À Descoberta de Tassie, Parte 1 - Hobart, Austrália

A Porta dos Fundos da Austrália


Fila muito pouco indiana

Família regressa a casa após um passeio diversificado pela zona ribeirinha de Hobart.

Arte encaixotada

Artista de rua aguarda a sua vez de actuar no mercado de Salamanca Square.

Mercado de Salamanca Square

É sábado de manhã e uma multidão examina as tendas do mercado mais famoso de Hobart, o de Salamanca.

Momento Kodak

Prédios clássicos contra outros mais modernos, em Elisabeth Street, uma rua pedestre de Hobart.

Basta ter cabeça

Manequins com chapéus numa tenda do mercado de Salamanca Square.

Bancada improvisada

Homem empoleirado segura uma criança.

Vista abrigada

Infra-estrutura do miradouro do Monte Wellington (1.210m) de onde se avista o casario de Hobart.

Reflexo regulável

Vendedora de chapéus do mercado de Salamanca Square segura o espelho a uma compradora.

A Salvo do Mar da Tasmânia

Embarcações ancoradas numa doca de Hobart.

Escócia na Oceania

Pormenor dos kilts usados por um grupo de gaiteiros a actuar sábado de manhã, no mercado de Salamanca Square.

Mako Sea Food

Veleiros atracados junto a uma de várias marisqueiras do porto de Hobart.

Hobart, a capital da Tasmânia e a mais meridional da Austrália foi colonizada por milhares de degredados de Inglaterra. Sem surpresa, a sua população preserva uma forte admiração pelos modos de vida marginais.

Sammy não tem ar de quem usufrua muito do ar livre e do sol mas celebra, de forma cautelosa, o já longo período de bonança na meteorologia da Tasmânia e de, Hobart, a capital.

“Tem estado fabuloso, mas não pensem que isto é sempre assim, afiança-nos a adolescente, debaixo dos óculinhos redondos, enquanto partilhamos um fish & chips oleoso. “A Antárctida é já ali em baixo e, mesmo de Dezembro a Fevereiro, temos períodos de chuva e vento que nos levam ao desespero”.

A esplanada em que convivemos ocupa parte de uma das docas do porto de Hobart e prenda-nos com a vista de centenas de veleiros e outras embarcações amaradas nos seus abrigos.

Docas de Hobart, Tasmânia, Austrália

Embarcações ancoradas numa doca de Hobart

Apesar da tranquilidade marítima vigente, a conversa sobre o tempo e a visão de tanto mastro, popa e proa trazem à baila a célebre regata Sydney-Hobart e Sammy acaba por nos falar das suas piores agruras.

Sydney-Hobart: uma Regata Mortal

A prova realiza-se, todos os anos, a 26 de Dezembro, no feriado anglófono de Boxing Day. Como o nome indica, a sua rota de quase 630 milhas náuticas (quase 1200 km) tem início em Sydney, prossegue para sul, ao longo do Mar da Tasmânia, continua pela costa da ilha e termina na sua capital. A competição é conhecida pela dureza e pela quantidade de desistências e acidentes.

Na edição de 1998, por exemplo, as embarcações participantes encontraram uma tempestade a roçar o estatuto de furacão. Os ventos passaram os 70 nós e geraram vagas imensas.

Ao mesmo tempo, apesar de estarmos a meio do Verão austral, nevava em partes do sul da grande ilha. Dos 115 veleiros que zarparam do continente australiano, apenas 44 conseguiram atravessar o Estreito de Bass e chegar a Hobart, cinco barcos afundaram e morreram seis tripulantes. Este foi só o pior dos casos.

