São Miguel, Açores

Ilha de São Miguel: Açores Deslumbrantes, Por Natureza


A Caldeira das Lagoas
A vista deslumbrante do maciço das Sete Cidades, com as várias lagoas a preencher a enorme caldeira vulcânica no extremo noroeste de São Miguel.
Os Mosteiros
As formações rochosas que dão o nome a praia e à povoação dos Mosteiros.
Lagoa Geotermal
Cena própria de um Jardim das Delícias numa das lagoas geotermais da Caldeira Velha.
Vacas de Pastagem
Algumas das muitas vacas que asseguram a produção prolífica de leite dos Açores.
Ponta da Ferraria
Ondas agitam a piscina marinha da Ponta da Ferraria.
Furnas
A povoação das Furnas, nas profundezas verdejantes de São Miguel.
Dia de Mosteiros
Banhistas e surfistas desfrutam da praia vulcânica dos Mosteiros.
Amigas conversam e apanham sol sobre uma laje de lava no norte de São Miguel.
Boca do Inferno abaixo
Caminhantes descem uma ravina nas imediações do Miradouro da Boca do Inferno.
Lagoa do Fogo
Luz solar faz realçar o azul turquesa da Lagoa do Fogo, a mais elevada de São Miguel.
Mosteiros
O casario alvo de Mosteiros, disposto numa laje vasta e repleta de vegetação.
O Norte
Vista da costa norte de São Miguel a partir da estrada que conduz à Lagoa do Fogo.
Piscina para 3
Um momento de descontração marinha numa das muitas piscinas naturais de São Miguel.
Surfistas em Mosteiros
Duo de surfistas conversa com o lusco-fusco a tomar conta da praia dos Mosteiros.
Caldeira Seca
Retalhos da Caldeira Seca, aquém da povoação das Sete Cidades
Miradouro Santa Iria
Um derradeiro apreciador do litoral norte de São Miguel, destacado no miradouro de Santa Iria.
7 Cidades
O casario das Sete Cidades abrigado no interior de uma das maiores caldeiras do arquipélago açoriano.
Uma biosfera imaculada que as entranhas da Terra moldam e amornam exibe-se, em São Miguel, em formato panorâmico. São Miguel é a maior das ilhas portuguesas. E é uma obra de arte da Natureza e do Homem no meio do Atlântico Norte plantada.

Foi a primeira sensação que retivemos de São Miguel, a de, após ascendermos ao reduto luxuriante da Caldeira Velha,  aterrarmos num mundo à parte. As nascentes borbulham e fumegam. Algumas, brotam tão quentes que têm direito a avisos gritantes de perigo de cozedura.

O vapor ascende. Irriga uma profusão de fetos arbóreos majestosos que associávamos às florestas sub-tropicais e sulfurosas em redor de Rotorua ou da Golden Bay, nas Ilha do Norte e do Sul da Nova Zelândia.

Vão chegando mais e mais almas num êxtase veraneante. Despem-se à pressa e disputam os melhores poisos das melhores poças e lagoas. Quando, por fim, se instalam em harmonia, usufruem do divinal aconchego líquido.

Ilha de São Miguel, Acores Deslumbrantes por Natureza

Cena própria de um Jardim das Delícias numa das lagoas geotermais da Caldeira Velha.

Com muito menos tempo que os restantes banhistas, nós, não tardámos a expulsar-nos daquele paraíso geotermal. De lá, apontamos à lagoa mais elevada de São Miguel.

A Lagoa do Fogo (de vista) de São Miguel

A Lagoa do Fogo surge na caldeira do vulcão benjamim da ilha que entrou em erupção pela última vez, em 1563, já a ilha era habitada há mais de um século.

Malgrado o baptismo e o seu histórico, saturado pela luz solar, este enorme corpo lacustre exibe-se-nos num tom turquesa que se confunde tanto com o do mar ali vizinho, como com o da abóbada celeste logo acima.

Ilha de São Miguel, Acores Deslumbrantes por Natureza

Luz solar faz realçar o azul turquesa da Lagoa do Fogo, a mais elevada de São Miguel.

“Desculpem, podem ajudar-me?” interpela-nos, aflita, uma caminhante francesa. “Não estava à espera que o trilho fosse tão longo. Estou mesmo a precisar de água”.

Damos-lhe uma garrafa que a moça quase vaza sem respirar. Perguntamos se queria que a levássemos até à lagoa. “Caminhada é caminhada, agora já estou bem, vou andar até lá!”

