Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense


De volta ao porto

Barco de pesca prestes a percorrer a baía de Kachemak, prestes a dar entrada no porto de Homer.

Ala dos Negócios

Sequência de casas de madeira palafiticas que abrigam distintas lojas.

Aventura a dois

Casal desce o rio Kenai, durante o curto Verão alasquense, muito veloz e repleto de salmões.

Ala dos Negócios 2

Outra perspectiva da plataforma palafitica quer alberga uma série de lojas, vista durante a maré vazia em redor da língua de terra de Homer.

Estação de pesagem

Jovem trabalhador da doca de Homer pesa grandes alabotes acabados de pescar.

Salty Dawg Saloon

O mais famoso e pitoresco dos bares de Homer, com as suas notas penduradas do tecto.

Herança russa

Um visitante no cemitério "russo" de Ninilchik uma povoação alasquense com origem russa.

Bush Planes

Dois "hidroaviões do mato" alasquenses, atracados nas imediações de Homer.

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum. 

Os nativos Aleutas chamavam-lhe Alyeska, “a grande terra” e a noção de vastidão é, desde sempre, indissociável deste domínio remoto do continente americano. Alguns números e factos geográficos encarregam-se de desfazer qualquer dúvida. Com 1.717.854 km2, só dezoito dos países do mundo o ultrapassam em tamanho. Em termos nacionais, o Alasca tem uma linha costeira maior que a de todos os outros estados dos E.U.A. juntos. E mais de dois gigantescos Texas caberiam no seu espaço tão imenso como inóspito.

Mas o clima austero próprio da latitude elevada – 51º,20 N a 71º,50 N – e a solidão geográfica face ao resto do Mundo são pouco convidativos e nem os privilégios financeiros nem a dotação tecnológica das principais povoações chegaram para suster uma imigração que, durante as várias febres do ouro, se receou excessiva.  Com os seus 710.000 habitantes, em termos populacionais, o Alasca surge quase no fim do ranking dos E.U.A

Kerby “Crazy Doughnut” é um dos últimos refugiados de Anchorage, a cidade mais setentrional do país e que, ao mesmo tempo, abriga 40% da população do estado. Como nos confessou, a determinada altura, a sua existência na exuberante Los Angeles tinha-se tornado insuportável e a fama da vida genuína e livre de impostos da última fronteira norte-americana seduziam-no mais que as luzes ofuscantes de Hollywood e o requinte plástico de Beverly Hills e Mulholland Drive: “Os californianos são chanfrados …”, desabafa enquanto emborca o segundo shot de vodka dos últimos dez minutos. “Ano atrás de ano, fui fingindo que o problema era meu mas já não podia continuar a mentir-me. O que conta, ali, é o que se exibe e todos querem passar por cima de todos. Tive uma relação que considerava abençoada até que percebi que era só mais uma mentira. Foi a última gota. Logo que me senti com energias mudei-me para aqui e, apesar de não serem tudo rosas, estou a adaptar-me e o negócio vai bem…”

A cidade que o acolheu também prospera. De entreposto portuário e ferroviário, desenvolveu-se sem retorno com a instalação de várias bases militares e da descoberta de petróleo em Prudhoe-Bay, na costa norte do Alasca.

Hoje, Anchorage recuperou da devastação provocada pelo segundo maior tremor de terra de que há registo em todo o mundo (9.2 Richter) – que fez tremer parte significativa do Alasca numa Sexta-Feira Santa, de 1964 – e as suas ruas são mais largas, delimitadas por casas pré-construídas com, no máximo, três andares. Em termos de construção, apenas a “baixa” foi considerada excepcional e é dominada pelos edifícios-sede arranha-céus das multinacionais que comercializam o ouro-negro, casos das poderosas BP e ConocoPhilips Alaska e de companhias aéreas multimilionárias que lucram da posição da cidade, estratégica para várias rotas que ligam os estados do Lower 48 a destinos nevrálgicos da Ásia.

O sucesso de Anchorage abriu portas à sofisticação da diversão nocturna e a distintas expressões culturais com expoente formal no Alaska Center for the Performing Arts. Kerby, ele próprio auto-definido como um “criador”, dá o seu contributo e dele vai subsistindo. Pintor, designer e artista plástico multi-facetado, o seu talento impressionou donos de clubes e bares e, a partir do momento em que decorou os primeiros espaços, passou a ser requisitado com frequência.

