PN Torres del Paine, Chile

A Mais Dramática das Patagónias


Torres del Paine I

Estrada de terra batida conduz a um dos lagos que cercam as Torres del Paine.

De vigia

Um guanaco examina a estepe em redor de um ponto alto da encosta.

Um Grey azul

Escultura da frente do glaciar Grey, um braço do grande Campo de Gelo da Patagónia do Sul.

Torres del Paine I

Um dos muitos ângulos possíveis do fulcro geológico do Parque Nacional Torres del Paine.

Gelo ao balde

Membros da tripulação passam gelo recolhido no lago Grey para o convés do barco, durante uma navegação em frente ao glaciar Grey.

Frio Austral

Névoa envolve picos semi-nevados da cordilheira de Paine.

Intimidade frígida

Comandante do barco dentro da sua cabine e passageiro admira o glaciar Grey a pouca distância.

Max. 6 Persona

Ponte suspensa sobre o rio Grey, à saída do lago homónimo.

Vistas majestosas

Passageiros de um dos barcos que navegam o lago Grey até à frente do glaciar com o mesmo nome admiram os cenários em redor. 

Auto-aconchego

Raposa dormita e tenta manter-se quente após uma das frequentes chuvas da cordillheira de Paine.

Verde de Degelo

A água esverdeada do lago Nordenskjöld, um dos vários no Parque Nacional Torres del Paine.

Em nenhuma outra parte os confins austrais da América do Sul se revelam tão arrebatadores como na cordilheira de Paine. Ali, um castro natural de colossos de granito envolto de lagos e glaciares projecta-se da pampa e submete-se aos caprichos da meteorologia e da luz. 

Punta Arenas, a capital da 12ª região do Chile, a de Magallanes y Antárctica Chilena situada no estreito que viabilizou ao explorador português a travessia pioneira do oceano Atlântico para o Pacífico, estava a quase 200 km para sul. No pequeno cybercafé israelita de Puerto Natales, éramos demasiados os viajantes contemporâneos agarrados aos velhos computadores. A navegação na Internet podia comparar-se àqueles dias – às vezes semanas – desesperantes para os comandantes e tripulações das embarcações em que não soprava sequer uma brisa. As discussões estéreis com Moshe, o dono pouco paciente do estabelecimento sucediam-se.

Já nada nos surpreendia aquela diáspora de jovens judeus, também ali, no fundo da Terra. Em tempos dependente das exportações de lã, de carne e de peixe, Puerto Natales beneficiou da crescente popularidade do vizinho Parque Nacional Torres del Paine e tornou-se no seu portal. Ainda mais quando a empresa estatal NAVIMAG começou a admitir a bordo viajantes estrangeiros e, além dos modos tradicionais de chegarem, estes passaram a chegar vindos, por mar, do norte, de Puerto Eden.

Os israelitas são conhecidos por se instalarem em lugares pouco dispendiosos e que sabem, de antemão, que fazem ou farão, em breve, parte dos itinerários incontornáveis dos seus compatriotas.  No que dizia respeito às Torres del Paine, não eram só os hebreus adolescentes que as idolatravam, era o universo dos aventureiros e curiosos pelo mundo. De acordo, apressámo-nos a despachar os preparativos logísticos em falta e deixámos a cidade ribeirinha e então soturna atraídos pelo magnetismo das montanhas mais fotogénicas e majestosas da vasta Patagónia.  

A primeira abordagem rodoviária àquele domínio de granito começou por nos sublinhar a insignificância, à medida que a carripana subia, a muito esforço, as ladeiras de terra batida desprotegidas de eventuais quedas por longas ribanceiras. Mais para diante, cruzámos a porteria da Laguna Amarga e a Ponte Kusanovik. Já instalados e a pé, passámos para o trilho principal circular que contorna os principais picos e os pequenos glaciares entre eles abrigados. Expostos aos elementos, sentimos o vento veloz de oeste, ainda mais cortante, nas faces, devido à temperatura quase congelante que se fazia sentir.

Caminhá-lo na íntegra, pode demorar de sete a nove dias intermediados com repouso em acampamentos ou refúgios e, como pudemos testemunhar, sujeitos a meteorologia caprichosa e por vezes inclemente que tanto pode significar as quatro estações numa tarde, como dois dias de chuva ou neve quase ininterruptas.

Esse é um castigo suave se tivermos em conta a beleza dos cenários. As Torres del Paine (Monzino, Central e D’Agostini) são o centro de tudo. Erguem-se quase na vertical a aproximadamente 2800 metros acima da estepe da Patagónia, cada qual com a sua altitude. A Paine Grande atinge os 3050 metros e os picos de Los Cuernos 2200 a 2600 metros. Sob um céu nublado, revelam-se algo acinzentados mas, quando a luz crepuscular neles incide, tinge-os e à restante montanha de tons quentes que afagam a alma de quem quer que os admire.