Certificamo-nos de que está em condições. Logo, descemos para o litoral bravio da costa norte. Nas imediações da Ribeira Grande, flectimos para leste e fazemo-nos de novo às terras cimeiras.

Ilha de São Miguel, Acores Deslumbrantes por Natureza

Vista da costa norte de São Miguel a partir da estrada que conduz à Lagoa do Fogo.

Pelo caminho, sucedem-se manadas de vacas a preto e branco, produtoras felizardas do cada vez mais distinto leite de pastagem dos Açores.

Uma longa alameda ladeada de hortênsias que o Verão rosara conduz-nos ao terraço natural do Pico de Ferro. Da beira suicida das suas alturas, entre a vertigem e o deslumbre, revela-se-nos a lagoa e a povoação que partilham o mesmo nome: Furnas.

O Cimo do Pico do Ferro e as Profundezas das Furnas

A lagoa espraia-se logo abaixo, num verde mais exuberante que o da vegetação envolvente. Já a povoação, surge afastada, perdida numa cratera ampla e profunda também ela viçosa, coberta de prados salpicados de árvores. Atravessamo-la a caminho das margens da lagoa.

Furnas, Ilha de São Miguel, Acores Deslumbrantes por Natureza

A povoação das Furnas, nas profundezas verdejantes de São Miguel.

Completamos o passadiço das Caldeiras entre a névoa das fumarolas residentes. Faltava algum tempo para que um dos reputados cozidos locais saísse debaixo de terra. Acabámos por prová-lo – o mais semelhante possível – num restaurante da povoação.

Ao lado, para gáudio de algumas crianças e compaixão de duas turistas alemãs, cisnes vindos da água semeiam o pânico entre um bando de patos, apostados em monopolizar, à bicada nos rivais, o milho oferecido pelo dono de uma roulote de comes e bebes.

Apesar da reclusão do lugar, também os habitantes das Furnas sofreram ataques inesperados, dos piratas que, durante séculos, visaram as povoações açorianas.

Por volta de 1522, a caldeira com sete quilómetros de diâmetro era usada apenas para recolher madeira necessária à reconstrução de casas arrasadas por sismos que afectaram Vila Franca do Campo.

Do Passado Instável dos Açores ao Reduto do Bem-Estar Natural

Cem anos depois, habitavam-na diversos colonos, quando uma erupção vulcânica os forçou a debandar. Muitos mais regressaram atraídos pela extrema fertilidade do solo. No entanto, as adversidades prolongaram-se.

Segundo narrou Marquez de Jacome Corrêa, em 1679, piratas berberes saquearam a Ribeira Quente e internaram-se na caldeira, onde roubaram carneiros. Os residentes pediram ao governador de Ponta Delgada um canhão. Este ignorou-os.

Hoje, mais que de paz, as Furnas são um destino de puro deleite. Isso o comprova a pequena multidão de corpos que flutuam na água ocre da piscina ao ar livre do Jardim Botânico e hotel Terra Nostra, um dos retiros ecológicos do mundo realmente especiais.

A piscina ao ar live do Jardim Botânico e hotel Terra Nostra.

Começou a construí-lo o cônsul dos E.U.A. em São Miguel, por volta de 1775. Thomas Hickling era um comerciante endinheirado de Boston. Escolheu o lugar para sua casa de campo, conhecida como Yankee Hall.

A propriedade passou para a posse do Visconde da Praia e, depois, para a do Marquês da Praia e de Monforte.

Com os anos, evoluiu de Hall para o jardim botânico que hoje maravilha os forasteiros. Reteve-nos a maior parte do tempo nas Furnas. De tal maneira, que à saída, já só visitámos em modo de toca-e-foge os outros interesses da povoação e regressamos, de novo, à capital com a noite instalada.

Repetem-se, fáceis, os despertares quando a agenda do dia se resume a prosseguir a exploração de São Miguel.

Em Busca das Sete Cidades de São Miguel

No terreno, a ilha pouco tem que ver com o que aprendemos nos mapas da longínqua instrução primária. São Miguel é muito mais que um mero retalho ínfimo perdido no azul Atlântico desmesurado.

Como a ilha em si, as suas impressionantes lagoas parecem multiplicar-se. São tão impressionantes que não temos como as evitar.

ilha de São Miguel, Acores Deslumbrantes por Natureza

Caminhantes descem uma ravina nas imediações do Miradouro da Boca do Inferno.

Voltamos a esforçar o carro ilha acima, até ao domínio verdejante e idílico em que se escondem as suas Sete Cidades. Das várias excentricidades com passado vulcânico pré-histórico por ali disseminadas, o Miradouro da Boca do Inferno parece ter-se sumido nos tempos.

