Santa Maria, Açores

Ilha-Mãe dos Açores Há Só Uma


Baía profunda

O casario de São Lourenço, encaixado numa enseada verdejante de Santa Maria.

Irmãos do campo

Vitor e Luís, irmãos moradores das imediações de Santa Bárbara, numa pausa dos seus afazeres rurais.

Solitude

O farol Gonçalo Velho, avisa as embarcações do extremo sudeste de Santa Maria

De olho na pré-história

A Calçada dos Gigantes, um impressionante testemunho geológico quase no término da Ribeira de Maloás.

Homem & Natureza

O casario de Santa Bárbara, uma das povoações mais tradicionais da ilha de Santa Maria.

Barcos em terra

Casas e chaminés típicas de Santa Maria, diz-se que inspiradas nas chaminés dos barcos a vapor antes usados pelos emigrantes açorianos.  

Quase lá

Mota chega ao cimo de uma curva em forma de rampa junto ao farol de Gonçalo Velho.

Pecuária de peso

Porca passeia-se junto a uma canada, à entrada da aldeia de Malbusca.

Foi a primeira do arquipélago a emergir do fundo dos mares, a primeira a ser descoberta, a primeira e única a receber Cristovão Colombo e um Concorde. Estes são alguns dos atributos que fazem de Santa Maria especial. Quando a visitamos, encontramos muitos mais.

O avião faz-se à costa sul de Santa Maria, Açores, para se alinhar com o princípio da pista, que ocupa uma boa porção do extremo nascente da ilha. Partilharmos a janela oval e acompanhamos a manobra e as vistas inaugurais. Surpreende-nos o castanho-terra predominante. Nas oito vizinhas do arquipélago, o tom monopolista provara-se o verde com desvios de amarelado.

Aterragem Suave no Algarve Açoriano

Tudo indicava que o derradeiro reduto meridional e oriental dos Açores abrigava a excepção. Santa Maria é o Algarve açoriano, afiançam-nos alguns nativos. “Temos o melhor clima e as melhores praias mas também os Açores mais convencionais. Esperem só até passar para o lá do Pico Alto que já vão ver. Não tardamos a fazê-lo.

Antes disso, já instalados nos arredores de Vila do Porto, invertemos o sentido habitual das coisas e descemos aos Anjos. Encontramos a Ermida da Nª Senhora local de portas fechadas.

Por pouco tempo. Ao ver-nos rondar a porta, uma senhora à janela de uma casa térrea ao lado começou por investigar se a Santa Trindade nos avalizaria a visita àquela que se crê ter sido a primeira igreja mandada erguer pelo Infante Dom Henrique nos Açores, em 1439, na sua versão original em madeira e feno, alguns anos depois substituída pela actual.

A Visita Atribulada de Cristovão Colombo

Aparentemente a guardiã aprovou-a ou, pelo menos, decorreram apenas uns breves minutos até nos aparecer com a chave na mão e uma única, simples prece: “depois, voltem, por favor, a fechar e devolvam-ma.” Um Cristovão Colombo em estátua magnificada de bronze contempla o horizonte do Atlântico mas parece acompanhar-nos os movimentos de soslaio. Mal deixamos o interior singelo mas peculiar do templo, somo nós a revivê-lo e à história da sua passagem efémera pela ilha.

Pouco demorou após o início do povoamento até que a ilha sofresse ataques de piratas e corsários berberes. O próprio Colombo foi vítima desses ataques, se bem que por tabela. No início 1493, regressava da sua viagem de descobrimento da América. A caravela Santa Maria já se havia afundado nas Caraíbas.

Em pleno Atlântico, a Niña e a Pinta perderam-se. Colombo conduziu a Niña até à ilha de Santa Maria. Ao aportar, começou por receber víveres de três dos nem cem habitantes de então. No dia seguinte, enviou um batel com dez homens destinados à Ermida dos Anjos em busca de um sacerdote que rezasse uma missa de graças pela boa fortuna da viagem.

A embaixada começou por correr mal. Receosos de que se tratassem de piratas, os moradores, liderados pelo lugar-tenente Capitão João de Castanheira, aprisionaram cinco desses homens. Os restantes fugiram para o navio. Três dias depois, Castanheira conferiu as credenciais de Colombo e acolheu-o.

O Retorno Quase Trágico à Europa. Via Lisboa

O navegador só deixou Santa Maria seis dias após ter aportado, com o navio reparado e abastecido. Rumou a Lisboa onde chegou sob uma terrível tempestade. A população que acompanhou a nau batidas pelas enormes vagas rejubilou com a sua sorte.

Colombo ficou nove dias em Lisboa e arredores. Neste período que permanece envolto em controvérsia e em que conferenciou com D. João II, ele e a tripulação terão sido recebidos como heróis e recompensados com avultadas dádivas.

