animais, tarefa que implicava um enorme esforço e merecia uma recompensa à altura.

Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
Campeche, México

Campeche Sobre Can Pech

Como aconteceu por todo o México, os conquistadores chegaram, viram e venceram. Can Pech, a povoação maia, contava com quase 40 mil habitantes, palácios, pirâmides e uma arquitetura urbana exuberante, mas, em 1540, subsistiam menos de 6 mil nativos. Sobre as ruínas, os espanhóis ergueram Campeche, uma das mais imponentes cidades coloniais das Américas.
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.

Cobá, México

Das Ruínas aos Lares Maias

Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.

San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

Maia, mestiça e hispânica, zapatista e turística, campestre e cosmopolita, San Cristobal não tem mãos a medir. Nela, visitantes mochileiros e activistas políticos mexicanos e expatriados partilham uma mesma demanda ideológica.

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Champotón, México

Rodeo Debaixo de Sombreros

Champoton, em Campeche, acolhe uma feira honra da Virgén de La Concepción. O rodeo mexicano sob sombreros local revela a elegância e perícia dos vaqueiros da região.
Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Fim do Mundo teimou em não chegar. Na América Central, os Maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.
Crocodilos, Queensland Tropical Australia Selvagem
Parques nacionais
Cairns a Cape Tribulation, Austrália

Queensland Tropical: uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Music Theatre and Exhibition Hall, Tbilissi, Georgia
Arquitectura & Design
Tbilisi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.
Pleno Dog Mushing
Aventura
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
Festival MassKara, cidade de Bacolod, Filipinas
Cerimónias e Festividades
Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.
Glamour vs Fé
Cidades
Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a votaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.
Cacau, Chocolate, Sao Tome Principe, roça Água Izé
Comida
São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
Kigurumi Satoko, Templo Hachiman, Ogimashi, Japão
Cultura
Ogimashi, Japão

Um Japão Histórico-Virtual

Higurashi no Naku Koro ni” foi uma série de animação nipónica e jogo de computador com enorme sucesso. Em Ogimashi, aldeia de Shirakawa-Go, convivemos com um grupo de kigurumis das suas personagens.
Corrida de Renas , Kings Cup, Inari, Finlândia
Desporto
Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.
Pórtico de entrada em Ellikkalla, Uzbequistão
Em Viagem
Usbequistão

Viagem Pelo Pseudo-Alcatrão do Usbequistão

Os séculos passaram. As velhas e degradadas estradas soviéticas sulcam os desertos e oásis antes atravessados pelas caravanas da Rota da Seda. Sujeitos ao seu jugo durante uma semana, vivemos cada paragem e incursão nos lugares e cenários usbeques como recompensas rodoviárias históricas.
Jingkieng Wahsurah, ponte de raízes da aldeia de Nongblai, Meghalaya, Índia
Étnico
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Enseada do Éden
História

Praslin, Seichelles

O Éden dos Enigmáticos Cocos-do-Mar

Durante séculos, os marinheiros árabes e europeus acreditaram que a maior semente do mundo, que encontravam nos litorais do Índico com forma de quadris voluptuosos de mulher, provinha de uma árvore mítica no fundo dos oceanos.  A ilha sensual que sempre os gerou deixou-nos extasiados.

Ruínas, Port Arthur, Tasmania, Australia
Ilhas
À Descoberta de Tassie,  Parte 2 - Hobart a Port Arthur, Austrália

Uma Ilha Condenada ao Crime

O complexo prisional de Port Arthur sempre atemorizou os desterrados britânicos. 90 anos após o seu fecho, um crime hediondo ali cometido forçou a Tasmânia a regressar aos seus tempos mais lúgubres.
Barcos sobre o gelo, ilha de Hailuoto, Finlândia
Inverno Branco
Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, a ilha de Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.
Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

viajantes contemplam, monte fitz roy, argentina
Natureza
El Chalten, Argentina

O Apelo de Granito da Patagónia

Duas montanhas de pedra geraram uma disputa fronteiriça entre a Argentina e o Chile.Mas estes países não são os únicos pretendentes.Há muito que os cerros Fitz Roy e Torre atraem alpinistas obstinados
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Manatee Creek, Florida, Estados Unidos da América
Parques Naturais
Florida Keys, E.U.A.

A Alpondra Caribenha dos E.U.A.

Os Estados Unidos continentais parecem encerrar-se, a sul, na sua caprichosa península da Flórida. Não se ficam por aí. Mais de cem ilhas de coral, areia e mangal formam uma excêntrica extensão tropical que há muito seduz os veraneantes norte-americanos.
Foz incandescente, Grande Ilha Havai, Parque Nacional Vulcoes, rios de Lava
Património Mundial UNESCO
Big Island, Havai

Grande Ilha do Havai: À Procura de Rios de Lava

São cinco os vulcões que fazem da ilha grande Havai aumentar de dia para dia. O Kilauea, o mais activo à face da Terra, liberta lava em permanência. Apesar disso, vivemos uma espécie de epopeia para a vislumbrar.
Verificação da correspondência
Personagens
Rovaniemi, Finlândia

Da Lapónia Finlandesa ao Árctico, Visita à Terra do Pai Natal

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar.
Cruzeiro Princess Yasawa, Maldivas
Praias
Maldivas

Cruzeiro pelas Maldivas, entre Ilhas e Atóis

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.
Templo Kongobuji
Religião
Monte Koya, Japão

A Meio Caminho do Nirvana

Segundo algumas doutrinas do budismo, são necessárias várias vidas para atingir a iluminação. O ramo shingon defende que se consegue numa só. A partir do Monte Koya, pode ser ainda mais fácil.
Sobre carris
Sobre Carris

Viagens de Comboio: O Melhor do Mundo Sobre Carris

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie os melhores cenários do Mundo sobre Carris.
Magome a Tsumago, Nakasendo, Caminho Japão medieval
Sociedade
Magome-Tsumago, Japão

Magome a Tsumago: o Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o xogum Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é percorrido por uma turba ansiosa por evasão.
O projeccionista
Vida Quotidiana
Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.
Geisers El Tatio, Atacama, Chile, Entre o gelo e o calor
Vida Selvagem
El Tatio, Chile

Géiseres El Tatio – Entre o Gelo e o Calor do Atacama

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio, no Deserto de Atacama surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4200 m de altitude. Os seus géiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.