Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!


Alturas Tibetanas
A não ser que chegue lentamente, por terra, o Planalto Tibetano é um exemplo típico de um mais que provável mal de altitude.
Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e a experiência que não se deve arriscar subir à pressa.

Uma simplificação dos factos científicos

À medida que a altitude aumenta, a pressão atmosférica diminui e o mesmo acontece à quantidade de oxigénio no ar. Como já todos tivemos oportunidade de reparar, o oxigénio faz-nos muita falta. A sua ausência provoca uma alteração drástica no ritmo e na intensidade da respiração. Ao mesmo tempo, origina uma disrupção do equilíbrio da água corporal no sangue face aos tecidos. O organismo sofre com a presença em grandes altitudes tenham ou não havido a habituação necessária. Sem esta habituação, o mal de altitude pode ter consequências apenas incomodativas ou até mesmo drásticas.

Os efeitos sentem-se mais ou menos em função da altitude, da velocidade com que lá se chega. Também dependem da altitude a que a pessoa normalmente vive e de outras variáveis como a capacidade pulmonar (a alteração do ritmo e intensidade seria sempre mais bem suportada, por exemplo, por nadadores olímpicos) e outras “forças” ou fraquezas de cada organismo.

Por norma, os sintomas do mal de altitude começam a ser óbvios acima dos 2000 m e intensificam-se substancialmente acima dos 2800 m. Um viajante em boa forma física consegue habituar-se a altitudes na ordem dos 3000 m em alguns dias. Altitudes de 5000, 6000 m e superiores requerem uma aclimatização mais longa, possivelmente de semanas.

Doenças e Sintomas

Com mudanças de altitude médias – por exemplo de 3000 m – a consequência mais normal será apenas Mal da Montanha Agudo : uma dor de cabeça bastante persistente e perturbadora, com algum azar, também náuseas e até vómitos. O outro sintoma que salta à vista é a intensificação do cansaço que se torna exasperante com meros exercícios como subir uma escadaria ou um trilho de uma encosta. O exercício também faz piorar a dor de cabeça e restantes sintomas. Curiosamente, estes sintomas costumam fazer-se sentir mais nas pessoas jovens do que nas com mais idade.

O Edema Pulmonar das Alturas ocorre em casos mais extremos – quase apenas acima dos 2800 m – e com maior frequência nos homens que nas mulheres. É provocado pela acumulação de água nos pulmões e tem maior probabilidade de acontecer com o antecedente de uma constipação ou de uma simples infecção pulmonar. Pode revelar-se entre o primeiro e o quarto dia após a ascenção, com uma falta de ar mais intensa que a do mal da montanha agudo, comichão nos pulmões, tosse seca e, pouco depois, a formação de grande quantidade de expectoração que pode ser rosada e até conter sangue. Em pouco tempo, o Edema Pulmonar das Alturas pode evoluir para uma condição que coloca a vítima entre a vida e a morte.

O descalabro do mal de altitude e a causa de muitas mortes entre os montanhistas é a pior das suas consequências: o Edema Cerebral das Alturas. Pode formar-se de uma forma directa ou na sequência de mal da montanha agudo e/ou de um edema pulmonar das alturas, 1 a 4 dias após a ascenção. Gera dores de cabeça mais intensas, seguidas de alucinações e uma perda de discernimento e até dos sentidos. Estes sintomas acentuam-se com a altitude.

Perante a suspeita de edema cerebral das alturas, qualquer montanhista deve ser imediatamente transferido para menor altitude e para um hospital.

A prática de mergulho pouco antes de qualquer ascenção agrava muito qualquer um dos males acima e os seus sintomas.

 

Para que não seja tão mau

1 – Aclimatize o tempo necessário. Alguns equipamentos simulam o ambiente hipóxico e permitem uma habituação mais antecipada.

2 – Beba muita água, evite café, álcool e qualquer outro tipo de diurético

3 – Caminhe sempre com calma e repouse sem pressas

4 – Perante a mais que provável falta de folhas de coca para mascar (são raras e ilegais) excepto para algumas comunidades de nativos dos Andes, consuma gingko biloba. Crê-se que este suplemento acelera o processo de aclimatização e reduz os sintomas do mal de altitude.