Mas Anchorage é também um ponto de chegada e de partida quase obrigatório para os visitantes do Alasca que, de Junho a fim de Agosto, ali ultimam as suas viagens, alugam carros e caravanas e fazem as derradeiras compras, e assim dinamizam a economia local. Não fugimos à regra. Em dois dias, finalizamos os preparativos e damos por encerrada a exploração da cidade que a modernização tornou menos interessante que outros locais do estado. Fazemo-nos então à Seward Highway e ao sul do Grande Norte.

  De via com oito faixas à saída de Anchorage, a estrada depressa afunila para outras duas com que aborda o Cook Inlet, um braço do Golfo do Alasca que separa a Península Kenai do continente. Durante várias dezenas de quilómetros, seguimos apertados entre o sopé de montanhas cobertas de coníferas e um mar de aparência fluvial. O azul resiste no céu.

Aproveitamos as mais de 18 horas de luz diária e, na mesma tarde, partimos para Homer, um lugar tão emblemático como polémico, situado no quase extremo ocidental da Península Kenai. Interrompemos a viagem sempre que os cenários o requerem e para apreciarmos a visão bizarra de uma pescaria descomunal de salmão que detectamos nas margens do rio Russian.

Passadas Nikolaevsk e Kasilof, paramos também a poucos quilómetros do destino final, em Ninilchik, uma povoação fundada, em 1820, igualmente por colonos russos, como o nome deixa perceber.

Encontramos, ali, a sua igreja ortodoxa branca e o cemitério contíguo, repleto de cruzes convencionais e de oito braços, de lápides com nomes russos, apetrechadas com bandeiras dos Estados Unidos formando um monumento póstumo ao delicado convívio alasquense das nações que, em 1867, transaccionaram o território por 7.2 milhões de dólares, (108 milhões ao câmbio de hoje), o equivalente a dois cêntimos de então, por acre. 

Como uma miragem, o longo (7km) spit de Homer invade a baía de Kachemak e marca o fim da estrada no que diz respeito à Península Kenai. Desprezado por uns (que o consideram abarracado) e idolatrado por outros que o apreciam como “A Quaint Little Drinking Village with a Fishing Problem”, o lugarejo pouco mudou desde a recuperação do tsunami que lhe passou por cima em 1964. Conquista, todos os anos, novos adeptos.

Para os veteranos do Alasca, Homer é solo sagrado, uma espécie de Shangri-La sub-árctica que atrai fiéis como poucas outras povoações. A atmosfera do lugar revela-se descontraída, favorecida pela grandiosidade da natureza em redor e pelo clima privilegiado. Entre os turistas – zonzos pela profusão de bares e lojas de recordações – convivem, ali, radicais, artistas e teóricos desiludidos com a sociedade em geral, e dedicados à permanente troca de utopias. Há ainda um teatro – o Pier One – que agora serve, acima de tudo, de pouso às gaivotas. Esta sala de espectáculos decadente surge cercada por incontáveis RV’s (recreation vehicles), as imensas caravanas que, com frequência rebocam enormes jipes ou SUVs, partilhadas por famílias que passam as férias na povoação a pescar e a devorar halibut & chips.

É à última das actividades que nos entregamos no Salty Dawg Saloon, o mais excêntrico e venerado dos bares locais. Quando entramos naquele antro escuro em que a luz solar se enfia à força por uma velha janela de madeira, sentimo-nos intrusos. Retrai-nos o aperto do espaço exíguo como o peso das incontáveis notas penduradas no tecto irregular e nas paredes curtas que o sustêm. Ainda assim, avançamos. Encontramos um poiso sobre a enorme tábua dourada repleta de nomes esculpidos que fazia de mesa. Pedimos cervejas e ficamos a absorver a atmosfera barulhenta daquele antro secular, instalado numa casa construída em 1897 e que, ao longo do tempo, serviu de tudo um pouco: esquadra de polícia, estação de caminho de ferro, mercearia, escritório de uma empreitada de mineração de carvão, entre outros. Sabíamos que, lá fora, a luz solar estava para durar pelo que saboreamos as Alaskan Amber sem pressas.

