Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga


Pequena súbdita

Menina de Hampi percorre a alameda em frente de um dos templos hindus mais elevados da velha Vijayanagar.

Vista de outros tempos

Fachada amarelada pelo sol poente de um dos muitos edifícios disseminados pelos arredores de Hampi.

À margem do Tungabhadra

Barqueiros conversam enquanto não chegam mais clientes à sua pequena doca improvisada.

De saída

Visitantes indianos de Hampi deixam um dos templos em ruínas do velho reino de Vijayanagar.

Com Hampi no coração

Jovem vendedor exibe livros forográficos de Hampi, em frente a um dos principais - e mais elevados - templos hindus do velho reino de Vijayanagar.

Relevo à Arte

Relevo esculpido numa parede de um templo secundário do antigo reino de Vijayanagar, nos arredores de Hampi.

À espera de passageiros

Barqueiro muçulmano de uma coracle (barcaça redonda) contempla o cenário do rio Tungabhadra, a principal artéria fluvial de Hampi.

Sortido Garrido

Banca com colorantes em pó de cores fortes no centro de Hampi Bazaar.

De molho

Búfalos protegem-se do calor intenso que se faz sentir em Hampi, nas águas escuras do Tunghabadra.

Lavandeiras hindus

Mulheres nativas de sari lavam roupa num braço do rio Tunghabadra, também usado por búfalos, pescadores e pela população de Hampi em geral.

Vislumbre Dourado

Ruína de um edifício secular do império de Vijayanagar, escondida por detrás de uma floresta de coqueiros.

SiS Security

Segurança indiano protege um templo de Hampi em restauração, com entrada entre duas estátuas danificadas de elefantes.

Hora de embarque

Passageiros preparam-se para embarcar numa grande barçaca coracle que os levará a atravessar o rio Tungabhadra.

Torre do Tempo

Um torreão amarelado pelo sol e pelos séculos, destaca-se contra o céu azul sobre o território rochoso de Hampi.

Paciência de Indiano

Casal tentar desenrodilhar redes de pesca junto a um braço do rio Tungabhadra.

Diversão Fluvial

Miúdo banha-se no rio Tungabhadra, junto a uma barcaça coracle que usa como plataforma de mergulhos.

Coke

Vendedor de refrescos exibe boa disposição animado pelo bom negócio trazido por temperaturas escaldantes, em Hampi.

Dia termina sobre o cenário tropical mas rochoso do estado de Karnataka, em redor de Hampi.

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

Nunca nos chega a parecer menos vasta a extremidade afunilada do subcontinente. Nem as terras interiores do estado de Karnataka porque nos aventuramos, depois de termos já tocado o limiar meridional em bico da Índia.

As viagens, intermináveis e desconfortáveis, continuavam a desgastar-nos a condizer. Quase seis horas de Ooty para Mysore. Três horas de Mysore para Bangalore. Nove horas e meia, mais uma vez ferroviárias de Bangalore para Hozeit. Meia-hora de rickshaw daqui para Hampi, o destino que perseguíamos e a que chegamos em óbvio sofrimento gástrico, depois de uma refeição descuidada de tempuras numa das estações de comboio caóticas por que tínhamos transitado.

Nos 30 minutos derradeiros do percurso, o cenário foi-se tornando mágico à medida que o triciclo mal motorizado agonizava pelas terras rochosas de Vijayanagar. Estamos no pino do Verão indiano, se assim lhe podemos chamar. O céu sempre azul nada atenuava o calor abrasivo reflectido de volta para cima pelo solo de pedra.

Mowgli, o rapaz feral do Livro da Selva pouco tinha que ver com estas paragens inóspitas. Mesmo assim, a pousada barata que tínhamos escolhido para nos hospedarmos fora baptizada em sua honra.  Ansiávamos o aconchego do duche e da cama como a criança de Rudyard Kipling desejava o ventre felpudo da mãe-loba Racsha.

O rickshaw passa por entre os templos altivos do centro real de Hampi e só se detém perante o caudal lodacento do rio Tungabhadra. “Bom, eu tenho que ficar por aqui” atalha o condutor munido da força das evidências. “Agora, vocês têm que atravessar naqueles barcos”.

Indagamo-nos se devido ao cansaço, se ao mal-estar, por mais que examinássemos a zona ribeirinha, falhávamos em avistar qualquer embarcação. O motorista não desistiu. “Estão, ali, mais abaixo. Avancem um pouco e já vêem”.

Mesmo algo desconfiados, assim fazemos. Só na iminência da beira-rio inferior encontramos, por fim, uma frota de cascas de nozes gigantes, coracles, assim lhe chamavam os barqueiros ávidos por facturarem com os recém-chegados passageiros.

