Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta


Himalaias urbanos

Vista do casario característico da cidade, a partir do cimo do seu mercado Lal.

SOS Nirvana

Um encontro celestial numa ponte elevada da capital de Sikkim

Uma estupada

Monge trabalha em frente da grande estupa sagrada de Do-Drul Chorten

Sortido Veg

Vendedora de vegetais do mercado Lal de Gangtok

1920 ??

Cena "cinéfila" de Rua em Gangtok

A deusa himalaia

Sol nasce e ilumina a Kanchenjunga, a terceira montanha mais elevada à face da Terra.jpg

Véu budista

O Mosteiro de Rumtek, um dos mais disputados de todos os domínios budistas

2º Toque

Jovem aprendiz budista convoca outros para as aulas no mosteiro Rumtek.

Kamal Saloon

Barbearia em pleno centro de Gangktok

Degraus para o céu

Arquitectura garrida e tibetana do mosteiro de Rumtek.

T.P.C.

Aprendizes budistas num raro momento de aplicação, no meio de muita traquinice

Um monte de saúde

Vendedores do mercado Lal de Gangtok nos seus postos elevados de trabalho.

Bingo !!

Pequena multidão participa em mais uma tarde de bingo no terraço do mercado Lal.

Contra o céu

Bandeiras de oração budistas estendidas nas imediações do templo hindu de Ganesh Tok.

Uma companhia felpuda

Criança entre dois figurantes de panda vermelho, o animal mascote da província de Sikkim.

Gol Gappa

Banca serve petiscos de gol gappa (também chamados de pani puri) bolas de massa ocas que podem ser servidas recheadas ou ensopadas nos mais distintos "sabores" indianos, doces ou salgados. 

Himalaias urbanos II

O casario de Gangtok, espraiado numa das primeiras elevações da cordilheira dos Himalaias.

Gatos de Buda

Gatos passeiam-se sobre uma varanda do mosteiro budista de Rumtek, o maior de Sikkim e da Índia.

Encosta acima

Vista do ponto de entrada menos elevado do teleférico de Gangtok.

Edifício do Namgyal Institute of Tibetology, um centro de investigação do Budismo Tibetano mas não só.

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção himalaia da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos creem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.

 Sir Wangyal Buthia revelou-se uma espécie de Winston “The Wolf” Wolfe de “Pulp Fiction”. Por distintas divergências, a nossa relação com os responsáveis pelo turismo de Sikkim começara bem mas depressa se com

plicou. Conhecemo-los no início de Dezembro. Desde Dezembro que tentávamos confirmar o nosso itinerário naquela província. Sir Buthia só seria informado de que nos iria acolher lá para 7 de Janeiro, dois dias antes de chegarmos. Nessa data, a maior parte das questões continuavam por desbloquear. Buthia resolveu-as a todas com incrível subtileza e humildade.

  “Ok. Sir… just enjoy. Everything is according to u. Let’s together florish Sikkim world wide” garante-nos com recurso a um tradutor automático e a mais positiva das atitudes. Quando o encontramos em Rangpo, onde Bengala Ocidental e Sikkim namoriscam, depressa confirmamos que Wangyal era o Zen em pessoa. Iluminados pelo seu conhecimento e luz espiritual, Gantkok e Sikkim pareceram-nos sempre mais radiosos.

O cicerone prenda-nos com os lenços khata, garantias sedosas da sinceridade e boa-vontade das suas intenções. De Rangpo, viajámos encosta acima apostados em espreitar o Festival Cultural Red Panda, um dos mais importantes de Sikkim. O evento realizava-se, no entanto, num estádio. A sua atmosfera artificial de betão e relva sintética anulava qualquer interesse fotográfico que nele pudessemos ter.

Malgrado o descontentamento dos seus superiores, Sir Buthia compreende os nossos motivos e anui. Definimos como paragem seguinte o Namgyal Institute of Tibetology. Este museu e estabelecimento emprega investigadores da língua e tradições do Tibete e do budismo tibetano. Nos últimos tempos, também o estudo e o registo informático da história dos cerca de sessenta mosteiros de Sikkim e dos seus documentos e obras.

