Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas


Um “pequeno” Himalaia

Vista do Monte Lamjung Kailas Himal, um irmão mais novo das Annapurnas, mesmo se se eleva a uns imponentes 6.983 metros. A partir de Chame.

Caminhada solitária

Caminhante aproxima-se do monte Swargadwari Danda (4800m) e de Dhukurpokhari, a meio caminho para Pisang.

Chame

Casario de Chame e a vista longínqua dos Annapurnas a surgirem no V apertado de um vale do rio Marsyangdi.

Abençoada viagem

Pai e filho percorrem a rua principal de Chame junto ao muro de rodas de oração da povoação.

Om mani padme hum

Pedras de oração tibetanas empilhadas saída de Chame.

Dhukurpokhari

As pousadas de Dhukurpokhari, providenciais mais ou menos a meio do caminho entre Chame e Pisang.

De olho na mesa

Corvos espreitam a sua oportunidade sobre o terraço de uma das pousadas de Dhukurpokhari.

Descanso

Moradora de Chame faz uma pausa na tarefa de arrumar a lenha que lhe aquecerá a casa ou pousada.

Travessia

Mochileiro cruza a ponte suspensa sobre o rio Marsyangdi e aproxima-se de Dhukurpokhari.

Descanso

Moradora de Chame faz uma pausa na tarefa de arrumar a lenha que lhe aquecerá a casa ou pousada.

Upper vs Lower

Tabuletas marcam o lugar à saída de Dhukurpokhari em que o trilho ramifica rumo às desniveladas Pisangs.

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.

A ansiedade acumulada no dia anterior do Circuito dos Annapurnas, a hora tardia a que já nos deitámos e o aconchego dos sacos-cama de penas para 20º negativos aliaram-se num efeito soporífero que nos prolongou o sono um pouco mais do que contávamos. Despertamos curiosos quanto ao que a meteorologia nos reservava.

Casario de Chame, Nepal

Casario de Chame e a vista longínqua dos Annapurnas a surgirem no V apertado de um vale do rio Marsyangdi.

Recolhemos os cortinados e abrimos as janelas semi-pintadas de madeira. Um sol radiante invade-nos os aposentos. Expõe, mais nua que tínhamos até então podido admirar, o encanto espartano do Himalayan Hotel.

Deixamos o quarto apostados na vista panorâmica da varanda acima do pátio de entrada. O dia anterior tinha-se retirado mal disposto, nublado, ventoso, a ameaçar chuvada ou nevão.

O nevão caiu durante a madrugada, se bem que só nas alturas. Para diante e acima, empoleirado sobre encostas mundanas, insinuava-se o cume do Lamjung Kailas Himal, um irmão mais novo das Annapurnas, mesmo se se eleva a uns imponentes 6.983 metros. A neve nocturna havia-lhe renovado a alvura. Fazia o Lamjung Himal brilhar contra o céu azulão como um chamamento a que não podíamos mais resistir.

Monte Lamjung Kailas Himal, Nepal

Vista do Monte Lamjung Kailas Himal, um irmão mais novo das Annapurnas, mesmo se se eleva a uns imponentes 6.983 metros. A partir de Chame.

Àquela hora que se fazia tardia, sucediam-se na rua abaixo pelotões de mochileiros entusiasmados. Desejosos por nos juntarmos à sua peregrinação, arrumamos as mochilas meio à pressa e descemos para a sala de refeições. Na noite anterior, tínhamos deixado pedidos papas de aveia e chás de gengibre com mel e limão. Dois ou três minutos depois de nos sentarmos, já os estávamos a devorar.

A Manhã Solarenga de Chame

Acertamos as contas. Saímos para explorar melhor Chame sob a luminosidade radiante da manhã. Duas mulheres à beira do empedrado que atravessava a povoação rachavam lenha a um ritmo impressionante. Uma avó e os seus netos aqueciam-se na base da escadaria, debaixo do alpendre do lar, entre duas enormes pilhas de gravetos empilhados com sério rigor geométrico.

Moradora de Chame racha lenha, Circuito Annapurna, Nepal

Moradora de Chame faz uma pausa na tarefa de arrumar a lenha que lhe aquecerá a casa ou pousada.

Desprovidos de electricidade e combustíveis baratos ou de tecnologia, os nepaleses daquelas terras altas apenas para os nossos padrões, careciam de tudo o que mantivesse os fornos e salamandras acessos durante as noites gélidas. Essa necessidade fazia-se sentir na nudez crescente das encostas em redor, em tempos bem mais apetrechadas de pinheiros e outras árvores.

