Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta


Himalaias urbanos

Vista do casario característico da cidade, a partir do cimo do seu mercado Lal.

SOS Nirvana

Um encontro celestial numa ponte elevada da capital de Sikkim

Uma estupada

Monge trabalha em frente da grande estupa sagrada de Do-Drul Chorten

Sortido Veg

Vendedora de vegetais do mercado Lal de Gangtok

1920 ??

Cena "cinéfila" de Rua em Gangtok

A deusa himalaia

Sol nasce e ilumina a Kanchenjunga, a terceira montanha mais elevada à face da Terra.jpg

Véu budista

O Mosteiro de Rumtek, um dos mais disputados de todos os domínios budistas

2º Toque

Jovem aprendiz budista convoca outros para as aulas no mosteiro Rumtek.

Kamal Saloon

Barbearia em pleno centro de Gangktok

Degraus para o céu

Arquitectura garrida e tibetana do mosteiro de Rumtek.

T.P.C.

Aprendizes budistas num raro momento de aplicação, no meio de muita traquinice

Um monte de saúde

Vendedores do mercado Lal de Gangtok nos seus postos elevados de trabalho.

Bingo !!

Pequena multidão participa em mais uma tarde de bingo no terraço do mercado Lal.

Contra o céu

Bandeiras de oração budistas estendidas nas imediações do templo hindu de Ganesh Tok.

Uma companhia felpuda

Criança entre dois figurantes de panda vermelho, o animal mascote da província de Sikkim.

Gol Gappa

Banca serve petiscos de gol gappa (também chamados de pani puri) bolas de massa ocas que podem ser servidas recheadas ou ensopadas nos mais distintos "sabores" indianos, doces ou salgados. 

Himalaias urbanos II

O casario de Gangtok, espraiado numa das primeiras elevações da cordilheira dos Himalaias.

Gatos de Buda

Gatos passeiam-se sobre uma varanda do mosteiro budista de Rumtek, o maior de Sikkim e da Índia.

Encosta acima

Vista do ponto de entrada menos elevado do teleférico de Gangtok.

Edifício do Namgyal Institute of Tibetology, um centro de investigação do Budismo Tibetano mas não só.

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção himalaia da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos creem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.

 Sir Wangyal Buthia revelou-se uma espécie de Winston “The Wolf” Wolfe de “Pulp Fiction”. Por distintas divergências, a nossa relação com os responsáveis pelo turismo de Sikkim começara bem mas depressa se com

plicou. Conhecemo-los no início de Dezembro. Desde Dezembro que tentávamos confirmar o nosso itinerário naquela província. Sir Buthia só seria informado de que nos iria acolher lá para 7 de Janeiro, dois dias antes de chegarmos. Nessa data, a maior parte das questões continuavam por desbloquear. Buthia resolveu-as a todas com incrível subtileza e humildade.

  “Ok. Sir… just enjoy. Everything is according to u. Let’s together florish Sikkim world wide” garante-nos com recurso a um tradutor automático e a mais positiva das atitudes. Quando o encontramos em Rangpo, onde Bengala Ocidental e Sikkim namoriscam, depressa confirmamos que Wangyal era o Zen em pessoa. Iluminados pelo seu conhecimento e luz espiritual, Gantkok e Sikkim pareceram-nos sempre mais radiosos.

O cicerone prenda-nos com os lenços khata, garantias sedosas da sinceridade e boa-vontade das suas intenções. De Rangpo, viajámos encosta acima apostados em espreitar o Festival Cultural Red Panda, um dos mais importantes de Sikkim. O evento realizava-se, no entanto, num estádio. A sua atmosfera artificial de betão e relva sintética anulava qualquer interesse fotográfico que nele pudessemos ter.

Malgrado o descontentamento dos seus superiores, Sir Buthia compreende os nossos motivos e anui. Definimos como paragem seguinte o Namgyal Institute of Tibetology. Este museu e estabelecimento emprega investigadores da língua e tradições do Tibete e do budismo tibetano. Nos últimos tempos, também o estudo e o registo informático da história dos cerca de sessenta mosteiros de Sikkim e dos seus documentos e obras.

