Curitiba, Brasil

A Vida Elevada de Curitiba


Presa por vários arames

Fim do dia na ópera de Arame, uma das várias obras arquitectónicas originais e emblemáticas de Curitiba

Música e vinho

Três jovens animam a feira do bairro "italiano" de Santa Felicidade.

Casario colorido

Curitiba vista da torre panorâmica da Telepar, hoje pertença da operadora Oi.

Igreja "ucraniana"

A igreja ortodoxa de São Jorge, uma de várias erguidas pela comunidade cristã ortodoxa da cidade.

Olho de arquitecto

O Museu Oscar Niemeyer ou do "olho" como é mais informalmente conhecido pelos curitibenses.

Histórico e menos histórico

Contraste extremo na arquitectura do centro da capital do Paraná.

Sem pressas

Pai e filho repousam na sombra de um dos inúmeros jardins da cidade.

Dia de Mercadinho

Frequentadores animam o mercado do Largo da Ordem, uma das zonas mais antigas de Curitiba.

Não é só a altitude de quase 1000 metros a que a cidade se situa. Cosmopolita e multicultural, a capital paranaense tem uma qualidade de vida e rating de desenvolvimento humano que a tornam um caso à parte no Brasil.

Os dias maléficos de chuva tinham finalmente dado de si. Prendados por um sol sub-tropical radiante, aventuramo-nos numa feira realizada no bairro “italiano” de Santa Felicidade. Ali, desfasado dos transeuntes pelo visual anacrónico, um trio pitoresco toca clássicos rurais vinícolas da Ligúria, enriquecidos pelo acordeão e pela viola, e entoados por um vocalista de boina que, durante toda a actuação, adopta uma pose tão fidedigna como o traje e conserva uma mão no bolso enquanto, com a outra, segura um copo de vinho.

Em grande parte moradores da capital “europeia” do Brasil, os transeuntes reconhecem-se na atmosfera que o pequeno trio recria. Passeiam-se e espreitam cada uma das bancas com interesse redobrado. Convivem e provam o que mais os atrai, incluindo pinhões dos mais variados tipos. Curitiba foi fundada por colonos portugueses, em 1693, entre milhares de pinheiros araucária imponentes. O seu próprio nome advém dessa abundância. Os indígenas tupi chamavam-lhe a terra dos pinhões. Os portugueses ainda tentaram instituir Vila da Nossa Senhora da Luz dos Pinhais mas, a meio do século XVIII, era já o nome tupi que vigorava.

Por essa altura, a faixa costeira da zona era esparsamente povoada. A economia dos poucos pioneiros portugueses e dos caboclos aqui e ali em conflito com os nativos baseava-se na venda de madeira e na pecuária.

Mas, a partir de 1853, por decreto do Imperador D. Pedro II, a região assegurou a autonomia face à província de São Paulo. A falta de mão-de-obra provava-se então de tal forma prejudicial que o governador encorajou a vinda de forasteiros e aderiu ao programa oficial de fomento à imigração europeia. O velho continente mantinha-se assolado pela desigualdade social e por sucessivas guerras que alimentavam a pobreza. Como era de esperar, milhares de almas ansiosas por incentivos semelhantes, zarparam em direcção ao Atlântico do Sul. Em 1871, chegaram ao Paraná 164 famílias de polacos, seguidos de genoveses e de ucranianos, estes últimos reforçados por duas levas distintas após o fim de ambas Grandes Guerras. Nesses períodos, instalaram-se mais alemães, suíços, eslavos, suecos e franceses, bem como árabes provenientes do Líbano e da Síria, holandeses, japoneses e espanhóis, para mencionar apenas as comunidades mais representadas.

O primeiro dos fluxos conferiu um estímulo decisivo no aproveitamento da terra fértil. Os recém-chegados plantaram-na com café, erva mate e soja em vastas áreas até do interior do estado.

