Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense


De volta ao porto

Barco de pesca prestes a percorrer a baía de Kachemak, prestes a dar entrada no porto de Homer.

Ala dos Negócios

Sequência de casas de madeira palafiticas que abrigam distintas lojas.

Aventura a dois

Casal desce o rio Kenai, durante o curto Verão alasquense, muito veloz e repleto de salmões.

Ala dos Negócios 2

Outra perspectiva da plataforma palafitica quer alberga uma série de lojas, vista durante a maré vazia em redor da língua de terra de Homer.

Estação de pesagem

Jovem trabalhador da doca de Homer pesa grandes alabotes acabados de pescar.

Salty Dawg Saloon

O mais famoso e pitoresco dos bares de Homer, com as suas notas penduradas do tecto.

Herança russa

Um visitante no cemitério "russo" de Ninilchik uma povoação alasquense com origem russa.

Bush Planes

Dois "hidroaviões do mato" alasquenses, atracados nas imediações de Homer.

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum. 

Os nativos Aleutas chamavam-lhe Alyeska, “a grande terra” e a noção de vastidão é, desde sempre, indissociável deste domínio remoto do continente americano. Alguns números e factos geográficos encarregam-se de desfazer qualquer dúvida. Com 1.717.854 km2, só dezoito dos países do mundo o ultrapassam em tamanho. Em termos nacionais, o Alasca tem uma linha costeira maior que a de todos os outros estados dos E.U.A. juntos. E mais de dois gigantescos Texas caberiam no seu espaço tão imenso como inóspito.

Mas o clima austero próprio da latitude elevada – 51º,20 N a 71º,50 N – e a solidão geográfica face ao resto do Mundo são pouco convidativos e nem os privilégios financeiros nem a dotação tecnológica das principais povoações chegaram para suster uma imigração que, durante as várias febres do ouro, se receou excessiva.  Com os seus 710.000 habitantes, em termos populacionais, o Alasca surge quase no fim do ranking dos E.U.A

Kerby “Crazy Doughnut” é um dos últimos refugiados de Anchorage, a cidade mais setentrional do país e que, ao mesmo tempo, abriga 40% da população do estado. Como nos confessou, a determinada altura, a sua existência na exuberante Los Angeles tinha-se tornado insuportável e a fama da vida genuína e livre de impostos da última fronteira norte-americana seduziam-no mais que as luzes ofuscantes de Hollywood e o requinte plástico de Beverly Hills e Mulholland Drive: “Os californianos são chanfrados …”, desabafa enquanto emborca o segundo shot de vodka dos últimos dez minutos. “Ano atrás de ano, fui fingindo que o problema era meu mas já não podia continuar a mentir-me. O que conta, ali, é o que se exibe e todos querem passar por cima de todos. Tive uma relação que considerava abençoada até que percebi que era só mais uma mentira. Foi a última gota. Logo que me senti com energias mudei-me para aqui e, apesar de não serem tudo rosas, estou a adaptar-me e o negócio vai bem…”

A cidade que o acolheu também prospera. De entreposto portuário e ferroviário, desenvolveu-se sem retorno com a instalação de várias bases militares e da descoberta de petróleo em Prudhoe-Bay, na costa norte do Alasca.

Hoje, Anchorage recuperou da devastação provocada pelo segundo maior tremor de terra de que há registo em todo o mundo (9.2 Richter) – que fez tremer parte significativa do Alasca numa Sexta-Feira Santa, de 1964 – e as suas ruas são mais largas, delimitadas por casas pré-construídas com, no máximo, três andares. Em termos de construção, apenas a “baixa” foi considerada excepcional e é dominada pelos edifícios-sede arranha-céus das multinacionais que comercializam o ouro-negro, casos das poderosas BP e ConocoPhilips Alaska e de companhias aéreas multimilionárias que lucram da posição da cidade, estratégica para várias rotas que ligam os estados do Lower 48 a destinos nevrálgicos da Ásia.