Mais abaixo, um riacho fazia girar uma grande roda de oração tibetana. Precedia várias outras colocadas de ambos os lados de um paredão central, manuais em vez de hídricas, que os crentes de passagem e muitos dos mochileiros faziam rodar à laia de oração centrífuga e muda.

Pai e filho, em Chame, Circuito Annapurna, Nepal

Pai e filho percorrem a rua principal de Chame junto ao muro de rodas de oração da povoação

Ao longo da ruela repetiam-se os domicílios de madeira, boa parte deles convertidos nas pousadas que disputavam os forasteiros recém-chegados. Nem tudo em Chame, era espiritualidade e sustento.

A Complexa Nomenclatura dos Partidos Políticos Nepaleses

Nas imediações da descida que conduzia ao pórtico de entrada na povoação, uma das fachadas distinguia-se das demais. Identificava a sede do partido CPN-UML Communist Party of Nepal- Unified Marxist-Leninist, um dos principais partidos comunistas nepaleses, até à sua fusão de 17 de Maio passado com o CPN (Communist Party of Nepal – Maoist Center) que redundou no NCP (Nepal Communist Party).

Inflamados de comunismo, o intrincado cenário político da nação e o da povoação fizeram-nos lembrar a famosa cena Monty Python de “A Vida de Bryan” em que várias frentes políticas – Judeans People Front, People’s Front of Judea, Judean Popular People’s Front e afins se confundiam e confundiam os seus membros na disputa do poder rival ao dos colonos romanos.

Como os devíamos conceber, era suposto os partidos nepaleses serem incompatíveis com o budismo que se insinuava por toda a parte. Tal coexistência intrigava-nos. Mas não nos preocupava como sucederia noutras zonas do Nepal – por exemplo, em áreas em redor do Monte Evereste – em que forças maoistas continuam activas e subtraem doações aos forasteiros que entram nos seus domínios.

Por ali, por Chame e restante Circuito Annapurna, os nativos veneravam os estrangeiros itinerantes como a fonte de rendimento legal, garantida e fácil que representavam. Faziam-nos contribuir quando pagavam as refeições mais dispendiosas do país, mesmo assim, justas e acessíveis no ver de quase todos os hóspedes, tendo em conta a localização remota das povoações.

Pedras de oração tibetanas empilhadas saída de Chame, Nepal

Pedras de oração tibetanas empilhadas saída de Chame

Chegamos ao pórtico de Chame e damos meia-volta. Regressamos ao Himalayan Hotel. Despedimo-nos dos rapazes que arrumavam os quartos recém-vagados.

A Caminhada Rumo a Pisang

Colocamos as mochilas às costas, sentimos o seu peso excessivo como uns Atlas caminhantes rendidos à pena imposta pelo fascínio da cordilheira. Com os ombros e as costas já sensibilizados para o castigo, pomo-nos, por fim, em marcha Annapurnas acima.

Àquela hora, o sobe-e-desce enlameado da rua no seguimento do Himalayan acolhia os mais distintos modos de vida de Chame. Todas as suas lojinhas estavam abertas. Impingiam aos transeuntes uma panóplia de mercancias Made in China e Made in Nepal, ou os vegetais, carnes e restantes produtos da horta e do campo fornecidos pelas redondezas.

Os proprietários de jipes e motorizadas aguardavam pelos derradeiros passageiros e fretes do dia, atentos às condições físicas dos viajantes que, como nós, passavam tarde e a más horas.

Apreciamos a azáfama comercial sem nos determos. Umas centenas de metros para cima, passamos sobre o Marsyangdi por uma ponte suspensa de ferro repleta de estandartes budistas coloridos que esvoaçavam ao vento.

Entre as suas últimas casas dispostas no sopé da vertente rochosa do lado de lá do rio, e galináceos ziguezagueantes, a derradeira ruela da povoação conduz-nos à estupa que abençoava a entrada e saída norte da aldeia. Quando a cruzamos, Chame para fica de uma vez por todas para trás.

Entregues a um Cenário Majestoso de Visual Alpino

Continuámos o caminho pela margem esquerda do Marsyangdi, ora rasa e pouco elevada, ora íngreme e sobranceira ao leito repleto de rápidos. Sem povoações a salpicá-lo, o cenário tornou-se cem por cento alpino, preenchido por abetos, faias e pinheiros encavalitados nas encostas do vale que o rio aprofundava.

Caminhante à beira do rio Marsyangdi, Circuito Annapurna, Nepal

Caminhante aproxima-se do monte Swargadwari Danda (4800m) e de Dhukurpokhari, a meio caminho para Pisang.

Duas horas depois, damos entrada em Bhratang, um lugarejo agrícola ocupado por um grande pomar de macieiras, pelo seu armazém e por uma pousada recente e moderna, que carecia da alma nepalesa de tantas outras e, talvez por isso, estava às moscas.

