Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha


Regresso à base

Encarregados de uma empresa de actividades radicais puxam uma saltadora de bungy jumping de volta para a plataforma de saltos.

Kelvin Heights

Vivendas num istmo do lago Wakatipu.

Lento degelo

Montanhas geladas e lagoa numa encosta dos Alpes do Sul.

Sobre as montanhas

Um voo elevado de paragliding sobre as montanhas em redor do lago Wakatipu.

The Lady of the Lake

O vapor TSS Earnslaw - também conhecido por Lady of the Lake" navega nas águas azuladas do lago Wakatipu.

Montanhas à beira-lago

O lago Wakatipu e encostas verdejantes dos Alpes do Sul.

Exercício matinal

Visitantes de Queenstown preparam-se para andar de caiaque no lago Wakatipu.

Middle Green Earth

Vale verdejantes nas imediações de Queenstown.

Do Lago aos Picos Nevados

Cenário majestoso dos Alpes do Sul em redor de Queenstown.

Cumes cinéfilos

Picos nevados como os que o realizador Peter Jackson usou para ilustrar a "Middle Earth" da saga "Senhor dos Anéis".

Água de Degelo

Lago formado pela acumulação de água libertada pelo degelo nos Alpes do Sul.

Varanda Náutica

Passageiros do vapor TSS Earnslaw espreitam para terra do convés da embarcação.

Radical 24h por dia

Saltadora de bungy jumping balança pendurada de uma plataforma, enquanto a noite cai sobre Queenstown.

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Nova Zelândia Majestosa

Antes de dar início à descolagem do aeródromo de Queenstown, Peter, o piloto destacado, avisa com um sotaque kiwi cerrado: «Não vos vou perguntar o que querem sobrevoar. Vão ver que é tudo especial.»

Mal o pequeno Cessna ganha altitude, começa a desvendar-se o vale verdejante em redor de Queenstown. Com ele, a  vastidão azulada do lago Wakatipu. Aos poucos, os picos gelados dos Remarkables definem-se contra o céu.

Do interior, em direcção ao Pacífico, sucedem-se mais e mais montanhas e lagos em que o sol, demasiado ténue para degelar a neve dos picos, reforça os tons dourados.

Montanhas dos Alpes do Sul, Nova Zelândia

Montanhas dos Alpes do Sul em redor de Queenstown, cenário de várias passagens da saga “Senhor dos Anéis”

Surge, por fim, o Mar da Tasmânia. Invade o espaço até então absoluto da cordilheira. Em braços profundos dos quais se projectam penhascos verticais. Uns surgem cobertos de vegetação rasa, outros demasiado polidos para acolher qualquer forma visível de vida.

Quedas de água gentis que se adiam por centenas de metros precipitam-se do topo das ravinas até se dissiparem nas rajadas de vento ou se afundarem no mar.

Estamos no sudoeste da ilha do sul da Nova Zelândia. Durante quase uma hora, este voo arrojado de avioneta revelou-nos as paisagens únicas em redor de Queenstown.

Lago, Alpes do Sul, Queenstown, Nova Zelândia

Lago formado pela acumulação de água libertada pelo degelo nos Alpes do Sul

O Período Aurífero de Queenstown

Não foram só os cenários imponentes que tornaram esta cidade famosa. Até à moda do radical pegar, a maior emoção proporcionada pela pequena colónia tinha sido a partilhada por dois tosquiadores de ovelhas quando, em 1862, encontraram ouro nas margens do rio Shotover e provocaram um forte influxo de prospectores profissionais.

Um ano depois, o ajuntamento tinha-se tornado numa vila mineira com uma população de vários milhares. Algures por essa altura, o governo da Nova Zelândia vistoriou-a e proclamou-a “fit for a Queen”. Dessa forma oficial, deu o mote para o seu nome definitivo.

Nos dias que correm, mais que pronta para acolher qualquer realeza, Queenstown transformou-se num domínio indisputado da adrenalina teenager.

Caiaque, lago Wakatipu, Queenstown, Nova Zelândia

Visitantes de Queenstown preparam-se para andar de caiaque no lago Wakatipu

A Mina Contemporânea de Queenstown: o Bungee Jumping

O bungee jumping ali nasceu em termos comerciais. Desenvolveu-o, nos anos 80, um kiwi irrequieto de nome Alan John Hackett. AJ cresceu em Auckland, a capital da ilha do norte, onde frequentou a Westlake Boys High School. Aos 16 anos deixou de vez esta escola. Dedicou-se a tempo quase inteiro ao snowboard, ao esqui e tantas outras actividades radicais por que se via atraído.

Inspirado na cerimónia Naghol da ilha de Pentecostes, em Vanuatu e nos saltos praticados na década de 1970 pelo Oxford University Dangerous Sports Club, AJ desenvolveu uma espécie de super-elástico. Demonstrou-o com impacto apenas mediático, quando se lançou do interior da torre Eiffel, em 1987, sem qualquer aviso ou autorização, para logo ser detido pela polícia, de blazer e calças camufladas.