Fartos de idas e voltas inconsequentes à sua procura, detemo-nos pedir indicações a três trabalhadores rurais à beira da estrada. Decorridos apenas segundos da sua voluntariosa explicação, assola-nos um arrepio relacional.

Por mais que nos concentrássemos, as suas frases eram-nos ininteligíveis.

Palavra atrás de palavra, só o confirmamos. Eles, do seu lado, por certo a reviverem aquela inconveniência, percebiam sobretudo que nós não entendíamos nada do que nos diziam, rendiam-se à frustração e a um tímido embaraço.

A Colonização de São Miguel e o Cerrar Progressivo do Sotaque

O povoamento de São Miguel teve início em 29 de Setembro de 1444, dia do arcanjo homónimo, nessa época, patrono de Portugal. Atraídos pela isenção de tributos exigidos na origem, chegaram alentejanos, algarvios, estremenhos, madeirenses, também estrangeiros, com destaque para os franceses.

Nos quase seis séculos que decorreram, entregues àquela ilha a 1500 km do continente, os açorianos cerraram inconscientemente o seu sotaque. Fizeram-no até que se tornou impossível compará-lo com qualquer outra pronúncia do rectângulo à beira da Europa plantado.

Agradecemos e despedimo-nos.

Incríveis Lagoas, dentro de Crateras, dentro de Caldeiras

Por fim, lá demos com o trilho íngreme para o miradouro sobre a lagoa do Canário que vencemos na companhia de caminhantes estrangeiros. Quando chegamos à plataforma em que desemboca, desvendamos um dos panoramas mais majestosos e elegantes dos Açores e, atrevemo-nos a dizê-lo, do Planeta.

Dali, São Miguel encerrava-se a nordeste num grupo incomum de lagoas abrigadas num velho maciço, com todo o seu cenário encaixado entre o vasto Atlântico Norte e as vertentes ervadas da enorme bordeira.

Ilha de São Miguel, Acores Deslumbrantes por Natureza

A vista deslumbrante do maciço das Sete Cidades, com as várias lagoas a preencher a enorme caldeira vulcânica no extremo noroeste de São Miguel.

Ao fim de uma hora, ganhamos coragem. Viramos-lhe as costas e regressamos à estrada nacional 9-1A.

Percorremo-la com paragens proveitosas, como a da Vista do Rei que nos permite vislumbrar as Sete Cidades, nas margens das lagoas Verde e Azul, tal e qual o fizeram, em 1901, o rei D. Carlos e a rainha Dª Amélia.

Trocamos o asfalto pela terra da Cumeeira, uma via suprema que aparenta subsistir num equilíbrio precoce, com vistas surreais tanto para dentro das enormes caldeiras Seca e do Alferes, das suas lagoas e do casario das Sete Cidades como para a vertente oceânica e as povoações no seu sopé: Ginetes, ao fundo, Mosteiros. Avançamos devagar.

Damos passagem a um tractor e uma carrinha de trabalho com que nos deparamos no sentido contrário daquela via apertada que foi criada enquanto trunfo rural, não como complemento turístico.

Da Orla da Grande Caldeira ao Âmago das Sete Cidades de São Miguel

Quando a estradinha termina, descemos da bordeira para a povoação das Sete Cidades, que os primeiros colonos baptizaram inspirados na velha lenda “Insula Septem Civitatum” interpretada como Ilha dos Sete Povos ou Tribos e que prenunciava existir vida humana em pleno Atlântico.

Ilha de São Miguel, Acores Deslumbrantes por Natureza

O casario das Sete Cidades abrigado no interior de uma das maiores caldeiras do arquipélago açoriano.

A lenda já vinha da era dos Fenícios e outros povos mediterrânicos. Surgiu em 750 d.C. num documento escrito por um clérigo cristão em Porto Cale (Porto). Poderá ter inspirado o próprio Infante Dom Henrique a privilegiar a descoberta marítima para Oeste em vez da continuação da conquista no Norte de África.

De Sete Cidades, apontamos para a aldeia dos Mosteiros. A meio do percurso, paramos na piscina natural da Ponta da Ferraria, ansiosos por um banho oceânico morno e relaxante. Só que o Atlântico não está de maré.

Ponta da Ferraria, Ilha de São Miguel, Acores Deslumbrantes por Natureza

Ondas agitam a piscina marinha da Ponta da Ferraria.