O sucesso de Anchorage abriu portas à sofisticação da diversão nocturna e a distintas expressões culturais com expoente formal no Alaska Center for the Performing Arts. Kerby, ele próprio auto-definido como um “criador”, dá o seu contributo e dele vai subsistindo. Pintor, designer e artista plástico multi-facetado, o seu talento impressionou donos de clubes e bares e, a partir do momento em que decorou os primeiros espaços, passou a ser requisitado com frequência.

Mas Anchorage é também um ponto de chegada e de partida quase obrigatório para os visitantes do Alasca que, de Junho a fim de Agosto, ali ultimam as suas viagens, alugam carros e caravanas e fazem as derradeiras compras, e assim dinamizam a economia local. Não fugimos à regra. Em dois dias, finalizamos os preparativos e damos por encerrada a exploração da cidade que a modernização tornou menos interessante que outros locais do estado. Fazemo-nos então à Seward Highway e ao sul do Grande Norte.

  De via com oito faixas à saída de Anchorage, a estrada depressa afunila para outras duas com que aborda o Cook Inlet, um braço do Golfo do Alasca que separa a Península Kenai do continente. Durante várias dezenas de quilómetros, seguimos apertados entre o sopé de montanhas cobertas de coníferas e um mar de aparência fluvial. O azul resiste no céu.

Aproveitamos as mais de 18 horas de luz diária e, na mesma tarde, partimos para Homer, um lugar tão emblemático como polémico, situado no quase extremo ocidental da Península Kenai. Interrompemos a viagem sempre que os cenários o requerem e para apreciarmos a visão bizarra de uma pescaria descomunal de salmão que detectamos nas margens do rio Russian.

Passadas Nikolaevsk e Kasilof, paramos também a poucos quilómetros do destino final, em Ninilchik, uma povoação fundada, em 1820, igualmente por colonos russos, como o nome deixa perceber.

Encontramos, ali, a sua igreja ortodoxa branca e o cemitério contíguo, repleto de cruzes convencionais e de oito braços, de lápides com nomes russos, apetrechadas com bandeiras dos Estados Unidos formando um monumento póstumo ao delicado convívio alasquense das nações que, em 1867, transaccionaram o território por 7.2 milhões de dólares, (108 milhões ao câmbio de hoje), o equivalente a dois cêntimos de então, por acre. 

Como uma miragem, o longo (7km) spit de Homer invade a baía de Kachemak e marca o fim da estrada no que diz respeito à Península Kenai. Desprezado por uns (que o consideram abarracado) e idolatrado por outros que o apreciam como “A Quaint Little Drinking Village with a Fishing Problem”, o lugarejo pouco mudou desde a recuperação do tsunami que lhe passou por cima em 1964. Conquista, todos os anos, novos adeptos.

Para os veteranos do Alasca, Homer é solo sagrado, uma espécie de Shangri-La sub-árctica que atrai fiéis como poucas outras povoações. A atmosfera do lugar revela-se descontraída, favorecida pela grandiosidade da natureza em redor e pelo clima privilegiado. Entre os turistas – zonzos pela profusão de bares e lojas de recordações – convivem, ali, radicais, artistas e teóricos desiludidos com a sociedade em geral, e dedicados à permanente troca de utopias. Há ainda um teatro – o Pier One – que agora serve, acima de tudo, de pouso às gaivotas. Esta sala de espectáculos decadente surge cercada por incontáveis RV’s (recreation vehicles), as imensas caravanas que, com frequência rebocam enormes jipes ou SUVs, partilhadas por famílias que passam as férias na povoação a pescar e a devorar halibut & chips.

