Lagoa Jökursarlón, Glaciar Vatnajökull, Islândia

Já Vacila o Glaciar Rei da Europa


Repouso a frio
Foca sobre um banco de gelo flutuante da lagoa de Jökursarlón, ao largo do glaciar de Vatnajökull.
Mini-icebergs
Retalhos de gelo recém-soltos do glaciar Vatnajökull, na lagoa de Jökursarlón.
Em terra islandesa
Visitantes percorrem a margem da lagoa de Jökursarlón.
O pouso possível
Aves marinhas repousam sobre um banco de gelo da lagoa de Jökursarlón.
Gelo puro
Guia Karl Gudmunsson exibe um fragmento de gelo da lagoa de Jökursarlón.
Solenidade boreal
Visitantes à lagoa de Jökursarlón posa para uma fotografia de grupo.
Aproximação
Zodiac com passageiros acerca-se do glaciar Vatnajökull.
Iceberg-lagoa-jokulsarlon-glaciar-vatnajokull-Islandia
Um dos icebergs com formas caprichosas ds lagoa de Jökursarlón.
Passageiros-zodiac-admiram-iceberg-lagoa-jokulsarlon-glaciar-vatnajokull-Islandia
Passageiros de zodiac admiram um iceberg sujeito às forças do Vatnajökull, permanentes da erosao.
A ver o gelo passar
Momento de contemplação à beira da lagoa de Jökursarlón.
Visitantes-percorrem-margens-lagoa-jokulsarlon-glaciar-vatnajokull-Islandia
Visitantes da lagoa de Jökursarlón percorrem uma margem pedregosa.
Só na Gronelândia e na Antárctica se encontram geleiras comparáveis ao Vatnajökull, o glaciar supremo do velho continente. E no entanto, até este colosso que dá mais sentido ao termo Terra do Gelo se está a render ao cerco inexorável do aquecimento global.

A estrada que desce de Höfn para a costa sul da Islândia já não serpenteia ao longo dos fiordes profundos do leste, como até então. Os espaços exíguos entre o mar frígido do Atlântico Norte e o sopé das vertentes aumenta e dá lugar às primeiras grandes superfícies de aluvião, areais negros sem fim, sarapintados por colónias aleatórias de calhaus que, por alturas de Junho, os caudais criados degelo estival tomam de assalto.

Passamos por mais granjas dispostas contra as encostas e, aqui e ali, irrigadas por quedas de água suaves. De novo, por montanhas abruptas de bases verdejantes e topos nevados. Avançamos por estes domínios boreais ainda e sempre maravilhados pela imponência da paisagem, quando, subitamente, reparamos nas primeiras frentes de rios de gelo que se insinuam, com timidez, entre vales apertados.

Ao nível da via costeira, o cenário volta ao verde predominante mas já nos restam poucas dúvidas de que, por detrás da cordilheira, se esconde o majestoso Vatnajökull.

Visitantes na margem da lagoa de Jökursarlón, Islândia

Visitantes percorrem a margem da lagoa de Jökursarlón.

Jökursarlón e o Anfitrião Karl Gudmundsson

Dali em diante, a visão repete-se algumas vezes, até que chegamos às imediações da lagoa de Jökursarlón, onde o glaciar perde a timidez e se aproxima do mar que sonda com icebergs dissidentes que flutuam ao sabor da maré e das correntes.

Alguns, destemidos, chegam a percorrer o estreito contíguo e, com a vazante da baixa-mar aventuram-se no grande Atlântico do Norte. Outros, mantêm-se solidários numa vasta comunhão de retalhos de gelo azulados.

Iceberg da Um dos icebergs com formas caprichosas ds lagoa de Jökursarlón, Islândia

Um dos icebergs com formas caprichosas ds lagoa de Jökursarlón.

Já nas imediações da lagoa, Karl Gudmundsson acolhe-nos no atrelado que a empresa que serve usa como balcão e vestiário. Enquanto nos preparamos para a incursão num barco insuflável zodiac em Jökursarlón, entramos em modo de galhofa com o anfitrião e guia.

Na época invernosa e menos turística da Islândia, Karl é pescador. Trabalha a partir das ilhas Westman, ao largo do centro da costa sul. Um nosso comentário sobre as semelhanças dos dialectos, inspira-o a desabafos curiosos: “o nosso islandês, se se parece com alguma outra língua, será com o norueguês e o dinamarquês, mas não é assim tão próximo.

Sabem, uma vez estava à mesa com pessoas da Noruega, da Suécia e da Dinamarca e eles safavam-se perfeitamente. Só eu é que não apanhava nada. É engraçado porque temos os mesmos antepassados mas, nós continuámos a usar as formas mais arcaicas.