Lá fazemos as nossas próprias investigações que só trocamos por outras, ali ao lado, em redor de Do-Drul Chorten, estupa que abriga livros e outras relíquias sagradas do budismo. Uma cerimónia religiosa para lá prevista mantêm vários jovens monges entretidos a cortar e a preparar flores, enquanto fiéis budistas fazem girar as 108 rodas de oração dispostas em redor do monumento.

Algum tempo depois, a inauguração do Red Panda Festival terminara. O trânsito voltava a fluir pela ladeira principal da cidade. Também nós nos dirigimos ao seu alto.

Precisávamos de comprar fruta para a noite. Wangyal conduz-nos ao edifício multipisos do grande mercado Lal. Quando chegamos à base, reconhecemos um corte do casario da cidade que tínhamos descoberto na Internet e que nos encantava. Esquecemos de imediato, as tangerinas e as uvas. Imploramos que nos leve ao terraço do mercado. Sir Buthia lidera a correria com que galgamos vários lances de escadas. No cimo, desvenda-nos um recanto escondido entre as muitas tendas de comidas típicas de Sikkim que preenchiam a orla do prédio. Desse recanto, apreciamos melhor a tal curva de casario arredondado, colorido e emblemático, minutos antes do pôr-do-sol, ao som de um bingo comunal que centenas de moradores de Sikkim – incluindo oficiais da polícia – ali jogam todos os fins de tarde. A noite não tardava a cair. Estávamos cansados da viagem matinal desde Kalimpong e a jornada seguinte de exploração começaria a horas impróprias.

A história enfiou Sikkim numa espécie de ranhura do mapa asiático. O antigo reino surge sob o Tibete, entre o Nepal e o Butão, com a fronteira entre o vasto subcontinente indiano e o Bangladesh logo abaixo. Os Himalaias também despontam no seu território. Uma parte exuberante há que dizê-lo, protagonizada pela terceira maior montanha da cordilheira e do Planeta.

Em Gangtok, desde que fora dos meses de monção, a Kanchenjunga está quase sempre presente.  Vimo-la despertar e rosar para o dia do topo ventoso e gélido de Tashi, um dos vários miradouros que servem a cidade.

 A temperatura roça os 0º. Um grupo de militares indianos em t-shirts aproveita a atmosfera espartana e treinam para uma qualquer estafeta que se avizinha. Já o sol, emerge, triunfante à partida, do leste nas nossas costas. Por breves instantes, rosa e doura os diversos pináculos dos Himalaias. Deixa-os entregue à frigidez da alvura e da altura enquanto um bando tresloucado de corvos segue o exemplo dos militares e compete entre si e contra o vento pelos melhores telhados, terraços e ramos das redondezas.

Mais que um pico majestoso, a Kanchenjunga faz parte da espiritualidade das gentes destas paragens. Dos Buthias e dos Lepchas. Ainda dos Nepalis que formam a maioria na província, têm a sua língua franca e deram o nome à nação vizinha. Por último, dos Tibetanos que residem nas franjas norte e leste da província, mais próximo do Tibete. Boa parte deles acredita numa divindade Dzo-nga – uma espécie de yeti local – e na existência de um Vale da Imortalidade escondido na cordilheira. Pelo menos a crença no Beyul Dmoshong, é de tal forma real que, em 1962, um Lama Tibetano conduziu centenas de seguidores a encostas elevadas e nevadas da Kanchenjunga, numa peregrinação com o propósito de abrir caminho para esse mesmo vale.

Mas Sikkim não é feito só de montanhas e de redutos budistas. Durante muito tempo independente ou protectorado, o antigo reino viu-se incorporado na Índia, em 1975, durante a vigência de Indira Ghandi, após forte contestação contra a monarquia Chogyal e um referendo que teve como resultado 97.5% de Sim à entrada na União, mas cuja legalidade continua a ser rebatida.