Uma das mais persistentes teorias históricas defende que, debatida a estratégia diplomática a seguir, o rei português deixou claro que a Espanha deveria concentrar-se nas novas Índias descobertas por Colombo e não interferir com África e o caminho para a Índia via Cabo da Boa Esperança.

Barreiro da Faneca: uma estranha Santa Maria argilosa

Invertemos caminho. Não tardamos a acertar com a estrada de terra para o Barreiro da Faneca. À entrada deste vasto descampado árido, argiloso e ondulado pelas torrentes de água das chuvas, cercado de vegetação arbórea verdejante, partilhamos a sensação de ter aterrado em Marte. De lá, seguimos para o Pico Alto (587 m), o ponto mais elevado daquele retalho terráqueo.

Vencidos os derradeiros degraus, já sobre este zénite florestado contemplamos a ilha a toda a volta, a mesma secção mais seca para sul que tínhamos avistado do avião. E quanto mais meridional, mais ervada e molhada a paisagem.

A Tragédia Aérea do Pico Alto

Em 8 de Fevereiro de 1989, os pilotos a bordo do Boeing 707-301 da Independent Air provindo de Bergamo e destinado a Punta Cana pouco ou nada viam em redor antes da ocorrência daquele que se tornou no acidente aéreo em território português com mais vítimas.

Uma dupla falha na comunicação entre a torre de comando e os pilotos e, acima de tudo a péssima preparação e desempenho destes fez com que falhassem a altitude de abordagem da pista despenhassem o avião contra o Pico Alto.

Isto apesar de a pista do Aeroporto de Santa Maria – construída pelos norte-americanos na 2ª Guerra Mundial para reforçar o seu esforço de guerra – receber, a essa data, frequentes Concordes em escalas das suas viagens transatlânticas, como recebeu o igualmente supersónico Antonov 124.

Com o passar das décadas, a autonomia das novas aeronaves aumentou. O Aeroporto de Santa Maria perdeu grande parte do seu antigo tráfego.

Rumo a Santa Bárbara, sem Sinal de Trovões

Das alturas comedidas do Pico Alto, descemos, sem percalços, em direcção a Santa Bárbara. Nesta povoação, surpreende-nos a beleza arquitectura. As casas são brancas com esquinas e molduras azuis.

Projectam-se delas grandes chaminés cilíndricas que os nativos chamaram “de chaminés de vapor” enquanto repudiam os autores de todas as conclusões de que foram trazidas por povoadores pioneiros vindos do Algarve.

A sua verdadeira inspiração terão sido os barcos a vapor em que os emigrantes açorianos partiam rumo às Américas e delas regressavam. Hoje, propulsionam as viagens motores a jacto mas ainda são raros os marienses sem, no mínimo, parentes no Canadá ou nos E.U.A..

Encontramos dois deles a trabalharem na sua propriedade à entrada de Santa Bárbara. Artur e Vítor são irmãos, de apelido Luís. Um tractor chinês chama-os às tarefas. Nós, tudo fazemos para os desencaminharmos para uns momentos de conversa. Tímidos, de início, tentam despachar-nos. Insistimos com a máxima cortesia e humor possíveis.

Artur e Vitor Luís, Irmãos do Campo com Algum Tempo para a Conversa

Por fim, silenciam o tractor, adiam os afazeres e dedicam-se só estes compatriotas do continente. Ao contrário de o que acontecera com outros agricultores com quem havíamos contactado em São Miguel, o seu sotaque era-nos perceptível. À medida que todos nos soltamos, o convívio revela-se tão divertido como estimulante.

Vítor Luís é o falador. Artur mantém-se à reserva. Completa, com achegos, o discurso do irmão. Como nos contam, a mãe de ambos tem uns vinte irmãos e eles não conhecem nem metade. “Alguns vivem na América, outros no Canadá. Pois, exacto. É por isso que trabalhamos com bonés destas equipas de lá!” (n.A. equipas de futebol americano de São Francisco e Seattle).

“Vítor confessa-nos ainda, sem qualquer pejo: “a minha mulher tem uma irmã gémea mas é raro eu conviver com a família dela.” Quando arriscamos perceber o porquê, refugia-se na piada. “É melhor assim mesmo. Já viu se eu, depois, me engano.” Vinte minutos depois, deixamo-los entregues aos afazeres.

Apontamos para o centrinho de Santa Bárbara que encontramos disposto em redor da igreja homónima. Entramos num café-mercearia, descansamos e recuperamos forças. Prosseguimos, então, em direcção à costa leste de Santa Maria.

Das Alturas de São Lourenço a Santo Espírito

Ao chegarmos ao miradouro do Espigão, no cimo da encosta que esconde São Lourenço, a luz solar incide de forma intermitente nos currais, nas vinhas por eles protegidas, no casario afundado na meia cratera e à mercê do Atlântico para diante. As nuvens filtram essa luz.

