Mendoza, Argentina

De Um Lado ao Outro dos Andes


Las Cuevas

Entrada da estância de neve de Las Cuevas quase sem neve.

A caminho do Chile

Camião aproxima-se da fronteira com o Chile.

Aviso

Sinal que alerta para o perigo acrescido pelo declive da estrada da RN7.

Petróglifos

Arte primitiva sobre rochas do cerro Tunduqueral, nas imediações de Uspallata.

Cume Aconcágua

O cimo do Cerro Acongágua, a montanha mais elevada da América do Sul.

Las Bovedas

Las Bovedas, antigos fornos em Uspallata.

Santuário

Viajante verifica indicações junto a um santuário na zona de Vilavicêncio.

Rafting andino

Rafting de águas bravas no rio Mendoza.

Cerro Tunduqueral

Viajante contempla a planicie que envolve Uspallata.

Estância sem Neve

Imagem de Las Cuevas, uma estância a 3.185 metros de altitude que passa os meses mais quentes do ano sem neve.

Fantasma Ferroviário

Velha linha de comboio dos Andes Mendocinos, desactivada após a construção da Ruta N7.

Aula ao Ar Livre

Excursão de estudantes de geologia, nas imediações do Cerro Tunduqueral.

Secura Verdejante

Cenário com álamos nos arredores de Uspallata.

Tecto das Américas

Vista para o Monte Aconcágua, o mais elevado do continente americano, com 6.962 metros.

Saída da Mendoza cidade, a ruta N7 perde-se em vinhedos, eleva-se ao sopé do Monte Aconcágua e cruza os Andes até ao Chile. Poucos trechos transfronteiriços revelam a imponência desta ascensão forçada

Pouco a pouco, para oeste das planícies intermináveis salpicadas de adegas sofisticadas, Mendoza eleva-se ao domínio arranha-céus da cordilheira dos Andes. O minúsculo Ford Ka era o carro mais desaconselhado para nos conduzir por terras tão cruas e imponentes. Também estava listado  como mais barato e, para não variar, o factor financeiro falou mais alto. Sobrecarregamo-lo com as mochilas já gastas com que andamos e deixamos para trás a capital homónima da província.

Ladeira atrás de ladeira, o motor do pequeno utilitário ruge furibundo à medida que o forçamos em progresso na estrada RN7, a via argentina que atravessa a cordilheira em direcção ao Chile.

O rio Mendoza acompanha-nos das terras mais planas até à Cordilheira del Limite. Serpenteia por entre uma panóplia de expressões dramáticas da natureza e atravessa algumas das localidades mais pitorescas daquela Argentina desafogada. A primeira a chamar-nos a atenção é Uspallata, pronunciada Uspajata em “argentino”, um povoado que, em meados do século XV, se situava nas imediações no Camiño del Inca usado por aquele povo para cruzar os Andes.

A vila surge num vasto planalto, no geral, árido mas que acolhe um oásis de enormes alámos beneficiários de correntes de água tímidas. Junto a este cenário inesperadamente refrescante encontramos as abóbadas caiadas das curiosas Bovedas, fornos de adobe do século XVIII em que os colonos hispânicos fundiam os minerais extraídos da região incluindo, muito provavelmente, o ouro subtraído aos incas e outros povos indígenas.

Não se vê vivalma em redor. O lugar permanece entregue às cabras e vacas que devoram a erva junto ao ribeiro mais próximo e, como tal, não nos tardamos muito.

Seguimos à descoberta por uma estrada secundária erma de asfalto gasto e, vários quilómetros depois, paramos junto a um núcleo de rochas arredondadas em que uma placa identifica a presença pouco óbvia dos petroglifos do cerro Tunduqueral. Com paciência, identificamos as figuras antropomórficas, um rosto com grandes olhos, homenzitos de linhas simples, estranhas criaturas com três dedos e um outro homem, este lagarto, entre várias outras ilustrações que se crê terem sido deixadas por habitantes pré-históricos da região que esboçavam as suas primeiras crenças xamânicas .

Subimos a uma crista geológica em destaque na paisagem.  Do topo, confirmamos como não tinha fim aquele deserto pintado e apreciamos o cenário multicolorido de Western Spaghetti sul-americano. Também detectamos o cerro local das Siete Colores – estas elevações com inspiração de arco-íris abundam no país das pampas – e, já no seu sopé poeirento, aproveitamos as explicações de um professor geólogo entusiasta que forma um grupo de adolescentes interessados. 