Lá fazemos as nossas próprias investigações que só trocamos por outras, ali ao lado, em redor de Do-Drul Chorten, estupa que abriga livros e outras relíquias sagradas do budismo. Uma cerimónia religiosa para lá prevista mantêm vários jovens monges entretidos a cortar e a preparar flores, enquanto fiéis budistas fazem girar as 108 rodas de oração dispostas em redor do monumento.

Algum tempo depois, a inauguração do Red Panda Festival terminara. O trânsito voltava a fluir pela ladeira principal da cidade. Também nós nos dirigimos ao seu alto.

Precisávamos de comprar fruta para a noite. Wangyal conduz-nos ao edifício multipisos do grande mercado Lal. Quando chegamos à base, reconhecemos um corte do casario da cidade que tínhamos descoberto na Internet e que nos encantava. Esquecemos de imediato, as tangerinas e as uvas. Imploramos que nos leve ao terraço do mercado. Sir Buthia lidera a correria com que galgamos vários lances de escadas. No cimo, desvenda-nos um recanto escondido entre as muitas tendas de comidas típicas de Sikkim que preenchiam a orla do prédio. Desse recanto, apreciamos melhor a tal curva de casario arredondado, colorido e emblemático, minutos antes do pôr-do-sol, ao som de um bingo comunal que centenas de moradores de Sikkim – incluindo oficiais da polícia – ali jogam todos os fins de tarde. A noite não tardava a cair. Estávamos cansados da viagem matinal desde Kalimpong e a jornada seguinte de exploração começaria a horas impróprias.

A história enfiou Sikkim numa espécie de ranhura do mapa asiático. O antigo reino surge sob o Tibete, entre o Nepal e o Butão, com a fronteira entre o vasto subcontinente indiano e o Bangladesh logo abaixo. Os Himalaias também despontam no seu território. Uma parte exuberante há que dizê-lo, protagonizada pela terceira maior montanha da cordilheira e do Planeta.

Em Gangtok, desde que fora dos meses de monção, a Kanchenjunga está quase sempre presente.  Vimo-la despertar e rosar para o dia do topo ventoso e gélido de Tashi, um dos vários miradouros que servem a cidade.

 A temperatura roça os 0º. Um grupo de militares indianos em t-shirts aproveita a atmosfera espartana e treinam para uma qualquer estafeta que se avizinha. Já o sol, emerge, triunfante à partida, do leste nas nossas costas. Por breves instantes, rosa e doura os diversos pináculos dos Himalaias. Deixa-os entregue à frigidez da alvura e da altura enquanto um bando tresloucado de corvos segue o exemplo dos militares e compete entre si e contra o vento pelos melhores telhados, terraços e ramos das redondezas.

Mais que um pico majestoso, a Kanchenjunga faz parte da espiritualidade das gentes destas paragens. Dos Buthias e dos Lepchas. Ainda dos Nepalis que formam a maioria na província, têm a sua língua franca e deram o nome à nação vizinha. Por último, dos Tibetanos que residem nas franjas norte e leste da província, mais próximo do Tibete. Boa parte deles acredita numa divindade Dzo-nga – uma espécie de yeti local – e na existência de um Vale da Imortalidade escondido na cordilheira. Pelo menos a crença no Beyul Dmoshong, é de tal forma real que, em 1962, um Lama Tibetano conduziu centenas de seguidores a encostas elevadas e nevadas da Kanchenjunga, numa peregrinação com o propósito de abrir caminho para esse mesmo vale.

Mas Sikkim não é feito só de montanhas e de redutos budistas. Durante muito tempo independente ou protectorado, o antigo reino viu-se incorporado na Índia, em 1975, durante a vigência de Indira Ghandi, após forte contestação contra a monarquia Chogyal e um referendo que teve como resultado 97.5% de Sim à entrada na União, mas cuja legalidade continua a ser rebatida.

Hoje, plenamente integrada, a província de Sikkim acolhe ainda um número crescente de Bengalis, muçulmanos vindos de Bihar e Marwaris, este, o trio étnico que prospera com o comércio na região sul de Sikkim e em Gangtok. Encontramo-los de cada vez que voltamos ao mercado Lal para reabastecermos, instalados nas suas bancas geminadas e repletas de fruta, vegetais da época e restantes víveres do ano inteiro.