Porto de Hobart, Tasmânia, Austrália

Veleiros atracados junto a uma de várias marisqueiras do porto de Hobart

Da Descoberta de Tasman ao Degredo

Também Abel Tasman, o primeiro europeu a avistar a Tasmânia, em 1642, se terá deparado com condições adversas. E com fúrias idênticas daqueles mares meridionais terão agravado o sofrimento dos milhares de condenados que, a partir de 1803, foram degredados, de início, para Risdon Cove –  a segunda colónia britânica na Austrália – mais tarde, para outras partes da Tasmânia.

Em poucos anos, Hobart substituiu Risdon Cove e destacou-se das demais povoações pioneiras. Tornou-se na segunda cidade mais antiga do país (a seguir a Sydney) e na capital de estado australiana situada mais a sul.

O seu casario surge comprimido entre as encostas íngremes do monte Wellington (1210 m) e o estuário amplo do rio Derwent em que se prolongam as estruturas marítimas do Battery Point – o coração histórico da cidade – e da Constitution Dock.

Um Mercado à Moda Antiga

Enquanto caminhamos por estas zonas ribeirinhas organizadas em função dos armazéns georgianos construídos para suportar o comércio que entretanto se desenvolveu, descobrimos a arquitectura herdada desses velhos tempos em que, até à anunciada extinção, os aborígenes se viram obrigados a ceder a terra que detinham.

Mercado de Salamanca Square, Hobart, Tasmânia, Austrália

É sábado de manhã e uma multidão examina as tendas do mercado mais famoso de Hobart, o de Salamanca Square

Também descobrimos um mercado fiel à atmosfera ali vivida nas primeiras décadas da era colonial. É sábado de manhã e animam-se mais uma vez as ruas e o jardim de Salamanca Place. Apesar de semanal, o evento leva Hobart ao rubro e atrai gente de toda a Tasmânia.

Centenas de bancas sucedem-se num espaço rectangular em que os compradores e visitantes se aconchegam e vão percorrendo vezes sem conta.

Umas exibem produtos naturais e caseiros como as frutas mais vistosas da ilha e os doces e compotas a que deram origem. Outras promovem artesanato, o típico e o criativo, pensado e executado nas casas dos artistas locais. Outras ainda sugerem peças de roupa e de decoração excêntricas ou propõem jogos de perícia eventualmente viciados.

Mercado Salamanca Square em Hobart, Tasmânia, Austrália

Compradores abastecem-se no mercado de Salamanca Square

O ambiente é místico, com resquícios de uma época oitocentista que a  distância das grandes cidades australianas continua a validar.

Impõem-se à multidão as paredes amareladas de arenito dos velhos armazéns, em tempos, no pólo da actividade baleeira e comercial de Hobart, hoje transformados em restaurantes e bares que concentram a vida nocturna da cidade.

Há mais história no nome do lugar e do mercado que homenageia a longínqua vitória do Duque de Wellington na Batalha de Salamanca, travada, em 1812, junto à cidade castelhana.

Uma Banda de Gaiteiros de saias. A Herança Escocesa de Hobart

Um grupo de gaiteiros vestidos a rigor, toca com determinação no jardim. Logo ao lado, dezenas de buskers disputam o tempo e atenção dos transeuntes. Enquanto uns actuam, outros aguardam pela vez e ensaiam ou metem-se com quem passa para disfarçar a ansiedade.

Gaiteiros no mercado de Salamanca Square, Hobart, Tasmânia, Austrália

Pormenor dos kilts usados por um grupo de gaiteiros a actuar sábado de manhã, no mercado de Salamanca Square

Surgem músicos e malabaristas, recitadores de poesia e contorcionistas. Os mais versáteis reúnem um pouco de cada arte e, quando as conciliam com humor, são vangloriados por plateias em êxtase.

Detemo-nos o tempo necessário de cada vez que um novo busker se anuncia e exibe à multidão. Com recurso a monociclos, diábolos, maças e até moto-serras, os talentosos artistas-pedintes vão divertindo os clientes da feira sem pressas. Em troca, estes, enchem-lhes os chapéus e as caixas de sapatos de dólares australianos.