Mesmo afastada da berma da estrada, também não demoramos a achar a ponte miniatura de pedra que cruza o rio Picheuta, o Torreão da Sentinela vizinho e os vestígios do fortim com o mesmo nome do rio onde o exército liderado pelo General San Martin triunfou, em 1770, na primeira de várias batalhas libertadoras da Argentina contra as forças da coroa espanhola. Ali se começou a concretizar a independência da Argentina e, ao mesmo tempo que forjou a nova história da América do Sul, San Martin transformou-se num herói nacional, uma espécie de Simon Bolivar do cone sul. Hoje, existem estátuas e ruas em sua honra um pouco por todo o país.

Viajamos a 2050 metros de altitude quando damos entrada em Polvaredas, uma de várias estações ferroviárias andinas que a construção da via asfaltada que ligou Mendoza a Santiago do Chile e que percorremos tornou fantasma. Nas redondezas de Punta de Vacas, vislumbramos o distante Cerro Tupungato, um vulcão com 6.500 metros de altitude.

Os panoramas revelam-se avassaladores. Predominam novos vales amplos com leitos que os caudais do degelo primaveril escavaram bem profundos, mas, naquela altura, exagerados para os rios diminuídos que os percorriam.

Em redor, como gigantescas forças de opressão, impõem-se outras das montanhas majestosas da América do Sul, que ali – mesmo se não tanto como o Cerro de Las Siete Colores – ostentam uma impressionante palete de tons, do cinza ou preto gastos aos avermelhados e ocres mais garridos.

Já ascendemos aos 2580 metros acima do nível do mar, quando surge para lá da beira do caminho a Puente del Inca, uma formação rochosa natural amarelada esculpida pela passagem da água do rio Vacas sob sedimentos ferruginosos. Em 1835, Darwin também ali se deixou intrigar. Como era seu hábito, criou desenhos da ponte e das grandes estalactites mas não pôde mimar o corpo saturado das intermináveis explorações terrestres nas agora conceituadas águas termais. As infra-estruturas de SPA mal-amanhadas que servem actualmente o lugar só surgiram no início do século XX.

Continuamos a submeter o motor urbano e débil da viatura à sua já longa tortura. Após novo esforço mecânico hercúleo alcançamos a entrada para o tecto das Américas.

Estacionamos e fazemo-nos ao trilho que conduz ao monte que lhe empresta o nome. Passamos a lagoa Horcones até que, no cimo de um pequeno morro, uma placa sugere um miradouro privilegiado e identifica a visão longínqua entre duas encostas mais próximas: Cerro Aconcágua, 6992 metros.

O trilho que prossegue na sua direcção seduz-nos. Mas ainda estamos longe do fim do trecho argentino da ruta internacional e o tempo que tínhamos estava contado. Fosse como fosse, não nos atreveríamos a desafiar aquele colosso de ânimo leve mesmo que os especialistas o considerem a montanha não técnica mais elevada do mundo, por o seu cume ser conquistável sem qualquer tipo de equipamento de escalada.

Descobertas arqueológicas surpreendentes de 1985 parecem sustentar a teoria. Nessa data, o Clube Andinista de Mendoza encontrou uma múmia Inca na vertente sudoeste, a 5300 m. Ficou assim provado que até mesmo as montanhas mais elevadas da cordilheira eram usadas para ritos funerários pré-columbinos.

Partilhado entre Argentina e Chile, o Aconcágua destaca-se das montanhas vizinhas pelo seu cume amplo coberto por um manto espesso de neve eterna que atrai alpinistas, ou andinistas – como os argentinos fazem questão de chamar – de todo o mundo. Apesar da atenção que lhe é dedicada e da altitude recordista do continente sul-americano, do hemisfério ocidental e do hemisfério sul, não está sequer entre as 400 montanhas mais elevadas do mundo, muito graças à supremacia dimensional da cordilheira dos Himalaias.

Conformados, damos por encerrada a contemplação e retornamos à linha condutora do percurso. Em vez do Aconcágua, continuamos a subir os Andes ainda e sempre pela RN7. Já na iminência do Chile, chegamos ao vale do rio Las Cuevas e à povoação deserta homónima.

A pouca neve que encontramos decora o castanho-escuro das encostas íngremes com padrões aleatórios de branco que aparenta ter passado de validade, como as construções de arquitectura nórdica moderna, adequadas àquela zona que, durante o Inverno meridional, recebe intensos nevões e muitos milhares de esquiadores e snowboarders argentinos, chilenos e de outras paragens mais longínquas que ali acorrem para se divertirem e aperfeiçoarem as suas acrobacias.

