Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal


Glaciar Meares

Perspectiva frontal do glaciar Meares com as montanhas Chugach que alimentam o seu caudal de gelo por detrás.

Retirada estratégica

Um papagaio-do-mar afasta-se das embarcações que se aproximam do seu território.

Pouso escorregadio

Bando de aves ocupa a superfície azulada de um iceberg desprendido do glaciar Columbia.

Iceberg dentado

Pormenor de um iceberg fracturado à deriva no prolongamento do enorme glaciar Columbia.

Mar espelho

Reflexo das montanhas Chugach no mar frígido que antecede o Glaciar Meares.

Repouso em flutuação

Grupo de lontras boia nas águas frígidas que antecedem o glaciar Meares.

Um convés disputado

Passageiros de um barco de contemplação da natureza e vida selvagem perscrutam o cenário do Prince William Sound para diante.

Voo raso

Aves marinhas sobrevoam o mar salpicado de gelo vários quilómetros para jusante do glaciar Columbia.

Monumento geológico

Pequeno ilhéu recortado de rocha, destaca-se da imensidão marinha do Braço de mar de Valdez.

Colónia ruidosa

Leões-marinhos disputam uma saliência rochosa do Braço de Valdez.

Derrocada em azul

Fragmento de gelo colapsa da parede frontal do glaciar Meares.

Natação olfactiva

Leões-marinhos sulcam um canal do Prince William Sound.

Café & Souvenirs

Pequenos negócios pré-construídos em Whittier.

Um Verão gelado nas alturas

As montanhas ainda nevadas de Chugach, como vistas da Richardson Highway, para leste de Valdez.

Uma suave submersão

A cauda de uma baleia de bossa encerra mais uma aparição à superfície.

Prado rosado

Um mar de flores decora a floresta verdejante das montanhas a norte da Richardson Highway.

Rio de gelo

Glaciar flui das alturas das Montanhas Chugach.

Voo panorâmico

Hidroavião sobrevoa o Prince William Sound.

Anchor Inn

Uma pousada renovada de Whittier, uma povoação de origem bélica escondida nas profundezas do Prince William Sound.

Fragmentos de glaciar

Pequenos icebergs contrastam com a imensidão das montanhas Chugach em fundo.

Mini-floresta

Coníferas preenchem o centro de uma ilhota do Braço de mar de Valdez.

Rumo ao Alasca

Pequeno barco navega um canal florestado à saída de Valdez.

Sob a névoa

Caminhante ascende uma encosta baixa na proximidade do glaciar Valdez.

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Situado numa extremidade remota da Península alasquense de Kenai, por detrás de montanhas costeiras elevadas, Homer não nos dava qualquer hipótese rodoviária de atalhar caminho em direcção a Valdez. Como aconteceu por várias vezes nesta

área retalhada do Alasca, vimo-nos obrigados a retroceder várias centenas de quilómetros para chegarmos a um novo destino. Desta feita, recuámos praticamente toda a extensão da Sterling Highway, Cook Inlet acima até Soldotna, depois para leste até Mo

ose Pass e, através da Floresta Nacional de Chugach, até Whittier.

É com a chegada a Whittier que damos pela primeira vez entrada no domínio vasto de Prince William Sound. Ao contrário do que se passa 

noutras partes do estado, aqui, a comunidade local é de tal forma pequena e fechada que poucas são as vagas disponíveis para pessoas de fora. Foi, aliás, com esse espírito que esta povoação improvável surgiu no mapa.

Só os interessados pela história bélica do mundo o sabem mas, durante a 2a Guerra Mundial, além de Pearl Harbour, os Estados Unidos foram atacados pelos japoneses no seu 49º estado. O infortúnio calhou a Dutch Harbour e ao arquipélago aleuta, a longa cadeia de ilhas que surge na extremidade da Península do Alasca, mais próxima do território nipónico que qualquer outra parte dos Estados Unidos.