Outros caminhantes recuperavam energias no pátio ajardinado. Como alguns  deles, compramos um saco de maças encarquilhadas, sobras da já vencida época da colheita. Como eles, roemos duas ou três, reabastecemo-nos de água e alongamos os músculos ainda a estranharem o inesperado massacre. Após o que regressamos ao caminho.

O trecho seguinte revelou-se longo e bem mais extenuante. Sobe acima do Marsyangdi por um trilho que os nepaleses conquistaram à falésia quase vertical por meio de dinamite e muita picareta. Volta a cruzar o Marsyangdi por duas pontes vizinhas, uma suspensa e estreita, outra mais pesadona, em estilo de campanha.

Ponte suspensa sobre o rio Marsyangdi, Nepal

Mochileiro cruza a ponte suspensa sobre o rio Marsyangdi e aproxima-se de Dhukurpokhari.

Prosseguimos na base da montanha Swargadwari Danda (4800m), um enorme paredão arredondado surreal, com a sua metade superior coberta de neve, sobre o amplo sopé rochoso.

Superamos as primeiras subidas dignas desse nome, mesmo assim, sem comparação com outras que viríamos a vencer.

Dhukurpokhari e o inesperado dilema: Lower or Upper Pisang?

Duas horas e várias paragens fotográficas depois, um meandro no seguimento de um vasto pinhal silvestre revela-nos Dhukurpokhari, o lugarejo em que tínhamos planeado deter-nos para novo descanso e almoço.

Saídos de um nada arbóreo e sombrio, avistamos um arruamento preenchido por edifícios modulares elaborados com escadarias que conduziam a terraços protegidos por vedações, tudo embelezado por pinturas listadas, como se ali tivesse lugar uma qualquer competição de carpintaria.

Dhukurpokhari, Circuito Annapurna, Nepal

As pousadas de Dhukurpokhari, providenciais mais ou menos a meio do caminho entre Chame e Pisang

Mal nos veem aproximar, várias proprietárias-empresárias nepalesas colocam-se a postos à entrada das suas estalagens. “Instalem-se, descansem.

A nossa comida é mesmo muito boa” tenta a primeira deter a nossa marcha. “Temos tarte de maça e queijo de iaque!” acrescenta a anunciar a disponibilidade de dois dos petiscos mais reputados do Circuito Annapurna.

Numa situação normal, normal seria que não nos instalássemos no primeiro estabelecimento, sem antes darmos uma olhada nos seguintes. Dois factores determinaram que assim acontecesse: estávamos a ficar de rastos.

E lá encontrámos Fevzi e Josua, a dupla turco-germânica com quem tínhamos partilhado o jipe entre Syange e Chame. Saudamo-nos satisfeitos pela surpresa.

Um Descanso Providencial

Eles convidam-nos para a mesa. Mesmo se mal nos conhecíamos, “almoçamos” chapatis e chá, em grande galhofa, com a companhia adicional de Sara Perez e Edoardo Berto, um casal hispano-itálico amigo de Fevzi. Os quatro tinham já decidido passar ali a noite e, só no dia seguinte se fazerem a Pisang.

Corvos sobre uma Tea House de Dhukurpokhari, Nepal

Corvos espreitam a sua oportunidade sobre o terraço de uma das pousadas de Dhukurpokhari.

Do nosso lado, o plano inicial era dormirmos em Pisang. Durante o almoço, Josua e Fevzi informam-nos que Pisang se dividia em duas áreas – uma “Lower” e uma “Upper”. “Toda a gente nos diz que a Upper é mais difícil mas que tem vistas fabulosas.” afiançam-nos. “Nós não temos pressa, seguimos por lá amanhã cedo.”

O termo “Upper” não ia bem com o peso excessivo que o equipamento fotográfico e outros itens nos forçavam a carregar. Começa por nos deixar de pé atrás. Mas estava na altura de nos vacinarmos para as ladeiras bem mais exigentes que o percurso nos traria. Porque não à conquista da inesperada Upper Pisang?

Terminamos o repasto. Conversamos outra meia-hora. Logo, deixamos os compinchas mochileiros entregues aos seus afazeres de fim de caminhada e ganhamos-lhes avanço.

Upper vs Lower Pisang, Circuito Annapurna, Nepal

Tabuletas marcam o lugar à saída de Dhukurpokhari em que o trilho ramifica rumo às desniveladas Pisangs

Cinco minutos de descida para lá de Dhukurpokhari, duas tabuletas douradas à entrada de um vale amplo sinalizavam as direcções opostas das distintas Pisangs.

Upper Pisang. A Decisão Acertada.

