Bagan, Myanmar

A Planície das Compensações Celestiais


Planície sagrada

Planície de Bagan repleta de templos e pagodes erguidos por crentes budistas ao longo dos séculos.

Monjes juvenis

Pequenos monges acabam de atravessar uma pequena pagoda de Bagan.

Terraço privilegiado

Visitantes de Bagan admiram a planície repleta de templos de Bagan, de cima de um deles.

Carga de fiéis

Crentes budistas chegam às imediações de um templo de Bagan.

Sem calçado

Sinal bilingue à porta de um templo pede a remoção do calçado dos fiéis.

Cúpulas

Cúpulas de pagodes contra o pôr-do-sol sobre Bagan.

Oração

Monge budista ora num templo de Bagan.

Nichos alinhados

Pequenos budas dourados do templo de Mahabohdi.

Protecção Solar Natural

Jovem vendedora de Bagan mantém a face protegida com um protector solar natural feito da casca de uma árvore.

Pose budista

Detalhe de uma estátua de Buda no interior do templo de Ananda.

Santuário Supremo

Templo de Thatbyinny Pahto, acima de outras estruturas religiosas secundárias.

A religiosidade birmanesa sempre assentou num compromisso de redenção. Em Bagan, os crentes endinheirados e receosos continuam a erguer pagodes na esperança de conquistarem a benevolência dos deuses.

Desde cedo, os birmaneses foram instruídos a confiar o seu destino a  reis e divindades que reverenciavam com fervor. Algumas dessas personagens terrenas e celestiais foram-se destacando das demais e fizeram história.

Em 1047, Anawratha, um rei precursor da nação birmanesa anexou Thaton, um domínio que lhe fazia sombra. A narrativa desta conquista explica, em parte, a espiritualidade e grandiosidade de Bagan.

Manuha, o todo-poderoso rei do povo rival de Mon tinha-lhe enviado um monge para o formar religiosamente. A determinada altura, Anawratha exigiu-lhe uma série de textos sagrados e de relíquias importantes, negadas por Manuha, que duvidava da seriedade da sua crença.

Anawratha enfureceu-se. Apoderou-se de Thaton e levou para Bagan tudo o que valia a pena pilhar – incluindo 32 exemplares das escrituras clássicas budistas, os monges e escolásticos de Thaton que as guardavam e estudavam e o próprio líder derrotado, Manuha. O monarca adoptou o Budismo como religião única do reino.

Nos duzentos e trinta anos seguintes, Anawratha e os reis bagari provaram-se devotos à religião que se havia alastrado ao Sudoeste Asiático a partir do território actual do Bangladesh. E, em nome daquela forma híbrida de Budismo Theravada – em parte Tântrica, em parte Mayahana – construíram uma média de vinte templos por ano, disseminados por uma área com 40 km2. A vitória militar estrondosa que lhes deu origem surpreendeu e inspirou a vida dos súbditos que se habituaram a mencioná-la como Arimaddanapura, A Cidade do Rei que Esmagou o Inimigo.

Anawratha, em particular, ergueu alguns dos mais grandiosos edifícios, ainda hoje, destacados entre os milhares que sobreviveram às invasões tártaras de Kublai Khan – a quem os birmaneses recusaram pagar tributo – e ao longo abandono que se seguiu. Foram os casos do Shwezigon, do Pitaka Taik (a biblioteca das escrituras) e da elegante Shwesandaw paya, construída imediatamente a seguir à conquista de Thaton.

Quase um milénio depois, como um pouco por todo o Mundo, a religiosidade dos birmaneses vai da fé mais pura à crendice superficial e interesseira.

Um bom exemplo da última das modalidades foi narrado por George Orwell em “Dias na Birmânia”, na personagem de U Po Kyin, um magistrado nativo corrupto e ambicioso que conjura todas as intrigas possíveis para desgraçar a vida do Dr. Veraswami, este, um médico indiano que U Po Kyin abomina e a quem quer conquistar a única vaga não “british” no European Club de Kyauktada, o distrito fictício da Birmânia Imperial em que a acção se desenrola.