É à última das actividades que nos entregamos no Salty Dawg Saloon, o mais excêntrico e venerado dos bares locais. Quando entramos naquele antro escuro em que a luz solar se enfia à força por uma velha janela de madeira, sentimo-nos intrusos. Retrai-nos o aperto do espaço exíguo como o peso das incontáveis notas penduradas no tecto irregular e nas paredes curtas que o sustêm. Ainda assim, avançamos. Encontramos um poiso sobre a enorme tábua dourada repleta de nomes esculpidos que fazia de mesa. Pedimos cervejas e ficamos a absorver a atmosfera barulhenta daquele antro secular, instalado numa casa construída em 1897 e que, ao longo do tempo, serviu de tudo um pouco: esquadra de polícia, estação de caminho de ferro, mercearia, escritório de uma empreitada de mineração de carvão, entre outros. Sabíamos que, lá fora, a luz solar estava para durar pelo que saboreamos as Alaskan Amber sem pressas.

Do Salty Dawg prosseguimos pelo longo “spit” fora sem expectativas de maior. Apenas umas centenas de metros para diante encontramos uma estação informal de pesagem da pesca capturada pelos pescadores residentes e pelos que chegam durante o Verão alasquense entusiasmados pela genuinidade do passatempo. Ali, um grupo de funcionários em trajes casuais penduram e exibem os espécimes durante algum tempo. São, na maioria, enormes alabotes, peixes rasos e vorazes que se alimentam de todas as outras espécies que conseguem abocanhar e que os alasquenses, por sua vez, devoram em quantidades industriais até mesmo em tempo de salmão fresco e fácil como era aquele em que estávamos. A faina decorria em frente a um de vários edifícios de madeira erguidos acima do plano mais alto da língua de terra (menos de 6 metros de altura), em jeito de palafita, a forma que a comunidade local encontrou de as proteger dos caprichos das marés, das tempestades e não só. Como uma boa parte do Alasca litoral, também Homer sofreu com o tsunami gerado pelo grande terramoto alasquense de 1964. Na Sexta Feira Santa desse ano, a vinte minutos das seis da tarde, a zona tremeu com a intensidade esperada de um sismo de magnitude 9.2 richter, o mais poderoso da história da América do Norte. Em Homer, em particular, ninguém pereceu vítima da tragédia apesar de o “spit” ter afundado quase dois metros por o sub-solo ter cedido e gerado uma onda de oito metros. O antigo porto e vários edifícios – incluindo o velho Salty Dawg Saloon – não resistiram à torrente marinha, tal como uma porção da antes mais longa língua de terra e de toda a sua antiga vegetação.

O que sobrou da ponta sinuosa é ainda muito e continuava para diante. Caminhámo-lo com o longo dia e aquele fim do mundo alasquense finalmente nos seus últimos estertores. Ao atingirmos os derradeiros metros, damos com o mar frígido da baía de Kachemak contida pelas montanhas ainda semi-nevada da Península de Kenai. Sucessivos barcos de pesca regressavam ao porto da povoação, pequenas cascas de nós metálicas que enfrentavam as águas árcticas tantas vezes revoltas. Um bando de águias pesqueiras pousadas no solo contemplavam-nos e ao mar, ansiosas por alimento. Um pai e dois filhos entretinham-se a atirar pedras de maneira a que saltassem o maior número de vezes possível sobre a água quase imóvel. Mesmo se de uma forma estranha, tudo nos parecia no seu lugar pelo que não tardámos a percorrer a estranha península no sentido contrário.

Nós últimos tempos, cada vez mais habitantes do Lower 48 norte-americano e até de Anchorage parecem ter-se fartado dos vaivéns veraneantes e fixaram-se de vez em Homer, muitos deles devido à tranquilidade da vida e à abundância de sol. “Homer inspira os sonhos de quem se quer mudar mas, em troca, exige uma boa dose de tenacidade” afirma Asia Freeman que se mudou de São Francisco com os pais quando contava com apenas seis anos. Neste momento, ela e o marido gerem uma galeria de arte. “Os meus pais não estavam interessados na arte kitsch que predomina no Alasca. Em vez, eles convidaram artistas de todos os tipos: escritores, músicos, poetas. Aos poucos, a cidade passou a ser desejada pelas almas mais criativas. Mas não é qualquer um que sobrevive por aqui. Eu e o meu marido partilhamos cinco empregos. Venda de obras de arte, ensino, um B&B, construção e a gestão imobiliária de propriedades.”