Já algemado, AJ foi interpelado por um repórter gaulês que lhe perguntou se achava que ia ter problemas com as autoridade francesas. Tranquilo e sorridente, respondeu: “Não me parece. Acho que eles são pessoas muito razoáveis. Tenho a certeza que vão ver isto como uma inspiração para o povo de França e do Mundo”.

Não podia estar mais certo. Daí em diante, a prática seria repetida vezes sem conta, de alturas sempre assustadoras e, por vezes, adornada por artifícios que garantiram uma permanente inovação, como saltos sobre monociclos, piruetas introdutórias, entre outros.

Ao contrário dos cordões de que foi feito, hoje, o império de AJ Hackett só se expande. Aj opera saltos de Bungee um pouco por todo o Mundo.

Os Saltos Já Históricos de Karawau e The Ledge

Para os aficionados mais conhecedores, no entanto, os mergulhos a partir da ponte histórica de Karawau (43 metros de altura) e diurnos e nocturnos da plataforma panorâmica The Ledge (47 metros) continuam a ter significados – e preços – muito especiais. As almas aventureiras com mais de 65 anos, em particular, podem fazer estes saltos de graça.

Fim de Bungee jumping, the ledge, Queenstown, Nova Zelândia

Encarregados de uma empresa de actividades radicais puxam uma saltadora de bungee jumping de volta para a plataforma de saltos

Quando passamos pelas margens elevadas do rio Karawau, o leito abaixo flui a grande velocidade. Arrasta botes de rafting manobrados por tripulações em êxtase. Mais à frente, adolescentes em série lançam-se da famosa ponte suspensa que atravessa a garganta homónima, de braços abertos sobre as águas frígidas e azuladas.

São seguidores da adaptação do velho culto melanésio que AJ e o parceiro Henry van Asch ali testaram, pela primeira vez, em 1988.

Mesmo depois de experimentadas todas as variedades de bungee, Queenstown reserva um manancial inesgotável de outras actividades extremas.

É outro dos motivos porque os seus youth hostels e pousadas estão quase sempre repletos. Em época alta, chegam a juntar-se aos meros 9.000 habitantes da cidade vários milhares de visitantes e trabalhadores sazonais.

Para lá do Bungee Jumping

Enquanto as energias e a disposição não se esgotam, além do bungee jumping e do rafting, Queenstown alicia-os com o seu jetboating, o river-surfing e o white-water sledging, o canyoning, o flying, o gliding, o skydiving e o mountain biking.

Paragliding, Queenstown, Nova Zelândia

Um voo elevado de paragliding sobre as montanhas em redor do lago Wakatipu.

Assim que o Inverno e a neve tomam conta da região, ainda há o esqui e o snowboard que preservam também em Queenstown e na vizinha Wanaka as suas capitais neozelandesas e, isto, para mencionar apenas os desportos mais populares e convencionais.

Já tínhamos tido a nossa dose de experiências radicais na costa leste da Austrália. Nem o facto de apreciarmos tantas alheias neste confins interiores da ilha kiwi do sul nos demoveu de darmos finalmente algum descanso aos corpos desgastados.

Assim, em vez de ascendermos a pé, metemo-nos numa das cabines da Skyline Gondola. Chegamos num ápice ao cimo da colina que acolheu o parque e complexo radical do The Luge, uma espécie de kartódromo de montanha adaptado para trenós.

Àquela hora, o circuito estava já encerrado. Não demoramos a achar um miradouro que nos revela o casario de Queenstown. E os cenários imponentes em volta. Aos poucos, o crepúsculo instala-se. Faz sobressair a iluminação quente da cidade contra a água azul escura do lago Wakatipu e as montanhas mais próximas dos Alpes do Sul.

Um Bungee Inesperado

Reinava uma paz que há muito não sentíamos por aqueles lados e aproveitámos para desfrutar. Por pouco tempo.

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia

Saltadora de bungy jumping balança pendurada de uma plataforma, enquanto a noite cai sobre Queenstown

Sem que tivéssemos ainda detectado a sua presença, uma adolescente lança-se subitamente da plataforma iluminada e cercada de pinheiros a que os nativos chamaram The Ledge. Ouvimos o grito estridente que a jovem não evita e o eco produzido pelo anfiteatro em redor. Só a voltamos a ver, semi-anestesiada pelo pânico, quando a içam de volta.

Foi o último salto de bungee-jumping do dia. Por algumas horas, Queenstown recuperou energias. Na manhã seguinte, bem cedo, haveria de regressar à sua rotina destemida.

Bay of Islands, Nova Zelândia

O Âmago Civilizacional da Nova Zelândia

Waitangi é o lugar chave da Independência e da já longa coexistência dos nativos maori com os colonos britânicos. Na Bay of Islands em redor, celebra-se a beleza idílico-marinha dos antípodas neozelandeses mas também a complexa e fascinante nação kiwi.
Nelson a Wharariki, Nova Zelândia

O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa

Abel Janszoon Tasman explorava mais da recém-mapeada e mítica "Terra Australis" quando um equívoco azedou o contacto com nativos de uma ilha desconhecida. O episódio inaugurou a história colonial da Nova Zelândia. Hoje, tanto a costa divinal em que o episódio se sucedeu como os mares em redor evocam o navegador holandês.
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.