5 – Pode ainda recorrer à acetazolamida, uma substância comercializada como Diamox que tem o mesmo efeito do gingko mas, provavelmente bastante mais eficaz. Se tomar acetazolamida, beba muita água, já que se trata de um diurético.

 

Casos Pessoais, pouco extremos e sem Consequências Graves:

Subida Gradual na cordilheira Andina, Argentina

Durante uma viagem pela América do Sul, eu e a Sara alugámos carro em Salta, a 1187 m de altitude, no norte da Argentina, e explorámos grande parte da cordilheira andina. Na primeira dessas ocasiões, fomos subindo gradualmente e pernoitámos numa ou outra pousada enquanto percorríamos a famosa Ruta 40. A determinada altura, demos por nós em estradas da Puna Andina a mais de 4500 m de altitude. Uma vez que a ascenção até esta altitude foi gradual e demorou cerca de dois dias, os únicos sintomas incontornáveis que sentimos foram um enorme cansaço e respiração ofegante que demorávamos uma eternidade a regularizar de cada vez que precisávamos subir a um qualquer morro para conseguir cenários mais abertos.

Subida Rápida ao cume do Monte Mauna Kea, Big Island, Havai

Por uma questão de calendário, tínhamos o tempo contado para explorar a Big Island. Com carro alugado, conduzimos em pouco tempo de Hilo, no litoral leste da ilha (17 metros acima do nível do mar) ao desvio da Sadlle Road – Route 200 – para a derradeira estrada de acesso ao cume do monte Mauna Kea. Este desvio está a uns “meros” 2021 metros de altitude. Já o Mauna Kea é o monte mais elevado à face da Terra, apenas e só se a altitude for contada desde o fundo do mar. Como a sua base submarina se situa a 6000 m de profundidade e o cume se situa a 4203 m acima do nível do mar. A altitude “total” do Mauna Kea é, assim, de 10.203 m.

Mas, regressemos à estrada. Só nos sobrava essa tarde na Big Island para subir ao cume do Mauna Kea. As autoridades e o bom senso aconselham que nenhum visitante o faça directamente do nível do mar e, se o fizerem, para aclimatizarem o maior tempo possível a meio caminho no Onizuka Visitor Center. Quando lá chegámos, o sol tinha já descido muito mais no horizonte do que estávamos a contar. Como não estávamos dispostos a deixar o Havai sem a experiência de ascender ao cume do Mauna Kea para apreciar as vistas e a sua vasta estação astronómica, decidimos prosseguir quinze minutos depois e arcar com as consequências.

Já no cimo, a Sara não sentiu nada de especial. Eu Marco, comecei a padecer, de imediato, de uma dor de cabeça forte, tonturas e um cansaço realmente incomum. Esses sintomas duraram cerca de 40 minutos. Ou porque o meu organismo se foi adaptando rapidamente, ou, quem sabe também um pouco, porque os cenários incríveis do topo ao pôr-do-sol e crepúsculo me ajudaram a abstrair, pouco depois já só sentia cansaço. Descemos aparentemente incólumes, mas tenho que confessar que comecei a ficar seriamente preocupado com a combinação das tonturas com a dor de cabeça.

Viagem para Lhasa, Tibete

Andávamos por Chengdu, na província chinesa de Sichuan, um dos lugares de onde é hoje mais fácil chegar ao Tibete. As viagens para o Tibete estão controladas pelo governo chinês e nem sempre são possíveis. Nessa altura, eram possíveis e não sabíamos se tão cedo teríamos outra oportunidade de estar tão próximo. Alojados num tal de Mix Hotel, percebemos que lá organizavam viagens de exploração do Tibete. Durante alguns dias, esperámos por mais hóspedes interessados em formar um pequeno grupo e isso veio a acontecer. Juntaram-se a nós Jacob, um sueco e Ryan, americano. Nós e o Jacob comprámos voo de Chengdu, situada a uma altitude média de 500 m) para Lhasa, a 3650 metros.

O Ryan estava com orçamento ainda mais apertado que o nosso. Decidiu que ia de comboio e saiu de Chengdu bem antes de nós. A viagem de comboio demorava três dias (44 horas, 3360 km). O Ryan tinha lido algures que, de comboio, os problemas com a altitude ou não se passavam ou eram mais ténues. Chegou a brincar connosco por achar que íamos gastar mais dinheiro e sofrer mais que ele.

