Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas


Um “pequeno” Himalaia
Vista do Monte Lamjung Kailas Himal, um irmão mais novo das Annapurnas, mesmo se se eleva a uns imponentes 6.983 metros. A partir de Chame.
Caminhada solitária
Caminhante aproxima-se do monte Swargadwari Danda (4800m) e de Dhukurpokhari, a meio caminho para Pisang.
Chame
Casario de Chame e a vista longínqua dos Annapurnas a surgirem no V apertado de um vale do rio Marsyangdi.
Abençoada viagem
Pai e filho percorrem a rua principal de Chame junto ao muro de rodas de oração da povoação.
Om mani padme hum
Pedras de oração tibetanas empilhadas saída de Chame.
Dhukurpokhari
As pousadas de Dhukurpokhari, providenciais mais ou menos a meio do caminho entre Chame e Pisang.
De olho na mesa
Corvos espreitam a sua oportunidade sobre o terraço de uma das pousadas de Dhukurpokhari.
Descanso
Moradora de Chame faz uma pausa na tarefa de arrumar a lenha que lhe aquecerá a casa ou pousada.
Travessia
Mochileiro cruza a ponte suspensa sobre o rio Marsyangdi e aproxima-se de Dhukurpokhari.
Descanso
Moradora de Chame faz uma pausa na tarefa de arrumar a lenha que lhe aquecerá a casa ou pousada.
Upper vs Lower
Tabuletas marcam o lugar à saída de Dhukurpokhari em que o trilho ramifica rumo às desniveladas Pisangs.
Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.

A ansiedade acumulada no dia anterior do Circuito dos Annapurnas, a hora tardia a que já nos deitámos e o aconchego dos sacos-cama de penas para 20º negativos aliaram-se num efeito soporífero que nos prolongou o sono um pouco mais do que contávamos. Despertamos curiosos quanto ao que a meteorologia nos reservava.

Casario de Chame, Nepal

Casario de Chame e a vista longínqua dos Annapurnas a surgirem no V apertado de um vale do rio Marsyangdi.

Recolhemos os cortinados e abrimos as janelas semi-pintadas de madeira. Um sol radiante invade-nos os aposentos. Expõe, mais nua que tínhamos até então podido admirar, o encanto espartano do Himalayan Hotel.

Deixamos o quarto apostados na vista panorâmica da varanda acima do pátio de entrada. O dia anterior tinha-se retirado mal disposto, nublado, ventoso, a ameaçar chuvada ou nevão.

O nevão caiu durante a madrugada, se bem que só nas alturas. Para diante e acima, empoleirado sobre encostas mundanas, insinuava-se o cume do Lamjung Kailas Himal, um irmão mais novo das Annapurnas, mesmo se se eleva a uns imponentes 6.983 metros. A neve nocturna havia-lhe renovado a alvura. Fazia o Lamjung Himal brilhar contra o céu azulão como um chamamento a que não podíamos mais resistir.

Monte Lamjung Kailas Himal, Nepal

Vista do Monte Lamjung Kailas Himal, um irmão mais novo das Annapurnas, mesmo se se eleva a uns imponentes 6.983 metros. A partir de Chame.

Àquela hora que se fazia tardia, sucediam-se na rua abaixo pelotões de mochileiros entusiasmados. Desejosos por nos juntarmos à sua peregrinação, arrumamos as mochilas meio à pressa e descemos para a sala de refeições. Na noite anterior, tínhamos deixado pedidos papas de aveia e chás de gengibre com mel e limão. Dois ou três minutos depois de nos sentarmos, já os estávamos a devorar.

A Manhã Solarenga de Chame

Acertamos as contas. Saímos para explorar melhor Chame sob a luminosidade radiante da manhã. Duas mulheres à beira do empedrado que atravessava a povoação rachavam lenha a um ritmo impressionante. Uma avó e os seus netos aqueciam-se na base da escadaria, debaixo do alpendre do lar, entre duas enormes pilhas de gravetos empilhados com sério rigor geométrico.

