São Miguel, Açores

O Grande Éden Micaelense


7 Cidades

A vista deslumbrante do maciço das Sete Cidades, com as várias lagoas a preencher a enorme caldeira vulcânica no extremo noroeste de São Miguel.

Lagoa tropical

Cena própria de um Jardim das Delícias numa das lagoas geotermais da Caldeira Velha.

Um trilho improvisado

Caminhantes descem uma ravina nas imediações do Miradouro da Boca do Inferno.

De molho

Um momento de descontração marinha numa das muitas piscinas naturais de São Miguel.

Duo mosteiral

As formações rochosas que dão o nome a praia e à povoação dos Mosteiros.

Fogo Turquesa

Luz solar faz realçar o azul turquesa da Lagoa do Fogo, a mais elevada de São Miguel. 

Mosteiros sem fim

O casario alvo de Mosteiros, disposto numa vasta laje e repleta de vegetação.

Peregrinação balnear

Banhistas e surfistas desfrutam da praia vulcânica dos Mosteiros.

Minifúndios micaelenses

Retalhos da Caldeira Seca, aquém da povoação das Sete Cidades.

7 Cidades II

O casario das Sete Cidades abrigado no interior de uma das maiors caldeiras do arquipélago açoriano.

À sombra da natureza

Um derradeiro apreciador do litoral norte de São Miguel, destacado no miradouro de Santa Iria.

Uma biosfera imaculada que as entranhas da Terra moldam e amornam exibe-se, em São Miguel, em formato panorâmico. São Miguel é a maior das ilhas portuguesas. E é uma obra de arte da Natureza e do Homem no meio do Atlântico Norte plantada.

O Deslumbrante Mundo Borbulhante da Caldeira Velha

Foi a primeira sensação que retivemos de São Miguel, a de, após ascendermos ao reduto luxuriante da Caldeira Velha,  aterrarmos num mundo à parte. As nascentes borbulham e fumegam. Algumas, brotam tão quentes que têm direito a avisos gritantes de perigo de cozedura.

O vapor ascende. Irriga uma profusão de fetos arbóreos majestosos que associávamos às florestas sub-tropicais e sulfurosas em redor de Rotorua ou da Golden Bay, nas Ilha do Norte e do Sul da Nova Zelândia.

Vão chegando mais e mais almas num êxtase veraneante. Despem-se à pressa e disputam os melhores poisos das melhores poças e lagoas. Quando, por fim, se instalam em harmonia, usufruem do divinal aconchego líquido. Com muito menos tempo que os restantes banhistas, nós, não tardámos a expulsar-nos daquele paraíso geotermal. De lá, apontamos à lagoa mais elevada de São Miguel.

Lagoa do Fogo (de vista)

A Lagoa do Fogo surge na caldeira do vulcão benjamim da ilha que entrou em erupção pela última vez, em 1563, já a ilha era habitada há mais de um século. Malgrado o baptismo e o seu histórico, saturado pela luz solar, este enorme corpo lacustre exibe-se-nos num tom turquesa que se confunde tanto com o do mar ali vizinho, como com o da abóbada celeste logo acima.

“Desculpem, podem ajudar-me?” interpela-nos, aflita, uma caminhante francesa. “Não estava à espera que o trilho fosse tão longo. Estou mesmo a precisar de água”. Damos-lhe uma garrafa que a moça quase vaza sem respirar. Perguntamos se queria que a levássemos até à lagoa. “Caminhada é caminhada, agora já estou bem, vou andar até lá!”

Certificamo-nos de que está em condições. Logo, descemos para o litoral bravio da costa norte. Nas imediações da Ribeira Grande, flectimos para leste e fazemo-nos de novo às terras cimeiras. Pelo caminho, sucedem-se manadas de vacas a preto e branco, produtoras felizardas do cada vez mais distinto leite de pastagem dos Açores.