Pois, como escreve Orwell, a determinada altura, “U Po Kin tinha feito tudo o que um homem mortal podia fazer. Era tempo de se preparar para o próximo mundo – em resumo, de começar a construir pagodas…”.

No seu caso particular, esse, provou-se dos poucos planos que correram mal. U Po Kyin sofreu um ataque cardíaco e morreu antes que mandasse assentar o primeiro tijolo. 

Não terá sido caso único mas, ao longo da história, milhares de outros birmaneses precaveram-se a tempo. As suas obras foram erguidas para a eternidade um pouco por toda a nação. Bagan, mais ou menos a meio do território actual do Myanmar e nas margens do grande rio Irrawaddy, acolheu uma concentração única.

Exploramos a planície fluvial vasta em que se dispõe, sobre pasteleiras velhas e rangedoras. Pedalada após pedalada, investigamos e deixamo-nos deslumbrar pelos inúmeros templos grandiosos por ali erguidos, a começar pelo Ananda que foi construído pelo rei Kyazinttha em forma de crucifixo e baptizado com o nome de um dos primos veneráveis de buda. 

A sua beleza exótica funde a arquitectura Mon com o estilo de construção hindu adaptado pelos birmaneses. E granjeou-lhe o título colonial de Westminster Abbey de “Burma”, apesar dos quatro budas que surgem no seu âmago, virados para os diferentes pontos cardeais, com posições e expressões distintas.

Em frente de Thatbyinnyu, o espanto renova-se. E o mesmo volta a acontecer no sopé do impressionante Dhammayangyi que, de tão ambicioso, nunca chegou a ser terminado pelo rei Narathsu que procurava o perdão divino por ter assassinado o pai e o irmão mais velho para ascender ao trono. A obra e o indulto ficaram a meio mas o templo continua a destacar-se como o maior de Bagan (61 metros).

Quando a luz se começa a desvanecer, incontáveis ciclistas percorrem as estradas de terra batida que conduzem aos templos, atrapalhados pelo pó levantado pelos autocarros turísticos, pelos táxis e pela frota de carroças que circulam pelas redondezas. À chegada à base do pagode, um exército de vendedores de recordações faz-se aos estrangeiros armado de recordações e do mais genuíno charme birmanês.

De Crepúsculo em Crepúsculo

O sol aproxima-se rapidamente do horizonte. Enquanto isso, os terraços mais elevados do templo vão ficando à pinha, preenchidos por dezenas de monges budistas e por uma multidão internacional que, a esforço, se coordena na partilha do monumento. A urgência de subir a escadaria demasiado íngreme, encontrar um espaço e apreciar a paisagem surreal tem prioridade face às compras até porque, no dia seguinte, os mesmos vendedores e produtos surgirão neste e noutros templos, tão disponíveis como sempre.

Do topo, as cores da planície semi-ressequida somem-se no crepúsculo e numa névoa difusa que a condensação tardia e algum fumo libertado por fogueiras longínquas vão formando. A visão é quase extraterrestre. Em redor, para todas as direcções, centenas e centenas de templos vermelho-tijolo com pontas aguçadas, projectam-se do solo criando uma atmosfera solene que cada uma das almas sobre os terraços e escadarias de Shwesandaw absorve no mais profundo espanto.

Esta reacção contrasta com a manifestada pelos visitantes e qualquer interessado em história e arquitectura quando descobrem que a povoação e a sua esplendorosa herança não estão sequer classificados pela UNESCO.

Tal como se passou em relação a tantos outros aspectos, o governo dictatorial do Myanmar isolou-se também quanto à recuperação do seu património que tratou de incompatibilizar, desrespeitando as regras vigentes no resto do Mundo.

Em 1996, até foi apresentada uma candidatura de Bagan mas, diversos danos já infligidos e a recusa em pactuar com as indicações dadas pela organização inviabilizaram o esforço. Por essa altura, a junta militar tinha já restaurado o património – stupas, pagodes, templos e outros edifícios seculares – sem qualquer critério profanando o estilo base com materiais modernos que em nada se pareciam com os originais.