Confrontadas com a iminência de novos ataques, as autoridades militares norte-americanas planearam a construção de uma base militar secreta, onde pudessem esconder parte da sua frota naval. Acharam o lugar ideal, ali, de frente para o Canal Passage e cercado pelas montanhas íngremes em redor, cobertas por gelo e por nuvens densas na maior parte do ano. Por forma a assegurar o acesso por terra, foi aberto um longo túnel, que é, ainda hoje, uma das maravilhas da engenharia do Alasca. 

O exército ocupou Whittier até 1968, ano em que a abandonou e aos seus estranhos edifícios sem que os japoneses a tivessem alguma vez alvejado. Com a afirmação do turismo estival, mesmo entre cordilheiras e glaciares, a cidade fantasma – entretanto colonizada por indígenas – tornou-se numa atracção alasquense à parte, com importância reforçada por se ter tornado numa escala do Alasca Marine Highway, a rota percorrida pelos ferries que liga as povoações do litoral.

Como Valdez – que teve inclusive que ser reconstruída mais longe do mar – também Whittier foi parcialmente destruída pelos tsunamis provocados pelo sismo da Sexta-Feira Santa de 1964 (o mais forte alguma vez registado na América do Norte) que atingiu os 9.2 na escala de Richter e gerou ondas com 13 metros de altura. 

Só quando chegamos à entrada do Anton Anderson Tunnel, descobrimos que não permitia a viagem simultânea aos dois sentidos e que o acesso só era possível de hora a hora. Dedicamos os 40 minutos que faltam às rádios regionais e a apreciar a paisagem glaciar circundante.

Quando o sinal verde finalmente cai, prosseguimos pelo escuro. Levamos 15 minutos a atravessar o longo túnel até que, do outro lado da montanha, damos de caras com um refúgio de visual cimentado, em tudo idêntico a tantos outros que a Guerra Fria viria, mais tarde, a gerar.

Pela dimensão e peso arquitectónico, destaca-se do casario, o Buckner Building que não resistimos a explorar.Até 1968, habitaram ali mais de 1000 pessoas, na maioria ao serviço do exército dos EUA. Hoje, o edifício não é mais que um bunker habitacional abandonado ao tempo e à vegetação.

Destino diferente tiveram as Torres Begich. Com catorze andares e um aspecto civil de prédio suburbano soviético, logo após a desmobilização, foram ocupadas por indígenas da região e alguns imigrantes. Alojam actualmente cerca de 80% dos 172 habitantes de Whittier. No subsolo, um labirinto de túneis liga os edifícios a escolas e lojas, protegendo os moradores das intempéries e poupando-lhes o tempo perdido a retirar neve das entradas das suas casas e das estradas, durante os intermináveis meses frios. 

Com o acumular das décadas, esta nova estrutura habitacional deu origem a uma sociedade única, semi-isolada do mundo exterior pela localização e pela distância, pelo menos enquanto o Verão e os turistas curiosos não chegam.

A ligação mais rápida e directa de Whittier para Valdez, no canto oposto do Prince William Sound era, em termos potenciais, a dos ferries do Alaska Marine Highway System. Mas, quando consultamos o calendário de partidas e chegadas das embarcações, percebemos que teríamos que esperar mais do que queríamos pela próxima. Assim sendo, metemo-nos no carro e fazemo-nos a mais uma extensa viagem pelas estradas alasquenses. Rumamos a norte e passamos ao lado de Anchorage e Palmer, para logo apanharmos a selvagem Glenn Highway que contorna as montanhas de Chugach, os seus campos de gelo, glaciares e os muitos lagos a que dão origem.

No entroncamento conhecido por Hub of Alaska, viramos finalmente a sul e, já sem a barreira intransponível das Chugach pela frente, fazemo-nos ao extremo oriental do Prince William Sound de que nos aproximamos pelo interminável Thompson Pass, um desfiladeiro semi-inundado, repleto de troncos e diques naturais, tudo causado pelo degelo inexorável da Primavera. 

