Navajo Nation, E.U.A.

Por Terras da Nação Navajo


Horseshoe Bend

Adolescentes espreitam as profundezas da Horseshoe Bend, um meandro caprichoso do rio Colorado, nas imediações de Page.

Colonos & Colonizados

Bandeiras dos E.U.A. e da Nação Navajo ondulam próximo da Navajo Bridge.

Veias da Colonização

Estradas percorrem a extensão avermelhada do Planalto do Colorado.

Entering Navajo Reservation

Placa à entrada da Navajo Bridge assinala a entrada em território da Nação Navajo.

Navajo Bridge

Os vão de aço da Navajo Bridge que atravessam o desfiladeiro porque flui o rio Colorado, no Marble Canyon.

À frente da chuva

Roulotte RV (Recreation Vehicle) afasta-se de uma frente de ar húmido.

Rio Colorado

Rio Colorado flui por um desfiladeiro profundo junto à Navajo Bridge.

Marina à pinha

Centenas de embarcações de recreio ancoradas na marina de Wahweap, nas imediações de Page.

Live Elevated

Outdoor dá as boas-vindas a quem entra no Estado do Utah, a norte do Arizona.

Esse no Deserto

Trânsito vence um "S" de uma das estradas que atravessa o Marble Canyon.

Desfiladeiro de Mármore

Carros percorrem um vale entre vertentes coloridas do Marble Canyon.

De Kayenta a Page, com passagem pelo Marble Canyon, exploramos o sul do Planalto do Colorado. Dramáticos e desérticos, os cenários deste domínio indígena recortado no Arizona revelam-se esplendorosos.

Um vento poderoso castiga o deserto e, como é suposto nestes confins norte-americanos, arrasta arbustos rolantes de um lado para o outro das rectas infindáveis da Highway 89. Mas nem a tempestade de areia nem os tumbleweeds incautos perturb

am a trajectória soberana do Buick Le Sabre clássico que conduzíamos, em cruise control, há já milhares de quilómetros.

Separavam-nos 160 km de Page.  Percorremos a distância em três horas com uma paragem estrat&eac

ute;gica no Navajo National Monument para admirarmos a antiga aldeia índia de Betatkin, abrigada sob a cavidade enorme de uma falésia, à imagem da vizinha do Colorado, Mesa Verde.

Chegados ao destino, instalamo-nos e recuperamos de algum cansaço rodoviári

o acumulado.

Page: uma negação do deserto

Deselegante e improvisada, Page é a porta de entrada para o segundo maior reservatório de água dos E.U.A, aumentado em 1963, pela construção da barragem Glen Canyon que rentabilizou o caudal imenso do lago Powell. Este, surge como uma gigantesca miragem de azul, aconchegada na vastidão desolada em redor. O privilégio da sua visão e da diversão que proporciona atrai viajantes dos estados vizinhos mas também um pouco do resto do país e do mundo. Mas foi o trabalho e não o lazer que deu origem a Page. A obra confirmou-se longa e exaustiva. Exigiu o esforço permanente de milhares de trabalhadores migrados. As casas que lhes foram atribuídas e os negócios que vieram atrás, acabaram por formar a cidade.

O futuro da barragem parece condenado por uma seca prolongada que, desde 1999, diminuiu o reservatório para metade da capacidade, expondo petróglifos, arcos, grutas, pegadas de dinossauros e outras atracções antes submersas. Mas, mesmo encolhido, o lago preserva um forte encanto, reforçado por muitos dos seus 3200 km de costa encaixarem na fronteira com o místico Utah, a que acabamos por fazer uma ou outra breve incursão.

Às vezes na ida, outras no regresso, encontramos pontos elevados que revelam uma vastidão quase marinha e as centenas de barcos-casa alinhados na marina Wahweap, ancorados até à chegada das férias e das famílias proprietárias. Questionamo-nos se, ao ritmo a que a água é consumida por cidades sedentas como Phoenix, Las Vegas e Los Angeles, as embarcações não estarão, dentro em breve, em doca seca.

De regresso ao Arizona, desviamos para a excêntrica Horseshoe Bend do rio Colorado.

Ali, alguns visitantes receiam chegar-se à margem elevada e trocam gritos surdos: “Não arrisques mais Kerbie, este turbilhão é do pior!”. Só mais dois passos, Will. Dois passos e já devemos ter vista”.

