Navajo Nation, E.U.A.

Por Terras da Nação Navajo


Horseshoe Bend

Adolescentes espreitam as profundezas da Horseshoe Bend, um meandro caprichoso do rio Colorado, nas imediações de Page.

Colonos & Colonizados

Bandeiras dos E.U.A. e da Nação Navajo ondulam próximo da Navajo Bridge.

Veias da Colonização

Estradas percorrem a extensão avermelhada do Planalto do Colorado.

Entering Navajo Reservation

Placa à entrada da Navajo Bridge assinala a entrada em território da Nação Navajo.

Navajo Bridge

Os vão de aço da Navajo Bridge que atravessam o desfiladeiro porque flui o rio Colorado, no Marble Canyon.

À frente da chuva

Roulotte RV (Recreation Vehicle) afasta-se de uma frente de ar húmido.

Rio Colorado

Rio Colorado flui por um desfiladeiro profundo junto à Navajo Bridge.

Marina à pinha

Centenas de embarcações de recreio ancoradas na marina de Wahweap, nas imediações de Page.

Live Elevated

Outdoor dá as boas-vindas a quem entra no Estado do Utah, a norte do Arizona.

Esse no Deserto

Trânsito vence um "S" de uma das estradas que atravessa o Marble Canyon.

Desfiladeiro de Mármore

Carros percorrem um vale entre vertentes coloridas do Marble Canyon.

Multi-Destinos

Indicadores de estradas junto a um cruzamento do Marble Canyon.

Lago Powell

Arco-Íris acrescenta cor ao cenário excêntrico do lago Powell, junto a Page.

TIR

Camião aproxima-se de Kayenta debaixo de uma forte ventania.

De Kayenta a Page, com passagem pelo Marble Canyon, exploramos o sul do Planalto do Colorado. Dramáticos e desérticos, os cenários deste domínio indígena recortado no Arizona revelam-se esplendorosos.

Um vento poderoso castiga o deserto e, como é suposto nestes confins norte-americanos, arrasta arbustos rolantes de um lado para o outro das rectas infindáveis da Highway 89. Mas nem a tempestade de areia nem os tumbleweeds incautos perturb

am a trajectória soberana do Buick Le Sabre clássico que conduzíamos, em cruise control, há já milhares de quilómetros.

Separavam-nos 160 km de Page.  Percorremos a distância em três horas com uma paragem estrat&eac

ute;gica no Navajo National Monument para admirarmos a antiga aldeia índia de Betatkin, abrigada sob a cavidade enorme de uma falésia, à imagem da vizinha do Colorado, Mesa Verde.

Chegados ao destino, instalamo-nos e recuperamos de algum cansaço rodoviári

o acumulado.

Page: uma negação do deserto

Deselegante e improvisada, Page é a porta de entrada para o segundo maior reservatório de água dos E.U.A, aumentado em 1963, pela construção da barragem Glen Canyon que rentabilizou o caudal imenso do lago Powell. Este, surge como uma gigantesca miragem de azul, aconchegada na vastidão desolada em redor. O privilégio da sua visão e da diversão que proporciona atrai viajantes dos estados vizinhos mas também um pouco do resto do país e do mundo. Mas foi o trabalho e não o lazer que deu origem a Page. A obra confirmou-se longa e exaustiva. Exigiu o esforço permanente de milhares de trabalhadores migrados. As casas que lhes foram atribuídas e os negócios que vieram atrás, acabaram por formar a cidade.

O futuro da barragem parece condenado por uma seca prolongada que, desde 1999, diminuiu o reservatório para metade da capacidade, expondo petróglifos, arcos, grutas, pegadas de dinossauros e outras atracções antes submersas. Mas, mesmo encolhido, o lago preserva um forte encanto, reforçado por muitos dos seus 3200 km de costa encaixarem na fronteira com o místico Utah, a que acabamos por fazer uma ou outra breve incursão.

Às vezes na ida, outras no regresso, encontramos pontos elevados que revelam uma vastidão quase marinha e as centenas de barcos-casa alinhados na marina Wahweap, ancorados até à chegada das férias e das famílias proprietárias. Questionamo-nos se, ao ritmo a que a água é consumida por cidades sedentas como Phoenix, Las Vegas e Los Angeles, as embarcações não estarão, dentro em breve, em doca seca.

De regresso ao Arizona, desviamos para a excêntrica Horseshoe Bend do rio Colorado.

Ali, alguns visitantes receiam chegar-se à margem elevada e trocam gritos surdos: “Não arrisques mais Kerbie, este turbilhão é do pior!”. Só mais dois passos, Will. Dois passos e já devemos ter vista”.