Hoje, plenamente integrada, a província de Sikkim acolhe ainda um número crescente de Bengalis, muçulmanos vindos de Bihar e Marwaris, este, o trio étnico que prospera com o comércio na região sul de Sikkim e em Gangtok. Encontramo-los de cada vez que voltamos ao mercado Lal para reabastecermos, instalados nas suas bancas geminadas e repletas de fruta, vegetais da época e restantes víveres do ano inteiro.

Também noutras em que vendem os incontáveis vestuários e utensílios Made in China que, malgrado as péssimas relações entre a Índia e o Dragão, cruzam a fronteira a norte numa base regular e abastecem bem mais que Sikkim, todo Subcontinente.

Com o sol apontado ao zénite, a temperatura torna-se suportável. Damos por encerrada a contemplação e adoração da Kanchenjunga. Regressamos ao coração de Gangtok desejosos da papa de aveia aconchegante que, como crianças, pedinchamos ao Sir Bhutia para fugirmos aos pequenos-almoços indianizados.

Ao chegarmos à artéria principal MG Marg, uma estátua tão humilde como o próprio Mahatma Ghandi abençoa uma multidão multiétnica, jovem e de trajes ora ocidentalizados ora tradicionais que se cruza de forma bastante mais ordeira que a sul do Subcontinente. Curva e dividida em duas secções em função do relevo caprichoso, a MG Marg é a avenida por excelência de Gangtok. Sikkim orgulha-se do seu estatuto de província mais “verde”, orgânica e limpa da Índia. A MG Marg comprova, pelo menos, o último dos títulos. Quando a percorremos, entre lojas e lojinhas repletas de produtos de marcas famosas mas aldrabadas, agências, bares e restaurantes com visuais minimamente cuidados, entregamo-nos à impressão de que aterrámos num qualquer recanto europeu, ou da mais civilizada Ásia.

Dali, Gangtok ramifica-se numa fascinante rede de ladeiras e escadarias que mantem fortes as pernas dos moradores. Subimos a bordo do teleférico que serve a cidade e apreciamos, a uma boa distância panorâmica, o casario garrido e dependurado.

Numa outra manhã, Wangyal consegue a companhia e o jipe de um cunhado. Na maior parte do tempo em amena cavaqueira, os dois levam-nos ao lado de lá do rio Teesta e ao Mosteiro Rumtek, um dos mais emblemáticos mas também polémicos de Gangtok.

No início dos anos 90, o direito de posse e administração do mosteiro, o maior de Sikkim e o mais rico centro monástico da Índia gerou um estado de sítio.

Engane-se quem pense que o Budismo é só meditação e espiritualismo. Rebentaram verdadeiras batalhas campais entre as duas facções. Desde então, até hoje, o governo indiano mantém presentes militares de metralhadoras, com instruções para dispersarem quaisquer ataques perpetrados pelo lado que pretende reconquistar o mosteiro.

O ambiente é surreal. Quase nos hipnotiza um tema cerimonial místico de trompas e címbalos, adornado pelo gongo tocado por um jovem monge que chama os colegas para a aprendizagem do dia.

Ao som dessa banda sonora, passamos entre soldados volumosos e camuflados e atravessamos o pórtico principal. Visitantes indianos divertem-se a atirar moedas ao ar com o objectivo supersticioso de as imobilizar no cimo do mastro central da bandeira da paz. Um grande bando de pombos sobrevoa-os.

Procuramos um ponto de observação privilegiado quando damos com um outro grupo mais jovem de aprendizes sentado no chão de um terraço, entregue aos seus cadernos. O adulto que os supervisiona ausenta-se. De imediato, substituem os afazeres monásticos por sucessivas tropelias. Atraem os pombos com pedaços de chapatis deixados num canto da ala. A determinada altura, todas as aves deles se aproximam. Os pequenos religiosos atingem-nos com pedrinhas e bolas de farinha recém-produzidas. Assustados, os pombos esvoaçam por cima de nós, dão uma pequena volta de reconhecimento e regressam à mendigagem. A brincadeira repete-se até que o tutor regressa e os põe na linha com vergastadas vigorosas. Do lado de lá do pátio, numa das muitas camadas estruturais do templo, prosseguem as trompas, os címbalos e a cerimónia de homenagem e oferendas ao 16º Karmapa, que tem as suas relíquias numa estupa dourada e sagrada.

