Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul


Aterragem sobre o gelo

Avião Pilatus Porter e passageiros sobre um campo de gelo dos Alpes do Sul.

Mãos na manche

Piloto comanda um dos Mount Cook Ski Planes.

Vale de névoa

Nevoeiro preenche um vale dos Alpes do Sul.

Descolagem

Vista do cockpit de um avião prestes a aterrar sobre glaciar Tasman.

Romance pós-aterragem

Casal acabado de aterrar rejubila com a grandeza dos Alpes do Sul.

Cabana de Montanha

Um refúgio em equilíbrio sobre a montanha.

Poses de altitude

Amigos nipónicos fotografam-se no cimo do glaciar Tasman.

Glaciar Tasman

Vista aérea do glaciar Tasman que o avião irá em breve sobrevoar.

À Espera do Regresso

Piloto mantém-se na proximidade do Pilatus Porter PC6.

Aproximação à pista

Vista da aproximação ao aeródromo de Mount Cook, de dentro do cockpit do avião.

O tecto da Nova Zelândia

Picos altivos dos Alpes do Sul, a cordilheira mais elevada da Nova Zelândia.

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Do outro lado da linha, à moda dos bons gestores, Richard Royds soa-nos tão diplomático como pragmático. “Estão em Twizel? Óptimo! É suficientemente próximo. Venham andando para cá. Podem ter que esperar um bocado mas devo conse

guir-vos qualquer coisa daqui a pouco.”

Tínhamos recentemente adicionado 250 dólares neozelandeses a uma ainda curta lista de multas por excesso de velocidade no downunder. Esforçamo-nos para não voltarmos a exagerar nas pressas. Mesmo assim, passados 25 minutos, estacionamos frente aos escritórios da Mount Cook Ski Planes no aeroporto de Mount Cook. Melhor do que o prometido, vencidos mais 25, estamos a subir para bordo do Pilatus Porter PC6 da Mount Cook Ski Planes.

Já em táxi, Michael, o piloto encarregue do voo, transmite-nos e a dois casais asiáticos – um indiano o outro japonês – um briefing de segurança resumido. Em seguida, contra o vento, como mandam as regras, elevamo-nos sobre as águas frígidas do Lago Tasman.

À medida que subimos, os Roaring Forties concentrados pelo longo desfiladeiro para diante golpeiam a aeronave e fazem com que os passageiros se agarrem com mais força aos bancos da frente. Michael mantêm-se impávido e sereno: “Está tudo bem, não se preocupem. Trabalho há muito tempo nesta rota, há demasiado tempo, atrevo-me até a dizer. Este vento está cá quase sempre. Se os aviões não me desiludirem eu também não os desiludo.” afiança enquanto retoca a manche e ajusta manípulos e botões. “Sabem o que me apoquenta? Este calor. Vieram na altura certa. Há uns 20 anos o gelo ocupava grande parte do que é agora lago, lá em baixo. Se estes Verões continuam assim, não tarda, só vai restar o topo, onde vamos aterrar.”

O Pilatus Porter penetra numa nebulosidade inesperada mas liberta-se em três tempos. Num céu já completamente limpo, perdemos o aconchego do vale e aproximamo-nos dos picos mais imponentes dos Alpes do Sul, o Tasman, o Dampier, logo o Teichelmann. Pouco depois, identificamos também o Aoraki/Mount Cook ligeiramente sobressaído devido à sua maior altitude e à forma de prisma do  cume, naquela altura agasalhado por uma curiosa nuvem lenticular.

Contornamos a montanha rainha da Nova Zelândia por duas vezes. A repetição permite-nos admirar a sumptuosidade dos Alpes do Sul e, para Oeste, o litoral selvagem do Mar da Tasmânia, muito mais visível do que alguma vez pensávamos possível, tendo conta a altitude a que voávamos.