Não demoramos a perceber o porquê da comoção. Apesar de  travado à superfície pelas elevações que despontam do deserto, o vento subia da garganta profunda do rio com uma força descomunal e provocava rajadas e redemoinhos violentos. Redobramos os cuidados. Um, mais recolhido, fica a segurar os pés do que se adianta, enquanto este, deitado sobre a rocha, enfrenta o pior do turbilhão mas tem o privilégio de olhar para baixo e contemplar a ferradura perfeita esculpida pela erosão fluvial com mais de 300 metros de profundidade.

Sobrevivemos à acrobacia e deixamos alguns discípulos adolescentes a seguirem o exemplo. Quando voltamos ao carro, ocorre-nos se não teríamos inspirado uma tragédia.

Progredimos para o sul do Arizona paralelos ao leito apertado do Little Colorado e reparamos que toda a região está a ser invadida por uma frente fria empurrada por nuvens de um azul cada vez mais escuro. Enquanto conduzimos em direcção ao Marble Canyon, a temperatura acompanha a descida acentuada.

Mesmo já fora de época, somos prendados com um nevão surpresa que reduz a visibilidade a um quase nada mas que, por o frio não ser suficiente ao nível do solo, nunca chega a pintar a paisagem de branco.

O Colorado surge-nos agora de frente. Atravessamo-lo primeiro a pé, a contemplar o seu desfiladeiro inundado e, logo, no carro, por um dos dois braços da Navajo Bridge e de regresso ao ponto de partida. Esperava-nos em Page um voo panorâmico sobre o grandioso Planalto do Colorado.

Nos Céus do Arizona

Às 7h 45 da manhã seguinte, já estamos no aeroporto. Dizem-nos que o vento amainou e se mantém dentro dos limites em que a Westwind Air Service costuma voar. Recebemos a informação com uma inevitável desconfiança que só aumenta quando vemos sentar no cockpit um piloto feminino de visual adolescente.

Experiente para a idade, Jerrine Harrel tem pouco a temer. À boa maneira hiper-confiante norte-americana saúda os passageiros com um sorriso rasgado, passa-nos o briefing de segurança e faz levantar a pequena avioneta para os céus de novo cristalinos do Arizona: “Senhoras e senhores, acreditem no que vos digo. Nunca mais vão esquecer estas vistas.”

Mesmo, a priori, concordamos sem reservas. Tão cedo não teríamos outra oportunidade de fotografar do ar uma superfície terrestre como aquela. Assim, abstraímo-nos dos saltos abruptos que a aeronave vai sofrendo e fazemos disparar as máquinas provavelmente vezes demais.

Sobrevoamos o âmago do gigantesco lago Powell em que descobrimos recantos e recortes impensáveis. Passamos por cima de Page e pairamos sobre a imensidão escarlate do Planalto do Colorado, esculpida ao longo da pré-história. Vemos morros sedimentares e mesetas perdidas no nada, cursos ramificados de rios extintos, arcos de pedra, agulhas de rocha projectadas do solo e colinas pontiagudas. Pelo meio, também uma ou outra povoação improvável algures entre os dois e os trinta ou quarenta trailers ferrugentos, entregues à aridez e às cascavéis.

Para leste, a superfície erodida prenda-nos com uma concentração surpreendente de outras esculturas geológicas exuberantes. Suspeitamos que estamos sobre o Monument Valley e a narração da piloto confirma-o. Jerrine faz a avioneta circundar a área por duas vezes. A exclusividade da paisagem é ilusória. Lá em baixo, a Navajo Nation permanece entregue aos seus indígenas acoboiados.

Da Tundra Alasquense à Integração nos E.U.A.

Crê-se que as tribos Athabaskan que deram origem aos navajos migraram para o sudoeste dos E.U.A. em 1400 d.C. vindas do leste do Alasca e do noroeste do Canada. Ao entrarem em contacto com a civilização Puebla, adoptaram as suas técnicas de cultivo e as produções agrícolas. Dos colonizadores espanhóis – que lhes chamaram pela primeira vez navajos – assimilaram o hábito de criar animais em manadas e rebanhos para alimentação e para trocar por outros géneros. Seguiu-se a aprendizagem da tecelagem e da produção de roupas e mantas.

Por volta de 1860, os espanhóis perceberam que os navajos possuíam milhares de cabeças de gado, vastas áreas cultivadas e um passado de expansão territorial, de redefinição da sua identidade e da ligação com os vizinhos Pueblos, Apaches, Utes e Comanches que oscilava entre os raides bélicos e o comércio.

Mas os apaches estavam também no caminho dos conquistadores. Cumprindo a tradição, estes, inauguraram um longo período de ataques e pilhagens aos índios.

Alguns anos mais tarde, os Estados Unidos expulsaram os espanhóis e os mexicanos da zona e assumiram a anexação do território navajo com recurso a uma rede estratégica de fortes. Irados devido à construção de caminhos de ferro, à exploração mineira e à invasão, em geral, os navajo retaliaram como nunca.