Uma longa alameda ladeada de hortênsias que o Verão rosara conduz-nos ao terraço natural do Pico de Ferro. Da beira suicida das suas alturas, entre a vertigem e o deslumbre, revela-se-nos a lagoa e a povoação que partilham o mesmo nome: Furnas.

O Cimo do Pico do Ferro e as Profundezas das Furnas

A lagoa espraia-se logo abaixo, num verde mais exuberante que o da vegetação envolvente. Já a povoação, surge afastada, perdida numa cratera ampla e profunda também ela viçosa, coberta de prados salpicados de árvores. Atravessamo-la a caminho das margens da lagoa.

Completamos o passadiço das Caldeiras entre a névoa das fumarolas residentes. Faltava algum tempo para que um dos reputados cozidos locais saísse debaixo de terra. Acabámos por prová-lo – o mais semelhante possível – num restaurante da povoação.

Ao lado, para gáudio de algumas crianças e compaixão de duas turistas alemãs, cisnes vindos da água semeiam o pânico entre um bando de patos, apostados em monopolizar, à bicada nos rivais, o milho oferecido pelo dono de uma roulote de comes e bebes.

Apesar da reclusão do lugar, também os habitantes das Furnas sofreram ataques inesperados, dos piratas que, durante séculos, visaram as povoações açorianas.

Por volta de 1522, a caldeira com sete quilómetros de diâmetro era usada apenas para recolher madeira necessária à reconstrução de casas arrasadas por sismos que afectaram Vila Franca do Campo.

Do Passado Instável ao Reduto Actual do Bem-Estar Natural

Cem anos depois, habitavam-na diversos colonos, quando uma erupção vulcânica os forçou a debandar. Muitos mais regressaram atraídos pela extrema fertilidade do solo. No entanto, as adversidades prolongaram-se.

Segundo narrou Marquez de Jacome Corrêa, em 1679, piratas berberes saquearam a Ribeira Quente e internaram-se na caldeira, onde roubaram carneiros. Os residentes pediram ao governador de Ponta Delgada um canhão. Este ignorou-os.

Hoje, mais que de paz, as Furnas são um destino de puro deleite. Isso o comprova a pequena multidão de corpos que flutuam na água ocre da piscina ao ar livre do Jardim Botânico e hotel Terra Nostra, um dos retiros ecológicos do mundo realmente especiais.

Começou a construí-lo o cônsul dos E.U.A. em São Miguel, por volta de 1775. Thomas Hickling era um comerciante endinheirado de Boston. Escolheu o lugar para sua casa de campo, conhecida como Yankee Hall. A propriedade passou para a posse do Visconde da Praia e, depois, para a do Marquês da Praia e de Monforte.

Com os anos, evoluiu de Hall para o jardim botânico que hoje maravilha os forasteiros. Reteve-nos a maior parte do tempo nas Furnas. De tal maneira, que à saída, já só visitámos em modo de toca-e-foge os outros interesses da povoação e regressamos, de novo, à capital com a noite instalada.

Repetem-se, fáceis, os despertares quando a agenda do dia se resume a prosseguir a exploração de São Miguel.

Em Busca das Sete Cidades de São Miguel

No terreno, a ilha pouco tem que ver com o que aprendemos nos mapas da longínqua instrução primária. São Miguel é muito mais que um mero retalho ínfimo perdido no azul Atlântico desmesurado. Como a ilha em si, as suas impressionantes lagoas parecem multiplicar-se. São tão impressionantes que não temos como as evitar.

Voltamos a esforçar o carro ilha acima, até ao domínio verdejante e idílico em que se escondem as suas Sete Cidades. Das várias excentricidades com passado vulcânico pré-histórico por ali disseminadas, o Miradouro da Boca do Inferno parece ter-se sumido nos tempos.

Fartos de idas e voltas inconsequentes à sua procura, detemo-nos pedir indicações a três trabalhadores rurais à beira da estrada. Decorridos apenas segundos da sua voluntariosa explicação, assola-nos um arrepio relacional. Por mais que nos concentrássemos, as suas frases eram-nos ininteligíveis.