Como qualquer estreante a bordo de tais barcaças, estranhamos o embarque bamboleante e ainda mais a navegação pouco ou nada hidrodinâmica que prolonga a travessia. Protegido do sol por uma jilaba e turbante, ambos brancos, que contrastavam com a pele da face torrada, o barqueiro rema de um lado ao outro sem dizer palavra e sempre com ar de poucos amigos. Não tardaríamos a descobrir que nos tinha cobrado o triplo da tarifa, sem dano digno de registo, já que o preço tabelado era de algumas dezenas irrelevantes de rupias.

Pouco depois, damos entrada na guest-house Mowgli que se desvenda dispersa por várias cabanas entre coqueiros frondosos, espécies de palhotas sobredimensionadas  e com a decoração e o apetrechamento esperado por qualquer viajante descontraído.

Descansamos e tentamos recuperar da catástrofe alimentar a que nos tínhamos sujeitado no dia anterior mas a indisposição só se agravava. Nessa noite que entretanto caiu, em vez de paz e descanso, somos prendados com a descoberta arrepiante de que a guest-house estava completamente lotada de mochileiros israelitas.

De diversas voltas pela Terra, conhecíamos bem a sua fama algo soberba e egoísta tanto para com nativos como para outros viajantes. Também o quanto a sua presença nos iria muito provavelmente afectar. A confirmá-lo, a rave não tardou a começar. Para nosso desespero, durou quase toda a madrugada.  

Por forma a compensarmos os prejuízos causados pelo ribombar psicadélico e pela gritaria, dormimos pela manhã fora. Ao deixarmos pela primeira vez o acolhimento agridoce da Mowgli, assola-nos a certeza que estão uns 45º. Nem esse forno nos demove de alugarmos bicicletas e nos fazermos à grande Hampi.

Voltamos a cruzar o rio, numa outra barcaça e já pela tabela. Do lado de lá, circulamos pelo centro sagrado de Hampi Bazaar, entre os enormes templos piramidais hindus e jainistas em que os sucessivos regentes do império Vijayanagar veneraram Shiva, Vishnu e outros deuses.

De 1343 a 1565, foi este um dos impérios mais poderosos do Mundo. Assim o testemunharam o aventureiro português Domingo Paes e o mercador de cavalos Fernão Nunes. É forte a probabilidade de que ambos se fartaram de tentar pronunciar correctamente a sua denominação, até que lhe passaram a chamar Bisnaga para contornar a chatice. Narraram em “Chronica dos Reis de Bisnaga” o fulgor civilizacional e o poderio do estado que, por essa altura, dominava grande parte do tráfico de especiarias do subcontinente e do oceano Índico ao largo e que se tornou o principal parceiro do Império Português no sul asiático.

Aos olhos de Domingos Paes, por volta de 1520, Vijayanagar prosperava a olhos vistos, financiada pela venda intensa das especiarias e pedras preciosas. Era comparável a Roma, rodeada de vegetação bem irrigada por aquedutos que traziam a água de lagos artificiais.

Hoje, pode faltar a Hampi Bazaar – o principal reduto comercial – a grandiosidade de outros tempos mas os vendedores envidam todos os esforços diplomáticos para se tornarem e à cidade mais prósperos.

A Sara aproveita. Consciente de que estamos a aproximar-nos do fim do périplo indiano, compra finalmente as calças garridas em tecido fino com que sonhava desde que as tinha visto em Goa. “Não tenho a sua medida em todas as cores.”, comunica a mercadora com desgosto. “Mas posso costurá-las e vêm buscar amanhã”. Assim fizemos e assim voltámos a renovar as relações comerciais indo-portuguesas tão prolíficas nos tempos áureos que antecederam Hampi. 

Logo após, circundamos os templos de Virupaksha e de de Vittala em que também entramos para admirar as incontáveis colunas trabalhadas, as pinturas e esculturas minuciosas e a gloriosa arquitectura hindu no seu todo.

Ainda e sempre em hiperventilação devido ao braseiro que se faz sentir em todo o estado de Karnataka, exploramos os velhos estábulos dos elefantes, os banhos da rainha e inúmeros outros edifícios e templos amarelados pelo passar dos séculos.

Ingressamos na estrada que atravessa o bairro islâmico de volta ao rio e em direcção à colina de Anjenadri de onde esperávamos obter uma vista bem panorâmica do conjunto. Mas, a determinada altura, nativos e visitantes indianos com que nos cruzamos acenam e gritam para não avançarmos mais, para regressarmos ao centro. “Há bandidos lá mais para cima!”, grita-nos uma senhora com postura brâmane. “Andam com espingardas e tudo!”

