Tasmânia, Austrália

À Descoberta de Tassie


Recanto histórico

Pormenor de um café de Queenstown, uma velha povoação mineira da costa oeste da Tasmania.

Floresta Cerrada

Enormes fetos dominam a vegetação verdejante do PN Franklin-Gordon.

Ponte para outro dia

Sol põe-se sobre Ross, uma das povoações seculares das Midlands.

Church St. - Sem saída

Torre da igreja de Richmond, uma povoação histórica do Sudoeste.

Cradle Mountain

Os picos aguçados de dolerite da Cradle Mountaino pico mais emblemático da Cradle Mountain, no interior norte da Tasmânia.

Calçado Arejado

Estendal de calçado velho aumentado por locais e viajantes num vedação na estrada a caminho do PN Frecynet.

Correio 26

Caixas de correio tradicionais da velha vila de Ross, no coração das Midlands.

Luz ténue sob um manto de nuvens de tempestade ilumina a ponte de Ross.

Sinal de trânsito alerta para a presença de equidnas, um de vários mamíferos austrais da Tasmânia.

Canguru juvenil numa praia selvagem do PN Frecynet.

Litoral selvagem do PN Frecynet, na costa leste da Tasmânia.

Golfinho salta nas águas frígidas ao largo da ilha Brunet, na costa sudeste da ilha.

Casal anda de canoa sobre as águas escuras e geladas do lago St. Clair.

Listas de água e areia numa praia a sul de Hobart.

Leão-marinho eleva-se do Mar da Tasmânia, nas imediações da ilha Brunet.

A velha ponte de Richmond, a mais antiga em uso na Austrália.

Fetos exuberante do PN Franklin-Gordon no interior leste chuvoso da Tasmânia.

Indicador histórico de distância para Hobart, destacado na ponte de Richmond.

O vale profundo em que flui o Fisher's River, um domínio remoto e indómito da Tasmânia.

Torre da Igreja anglicana de St. John, em Richmond.

Trabalhadora entra no precinto da estação de comboios Rack & Pinion que preserva um serviço a vapor preservado em funcionamento, a partir de Queenstown.

Gazebo elegante no Cataract Gorge Park de Launceston, a segunda cidade da Tasmânia.

Colónia de Leões-marinhos ao largo da ilha Brunet na costa sudeste da Tasmânia.

A baía quase perfeita de WineGlass, a mais visitada do Parque Nacional Frecynet.

Lancha percorre os meandros caprichosos do rio Franklin, no sudeste da Tasmania.

Visitante fotografa a estação de comboios a vapor Rack & Pinion, em Queenstown.

Terras secas das Midlands em pleno Verão austral da Tasmânia.

Homem chega de caiaque à margem do lago St.Clair com a Cradle Mountain em fundo.

Locomotiva a vapor na estação de comboios Rack & Pinion de Queensntown.

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito mais rude que aussie de ser e mantém-se envolta em mistério no seu recanto meridional dos antípodas.

Dominadas pelos tons de verde e amarelo das plantações de cereais e das sebes que as delimitam, as Midlands estendem-se para norte de Hobart. São uma zona relativamente plana, com um potencial agrícola que é explorado desde os primeiros anos da colonizaç&

atilde;o, algo que tem reflexo no número de vilas rurais de pedra, antigas povoações guarnição e correio ali presentes. Em Oatlands, por exemplo, encontra-se a maior colecção de arquitectura georgiana, com 87 edifícios históricos contabilizados só na rua principal. Já Ross, foi construída, em 1812, para proteger os colonos que percorriam na principal estrada norte-sul, dos ataques dos aborígenes. A sua famosa ponte foi construída por Daniel Herbert, um mação condenado a quem foi concedido o perdão como recompensa pelo trabalho exaustivo nos 186 painéis que decoram os arcos. O monumento tornou-se na grande atracção mas toda a vila se revela pitoresca, animada por pequenas lojas de artesanato e casas de chá aconchegantes. Outra das suas curiosidades é um cruzamento que pode conduzir a quatro direcções: a Tentação, representada pelo hotel-pub Man O’Ross, a Salvação, oferecida pela igreja católica, a Recreação, proporcionada pelo edifício cultural da câmara local e, por fim, a Condenação (a velha cadeia).