Moradora de Chame racha lenha, Circuito Annapurna, Nepal

Moradora de Chame faz uma pausa na tarefa de arrumar a lenha que lhe aquecerá a casa ou pousada.

Desprovidos de electricidade e combustíveis baratos ou de tecnologia, os nepaleses daquelas terras altas apenas para os nossos padrões, careciam de tudo o que mantivesse os fornos e salamandras acessos durante as noites gélidas. Essa necessidade fazia-se sentir na nudez crescente das encostas em redor, em tempos bem mais apetrechadas de pinheiros e outras árvores.

Mais abaixo, um riacho fazia girar uma grande roda de oração tibetana. Precedia várias outras colocadas de ambos os lados de um paredão central, manuais em vez de hídricas, que os crentes de passagem e muitos dos mochileiros faziam rodar à laia de oração centrífuga e muda.

Pai e filho, em Chame, Circuito Annapurna, Nepal

Pai e filho percorrem a rua principal de Chame junto ao muro de rodas de oração da povoação

Ao longo da ruela repetiam-se os domicílios de madeira, boa parte deles convertidos nas pousadas que disputavam os forasteiros recém-chegados. Nem tudo em Chame, era espiritualidade e sustento.

A Complexa Nomenclatura dos Partidos Políticos Nepaleses

Nas imediações da descida que conduzia ao pórtico de entrada na povoação, uma das fachadas distinguia-se das demais. Identificava a sede do partido CPN-UML Communist Party of Nepal- Unified Marxist-Leninist, um dos principais partidos comunistas nepaleses, até à sua fusão de 17 de Maio passado com o CPN (Communist Party of Nepal – Maoist Center) que redundou no NCP (Nepal Communist Party).

Inflamados de comunismo, o intrincado cenário político da nação e o da povoação fizeram-nos lembrar a famosa cena Monty Python de “A Vida de Bryan” em que várias frentes políticas – Judeans People Front, People’s Front of Judea, Judean Popular People’s Front e afins se confundiam e confundiam os seus membros na disputa do poder rival ao dos colonos romanos.

Como os devíamos conceber, era suposto os partidos nepaleses serem incompatíveis com o budismo que se insinuava por toda a parte. Tal coexistência intrigava-nos. Mas não nos preocupava como sucederia noutras zonas do Nepal – por exemplo, em áreas em redor do Monte Evereste – em que forças maoistas continuam activas e subtraem doações aos forasteiros que entram nos seus domínios.

Por ali, por Chame e restante Circuito Annapurna, os nativos veneravam os estrangeiros itinerantes como a fonte de rendimento legal, garantida e fácil que representavam. Faziam-nos contribuir quando pagavam as refeições mais dispendiosas do país, mesmo assim, justas e acessíveis no ver de quase todos os hóspedes, tendo em conta a localização remota das povoações.

Pedras de oração tibetanas empilhadas saída de Chame, Nepal

Pedras de oração tibetanas empilhadas saída de Chame

Chegamos ao pórtico de Chame e damos meia-volta. Regressamos ao Himalayan Hotel. Despedimo-nos dos rapazes que arrumavam os quartos recém-vagados.

A Caminhada Rumo a Pisang

Colocamos as mochilas às costas, sentimos o seu peso excessivo como uns Atlas caminhantes rendidos à pena imposta pelo fascínio da cordilheira. Com os ombros e as costas já sensibilizados para o castigo, pomo-nos, por fim, em marcha Annapurnas acima.

Àquela hora, o sobe-e-desce enlameado da rua no seguimento do Himalayan acolhia os mais distintos modos de vida de Chame. Todas as suas lojinhas estavam abertas. Impingiam aos transeuntes uma panóplia de mercancias Made in China e Made in Nepal, ou os vegetais, carnes e restantes produtos da horta e do campo fornecidos pelas redondezas.