Ao contrário do receávamos, o trilho da direita prova-se brando. Sobe aos poucos para meia encosta do vale e desvenda-nos a Lower Pisang nas suas entranhas, disposta por ambas as margens do Marsyangdi que nos continuava a escoltar.

Upper Pisang não tarda, estendida encosta acima, bastante acima da irmã. Desde a base da povoação que nos deparamos com as suas pousadas mas, uma vez que tínhamos escolhido Upper Pisang pelas vistas, entregamo-nos a um derradeiro esforço.

Pedra mani, Upper Pisang, Nepal

Elementos religiosos budistas dispostas na parede de oração mani de Upper Pisang.

Partilhamos um dos trilhos exíguos da povoação com iaques e cães felpudos. Espreitamos as hospedarias instaladas no seu cimo que pareceriam oferecer os melhores panoramas: a “New Tibet”, a “Teluche” a “Annapurna” a “Mount Kailash”, cada qual com a sua varanda ou terraço destacados acima do casario de pedra.

Soltura matinal do gado em Upper Pisang, Nepal

Nativa de Upper Pisang faz sair o seu gado para um deambulação acima e abaixo da povoação.

Eram quase cinco da tarde. O céu punha-se ainda mais fechado e tempestuoso do que já estava à saída de Dhukurpokhari. Mesmo se lá éramos os únicos hóspedes, decidimo-nos pela “Mount Kailash”.

Mila, o gerente, acende a salamandra da sala de refeições e chama uma familiar para ajudar a nos tratar do jantar. Naquele momento, falta a electricidade e, claro está, o Wifi que, para não variar, o estabelecimento promovia à entrada.

Jantamos à conversa com o anfitrião. Quando este se ausenta, deixamo-nos adormecer sobre os bancos em redor da salamandra. Uma hora depois, arrastamo-nos para o quarto gélido, aninhamo-nos nos sacos-cama e dormimos tanto quanto conseguimos. Upper Pisang não tardaria a compensar-nos por a termos preferido.

Mais informação sobre trekking no Nepal no site do Nepal Tourism Board

Bhaktapur, Nepal

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Circuito Annapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

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300 Wats de Energia Espiritual e Cultural

Os tailandeses chamam a cada templo budista wat e a sua capital do norte tem-nos em óbvia abundância. Entregue a sucessivos eventos realizados entre santuários, Chiang Mai nunca se chega a desligar.
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1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

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Vendedores de Tsukiji
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No Reino do Sashimi

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Sombra de sucesso
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Rodeo debaixo de Sombreros

Com o fim do ano, 5 municípios mexicanos organizam uma feira em honra da Virgén de La Concepción. Aos poucos, o evento tornou-se o pretexto ideal para os cavaleiros locais exibirem as suas habilidades

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A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
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No Grande Sul Australiano

Uma das evasões preferidas dos habitantes do estado australiano de Victoria, a via B100 desvenda um litoral sublime que o oceano moldou. Bastaram-nos uns quilómetros para percebermos porque foi baptizada de The Great Ocean Road.
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Ilhas
São Miguel, Açores

O Grande Éden Micaelense

Uma biosfera imaculada que as entranhas da Terra moldam e amornam exibe-se, em São Miguel, em formato panorâmico. São Miguel é a maior das ilhas portuguesas. E é uma obra de arte da Natureza e do Homem no meio do Atlântico Norte plantada.
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Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Enseada, Big Sur, Califórnia, Estados Unidos
Literatura
Big Sur, E.U.A.

A Costa de Todos os Refúgios

Ao longo de 150km, o litoral californiano submete-se a uma vastidão de montanha, oceano e nevoeiro. Neste cenário épico, centenas de almas atormentadas seguem os passos de Jack Kerouac e Henri Miller.
Brincadeira ao ocaso
Natureza
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Parques Naturais
Estradas Imperdíveis

Grandes Percursos, Grandes Viagens

Com nomes pomposos ou meros códigos rodoviários, certas estradas percorrem cenários realmente sublimes. Da Road 66 à Great Ocean Road, são, todas elas, aventuras imperdíveis ao volante.
Glamour vs Fé
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O Último Estertor da Portugalidade Goesa

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Em quimono de elevador, Osaka, Japão
Personagens
Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A noite japonesa é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, acolhe-nos uma anfitriã de couchsurfing enigmática, algures entre a gueixa e a acompanhante de luxo.
Mini-snorkeling
Praias

Ilhas Phi Phi, Tailândia

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Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.

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Sempre Na Linha

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Foi uma fortaleza em que os japoneses assassinaram prisioneiros aliados e acolheu tropas que perseguiram sabotadores indonésios. Hoje, a ilha de Sentosa combate a monotonia que se apoderava do país.

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