Apesar de, hoje, o Parque Nacional Torres del Paine ser um dos mais visitados do Chile e uma paragem incontornável dos itinerários aventureiros da Patagónia ou da América do Sul, durante muito tempo permaneceu no mais absoluto anonimato.

Até à chegada dos primeiros colonos europeus, os nativos Alacalufes, Onas e Tehuelches viviam do que caçavam, pescavam e recolhiam da natureza. Nem os colonos que quase os exterminaram conseguiram ultrapassar a dureza do clima e do solo que tornavam qualquer tipo de tentativa agrícola impossível. Já a pecuária foi um caso diferente. A área actual do parque fez parte de uma das muitas herdades ovelheiras que ocupavam aquelas paragens da Patagónia. Quase só os colonos e alguns indígenas tinham tido o privilégio inconsciente de admirar Paine e os seus panoramas únicos. O nome do lugar tinha, aliás, sido dado por um grupo dos últimos, os Tehuelches, inspirados pela tonalidade azul predominante das suas lagoas gélidas. Mas o isolamento não foi absoluto. Ao longo do tempo, alguns visitantes foram chegando.  

Lady Florence Dixie, viajante, escritora, correspondente de guerra e feminista britânica destacou-se num grupo que se crê ter sido o dos primeiros turistas da zona e, no seu livro de 1880, baptizou as três torres de Paine de “Agulhas de Cleópatra”. Nas décadas imediatas, vários cientistas e exploradores europeus se seguiram até que, em 1959, o parque nacional foi estabelecido primeiro como Nacional de Turismo Lago Grey, e, em 1970, com o nome actual.

Oito anos depois, a UNESCO nomeou-o Reserva Mundial da Biosfera e a fama do lugar atingiu novas proporções. Hoje, exploram-no 150.000 visitantes por ano, 60% dos quais são estrangeiros.

Caminhamos nas imediações da base da torre Sur quando avistamos um bando de guanacos atentos à intrusão de criaturas inesperadas no seu vasto território. Com a vista apurada que têm, os camelídeos depressa sentiram o alívio de se tratarem de humanos e não dos pumas que os predam com grande voracidade, como às ovelhas e aos potros tresmalhados. Os guanacos e os pumas convivem, em Torres del Paine, com os lamas, as emas, flamingos, condores e muitas outras espécies animais, algumas endémicas.

Enquanto caminhamos vamos constatando a riqueza frígida do  ecossistema que os acolhe composto de estepe, florestas de coníferas, rios, lagos e glaciares. Alguns dos ventisqueros do parque – como preferem chamar os sul-americanos das vizinhanças aos glaciares devido à tendência que têm em canalizar o vento – são reduzidos e muito dissimulados entre os picos rochosos. É o caso do Serrano. Outros, são braços do gigantesco campo de gelo da Patagónia do Sul (em que a Argentina e o Chile continuam a debater as suas fronteiras) e têm dimensões a condizer. O Grey é um destes. Naquela altura, a sua frente permanecia acessível de barco através do lago homónimo. Aproveitámos a benesse e não tardámos a abordá-lo.

Nuvens escuras como breu cobrem a Quebrada de los Vientos e dispersam-se sobre as águas cada vez mais agitadas. Mesmo assim, temos ordem de embarque. Pouco depois de zarparmos, o Grey parece crescer e agita-se sob a tempestade que se desenrola mas que nos limitamos a apreciar quase como se do interior de uma cuba de máquina de lavar a roupa, protegidos pelos vidros reforçados do barco.  

O dilúvio termina em três tempos. A meio caminho da frente do glaciar, a chuva pára e o céu limpa-se para gáudio dos passageiros. Subimos de imediato para o cada vez mais disputado convés. Num ápice, temos a vista inaugural dos sete quilómetros de largo do glaciar, ainda distantes, mas já impressionantes, encaixados entre as falésias da cordilheira de Paine.

O comandante aproxima-se o mais que pode do gelo, em câmara lenta. Aos poucos, vemos o azulão e a dimensão esmagadora daquele incrível fenómeno intensificar-se e a temperatura descer para graus negativos de rápido enregelamento.

“Agora vamos fazer silêncio absoluto, amigos, por favor ”. A tripulação volta a afastar-nos para distância segura e pede aos passageiros que parem de cochichar de maneira a que pudéssemos ouvir o crepitar do glaciar e assistir ao estrondo da próxima derrocada. Mas o desabamento demora e desilude pelo que decidem passar ao próximo número. Dois deles saem num pequeno zodiac e capturam fragmentos diminutos de gelo do lago. No regresso ao barco principal, inauguram uma palestra acerca das águas congeladas milenares que já tínhamos presenciado, semelhante, noutros glaciares e a que não tomámos a atenção devida. Pouco depois, teve início a viagem de regresso e a tormenta retomou o seu acto.

