Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas


Meandros do Matukituki

Luz solar difusa ilumina o desfiladeiro do rio Matukituki.

Por pastos anfíbios

Vaqueiro conduz uma manada pelo leito diminuído do rio Matukituki.

Barão Will

Will posa na dianteira do seu avião histórico que continua a voar dia após dia sobre os céus de Wanaka.

Verde Rob Roy

O verde-esmeralda degelado do riacho Rob Roy.

Águas do frio

Plataforma de mergulho no lago Wanaka. 

Mundo Intrigante

Pórtico do Puzzling World um pequeno parque temático que distrai os visitantes essencialmente com diversos tipos de ilusões.

Em Suspenso

Ponte suspensa sobre o rio Matukituki, junto ao local em que o riacho Rob Roy nele desagua.

Com ajuda dos Santos

Sério exercício de corta-mato pelo trilho inclinado do riacho Rob Roy abaixo.

Dilemas da vida local

Visitantes do Puzzling World num pequeno labirinto de madeira.

Barão Will II

Will, um piloto local de aviões clássicos, prestes a descolar no aeródromo de Wanaka.

O trânsito de Wanaka

Rebanho de ovelhas avança, em fila, paralelo ao rio Matukituki.

Negócios na Natureza

Feira de fim-de-semana, a ter lugar ao ar livre à beira do lago Wanaka.

Branco Rob Roy

O glaciar Rob Roy, instalado contra boa parte do pico homónimo.

Nova Zelândia

Ovelhas dispersas num prado verdejante com as montanhas dos Alpes do Sul em fundo.

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas. 

O Domingo amanhece esplendoroso. Caminhamos sem destino pela marginal relvada da povoação, quando nos detém o desafio caricato a que se havia entregue uma adolescente. “Ganhe 50 ou 100 dólares” alicia o cartaz. A participante agarra-se como pode à escada flexível de plástico. Para surpresa do dinamizador do jogo, vence os seus caprichos e sai com uma das notas em disputa, a passear pela espécie de feira da ladra e ao mesmo tempo de garagem que tem lugar em redor.

Wanaka distrai-se como pode e com pouco. Situada a apenas 70km, Queenstown é a capital neozelandesa da adrenalina. Há décadas que não descansa um segundo. Ao invés, a maior parte dos habitantes de Wanaka orgulha-se da paz bucólica que se habituaram a idolatrar e partilham um certo terror pela perspectiva de a sua vila se tornar como a vizinha. Até à data em que por lá passámos, não existia fast-food em Wanaka, nem chegavam hordas de forasteiros adolescentes com o propósito quase único de fazer bungee jumping ou outra radicalidade do género. O mais extremo que se pratica nestas partes é esqui e snowboard, mesmo assim, a boa distância da vila.

A origem do nome Wanaka vem da corrupção de Oanaka, “O Lugar de Anaka”, tendo sido Anaka um dos primeiros chefes maori desta área. Já a povoação, assemelha-se a tantas outras no vasto domínio dos Alpes do Sul da Nova Zelândia. Surge nas imediações de montanhas nevadas, nas margens idílicas de lagos alimentados pelo degelo. O seu visual tem, no entanto, algo de especial. E se não fosse só o cenário, faria sempre uma boa diferença a cultura vinícola e gastronómica e o perfil da comunidade.

Quem é da terra conhece-se e cumprimenta-se de forma afável sempre que se encontra na rua ou num estabelecimento. Mais que o mero cumprimento, os moradores envolvem-se em frequentes actividades e passatempos ao ar livre. Veem assim reforçado o à vontade uns com os outros e, mais importante, a solidariedade que os ajuda a vencerem momentos complicados das vidas.

Mas quem vive em Wanaka não nasceu necessariamente por lá. Chegam migrantes fartos do rebuliço cosmopolita e desalmado de Auckland, a grande cidade da nação. Mudam-se de Wellington, a capital bem mais comedida. Provêm de Christchurch que os tremores de terra insistem em assolar e até de países europeus ou da América do Norte.

Mal se instalam, os novos moradores deixam-se contagiar pelo amor próprio do lugar. Passam a reverenciá-lo e a louvá-lo em cada conversa de café, entre moradores ou com visitantes de passagem.