Os proprietários de jipes e motorizadas aguardavam pelos derradeiros passageiros e fretes do dia, atentos às condições físicas dos viajantes que, como nós, passavam tarde e a más horas.

Apreciamos a azáfama comercial sem nos determos. Umas centenas de metros para cima, passamos sobre o Marsyangdi por uma ponte suspensa de ferro repleta de estandartes budistas coloridos que esvoaçavam ao vento.

Entre as suas últimas casas dispostas no sopé da vertente rochosa do lado de lá do rio, e galináceos ziguezagueantes, a derradeira ruela da povoação conduz-nos à estupa que abençoava a entrada e saída norte da aldeia. Quando a cruzamos, Chame para fica de uma vez por todas para trás.

Entregues a um Cenário Majestoso de Visual Alpino

Continuámos o caminho pela margem esquerda do Marsyangdi, ora rasa e pouco elevada, ora íngreme e sobranceira ao leito repleto de rápidos. Sem povoações a salpicá-lo, o cenário tornou-se cem por cento alpino, preenchido por abetos, faias e pinheiros encavalitados nas encostas do vale que o rio aprofundava.

Caminhante à beira do rio Marsyangdi, Circuito Annapurna, Nepal

Caminhante aproxima-se do monte Swargadwari Danda (4800m) e de Dhukurpokhari, a meio caminho para Pisang.

Duas horas depois, damos entrada em Bhratang, um lugarejo agrícola ocupado por um grande pomar de macieiras, pelo seu armazém e por uma pousada recente e moderna, que carecia da alma nepalesa de tantas outras e, talvez por isso, estava às moscas.

Outros caminhantes recuperavam energias no pátio ajardinado. Como alguns  deles, compramos um saco de maças encarquilhadas, sobras da já vencida época da colheita. Como eles, roemos duas ou três, reabastecemo-nos de água e alongamos os músculos ainda a estranharem o inesperado massacre. Após o que regressamos ao caminho.

O trecho seguinte revelou-se longo e bem mais extenuante. Sobe acima do Marsyangdi por um trilho que os nepaleses conquistaram à falésia quase vertical por meio de dinamite e muita picareta. Volta a cruzar o Marsyangdi por duas pontes vizinhas, uma suspensa e estreita, outra mais pesadona, em estilo de campanha.

Ponte suspensa sobre o rio Marsyangdi, Nepal

Mochileiro cruza a ponte suspensa sobre o rio Marsyangdi e aproxima-se de Dhukurpokhari.

Prosseguimos na base da montanha Swargadwari Danda (4800m), um enorme paredão arredondado surreal, com a sua metade superior coberta de neve, sobre o amplo sopé rochoso.

Superamos as primeiras subidas dignas desse nome, mesmo assim, sem comparação com outras que viríamos a vencer.

Dhukurpokhari e o inesperado dilema: Lower or Upper Pisang?

Duas horas e várias paragens fotográficas depois, um meandro no seguimento de um vasto pinhal silvestre revela-nos Dhukurpokhari, o lugarejo em que tínhamos planeado deter-nos para novo descanso e almoço.

Saídos de um nada arbóreo e sombrio, avistamos um arruamento preenchido por edifícios modulares elaborados com escadarias que conduziam a terraços protegidos por vedações, tudo embelezado por pinturas listadas, como se ali tivesse lugar uma qualquer competição de carpintaria.

Dhukurpokhari, Circuito Annapurna, Nepal

As pousadas de Dhukurpokhari, providenciais mais ou menos a meio do caminho entre Chame e Pisang

Mal nos veem aproximar, várias proprietárias-empresárias nepalesas colocam-se a postos à entrada das suas estalagens. “Instalem-se, descansem.

A nossa comida é mesmo muito boa” tenta a primeira deter a nossa marcha. “Temos tarte de maça e queijo de iaque!” acrescenta a anunciar a disponibilidade de dois dos petiscos mais reputados do Circuito Annapurna.