Um desvio para leste conduz à costa oriental da Tasmânia, conhecida como Sun Coast graças ao seu clima suave. A estrada, estreita e sinuosa, sobe e desce inúmeras pequenas colinas mas, mais que o traçado de montanha russa, é a sucessão de cadáveres de animais que impressiona.

A proliferação de animais com hábitos nocturnos – com predomínio para os marsupiais – e a falta de protecções que evitem as suas incursões sobre o alcatrão, fez da ilha uma verdadeira World Roadkill Capital, o título atribuído pelos anglófonos. As vítimas dividem-se entre várias espécies e sub-espécies: reconhecem-se cangurus, wallabies (pequenos cangurus) e pademelons (cangurus ainda mais pequenos) equidnas, raposas, diabos da Tasmânia e opossums (gambás) , estes últimos dos mais temidos pelos condutores, por o seu físico robusto provocar enormes danos nos motores e carroçarias.

A Tasmânia preserva vastas áreas de montanha e florestas densas, redutos naturais em que a civilização ainda está por penetrar. A fauna local beneficia desses ecossistemas e do facto de serem apenas 500.000 os humanos e reproduz-se a alto ritmo. Mas nem todos os animais têm a mesma sorte. O Tigre da Tasmânia (thylacine) caçava o gado dos colonos. Extinguiu-se, em 1936, vítima das sucessivas vinganças. Como é normal nestes casos, subsistem defensores de que alguns espécimes furtivos se escondem na Tasmânia profunda.

Num daqueles desenhos animados apresentados pelo saudoso Vasco Granja, Bugs Bunny é acossado pelo Diabo da Tasmânia e recorre a um dicionário para perceber melhor que estranha espécie o ameaça: “ … aqui está, Diabo da Tasmânia: besta forte, assassina, dotado de maxilares poderosos como uma armadilha de aço – é insaciável – alimenta-se de tigres, leões, elefantes, búfalos, burros, girafas, polvos, rinocerontes, alces, patos … ao que o predador acrescenta: “E coelhos”.  “Coelhos? Não diz nada aqui.”, responde Bugs Bunny, esgotando a paciência do Taz que, para impor a sua vontade, completa o dicionário com um lápis.

Apesar da reputação diabólica, o grande símbolo da ilha pode estar condenado ao mesmo destino do thylacine. Em certas regiões, a sua população diminuiu cerca de 80%. Além dos atropelamentos, que acontecem quando se alimenta de cadáveres de outros animais sobre o asfalto, este marsupial carnívoro foi assolado por um tumor facial que os cientistas não conseguiram até agora controlar. Após intenso lobby, o governo da Tasmânia obteve autorização da Warner Bros para vender cinco mil peluches do Taz e usar o lucro no combate à doença. A oferta foi pobre tendo em conta que a imagem do animal rende, todos os anos, vários milhões de dólares à companhia.

A estrada prossegue para norte ao longo do litoral ventoso do leste. Quando chega ao meio da ilha, corta para uma península descaída no mapa e entra no Parque Nacional Frecynet, um território protegido em que abundam tanto as praias selvagens de areia branca e mar revolto como enseadas tranquilas de águas azuladas que dão para penhascos imponentes e encostas florestadas. Duas destas enseadas que quase se tocam na Wineglass Bay transformaram-se na paisagem de eleição da Tasmânia. Para a admirar, os visitantes percorrem os mais de 600 degraus que levam ao seu miradouro mas só os mais jovens ou em boa forma se aventuram pelo longo (3 horas, ida e volta) trilho íngreme que desce para as praias. Para aqueles que o fazem num dia de Verão, os mergulhos nas águas revigorantes do Mar da Tasmânia, chegam como a recompensa perfeita.