 Deixamos Rumtek entregue à paz podre em que caíra. Voltamos a Gangktok. À chegada, as luzes artificiais já iluminavam as cem mil vidas da cidade. Libertamos Sir Buthia para a sua e ficamos a ver o bingo do mercado de Lal alienar centenas de outras.

 

Os autores agradecem o apoio na realização deste artigo às seguintes entidades:  Embaixada da Índia em Lisboa; Ministry of Tourism, Government of India; Sikkim Tourism

Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.

Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.

Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a vetaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.

Tawang, Índia

O Vale Místico da Profunda Discórdia

No limiar norte da província indiana de Arunachal Pradesh, Tawang abriga cenários dramáticos de montanha, aldeias de etnia Mompa e mosteiros budistas majestosos. Mesmo se desde 1962 os rivais chineses não o trespassam, Pequim olha para este domínio como parte do seu Tibete. De acordo, há muito que a religiosidade e o espiritualismo ali comungam com um forte militarismo.

Guwahati, India

A Cidade Prolífica que Venera o Desejo e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.

Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.

Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Cria(ra)m Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes vegetais deslumbrantes às futuras gerações.

Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.

Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Arquitectura & Design
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Alturas Tibetanas
Aventura

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e a experiência que não se deve arriscar subir à pressa.
Sombra de sucesso
Cerimónias e Festividades

Champotón, México

Rodeo debaixo de Sombreros

Com o fim do ano, 5 municípios mexicanos organizam uma feira em honra da Virgén de La Concepción. Aos poucos, o evento tornou-se o pretexto ideal para os cavaleiros locais exibirem as suas habilidades

Sem corrimão
Cidades

Brasília, Brasil

Da Utopia à Euforia

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.

Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Cultura
Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
Fogo-de-artifício branco
Desporto

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Em Viagem
De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Dança dos cabelos
Étnico

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Pura Nova Zelândia
História

Península de Banks, Nova Zelândia

Divinal Estilhaço de Terra

Vista do ar, a mais óbvia protuberância da costa leste da Ilha do Sul parece ter implodido vezes sem conta. Vulcânica mas verdejante e bucólica, a Península de Banks confina na sua geomorfologia de quase roda-dentada a essência da sempre invejável vida neozelandesa.

Cabana de Brando
Ilhas

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Recta Final
Inverno Branco

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Eternal Spring Shrine
Natureza

Garganta de Taroko, Taiwan

Nas Profundezas de Taiwan

Em 1956, taiwaneses cépticos duvidavam que os 20km iniciais da Central Cross-Island Hwy fossem possíveis. O desfiladeiro de mármore que a desafiou é, hoje, o cenário natural mais notável da Formosa.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Fila chilena
Parques Naturais

Pucón, Chile

A Brincar com o Fogo

Pucón abusa da confiança da natureza e prospera no sopé da montanha Villarrica.Seguimos este mau exemplo por trilhos gelados e conquistamos a cratera de um dos vulcões mais activos da América do Sul.

Cortejo garrido
Património Mundial Unesco

Suzdal, Rússia

1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.

Palestra
Personagens

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Mini-snorkeling
Praia

Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso a “A Praia”

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.

Céu Divinal
Religião

Monte Sinai, Egipto

Força nas Pernas e Fé em Deus

Moisés recebeu os Dez Mandamentos no cume do Monte Sinai e revelou-os ao povo israelita. Hoje, centenas de peregrinos vencem, todas as noites, os 4000 degraus daquela dolorosa mas mística ascensão.

Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
Trólei Azul
Sociedade

Oslo, Noruega

Uma Capital Sobrecapitalizada

Um dos problemas da Noruega tem sido decidir como investir os milhares milhões de euros do seu fundo soberano recordista. Mas nem os recursos desmedidos salvam Oslo das suas incoerências sociais.

Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilômetros de Nampula, fruta tropical é coisa que não falta.
Perigo de praia
Vida Selvagem

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.