O voo durou duas horas. Pouco depois de aterrarmos em Lhasa, enquanto procurávamos hotel com o guia que nos recebeu, já eu e o Jacob andávamos com a cabeça “feita em água”. A Sara pensava que tinha mais uma vez evitado o famoso mal de altitude. Na manhã seguinte, estava como nós.

Trocámos queixas atrás de queixas e maldições por não termos preferido o comboio. Entretanto chegou o Ryan. Pelo que ele descreveu, apesar da subida progressiva de comboio, ainda estava pior que nós e, no comboio, até teve que recorrer ao oxigénio. Pelos vistos, nem a viagem ferroviária foi suficientemente lenta. É claro que não desperdiçámos a oportunidade de sermos agora nós a gozarmos com ele. 

Sempre que parávamos num bar ou restaurante de Lhasa, pedíamos invariavelmente chá de gengibre com mel. Se ajudou substancialmente ou não, é difícil de dizer. Sabemos que só nos passou completamente ao fim de dois dias de sofrimento decrescente.

Ainda percorremos uma boa parte do Tibete e chegámos ao acampamento base tibetano do monte Evereste, a 5.300 metros. Entretanto, tínhamos comprado latas de oxigénio mas os nossos organismos já se haviam habituado e só as usávamos, dentro do jipe, a simularmos emergências, na brincadeira.

Visita às obras de renovação do teleférico de Mérida, o mais elevado do Mundo, Venezuela

Aqui, em pouco mais de duas horas, subimos numa mini-cabine de transporte de carga e trabalhadores, dos 1630 metros de Mérida, para os 4.765 metros do Pico Espejo, o segundo mais elevado do país. Tivemos paragens curtas pelo meio, uma delas no refeitório dos trabalhadores, para um briefing e um pequeno snack. Algumas das pessoas da comitiva começaram logo ali a sentir sintomas e já não saíram do refeitório.

No que nos disse respeito, os problemas só começaram no último trajecto, entre a estação de Loma Redonda (4045 m) e a derradeira, já em Pico Espejo. Desta vez, eu, Marco, só senti algum cansaço e uma ligeira tontura. A Sara e várias outras pessoas tiveram que descer numa semi-emergência para receber oxigénio. Quando mediram o oxigénio no sangue da Sara, o aparelho indicava 72. Temos um medidor desses em casa e, quando o usamos, dá-nos sempre 98 ou 99. Estava a tornar-se grave mas ela recuperou pouco depois.

Nota: se quiser ler sobre situações realmente extremas de mal de altitude, recomendamos-lhe blogs de alpinistas a sério.

Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Circuito Anapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Jet Lag (Parte 1)

Evite a Turbulência do Pós-voo

Quando voamos através de mais que 3 fusos horários, o relógio interno que regula o nosso organismo desregula-se. O máximo que podemos fazer é aliviar o mal-estar que sentimos até se voltar a acertar.
Viajar Não Custa

Na próxima viagem, não deixe o seu dinheiro voar

Nem só a altura do ano e antecedência com que reservamos voos, estadias etc têm influência no custo de uma viagem. A forma como fazemos pagamentos nos destinos pode representar uma grande diferença.

Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Salta e Jujuy, Argentina

Nas Terras Altas da Argentina Profunda

Um périplo pelas províncias de Salta e Jujuy leva-nos a desvendar um país sem sinal de pampas. Sumidos na vastidão andina, estes confins do Noroeste da Argentina também se perderam no tempo.

Mérida, Venezuela

Nos Confins Andinos da Venezuela

Nos anos 40 e 50, a Venezuela atraiu 400 mil portugueses mas só metade ficou em Caracas. Em Mérida, encontramos lugares mais semelhantes às origens e a geladaria excêntrica dum portista imigrado.

Lhasa, Tibete

O Mosteiro da Sagrada Discussão

Em poucos lugares do mundo se usa um dialecto com tanta veemência como no mosteiro de Sera. Ali, centenas de monges travam, em tibetano, debates intensos e estridentes sobre os ensinamentos de Buda.