Enquanto parte da última categoria, maravilhamo-nos com cada passo que damos em redor do lago azulão Wanaka, com os picos nevados que se projectam para lá da sua margem oposta e com os outeiros verdejantes que os ajudam a destacar.

Internamo-nos no casario, em boa parte de madeira, disposto ao longo da planície aluvial e verdejante do lago, entre o seu areal de pequenos seixos deslavados e uma amostra de cordilheira quase limpa tanto de vegetação como de neve. Não nos deparamos com lares ostentosos. À boa moda kiwi, tudo se mantém tão terra-a-terra quanto possível. Quando confrontados com a incontornável questão de o que fazer para se sustentaram, vários residentes limitaram-se a activar a criatividade orgânica que prolifera entre os neozelandeses: determinada família inaugurou uma quinta de lavanda. Um grupo de amigos abriu um bar de cerveja artesanal, hoje, obrigatório. Um casal acompanha visitantes a descer um rio em Paddle Board. Uma senhora que colecionava velhos carros Citroën, começou a levar as gentes mais entusiasmadas pelo vinho às adegas locais. Vários caminhantes e alpinistas guiam expedições pelos vales e montanhas das redondezas. Afinal, estamos em pleno Mount Aspiring National Park, parte de um reduto Património Mundial da UNESCO (Te Wahipounamu) que cobre mais de 3500 km2 do Sudoeste da Ilha do Sul.

Não sendo o pico supremo da Nova Zelândia – título detido pelo Aoraki/Mount Cook que ascende aos 3724m, o Mount Aspiring, é de longe, o mais emblemático da zona. Seduz os adeptos dos Great Outdoors a caminhadas e escaladas memoráveis. Não tivemos como resistir à primeira modalidade.

Deixamos a povoação bem cedo, ainda o sol luta para se livrar do bloqueio duplo das montanhas e das nuvens matinais. Contornamos a margem do lago. Embrenhamo-nos numa sucessão de enormes prados verdejantes salpicados de ovelhas, em desfiladeiros cavados pelo deslizar pré-histórico dos glaciares e, a espaços, em bolsas de floresta meridional e do frio. O asfalto depressa se  entrega à gravilha e à imponência dos cenários do Rob Roy Valley, baptizado em honra do herói escocês Rob Roy MacGregor, o mesmo revisitado repetidas vezes por Hollywood, incluindo pelo êxito de bilheteira protagonizado por Liam Neeson.

Seguimos por uma estrada que avança lado a lado com o rio Matukituki e nos sujeita a tantos ou mais meandros que os do rio. Mas não são só as curvas. A via exígua sobe e desce em toda a sua extensão e quase nos faz sentir em mar alto. Como se não bastasse, de tempos a tempos, deparamo-nos com grandes sinais de trânsito que exibem “FORD”. Após cada um deles, sujeitamo-nos à travessia de um riacho, todos eles, por sorte, nessa altura, pouco profundos.

Em época de chuvas esparsas, também o Matukituki flui diminuído, longe da torrente gerada pelo degelo que se intensifica com o aumentar primaveril das temperaturas.

Não tardamos a cruzar uma manada de vacas que se desloca em pleno leito, guiada por vaqueiros kiwis apoiados por uma velha carrinha pick up. Mas o trânsito animal não se fica por aí. Do outro lado do Matukituki, meio camuflado no ervado seco da encosta, um rebanho ovino avança, autónomo, numa longa fila e no sentido contrário ao dos bovinos, o mesmo em que nos deslocávamos.

Por fim, chegamos ao estacionamento do Raspberry Creek e deixamos o carro.  Inauguramos, ali, um caminho glorioso pela orla dos Alpes do Sul, na direcção de algumas suas montanhas conceituadas: o Pico Rob Roy, o Mount Avalanch e, visto ao longe, o culminante Mount Aspiring.

O trilho depressa se faz às primeiras vertentes e inclina-se. Por consequência, o Matukituki estreita e flui em modo rápido. Numa ponte suspensa que dá entrada para uma encosta e floresta sombria de faias, atravessamos o rio e cruzamo-nos com um casal de trampers.

Já na margem oposta, subimos a bom subir e suamos a bom suar. Maravilhamo-nos com a pureza da paisagem daqueles nenhures insulares do Pacífico do Sul. Estamos em pleno território da kea, um dos dez papagaios endémicos da Nova Zelândia que, com quase meio metro em idade adulta -vemos esvoaçar acima da copa das árvores.