Do Salty Dawg prosseguimos pelo longo “spit” fora sem expectativas de maior. Apenas umas centenas de metros para diante encontramos uma estação informal de pesagem da pesca capturada pelos pescadores residentes e pelos que chegam durante o Verão alasquense entusiasmados pela genuinidade do passatempo. Ali, um grupo de funcionários em trajes casuais penduram e exibem os espécimes durante algum tempo. São, na maioria, enormes alabotes, peixes rasos e vorazes que se alimentam de todas as outras espécies que conseguem abocanhar e que os alasquenses, por sua vez, devoram em quantidades industriais até mesmo em tempo de salmão fresco e fácil como era aquele em que estávamos. A faina decorria em frente a um de vários edifícios de madeira erguidos acima do plano mais alto da língua de terra (menos de 6 metros de altura), em jeito de palafita, a forma que a comunidade local encontrou de as proteger dos caprichos das marés, das tempestades e não só. Como uma boa parte do Alasca litoral, também Homer sofreu com o tsunami gerado pelo grande terramoto alasquense de 1964. Na Sexta Feira Santa desse ano, a vinte minutos das seis da tarde, a zona tremeu com a intensidade esperada de um sismo de magnitude 9.2 richter, o mais poderoso da história da América do Norte. Em Homer, em particular, ninguém pereceu vítima da tragédia apesar de o “spit” ter afundado quase dois metros por o sub-solo ter cedido e gerado uma onda de oito metros. O antigo porto e vários edifícios – incluindo o velho Salty Dawg Saloon – não resistiram à torrente marinha, tal como uma porção da antes mais longa língua de terra e de toda a sua antiga vegetação.

O que sobrou da ponta sinuosa é ainda muito e continuava para diante. Caminhámo-lo com o longo dia e aquele fim do mundo alasquense finalmente nos seus últimos estertores. Ao atingirmos os derradeiros metros, damos com o mar frígido da baía de Kachemak contida pelas montanhas ainda semi-nevada da Península de Kenai. Sucessivos barcos de pesca regressavam ao porto da povoação, pequenas cascas de nós metálicas que enfrentavam as águas árcticas tantas vezes revoltas. Um bando de águias pesqueiras pousadas no solo contemplavam-nos e ao mar, ansiosas por alimento. Um pai e dois filhos entretinham-se a atirar pedras de maneira a que saltassem o maior número de vezes possível sobre a água quase imóvel. Mesmo se de uma forma estranha, tudo nos parecia no seu lugar pelo que não tardámos a percorrer a estranha península no sentido contrário.

Nós últimos tempos, cada vez mais habitantes do Lower 48 norte-americano e até de Anchorage parecem ter-se fartado dos vaivéns veraneantes e fixaram-se de vez em Homer, muitos deles devido à tranquilidade da vida e à abundância de sol. “Homer inspira os sonhos de quem se quer mudar mas, em troca, exige uma boa dose de tenacidade” afirma Asia Freeman que se mudou de São Francisco com os pais quando contava com apenas seis anos. Neste momento, ela e o marido gerem uma galeria de arte. “Os meus pais não estavam interessados na arte kitsch que predomina no Alasca. Em vez, eles convidaram artistas de todos os tipos: escritores, músicos, poetas. Aos poucos, a cidade passou a ser desejada pelas almas mais criativas. Mas não é qualquer um que sobrevive por aqui. Eu e o meu marido partilhamos cinco empregos. Venda de obras de arte, ensino, um B&B, construção e a gestão imobiliária de propriedades.”

Não tardámos a encontrar-nos com outro destes exemplos. Michael – só ficámos a saber o seu primeiro nome – instalou-se no Alasca para pilotar aviões e indicar aos barcos de pesca a localização dos melhores cardumes. Durante a época alta de Homer, conduzia viagens de avião guiadas ao litoral de Katmai, um território por excelência dos ursos grizzly locais. Convidou-nos a juntarmo-nos a um grupo do dia seguinte algo que aceitámos com grande entusiasmo. Voltámos a Homer sãos e a salvo e continuámos a explorar a cidade.