Curitiba está situada no cimo de um grande desfiladeiro que surgia na rota que ligava São Paulo ao Rio Grande do Sul. Numa altura em que o café e a criação de gado despontavam, também se assumiu como uma paragem incontornável dos gaúchos e suas manadas.

A meio do século XIX, uma nova vaga de portugueses juntou-se aos pioneiros que haviam ocupado a zona litoral de Paranaguá. Rumaram para o interior atraídos pelo estímulo das plantações de café e instalaram-se nas áreas actuais de Londrina, Maringá, Campo Mourão e Umuarana.

A ironia das ironias é que, hoje, quando nos encontramos com brasileiros que se mudaram para Portugal desde há vinte anos atrás, muitos daqueles que conhecemos e com quem falamos, são provenientes desse mesmo interior paranaense onde se limitavam a subsistir cada vez com mais dificuldades: “ah vocês conhecem Iguaçu, Londrina também, sério?” pergunta-nos, surpreendido, o caixa de uma das frutarias de Benfica em que, durante o Verão, nos abastecemos de quando em quando. “vejam só que eu vivi toda a minha vida em Londrina, ali tão perto, e nunca deu pra ir a Iguaçu … Na altura em que tivemos que decidir, o Brasil entrou numa crise séria. Apesar de Curitiba estar bem acima de quase todo o país, nessa altura, já tínhamos conhecidos em Lisboa. Lisboa dava mais garantias.”

Mais tarde, subimos à Torre de telecomunicações e panorâmica da Telepar (hoje Oi, ou ainda das Mercês) na companhia de uma funcionária do turismo local. Já orientada em termos profissionais Delianne, não se esquiva a elogiar o cenário urbano em que cresceu, contra a lógica do caixa emigrante que conhecíamos em Portugal: “é um lugar especial, Curitiba. Quem consegue fazer vida boa aqui, tem muita sorte, mesmo. Quem dera que todas as cidades do Brasil fossem assim tão seguras e evoluídas.”

Desvendamos a frente de arranha-céus comedidos dispostos de forma mais ou menos improvisada no distrito comercial da quase megalópole, a prova mais evidente da sua já longa prosperidade.  Daquelas alturas, também nos é fácil constatar como os espaços verdes se tornaram numa espécie de fetiche em detrimento da mais selvagem especulação urbanística. Neles, mais que encontrar simples retiros de lazer, os moradores habituaram-se a conviver com o seu passado e com o dos seus concidadãos.  Tanto o brasileiro, como o anterior.

Deixamos o mercadinho animado do Bairro da Felicidade e rumamos ao enorme Parque Tingui. O parque foi dedicado ao povo tupi-guarani. Assim o prova a estátua de bronze do cacique Tindiquera colocada junto ao porta de entrada. A estátua reproduz o líder da tribo Tingui (“narizes afiados”) que controlava a região quando os primeiros portugueses ali aportaram.

Essa homenagem não invalida a presença do Memorial Ucraniano, uma igreja ortodoxa de madeira trazida do interior do estado para homenagear o fluxo de imigrantes ucranianos e que os seus descendentes continuam a visitar para lá deixar as suas preces e mensagens escritas.

Deparamo-nos com fenómenos semelhantes nos distintos bosques dos arredores atribuídos às diferentes comunidades da cidade: tanto são “alemães” e recontam a história dos irmãos Grimm, como se revelam “italianos” e abrigam uma enorme panela de polenta, como a que fervia na Feira do Bairro da Felicidade. Há também um português, munido de oito pilares decorados por azulejos com versos de poetas lusófonos ilustres dos séculos XVI ao XX e que identificam os PALOP’s. E um polonês, caso do baptizado em honra do papa João Paulo II após a sua visita à cidade em 1980.