Um outro caudal, o do riacho Rob Roy, desce furioso das alturas. Contorna enormes rochedos forrados de musgo espesso e aveludado. Corre num verde quase esmeralda, já não no branco lácteo do Matukituki a que, por altura da ponte suspensa, se havia rendido.

Quando pensamos que estamos sós, entregues à Natureza, chegamos a um cotovelo apertado do caminho e dois corredores de corta-mato quase nos arrastam ladeira abaixo. Os atletas atingem a ponte num ápice. Nós, arrastamo-nos ribeira de Rob Roy acima. Não tarda, chegamos a um ponto de meia encosta que, por fim, nos livra do mato lúgubre. A clareira prenda-nos com a visão inesperada do glaciar que alimenta o riacho e lhe empresta o nome. Mas uma névoa  torna o gelo difuso e, de tempos a tempos, esconde-nos o pico sobranceiro à geleira.

Tinham decorrido apenas duas horas desde o início da caminhada mas o seu derradeiro trecho apontado aos céus reclamava um descanso condigno. Por enquanto sem pressas, tiramos os lanches das mochilas e improvisamos um piquenique. Mal inauguramos o repasto, nuvens escuras como breu vindas detrás das montanhas emboscam-nos. Na certeza de que nos vão aprontar problemas, rearrumamos as mochilas e regresssmos ao carro, a tempo de evitarmos a maior parte do dilúvio. Completamos um regresso semi-anfíbio à povoação. Comemos algo mais substancial numa esplanada e planeamos uma passagem célere por Cardrona. Pelo caminho, deixamo-nos intrigar no “Puzzling World” local, um parque temático singelo repleto de enigmas e ilusões do dia-a-dia ou da ciência.

Cardrona não tarda. Identificamo-la pela fachada amarela e vermelha do seu velho hotel de beira de estrada, erguido em 1860, em plena febre do ouro desta região meridional da Nova Zelândia, quando várias povoações disputavam o estatuto de maior prosperidade da então colónia britânica. Havia Arrowtown nas imediações de Queenstown; Otago mais para sudeste, o litoral do Golfo de Hauraki na Ilha do Norte, e a Cardrona a que estávamos a chegar, entre outras. Hoje, em Cardrona pouco mais resta desse apogeu áureo que a história e o hotel. Cardrona acolhe ela própria uma pequena estância de esqui, humilde se comparada com Treble Cone, a mais reputada da Ilha do Sul.

Quer neve ou faça calor, cenários como os kiwis requerem vistas aéreas. De acordo, os neozelandeses mais endinheirados mantém uma paixão nacional pelas avionetas e pelos voos panorâmicos. Não tardamos a descobrir que, de novo, Wanaka vai mais longe. Abriga um museu dos Pilotos de Caças da Nova Zelândia que conta com elegantes Hawker Hurricanes, Havilland Vampires e Chipmunks. Visitamo-lo. No aeródromo, acabamos à conversa com Will, um piloto de Classic Flights vestido de casaco de cabedal espesso, óculos e touca, como o nome deixa antever, tudo condizente com a época clássica da aviação. Will está prestes a descolar para um voo de teste. Tem um lugar vago. À boa moda desprendida dos neozelandeses, mal nos conhece mas, do nada, pergunta-nos se um de nós o quer acompanhar. Ainda hesitamos mas são várias as condicionantes e atenuantes que nos vemos forçados a ponderar: tínhamos estadia reservada para essa noite, na distante Dunedin e as pousadas do downunder não perdoam atrasos. Só nessa visita à nação kiwi já tínhamos voado por três vezes sobre o cenário indescritível dos Alpes do Sul. Por último, não sabíamos se queríamos confiar no velho motor daquela relíquia asada de museu. Ainda assistimos à descolagem ruidosa de Will. Confirmado o desperdício da experiência aérea, apontámos via rodoviária ao confim sudeste da Nova Zelândia.