Palavra atrás de palavra, só o confirmamos. Eles, do seu lado, por certo a reviverem aquela inconveniência, percebiam sobretudo que nós não entendíamos nada do que nos diziam, rendiam-se à frustração e a um tímido embaraço.

A Colonização de São Miguel e o Cerrar Progressivo do Sotaque

O povoamento de São Miguel teve início em 29 de Setembro de 1444, dia do arcanjo homónimo, nessa época, patrono de Portugal. Atraídos pela isenção de tributos exigidos na origem, chegaram alentejanos, algarvios, estremenhos, madeirenses, também estrangeiros, com destaque para os franceses.

Nos quase seis séculos que decorreram, entregues àquela ilha a 1500 km do continente, os açorianos cerraram inconscientemente o seu sotaque. Fizeram-no até que se tornou impossível compará-lo com qualquer outra pronúncia do rectângulo à beira da Europa plantado.

Agradecemos e despedimo-nos. Deixamos os interlocutores entregues à sua missão de reconduzir duas vacas evadidas que começavam a engarrafar a estrada de turistas maravilhados com o inesperado safari. Guiamo-nos pelo que pensávamos ter depreendido da explicação. Sem qualquer ponta de malícia, divertimo-nos a recuperarmos o incidente televisivo “Xailes Negros”.

Em 1986, a RTP Açores exibiu esta série que adaptou o romance de José de Almeida Pavão. A série também passou na TV do continente. O primeiro episódio foi emitido sem legendas.

Milhões de portugueses inteiraram-se, então, que os seus compatriotas do meio do Atlântico se exprimiam com uma pronúncia só sua, para os Continentais mais soturna que os xailes. Choveram queixas sobre a RTP. O segundo episódio já contou com legendas.

Incríveis Lagoas, dentro de Crateras, dentro de Caldeiras

Por fim, lá demos com o trilho íngreme para o miradouro sobre a lagoa do Canário que vencemos na companhia de caminhantes estrangeiros. Quando chegamos à plataforma em que desemboca, desvendamos um dos panoramas mais majestosos e elegantes dos Açores e, atrevemo-nos a dizê-lo, do Planeta.

Dali, São Miguel encerrava-se a nordeste num grupo incomum de lagoas abrigadas num velho maciço, com todo o seu cenário encaixado entre o vasto Atlântico Norte e as vertentes ervadas da enorme bordeira.

Ao fim de uma hora, ganhamos coragem. Viramos-lhe as costas e regressamos à estrada nacional 9-1A. Percorremo-la com paragens proveitosas, como a da Vista do Rei que nos permite vislumbrar as Sete Cidades, nas margens das lagoas Verde e Azul, tal e qual o fizeram, em 1901, o rei D. Carlos e a rainha Dª Amélia.

Trocamos o asfalto pela terra da Cumeeira, uma via suprema que aparenta subsistir num equilíbrio precoce, com vistas surreais tanto para dentro das enormes caldeiras Seca e do Alferes, das suas lagoas e do casario das Sete Cidades como para a vertente oceânica e as povoações no seu sopé: Ginetes, ao fundo, Mosteiros. Avançamos devagar.

Damos passagem a um tractor e uma carrinha de trabalho com que nos deparamos no sentido contrário daquela via apertada que foi criada enquanto trunfo rural, não como complemento turístico.

Da Orla da Grande Caldeira ao Âmago das Sete Cidades de São Miguel

Quando a estradinha termina, descemos da bordeira para a povoação das Sete Cidades, que os primeiros colonos baptizaram inspirados na velha lenda “Insula Septem Civitatum” interpretada como Ilha dos Sete Povos ou Tribos e que prenunciava existir vida humana em pleno Atlântico.

A lenda já vinha da era dos Fenícios e outros povos mediterrânicos. Surgiu em 750 d.C. num documento escrito por um clérigo cristão em Porto Cale (Porto). Poderá ter inspirado o próprio Infante Dom Henrique a privilegiar a descoberta marítima para Oeste em vez da continuação da conquista no Norte de África.