Como se não bastasse, os governantes de Naypyidaw construíram ainda, na planície de Bagan um campo de golfe, uma via asfaltada e uma torre de vigia com 61 metros. O paradigma do sacrilégio  continua em vigor principalmente porque, em termos de jurisdição, o património milenar continua ao Deus dará.

Apesar de tudo, estas e outras atrocidades são insignificantes se comparadas com os crimes económicos e sociais cometidos para permitir a construção da nova capital Naypyidaw. Alguns estrangeiros optam simplesmente por as ignorar, privilegiando a beleza do Myanmar e o acolhimento caloroso garantido pelos sempre atarefados nativos. 

Ninguém sabe ao certo quantos edifícios religiosos abriga Bagan. No final do século XIII, a contagem oficial indicava alegadamente 4446. Por volta de 1901, estudos britânicos contabilizaram 2157 monumentos ainda de pé e identificáveis. Mas, em 1978, apenas alguns anos depois do forte tremor de terra que abalou a região, um novo exame estimou ainda mais que o anterior: 2230. A conclusão a que se chegou entretanto só espantou quem não conhecia o modo de vida birmanês: os templos simplesmente não param de aumentar.

Com tantos budistas ávidos por salvaguardar a sua próxima vida, os residentes mais ricos de Yangon, entre outros, (incluindo muitos oficiais do governo militar) encontram ali a redenção. Reconstroem e erguem novos pagodes ao seu critério e a um ritmo inesperado – cerca de trezentos só no princípio do século XX – demasiadas vezes indiferentes à arquitectura do património original. Apesar de indignar a maior parte dos técnicos da UNESCO esta dinâmica faz parte da forma de vida birmanesa. É vista, no país, como natural.

A Azáfama Também Espiritual de Nyang U

Alvorada atrás de alvorada, novos dias quentes despertam em Nyang U e o mercado da povoação entra em frenesim, indiferente ao fluir do país e do resto do mundo. Mulheres de rostos pintados de dourado, por thanaka – uma protecção natural contra o sol – gerem as suas bancas de fruta e vegetais coloridos e convivem, quando podem, alegres e sorridentes apesar da intensidade de alguns negócios. Vendedores de bilhetes de autocarro, gritam os seus destinos entre a multidão redobrando esforços para completar lotações sem fim. E, quando menos se espera, pullmans incomparavelmente mais modernos estacionam nas imediações e despejam hordas de turistas curiosos, quase todos de máquinas fotográficas em punho e carteiras recheadas de kyats voláteis. Em absoluto contraste, na rua em frente, freiras budistas passam em fila pelas portas de domicílios e pequenos negócios com recipientes que os crentes lhes enchem de arroz e um ou outro complemento mais rico que aliviam a sua árdua privação monástica.

Para diante, o mercado transforma-se numa feira barulhenta e poeirenta, animado por passatempos e jogos básicos promovidos com a ajuda de altifalantes. Transaccionam-se também vacas e cabras e muita malagueta que os potenciais compradores apanham à mão cheia e deixam cair como que para comprovar o potencial explosivo.

Logo ao lado, a azáfama é espiritual. Uma alameda coberta, ocupada por vendedores de artigos religiosos, conduz à entrada da Shwezigon paya, ao mesmo tempo um dos mais antigos e mais activos templos budistas de Bagan, considerado o protótipo das milhares de stupas espalhadas pelo país.

Erguido até 1102, Shwezigon foi uma das primeiras obras do rei Anawaratha mas a sua importância vai muito para lá da antiguidade. Os fiéis crêem que um dos seus túmulos conserva um osso e um dente do buda Gautama e que um dos pilares de pedra contém inscrições ditadas em dialecto Mon pelo rei Kyazinttha, que se encarregou de acabar a obra, após a morte do seu antecessor.