Em simultâneo com a carnificina da Guerra Civil Norte-Americana, os anos de 1860-61, revelaram-se de tal maneira castigadores para os colonos e militares que ficaram conhecidos como “The Fearing Time”.

A reacção não se fez esperar. Com base no Novo México, as forças da União comandadas por Kit Carson queimaram sistematicamente os cultivos dos navajo e levaram-nos primeiro à rendição e logo à condenação da Long Walk, uma deportação infame em que cerca de 9.000 homens, mulheres e crianças tiveram que caminhar no deserto durante quase 500 km até Fort Summer, onde o governo dos Estados Unidos tinha instalado Bosque Redondo, a primeira grande reserva índia. Após 18 dias de marcha, contaram-se mais de 200 mortos.

Daí em diante, as autoridades militares conseguiram manter e controlar os navajos nessa e noutras reservas que aumentaram de dimensão até ao seu território original. Muitos nativos foram integrados no exército como batedores mas as permanentes agressões dos colonos civis e o preconceito impediram um melhor relacionamento entre os dois povos. Nos dias que correm, esse fosso étnico e cultural continua por resolver.

Como parte da Navajo Nation, o Monument Valley Navajo Tribal Park nunca foi integrado na rede norte-americana de National Parks. De acordo, todos os dez dólares pagos pelos visitantes revertem para o sustento do povo navajo que, após uma longa disputa com os governos federais, conquistou igualmente uma legislação (assente no código tribal), um Conselho e Tribunal Supremo próprios – instalados na capital Window Rock – bem como o direito de dispor de forças de autoridade autónomas.

Apesar da relação bipolar que os nativos norte-americanos sempre mantiveram com Washington, os navajo conquistaram, aliás, uma curiosa reputação militar. São famosos os seus code talkers recrutados pelos Marines durante a 2ª Guerra Mundial  para o teatro do Pacífico, com o fim de transmitirem mensagens tácticas secretas via telefone ou rádio, com base nos dialectos indígenas.

Para muitos nativos, esta e outras colaborações nunca tiveram a recompensa devida. Alguns anos antes, os Estados Unidos tinham negado aos Navajo assistência social porque os indígenas viviam numa sociedade comunal. Mais recentemente, o financiamento federal da sub-nação indígena tem-se provado insuficiente para suprir a interioridade e as lacunas que a vitimam.

Durante a segunda metade do século XX, a mineração de urânio e de carvão representaram uma fonte de rendimentos significativa. Mas a procura de urânio diminuiu e, mais grave que isso, a população navajo desinformada acerca dos malefícios da radioactividade sofreu graves danos ecológicos e biológicos que, em 2005, levaram ao cancelamento da extracção.

Sabe-se, hoje, que as terras da Navajo Nation abrigam os recursos minerais mais importantes de todos os domínios nativos dos Estados Unidos mas os navajos continuam a depender de outras actividades. O artesanato e o turismo complementaram-se e se muitas famílias contam com artesãos, alguns dos seus elementos também se vestem de cowboys para representarem os protagonistas em falta. 

 

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.

Grand Canyon, E.U.A.

América do Norte Abismal

O rio Colorado e tributários começaram a fluir no planalto homónimo há 17 milhões de anos e expuseram metade do passado geológico da Terra. Também esculpiram uma das suas mais deslumbrantes entranhas.

Estradas Imperdíveis

Grandes Percursos, Grandes Viagens

Com nomes pomposos ou meros códigos rodoviários, certas estradas percorrem cenários realmente sublimes. Da Road 66 à Great Ocean Road, são, todas elas, aventuras imperdíveis ao volante.

Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

Vale da Morte, E.U.A.

O Ressuscitar do Lugar Mais Quente

Desde 1921 que Al Aziziyah, na Líbia, era considerado o lugar mais quente do Planeta. Mas a polémica em redor dos 58º ali medidos fez com que, 99 anos depois, o título fosse devolvido ao Vale da Morte.
Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o pow wow "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.
Visitantes
Parques nacionais
Massada, Israel

O Último Baluarte Judaico

Em 73 d.C, após meses de cerco, uma legião romana constatou que os resistentes no topo de Massada se tinham suicidado. De novo judaica, esta fortaleza é agora o símbolo supremo da determinação sionista
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Herança colonial
Arquitectura & Design

Lençois da Bahia, Brasil

Nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Aventura
Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
Portal para uma ilha sagrada
Cerimónias e Festividades

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

Trólei Azul
Cidades

Oslo, Noruega

Uma Capital Sobrecapitalizada

Um dos problemas da Noruega tem sido decidir como investir os milhares milhões de euros do seu fundo soberano recordista. Mas nem os recursos desmedidos salvam Oslo das suas incoerências sociais.