Numa situação normal, normal seria que não nos instalássemos no primeiro estabelecimento, sem antes darmos uma olhada nos seguintes. Dois factores determinaram que assim acontecesse: estávamos a ficar de rastos.

E lá encontrámos Fevzi e Josua, a dupla turco-germânica com quem tínhamos partilhado o jipe entre Syange e Chame. Saudamo-nos satisfeitos pela surpresa.

Um Descanso Providencial

Eles convidam-nos para a mesa. Mesmo se mal nos conhecíamos, “almoçamos” chapatis e chá, em grande galhofa, com a companhia adicional de Sara Perez e Edoardo Berto, um casal hispano-itálico amigo de Fevzi. Os quatro tinham já decidido passar ali a noite e, só no dia seguinte se fazerem a Pisang.

Corvos sobre uma Tea House de Dhukurpokhari, Nepal

Corvos espreitam a sua oportunidade sobre o terraço de uma das pousadas de Dhukurpokhari.

Do nosso lado, o plano inicial era dormirmos em Pisang. Durante o almoço, Josua e Fevzi informam-nos que Pisang se dividia em duas áreas – uma “Lower” e uma “Upper”. “Toda a gente nos diz que a Upper é mais difícil mas que tem vistas fabulosas.” afiançam-nos. “Nós não temos pressa, seguimos por lá amanhã cedo.”

O termo “Upper” não ia bem com o peso excessivo que o equipamento fotográfico e outros itens nos forçavam a carregar. Começa por nos deixar de pé atrás. Mas estava na altura de nos vacinarmos para as ladeiras bem mais exigentes que o percurso nos traria. Porque não à conquista da inesperada Upper Pisang?

Terminamos o repasto. Conversamos outra meia-hora. Logo, deixamos os compinchas mochileiros entregues aos seus afazeres de fim de caminhada e ganhamos-lhes avanço.

Upper vs Lower Pisang, Circuito Annapurna, Nepal

Tabuletas marcam o lugar à saída de Dhukurpokhari em que o trilho ramifica rumo às desniveladas Pisangs

Cinco minutos de descida para lá de Dhukurpokhari, duas tabuletas douradas à entrada de um vale amplo sinalizavam as direcções opostas das distintas Pisangs.

Upper Pisang. A Decisão Acertada.

Ao contrário do receávamos, o trilho da direita prova-se brando. Sobe aos poucos para meia encosta do vale e desvenda-nos a Lower Pisang nas suas entranhas, disposta por ambas as margens do Marsyangdi que nos continuava a escoltar.

Upper Pisang não tarda, estendida encosta acima, bastante acima da irmã. Desde a base da povoação que nos deparamos com as suas pousadas mas, uma vez que tínhamos escolhido Upper Pisang pelas vistas, entregamo-nos a um derradeiro esforço.

Pedra mani, Upper Pisang, Nepal

Elementos religiosos budistas dispostas na parede de oração mani de Upper Pisang.

Partilhamos um dos trilhos exíguos da povoação com iaques e cães felpudos. Espreitamos as hospedarias instaladas no seu cimo que pareceriam oferecer os melhores panoramas: a “New Tibet”, a “Teluche” a “Annapurna” a “Mount Kailash”, cada qual com a sua varanda ou terraço destacados acima do casario de pedra.

Soltura matinal do gado em Upper Pisang, Nepal

Nativa de Upper Pisang faz sair o seu gado para um deambulação acima e abaixo da povoação.

Eram quase cinco da tarde. O céu punha-se ainda mais fechado e tempestuoso do que já estava à saída de Dhukurpokhari. Mesmo se lá éramos os únicos hóspedes, decidimo-nos pela “Mount Kailash”.

Mila, o gerente, acende a salamandra da sala de refeições e chama uma familiar para ajudar a nos tratar do jantar. Naquele momento, falta a electricidade e, claro está, o Wifi que, para não variar, o estabelecimento promovia à entrada.