Nelson a Wharariki, Nova Zelândia

O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa

Abel Janszoon Tasman explorava mais da recém-mapeada e mítica "Terra Australis" quando um equívoco azedou o contacto com nativos de uma ilha desconhecida. O episódio inaugurou a história colonial da Nova Zelândia. Hoje, tanto a costa divinal em que o episódio se sucedeu como os mares em redor evocam o navegador holandês.
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper Pisang, Nepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Circuito Anapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.

Ilha do Norte, Nova Zelândia

A Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia. 

Península de Banks, Nova Zelândia

Divinal Estilhaço de Terra

Vista do ar, a mais óbvia protuberância da costa leste da Ilha do Sul parece ter implodido vezes sem conta. Vulcânica mas verdejante e bucólica, a Península de Banks confina na sua geomorfologia de quase roda-dentada a essência da sempre invejável vida neozelandesa.

Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 - Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Nova Zelândia

Quando Contar Ovelhas Tira o Sono

Há 20 anos, a Nova Zelândia tinha 18 ovinos por cada habitante. Por questões políticas e económicas, a média baixou para metade. Nos antípodas, muitos criadores estão preocupados com o seu futuro.

Mount Cook, Nova Zelândia

O Monte Fura Nuvens

O Aoraki/Monte Cook até pode ficar muito aquém do tecto do Mundo mas é a montanha mais imponente e elevada da Nova Zelândia.

Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos thirties. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

A pequena-grande Senglea
Arquitectura & Design

Senglea, Malta

A Cidade com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.

Aventura
De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Preces ao fogo
Cerimónias e Festividades

Quioto, Japão

Uma Fé Combustível

Durante a celebração xintoísta de Ohitaki são reunidas no templo de Fushimi preces inscritas em tabuínhas pelos fiéis nipónicos. Ali, enquanto é consumida por enormes fogueiras, a sua crença renova-se

Coreografia pré-matrimonial
Cidades

Old Jaffa, Israel

Onde Assenta a Cidade que Nunca Pára

Telavive é famosa pela noite mais intensa do Médio Oriente. Mas, se os seus jovens se divertem até à exaustão nas discotecas à beira Mediterrâneo, é cada vez mais na vizinha Old Jaffa que dão o nó.

Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Verão Escarlate
Cultura

Valência a Xàtiva, Espanha

Do outro Lado da Ibéria

Deixada de lado a modernidade de Valência, exploramos os cenários naturais e históricos que a "comunidad" partilha com o Mediterrâneo. Quanto mais viajamos mais nos seduz a sua vida garrida.

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Aurora fria II
Em Viagem
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Dança dos cabelos
Étnico

Longsheng, China

A aldeia chinesa dos maiores cabelos do mundo. Nutridos a arroz, claro

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de uma aldeia renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os seus cabelos anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm que faz da aldeia recordista. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e o cereal. 

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Um outro templo
História

Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.

Transbordo
Ilhas

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Baie d'Oro
Literatura

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Convés multifuncional
Natureza

Puerto Natales-Puerto Montt, Chile

Cruzeiro num Cargueiro

Após longa pedinchice de mochileiros, a companhia chilena NAVIMAG decidiu admiti-los a bordo. Desde então, muitos viajantes exploraram os canais da Patagónia, lado a lado com contentores e gado.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Água grande
Parques Naturais

Cataratas Iguaçu, Brasil/Argentina

O Grande Splash

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.

Portal para uma ilha sagrada
Património Mundial Unesco

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

De visita
Personagens

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Tambores e tatoos
Praia

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Budismo XXL
Religião

Tawang, Índia

O Vale Místico da Profunda Discórdia

No limiar norte da província indiana de Arunachal Pradesh, Tawang abriga cenários dramáticos de montanha, aldeias de etnia Mompa e mosteiros budistas majestosos. Mesmo se desde 1962 os rivais chineses não o trespassam, Pequim olha para este domínio como parte do seu Tibete. De acordo, há muito que a religiosidade e o espiritualismo ali comungam com um forte militarismo.

White Pass & Yukon Train
Sobre carris

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Viagem no Tempo
Sociedade

Samoa Ocidental

Em Busca do Tempo Perdido

Durante 121 anos, foi a última nação na Terra a mudar de dia. Mas, Samoa percebeu que as suas finanças ficavam para trás e, no fim de 2012, decidiu voltar para Oeste da Linha Internacional de Data.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Um rasto na madrugada
Vida Selvagem

Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das suas etnias. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.

Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.