Aliás, é um pouco assim que eles nos vêem. Para um norueguês ou dinamarquês, os islandeses são todos agricultores ou pescadores. A mim, para ser sincero, agrada-me que nos achem assim!”

Entre Icebergs até à frente sul do grande glaciar Vatnajökull

Chegam mais passageiros. Karl trata de os meter no zodiac. E ao zodiac dentro de água. Zarpamos a baixa velocidade para o coração da lagoa, a ziguezaguear entre icebergues de todos os tamanhos e feitios até nos aproximarmos da frente vasta do glaciar que vislumbramos a prolongar-se encosta acima, imaginamos que até junto das suas elevações supremas, o monte gelado de Hvannadalshnúkur (2119 m), o mais elevado da Islândia e o vizinho de ocidente, o vulcão Grimsvötn que, em 2004, fez derreter massivamente o gelo e provocou verdadeiros dilúvios fluviais.

Zodiac com passageiros, glaciar Vatnajökull, Islândia

Zodiac com passageiros acerca-se do glaciar Vatnajökull.

A lagoa de Jökulsarlón que sulcamos tem menos de um século. É alimentada pela Breidamerkurjökull, uma das trinta línguas do grande glaciar Vatnajökull, a geleira suprema do continente europeu, com uma superfície incrível de cerca de 8100km2, nem mais nem menos que 8% do território da Islândia.

O Vatnajökull surge na zona mais chuvosa da Islândia, o sudeste. A sua vertente meridional recebe precipitações anuais superiores a 4000 litros por metro quadrado.

Só um outro glaciar islandês, o Myrdallsjökull, recebe uma precipitação superior e liberta mais água para o oceano que a vertente sul do Vatnajökull. De tal maneira que o Olfusa, o rio com maior caudal da Islândia, demoraria para cima de duzentos anos a conduzir toda a água do Vatnajökull para o Atlântico do Norte.

Já vertente norte do Vatnajökull é bastante mais seca. Esta diferença explica a assimetria da espessura do gelo: 800 metros, em média, no sul e apenas 500 metros no norte. Explica-se também, assim, o porquê de o Vatnajökull oscilar para se equilibrar, de estar 17 metros sobre o nível do mar no sul e apenas 500m no norte.

Passageiros de zodiaca

Passageiros de zodiac admiram um bloco de gelo do glaciar Vatnajökull, sujeito às forças permanentes da erosao.

Fogo Debaixo do Gelo

Ainda mais estranho: tal como acontece com vários outros glaciares da Islândia, o Vatnajökull subsiste malgrado a existência de diversos vulcões activos abaixo da sua calota glaciar.

Em 1996, um deles, o Grimsvötn, deu origem a uma torrente massiva que inundou as planícies de aluvião a sul. Em 2004, e 2011, este mesmo vulcão teve erupções consideráveis com plumas de fumo e cinza que atingiram os 20km de altitude e interromperam o tráfico aéreo durante vários dias.

O Recesso em Tempos Impensável do Vatnajökull

Até há algum tempo, o gelo do Vatnajökull chegava ao mar. A meio da década de 70, o colosso recuou. Braços de água voláteis que escoavam em direcção ao oceano provocaram outra inundação violenta da paisagem. Obrigaram à construção de um viaduto enorme para completar a estrada Ring Road que dá a volta à Islândia em 1339km.

Foca na lagoa de Jökursarlón, Islândia

Foca sobre um banco de gelo flutuante da lagoa de Jökursarlón, ao largo do glaciar de Vatnajökull.

Karl já mal tem memória de quando o glaciar entrava pelo mar. As focas, essas, marcaram presença em ambos os sectores do ecossistema. Karl avista um espécime a dormitar sobre uma placa plana de gelo. Acerca-se o mais que pode, o suficiente para os zooms das câmaras a bordo poderem dar uma ajuda aos fotógrafos.

O animal pouco ou nada se incomoda com o assédio longínquo. Um ou outro virar de cabeça na direcção da embarcação e logo regressa à pose original. Karl devolve-lhe o respeito sagrado. Apanha uma pedra quase transparente da água e elucida os forasteiros sobre a sua incrível pureza e antiguidade, frequentemente renovada, diga-se de passagem.

Guia exibe gelo lagoa de Jökursarlón, Islândia

Guia Karl Gudmunsson exibe um fragmento de gelo da lagoa de Jökursarlón.

O grande Vatnajökull tem vindo a recuar e, ao contrário do que se possa pensar, os vulcões pouco ou nada têm que ver com essa realidade que preocupa a comunidade internacional, os islandeses em geral. E, em particular, os de Höfn e outras povoações próximas do Vatnajökull, dependentes do equilíbrio entre o volume milenar do glaciar e o do mar ao largo.