Monte Mauna Kea, Havai

Um Vulcão de Olho no Espaço

O tecto do Havai era interdito aos nativos por abrigar divindades benevolentes. Mas, a partir de 1968 várias nações sacrificaram a paz dos deuses e ergueram a maior estação astronómica à face da Terra

Mérida, Venezuela

A Renovação Vertiginosa do Teleférico mais Alto do Mundo

Em execução desde 2010, a reconstrução do teleférico de Mérida chegou à sua estação terminal. Foi levada a cabo nas montanhas andinas por operários intrépidos que sofreram na pele a grandeza da obra.

Mendoza, Argentina

De Um Lado ao Outro dos Andes

Saída da Mendoza cidade, a ruta N7 perde-se em vinhedos, eleva-se ao sopé do Monte Aconcágua e cruza os Andes até ao Chile. Poucos trechos transfronteiriços revelam a imponência desta ascensão forçada

Mount Cook, Nova Zelândia

O Monte Fura Nuvens

O Aoraki/Monte Cook até pode ficar muito aquém do tecto do Mundo mas é a montanha mais imponente e elevada da Nova Zelândia.

A pequena-grande Senglea
Arquitectura & Design

Senglea, Malta

A Cidade com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.

Aterragem sobre o gelo
Aventura

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

A galope
Cerimónias e Festividades
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Saint-Pierre
Cidades
Saint-Pierre, Martinica

A Cidade que Renasceu das Cinzas

Em 1900, a capital económica das Antilhas era invejada pela sua sofisticação parisiense, até que o vulcão Pelée a carbonizou e soterrou. Passado mais de um século, Saint-Pierre ainda se regenera.
Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Gentlemen Club & Steakhouse
Cultura

Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Mini-dinossauro
Em Viagem
Iucatão, México

A Lei de Murphy Sideral que Condenou os Dinossauros

Cientistas que estudam a cratera provocada pelo impacto de um meteorito há 66 milhões de anos chegaram a uma conclusão arrebatadora: deu-se exatamente sobre uma secção dos 13% da superfície terrestre suscetíveis a tal devastação. Trata-se de uma zona limiar da península mexicana de Iucatão que um capricho da evolução das espécies nos permitiu visitar.
Pequena súbdita
Étnico

Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
T4 à moda do Namibe
História

Kolmanskop, Namíbia

Gerada pelos Diamantes do Namibe, Abandonada às suas Areias

Foi a descoberta de um campo diamantífero farto, em 1908, que originou a fundação e a opulência surreal de Kolmanskop. Menos de 50 anos depois, as pedras preciosas esgotaram-se. Os habitantes deixaram a povoação ao deserto.

Caribe profundo
Ilhas

Islas del Maiz, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.

Frígida pequenez
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Baie d'Oro
Literatura

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Manhã cedo no Lago
Natureza

Nantou, Taiwan

No Âmago da Outra China

Nantou é a única província de Taiwan isolada do oceano Pacífico. Quem hoje descobre o coração montanhoso desta região tende a concordar com os navegadores portugueses que baptizaram Taiwan de Formosa.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Água grande
Parques Naturais

Cataratas Iguaçu, Brasil/Argentina

O Grande Splash

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.

Memória cruel
Património Mundial Unesco

Hiroxima, Japão

Uma Cidade Rendida à Paz

Em 6-8-1945, Hiroxima sucumbiu à explosão da primeira bomba atómica usada em guerra. Volvidos 70 anos, a cidade luta pela memória da tragédia e para que as armas nucleares sejam erradicadas até 2020.

Riso no elevador
Personagens

Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A industria japonesa da noite é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, somos acolhidos por uma sua assalariada enigmática que opera algures entre a arte gueixa e a prostituição convencional.

Desembarque Tardio
Praia

Arquipélago Bacuit, Filipinas

A Última Fronteira Filipina

Um dos cenários marítimos mais fascinantes do Mundo, a vastidão de ilhéus escarpados de Bacuit esconde recifes de coral garridos, pequenas praias e lagoas idílicas. Para a descobrir, basta uma bangka.

Cortejo garrido
Religião

Suzdal, Rússia

1000 Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.

Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
Sphynx
Sociedade

Tóquio, Japão

Ronronares Descartáveis

Tóquio é a maior das metrópoles mas, nos seus apartamentos exíguos, não há lugar para mascotes. Empresários nipónicos detectaram a lacuna e lançaram "gatis" em que os afectos felinos se pagam à hora.

Dança dos cabelos
Vida Quotidiana
Huang Luo, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Brincadeira ao ocaso
Vida Selvagem
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.