Lençois da Bahia, Brasil

A Liberdade Pantanosa do Quilombo do Remanso


Moldura
António do Remanso caminha em frente à Fazenda Velha.
Maré de nenúfares
Visitantes atravessam o pantantal Marimbus.
De barco em barco
Nativo do Remanso na doca da povoação sobre o pantanal Marimbus.
António do Remanso
António, um dos muitos descendentes dos escravos que, no século XIX, fugiram de sanzalas da região.
Reflexo fluvial
Grupo percorre a margem de um dos rios que delimitam o Marimbus.
Ninfeias
Folhas de nenúfares, uma das plantas predominantes do pantanal Marimbus.
Sorriso de alívio
Apicultor do Remanso já liberto da máscara que o faz suar sob o sol tropical da região.
Duche natural
Visitante da Chapada Diamantina refresca-se numa poça do rio Roncador.
Fazenda Velha
A casa principal da Fazenda Velha, situada numa das extremidades do território histórico dos quilombos que deram origem ao Remanso.
Oferta adocicada
Apicultor do Remanso protegido a rigor das abelhas oferece favos de mel a visitantes do Marimbus.
Rio cor de café
Adolescente do Remanso banha-se numa lagoa escura do rio Roncador.
De novo entre nenúfares
Remador Tiago conduz visitantes pelos canais do pantanal Marimbus.
Desembarque
Guias do Remanso António e Tiago preparam-se para arrastar a canoa, num trecho demasiado raso do rio Roncador.
Escravos foragidos subsistiram séculos em redor de um pantanal da Chapada Diamantina. Hoje, o quilombo do Remanso é um símbolo da sua união e resistência mas também da exclusão a que foram votados.

Apesar do fim da prospecção mineira e da escravatura, algumas das gentes de Lençóis da Bahia mantiveram-se à parte da evolução, perdidas no tempo, fiéis à história. Não foi só o caso dos quilombos.

Foi o caso dos garimpeiros, uma classe hoje isolada da sociedade local que mantém representantes solitários a viver e a trabalhar em condições precárias nos leitos dos rios e riachos mas também povoações que agrupam descendentes dos antigos prospectores.

Barqueiro, Remanso, Comunidade Quilombola Marimbus, Lençóis, Chapada Diamantina

Nativo do Remanso na doca da povoação sobre o pantanal Marimbus.

É o caso de Estiva, um vilarejo perdido no meio da imensa catinga do interior da Bahia. E foi também o que se passou com Remanso, uma comunidade que sucedeu a distintos quilombos antes disseminados nesta zona remota e isolada dos arredores de Lençóis da Bahia.

As Origens Austeras e Seculares da Comunidade Quilombola do Remanso

Seja ou não verdade, diz-se que o primeiro destes quilombos foi originado por um escravo que liderou uma fuga temerária de uma senzala através do pantanal de Marimbus, estima-se que, na altura, bem mais repleto de jacarés, piranhas e anacondas que agora – o que há muito frustrava qualquer tentativa de evasão.

António do Remanso, Comunidade Quilombola Marimbus, Lençóis, Chapada Diamantina

António do Remanso caminha em frente à Fazenda Velha.

Esse e outros escravos, terão ficado entregues à sua sorte. Obrigaram índias então ainda existentes na zona a viverem e a procriarem com eles. Com frequência, surgiam outros quilombos após os fugitivos resistirem a tentativas de recaptura, numa era pós-colonial em que a sua desobediência escandalizava muito mais a população livre e abastada que o arrastar da escravatura.

Quando chegamos ao Remanso, um destes cafuzos, conhecido por António do Remanso passou a guiar-nos naquele cenário baiano exótico em que cresceu. “Com certeza!”

É com a popular expressão abrasileirada e um forte sotaque sertanejo que nos responde a quase todas as perguntas e confirma a maioria das nossas observações.

António exibe uma suavidade de trato pouco comum no género masculino que nos pareceu, de imediato, estar associada aos seus traços andrógenos raros, por aqueles lados.

Foi este anfitrião que nos indicou a canoa escolhida de entre dezenas ancoradas à entrada do Marimbus e que, apoiado por Tiago, um colega de ofício bem mais másculo e musculado, deu início à navegação.

À Descoberta do Pantanal do Marimbus, Chapada Diamantina

O Marimbus ocupa uma vasta (1250km²) área alagada entre Lençóis da Bahia e Andaraí. É alimentado por três rios. Esconde algumas lagoas interligadas em que, abrigadas por papiro (localmente chamado de marimbus ou peri) a restante flora e uma fauna mista da Mata Atlântica e da Amazónia proliferam .

