Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas


Cores e sombras

Pedestres agrupados esperam para atravessar a rua para debaixo das arcadas do cabildo de Mérida, sobre o anoitecer.

Passatempos

Condutores de charretes entretêm-se enquanto esperam por passageiros.

Catedral sobre loureiros

A catedral de Mérida sobre a "floresta" de loureiros da praça central de Mérida.

Maias

Vendedores maias carregadas com as artesanias que tentam vender aos turistas que encontram em Mérida.

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Guarda de serviço no edifício histórico do cabildo de Mérida.

Colegas de tom

Músicos repousam na praça central de Mérida antes de entrarem ao serviço.

Vida abençoada

Habitantes de Mérida diante da catedral imponente da cidade. 

Agente Mian

Guarda de serviço no edifício histórico do cabildo de Mérida.

Vaqueria iucateca

Momento de dança de um espectáculo tradicional realizado aos fins de semana em Mérida.

Noche de Mérida

Trânsito contorna a praça central de Mérida com a noite a reforçar-se sobre a Península do Iucatão.

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.

Vinda do Mar das Caraíbas, a frente fria que havia visitado aquela estranha protuberância mexicana começava a dar parte fraca. O dono de uma loja de recuerdos da Plaza Grande sabia bem que quando o sol começava a entrar pelos retalhos de azul celeste não tardaria a reclamar o seu domínio tropical. De acordo, inconformado com alguns sinais de envelhecimento precoce do boneco mariachi à porta do seu negócio, armou-se de pequenas latas de tinta e de pincéis e retocou-o de volta à perfeição.

Gerada e enraizada no centro-oeste do país, a tradição mariachi pouco ou nada tem que ver com Mérida ou a isolada Península do Iucatão em geral, para lá de, em termos oficiais, também estarmos no México.

Cancun e a Riviera Maia distam meras quatro horas por estrada. A maior parte dos gringos que aterram nos seus aeroportos e nas espreguiçadeiras dos inúmeros resorts não conhece o suficiente do México para detectar a incongruência. São raros os que deixam o requinte balnear plástico dos hotéis e estâncias iucatecas do caribe determinados a chegar tão longe como Mérida. Por norma, o limite da sua exploração pelo interior do Iucatão fica no famoso complexo arqueológico de Chichén Itzá, antigo centro político e económico da civilização maia.

Tal como Chichén Itzá, o local em que hoje se espraia Mérida já era uma importante cidade maia séculos antes da chegada do conquistador espanhol Francisco de Montejo y León (El Mozo) e dos seus homens. Foi em 1542 que estes conquistaram T’Hó, um povoado repleto de pirâmides de que os colonos removeram as pedras criteriosamente esculpidas pelos nativos e com elas ergueram os seus próprios edifícios. Alguns historiadores consideram a Mérida mexicana a cidade das Américas há mais tempo ocupada em contínuo, há bem mais anos que o povoado homónimo da vizinha Venezuela, e há muitos mais que o das Filipinas.

Preocupados com as revoltas frequentes dos indígenas maias, os residentes peninsulares e mestiços mantiveram a Mérida da península do Iucatão muralhada. Os paredões de pedra calcária, os defensores e as epidemias de varíola e outras trazidas do Velho Mundo aniquilaram as pretensões de reconquista dos nativos. Muitos dos edifícios coloniais erguidos até ao século XIX permanecem intactos no centro histórico, em redor do parque frondoso e rectangular da Plaza Grande, que o trânsito, mesmo assim, demasiado infernal para o que o encanto deste cientro merecia, contorna de forma incessante, ainda repleto de velhos fuscas barulhentos.

Señores, no quieren acaso hamacas? “pergunta-nos uma mulher maia, de muito baixa estatura – como quase todas – que traja um vestido branco com limites bordados, à sombra de uma árvore secular e na companhia de algumas moradoras mestiças. Passamos os olhos pela sua pilha multicolor de redes de repouso enoveladas. O produto não nos seduz. A vendedora aposta em protelar a venda: “Quizás más tarde?”

Tal como as congéneres espanhola, venezuelana e filipina, esta Mérida tem uma forte génese hispânica mas, passados os confrontos históricos, nenhuma outra grande cidade mexicana acolhe, hoje, tantos habitantes maias como a capital do estado de Iucatão (cerca de 60% da sua população). Claro está que, fruto da longa supremacia dos colonos, os negócios estabelecidos nos principais edifícios da cidade estão entregues aos criollos (habitantes já nascidos no México mas com ascendência hispânica). À maior parte das mulheres maias, restam algumas bancas do enorme mercado local ou patrulhar os recantos turísticos da cidade de olho nas autoridades que nem sempre lhes perdoam as multas devidas pela ilegalidade da venda ambulante.

Essas e outras leis emanam do cabildo, instalado noutro edifício secular elegante sustentado por arcadas abobadadas e de que se projecta uma torre de relógio suprema.