Com o passar do tempo e o desconhecimento do continente europeu levou a que o curioso termo tivesse sido adaptado pelo povo para definir os brasileiros de cabelo e olhos claros oriundos do leste da Europa, não necessariamente da Polónia. O próprio Clemente, o anfitrião com sangue e “cantar” italiano que nos ajudou a explorar muito do estado do Paraná, recorria ao termo para explicar a normalidade de famílias que mais pareciam ter saído de Kiev ou de Kalininegrado. “Ué, são poloneses, né? O Brasil não é só os vossos descendentes, negro, índio e mulato. Os poloneses cá do sul são isso assim.”

Quando o pretexto não é o étnico, Curitiba edifica e requalifica em nome das artes, se assim se justificar, sem qualquer pretexto, desde que a obra contribua para a dignificação da cidade e dos curitibanos.

Onde existia uma velha pedreira, o município construiu, em ferro e vidro, a exuberante Ópera de Arame inspirada na de Paris. Passamos pelo Jardim Botânico Fanchette Rischbieter, onde uma estufa reluzente é o coração de um espaço com cerca de 25 hectares que concentra os atributos da flora regional e as principais plantas do Brasil. E no estilo arrojado que tornou famoso o autor, o museu Óscar Niemeyer – ou “do olho”, como é conhecido localmente – surge semi-suspenso pela sua sofisticação arquitectónica. Estes são alguns exemplos.

A riqueza patrimonial e o dinamismo de Curitiba parecem não ter limites. Em jeito de recompensa, em 2003, a UNESCO elegeu-a como a Capital Americana da Cultura. O prémio actuou como incentivo extra. Daí para cá, muitas mais foram as obras e eventos que o continuaram a justificar e a dar sentido aos dias atarefados dos residentes que sustentam o quinto maior PIB do Brasil.

A contar pelas estações-tubo de autocarro futuristas em que aguardamos bem abrigados da chuva, pela quantidade de ciclistas que percorrem a vasta rede de ciclovias local, diríamos mais facilmente que estávamos no Japão ou em Berlim que numa capital de estado brasileira, mas Curitiba é um caso à parte. Ao contrário do que se passou com a vizinha São Paulo, com o Rio de Janeiro e também com a mais jovem Brasília, até há algumas décadas atrás, Curitiba tinha crescido e chegado a quase 2 milhões de habitantes de forma quase imaculada. Hoje, apesar de ter cedido à pressão populacional e à invasão de algumas favelas, continua a destacar-se por uma qualidade de vida e diversidade que é única no território brasileiro e que respeita os seus próprios antecedentes históricos.

Entre tantos jardins e monumentos arrojados, arranjamos tempo para passar a Praça Tiradentes, admiramos a Catedral Metropolitana e avançamos pelo túnel pedestre até ao velho Largo da Ordem. Ali, muitos dos edifícios seculares da cidade foram restaurados e aprimorados e o calçadão negro serve de base para mais um mercado, este belo e amarelo. É a cor da maior parte do casario que o cerca e das banquinhas em que alguns vendedores montam os seus negócios, bem mais confortáveis que dezenas de outros comerciantes de roupa e livros usados que os expõem directamente no chão para consulta e regateio de centenas de acocorados. Logo ao lado, uma loja desvia-nos, por momentos, a atenção da feirinha e da sua encantadora genuinidade. A calçada portuguesa que a precede, o seu nome e a mercancia em que se especializaram, dizem-nos, uma vez mais, muito de Curitiba: “Gepetto: Brinquedos”.

Passo da Lontra, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.

Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.

Florianópolis, Brasil

O Legado Açoriano do Atlântico Sul

Durante o século XVIII, milhares de ilhéus portugueses perseguiram vidas melhores nos confins meridionais do Brasil. Nas povoações que fundaram, abundam os vestígios de afinidade com as origens.

Goiás Velho, Brasil

Uma Sequela Da Febre do Ouro

Dois séculos após o apogeu da prospecção, perdida no tempo e na vastidão do Planalto Central, Goiás estima a sua admirável arquitectura colonial, a riqueza supreendente que ali continua por descobrir.

Brasília, Brasil

Da Utopia à Euforia

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.