A embarcação de madeira zarpa com a lotação esgotada. O peso exagerado exige esforço redobrado aos remadores.

Barco sobrelotado, Remanso, Comunidade Quilombola Marimbus, Lençóis, Chapada Diamantina

Visitantes atravessam o pantantal Marimbus.

Mesmo assim, lá avançamos aos poucos, a romper um denso manto verde formado por distintas plantas aquáticas, embelezado por centenas de nenúfares, pelo menos até o sol tropical (o Trópico de Capricórnio atravessa a Chapada Diamantina) fazer as suas flores coloridas recolherem.

Tínhamos como primeiro objectivo uma tal de Fazenda Velha. O tempo do percurso para a atingir multiplicou-se muito para lá do previsto, isto, com a concordância dos guias que nunca se escusaram a parar ou a desviar-se da rota para nos mostrarem os espécimes animais e vegetais mais exuberantes ou apenas interessantes.

Uma hora e meia, muitos meandros sem visibilidade depois, demos com um braço de um rio. Ali, a pouca profundidade obriga-nos a encalhar a canoa na beira e prosseguir a pé o pouco que restava, ao longo do leito arenoso e avermelhado do Roncador.

Rio Roncador, Remanso, Comunidade Quilombola Marimbus, Lençóis, Chapada Diamantina

Grupo percorre a margem de um dos rios que delimitam o Marimbus.

Regressados a terra, metemo-nos num trilho de mato cerrado. Prendado com a sombra de um cajueiro e com o sumo açucarado dos frutos que todos partilhamos, António aproveita para dissertar sobre o passado do Remanso e as crenças e rituais afro-brasileiros que subsistiam na comunidade.

Ao conjugamos as suas palavras com as de vários outras figuras da aldeia, inteiramo-nos de como tudo se terá passado.

De Manézinho ao Guia António do actual Remanso

A povoação, em si, foi fundada por Manoel da Silva – Manézinho do Remanso (hoje com 73 anos), pelo irmão Inocêncio e por três primos mais as respectivas famílias, em 1942. A história da ocupação escrava daquele confins, essa, é muito anterior. “Meu bisavô era índio e foi ‘pegado’ no mato a dente de cachorro”, habituou-se o próprio Manézinho a contar a quem chega de fora. “Na senzala, ele se casou com a minha bisavó, que ainda veio de África” (cálculos feitos, supostamente no início do século XIX).

Retrato António do Remanso, Comunidade Quilombola Marimbus, Lençóis, Chapada Diamantina

António, um dos muitos descendentes dos escravos que, no século XIX, fugiram de sanzalas da região.

“Aqui, somos todos primos e filhos de primos que casaram com primos”. “Meu avô era pescador e, de pai para filho, todo o mundo era pescador”, esclarece o ancião. “ No começo, a vida era difícil. A gente pescava tucunarés e crumatás, guardava os peixes num viveiro e, no dia de feira, prendia tudo pelo boca num cambão (vara de madeira), saíamos ainda de noite, a pé, para vender lá em Lençóis”.

As décadas passaram. O Remanso adornou-se com as primeiras modernidades, incluindo uma TV a cores ligada a uma antena de satélite que atraía toda a comunidade em redor dos episódios das novelas mais populares.

A aldeia permaneceu muito tempo sem benefício de uma rede social e de infra-estruturas erguida quase apenas em Lençóis, desprovida de escolas, centros de saúde ou do que quer que fosse.

Os habitantes queixam-se ainda de que, apesar de estarem numa terra abençoada no que diz respeito à sua beleza e fertilidade, o Remanso, o Marimbus e o Rio Roncador não providenciam empregos e obrigam muitos dos seus filhos a migrar para Lençóis e outras paragens bem mais distantes do Brasil.

Banho no rio Roncador do Remanso, Comunidade Quilombola Marimbus, Lençóis, Chapada Diamantina

Visitante da Chapada Diamantina refresca-se numa poça do rio Roncador.

Os Trunfos Turísticos do Pantanal do Marimbus e do Rio Roncador

Nos últimos tempos, a aldeia começou, por fim, a beneficiar do vigor turístico crescente da Chapada Diamantina.

A comunidade cobra, agora, entradas aos forasteiros que a visitam e ao Marimbus. Os guias são remunerados pelas pequenas agências instaladas em Lençóis.