Duzentos e dez quilómetros para norte da capital Hobart, Launceston é a segunda maior urbe da ilha. Ainda a anos luz da capital Hobart no que diz respeito ao desenvolvimento e ritmo de vida, a cidade só há pouco acordou com o ruído turístico que se fazia sentir na Tasmânia. Como resultado, as suas atracções resumem-se a alguns restaurantes regionais e ao chamariz injustificado da Cataract Gorge que nem visitada de teleférico impressiona. Vinte minutos de carro depois, surge a costa setentrional, a mais desenvolvida da ilha e, como Launceston, pouco atractiva razão porque, em sua vez, os principais guias aconselham a Tasmanian Wilderness World Heritage Area, o interior selvagem que se estende para sudeste.

Uma via sinuosa de terra batida subsumida na vegetação e atravessada por cangurus de todos os tamanhos ascende das planícies rurais do coração da ilha para as alturas. Quando a estrada termina insinuam-se uma passadeira de madeira e sinais que alertam para um elevado risco de queda. Trezentos metros depois, a passadeira abre para um dos cenários realmente inóspitos e grandiosos da Tasmânia. Entre a visão e a vertigem, impõem-se para diante os enormes penhascos e os vales glaciares amplos do Devils Gullet, com vértice profundo no leito do Fisher’s River. Os Roaring Forties – ventos gélidos que circundam a Terra a esta latitude – sopram com uma força avassaladora. Dão toda a razão de ser aos avisos de perigo e exigem mãos firmes na  plataforma de observação.

Para ocidente deste território extremo surge o Parque Nacional Cradle Mountain-Lake St.Clair, o mais reputado da ilha, Património da Humanidade e palco do concorrido Overland Track. Ao longo de oitenta quilómetros e durante cinco ou seis dias, este percurso que liga o Cradle Valley a Cynthia Bay delicia os caminhantes à medida que serpenteia entre as montanhas e lagos da região. Do lado de lá do estreito de Bass, o simples som dos seus nomes chega a provocar arrepios. «Cradle Mountain? Overland Track? They’re awesome, mate!» comentam, sem reticências, Ian e Kate, dois irmãos australianos de Melbourne.

Deixados para trás os parques nacionais, a meio da última descida tortuosa da Lyell Highway, desvenda-se um panorama semilunar feito de montanhas e vales despidos e gastos. A inclinação termina em Queenstown, uma povoação de aparência e atmosfera western que trocou a mineração erosiva pelo turismo. Com respectivamente 3400 e seiscentos habitantes, Queenstown e Strahan – a sua vizinha do litoral – servem de porta de entrada para o grande Sudoeste, a última fronteira tazzie, onde as estradas não chegam e a natureza prospera com esplendor indisputado.

Strahan surge timidamente sob a protecção do pequeno porto de Macquarie. Está cercada por uma imensidão de mato e pântanos que, como as focas e os leões-marinhos, invadem as praias inóspitas da costa ocidental, permanentemente batidas pelas águas traiçoeiras do Antárctico. Para o interior, o Franklin e o Gordon destacam-se entre vários rios furtivos. Ambos se escondem em florestas tropicais quase impenetráveis e passam por gargantas profundas que vão acelerando os seus caudais revoltos.

Se existisse um top para os povos intrépidos, os ozzies surgiriam sempre no primeiro lugar. Apesar da rudeza da região, depressa a adoptaram como uma espécie de parque de diversões em que brincam ao trekking e ao rafting ultra-radicais durante dias a fio. Dependentes da adrenalina e apaixonados pelo dramatismo dos cenários, continuam a voltar vezes sem conta a estes confins insulares da Austrália.

Sydney, Austrália

De Desterro de Criminosos a Cidade Exemplar

A primeira das colónias australianas foi erguida por reclusos desterrados. Hoje, os aussies de Sydney gabam-se de antigos condenados da sua árvore genealógica e orgulham-se da prosperidade cosmopolita da megalópole que habitam. 

Estradas Imperdíveis

Grandes Percursos, Grandes Viagens

Com nomes pomposos ou meros códigos rodoviários, certas estradas percorrem cenários realmente sublimes. Da Road 66 à Great Ocean Road, são, todas elas, aventuras imperdíveis ao volante.

