Magome-Tsumago, Japão

O Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval


Tsumago em hora de ponta

Visitantes nipónicos percorrem a rua histórica de Tsumago, antiga 42a estação do Nakasendo.

Entre Cedros

Casal percorre o Nakasendo no sentido Magome-Tsumago.

Tatamis & Ramen

Comensais japoneses num restaurante tradicional de Tsumago.

Serviço Postal

Carteiro em trajes típicos, junto a um marco de correio de Magome.

Pasteis japoneses

Pasteleira mostra manju acabados de fazer.

Nakasendo em Paz

O trecho do Nakasendo que atravessa Tsumago quase deserto ao anoitecer.

Pausa para gelados

Família repõe energias junto a uma gelataria de Tsumago.

Sob os Dióspiros

Visitante descansa sob um estendal de dióspiros a amadurecer.

Floresta Sortida

Vegetação colorida junto ao trilho que liga Magome a Tsumago.

Montes e Vales

As montanhas que fecham o vale de Kiso.

Transição

Visitante entra numa sala de uma casa-museu de Tsumago.

Em 1603, o shogun Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é frequentemente invadido por uma turba ansiosa por evasão.

É noite cerrada quando o motorista do autocarro nos aponta para o começo do desvio para o ryokan Magomechaya em que tínhamos reservado estadia. Sentimos o frio de rachar do exterior desabrigado apenas alguns minutos. Aquele retalho de Japão campestre mantinha-se no pas

sado e, para variar, não detectámos solução tecnológica que ajudasse a vencer a longa rampa por diante. Conformados, carregamos,  as mochilas mais pesadas do que seria aconselhável contra a gravidade, até as pernas nos ferverem e o suor percorrer

as faces ruborizadas.

Ainda recuperamos o fôlego quando entramos na recepção do edifício antigo acompanhados por um canadiano de origem nipónica prestável que, malgrado a fragilidade do momento, não poupa o seu e nos transmite informação em catadupa sobre a cultura dos ancestrais. Quando por fim conseguimos algum recobro, percebemos que devíamos ser os únicos hóspedes daquela pousada tradicional.

Rendemo-nos ao conforto dos futons acabados de desenrolar e a um sono revigorante. 

Acordamos às 7 da manhã, rejuvenescidos para um sábado invernal mas solarengo e de céu limpo. Saímos de pequeno-almoço japonês tomado e curiosos pela novidade do que nos cercava. Não vemos vivalma na rua íngreme e de visual medieval que percorremos para cima e para baixo já só com o peso dos corpos, tantas vezes e com tal intriga que depressa precisamos de restabelecer energias numa espécie de taverna histórica, onde nos sentamos a devorar pastéis manju ainda fumegantes, acompanhados de chá com leite.

De regresso à descoberta, damos com uma velha azenha bem preservada e em funcionamento. Subimos nova escadaria e desperta-nos a atenção uma tábua de madeira que exibe as regras e penalizações ditadas pelo shogunato Tokugawa e pelos daimyos (líderes feudais) para uso das estações que compunham a via e as terras em redor. Entre várias, chama-nos a atenção a pena dada a quem cortasse um só que fosse dos ciprestes da região, necessários para construção dos castelos dos governantes: a morte.  

O Nakasendo tinha início em Edo, atravessava as cordilheiras centrais da ilha de Honshu e conduzia a Quioto. Foi apenas uma das vias principais (gokaidos) encomendadas por Tokugawa Ieyasu, o general que, em 1603, na sequência de complexos jogos de guerra, passou a controlar o Japão e viu o seu poder legitimado pelo Imperador que lhe atribuiu o título de shogun (comandante supremo). Foram estabelecidas 69 estações intermédias do percurso (jukus) em povoações que, além de acolherem os viajantes e os seus cavalos, centralizavam a distribuição da correspondência.