Não demoramos a perceber o porquê da comoção. Apesar de  travado à superfície pelas elevações que despontam do deserto, o vento subia da garganta profunda do rio com uma força descomunal e provocava rajadas e redemoinhos violentos. Redobramos os cuidados. Um, mais recolhido, fica a segurar os pés do que se adianta, enquanto este, deitado sobre a rocha, enfrenta o pior do turbilhão mas tem o privilégio de olhar para baixo e contemplar a ferradura perfeita esculpida pela erosão fluvial com mais de 300 metros de profundidade.

Sobrevivemos à acrobacia e deixamos alguns discípulos adolescentes a seguirem o exemplo. Quando voltamos ao carro, ocorre-nos se não teríamos inspirado uma tragédia.

Progredimos para o sul do Arizona paralelos ao leito apertado do Little Colorado e reparamos que toda a região está a ser invadida por uma frente fria empurrada por nuvens de um azul cada vez mais escuro. Enquanto conduzimos em direcção ao Marble Canyon, a temperatura acompanha a descida acentuada.

Mesmo já fora de época, somos prendados com um nevão surpresa que reduz a visibilidade a um quase nada mas que, por o frio não ser suficiente ao nível do solo, nunca chega a pintar a paisagem de branco.

O Colorado surge-nos agora de frente. Atravessamo-lo primeiro a pé, a contemplar o seu desfiladeiro inundado e, logo, no carro, por um dos dois braços da Navajo Bridge e de regresso ao ponto de partida. Esperava-nos em Page um voo panorâmico sobre o grandioso Planalto do Colorado.

Nos Céus do Arizona

Às 7h 45 da manhã seguinte, já estamos no aeroporto. Dizem-nos que o vento amainou e se mantém dentro dos limites em que a Westwind Air Service costuma voar. Recebemos a informação com uma inevitável desconfiança que só aumenta quando vemos sentar no cockpit um piloto feminino de visual adolescente.

Experiente para a idade, Jerrine Harrel tem pouco a temer. À boa maneira hiper-confiante norte-americana saúda os passageiros com um sorriso rasgado, passa-nos o briefing de segurança e faz levantar a pequena avioneta para os céus de novo cristalinos do Arizona: “Senhoras e senhores, acreditem no que vos digo. Nunca mais vão esquecer estas vistas.”

Mesmo, a priori, concordamos sem reservas. Tão cedo não teríamos outra oportunidade de fotografar do ar uma superfície terrestre como aquela. Assim, abstraímo-nos dos saltos abruptos que a aeronave vai sofrendo e fazemos disparar as máquinas provavelmente vezes demais.

Sobrevoamos o âmago do gigantesco lago Powell em que descobrimos recantos e recortes impensáveis. Passamos por cima de Page e pairamos sobre a imensidão escarlate do Planalto do Colorado, esculpida ao longo da pré-história. Vemos morros sedimentares e mesetas perdidas no nada, cursos ramificados de rios extintos, arcos de pedra, agulhas de rocha projectadas do solo e colinas pontiagudas. Pelo meio, também uma ou outra povoação improvável algures entre os dois e os trinta ou quarenta trailers ferrugentos, entregues à aridez e às cascavéis.

Para leste, a superfície erodida prenda-nos com uma concentração surpreendente de outras esculturas geológicas exuberantes. Suspeitamos que estamos sobre o Monument Valley e a narração da piloto confirma-o. Jerrine faz a avioneta circundar a área por duas vezes. A exclusividade da paisagem é ilusória. Lá em baixo, a Navajo Nation permanece entregue aos seus indígenas acoboiados.

Da Tundra Alasquense à Integração nos E.U.A.

Crê-se que as tribos Athabaskan que deram origem aos navajos migraram para o sudoeste dos E.U.A. em 1400 d.C. vindas do leste do Alasca e do noroeste do Canada. Ao entrarem em contacto com a civilização Puebla, adoptaram as suas técnicas de cultivo e as produções agrícolas. Dos colonizadores espanhóis – que lhes chamaram pela primeira vez navajos – assimilaram o hábito de criar animais em manadas e rebanhos para alimentação e para trocar por outros géneros. Seguiu-se a aprendizagem da tecelagem e da produção de roupas e mantas.

Por volta de 1860, os espanhóis perceberam que os navajos possuíam milhares de cabeças de gado, vastas áreas cultivadas e um passado de expansão territorial, de redefinição da sua identidade e da ligação com os vizinhos Pueblos, Apaches, Utes e Comanches que oscilava entre os raides bélicos e o comércio.

Mas os apaches estavam também no caminho dos conquistadores. Cumprindo a tradição, estes, inauguraram um longo período de ataques e pilhagens aos índios.