Ilha do Norte, Nova Zelândia

A Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia. 

Península de Banks, Nova Zelândia

Divinal Estilhaço de Terra

Vista do ar, a mais óbvia protuberância da costa leste da Ilha do Sul parece ter implodido vezes sem conta. Vulcânica mas verdejante e bucólica, a Península de Banks confina na sua geomorfologia de quase roda-dentada a essência da sempre invejável vida neozelandesa.

Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 - Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.

Pentecostes, Vanuatu

Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Nova Zelândia

Quando Contar Ovelhas Tira o Sono

Há 20 anos, a Nova Zelândia tinha 18 ovinos por cada habitante. Por questões políticas e económicas, a média baixou para metade. Nos antípodas, muitos criadores estão preocupados com o seu futuro.

Mount Cook, Nova Zelândia

O Monte Fura Nuvens

O Aoraki/Monte Cook até pode ficar muito aquém do tecto do Mundo mas é a montanha mais imponente e elevada da Nova Zelândia.

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Wall like an Egyptian
Arquitectura & Design
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Aventura
De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Festival MassKara, cidade de Bacolod, Filipinas
Cerimónias e Festividades
Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.
Marcha Patriota
Cidades

Taiwan

Formosa mas Não Segura

Os navegadores portugueses não podiam imaginar o imbróglio reservado à ilha que os encantou. Passados quase 500 anos, Taiwan prospera, algures entre a independência e a integração na grande China.

Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

O projeccionista
Cultura

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

Platipus = ornitorrincos
Em Viagem

Atherton Tablelands, Austrália

A Milhas do Natal (parte II)

A 25 Dezembro, exploramos o interior elevado, bucólico mas tropical do norte de Queensland. Ignoramos o paradeiro da maioria dos habitantes e estranhamos a absoluta ausência da quadra natalícia.

As forças ocupantes
Étnico

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Sombra Missioneira
História

Misiones, Argentina

Missões Impossíveis

No séc. XVIII, os jesuítas expandiam um domínio religioso no coração da América do Sul em que convertiam os indígenas guarani. Mas as Coroas Ibéricas arruinaram a utopia tropical da Companhia de Jesus

Dunas da ilha de Bazaruto, Moçambique
Ilhas
Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
Verificação da correspondência
Inverno Branco

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Enseada escondida
Natureza

Busuanga, Filipinas

Uma Armada Pouco Secreta

Na 2a Guerra Mundial, uma frota nipónica falhou em ocultar-se ao largo de Busuanga e foi afundada pelos aviões norte-americanos. Hoje, os seus destroços subaquáticos atraem milhares de mergulhadores.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Fila chilena
Parques Naturais

Pucón, Chile

A Brincar com o Fogo

Pucón abusa da confiança da natureza e prospera no sopé da montanha Villarrica.Seguimos este mau exemplo por trilhos gelados e conquistamos a cratera de um dos vulcões mais activos da América do Sul.

Mulheres no forte de Jaisalmer, Rajastão, India
Património Mundial UNESCO
Jaisalmer, Índia

A Vida que Resiste no Forte Dourado de Jaisalmer

A fortaleza de Jaisalmer foi erguida a partir de 1156 por ordem de Rawal Jaisal, governante de um clã poderoso dos confins hoje indianos do Deserto do Thar. Mais de oito séculos volvidos, apesar da contínua pressão do turismo, partilham o interior vasto e intrincado do último dos fortes habitados da Índia quase quatro mil descendentes dos habitantes originais.
Cabana de Brando
Personagens

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Brigada incrédula
Praias

La Digue, Seichelles

Monumental Granito Tropical

Praias escondidas por selva luxuriante, feitas de areia coralífera banhada por um mar turquesa-esmeralda são tudo menos raras no oceano Índico. La Digue recriou-se. Em redor do seu litoral, brotam rochedos massivos que a erosão esculpiu como uma homenagem excêntrica e sólida do tempo à Natureza.

Braga ou Braka ou Brakra, no Nepal
Religião
Circuito Anapurna: 6º – Braga, Nepal

Num Nepal Mais Velho que o Mosteiro de Braga

Quatro dias de caminhada depois, dormimos aos 3.519 metros de Braga (Braka). À chegada, apenas o nome nos é familiar. Confrontados com o encanto místico da povoação, disposta em redor de um dos mosteiros budistas mais antigos e reverenciados do circuito Annapurna, lá prolongamos a aclimatização com agrado.
Tren del Fin del Mundo, Ushuaia, Argentina
Sobre carris
Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Autoridade bubalina
Sociedade

Ilha do Marajó, Brasil

A Ilha dos Búfalos

Uma embarcação que transportava búfalos da Índia terá naufragado na foz do rio Amazonas. Hoje, a ilha de Marajó que os acolheu tem a maior manada bubalina e o Brasil já não passa sem estes bovídeos.

Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Abastecimento
Vida Selvagem

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.