Saímos da sombra do jardim, atravessamos uma passadeira amarela e subimos uma escadaria interior que nos revela diversas salas com decorações faustosas de antiquário. Ninguém questiona a nossa incursão, razão porque só nos detemos sobre o parapeito do longo varandim do edifício. Dali, apreciamos a Plaza de la Independência (nome oficial da Plaza Grande), vista acima do tecto formado pelas copas de grandes loureiros, perfurado pela bandeira mexicana no seu centro, pelo frontão e pelas torres da Catedral e cimos de outros edifícios quase tão altivos.

Enquanto o fazemos, uma troupe em vestes artísticas atravessa a mesma passadeira que havíamos cruzado e sobe ao cabildo. Não tardamos a partilhar com eles o varandim e percebemos tratarem-se de uma jovem cantora argentina, seus músicos e dançarinos, que se passeiam pela cidade e dela seleccionam lugares mais apelativos para breves sessões fotográficas, algumas em poses de tango. Haveríamos de nos cruzar novamente com eles nas ruas da cidade e, sem o esperarmos, assistimos a uma sua exibição, parte de um espectáculo cultural de uma das noites seguintes.

Antes de regressarmos à realidade térrea da cidade, o agente policial J. Mian aparece do interior do edifício com a missão de controlar a legitimidade daquele inesperado ajuntamento. Conversa puxa, conversa, acabamos por o incluir na nossa própria sessão fotográfica. As câmaras não só não o intimidam ou preocupam – algo raro quanto se trata de um braço da lei – como o deixam visivelmente orgulhoso, a posar de braços atrás das costas e feições endurecidas. “A ver, a ver….” roga-nos para poder espreitar o pequeno monitor com a avidez de um Narciso fardado e fora de si. ”Muy bién, muy bién, soy el agente Mian.”

A determinada altura, o sol estava a pique, o calor e a humidade intensificavam-se e agravavam a poluição residente nas ruas entupidas por vendedores de tudo um pouco. Passámos por uma sucessão de sapatarias e lojas de roupa, legados distantes da bonança económica dos anos 80 e 90, quando inúmeras maquiladoras (fábricas de confecção têxtil) da zona produziam e vendiam, com enormes lucros, uma panóplia de peças de roupa. Contornámos várias lojas repletas de bugigangas chinesas e a fachada do Mercado Municipal Lucas de Galvez. Na sequência, subimos uma escadaria e, nas traseiras, demos com um terraço intermédio ocupado pelos incontornáveis comedores (pequenos restaurantes) que quase sempre complementam os mercados. Era o que procurávamos.

Num ápice, nove ou dez donas de pequenos restaurantes inauguraram uma disputa frenética pela nossa atenção e pelos pesos mexicanos, e obrigaram-nos a escolher as oito ou nove que iríamos rejeitar. Não estávamos com paciência ou sequer com energia para comparar menus. Numa das paredes, um painel com uma pirâmide e outros motivos maias pintados num kitsch manchado pelo tempo publicitava o negócio de Carmita La Mesticita! É lá que nos sentamos, instigados pela suavidade do apelo da proprietária: “Bienvenidos señores. Que les puedo servir?” e saboreamos um revigorante almoço tradicional mestiço, enquanto aguardamos que o calor dê de si.

Luís Villanueva, o motorista que nos conduz pelo estado de Iucatão tem sérias dificuldades com a geografia do mundo ao ponto de nos perguntar se Portugal fica para os lados da Bolívia (terá confundido com Paraguai?). Para compensar, de comida e saúde entende e testemunha sem qualquer receio que os repastos tradicionais iucatecas são meio caminho para uma vida longa: “desde que não se coma a porcaria que os gringos para cá trouxeram, tem-se tudo para viver muito e bem. O meu pai já conta 90 anos. A minha mãe vai com 80. E dois dos meus avós estão vivos com mais de 100.” O mais certo é ele estar cheio de razão.

Com o entardecer, caminhamos em direcção à Praça de Santa Lucia, palco de espectáculos musicais e de dança que não queríamos perder. Pelo caminho, espreitamos com atenção redobrada a Catedral de Mérida. À direita da sua porta sul, há uma pintura de Tutul Xiú, um cacique maia aliado de Francisco de Montejo. Juntos, Montejo e Xiú derrotaram os maias Cocomes. Em seguida, Xiú converteu-se ao Cristianismo. Os seus descendentes ainda vivem em Mérida.

Do lado oposto da rua, descortinamos uma outra cena digna dos tempos dos senhores e seus vassalos, se bem que passada nos nossos dias. O dono de uma pequena frota de charretes turísticas fala ao telemóvel refastelado no banco de uma delas. Cinco condutores e auxiliares todos igualmente sob chapéus de vaqueros fazem-lhe uma óbvia companhia subalterna sentados nos restantes assentos e em redor. Aguardam por instruções ou por passageiros que tardam em chegar e sorriem deleitados quando nos mostramos obcecados pela pitoresca cena.