Danos no Velho Modo de Vida Islandês

Nos últimos tempos, à medida que as temperaturas no Árctico aumentam a um ritmo mais acelerado que em qualquer outra parte do Planeta, nem o rei dos glaciares resiste.

No Atlântico do Norte ao largo, o aquecimento das águas fez com que só as espécies de peixes mais resilientes permanecessem. Esse é, no entanto, o menor dos problemas. O glaciar derreteu de tal maneira que a terra se elevou do mar e é cada vez mais difícil fazer movimentar dentro e fora do porto de Höfn as traineiras de maior calado.

Em simultâneo, a redução extrema do volume e peso do Vatnajökull tem vindo a causar a drenagem de fiordes milenares, a alteração de sedimentos subterrâneos e até a danificar a canalização da cidade.

O dano é de tal forma sério que a as autoridades islandesas decidiram precaver-se com um novo porto em Finnafjord, num cenário inóspito da costa leste da ilha. Isto, a pensar na capitalização futura do tráfico marítimo internacional intensificado pelo derreter da calota polar do Árctico e pela navegação sistemática de embarcações comerciais e até de turismo.

Celebração Cantada da Grandiosidade de Vatnajökull

Um grupo de islandeses cantores em confraternização visita aquele cenário com o propósito de se registar com os icebergs em fundo. O fotógrafo de serviço tem algum trabalho para os alinhar no enquadramento ideal, como para resgatar a atenção dos participantes em simultâneo. Consegue-o, por fim.

Foto de grupo de visitantes lagoa de Jökursarlón, Islândia

Visitantes à lagoa de Jökursarlón posa para uma fotografia de grupo.

Logo após, a comitiva, toda ela enfiada em fatos escuros, partilha piadas de improviso. Volta a organizar-se e oferece aos estrangeiros ali presentes um recital em coro inesquecível. Tão subitamente como tinham aparecido naquelas paragens, regressam ao autocarro e, como nós, fazem-se à estrada.

Há muito mais para descobrir no sul da Islândia e em redor do seu maior glaciar. O vasto Parque Nacional Skaftafell é o mais famoso do país e concede vários outros cenários deslumbrantes ao longo da frente meridional do glaciar, que tem mais de 100km.

Se não é o gelo é o degelo. A água frígida do Vatnajökull alimenta incontáveis rios de montanha com percursos aventureiros.

Deixamos o carro num parque de estacionamento quase vazio e vencemos um trilho íngreme que acompanha o fluir de um destes riachos. Um quilómetro depois, desembocamos num beco rochoso sem saída e vemos o caudal despenhar-se de uma falésia improvável.

Flui, ali, uma das quedas de águas mais excêntricas da ilha, Svartifoss, rodeada por colunas hexagonais de basalto formadas por fluxos de lava que arrefeceram muito lentamente mas que, agora, colapsam sem aviso e com demasiada frequência, razão porque as autoridades limitaram a aproximação às paredes negras.

Regressamos ao carro e à Ring Road. Ao poucos, o Vatnajökull fica para trás. As quedas de água que alimenta, essas, continuam a mergulhar de precipícios encharcados, por muitos mais quilómetros.

Perito Moreno, Argentina

O Glaciar Que Não se Rende

O aquecimento é supostamente global mas não chega a todo o lado. Na Patagónia, alguns rios de gelo resistem.De tempos a tempos, o avanço do Perito Moreno provoca derrocadas que fazem parar a Argentina

Glaciares

Planeta Azul-Gelado

Formam-se nas grandes latitudes e/ou altitudes. No Alasca ou na Nova Zelândia, na Argentina ou no Chile, os rios de gelo são sempre visões impressionantes de uma Terra tão frígida quanto inóspita.

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando a frota pesqueira de Seydisfjordur foi comprada por armadores de Reiquejavique, a povoação teve que se adaptar. Hoje captura discípulos de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.

Juneau, Alasca

Na Capital Diminuta do Grande Norte

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta cidade ínfima que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.

Lagoa de Jok​ülsárlón, Islândia

O Canto e o Gelo

Criada pela água do oceano Árctico e pelo degelo do maior glaciar da Europa, Jokülsárlón forma um domínio frígido e imponente. Os islandeses reverenciam-na e prestam-lhe surpreendentes homenagens.

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

PN Thingvelir, Islândia

Nas Origens da Remota Democracia Viking

As fundações do governo popular que nos vêm à mente são as helénicas. Mas aquele que se crê ter sido o primeiro parlamento do mundo foi inaugurado em pleno século X, no interior enregelado da Islândia.

Islândia

Ilha de Fogo, Gelo e Quedas d'água

A catarata suprema da Europa precipita-se na Islândia. Mas não é a única. Nesta ilha boreal, com chuva ou neve constantes e em plena batalha entre vulcões e glaciares, despenham-se torrentes sem fim.
Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

Quando, a meio de Maio, a Islândia já conta com o aconchego do sol mas o frio mas o frio e a neve perduram, os habitantes cedem a uma fascinante ansiedade estival.