Magome, a povoação pitoresca e antiga em que nos encontrávamos era a 43a destas estações e provinha da vizinha Tsumago. Nem de propósito, quando voltamos a subir a calçada parcialmente alisada pelas autoridades para maior conforto dos moradores e visitantes, cruzamo-nos com um carteiro em plena entrega, vestido com trajes fidedignos dessa época e munido de uma mala preta de madeira leve, com enormes caracteres kanji que identificam a sua função.

Mais para cima, uma dona de casa lava tubérculos que temos dificuldade em identificar, com recurso a uma tábua e um balde. Ainda é cedo e conseguimos apreciar este e outros episódios da vida real da aldeia, mesmo se é Tsumago e não Magome a que se prova a mais genuína das duas povoações por ter sobrevivido melhor que a vizinha a vários incêndios e sido protegida pelo seu interesse histórico-cultural, mais cedo, pelo governo japonês. À letra, Magome traduz-se como (cesto de cavalo). Este nome da povoação popularizou-se porque os viajantes eram obrigados a ali recuperar os seus cavalos antes de enfrentarem a subida íngreme no início do percurso para Tsumago. A mesma que nos deixou de rastos na noite gélida em que chegámos. 

Tinham passado três horas desde o despertar madrugador. Reparamos que o número de visitantes a connosco partilhar a ruela estreita aumentava a olhos vistos, como o número de clientes nos cafés, doçarias, lojas de artesanato e recordações de ambos os lados da estrada.

A determinada altura, esta afluência torna-se avassaladora ao ponto de termos dificuldade em caminhar em linha recta e em não pisarmos as centenas de cães de bolso que as senhoras e donzelas japonesas passeiam com trela curta.

Aproveitamos uma paragem num ponto de informação turística para perguntar o que se passava e, contra muita timidez, uma funcionária lá se resolve a recorrer ao seu inglês básico e explica: “é um fim de semana especial. Fim de semana cultural. Três dias. Muitos japoneses vir aqui”. 

Agradecemos o esclarecimento. Constatamos também um aviso gráfico bilingue que pede às pessoas para usarem guizos quando percorrerem o trilho florestal entre Magome e Tsumago, diz o alerta, para assim afugentarem os ursos, por estes animais só atacarem quando surpreendidos.

Mais que os ursos, é o excesso ameaçador de humanos nipónicos em Magome que nos apoquenta. Sem grandes hesitações, fazemo-nos ao Nakasendo sobre a mesma calçada de pedra redonda ishidatami por que serpenteia por 7.8km até Tsumago, acima e abaixo, entre minifúndios verdejantes e ao longo de florestas lúgubres de cedros.

Paramos apenas para fotografar cenários mais sedutores e para colher alguns dos dióspiros irresistíveis que abundam à beira do caminho e em quintais, como por grande parte do Japão, nos meses mais frios do ano.

Atravessamos pontes convenientes em redor de quedas d’água e sobre riachos, estruturas anciãs que justificaram, em tempos, uma histórica preferência das mulheres nipónicas pelo Nakasendo, fartas de se encharcarem em caudais incontornáveis, noutras vias mais antigas.

De início e por momentos, temos a sensação que o Nakasendo está por nossa conta mas não tardamos a escutar tilintares longínquos. Sem que o esperássemos, seguem-nos grupos de caminhantes irritantemente precavidos contra as feras felpudas da floresta. Em breve, haveríamos de nos cruzar com muitos mais deste peregrinos sonoros, no sentido contrário do percurso.

Por certo, bastante mais silencioso, também o famoso poeta haiku Matsuo Bashô terá percorrido estas paragens, durante as suas longas jornadas de contemplação descritiva do Japão.

Chegamos aos derradeiros meandros do trilho que, já na imediações de Tsumago se rende, por momentos, ao asfalto para logo recuperar a genuinidade.  A via principal desta 42a estação, como a de Magome, foi fechada ao trânsito e concentra uma variedade de edifícios seculares de madeira escura.