Moradora obesa de Tupola Tapaau, uma pequena ilha de Samoa Ocidental.
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Cansaço em tons de verde
Cultura

Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival. 

Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Eternal Spring Shrine
Em Viagem

Garganta de Taroko, Taiwan

Nas Profundezas de Taiwan

Em 1956, taiwaneses cépticos duvidavam que os 20km iniciais da Central Cross-Island Hwy fossem possíveis. O desfiladeiro de mármore que a desafiou é, hoje, o cenário natural mais notável da Formosa.

MAL(E)divas
Étnico
Malé, Maldivas

As Maldivas a Sério

Contemplada do ar, Malé, a capital das Maldivas, pouco mais parece que uma amostra de ilha atafulhada. Quem a visita, não encontra coqueiros deitados, praias de sonho, SPAs ou piscinas infinitas. Deslumbra-se com o dia-a-dia maldivano  genuíno que as brochuras turísticas omitem.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
No rumo da Democracia
História

PN Thingvelir, Islândia

Nas Origens da Remota Democracia Viking

As fundações do governo popular que nos vêm à mente são as helénicas. Mas aquele que se crê ter sido o primeiro parlamento do mundo foi inaugurado em pleno século X, no interior enregelado da Islândia.

Nuvem cogumelo rosada coroa o cume da montanha do Pico, o tecto de Portugal, na ilha do Pico
Ilhas
Ilha do Pico, Açores

Com o Atlântico aos Pés

Por um mero capricho vulcânico, o mais jovem retalho açoriano projecta-se no apogeu de rocha e lava do território português. A ilha do Pico abriga a sua montanha mais elevada e aguçada. Mas não só. É um testemunho da resiliência e do engenho dos açorianos que domaram esta deslumbrante ilha e o oceano em redor.
Maksim
Inverno Branco
Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Há muito discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera a sua autonomia e orgulha-se da sua nacionalidade.
Enseada, Big Sur, Califórnia, Estados Unidos
Literatura
Big Sur, E.U.A.

A Costa de Todos os Refúgios

Ao longo de 150km, o litoral californiano submete-se a uma vastidão de montanha, oceano e nevoeiro. Neste cenário épico, centenas de almas atormentadas seguem os passos de Jack Kerouac e Henri Miller.
Natureza
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Caminhantes no trilho do Ice Lake, Circuito Annapurna, Nepal
Parques Naturais
Circuito Annapurna: 7º - Braga - Ice Lake, Nepal

Circuito Annapurna – A Aclimatização Dolorosa do Ice Lake

Na subida para o povoado de Ghyaru, tivemos uma primeira e inesperada mostra do quão extasiante se pode provar o Circuito Annapurna. Nove quilómetros depois, em Braga, pela necessidade de aclimatizarmos ascendemos dos 3.470m de Braga aos 4.600m do lago de Kicho Tal. Só sentimos algum esperado cansaço e o avolumar do deslumbre pela Cordilheira Annapurna.
No sopé do grande Aratat
Património Mundial UNESCO

Arménia

O Berço do Cristianismo Oficial

Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.

Monumento do Heroes Acre, Zimbabwe
Personagens
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Lançamento de rede, ilha de Ouvéa-Ilhas Lealdade, Nova Caledónia
Praias
Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Na ilha de Ouvéa, arquipélago das Lealdade, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.
Templo Kongobuji
Religião
Monte Koya, Japão

A Meio Caminho do Nirvana

Segundo algumas doutrinas do budismo, são necessárias várias vidas para atingir a iluminação. O ramo shingon defende que se consegue numa só. A partir do Monte Koya, pode ser ainda mais fácil.
Composição Flam Railway abaixo de uma queda d'água, Noruega
Sobre carris
Nesbyen a Flam, Noruega

Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

Por estrada e a bordo do Flam Railway, num dos itinerários ferroviários mais íngremes do mundo, chegamos a Flam e à entrada do Sognefjord, o maior, mais profundo e reverenciado dos fiordes da Escandinávia. Do ponto de partida à derradeira estação, confirma-se monumental esta Noruega que desvendamos.
Graffiti, deusa, creepy, Haight Ashbury, Sao Francisco, EUA, Estados Unidos America
Sociedade
The Haight, São Francisco, E.U.A.

Órfãos do Verão do Amor

O inconformismo e a criatividade ainda estão presentes no antigo bairro Flower Power. Mas, quase 50 anos depois, a geração hippie deu lugar a uma juventude sem-abrigo, descontrolada e até agressiva.
Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar
Vida Quotidiana
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
Devils Marbles
Vida Selvagem

Alice Springs a Darwin, Austrália

A Caminho do Top End

Do Red Centre ao Top End tropical, a Stuart Hwy percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, a grande ilha muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.