Puerto Natales-Puerto Montt, Chile

Cruzeiro num Cargueiro

Após longa pedinchice de mochileiros, a companhia chilena NAVIMAG decidiu admiti-los a bordo. Desde então, muitos viajantes exploraram os canais da Patagónia, lado a lado com contentores e gado.

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Herança colonial
Arquitectura & Design

Lençois da Bahia, Brasil

Nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.

Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Cena natalícia, Shillong, Meghalaya, Índia
Cerimónias e Festividades
Shillong, India

Selfiestão de Natal num Baluarte Cristão da Índia

Chega Dezembro. Com uma população em larga medida cristã, o estado de Meghalaya sincroniza a sua Natividade com a do Ocidente e destoa do sobrelotado subcontinente hindu e muçulmano. Shillong, a capital, resplandece de fé, felicidade, jingle bells e iluminações garridas. Para deslumbre dos veraneantes indianos de outras partes e credos.
La Casona
Cidades

San Pedro de Atacama, Chile

O Oásis dos Gringos

Os conquistadores espanhóis tinham partido e o comboio desviou as caravanas de gado e nitrato. San Pedro recuperava a paz mas uma horda de forasteiros à descoberta da América do Sul invadiu o pueblo.

Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Transbordo
Cultura

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Surfspotting
Em Viagem

Perth a Albany, Austrália

Pelos Confins do Faroeste Australiano

Poucos povos veneram a evasão como os aussies. Com o Verão meridional em pleno e o fim-de-semana à porta, os habitantes de Perth refugiam-se da rotina urbana no recanto sudoeste da nação. Pela nossa parte, sem compromissos, exploramos a infindável Austrália Ocidental até ao seu limite sul.

Corrida de camelos, Festival do Deserto, Sam Sam Dunes, Rajastão, Índia
Étnico
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Competição do Alaskan Lumberjack Show, Ketchikan, Alasca, EUA
História
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.
Barcos fundo de vidro, Kabira Bay, Ishigaki
Ilhas
Ishigaki, Japão

Inusitados Trópicos Nipónicos

Ishigaki é uma das últimas ilhas da alpondra que se estende entre Honshu e Taiwan. Ishigakijima abriga algumas das mais incríveis praias e paisagens litorais destas partes do oceano Pacífico. Os cada vez mais japoneses que as visitam desfrutam-nas de uma forma pouco ou nada balnear.
Tempo de aurora
Inverno Branco

Lapónia Finlandesa

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.

Baie d'Oro
Literatura

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Vista aérea de Moorea
Natureza
Moorea, Polinésia Francesa

A Irmã Polinésia que Qualquer Ilha Gostaria de Ter

A meros 17km de Taiti, Moorea não conta com uma única cidade e abriga um décimo dos habitantes. Há muito que os taitianos veem o sol pôr-se e transformar a ilha ao lado numa silhueta enevoada para, horas depois, lhe devolver as cores e formas exuberantes. Para quem visita estas paragens longínquas do Pacífico, conhecer também Moorea é um privilégio a dobrar.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Observatório Dourado
Parques Naturais

Monte Mauna Kea, Havai

Um Vulcão de Olho no Espaço

O tecto do Havai era interdito aos nativos por abrigar divindades benevolentes. Mas, a partir de 1968 várias nações sacrificaram a paz dos deuses e ergueram a maior estação astronómica à face da Terra

Parking de Kalesas
Património Mundial UNESCO

Vigan, Filipinas

A Mais Hispânica das Ásias

Os colonos espanhóis partiram mas as suas mansões estão intactas e as kalesas circulam. Quando Oliver Stone buscava cenários mexicanos para "Nascido a 4 de Julho" encontrou-os nesta ciudad fernandina

Riso no elevador
Personagens

Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A industria japonesa da noite é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, somos acolhidos por uma sua assalariada enigmática que opera algures entre a arte gueixa e a prostituição convencional.

Pesca no Paraíso
Praias

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Debate ao molho
Religião

Lhasa, Tibete

O Mosteiro da Sagrada Discussão

Em poucos lugares do mundo se usa um dialecto com tanta veemência como no mosteiro de Sera. Ali, centenas de monges travam, em tibetano, debates intensos e estridentes sobre os ensinamentos de Buda.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

À sombra da árvore
Sociedade

PN Tayrona, Colômbia

Quem Protege os Guardiães do Mundo?

Os indígenas da Serra Nevada de Santa Marta acreditam que têm por missão salvar o Cosmos dos “Irmãos mais Novos”, que somos nós. Mas a verdadeira questão parece ser: "Quem os protege a eles?"

Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Vida Selvagem
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.