Lençois da Bahia, Brasil

Nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.

Barragem Itaipu, Brasil

A Febre do Watt

Em 1974, milhares de brasileiros e paraguaios confluíram para a zona de construção da então maior barragem do Mundo. 30 anos após a conclusão, Itaipu gera 90% da energia paraguaia e 20% da do Brasil.

Cataratas Iguaçu, Brasil/Argentina

O Grande Splash

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.

Um
Arquitectura & Design

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

Aventura
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Cerimónias e Festividades
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Gentlemen Club & Steakhouse
Cidades

Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.

Ilha menor
Comida

Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.

Seydisfjordur
Cultura

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando a frota pesqueira de Seydisfjordur foi comprada por armadores de Reiquejavique, a povoação teve que se adaptar. Hoje captura discípulos de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.

Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

A derradeira luz
Em Viagem

Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.

Cowboys basotho
Étnico

Malealea, Lesoto

O Reino Africano dos Céus

O Lesoto é o único estado independente situado na íntegra acima dos mil metros. Também é um dos países no fundo do ranking mundial de desenvolvimento humano. O seu povo altivo resiste à modernidade e a todas as adversidades no cimo da Terra grandioso mas inóspito que lhe calhou.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
O atoleiro de Magalhães
História

Cebu, Filipinas

O Atoleiro de Magalhães

Tinham decorrido quase 19 meses de navegação pioneira e atribulada em redor do mundo quando o explorador português cometeu o erro da sua vida. Nas Filipinas, o carrasco Datu Lapu Lapu preserva honras de herói. Em Mactan, uma sua estátua bronzeada com visual de super-herói tribal sobrepõe-se ao mangal da tragédia.

Lombok
Ilhas

Gili Islands, Indonésia

As Ilhas que Não Passam Disso Mesmo

São tão humildes que ficaram conhecidas pelo termo bahasa que significa apenas ilhas. Apesar de discretas, as Gili tornaram-se o refúgio predilecto dos viajantes que passam por Lombok ou Bali.

Lenha
Inverno Branco

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Baie d'Oro
Literatura

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Meandros do Matukituki
Natureza

Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas. 

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Um meandro demoníaco
Parques Naturais

Fish River Canyon, Namíbia

As Entranhas Namibianas de África

Quando nada o faz prever, uma vasta ravina fluvial esventra o extremo meridional da Namíbia. Com 160km de comprimento, 27km de largura e, a espaços, 550 metros de profundidade, o Fish River Canyon é o grande canyon de África. E um dos maiores desfiladeiros à face da Terra.

Arranha-céus maltês
Património Mundial Unesco

Valletta, Malta

As Capitais Não se Medem aos Palmos

Por altura da sua fundação, a Ordem dos Cavaleiros Hospitalários apodou-a de "a mais humilde". Com o passar dos séculos, o título deixou de lhe servir. Em 2018, Valletta será a Capital Europeia da Cultura mais exígua de sempre e uma das mais recheadas de história e deslumbrantes de que haverá memória.

Verificação da correspondência
Personagens

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Aulas de surf
Praia

Waikiki, Havai

A Invasão Nipónica do Havai

Décadas após o ataque a Pearl Harbour e da capitulação na 2ª Guerra Mundial, os japoneses voltaram ao Havai armados com milhões de dólares. Waikiki, o seu alvo predilecto, faz questão de se render.

As forças ocupantes
Religião

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

À sombra da árvore
Sociedade

PN Tayrona, Colômbia

Quem Protege os Guardiães do Mundo?

Os indígenas da Serra Nevada de Santa Marta acreditam que têm por missão salvar o Cosmos dos “Irmãos mais Novos”, que somos nós. Mas a verdadeira questão parece ser: "Quem os protege a eles?"

Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilômetros de Nampula, fruta tropical é coisa que não falta.
Refeição destemida
Vida Selvagem

Norte de Queensland, Austrália

Uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.

Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.