Vinte e cinco anos após a sua destruição sísmica, Valdez voltou a estar nas bocas do mundo pelas piores razões. Na origem, uma simples povoação piscatória de Prince William Sound, a cidade acolheu a estação terminal do Trans-Alasca Pipeline. Daí em diante, petroleiros atrás de petroleiros passaram a encher os seus tanques antes de zarparem para as refinarias do Outside. O pior estava por acontecer. Em Março de 1989, o super-petroleiro Exxon Valdez abalroou o recife Bligh e provocou o desastre ecológico com pior impacto no Alasca. 

A natureza recuperou mais depressa que o esperado. Actualmente, de Junho a Agosto, embarcações de recreio fundeadas no porto local não têm descanso a mostrar aos visitantes a trajectória que levou ao acidente, os panoramas deslumbrantes do Prince William Sound – com destaque para os glaciares Columbia e Mears – e a sua incrível fauna .

O Exxon Valdez é, ainda hoje, um tema incontornável. Seguimos a bordo de um dos barcos de Stan Stephens, dono de uma empresa de tours que dão a conhecer a natureza deslumbrante da região aos forasteiros. Passaram vinte anos mas alguns vestígios da maré negra perduram abaixo da areia cinzentas e das rochas, também nas mentes dos locais. 

Passamos por baleias de bossa, por focas e lontras, águias e mergulhões que enriquecem o ecossistema da região. Sobre o convés, o entusiasmo dos passageiros por avistarem e fotografarem de tão perto estes animais é quebrado pela voz monocórdica do narrador que, à passagem pelo recife de Bligh, descreve com pormenor, os trágicos acontecimentos.  

Avançamos pelo estreito paralelos à pista usada pelos petroleiros a caminho do Pacífico. Como no fatídico dia, flutuam pedaços de gelo, agora de pequenas dimensões, que não obrigam a cuidados ou desvios mas fazem prever os glaciares. Passada uma linha de costa preenchida por coníferas, revelam-se, ao longe, as montanhas Chugach e a cobri-las de branco, um gigantesco campo de gelo de que fluem rios de gelo, como o Columbia e o Mears.

O gigantesco Columbia (um dos maiores glaciares do Alasca) projecta, há muito, uma extensa superfície traiçoeira preenchida por icebergs consideráveis e fragmentos de gelos em permanente fluxo em direcção à baía homónima e contra a ilha de Heather. Não concede aos pilotos das embarcações de tours, a confiança para se aventurarem no seu domínio, até pelo exemplo catastrófico que o "Exxon Valdez" representou.

A incursão por que optam é, assim, a do vizinho Meares, bem mais moderado em dimensão e acessível até bem próximo da parede de gelo. À medida que nos internamos na sua enseada escondida , os icebergs aumentam de tamanho e o frio intensifica-se soprado das montanhas de Chugach por um vento norte poderoso. Detemo-nos a duzentos metros e ficamos a observar o cenário árctico. Como é habitual em visitas a glaciares, faz-se silêncio absoluto para que os passageiros possam sentir melhor a grandiosidade da paisagem e captar os sons imprevisíveis das derrocadas de gelo.

No regresso, ainda somos prendados com o avistamento de colónias de lontras e de leões-marinhos. Mesmo à chegada ao porto de Valdez, ainda de duas ou três baleias de bossa.

Com apenas 1000 lares e 2500 habitantes, a terceira grande (leia-se antes principal) povoação do Prince William Sound é Cordova. Desprovida de acesso por terra, a cidade fica perdida na Floresta Nacional Chugach, estendida entre um braço de mar a que os nativos chamaram de Orca e o lago Eyak. Na sombra do monte Eccles, é arrefecida por vários glaciares, com destaque para o Child’s que se prolonga até às aguas do Mar do Alasca.

A autonomia absoluta em que se habituou a viver a comunidade cordovense, apartada da actividade turística que, todos os anos, se apodera do outro lado do estreito pelos altos custos do ferry e dos raros alojamentos é tida com um motivo de orgulho num território em que a genuinidade continua a valer mais que as aparências.

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.

Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.

Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.

Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum. 

Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Glaciares

Planeta Azul-Gelado

Formam-se nas grandes latitudes e/ou altitudes. No Alasca ou na Nova Zelândia, na Argentina ou no Chile, os rios de gelo são sempre visões impressionantes de uma Terra tão frígida quanto inóspita.