Esse desafogo, com os proveitos adicionais das roças, da pesca e da criação de mel – mas também de outras artes e ofícios – permitiram a vários nativos regressar e, senão prosperar, pelo menos sustentar as suas famílias.

Navegação Marimbus do Remanso, Comunidade Quilombola Marimbus, Lençóis, Chapada Diamantina

Remador Tiago conduz visitantes pelos canais do pantanal Marimbus.

A auto-estima indígena do Remanso provém, em grande parte, da consciência das origens marginais da comunidade.

Quando as famílias se unem para celebrar o que quer que seja, essas origens  abençoadas por orixás, patuás e babalorixás ficam bem patentes ao som dos tambores, do berimbau, do reco-reco que dão o ritmo à capoeira dos mais jovens e aos cânticos de inspiração tribal e africana.

Regressamos à Fazenda Velha. Admiramos o seu encanto de “Sitio do Pica-Pau Amarelo” isolado antes de um almoço baiano revigorante.

Fazenda Velha, Remanso, Comunidade Quilombola Marimbus, Lençóis, Chapada Diamantina

A casa principal da Fazenda Velha, situada numa das extremidades do território histórico dos quilombos que deram origem ao Remanso.

O caminho de regresso cumpriu-se contra a corrente. Provou-se também bastante mais doce.

No meio do pantanal, cruzamo-nos com dois apicultores conhecidos de António e Tiago, em plena recolha.

Completada uma acostagem suave e alguma conversa bem disposta, os nativos sumidos em fatos e máscaras protectores brancos que os mantinham em destilação, prendam-nos com favos ainda ensopados de mel.

Oferta de mel no Marimbus, Remanso, Comunidade Quilombola Marimbus, Lençóis, Chapada Diamantina

Apicultor do Remanso protegido a rigor das abelhas oferece favos de mel a visitantes do Marimbus.

Pouco depois, a noite tomava já conta do Marimbus, ancoramos de volta no Remanso e regressamos à civilização pós-colonial de Lençóis da Bahia.

Passo do Lontra, Miranda, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.
Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.

Ilha de Goreia, Senegal

Uma Ilha Escrava da Escravatura

Foram vários milhões ou apenas milhares os escravos a passar por Goreia a caminho das Américas? Seja qual for a verdade, esta pequena ilha senegalesa nunca se libertará do jugo do seu simbolismo.​

Casario

Lares Doces Lares

Poucas espécies são mais sociais e gregárias que a humana. O Homem tende emular outros lares doces lares do mundo. Alguns desses casarios revelam-se impressionantes.
Brasília, Brasil

Brasília: da Utopia à Capital e Arena Política do Brasil

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.
Lençois da Bahia, Brasil

Lençois da Bahia: nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.
Ilha do Marajó, Brasil

A Ilha dos Búfalos

Uma embarcação que transportava búfalos da Índia terá naufragado na foz do rio Amazonas. Hoje, a ilha de Marajó que os acolheu tem uma das maiores manadas do mundo e o Brasil já não passa sem estes bovídeos.
Chapada Diamantina, Brasil

Bahia de Gema

Até ao final do séc. XIX, a Chapada Diamantina foi uma terra de prospecção e ambições desmedidas.Agora que os diamantes rareiam os forasteiros anseiam descobrir as suas mesetas e galerias subterrâneas
Fort-de-France, Martinica

Liberdade, Bipolaridade e Tropicalidade

Na capital da Martinica confirma-se uma fascinante extensão caribenha do território francês. Ali, as relações entre os colonos e os nativos descendentes de escravos ainda suscitam pequenas revoluções.
Jovens percorrem a rua principal de Chame, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 1º - Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Bertie em calhambeque, Napier, Nova Zelândia
Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos Anos Trinta. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Aventura
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Desfile de nativos-mericanos, Pow Pow, Albuquerque, Novo México, Estados Unidos
Cerimónias e Festividades
Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o pow wow "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Cidades
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Moradora obesa de Tupola Tapaau, uma pequena ilha de Samoa Ocidental.
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Kigurumi Satoko, Templo Hachiman, Ogimashi, Japão
Cultura
Ogimashi, Japão

Um Japão Histórico-Virtual

Higurashi no Naku Koro ni” foi uma série de animação nipónica e jogo de computador com enorme sucesso. Em Ogimashi, aldeia de Shirakawa-Go, convivemos com um grupo de kigurumis das suas personagens.
Espectador, Melbourne Cricket Ground-Rules footbal, Melbourne, Australia
Desporto
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
Sal Muito Grosso
Em Viagem
Salta e Jujuy, Argentina

