Lüderitz, Namibia

Wilkommen in Afrika


Wilkommen in Africa

Casario excêntrico de Lüderitz com torres de duas igrejas em destaque sobre a orla do Deserto do Namibe.

Esquadrão Negro

Mergulhões voam contra o vento sobre o padrão de Bartolomeu Dias.

A Berg Street

Mulher desde por um passeio da Berg Street, o antigo núcleo urbano da cidade.

Por aqui passou Bartolomeu Dias

Réplica do padrão de Bartolomeu Dias sobre um promontório no limite da Baía de Lüderitz.

Goerke Haus

A casa Goerke com a sua estranha arquitectura de influência da Bavária, destacada junto à Montanha de Diamante.

Um bravo Atlântico

Onda rebenta contra o limiar rochoso do Atlântico selvagem e gélido ao largo da Baía de Lüderitz.

Bjs. Auto

Mãe e filha, moradoras da cidade, com traços que exibem a mixagem genética consolidada durante o período colonial de Lüderitz.

Uma Refeição pernalta

Flamingos alimentam-se junto a um barco encalhado nas imediações da cidade.

Novas Cores da velha Lüderitz

O antigo edifício da escola de Lüderitz ainda dividido em Lesehalle (salão de leitura) e Turnhalle (salão de exercícios).

O acolhedor Namibe

Casario novo e humilde nos arredores do centro histórico da cidade, ocupado por empregados da unidade de processamento de peixe da Pescanova e noutros negócios.

Esquadrão Negro II

Mergulhões vencem o vendaval acima da névoa densa provocada pela diferênça de temperatura entre o Atlântico gélido e o deserto do Namibe quente.

O chanceler Bismarck sempre desdenhou as possessões ultramarinas. Contra a sua vontade e todas as probabilidades, em plena Corrida a África, o mercador Adolf Lüderitz forçou a Alemanha assumir um recanto inóspito do continente. A cidade homónima prosperou e preserva uma das heranças mais excêntricas do império germânico.

A aproximação a Angra Pequena confirma o fenómeno meteorológico que gerou o Namibe. Para o interior, resistia, indisputado, o calor seco e abrasivo a que nos tinha já habituado o deserto. Quanto mais nos aproximávamos da enseada bravia em frente a Lüderitz, mais o ar refrescava e nos chegava com uma estimulante fragrância de iodo marinho.

Por alguns quilómetros extra, serpenteamos na estrada de terra e sal prensado. Contornamos o longo braço de mar a sul da cidade para logo voltarmos a apontar a norte, à península exposta ao Atlântico já definida como destino final. Passamos o farol listado de branco e vermelho e aguçado que o anunciava.

Daí em diante, o vento ganha um poder avassalador. Projecta ondas desenfreadas contra as rochas e empurra vagas de névoa costa abaixo, por vezes tão densa que nos leva por completo a visão do litoral agreste. Mesmo difuso naquele manto branco intermitente, vislumbramos um padrão destacado no cimo de um promontório rochoso.

Diogo Cão, Bartolomeu Dias e a Névoa Gélida de Angra Pequena

Não restavam dúvidas. Em 1486, Diogo Cão chegou a zona actual de Cape Cross. Passado um ano, a serviço de D. João II e ao comando de duas caravelas de cinquenta tonéis e de uma naveta de apoio, Bartolomeu Dias ultrapassou, ali mesmo, o limite de Diogo Cão. Prosseguiu, depois, a navegação em busca do limite meridional de África.

Contornamos uma escada de madeira destruída por marés inclementes e ascendemos pelas rochas. Do cimo, abanados pelas rajadas furibundas, admiramos o poderio das ondas que moldavam os recortes rochosos e faziam oscilar a floresta de kelp que para ali fora arrastada.

Defrontavam-se as vagas, a névoa e o vento. Saído do nada, um esquadrão de mergulhões sobrevoa-nos a grande velocidade. A seguir a esse, um outro. E outros tantos mais, tão juntos quanto o vendaval lhes permitia.

Aquela estranha migração que sarapintava de negro o céu esbranquiçado prolonga-se por uns bons vinte minutos. Nesse tempo, mantemo-nos absortos, de olhos nos ares. Sem nada que nos apresse, ainda espreitamos outros recantos de uma enseada contígua.

Um deles revela-nos, do lado de lá da grande baía, o casario de Lüderitz. Vêmo-lo empoleirado no litoral ressequido tão comum por toda a Namíbia. Um templo amarelo destaca-se acima dos telhados vermelhos dos restantes edifícios, não tanto do solo arenoso. Tratava-se da igreja icónica, evangélica e luterana de Felsenkirche.