Jantamos à conversa com o anfitrião. Quando este se ausenta, deixamo-nos adormecer sobre os bancos em redor da salamandra. Uma hora depois, arrastamo-nos para o quarto gélido, aninhamo-nos nos sacos-cama e dormimos tanto quanto conseguimos. Upper Pisang não tardaria a compensar-nos por a termos preferido.

Mais informação sobre trekking no Nepal no site do Nepal Tourism Board

Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.
Circuito Annapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.
Ilha do Pico, Açores

Ilha do Pico: o Vulcão dos Açores com o Atlântico aos Pés

Por um mero capricho vulcânico, o mais jovem retalho açoriano projecta-se no apogeu de rocha e lava do território português. A ilha do Pico abriga a sua montanha mais elevada e aguçada. Mas não só. É um testemunho da resiliência e do engenho dos açorianos que domaram esta deslumbrante ilha e o oceano em redor.

PN Torres del Paine, Chile

A Mais Dramática das Patagónias

Em nenhuma outra parte os confins austrais da América do Sul se revelam tão arrebatadores como na cordilheira de Paine. Ali, um castro natural de colossos de granito envolto de lagos e glaciares projecta-se da pampa e submete-se aos caprichos da meteorologia e da luz. 

Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e as experiências prévias com o Mal de Altitude que não devemos arriscar subir à pressa.
Huang Shan, China

Huang Shan: as Montanhas Amarelas dos Picos Flutuantes

Os picos graníticos das montanhas amarelas e flutuantes de Huang Shan, de que brotam pinheiros acrobatas, surgem em ilustrações artísticas da China sem conta. O cenário real, além de remoto, permanece mais de 200 dias escondido acima das nuvens.
Mérida, Venezuela

A Renovação Vertiginosa do Teleférico mais Alto do Mundo

Em execução a partir de 2010, a reconstrução do teleférico de Mérida foi levada a cabo na Sierra Nevada por operários intrépidos que sofreram na pele a grandeza da obra.
Vulcão Villarrica, Chile

Ascensão à Cratera do Vulcão Villarrica, Sempre em Actividade

Pucón abusa da confiança da natureza e prospera no sopé da montanha Villarrica.Seguimos este mau exemplo por trilhos gelados e conquistamos a cratera de um dos vulcões mais activos da América do Sul.
El Chalten, Argentina

O Apelo de Granito da Patagónia

Duas montanhas de pedra geraram uma disputa fronteiriça entre a Argentina e o Chile.Mas estes países não são os únicos pretendentes.Há muito que os cerros Fitz Roy e Torre atraem alpinistas obstinados
Mount Cook, Nova Zelândia

O Monte Fura Nuvens

O Aoraki/Monte Cook até pode ficar muito aquém do tecto do Mundo mas é a montanha mais imponente e elevada da Nova Zelândia.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Caminhada Solitária, Deserto do Namibe, Sossusvlei, Namibia, acácia na base de duna
Parque Nacional
Sossusvlei, Namíbia

O Namibe Sem Saída de Sossusvlei

Quando flui, o rio efémero Tsauchab serpenteia 150km, desde as montanhas de Naukluft. Chegado a Sossusvlei, perde-se num mar de montanhas de areia que disputam o céu. Os nativos e os colonos chamaram-lhe pântano sem retorno. Quem descobre estas paragens inverosímeis da Namíbia, pensa sempre em voltar.
Visitantes em caminhada, Fortaleza de Massada, Israel
Parques nacionais
Massada, Israel

Massada: a Derradeira Fortaleza Judaica

Em 73 d.C, após meses de cerco, uma legião romana constatou que os resistentes no topo de Massada se tinham suicidado. De novo judaica, esta fortaleza é agora o símbolo supremo da determinação sionista
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Competição do Alaskan Lumberjack Show, Ketchikan, Alasca, EUA
Arquitectura & Design
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.
Aventura
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Cerimónias e Festividades
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
De volta ao sol. Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos
Cidades
São Francisco, E.U.A.