Breve Passagem pelos Mosteiros de São Miguel

As vagas entram com mais vigor do que era suposto. Agitam demasiado o caudal da piscina fechada pela própria configuração da laje de lava.

Mesmo assim, agarramo-nos às cordas que a atravessam como se estivéssemos nuns matraquilhos sob dilúvio. À imagem do que faziam outros banhistas, em vez de nos limitarmos a descontrair, divertimo-nos com os caprichos da ondulação.

O sol descia a olhos vistos. Sob a pressão do rápido entardecer, regressamos ao caminho, mal secos, salgados mas com fé no que os Mosteiros nos viriam a revelar.

O desvio para a povoação serpenteia a partir da estrada principal e pela encosta abaixo. Num dos meandros, para lá de um caniçal pujante, surpreende-nos o seu casario.

Ilha de São Miguel, Acores Deslumbrantes por Natureza

O casario alvo de Mosteiros, disposto numa laje vasta e repleta de vegetação.

Prolonga-se do extremo oposto da grande laje até à enseada de areal negro. Esta derradeira baía anuncia as formações rochosas que inspiraram a toponímia local.

Dezenas de surfistas aproveitam a ondulação vigorosa sob o olhar de alguns jovens moradores que lhes apreciam os movimentos.

No areal, outros tantos banhistas das mais distintas paragens deixam-se bronzear enquanto, por fim, o grande astro se dissolve horizonte abaixo.

Praia dos Mosteiros, ilha de São Miguel, Acores Deslumbrantes por Natureza

Duo de surfistas conversa com o lusco-fusco a tomar conta da praia dos Mosteiros.

Os “mosteiros” – grandes esculturas de rocha negra projectadas do mar translúcido – convidaram a escuridão. Vinte minutos depois, estávamos tão no fim das energias e da descoberta de São Miguel como o dia.

 

Azores Airlines

www.azoresairlines.pt

SATA

sata.pt

VisitAzores

visitazores.com

Peneda-Gerês, Portugal

Do "Pequeno Tibete Português" às Fortalezas do Milho

Deixamos as fragas da Srª da Peneda, rumo a Arcos de ValdeVez e às povoações que um imaginário erróneo apelidou de Pequeno Tibete Português. Dessas aldeias socalcadas, passamos por outras famosas por guardarem, como tesouros dourados e sagrados, as espigas que colhem. Caprichoso, o percurso revela-nos a natureza resplandecente e a fertilidade verdejante destas terras da Peneda-Gerês.
Castro Laboreiro, Portugal  

Do Castro de Laboreiro à Raia da Serra Peneda - Gerês

Chegamos à (i) eminência da Galiza, a 1000m de altitude e até mais. Castro Laboreiro e as aldeias em redor impõem-se à monumentalidade granítica das serras e do Planalto da Peneda e de Laboreiro. Como o fazem as suas gentes resilientes que, entregues ora a Brandas ora a Inverneiras, ainda chamam casa a estas paragens deslumbrantes.
Ilha Terceira, Açores

Ilha da Terceira: Viagem por um Arquipélago dos Açores Ímpar

Foi chamada Ilha de Jesus Cristo e irradia, há muito, o culto do Divino Espírito Santo. Abriga Angra do Heroísmo, a cidade mais antiga e esplendorosa do arquipélago. São apenas dois exemplos. Os atributos que fazem da ilha Terceira ímpar não têm conta.
Ilha das Flores, Açores

Os Confins Atlânticos dos Açores e de Portugal

Onde, para oeste, até no mapa as Américas surgem remotas, a Ilha das Flores abriga o derradeiro domínio idílico-dramático açoriano e quase quatro mil florenses rendidos ao fim-do-mundo deslumbrante que os acolheu.
Ilha do Pico, Açores

Ilha do Pico: o Vulcão dos Açores com o Atlântico aos Pés

Por um mero capricho vulcânico, o mais jovem retalho açoriano projecta-se no apogeu de rocha e lava do território português. A ilha do Pico abriga a sua montanha mais elevada e aguçada. Mas não só. É um testemunho da resiliência e do engenho dos açorianos que domaram esta deslumbrante ilha e o oceano em redor.
Santa Maria, Açores

Santa Maria: Ilha Mãe dos Açores Há Só Uma

Foi a primeira do arquipélago a emergir do fundo dos mares, a primeira a ser descoberta, a primeira e única a receber Cristovão Colombo e um Concorde. Estes são alguns dos atributos que fazem de Santa Maria especial. Quando a visitamos, encontramos muitos mais.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Caminhada Solitária, Deserto do Namibe, Sossusvlei, Namibia, acácia na base de duna
Parque Nacional
Sossusvlei, Namíbia