 

Overseas Highway, E.U.A.

A Alpondra Caribenha dos E.U.A.

Os Estados Unidos continentais parecem encerrar-se, a sul, na sua caprichosa península da Flórida. Não se ficam por aí. Mais de cem ilhas de coral, areia e mangal formam uma excêntrica extensão tropical que há muito seduz os veraneantes norte-americanos.
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.

Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Sitka, Alasca

Memórias de Uma América que Já foi Russa

134 anos após o início da colonização, o czar Alexandre II teve que vender parte do actual 49º estado dos EUA. Em Sitka, encontramos heranças desses colonos e dos nativos que os combateram.

Juneau, Alasca

Na Capital Diminuta do Grande Norte

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta cidade ínfima que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Valdez, Alasca

Na Rota do Ouro Negro

Em 1989, o petroleiro Exxon Valdez provocou um enorme desastre ambientai. A embarcação deixou de sulcar os mares mas a cidade vitimada que lhe deu o nome continua no rumo do crude do oceano Árctico.

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Praia soleada
Arquitectura & Design

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Aventura
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Tempo de MassKara
Cerimónias e Festividades
Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.
A galope
Cidades
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Seydisfjordur
Cultura

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando a frota pesqueira de Seydisfjordur foi comprada por armadores de Reiquejavique, a povoação teve que se adaptar. Hoje captura discípulos de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.

Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

Ferry Nek Luong
Em Viagem

Ho Chi-Minh a Angkor, Camboja

O Tortuoso Caminho para Angkor

Do Vietname em diante, as estradas cambojanas desfeitas e os campos de minas remetem-nos para os anos do terror Khmer Vermelho. Sobrevivemos e somos recompensados com a visão do maior templo religioso

Tempo de surf
Étnico

Ilha do Norte, Nova Zelândia

A Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia. 

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Pura Nova Zelândia
História

Península de Banks, Nova Zelândia

Divinal Estilhaço de Terra

Vista do ar, a mais óbvia protuberância da costa leste da Ilha do Sul parece ter implodido vezes sem conta. Vulcânica mas verdejante e bucólica, a Península de Banks confina na sua geomorfologia de quase roda-dentada a essência da sempre invejável vida neozelandesa.

Pesca no Paraíso
Ilhas

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Solidariedade equina
Inverno Branco

Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

O nome mítico desencoraja a maior parte dos viajantes de explorações invernais. Mas quem chega fora do curto aconchego estival, é recompensado com a visão dos cenários vulcânicos sob um manto branco.

Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Salto Angel, Angel Falls, PN Canaima, Venezuela
Natureza
PN Canaima, Venezuela

O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra
Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Vaca cachana, Valdreu, Terras de Bouro, Portugal
Parques Naturais
Campos de Gerês -Terras de Bouro, Portugal

Pelos Campos do Gerês e as Terras de Bouro

Prosseguimos num périplo longo e ziguezagueante pelos domínios da Peneda-Gerês e de Bouro, dentro e fora do nosso único Parque Nacional. Nesta que é uma das zonas mais idolatradas do norte português, cruzamos lugares repletos de visitantes. E visitamos muitos outros entregues apenas às suas gentes resilientes e à vidinha rural de há muito.
Moai, Rano Raraku, Ilha da Páscoa, Rapa Nui, Chile
Património Mundial UNESCO
Ilha da Páscoa, Chile

Sob o Olhar dos Moais

Rapa Nui foi descoberta pelos europeus no dia de Páscoa de 1722. Mas, se o nome cristão da ilha faz todo o sentido, a civilização que a colonizou de estátuas observadoras permanece envolta em mistério.
Gang de 4
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Promessa?
Praias
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Paz & Amor
Religião
Guwahati, India

A Cidade que Venera o Desejo e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.
A Toy Train story
Sobre carris
Darjeeling Himalayan Railway, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Formação
Sociedade

Jerusalém, Israel

Em Festa no Muro das Lamentações

Nem só a preces e orações atende o lugar mais sagrado do judaísmo. As suas pedras milenares testemunham, há décadas, o juramento dos novos recrutas das IDF e ecoam os gritos eufóricos que se seguem.

Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Vida Selvagem
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.
Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.