Estava cumprido o objectivo inicial do voo. Michael aponta de novo para o leito de gelo do glaciar Tasman que sobrevoamos até a zona de formação. Ali, inverte mais uma vez o sentido do voo, faz o ski-plane baixar e aterra sobre a neve superficial. Contra o declive e o atrito, o avião não demora a imobilizar-se. Michael aproveita o silêncio e anuncia com forte sotaque kiwi: “Aqui estão os grandes cenários da Nova Zelândia. Divirtam-se”. Estávamos, sobre um glaciar de montanha majestoso, a apenas algumas centenas de metros de altitude dos picos que inúmeros alpinistas tinham ambicionado escalar.

Há algumas décadas atrás, este acesso facilitado ao topo da cordilheira provou-se também ele, uma enorme conquista. O responsável foi o fundador da Mount Cook Ski Planes, a empresa que nos tinha concedido o privilégio da aventura.

Em 1953, Harry Wigley, um antigo piloto da Força Aérea da Nova Zelândia já fazia voos panorâmicos em redor do Monte Cook e sobre os glaciares. Por essa altura, apercebeu-se da necessidade de um sistemas de esquis retractáveis que permitisse aos aviões descolar de pistas normais e aterrar na neve. Já existiam esquis fixos mas uma investigação internacional revelou que o sistema retractável não tinha sido ainda desenvolvido. Por outro lado, os esquis fixos só podiam ser usados em parte do Inverno da Nova Zelândia, nas temporadas em que o aeródromo de Mount Cook tinha a sua pista coberta de neve.

Wigley não se conformou. Investiu centenas de horas na criação de uma roda que se destacasse através do esqui durante a descolagem e aterragem sobre o asfalto. E uma forma de o esqui descer durante o voo para permitir aterragens nos campos de neve elevados do glaciar Tasman.

Em 22 de Setembro de 1955, Harry Wigley aterrou ali o primeiro ski plane – um Auster – equipado com o novo sistema. Um dos passageiros mais famosos a dele beneficiar foi Sir Edmund Hillary que, sete anos antes, tinha conquistado o seu idolatrado tecto da Nova Zelândia mas nem por isso o deixou de visitar.

Mais tarde, o conceito e o design foram aperfeiçoados e os esquis passaram a ter bases de plástico e a ser operados de forma hidráulica. A introdução de uma aeronave mais poderosa, o Cessna 180 permitiu à Mount Cook Ski Planes operar todo o ano e transportar mais passageiros afortunados como nós.

O casal indiano é primeiro a sair. Dão alguns passos e, num micro-clima frio mas romântico, eventualmente de lua-de-mel, abraçam-se. Os jovens japoneses afastam-se em direcção a formas rochosas exuberantes e fazem-se fotografar em poses cómicas e excêntricas.

Nós começamos a subir o campo de gelo com o objectivo de voltarmos a espreitar para lá da aresta mais elevada da cordilheira. Michael vive a sua rotina e pouco se afasta do Pilatus Porter. Avisa-nos que não íamos ter tempo para tanto, pelo que desistimos da pequena expedição. Em vez, deixamo-nos deslumbrar pela grandiosidade branca do cenário e pela insignificância a que sujeitava a aeronave colorida.

Em redor, a 3.000 metros de altitude, estendia-se a base vasta do maior rio de gelo da Oceania, com 27 km de extensão, 4 de largura e uns não menos impressionantes 600 metros de espessura.

O dia aproximava-se do fim e a mancha de luz que incidia no vale diminuía a olhos vistos como o calor ténue que até então afagava os passageiros.

Michael verifica o relógio e dá instrução de regresso ao avião. Deslizamos sobre os skis e a neve mais uma vez com suavidade surpreendente e regressamos às alturas delimitadas pelo vale. Dez minutos depois, estamos a rodar no tarmac abrasivo do aeródromo. O dispositivo dinâmico de aterragem voltara a funcionar na perfeição. Cumprimos, assim, mais um trecho da façanha que Harry Wigley fez questão de concretizar.