Continuamos a afastar-nos da Plaza Grande em direcção à de Santa Lucia, entre mais e mais fachadas de grandes casas senhoriais adaptadas a museus, instituições estatais ou privadas ou negócios elegantes. Quando chegamos, constatamos o laxismo da pontualidade mexicana. Não vemos sinal do espectáculo que era suposto estar prestes a começar. Um vendedor ambulante ainda instala uma banca de snacks. Dois jovens irmãos impingem-nos pulseiritas e colheritas de artesanato. Pouco depois, chegam os técnicos encarregues de afinar o som e os primeiros aficionados da vaquería Yucateca – assim se chama a exibição regular – determinados em conseguir lugar na primeira fila. Volvida uma hora, a plateia está composta. Um apresentador octogenário mas em grande forma surge em trajes típicos, numa guayabera, calças e alpergatas iucatecas brancas. Inaugura o show e uma série de piadas no intervalo de cada actuação que, popularuchas e deveras machistas, arrancam gargalhadas histéricas entre o público feminino. “Las mujeres son como la yerbabuena. Arriba tienen la yerba y abajo la cosa buena”…

Entram com grande destaque os artistas argentinos com que nos tínhamos encontrado no cabildo e nas ruas da cidade. Pelo meio, há declamação de poesia. Antes do encerramento têm lugar os actos a que os espectadores estão mais que fartos de assistir mas que, ainda assim, preferem. Ficamos a conhecer o folclore regional do estado de Iucatão acelerado e diversificado a que se convencionou chamar vaquería iucateca por ter tido origem nas festas populares que os grandes criadores de gado daquelas partes das Américas organizavam, especialmente antes da ferragem dos animais, tarefa que implicava um enorme esforço e merecia uma recompensa à altura.

Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
Campeche, México

Campeche Sobre Can Pech

Como aconteceu por todo o México, os conquistadores chegaram, viram e venceram. Can Pech, a povoação maia, contava com quase 40 mil habitantes, palácios, pirâmides e uma arquitetura urbana exuberante, mas, em 1540, subsistiam menos de 6 mil nativos. Sobre as ruínas, os espanhóis ergueram Campeche, uma das mais imponentes cidades coloniais das Américas.
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.

Cobá, México

Das Ruínas aos Lares Maias

Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.

San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

Maia, mestiça e hispânica, zapatista e turística, campestre e cosmopolita, San Cristobal não tem mãos a medir. Nela, visitantes mochileiros e activistas políticos mexicanos e expatriados partilham uma mesma demanda ideológica.

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Champotón, México

Rodeo debaixo de Sombreros

Com o fim do ano, 5 municípios mexicanos organizam uma feira em honra da Virgén de La Concepción. Aos poucos, o evento tornou-se o pretexto ideal para os cavaleiros locais exibirem as suas habilidades

Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Apocalipse teimou em não chegar. Na Mesoamérica, os maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Pleno Dog Mushing
Aventura

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Coragem
Cerimónias e Festividades

Pentecostes, Vanuatu

Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.

Memória cruel
Cidades

Hiroxima, Japão

Uma Cidade Rendida à Paz

Em 6-8-1945, Hiroxima sucumbiu à explosão da primeira bomba atómica usada em guerra. Volvidos 70 anos, a cidade luta pela memória da tragédia e para que as armas nucleares sejam erradicadas até 2020.

Comodidade até na Natureza
Comida

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Mar-de-Parra
Cultura

Mendoza, Argentina

A Eno-Província Argentina

Os missionários espanhóis perceberam, no século XVI, que a zona estava talhada para a produção do “sangue de Cristo”. Hoje, Mendoza está no centro da maior região vinícola da América Latina.

Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

viagem de volta ao mundo, símbolo de sabedoria ilustrado numa janela do aeroporto de Inari, Lapónia Finlandesa
Em Viagem
Volta ao Mundo - Parte 1

Viajar Traz Sabedoria. Saiba como dar a Volta ao Mundo.

A Terra gira sobre si própria todos os dias. Nesta série de artigos, encontra esclarecimentos e conselhos indispensáveis a quem faz questão de a circundar pelo menos uma vez na vida.
Étnico
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Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
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Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

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Os Vulcões de Todas as Discórdias

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Parques Naturais
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O Ressuscitar do Lugar Mais Quente

Desde 1921 que Al Aziziyah, na Líbia, era considerado o lugar mais quente do Planeta. Mas a polémica em redor dos 58º ali medidos fez com que, 99 anos depois, o título fosse devolvido ao Vale da Morte.
De regresso a casa
Património Mundial UNESCO

Sigiriya, Sri Lanka

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Kashyapa I chegou ao poder após emparedar o monarca seu pai. Receoso de um provável ataque do irmão herdeiro do trono, mudou a principal cidade do reino para o cimo de um pico de granito. Hoje, o seu excêntrico refúgio está mais acessível que nunca e permitiu-nos explorar o enredo maquiavélico deste drama cingalês.

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