Cable Cars de São Francisco: uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Tombola, bingo de rua-Campeche, Mexico
Cultura
Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.
arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
formas de pagamento em viagem, fazer compras no estrangeiro
Em Viagem
Viajar Não Custa

Na próxima viagem, não deixe o seu dinheiro voar

Nem só a altura do ano e antecedência com que reservamos voos, estadias etc têm influência no custo de uma viagem. As formas de pagamento que usamo nos destinos pode representar uma grande diferença.
Retorno na mesma moeda
Étnico
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Vaca cachena em Valdreu, Terras de Bouro, Portugal
História
Campos de Gerês -Terras de Bouro, Portugal

Pelos Campos do Gerês e as Terras de Bouro

Prosseguimos num périplo longo e ziguezagueante pelos domínios da Peneda-Gerês e de Bouro, dentro e fora do nosso único Parque Nacional. Nesta que é uma das zonas mais idolatradas do norte português.
Passagem, Tanna, Vanuatu ao Ocidente, Meet the Natives
Ilhas
Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.
lago ala juumajarvi, parque nacional oulanka, finlandia
Inverno Branco
Kuusamo ao PN Oulanka, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.
Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Natureza
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Respeito felino
Parques Naturais

PN Hwange, Zimbabwé

O Legado do Saudoso Leão Cecil

No dia 1 de Julho de 2015, Walter Palmer, um dentista e caçador de trofeus do Minnesota matou Cecil, o leão mais famoso do Zimbabué. O abate gerou uma onda viral de indignação. Como constatamos no PN Hwange, quase dois anos volvidos, os descendentes de Cecil prosperam.

Abençoado repouso
Património Mundial UNESCO

Hoi An, Vietname

O Porto Vietnamita Que Ficou a Ver Navios

Hoi An foi um dos entrepostos comerciais mais importantes da Ásia. Mudanças políticas e o assoreamento do rio Thu Bon ditaram o seu declínio e preservaram-na como as cidade mais pitoresca do Vietname.

Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Personagens
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Insólito Balnear
Praias

Sul do Belize

A Estranha Vida ao Sol do Caribe Negro

A caminho da Guatemala, constatamos como a existência proscrita do povo garifuna, descendente de escravos africanos e de índios arawaks, contrasta com a de vários redutos balneares bem mais airosos.

Forte de São Filipe, Cidade Velha, ilha de Santiago, Cabo Verde
Religião
Cidade Velha, Cabo Verde

Cidade Velha: a anciã das Cidades Tropico-Coloniais

Foi a primeira povoação fundada por europeus abaixo do Trópico de Câncer. Em tempos determinante para expansão portuguesa para África e para a América do Sul e para o tráfico negreiro que a acompanhou, a Cidade Velha tornou-se uma herança pungente mas incontornável da génese cabo-verdiana.

A Toy Train story
Sobre carris
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Intervenção policial, judeus utraortodoxos, jaffa, Telavive, Israel
Sociedade
Jaffa, Israel

Protestos Pouco Ortodoxos

Uma construção em Jaffa, Telavive, ameaçava profanar o que os judeus ultra-ortodoxos pensavam ser vestígios dos seus antepassados. E nem a revelação de se tratarem de jazigos pagãos os demoveu da contestação.
Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Manada de búfalos asiáticos, Maguri Beel, Assam, Índia
Vida Selvagem
Maguri Bill, Índia

Um Pantanal nos Confins do Nordeste Indiano

O Maguri Bill ocupa uma área anfíbia nas imediações assamesas do rio Bramaputra. É louvado como um habitat incrível sobretudo de aves. Quando o navegamos em modo de gôndola, deparamo-nos com muito (mas muito) mais vida que apenas a asada.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.