Juneau, Alasca

Na Capital Diminuta do Grande Norte

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta cidade ínfima que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

O nome mítico desencoraja a maior parte dos viajantes de explorações invernais. Mas quem chega fora do curto aconchego estival, é recompensado com a visão dos cenários vulcânicos sob um manto branco.

Perito Moreno, Argentina

O Glaciar Que Não se Rende

O aquecimento é supostamente global mas não chega a todo o lado. Na Patagónia, alguns rios de gelo resistem.De tempos a tempos, o avanço do Perito Moreno provoca derrocadas que fazem parar a Argentina

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Valdez, Alasca

Na Rota do Ouro Negro

Em 1989, o petroleiro Exxon Valdez provocou um enorme desastre ambientai. A embarcação deixou de sulcar os mares mas a cidade vitimada que lhe deu o nome continua no rumo do crude do oceano Árctico.

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Sirocco
Arquitectura & Design

Helsínquia, Finlândia

O Design que Veio do Frio

Com parte do território acima do Círculo Polar Árctico, os finlandeses respondem ao clima com soluções eficientes e uma obsessão pela estética e pelo modernismo inspirada pela vizinha Escandinávia.

Aterragem sobre o gelo
Aventura

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Cocquete
Cerimónias e Festividades

Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos thirties. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.

Assento do sono
Cidades

Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para passarem pelas brasas

Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Sapphire
Cultura

Tóquio, Japão

Fotografia Tipo-Passe à Japonesa

No fim da década de 80, duas multinacionais nipónicas já viam as fotocabines convencionais como peças de museu. Transformaram-nas em máquinas revolucionárias e o Japão rendeu-se ao fenómeno Purikura.

Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

A Toy Train story
Em Viagem
Darjeeling Himalayan Railway, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Moldura
Étnico

Lençois da Bahia, Brasil

Uma Liberdade Pantanosa

Escravos foragidos subsistiram séculos em redor de um pantanal da Chapada Diamantina. Hoje, o quilombo do Remanso é um símbolo da sua união e resistência mas também da exclusão a que foram votados.

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Bark Europa
História

Canal Beagle, Argentina

No Rumo da Evolução

Em 1833, Charles Darwin navegou a bordo do "Beagle" pelos canais da Terra do Fogo. A sua passagem por estes confins meridionais moldou a teoria revolucionária que formulou da Terra e das suas espécies

Transbordo
Ilhas

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Respeito felino
Natureza

PN Hwange, Zimbabwé

O Legado do Saudoso Leão Cecil

No dia 1 de Julho de 2015, Walter Palmer, um dentista e caçador de trofeus do Minnesota matou Cecil, o leão mais famoso do Zimbabué. O abate gerou uma onda viral de indignação. Como constatamos no PN Hwange, quase dois anos volvidos, os descendentes de Cecil prosperam.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Um "pequeno" Himalaia
Parques Naturais
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper Pisang, Nepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Património Mundial Unesco
De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Riso no elevador
Personagens

Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A industria japonesa da noite é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, somos acolhidos por uma sua assalariada enigmática que opera algures entre a arte gueixa e a prostituição convencional.

Aulas de surf
Praia

Waikiki, Havai

A Invasão Nipónica do Havai

Décadas após o ataque a Pearl Harbour e da capitulação na 2ª Guerra Mundial, os japoneses voltaram ao Havai armados com milhões de dólares. Waikiki, o seu alvo predilecto, faz questão de se render.

Portal para uma ilha sagrada
Religião

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Ijen-Inferno
Sociedade

Vulcão Ijen, Indonésia

Escravos do Enxofre

Centenas de javaneses entregam-se ao vulcão Ijen onde são consumidos por gases venenosos e cargas que lhes deformam os ombros. Cada turno rende-lhes menos de 30€ mas todos agradecem o martírio.

Gado
Vida Quotidiana

Colónia Pellegrini, Argentina

Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.

Acima de tudo
Vida Selvagem

Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história. 

Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.