A um deles – El Diabolero – sobra boa-disposição para brincar com quem se vai embora sem contribuir. “Vocês aí ao fundo que não têm trocos, não se preocupem. É só virem aqui ao terminal multibanco!”.

El Diabolero, Mercado de Salamanca Square, Hobart, Tasmânia, Austrália

Artista de rua leva a cabo o seu número, cercado de visitantes do mercado de Salamanca Square

Há uma generosidade espontânea entre a população de Hobart e da Tasmânia em geral. E uma admiração incondicional pelas formas alternativas de vida.

Os Condenados Britânicos que Condenaram os Aborígenes

Dos primeiros 262 europeus a habitar a colónia penal britânica, em 1863, 178 eram condenados. Para muitos, a aventura nos antípodas representou um prolongamento da violência, graças aos confrontos permanentes com a tribo aborígene semi-nómada Mouheneener.

Como noutras partes da Austrália, o poder de fogo dos colonos reforçado pela devastação biológica perpetrada pelas doenças que traziam do Velho Continente depressa desmobilizaram os indígenas.

Além de cederem os seus territórios, entre 1829 e 1834, estes, foram deslocados para uma reserva na ilha de Flinders onde deveriam ser convertidos ao Cristianismo e aos modos civilizados.

Quase toda a população indígena morreu de doença e de desespero e, no fim do século XIX, já não existia nenhum nativo de sangue completamente aborígene na Tasmânia.

Apesar de a sua cultura ter cedido quase por completo à europeia, os genes estão presentes em comunidades mistas geradas, desde 1798, quando alguns caçadores de focas formaram famílias com mulheres aborígenes e se estabeleceram em Flinders e noutras ilhas do grupo Furneaux.

Trezentos e sessenta e oito anos depois de o navegador holandês Abel Tasman ter descoberto a ilha para o Ocidente, vários milhares dos 500.000 habitantes da Tasmânia são descendentes destas comunidades.

Perth a Albany, Austrália

Pelos Confins do Faroeste Australiano

Poucos povos veneram a evasão como os aussies. Com o Verão meridional em pleno e o fim-de-semana à porta, os habitantes de Perth refugiam-se da rotina urbana no recanto sudoeste da nação. Pela nossa parte, sem compromissos, exploramos a infindável Austrália Ocidental até ao seu limite sul.

Sydney, Austrália

De Desterro de Criminosos a Cidade Exemplar

A primeira das colónias australianas foi erguida por reclusos desterrados. Hoje, os aussies de Sydney gabam-se de antigos condenados da sua árvore genealógica e orgulham-se da prosperidade cosmopolita da megalópole que habitam. 

Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
À Descoberta de Tassie, 2ª Parte, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.

Victoria, Austrália

No Grande Sul Australiano

Uma das evasões preferidas dos habitantes de Melbourne, a estrada B100 desvenda um litoral sublime que o oceano moldou. E bastam alguns km para perceber porque foi baptizada The Great Ocean Road.

Alice Springs a Darwin, Austrália

A Caminho do Top End

Do Red Centre ao Top End tropical, a Stuart Hwy percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, a grande ilha muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

Perth, Austrália

A Cidade Solitária

A mais 2000km de uma congénere digna desse nome, Perth é considerada a urbe mais remota à face da Terra. Apesar de isolados entre o Índico e o vasto Outback, são poucos os habitantes que se queixam.

Norte de Queensland, Austrália

Uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.

Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.

Perth, Austrália

Em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.

Red Centre, Austrália

No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Grande Ilha. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.

Wycliffe Wells, Austrália

Os Ficheiros Pouco Secretos de Wycliffe Wells

Há décadas que os moradores, peritos de ovnilogia e visitantes testemunham avistamentos em redor de Wycliff Wells. Aqui, Roswell nunca serviu de exemplo e cada novo fenómeno é comunicado ao mundo.

