Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes


Crepúsculo exuberante

Sol põe-se com espalhafato cromático sobre o Grand Canyon, Arizona, E.U.A.

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.

São três os elementos que definem se a luz é melhor ou pior: a cor (espectro cromático da luz), a qualidade e a direcção. Para que a possamos utilizar bem, é essencial compreendê-los, à forma como se relacionam e que efeito têm sobre um qualquer sujeito fotográfico.

Se o soubermos fazer, será mais fácil, por exemplo, decidir a melhor altura do dia para estar num determinado lugar e de que direcção será melhor fotografá-lo.

A Cor

A tonalidade da luz muda à medida que vemos o sol mudar de posição no horizonte ao longo do dia. Quanto mais baixo está o sol no horizonte, mais quente (amarela-alaranjada) é a luz. À medida que o sol sobe no horizonte, a luz torna-se mais fria (mais azulada), com um visual mais próximo do normal. Se existirem nuvens altas a taparem o sol, a luz será ainda mais fria e quase certo que as fotografias venham a ter uma dominante azulada.

A Qualidade

A qualidade da luz do sol é determinada pela posição do sol e pela meteorologia. Como tal, pode variar num ápice quando luz que incide directa passa a ser filtrada por nuvens. Um pequeno intervalo numa densa camada de nuvens baixas pode transformar um cenário banal em algo extraordinário num mero segundo, apenas pela mudança que opera na luz a incidir nesse cenário.

A luz directa do sol dá origem a uma luz mais dura em especial nas horas em que o sol está mais a pique. As sombras são mais curtas e o contraste maior, ou seja existirão menos tons de cor entre o branco e o preto. As cores presentes são fortes e algo azuladas  mas também podem apresentar-se algo deslavadas pela luminosidade intensa vinda de cima.

Nas duas ou três horas após a alvorada e antes do pôr-do-sol, a luz directa não é tão dura como quando o sol está a pique. Todas as tonalidades presentes são reproduzidas fielmente e o facto de o sol ainda estar intermédio  gera sombras com algum comprimento – destaca texturas e adiciona interesse e profundidade ao que é fotografado.

Sobre o nascer e pôr-do-sol, o ângulo baixíssimo da luz solar gera sombras muito longas – muitas vezes o próprio fotógrafo tem que lutar contra a sua. A textura e a forma dos objectos é acentuada e a tonalidade alaranjada dos cenários cria uma atmosfera muito atractiva e dramática.

A luz indirecta produz uma luz mais suave. Em dias nublados mas luminosos e quando o sol fica por detrás de uma nuvem, as sombras desvanecem-se e o contraste reduz-se de maneira que é possível fotografar com detalhe em toda a composição. As cores saem saturadas em especial no que estiver próximo da objectiva.

Chuva, névoa e nevoeiro geram uma luz ainda mais suave e cores quase anuladas. As sombras e o contraste somem-se. Se a cobertura de nuvens for densa e a luz reduzida, essa luz será monótona e plana.

Direcção da Luz

Não é só a tonalidade da luz que muda ao longo do dia. Acontece o mesmo com a direcção da luz. Ter em atenção de qual a direcção em que a luz está a incidir no cenário ou objecto que vai fotografar é crucial para melhorar a qualidade das fotografias.

A direcção de que a luz incide num objecto ou cenário muda gradualmente ao longo do dia. Todavia, estipulou-se serem consideradas quatro direcções principais:

1) Frontal – Proporciona imagens claras, de cores fortes. No entanto, como as sombras ficam escondidas atrás do objecto ou cenário, este tipo de iluminação faz com que as imagens pareçam planas, sem profundidade.

2) Lateral – Destaca as texturas e as formas e confere uma terceira dimensão à fotografia.

3) Zenital – dá-se quando o sol está a pique e quase nunca favorece objectos ou cenários. Abrimos aqui excepção para águas cristalinas a que a luz a pique realça as cores e a transparência.

4) Contraluz – dá-se quando o sol está directamente em frente à câmera. Um uso popular de luz frontal são as silhuetas ao pôr-do-sol. Se o objectivo não for obter uma silhueta, a fotografia terá que ser feita com extremo cuidado (possivelmente com apoio de luz de flash  para que o objecto, pessoa não perca cor e/ou detalhe.

No caso de a luz estar a incidir de uma forma desfavorável, por norma, existem diversas soluções:

1 – Mude o objecto de lugar

2 – Mude de lugar

3 – Espere que a luz mude

4 – Regresse a uma hora em que a luz esteja mais favorável à fotografia

Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
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