Estávamos conscientes de que até mesmo a pátria-mãe do misticismo e da espiritualidade tinha, de quando em quando, destas aberrações.

De acordo, invertemos marcha para paragens mais seguras, nas imediações do Tungabhadra. Ali, damos com um braço de rio estendido entre encostas repletas de pedregulhos. Depressa percebemos a  multifuncionalidade do charco profundo. Enquanto por lá repousámos, vários búfalos refrescavam-se quase submersos, como um miúdo que mergulhava repetidamente a partir de uma sua mini-coracle. Ao mesmo tempo, um casal de nativos com idade avançada pescava à rede, e jovens mulheres enroladas em saris folclóricos lavavam outras peças de roupa tão ou mais exuberantes.

Continuámos a dar ao pedal pela tarde fora. E, quanto mais apreciávamos de Hampi mais nos encantava constatar que, quase meio século depois da capitulação de Vijayanagar, a vida proliferava entre as ruínas deslumbrantes de Bisnaga.

Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.

Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a vetaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.

Guwahati, India

A Cidade Prolífica que Venera o Desejo e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.

Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.

Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção himalaia da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos creem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.

Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.

Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
A pequena-grande Senglea
Arquitectura & Design

Senglea, Malta

A Cidade com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.

Aurora fria II
Aventura
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Portal para uma ilha sagrada
Cerimónias e Festividades

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

Filhos da Mãe-Arménia
Cidades

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Celebração Nahuatl
Cultura

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Pórtico do tempo
Em Viagem

Usbequistão

Viagem Pelo Pseudo-Alcatrão do Usbequistão

Os séculos passaram. As velhas e degradadas estradas soviéticas sulcam os desertos e oásis antes atravessados pelas caravanas da Rota da Seda. Sujeitos ao seu jugo durante uma semana, vivemos cada paragem e incursão nos lugares e cenários usbeques como recompensas rodoviárias históricas.

Coragem
Étnico

Pentecostes, Vanuatu

Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Correria equina
História
Castro Laboreiro, Portugal  

No Cimo Raiano-Serrano de Portugal

Chegamos à eminência da Galiza, a 1000m de altitude e até mais. Castro Laboreiro e as aldeias em redor impõem-se à monumentalidade granítica das serras e do Planalto da Peneda e de Laboreiro. Como o fazem as suas gentes resilientes que, entregues ora a Brandas ora a Inverneiras, ainda chamam casa a estas paragens deslumbrantes.
Marcha Patriota
Ilhas

Taiwan

Formosa mas Não Segura

Os navegadores portugueses não podiam imaginar o imbróglio reservado à ilha que os encantou. Passados quase 500 anos, Taiwan prospera, algures entre a independência e a integração na grande China.

Santas alturas
Inverno Branco

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Convívio masai
Natureza

Masai Mara, Quénia

Um Povo Entregue à Bicharada

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Cores Argentinas
Parques Naturais

Perito Moreno, Argentina

O Glaciar Que Não se Rende

O aquecimento é supostamente global mas não chega a todo o lado. Na Patagónia, alguns rios de gelo resistem.De tempos a tempos, o avanço do Perito Moreno provoca derrocadas que fazem parar a Argentina

O derradeiro submarino
Património Mundial Unesco
Suomenlinna, Finlândia

A Fortaleza em Tempos Sueca da Finlândia

Destacada num pequeno arquipélago à entrada de Helsínquia, Suomenlinna foi erguida por desígnios político-militares do reino sueco. Durante mais de um século, a Rússia deteve-a. Desde 1917, que o povo suómi a venera como o bastião histórico da sua espinhosa independência.
Riso no elevador
Personagens

Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A industria japonesa da noite é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, somos acolhidos por uma sua assalariada enigmática que opera algures entre a arte gueixa e a prostituição convencional.

Tambores e tatoos
Praia

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

A Crucificação em Helsínquia
Religião

Helsínquia, Finlândia

Uma Via Crucis Frígido-Erudita

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.

Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
Noite Pachinko
Sociedade

Tóquio, Japão

O Vídeo-Vício Que Deprime o Japão

Começou como um brinquedo mas a apetência nipónica pelo lucro depressa transformou o pachinko numa obsessão nacional. Hoje, são 30 milhões os japoneses rendidos a estas máquinas de jogo alienantes.

Dança dos cabelos
Vida Quotidiana

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Recanto histórico
Vida Selvagem

Tasmânia, Austrália

À Descoberta de Tassie

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito mais rude que aussie de ser e mantém-se envolta em mistério no seu recanto meridional dos antípodas.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.