Tornam a povoação e a sua longa praia ainda mais mística do que a localização extrema já providenciava. Regressamos pela mesma estrada ziguezagueante acima e procuramos pelo Poço da Pedreira, um grande paredão rosado de uma pedra de cantaria mariense que tem, na sua base, uma lagoa em atapetada de relva viçosa.

Pouco depois de com ele darmos, desata a chover forte pelo que apostamos na clemência meteorológica de Santo Espírito, a paróquia civil porque passava o eixo rodoviário da ilha. Nos tempos iniciais da colonização, as suas comunidades dispersas de povoadores recolhiam urzela nos penhascos da região de Malbusca bem altos, ao longo do mar.

Faziam-no dentro de cestos que desciam à altura da falésia em que avistavam os fungos. E voltavam a içar quando terminavam encher os cestos. A urzela assim reunida era exportada para a Flandres onde os artesãos locais a empregavam na coloração de tecidos e outros.

Esta freguesia recebeu o nome por ter sido ali que foi dita missa, pela primeira vez após a colonização da ilha, antes de se mudarem para Santana.

Rumo aos Confins Orientais dos Açores

Nos dias que correm, o âmago religioso da actual Santo Espírito reside na igreja da Nª Sª da Purificação, de construção do século XVI, barroca em pedra basáltica semi-pintada de branco de forma a constituir um mosaico e com o seu frontispício acrescentado no século XVIII, recortado em formas arredondadas contra o céu. Chegamos a hora de trabalho e nem no bar-banda Recreio Espiritense a povoação se mostra animada.

Seja como for, faltam alguns quilómetros para o derradeiro recanto açoriano a oriente, o mais próximo do Continente português que dali dista 1436 km.

De Santo Espírito para leste, a estrada desce sem parcimónia e concede vistas grandiosas sobre os cenários costeiros abaixo, como o miradouro Vigia da Baleia de onde as antigas sentinelas patrulhavam o Atlântico em busca de cetáceos.

Não vemos sinal de baleias mas o panorama do Farol de Gonçalo Velho a meia encostas e a escadaria que além conduzem pejadas de cactos, mantêm-nos entretidos por um bom tempo.

Em Busca da Evasiva Calçada do Gigante

Deixamos de vez a via principal da ilha, com o objectivo de regressámos a Vila do Porto pela costa sul de Santa Maria. Apostamos em achar a Ribeira dos Maloás. Na aldeia de Malbusca, buscamos por alguém a quem procurar o caminho.

Em vez de gente, damos com uma porca bamboleante que desce uma canada íngreme e se detém a cheirar-nos o carro, curiosa quanto ao obstáculo quente que lhe barrara a evasão.

Passada meia-hora, lá achamos o monumento geológico. Jazia no fim de um trilho ladeado por cactos, à beira de um abismo que dava para um Atlântico rude mas cristalino, de tons sedutores.

Com o mar iminente, a determinada altura, a Ribeira de Maloás precipita-se numa queda d’água com cerca de 20 metros. Ali se esconde a impressionante Calçada dos Gigantes de Santa Maria, uma escultura geológica pré-histórica que agrupa colunas basálticas.

Sabendo o que sabemos hoje, só nos teríamos arrependido de ter ignorado um lugar assim. Nas derradeiras horas de luz, completamos o percurso para Vila do Porto. Com uma breve escala estratégica na Praia Formosa que a antecede.

 

ESTA REPORTAGEM FOI REALIZADA COM O APOIO DE:

AZORESAIRLINES.PT

SATA.PT

Peneda-Gerês, Portugal

Do "Pequeno Tibete Português" às Fortalezas do Milho

Deixamos as fragas da Srª da Peneda, rumo ao vale do Vez e às povoações que um imaginário erróneo apelidou de “tibetanas”.  Dessas aldeias socalcadas, passamos por outras famosas por guardarem, como tesouros dourados e sagrados, as espigas que colhem. Caprichoso, o percurso revela-nos a natureza resplandecente e a fertilidade verdejante destas terras minhotas.
Castro Laboreiro, Portugal  

No Cimo Raiano-Serrano de Portugal

Chegamos à eminência da Galiza, a 1000m de altitude e até mais. Castro Laboreiro e as aldeias em redor impõem-se à monumentalidade granítica das serras e do Planalto da Peneda e de Laboreiro. Como o fazem as suas gentes resilientes que, entregues ora a Brandas ora a Inverneiras, ainda chamam casa a estas paragens deslumbrantes.
Ilha Terceira, Açores