A Génese Germânica da Velha Lüderitz

Os colonos alemães que a ergueram não perderam tempo em busca de inspiração. Uma vez que a colina (mais tarde apodada de Montanha de Diamante) em que lançaram as fundações era rochosa, baptizaram-na de Igreja das Rochas. O nome, como tantas outras influências germânicas, está para durar.

E, no entanto, o domínio teutónico destas paragens esteve para nunca se verificar. Quando, por fim, se concretizou, resultou de uma caricata conjuntura colonial.

Desde a passagem de Diogo Cão e de Bartolomeu Dias que a presença dos europeus no deserto do Namibe se limitava à passagem ou assentamento limitado e célere de navegadores e mercadores. Esta realidade perdurou até 1800. No início do século XIX, sociedades missionárias alemãs e inglesas estabeleceram-se e ergueram igrejas.

Ao mesmo tempo, comerciantes e agricultores instalaram-se e fundaram entrepostos. Alguns, ingleses, concentraram-se em redor da actual Walvis Bay. Histórica na Europa e já antes projectada para outras partes da Terra, a rivalidade entre a Alemanha e a Grã-Bretanha estendeu-se àquele fim-do-mundo inóspito.

Adolf Lüderitz: fundador de … Lüderitz

Em 1882, Adolf Lüderitz, um mercador de Bremen requereu ao chanceler alemão protecção para uma estação comercial que planeava construir no Sudoeste de África. Otto von Bismarck fora toda a sua vida contra a expansão colonial do Império Germânico.

Considerava que conquistar, manter e defender as colónias teria um custo superior ao do lucro por elas trazido. Ao que se acresceria o risco de o prejuízo sabotar o poderio que a Alemanha mantinha na Europa. Contra a sua opinião, estavam milhões de alemães que observavam nações europeias rivais aumentar os seus impérios. Em muitos casos, obter proveitos das colónias.

Estavam ainda mercadores e aventureiros com sonhos e projectos em diversas partes do mundo, como o de Lüderitz. Este, foi contemplado com a sorte de Bismarck necessitar de ser reeleito e de, como tal, se ter visto obrigado a agradar aos defensores da expansão colonial.

Mal obteve o apoio do chanceler, Lüderitz instruiu Heinrich Vogelsand – um seu empregado – a adquirir terra em Angra Pequena a um chefe de etnia Nama. Pôde, assim, erguer uma povoação a que Lüderitz deu o próprio nome.

De Resto do Continente Africano a Entreposto Germânico

Em 1884, determinado a evitar a intrusão britânica, Lüderitz conseguiu que a área fosse decretada protectorado do Império Germânico. Uns meses depois, a bandeira alemã foi erguida. De uma forma precipitada e arrogante, os britânicos convenceram-se de que os rivais tinham ficado apenas com uns restos impróprios para consumo do território africano. Anuíram.

Mesmo contra os princípios e a vontade genuína do chanceler Bismarck, Lüderitz – o homem e a povoação – forçaram a criação da colónia do Sudoeste Africano Germânico. Daí em diante, até 1915, a colónia expandiu-se. Sobretudo para norte e para o interior inóspito. Igualou, em dimensão, o Império Germânico na Europa.

Depois, suplantou-o em mais de uma metade. Até 1915, a população ficou-se pelas 2600 almas aventureiras. Lüderitz – a cidade – concentrou uma boa parte. Os novos habitantes dedicaram-se à caça à baleia e de focas. À pesca e ao comércio de guano produzido em quantidades industriais pela mesma espécie de aves que nos havia sobrevoado – e alvejado – junto ao padrão de Bartolomeu Dias, e por tantas outras.

De Regresso à Excêntrica Cidade

Regressamos ao centro da povoação pelo mesmo caminho que, no entanto, nos parece outro. A maré tinha recuado centenas de metros. Deixara para trás uma vastidão arenosa antes coberta pelo Atlântico invasivo, um leito sinuoso e sedimentado em que um riacho salobro continuava a fluir para o mar.

Junto ao seu limiar, aquém de um barco encalhado, um bando de flamingos sorvia a água. Não havia sinal das hienas-castanhas endémicas daquelas partes do Namibe, pelo que se alimentavam sem preocupações.

Paramos na orla da cidade para atestar o carro. O dono da gasolineira aparece de dentro de uma cabine e mete conversa. Percebemos de imediato que era de origem germânica, sem qualquer mixagem étnica, dos poucos que resistiram ao tempo e às vicissitudes da história.