De Sete Cidades, apontamos para a aldeia dos Mosteiros. A meio do percurso, paramos na piscina natural da Ponta da Ferraria, ansiosos por um banho oceânico morno e relaxante. Só que o Atlântico não está de maré.

Breve Passagem pelos Mosteiros de São Miguel

As vagas entram com mais vigor do que era suposto. Agitam demasiado o caudal da piscina fechada pela própria configuração da laje de lava. Mesmo assim, agarramo-nos às cordas que a atravessam como se estivéssemos nuns matraquilhos sob dilúvio. À imagem do que faziam outros banhistas, em vez de nos limitarmos a descontrair, divertimo-nos com os caprichos da ondulação.

O sol descia a olhos vistos. Sob a pressão do rápido entardecer, regressamos ao caminho, mal secos, salgados mas com fé no que os Mosteiros nos viriam a revelar.

O desvio para a povoação serpenteia a partir da estrada principal e pela encosta abaixo. Num dos meandros, para lá de um caniçal pujante, surpreende-nos o seu casario. Prolonga-se do extremo oposto da grande laje até à enseada de areal negro. Esta derradeira baía anuncia as formações rochosas que inspiraram a toponímia local.

Dezenas de surfistas aproveitam a ondulação vigorosa sob o olhar de alguns jovens moradores que lhes apreciam os movimentos. No areal, outros tantos banhistas das mais distintas paragens deixam-se bronzear enquanto, por fim, o grande astro se dissolve horizonte abaixo. Os “mosteiros” – grandes esculturas de rocha negra projectadas do mar translúcido – convidaram a escuridão. Vinte minutos depois, estávamos tão no fim das energias e da descoberta de São Miguel como o dia.

 

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Peneda-Gerês, Portugal

Do "Pequeno Tibete Português" às Fortalezas do Milho

Deixamos as fragas da Srª da Peneda, rumo ao vale do Vez e às povoações que um imaginário erróneo apelidou de “tibetanas”.  Dessas aldeias socalcadas, passamos por outras famosas por guardarem, como tesouros dourados e sagrados, as espigas que colhem. Caprichoso, o percurso revela-nos a natureza resplandecente e a fertilidade verdejante destas terras minhotas.
Castro Laboreiro, Portugal  

No Cimo Raiano-Serrano de Portugal

Chegamos à eminência da Galiza, a 1000m de altitude e até mais. Castro Laboreiro e as aldeias em redor impõem-se à monumentalidade granítica das serras e do Planalto da Peneda e de Laboreiro. Como o fazem as suas gentes resilientes que, entregues ora a Brandas ora a Inverneiras, ainda chamam casa a estas paragens deslumbrantes.
Ilha Terceira, Açores

Terceira: e os Açores continuam Ímpares

Foi chamada Ilha de Jesus Cristo e irradia, há muito, o culto do Divino Espírito Santo. Abriga Angra do Heroísmo, a cidade mais antiga e esplendorosa do arquipélago. Estes são apenas dois exemplos. Os atributos que fazem da Terceira especial não têm conta.
Ilha das Flores, Açores

Confins Inverosímeis de Portugal

Onde, para oeste, até no mapa as Américas surgem remotas, a Ilha das Flores abriga o derradeiro domínio idílico-dramático açoriano e quase quatro mil florenses rendidos ao fim-do-mundo deslumbrante que os acolheu.
Ilha do Pico, Açores

Com o Atlântico aos Pés

Por um mero capricho vulcânico, o mais jovem retalho açoriano projecta-se no apogeu de rocha e lava do território português. A ilha do Pico abriga a sua montanha mais elevada e aguçada. Mas não só. É um testemunho da resiliência e do engenho dos açorianos que domaram esta deslumbrante ilha e o oceano em redor.
Santa Maria, Açores

Ilha-Mãe dos Açores Há Só Uma

Foi a primeira do arquipélago a emergir do fundo dos mares, a primeira a ser descoberta, a primeira e única a receber Cristovão Colombo e um Concorde. Estes são alguns dos atributos que fazem de Santa Maria especial. Quando a visitamos, encontramos muitos mais.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Music Theatre and Exhibition Hall, Tbilissi, Georgia
Arquitectura & Design
Tbilisi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.
Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Indígena Coroado
Cerimónias e Festividades

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

Cansaço em tons de verde
Cidades

Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival. 

Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Cultura
Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.
Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Eternal Spring Shrine
Em Viagem

Garganta de Taroko, Taiwan

Nas Profundezas de Taiwan

Em 1956, taiwaneses cépticos duvidavam que os 20km iniciais da Central Cross-Island Hwy fossem possíveis. O desfiladeiro de mármore que a desafiou é, hoje, o cenário natural mais notável da Formosa.

Braga ou Braka ou Brakra, no Nepal
Étnico
Circuito Anapurna: 6º – Braga, Nepal

Num Nepal Mais Velho que o Mosteiro de Braga

Quatro dias de caminhada depois, dormimos aos 3.519 metros de Braga (Braka). À chegada, apenas o nome nos é familiar. Confrontados com o encanto místico da povoação, disposta em redor de um dos mosteiros budistas mais antigos e reverenciados do circuito Annapurna, lá prolongamos a aclimatização com agrado.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Abençoado repouso
História

Hoi An, Vietname

O Porto Vietnamita Que Ficou a Ver Navios

Hoi An foi um dos entrepostos comerciais mais importantes da Ásia. Mudanças políticas e o assoreamento do rio Thu Bon ditaram o seu declínio e preservaram-na como as cidade mais pitoresca do Vietname.

Salvamento de banhista em Boucan Canot, ilha da Reunião
Ilhas
Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da ilha da Reunião falha em conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.
Cavalos sob nevão, Islândia
Inverno Branco
Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

Quando, a meio de Maio, a Islândia já conta com o aconchego do sol mas o frio mas o frio e a neve perduram, os habitantes cedem a uma fascinante ansiedade estival.
Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Caribe profundo
Natureza

Islas del Maiz, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Madeira Excêntrica
Parques Naturais

Sitka, Alasca

Memórias de Uma América que Já foi Russa

134 anos após o início da colonização, o czar Alexandre II teve que vender parte do actual 49º estado dos EUA. Em Sitka, encontramos heranças desses colonos e dos nativos que os combateram.

Rampa
Património Mundial UNESCO

Badaling, China

Uma Invasão Chinesa da Muralha da China

Com a chegada dos dias quentes, hordas de visitantes Han apoderam-se da maior estrutura criada pelo homem, recuam à era das dinastias imperiais e celebram o protagonismo recém-conquistado pela nação.

Monumento do Heroes Acre, Zimbabwe
Personagens
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Pura Vida em risco
Praias

Montezuma, Costa Rica

Um Recanto Abnegado da Costa Rica

A partir dos anos 80, Montezuma acolheu uma comunidade cosmopolita de artistas, ecologistas, pós-hippies, de adeptos da natureza e do famoso deleite costariquenho. Os nativos chamam-lhe Montefuma.

Ferry Nek Luong
Religião

Ho Chi-Minh a Angkor, Camboja

O Tortuoso Caminho para Angkor

Do Vietname em diante, as estradas cambojanas desfeitas e os campos de minas remetem-nos para os anos do terror Khmer Vermelho. Sobrevivemos e somos recompensados com a visão do maior templo religioso

Em manobras
Sobre carris

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

Praia portuária
Sociedade

Sentosa, Singapura

O Recreio de Singapura

Foi uma fortaleza em que os japoneses assassinaram prisioneiros aliados e acolheu tropas que perseguiram sabotadores indonésios. Hoje, a ilha de Sentosa combate a monotonia que se apoderava do país.

Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Curiosidade ursa
Vida Selvagem

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.