Nelson a Wharariki, Nova Zelândia

O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa

Abel Janszoon Tasman explorava mais da recém-mapeada e mítica "Terra Australis" quando um equívoco azedou o contacto com nativos de uma ilha desconhecida. O episódio inaugurou a história colonial da Nova Zelândia. Hoje, tanto a costa divinal em que o episódio se sucedeu como os mares em redor evocam o navegador holandês.
Bay of Islands, Nova Zelândia

O Âmago Civilizacional da Nova Zelândia

Waitangi é o lugar chave da Independência e da já longa coexistência dos nativos maori com os colonos britânicos. Na Bay of Islands em redor, celebra-se a beleza idílico-marinha dos antípodas neozelandeses mas também a complexa e fascinante nação kiwi.
Circuito Anapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.

Ilha do Norte, Nova Zelândia

A Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia. 

Península de Banks, Nova Zelândia

Divinal Estilhaço de Terra

Vista do ar, a mais óbvia protuberância da costa leste da Ilha do Sul parece ter implodido vezes sem conta. Vulcânica mas verdejante e bucólica, a Península de Banks confina na sua geomorfologia de quase roda-dentada a essência da sempre invejável vida neozelandesa.

Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 - Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e a experiência que não se deve arriscar subir à pressa.

Glaciares

Planeta Azul-Gelado

Formam-se nas grandes latitudes e/ou altitudes. No Alasca ou na Nova Zelândia, na Argentina ou no Chile, os rios de gelo são sempre visões impressionantes de uma Terra tão frígida quanto inóspita.

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro de Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Chegada à festa
Cerimónias e Festividades

Perth, Austrália

Em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.

Street Scooter scene
Cidades
Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.
Muito que escolher
Comida

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Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

Cultura
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Bola de volta
Desporto

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Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

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A aldeia KwaNemamwa está situada junto ao lugar mais emblemático do Zimbabwé, aquele que, decretada a independência da Rodésia colonial, inspirou o nome da nova nação. É ali que vários habitantes de etnia Karanga exibem as danças tradicionais Bira aos visitantes privilegiados das ruínas de Great Zimbabwé.
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A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
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O Pequeno Império do Sol

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Pico Rosa
Ilhas
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Com o Atlântico aos Pés

Por um mero capricho vulcânico, o mais jovem retalho açoriano projecta-se no apogeu de rocha e lava do território português. O Pico é a sua montanha aguçada mas não só. É um testemunho da resiliência e do engenho dos açorianos que domaram esta deslumbrante ilha e o oceano em redor.
Solidariedade equina
Inverno Branco

Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

O nome mítico desencoraja a maior parte dos viajantes de explorações invernais. Mas quem chega fora do curto aconchego estival, é recompensado com a visão dos cenários vulcânicos sob um manto branco.

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Sombras Quentes
Natureza

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América do Norte Abismal

O rio Colorado e tributários começaram a fluir no planalto homónimo há 17 milhões de anos e expuseram metade do passado geológico da Terra. Também esculpiram uma das suas mais deslumbrantes entranhas.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Épico Western
Parques Naturais

Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

Património Mundial Unesco
Cidade Velha, Cabo Verde

Cidade Velha: a anciã das Cidades Tropico-Coloniais

Foi a primeira povoação fundada por europeus abaixo do Trópico de Câncer. Em tempos determinante para expansão portuguesa para África e para a América do Sul e para o tráfico negreiro que a acompanhou, a Cidade Velha tornou-se uma herança pungente mas incontornável da génese cabo-verdiana.

De visita
Personagens

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Promessa?
Praia
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Portal para uma ilha sagrada
Religião

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

A todo o vapor
Sobre carris

Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

Parada e Pompa
Sociedade

São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré mas, Siga a Marinha.

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Hipo-comunidade
Vida Selvagem

PN Chobe, Botswana

Um Rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.

Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.