Casas, estalagens, templos e santuários de arquitectura nipónica ancestral compõem um conjunto pitoresco de igual forma ocupado por alguns dos melhores artesãos, doceiros e gastrónomos da região. Mulheres pintam chapéus cónicos de vime. Outras espalham malaguetas escarlates para secarem em cestas rasas. Como acontecia já há muito em Magome, também ali uma multidão solidária de famílias nipónicas aprecia e regista para mais tarde recordar estas visões sedutoras das origens da sua pátria.

Em pleno Inverno, a tarde depressa se torna enregelante e se precipita para o fim. Como apareceram, aos poucos, estes herdeiros da era Edo refugiam-se nos restaurantes e pousadas recuperadas da zona. Um lusco-fusco rosado, depois um breu atenuado por uma iluminação dourada acolhedora  apodera-se de Magome e de Tsumago e de todo este Japão de outros tempos.

Avenida dos Baobás, Madagáscar

O Caminho Malgaxe para o Deslumbre

Saída do nada, uma colónia de embondeiros com 30 metros de altura e 800 anos ladeia uma secção da estrada argilosa e ocre paralela ao Canal de Moçambique e ao litoral piscatório de Morondava. Os nativos consideram estas árvores colossais as mães da sua floresta. Os viajantes veneram-nas como uma espécie de corredor iniciático.

Matarraña a Alcanar, Espanha

Uma Espanha Medieval

De viagem por terras de Aragão e Valência, damos com torres e ameias destacadas de casarios que preenchem as encostas. Km após km, estas visões vão-se provando tão anacrónicas como fascinantes.

Nara, Japão

Budismo Hiperbólico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.

Takayama, Japão

Entre o Passado Nipónico e a Modernidade Japonesa

Em três das suas ruas, Takayama retém uma arquitectura tradicional de madeira e concentra velhas lojas e produtoras de saquê. Em redor, aproxima-se dos 100.000 habitantes e rende-se à modernidade.

Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol

Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao "A"

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.

Cocquete
Arquitectura & Design

Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos thirties. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.

Doca gelada
Aventura

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Cerimónias e Festividades
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
A fortaleza e a catedral
Cidades
Novgorod, Rússia

A Avó Viking da Mãe Rússia

Durante quase todo o século que passou, as autoridades da U.R.S.S. omitiram parte das origens do povo russo. Mas a história não deixa lugar para dúvidas. Muito antes da ascensão e supremacia dos czares e dos sovietes, os primeiros colonos escandinavos fundaram, em Novgorod, a sua poderosa nação.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Maikos a fingir
Cultura

Quioto, Japão

Sobrevivência: A Última Arte Gueixa

Já foram quase 100 mil mas os tempos mudaram e estas acompanhantes de luxo estão em vias de extinção. Hoje, as poucas que restam vêem-se forçadas a ceder a modernidade menos subtil e elegante do Japão

Fogo-de-artifício branco
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O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

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O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Aposentos dourados
Outono

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Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Sombras Quentes
Parques Naturais

Grand Canyon, E.U.A.

América do Norte Abismal

O rio Colorado e tributários começaram a fluir no planalto homónimo há 17 milhões de anos e expuseram metade do passado geológico da Terra. Também esculpiram uma das suas mais deslumbrantes entranhas.

Património Mundial Unesco

Glaciares

Planeta Azul-Gelado

Formam-se nas grandes latitudes e/ou altitudes. No Alasca ou na Nova Zelândia, na Argentina ou no Chile, os rios de gelo são sempre visões impressionantes de uma Terra tão frígida quanto inóspita.

Palestra
Personagens

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Mini-snorkeling
Praia

Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso a “A Praia”

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.

Um matrimónio espacial
Religião

Samarcanda, Usbequistão

O Sultão Astrónomo

Neto de um dos grandes conquistadores da Ásia Central, Ulugh Beg preferiu as ciências. Em 1428, construiu um observatório espacial em Samarcanda. Os seus estudos dos astros levaram-lhe o nome a uma cratera da Lua. 

White Pass & Yukon Train
Sobre carris

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Sociedade
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Cabo da Cruz colónia focas, cabo cross focas
Vida Selvagem
Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.