Las Cuevas confirmou-se a última marca de civilização argentina antes da aduana fronteiriça. Em breve, começaríamos a descer a vertente oeste dos Andes e a embrenharmo-nos no território chileno.

Overseas Highway, E.U.A. 

A Alpondra Caribenha dos E.U.A.

Os Estados Unidos continentais parecem encerrar-se, a sul, na sua caprichosa península da Flórida. Não se ficam por aí. Mais de cem ilhas de coral, areia e mangal formam uma excêntrica extensão tropical que há muito seduz os veraneantes norte-americanos.

Circuito Anapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e a experiência que não se deve arriscar subir à pressa.

Salta e Jujuy, Argentina

Nas Terras Altas da Argentina Profunda

Um périplo pelas províncias de Salta e Jujuy leva-nos a desvendar um país sem sinal de pampas. Sumidos na vastidão andina, estes confins do Noroeste da Argentina também se perderam no tempo.

Estradas Imperdíveis

Grandes Percursos, Grandes Viagens

Com nomes pomposos ou meros códigos rodoviários, certas estradas percorrem cenários realmente sublimes. Da Road 66 à Great Ocean Road, são, todas elas, aventuras imperdíveis ao volante.

Mendoza, Argentina

A Eno-Província Argentina

Os missionários espanhóis perceberam, no século XVI, que a zona estava talhada para a produção do “sangue de Cristo”. Hoje, Mendoza está no centro da maior região vinícola da América Latina.

Mérida, Venezuela

Nos Confins Andinos da Venezuela

Nos anos 40 e 50, a Venezuela atraiu 400 mil portugueses mas só metade ficou em Caracas. Em Mérida, encontramos lugares mais semelhantes às origens e a geladaria excêntrica dum portista imigrado.

Ushuaia, Argentina

A Última das Cidades

A capital da Terra do Fogo marca o limiar austral da civilização. Dali partem inúmeras incursões ao continente gelado. Nenhuma destas aventuras de toca e foge se compara à da vida na cidade final.

Wall like an Egyptian
Arquitectura & Design

Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.

Totens tribais
Aventura

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Preces ao fogo
Cerimónias e Festividades

Quioto, Japão

Uma Fé Combustível

Durante a celebração xintoísta de Ohitaki são reunidas no templo de Fushimi preces inscritas em tabuínhas pelos fiéis nipónicos. Ali, enquanto é consumida por enormes fogueiras, a sua crença renova-se

De novo na ribalta
Cidades

Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.

Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Cultura
Espectáculos

A Terra em Cena

Um pouco por todo o Mundo, cada nação, região ou povoação e até bairro tem a sua cultura. Em viagem, nada é mais recompensador do que admirar, ao vivo e in loco, o que as torna únicas.
Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Platipus = ornitorrincos
Em Viagem

Atherton Tablelands, Austrália

A Milhas do Natal (parte II)

A 25 Dezembro, exploramos o interior elevado, bucólico mas tropical do norte de Queensland. Ignoramos o paradeiro da maioria dos habitantes e estranhamos a absoluta ausência da quadra natalícia.

A ver a vida passar
Étnico

Dali, China

A China Surrealista de Dali

Encaixada num cenário lacustre mágico, a antiga capital do povo Bai manteve-se, até há algum tempo, um refúgio da comunidade mochileira de viajantes. As mudanças sociais e económicas da China fomentaram a invasão de chineses à descoberta do recanto sudoeste da nação.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Um matrimónio espacial
História

Samarcanda, Usbequistão

O Sultão Astrónomo

Neto de um dos grandes conquistadores da Ásia Central, Ulugh Beg preferiu as ciências. Em 1428, construiu um observatório espacial em Samarcanda. Os seus estudos dos astros levaram-lhe o nome a uma cratera da Lua. 

Doca gelada
Ilhas

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Lenha
Inverno Branco

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Baie d'Oro
Literatura

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Caminhada Suprema
Natureza

Savuti, Botswana

O Domínio dos Leões Comedores de Elefantes

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Glaciar Meares
Parques Naturais

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Património Mundial Unesco
De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Cabana de Brando
Personagens

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Perigo de praia
Praia

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Promessa?
Religião
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Em manobras
Sobre carris

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

Chegada à festa
Sociedade

Perth, Austrália

Em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.

O projeccionista
Vida Quotidiana

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Um rasto na madrugada
Vida Selvagem

Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das suas etnias. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.

Radical 24h por dia
Voos Panorâmicos

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.