Terceira: e os Açores continuam Ímpares

Foi chamada Ilha de Jesus Cristo e irradia, há muito, o culto do Divino Espírito Santo. Abriga Angra do Heroísmo, a cidade mais antiga e esplendorosa do arquipélago. Estes são apenas dois exemplos. Os atributos que fazem da Terceira especial não têm conta.
Ilha das Flores, Açores

Confins Inverosímeis de Portugal

Onde, para oeste, até no mapa as Américas surgem remotas, a Ilha das Flores abriga o derradeiro domínio idílico-dramático açoriano e quase quatro mil florenses rendidos ao fim-do-mundo deslumbrante que os acolheu.
São Miguel, Açores

O Grande Éden Micaelense

Uma biosfera imaculada que as entranhas da Terra moldam e amornam exibe-se, em São Miguel, em formato panorâmico. São Miguel é a maior das ilhas portuguesas. E é uma obra de arte da Natureza e do Homem no meio do Atlântico Norte plantada.
Ilha do Pico, Açores

Com o Atlântico aos Pés

Por um mero capricho vulcânico, o mais jovem retalho açoriano projecta-se no apogeu de rocha e lava do território português. A ilha do Pico abriga a sua montanha mais elevada e aguçada. Mas não só. É um testemunho da resiliência e do engenho dos açorianos que domaram esta deslumbrante ilha e o oceano em redor.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Wall like an Egyptian
Arquitectura & Design
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Festival MassKara, cidade de Bacolod, Filipinas
Cerimónias e Festividades
Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.
Uma espécie de portal
Cidades

Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Flórida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.

Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Conversa entre fotocópias
Cultura

Inari, Finlândia

A Assembleia Babel da Nação Sami

A nação sami é afectada pela ingerência das leis de 4 países, pelas suas fronteiras e pela multiplicidade de sub-etnias e dialectos. Mesmo assim, no parlamento de Inari, lá se vai conseguindo governar

Fogo-de-artifício branco
Desporto

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Erika Mae
Em Viagem

Filipinas

Os Donos da Estrada

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, os filipinos transformaram milhares de jipes norte-americanos abandonados e criaram o sistema de transporte nacional. Hoje, os exuberantes jeepneys estão para as curvas

Convívio masai
Étnico

Masai Mara, Quénia

Um Povo Entregue à Bicharada

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.

arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Teatro de Manaus, Brasil
História
Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.
Repuxo Merlion
Ilhas

Singapura

A Ilha do Sucesso e da Monotonia

Habituada a planear e a vencer, Singapura seduz e recruta gente ambiciosa de todo o mundo. Ao mesmo tempo, parece aborrecer de morte alguns dos seus habitantes mais criativos.

Cavalos sob nevão, Islândia
Inverno Branco
Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

Quando, a meio de Maio, a Islândia já conta com o aconchego do sol mas o frio mas o frio e a neve perduram, os habitantes cedem a uma fascinante ansiedade estival.
Silhueta e poema
Literatura

Goiás Velho, Brasil

Uma Escritora à Margem do Mundo

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro

Caminhada Suprema
Natureza

Savuti, Botswana

O Domínio dos Leões Comedores de Elefantes

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Pitões das Júnias, Montalegre, Portugal
Parques Naturais
Montalegre, Portugal

Lá pelo Alto de Trás-os-Montes

Mudamo-nos das Terras de Bouro para as do Barroso. Com base em Montalegre, deambulamos à descoberta das povoações e outros lugares deslumbrantes deste cimo elevado e raiano de Portugal. Se é verdade que o Barroso já teve mais habitantes, visitantes não lhe deviam faltar.
Comunismo Imperial
Património Mundial UNESCO

Hué, Vietname

A Herança Vermelha do Vietname Imperial

Sofreu as piores agruras da Guerra do Vietname e foi desprezada pelos vietcong devido ao passado feudal. As bandeiras nacional-comunistas esvoaçam sobre as suas muralhas mas Hué recupera o esplendor.

Cabana de Brando
Personagens

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Pesca no Paraíso
Praias

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Braga ou Braka ou Brakra, no Nepal
Religião
Circuito Anapurna: 6º – Braga, Nepal

Num Nepal Mais Velho que o Mosteiro de Braga

Quatro dias de caminhada depois, dormimos aos 3.519 metros de Braga (Braka). À chegada, apenas o nome nos é familiar. Confrontados com o encanto místico da povoação, disposta em redor de um dos mosteiros budistas mais antigos e reverenciados do circuito Annapurna, lá prolongamos a aclimatização com agrado.
Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
Sociedade
Militares

Defensores das Suas Pátrias

Detectamo-los por todo o lado, mesmo em tempos de paz. A maior parte dos que encontramos a postos, nas cidades, cumpre apenas missões rotineiras que requerem, acima de tudo, rigor e paciência.
Gado
Vida Quotidiana

Colónia Pellegrini, Argentina

Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.

Glaciar Meares
Vida Selvagem

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.