Pelas Terras Altas da Argentina Profunda

Um périplo pelas províncias de Salta e Jujuy leva-nos a desvendar um país sem sinal de pampas. Sumidos na vastidão andina, estes confins do Noroeste da Argentina também se perderam no tempo.
Reserva Masai Mara, Viagem Terra Masai, Quénia, Convívio masai
Étnico
Masai Mara, Quénia

Reserva Masai Mara: De Viagem pela Terra Masai

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Casamentos em Jaffa, Israel,
História
Jaffa, Israel

Onde Assenta a Telavive Sempre em Festa

Telavive é famosa pela noite mais intensa do Médio Oriente. Mas, se os seus jovens se divertem até à exaustão nas discotecas à beira Mediterrâneo, é cada vez mais na vizinha Old Jaffa que dão o nó.
Forte Galle, Sri Lanka, Ceilão Lendária Taprobana
Ilhas
Galle, Sri Lanka

Nem Além, Nem Aquém da Lendária Taprobana

Camões eternizou o Ceilão como um marco indelével das Descobertas onde Galle foi das primeiras fortalezas que os portugueses controlaram e cederam. Passaram-se cinco séculos e o Ceilão deu lugar ao Sri Lanka. Galle resiste e continua a seduzir exploradores dos quatro cantos da Terra.
Verificação da correspondência
Inverno Branco
Rovaniemi, Finlândia

Da Lapónia Finlandesa ao Árctico, Visita à Terra do Pai Natal

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar.
Na pista de Crime e Castigo, Sao Petersburgo, Russia, Vladimirskaya
Literatura
São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Petersburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.
luz solar fotografia, sol, luzes
Natureza
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Leão, elefantes, PN Hwange, Zimbabwe
Parques Naturais
PN Hwange, Zimbabwé

O Legado do Saudoso Leão Cecil

No dia 1 de Julho de 2015, Walter Palmer, um dentista e caçador de trofeus do Minnesota matou Cecil, o leão mais famoso do Zimbabué. O abate gerou uma onda viral de indignação. Como constatamos no PN Hwange, quase dois anos volvidos, os descendentes de Cecil prosperam.
Palácio Gyeongbokgung, Seul, Viagem Coreia, Manobras a cores
Património Mundial UNESCO
Seul, Coreia do Sul

Um Vislumbre da Coreia Medieval

O Palácio de Gyeongbokgung resiste protegido por guardiães em trajes sedosos. Em conjunto, formam um símbolo da identidade sul-coreana. Sem o esperarmos, acabamos por nos ver na era imperial destas paragens asiáticas.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Personagens
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Barcos fundo de vidro, Kabira Bay, Ishigaki
Praias
Ishigaki, Japão

Inusitados Trópicos Nipónicos

Ishigaki é uma das últimas ilhas da alpondra que se estende entre Honshu e Taiwan. Ishigakijima abriga algumas das mais incríveis praias e paisagens litorais destas partes do oceano Pacífico. Os cada vez mais japoneses que as visitam desfrutam-nas de uma forma pouco ou nada balnear.
Hinduismo Balinês, Lombok, Indonésia, templo Batu Bolong, vulcão Agung em fundo
Religião
Lombok, Indonésia

Lombok: Hinduísmo Balinês Numa Ilha do Islão

A fundação da Indonésia assentou na crença num Deus único. Este princípio ambíguo sempre gerou polémica entre nacionalistas e islamistas mas, em Lombok, os balineses levam a liberdade de culto a peito
Composição Flam Railway abaixo de uma queda d'água, Noruega
Sobre carris
Nesbyen a Flam, Noruega

Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

Por estrada e a bordo do Flam Railway, num dos itinerários ferroviários mais íngremes do mundo, chegamos a Flam e à entrada do Sognefjord, o maior, mais profundo e reverenciado dos fiordes da Escandinávia. Do ponto de partida à derradeira estação, confirma-se monumental esta Noruega que desvendamos.
Erika Mae
Sociedade
Filipinas

Os Donos da Estrada Filipina

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, os filipinos transformaram milhares de jipes norte-americanos abandonados e criaram o sistema de transporte nacional. Hoje, os exuberantes jeepneys estão para as curvas.
Vendedores de fruta, Enxame, Moçambique
Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Maria Jacarés, Pantanal Brasil
Vida Selvagem
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
EN FR PT ES