O Namibe Sem Saída de Sossusvlei

Quando flui, o rio efémero Tsauchab serpenteia 150km, desde as montanhas de Naukluft. Chegado a Sossusvlei, perde-se num mar de montanhas de areia que disputam o céu. Os nativos e os colonos chamaram-lhe pântano sem retorno. Quem descobre estas paragens inverosímeis da Namíbia, pensa sempre em voltar.
Visitantes em caminhada, Fortaleza de Massada, Israel
Parques nacionais
Massada, Israel

Massada: a Derradeira Fortaleza Judaica

Em 73 d.C, após meses de cerco, uma legião romana constatou que os resistentes no topo de Massada se tinham suicidado. De novo judaica, esta fortaleza é agora o símbolo supremo da determinação sionista
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Lençóis da Bahia, Diamantes Eternos, Brasil
Arquitectura & Design
Lençois da Bahia, Brasil

Lençois da Bahia: nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.
Alturas Tibetanas
Aventura

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e as experiências prévias com o Mal de Altitude que não devemos arriscar subir à pressa.
Via Conflituosa
Cerimónias e Festividades
Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem a Via Dolorosa, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.
Casario de Gangtok, Sikkim, Índia
Cidades
Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção dos Himalaias da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos crêem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.
Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Conversa entre fotocópias, Inari, Parlamento Babel da Nação Sami Lapónia, Finlândia
Cultura
Inari, Finlândia

O Parlamento Babel da Nação Sami

A Nação sami integra quatro países, que ingerem nas vidas dos seus povos. No parlamento de Inari, em vários dialectos, os sami governam-se como podem.
Desporto
Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
Erika Mae
Em Viagem
Filipinas

Os Donos da Estrada Filipina

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, os filipinos transformaram milhares de jipes norte-americanos abandonados e criaram o sistema de transporte nacional. Hoje, os exuberantes jeepneys estão para as curvas.
Do lado de cá do Atlântico
Étnico

Ilha de Goreia, Senegal

Uma Ilha Escrava da Escravatura

Foram vários milhões ou apenas milhares os escravos a passar por Goreia a caminho das Américas? Seja qual for a verdade, esta pequena ilha senegalesa nunca se libertará do jugo do seu simbolismo.​

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Monumento Cap 110, Martinica, Antilhas Francesas
História
Martinica, Antilhas Francesas

Caraíbas de Baguete debaixo do Braço

Circulamos pela Martinica tão livremente como o Euro e as bandeiras tricolores esvoaçam supremas. Mas este pedaço de França é vulcânico e luxuriante. Surge no coração insular das Américas e tem um delicioso sabor a África.
Caiaquer no lago Sinclair, Cradle Mountain - Lake Sinclair National Park, Tasmania, Austrália
Ilhas
À Descoberta de Tassie, Parte 4 -  Devonport a Strahan, Austrália

Pelo Oeste Selvagem da Ilha da Tasmânia

Se a quase antípoda Tazzie já é um mundo australiano à parte, o que dizer então da sua inóspita região ocidental. Florestas densas, rios esquivos e um litoral rude batido por um oceano Índico quase Antártico geram enigma e respeito a norte do Estreito de Bass. À descoberta da região mais acessível entre Devonport e Strahan, ficamos com uma leve ideia da sua excentricidade meridional.
Barcos sobre o gelo, ilha de Hailuoto, Finlândia
Inverno Branco
Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, a ilha de Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.
silhueta e poema, cora coralina, goias velho, brasil
Literatura
Goiás Velho, Brasil

Vida e Obra de uma Escritora à Margem

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro
Tempo de aurora
Natureza

Lapónia Finlandesa

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Parques Naturais
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Praia soleada
Património Mundial UNESCO

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

femea e cria, passos grizzly, parque nacional katmai, alasca
Personagens
PN Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.
Perigo de praia
Praias

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Solovestsky Outonal
Religião
Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.
Executivos dormem assento metro, sono, dormir, metro, comboio, Toquio, Japao
Sobre carris
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
city hall, capital, oslo, noruega
Sociedade
Oslo, Noruega

Uma Capital (sobre) Capitalizada

Um dos problemas da Noruega tem sido decidir como investir os milhares milhões de euros do seu fundo soberano recordista. Mas nem os recursos desmedidos salvam Oslo das suas incoerências sociais.
Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Brincadeira ao ocaso
Vida Selvagem
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.