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Cocquete
Arquitectura & Design

Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos thirties. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.

Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Indígena Coroado
Cerimónias e Festividades

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

Habitante de Mindelo, a capital de São Vicente e a capital cultural de Cabo Verde
Cidades
São Vicente, Cabo Verde

O Milagre de São Vicente

Uma volta a esta ilha revela uma aridez tão deslumbrante como inóspita. Contra todas as probabilidades, por um capricho da história, São Vicente viu o Mindelo prosperar como a segunda cidade mais populosa de Cabo Verde e a sua indisputada capital cultural.
Comodidade até na Natureza
Comida

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Verificação da correspondência
Cultura

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Bandeiras de oração em Ghyaru, Nepal
Em Viagem
Circuito Annapurna: 4º – Upper Pisang a Ngawal, Nepal

Do Pesadelo ao Deslumbre

Sem que estivéssemos avisados, confrontamo-nos com uma subida que nos leva ao desespero. Puxamos ao máximo pelas forças e alcançamos Ghyaru onde nos sentimos mais próximos que nunca dos Annapurnas. O resto do caminho para Ngawal soube como uma espécie de extensão da recompensa.
Moa numa praia de Rapa Nui/Ilha da Páscoa
Étnico
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Uma Busca solitária
História

Cabo da Boa Esperança, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.

Lagoa das Sete Cidades, um dos cenários majestosos da ilha de São Miguel, Açores
Ilhas
São Miguel, Açores

O Grande Éden Micaelense

Uma biosfera imaculada que as entranhas da Terra moldam e amornam exibe-se, em São Miguel, em formato panorâmico. São Miguel é a maior das ilhas portuguesas. E é uma obra de arte da Natureza e do Homem no meio do Atlântico Norte plantada.
Doca gelada
Inverno Branco

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Mergulhão contra pôr-do-sol, Rio Miranda, Pantanal, Brasil
Natureza
Passo da Lontra, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Caminhada Suprema
Parques Naturais

Savuti, Botswana

O Domínio dos Leões Comedores de Elefantes

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.

Submarino Vesikko, Suomenlinna, Helsínquia, Finlândia
Património Mundial UNESCO
Suomenlinna, Finlândia

A Fortaleza em Tempos Sueca da Finlândia

Destacada num pequeno arquipélago à entrada de Helsínquia, Suomenlinna foi erguida por desígnios político-militares do reino sueco. Durante mais de um século, a Rússia deteve-a. Desde 1917, que o povo suómi a venera como o bastião histórico da sua espinhosa independência.
Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Barcos fundo de vidro, Kabira Bay, Ishigaki
Praias
Ishigaki, Japão

Inusitados Trópicos Nipónicos

Ishigaki é uma das últimas ilhas da alpondra que se estende entre Honshu e Taiwan. Ishigakijima abriga algumas das mais incríveis praias e paisagens litorais destas partes do oceano Pacífico. Os cada vez mais japoneses que as visitam desfrutam-nas de uma forma pouco ou nada balnear.
Kremlin de Rostov Veliky, Rússia
Religião
Rostov Veliky, Rússia

Sob as Cúpulas da Alma Russa

É uma das mais antigas e importantes cidades medievais, fundada durante as origens ainda pagãs da nação dos czares. No fim do século XV, incorporada no Grande Ducado de Moscovo, tornou-se um centro imponente da religiosidade ortodoxa. Hoje, só o esplendor do kremlin moscovita suplanta o da cidadela da tranquila e pitoresca Rostov Veliky.
White Pass & Yukon Train
Sobre carris

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Puro Pacífico do Sul
Sociedade

Tongatapu, Tonga

O Último Trono da Polinésia

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e ao Havai nenhuma monarquia resistiu à chegada dos descobridores europeus e da modernidade. Para Tonga, durante várias décadas, o desafio foi resistir à monarquia.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Campo de géiseres
Vida Selvagem

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.