Mais que não resistirem ao chamamento desta natureza crua e poderosa do fim do mundo, algumas personagens responderam-lhe e eternizaram-na com o melhor da sua arte. Um dos mais associados à Patagónia e a estas paragens de Magallanes foi o escritor inglês Bruce Chatwin.

Ao serviço da Sunday Times Magazine, Chatwin viajou no contexto de frequentes reportagens internacionais. Em 1972, entrevistou a arquitecta e designer de 93 anos Eileen Gray, no seu salão de Paris. Entre a decoração do salão, chamou a atenção de Chatwin um mapa da Patagónia que a entrevistada havia pintado. “Sempre lá quis ir.” disse-lhe Chatwin. Ao que Gray respondeu: “Também eu. Vá lá por mim.” 

Passados dois anos, Chatwin foi mesmo. Voou até Lima e atingiu a Patagónia um mês depois. Explorou a região por alguns meses e reuniu histórias e peripécias alegadamente de pessoas que se lá instalaram chegadas de outras partes. Em 1977, publicou “Na Patagónia”, uma narrativa em redor de uma demanda sua por um pedaço de brontossauro que havia sido deitado fora do escritório dos seus avós anos antes. A obra fez de Chatwin um dos escritores britânicos mais conceituados do pós-guerra. No entanto, aos poucos, os residentes das zonas narradas foram negando grande parte das personagens e conversas descritas por Chatwin o que transformou a sua obra em ficção.

Bruce Chatwin morreu de SIDA em 1989. “Na Patagónia” continuou a inspirar milhares de aventureiros a explorarem a região. O livro tem sido um bom aliado das imagens do Parque Nacional Torres del Paine que entretanto se globalizou.

Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Circuito Annapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

San Pedro de Atacama, Chile

O Oásis dos Gringos

Os conquistadores espanhóis tinham partido e o comboio desviou as caravanas de gado e nitrato. San Pedro recuperava a paz mas uma horda de forasteiros à descoberta da América do Sul invadiu o pueblo.

Ilha Robinson Crusoe, Chile

Na Pele do Verdadeiro Robinson Crusoe

A principal ilha do arquipélago Juan Fernández foi abrigo de piratas e tesouros. A sua história fez-se de aventuras como a de Alexander Selkirk, o marinheiro abandonado que inspirou o romance de Dafoe

Deserto de Atacama, Chile

A Vida nos Limites

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Puerto Natales-Puerto Montt, Chile

Cruzeiro num Cargueiro

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Pucón, Chile

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Pucón abusa da confiança da natureza e prospera no sopé da montanha Villarrica.Seguimos este mau exemplo por trilhos gelados e conquistamos a cratera de um dos vulcões mais activos da América do Sul.

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
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Uma Cidade Perdida e Achada
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Outono
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Mini-snorkeling
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Victoria falls
Património Mundial UNESCO

Victoria Falls, Zimbabwe

O Presente Trovejante de Livingstone

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Sósias dos irmãos Earp e amigo Doc Holliday em Tombstone, Estados Unidos da América
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

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Fila Vietnamita
Praias

Nha Trang-Doc Let, Vietname

O Sal da Terra Vietnamita

Em busca de litorais atraentes na velha Indochina, desiludimo-nos com a rudeza balnear de Nha Trang. E é no labor feminino e exótico das salinas de Hon Khoi que encontramos um Vietname mais a gosto.

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Religião
Nara, Japão

O Berço Colossal do Budismo Nipónico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.
Composição Flam Railway abaixo de uma queda d'água, Noruega
Sobre carris
Nesbyen a Flam, Noruega

Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

Por estrada e a bordo do Flam Railway, num dos itinerários ferroviários mais íngremes do mundo, chegamos a Flam e à entrada do Sognefjord, o maior, mais profundo e reverenciado dos fiordes da Escandinávia. Do ponto de partida à derradeira estação, confirma-se monumental esta Noruega que desvendamos.
Travessia ao ocaso
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O Crepúsculo da Ponte da Vida

Com 1.2 km, a ponte de madeira mais antiga e mais longa do mundo permite aos birmaneses de Amarapura viver o lago Taungthaman. Mas 160 anos após a sua construção, U Bein carece de cuidados especiais.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

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Vida Selvagem
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Uma Lança Bóer na África do Sul

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Os sounds
Voos Panorâmicos

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Os Fiordes dos Antipodas

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