Estamos num suposto “Inverno” do sudoeste asiático mas, assim que o Sol sobe no horizonte, brilha inclemente e incide nos crentes que circulam em redor do núcleo dourado do templo. Estes rezam compenetrados, indiferentes ao burburinho provocado pelas primeiras excursões estrangeiras do dia que ocupam o complexo por breves minutos e logo o deixam em direcção às ruínas.

 

Bingling Si, China

O Desfiladeiro dos Mil Budas

Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem desembarca no Desfiladeiro dos Mil Budas, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante.
Guwahati, India

A Cidade que Venera o Desejo e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.

Yangon, Myanmar

A Grande Capital Birmanesa (Delírios da Junta Militar à Parte)

Em 2005, o governo ditatorial do Myanmar inaugurou uma nova capital bizarra e quase deserta. A vida exótica e cosmopolita mantém-se intacta, em Yangon, a maior e mais fascinante cidade birmanesa.

Lago Inlé, Myanmar

Uma Agradável Paragem Forçada

No segundo dos furos que temos durante um passeio em redor do lago Inlé, esperamos que nos tragam a bicicleta com o pneu remendado. Na loja de estrada que nos acolhe e ajuda, o dia-a-dia não pára.

Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.

Nara, Japão

Budismo Hiperbólico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.

Lhasa, Tibete

O Mosteiro da Sagrada Discussão

Em poucos lugares do mundo se usa um dialecto com tanta veemência como no mosteiro de Sera. Ali, centenas de monges travam, em tibetano, debates intensos e estridentes sobre os ensinamentos de Buda.

Lago Taungthaman, Myanmar

O Crepúsculo da Ponte da Vida

Com 1.2 km, a ponte de madeira mais antiga e mais longa do mundo permite aos birmaneses de Amarapura viver o lago Taungthaman. Mas 160 anos após a sua construção, U Bein carece de cuidados especiais.

Monte Koya, Japão

A Meio Caminho do Nirvana

Segundo algumas doutrinas do budismo, são necessárias várias vidas para atingir a iluminação. O ramo shingon defende que se consegue numa só. A partir de Koya San, pode ser ainda mais fácil.

A pequena-grande Senglea
Arquitectura & Design

Senglea, Malta

A Cidade com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.

Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Nana Kwame V
Cerimónias e Festividades
Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação

Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.
A ver a vida passar
Cidades
Dali, China

A China Surrealista de Dali

Encaixada num cenário lacustre mágico, a antiga capital do povo Bai manteve-se, até há algum tempo, um refúgio da comunidade mochileira de viajantes. As mudanças sociais e económicas da China fomentaram a invasão de chineses à descoberta do recanto sudoeste da nação.
Muito que escolher
Comida

São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

Entusiasmo Vermelho
Cultura

Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos. 

Desporto
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Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
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Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

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A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
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Em 6-8-1945, Hiroxima sucumbiu à explosão da primeira bomba atómica usada em guerra. Volvidos 70 anos, a cidade luta pela memória da tragédia e para que as armas nucleares sejam erradicadas até 2020.

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Literatura

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O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

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Criada pela água do oceano Árctico e pelo degelo do maior glaciar da Europa, Jokülsárlón forma um domínio frígido e imponente. Os islandeses reverenciam-na e prestam-lhe surpreendentes homenagens.
Filhos da Mãe-Arménia
Outono
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Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Recompensa Kukenam
Parques Naturais

Monte Roraima, Venezuela

Uma Ilha no Tempo

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.

Anéis de Fogo
Património Mundial Unesco
PN Bromo Tengger Semeru, Indonésia

O Mar Vulcânico de Java

A gigantesca caldeira de Tengger eleva-se a 2000m no âmago de uma vastidão arenosa do leste de Java. Dela se projectam o monte supremo desta ilha indonésia, o Semeru, e vários outros vulcões. Da fertilidade e clemência deste cenário tão sublime quanto dantesco prospera uma das poucas comunidades hindus que resistiram ao predomínio muçulmano em redor.
Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Pacífico celestial
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