Victoria, Austrália

No Grande Sul Australiano

Uma das evasões preferidas dos habitantes de Melbourne, a estrada B100 desvenda um litoral sublime que o oceano moldou. E bastam alguns km para perceber porque foi baptizada The Great Ocean Road.

Hobart, Austrália

A Porta dos Fundos da Austrália

Hobart, a capital de estado mais a sul da grande ilha foi colonizada por milhares de degredados de Inglaterra. Sem surpresa, a sua população preserva uma forte admiração pelos modos de vida marginais.

Norte de Queensland, Austrália

Uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.

Port Arthur, Austrália

Uma Ilha Condenada ao Crime

O complexo prisional de Port Arthur sempre atemorizou os desterrados britânicos. 90 anos após o seu fecho, um crime hediondo ali cometido forçou a Tasmânia a regressar aos seus tempos mais lúgubres.

Arquitectura & Design
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Aventura
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Indígena Coroado
Cerimónias e Festividades

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

Bom conselho Budista
Cidades

Chiang Mai, Tailândia

300 Wats de Energia Espiritual e Cultural

Os tailandeses chamam a cada templo budista wat e a sua capital do norte tem-nos em óbvia abundância. Entregue a sucessivos eventos realizados entre santuários, Chiang Mai nunca se chega a desligar.

Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Ilha menor
Cultura

Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.

Fogo-de-artifício branco
Desporto

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Via caribenha
Em Viagem

Overseas Highway, E.U.A. 

A Alpondra Caribenha dos E.U.A.

Os Estados Unidos continentais parecem encerrar-se, a sul, na sua caprichosa península da Flórida. Não se ficam por aí. Mais de cem ilhas de coral, areia e mangal formam uma excêntrica extensão tropical que há muito seduz os veraneantes norte-americanos.

Étnico
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Vela ao vento
História

Zanzibar, Tanzânia

As Ilhas Africanas das Especiarias

Vasco da Gama abriu o Índico ao império luso. No século XVIII, o arquipélago de Zanzibar tornou-se o maior produtor de cravinho e as especiarias diversificaram-se, tal como os povos que o disputaram.

Príncipe da Selva
Ilhas

Príncipe, São Tomé e Príncipe

O Nobre Retiro de Príncipe

A 150 km de solidão para norte da matriarca São Tomé, Príncipe eleva-se do Atlântico profundo num cenário abrupto e vulcânico de montanha coberta de selva. Há muito encerrada na sua natureza tropical arrebatadora e num passado luso-colonial contido mas comovente, esta pequena ilha africana ainda abriga mais estórias para contar que visitantes para as escutar.

Lenha
Inverno Branco

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Retorno na mesma moeda
Natureza

Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Água grande
Parques Naturais

Cataratas Iguaçu, Brasil/Argentina

O Grande Splash

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.

Rampa
Património Mundial Unesco

Badaling, China

Uma Invasão Chinesa da Muralha da China

Com a chegada dos dias quentes, hordas de visitantes Han apoderam-se da maior estrutura criada pelo homem, recuam à era das dinastias imperiais e celebram o protagonismo recém-conquistado pela nação.

Riso no elevador
Personagens

Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A industria japonesa da noite é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, somos acolhidos por uma sua assalariada enigmática que opera algures entre a arte gueixa e a prostituição convencional.

Perigo: correntes
Praia

Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, muito pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da remota ilha francesa da Reunião está por conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.

Àgua doce
Religião

Maurícias

Uma Míni-Índia nos Fundos do Índico

No século XIX, franceses e britânicos disputaram um arquipélago a leste de Madagáscar antes descoberto pelos portugueses. Os britânicos triunfaram, re-colonizaram as ilhas com cortadores de cana-de-açúcar do subcontinente e ambos admitiram a língua, lei e modos francófonos precedentes. Desta mixagem, surgiu a exótica Maurícia.    

Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
Sociedade
Militares

Defensores das Suas Pátrias

Detectamo-los por todo o lado, mesmo em tempos de paz. A maior parte dos que encontramos a postos, nas cidades, cumpre apenas missões rotineiras que requerem, acima de tudo, rigor e paciência.
Dança dos cabelos
Vida Quotidiana

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Vida Selvagem

Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.