Também noutras em que vendem os incontáveis vestuários e utensílios Made in China que, malgrado as péssimas relações entre a Índia e o Dragão, cruzam a fronteira a norte numa base regular e abastecem bem mais que Sikkim, todo Subcontinente.

Com o sol apontado ao zénite, a temperatura torna-se suportável. Damos por encerrada a contemplação e adoração da Kanchenjunga. Regressamos ao coração de Gangtok desejosos da papa de aveia aconchegante que, como crianças, pedinchamos ao Sir Bhutia para fugirmos aos pequenos-almoços indianizados.

Ao chegarmos à artéria principal MG Marg, uma estátua tão humilde como o próprio Mahatma Ghandi abençoa uma multidão multiétnica, jovem e de trajes ora ocidentalizados ora tradicionais que se cruza de forma bastante mais ordeira que a sul do Subcontinente. Curva e dividida em duas secções em função do relevo caprichoso, a MG Marg é a avenida por excelência de Gangtok. Sikkim orgulha-se do seu estatuto de província mais “verde”, orgânica e limpa da Índia. A MG Marg comprova, pelo menos, o último dos títulos. Quando a percorremos, entre lojas e lojinhas repletas de produtos de marcas famosas mas aldrabadas, agências, bares e restaurantes com visuais minimamente cuidados, entregamo-nos à impressão de que aterrámos num qualquer recanto europeu, ou da mais civilizada Ásia.

Dali, Gangtok ramifica-se numa fascinante rede de ladeiras e escadarias que mantem fortes as pernas dos moradores. Subimos a bordo do teleférico que serve a cidade e apreciamos, a uma boa distância panorâmica, o casario garrido e dependurado.

Numa outra manhã, Wangyal consegue a companhia e o jipe de um cunhado. Na maior parte do tempo em amena cavaqueira, os dois levam-nos ao lado de lá do rio Teesta e ao Mosteiro Rumtek, um dos mais emblemáticos mas também polémicos de Gangtok.

No início dos anos 90, o direito de posse e administração do mosteiro, o maior de Sikkim e o mais rico centro monástico da Índia gerou um estado de sítio.

Engane-se quem pense que o Budismo é só meditação e espiritualismo. Rebentaram verdadeiras batalhas campais entre as duas facções. Desde então, até hoje, o governo indiano mantém presentes militares de metralhadoras, com instruções para dispersarem quaisquer ataques perpetrados pelo lado que pretende reconquistar o mosteiro.

O ambiente é surreal. Quase nos hipnotiza um tema cerimonial místico de trompas e címbalos, adornado pelo gongo tocado por um jovem monge que chama os colegas para a aprendizagem do dia.

Ao som dessa banda sonora, passamos entre soldados volumosos e camuflados e atravessamos o pórtico principal. Visitantes indianos divertem-se a atirar moedas ao ar com o objectivo supersticioso de as imobilizar no cimo do mastro central da bandeira da paz. Um grande bando de pombos sobrevoa-os.

Procuramos um ponto de observação privilegiado quando damos com um outro grupo mais jovem de aprendizes sentado no chão de um terraço, entregue aos seus cadernos. O adulto que os supervisiona ausenta-se. De imediato, substituem os afazeres monásticos por sucessivas tropelias. Atraem os pombos com pedaços de chapatis deixados num canto da ala. A determinada altura, todas as aves deles se aproximam. Os pequenos religiosos atingem-nos com pedrinhas e bolas de farinha recém-produzidas. Assustados, os pombos esvoaçam por cima de nós, dão uma pequena volta de reconhecimento e regressam à mendigagem. A brincadeira repete-se até que o tutor regressa e os põe na linha com vergastadas vigorosas. Do lado de lá do pátio, numa das muitas camadas estruturais do templo, prosseguem as trompas, os címbalos e a cerimónia de homenagem e oferendas ao 16º Karmapa, que tem as suas relíquias numa estupa dourada e sagrada.

 Deixamos Rumtek entregue à paz podre em que caíra. Voltamos a Gangktok. À chegada, as luzes artificiais já iluminavam as cem mil vidas da cidade. Libertamos Sir Buthia para a sua e ficamos a ver o bingo do mercado de Lal alienar centenas de outras.

 

Os autores agradecem o apoio na realização deste artigo às seguintes entidades:  Embaixada da Índia em Lisboa; Ministry of Tourism, Government of India; Sikkim Tourism

Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.

Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.

Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a vetaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.

Tawang, Índia

O Vale Místico da Profunda Discórdia

No limiar norte da província indiana de Arunachal Pradesh, Tawang abriga cenários dramáticos de montanha, aldeias de etnia Mompa e mosteiros budistas majestosos. Mesmo se desde 1962 os rivais chineses não o trespassam, Pequim olha para este domínio como parte do seu Tibete. De acordo, há muito que a religiosidade e o espiritualismo ali comungam com um forte militarismo.

Guwahati, India

A Cidade Prolífica que Venera o Desejo e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.

Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.

Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Cria(ra)m Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes vegetais deslumbrantes às futuras gerações.

Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.

Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Arquitectura & Design
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Aterragem sobre o gelo
Aventura

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Cansaço em tons de verde
Cerimónias e Festividades

Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival. 

Telhados cinza
Cidades

Lijiang, China

Uma Cidade Cinzenta mas Pouco

Visto ao longe, o seu casario vasto é lúgubre mas as calçadas e canais seculares de Lijiang revelam-se mais folclóricos que nunca. Em tempos, esta cidade resplandeceu como a capital grandiosa do povo Naxi. Hoje, tomam-na de assalto enchentes de visitantes chineses que disputam o quase parque temático em que se tornou.

Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Smoke sauna
Cultura

Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. Mas o imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.

Fogo-de-artifício branco
Desporto

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Pedaço de Maldivas
Em Viagem

Maldivas

De Atol em Atol

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.

Punta Cahuita
Étnico

Cahuita, Costa Rica

Costa Rica de Rastas

Em viagem pela América Central, exploramos um litoral costariquenho tão afro quanto caribenho. Em Cahuita, a Pura Vida inspira-se numa fé excêntrica em Jah e numa devoção alucinante pela cannabis.

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Coreografia pré-matrimonial
História

Old Jaffa, Israel

Onde Assenta a Cidade que Nunca Pára

Telavive é famosa pela noite mais intensa do Médio Oriente. Mas, se os seus jovens se divertem até à exaustão nas discotecas à beira Mediterrâneo, é cada vez mais na vizinha Old Jaffa que dão o nó.

À boleia do mar
Ilhas

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Divino Havai

Maui é um antigo chefe e herói do imaginário religioso e tradicional havaiano. Na mitologia deste arquipélago, o semi-deus laça o sol, levanta o céu e leva a cabo uma série de outras proezas em favor dos humanos. A ilha sua homónima, que os nativos creem ter criado no Pacífico do Norte, é ela própria prodigiosa.

Verificação da correspondência
Inverno Branco

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Repouso anfíbio
Natureza

Mar Morto, Israel

À Tona d’água, nas profundezas da Terra

É o lugar mais baixo à superfície do planeta e palco de várias narrativas bíblicas. Mas o Mar Morto também é especial pela concentração de sal que inviabiliza a vida mas sustém quem nele se banha. 

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Lagoas fumarentas
Parques Naturais

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Visitantes
Património Mundial Unesco
Masada, Israel

O Último Baluarte Judaico

Em 73 d.C, após meses de cerco, uma legião romana constatou que os resistentes no topo de Masada se tinham suicidado. De novo judaica, esta fortaleza é agora o símbolo supremo da determinação sionista
Acima de tudo e de todos
Personagens

Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.

Pacífico celestial
Praia

Mo'orea, Polinésia Francesa

A Irmã que Qualquer Ilha Gostaria de Ter

A meros 17km de Taiti, Mo’orea não conta com uma única cidade e abriga um décimo dos habitantes. Há muito que os taitianos veem o sol pôr-se e transformar a ilha ao lado numa silhueta enevoada para, horas depois, lhe devolver as cores e formas exuberantes. Para quem visita estas paragens longínquas do Pacífico, conhecer também Mo’orea é um privilégio a dobrar.

Sombra vs Luz
Religião

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

A todo o vapor
Sobre carris

Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

Dança dos cabelos
Sociedade

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Devils Marbles
Vida Selvagem

Alice Springs a Darwin, Austrália

A Caminho do Top End

Do Red Centre ao Top End tropical, a Stuart Hwy percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, a grande ilha muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.