Alguns anos mais tarde, os Estados Unidos expulsaram os espanhóis e os mexicanos da zona e assumiram a anexação do território navajo com recurso a uma rede estratégica de fortes. Irados devido à construção de caminhos de ferro, à exploração mineira e à invasão, em geral, os navajo retaliaram como nunca.

Em simultâneo com a carnificina da Guerra Civil Norte-Americana, os anos de 1860-61, revelaram-se de tal maneira castigadores para os colonos e militares que ficaram conhecidos como “The Fearing Time”.

A reacção não se fez esperar. Com base no Novo México, as forças da União comandadas por Kit Carson queimaram sistematicamente os cultivos dos navajo e levaram-nos primeiro à rendição e logo à condenação da Long Walk, uma deportação infame em que cerca de 9.000 homens, mulheres e crianças tiveram que caminhar no deserto durante quase 500 km até Fort Summer, onde o governo dos Estados Unidos tinha instalado Bosque Redondo, a primeira grande reserva índia. Após 18 dias de marcha, contaram-se mais de 200 mortos.

Daí em diante, as autoridades militares conseguiram manter e controlar os navajos nessa e noutras reservas que aumentaram de dimensão até ao seu território original. Muitos nativos foram integrados no exército como batedores mas as permanentes agressões dos colonos civis e o preconceito impediram um melhor relacionamento entre os dois povos. Nos dias que correm, esse fosso étnico e cultural continua por resolver.

Como parte da Navajo Nation, o Monument Valley Navajo Tribal Park nunca foi integrado na rede norte-americana de National Parks. De acordo, todos os dez dólares pagos pelos visitantes revertem para o sustento do povo navajo que, após uma longa disputa com os governos federais, conquistou igualmente uma legislação (assente no código tribal), um Conselho e Tribunal Supremo próprios – instalados na capital Window Rock – bem como o direito de dispor de forças de autoridade autónomas.

Apesar da relação bipolar que os nativos norte-americanos sempre mantiveram com Washington, os navajo conquistaram, aliás, uma curiosa reputação militar. São famosos os seus code talkers recrutados pelos Marines durante a 2ª Guerra Mundial  para o teatro do Pacífico, com o fim de transmitirem mensagens tácticas secretas via telefone ou rádio, com base nos dialectos indígenas.

Para muitos nativos, esta e outras colaborações nunca tiveram a recompensa devida. Alguns anos antes, os Estados Unidos tinham negado aos Navajo assistência social porque os indígenas viviam numa sociedade comunal. Mais recentemente, o financiamento federal da sub-nação indígena tem-se provado insuficiente para suprir a interioridade e as lacunas que a vitimam.

Durante a segunda metade do século XX, a mineração de urânio e de carvão representaram uma fonte de rendimentos significativa. Mas a procura de urânio diminuiu e, mais grave que isso, a população navajo desinformada acerca dos malefícios da radioactividade sofreu graves danos ecológicos e biológicos que, em 2005, levaram ao cancelamento da extracção.

Sabe-se, hoje, que as terras da Navajo Nation abrigam os recursos minerais mais importantes de todos os domínios nativos dos Estados Unidos mas os navajos continuam a depender de outras actividades. O artesanato e o turismo complementaram-se e se muitas famílias contam com artesãos, alguns dos seus elementos também se vestem de cowboys para representarem os protagonistas em falta. 

 

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.

Grand Canyon, E.U.A.

América do Norte Abismal

O rio Colorado e tributários começaram a fluir no planalto homónimo há 17 milhões de anos e expuseram metade do passado geológico da Terra. Também esculpiram uma das suas mais deslumbrantes entranhas.

Estradas Imperdíveis

Grandes Percursos, Grandes Viagens

Com nomes pomposos ou meros códigos rodoviários, certas estradas percorrem cenários realmente sublimes. Da Road 66 à Great Ocean Road, são, todas elas, aventuras imperdíveis ao volante.

Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

Vale da Morte, E.U.A.

O Ressuscitar do Lugar Mais Quente

Desde 1921 que Al Aziziyah, na Líbia, era considerado o lugar mais quente do Planeta. Mas a polémica em redor dos 58º ali medidos fez com que, 99 anos depois, o título fosse devolvido ao Vale da Morte.

Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Chegada à festa
Cerimónias e Festividades

Perth, Austrália

Em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.

Repuxo Merlion
Cidades

Singapura

A Ilha do Sucesso e da Monotonia

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Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

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Cultura
Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

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