Não tardámos a encontrar-nos com outro destes exemplos. Michael – só ficámos a saber o seu primeiro nome – instalou-se no Alasca para pilotar aviões e indicar aos barcos de pesca a localização dos melhores cardumes. Durante a época alta de Homer, conduzia viagens de avião guiadas ao litoral de Katmai, um território por excelência dos ursos grizzly locais. Convidou-nos a juntarmo-nos a um grupo do dia seguinte algo que aceitámos com grande entusiasmo. Voltámos a Homer sãos e a salvo e continuámos a explorar a cidade.

 

Overseas Highway, E.U.A.

A Alpondra Caribenha dos E.U.A.

Os Estados Unidos continentais parecem encerrar-se, a sul, na sua caprichosa península da Flórida. Não se ficam por aí. Mais de cem ilhas de coral, areia e mangal formam uma excêntrica extensão tropical que há muito seduz os veraneantes norte-americanos.
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.

Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Sitka, Alasca

Memórias de Uma América que Já foi Russa

134 anos após o início da colonização, o czar Alexandre II teve que vender parte do actual 49º estado dos EUA. Em Sitka, encontramos heranças desses colonos e dos nativos que os combateram.

Juneau, Alasca

Na Capital Diminuta do Grande Norte

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta cidade ínfima que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Valdez, Alasca

Na Rota do Ouro Negro

Em 1989, o petroleiro Exxon Valdez provocou um enorme desastre ambientai. A embarcação deixou de sulcar os mares mas a cidade vitimada que lhe deu o nome continua no rumo do crude do oceano Árctico.

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Arquitectura & Design
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Radical 24h por dia
Aventura

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Dia no ksar
Cerimónias e Festividades

Tataouine, Tunísia

Os Castelos de Areia que Não Desmoronam

Os ksour foram construídos como fortificações pelos berberes do Norte de África. Resistiram às invasões árabes e a séculos de erosão. A Tunísia presta-lhes, todos os anos, uma devida homenagem.

Presa por vários arames
Cidades

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Não é só a altitude de quase 1000 metros a que a cidade se situa. Cosmopolita e multicultural, a capital paranaense tem uma qualidade de vida e rating de desenvolvimento humano que a tornam um caso à parte no Brasil.

Muito que escolher
Comida

São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

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A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.
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2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

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O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

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Uma biosfera imaculada que as entranhas da Terra moldam e amornam exibe-se, em São Miguel, em formato panorâmico. São Miguel é a maior das ilhas portuguesas. E é uma obra de arte da Natureza e do Homem no meio do Atlântico Norte plantada. 

Aposentos dourados
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Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Parques Naturais
Estradas Imperdíveis

Grandes Percursos, Grandes Viagens

Com nomes pomposos ou meros códigos rodoviários, certas estradas percorrem cenários realmente sublimes. Da Road 66 à Great Ocean Road, são, todas elas, aventuras imperdíveis ao volante.
Doces crocantes
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A Fortaleza que Resistiu a Tudo

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.

Palestra
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Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Perigo: correntes
Praia
Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da ilha da Reunião falha em conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.
No sopé do grande Aratat
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O Berço do Cristianismo Oficial

Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.

Em manobras
Sobre carris

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Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

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Quem Protege os Guardiães do Mundo?

Os indígenas da Serra Nevada de Santa Marta acreditam que têm por missão salvar o Cosmos dos “Irmãos mais Novos”, que somos nós. Mas a verdadeira questão parece ser: "Quem os protege a eles?"

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