“Ah, são portugueses?” Admira-se, ao mesmo tempo que censura a ineficiência dos seus empregados nativos. “Têm vários cá na cidade, informa-nos como que a torcer o nariz e parece-nos que a conter um certo chauvinismo. Agora até são menos. Houve uma altura em que estavam por toda a parte.” Não tardaríamos a encontrá-los.

A Imposição Atroz dos Alemães Sobre os Nativos

A tarde chegava ao fim. O sol que se punha a oeste do Atlântico requentava o sortido de cores dos inúmeros edifícios baixos da cidade. Aproveitamos esse estímulo adicional. Percorremos as ruas quase desertas atentos à arquitectura art- nouveau germânica, que a descoberta de diamantes no deserto em redor, em 1909, permitiu a fundação da povoação vizinha de Kolmanskop, tal como Lüderitz, em breve dotada de caprichos e fantasias de outra forma difíceis de pagar.

Não foram, todavia, só as pedras preciosas mineradas a contribuir. Desde 1903, que o Império Germânico combatia a resistência dos nativos à sua invasão. O conflito agravou-se. Degenerou nas cruéis Guerras Herero travadas contra esta tribo de criadores de gado que, como os vizinhos Nama, os Khoi e os Namaqua, noutras partes, controlavam aquela zona do Namibe.

No auge do conflito, as tropas alemãs contavam com 20.000 combatentes. Em 1908, tinham já matado dezenas de milhares de nativos, em pleno conflito, ou em campos de concentração como o da Shark Island em frente à cidade, de onde os prisioneiros só saíam para trabalhar à força na construção de infraestruturas ou nos negócios que enriqueciam os colonos. Na Berg Street – o antigo coração diagonal da cidade – a linha de casas que ajudaram a erguer mais parece saída de um cenário cinematográfico.

Uma Estranha Alemanha na Orla do Deserto do Namibe

Apreciamos a pitoresca Haus Grünewald com as suas janelas bávaras, algumas parte de um torreão embutido. Os frontões dos lares seguintes são recortados a condizer. Exibem cores bem garridas: azul quase turquesa, amarelo, laranja. Mais à frente, o tom de salmão do Barrels, um bar-restaurante especializado em marisco e pratos também eles com influência germânica.

Surpreende-nos ou talvez não que várias das mansões apalaçadas mantenham telhados bem inclinados, como se alguma vez caísse neve por aqueles lados. É o caso da exuberante e emblemática casa Goerke, logo atrás da Felsenkirche, também da estação de comboios e do edifício Krabbenhöft & Lamp, este, à imagem das casas Kreplin e Troos, erguido por magnatas dos diamantes.

Ao caminharmos pelo centro reparamos no tom de pele dourado de vários transeuntes, nos seus olhos translúcidos cor de mel, verde-azeitona e até azuis, como os de um vendedor de modos suaves que, à entrada da gare local, quase nos convence a comprar-lhe peixe fumado.

Coincidência ou não, fazemos compras quando damos com o primeiro habitante de origem portuguesa de Lüderitz. Luís Figueira é dono da única grande mercearia aberta após o anoitecer, o “Portuguese Supermarket”.

Luís Figueira: um de Muitos Portugueses na Namíbia

Apesar de falar inglês, as feições do homem ao balcão, algo rechonchudo e com a barba por fazer, dão-nos indicações promissoras da sua ascendência. “O senhor é que é o português aqui da loja?” perguntamos-lhe.

A questão e a suspeita de que estava perante gente com o seu sangue despertou-lhe um brilho nos olhos e um forte estímulo para nos contar de tudo um pouco. Fá-lo em inglês. A língua portuguesa, tinha-a perdido quase toda. “Pois os meus avós vieram da Madeira para cá na altura em que havia sempre trabalho na pesca e no processamento do peixe.

Ainda tenho a minha mãe lá em Santana e vou à Madeira uma vez ao ano. Aqui em Lüderitz, casei com uma senhora de cor e cá estamos. Temos quatro filhos, todos com nomes portugueses. Vocês têm que passar lá pela nossa academia do bacalhau! É onde a malta de origem portuguesa convive…”

Quando os avós de Luís Figueira chegaram, Lüderitz fazia parte da África do Sul. Assim o ditou a continuação da história destas paragens. Em plena 1ª Guerra Mundial, a África do Sul ocupou todo o Sudoeste Africano Germânico e deportou muitos alemães.

A Incorporação na África do Sul e na recém-independente Namibia

Com a mudança da prospecção mineira das redondezas para sul, essa deportação contribuiu para o declínio temporário da população. A África do Sul administrou Lüderitz e a antiga colónia germânica – primeiro sob mandato da Liga das Nações e da ONU, mais tarde à revelia da ONU – até 1990.

Nesse ano, o movimento SWAPO (SouthWest African People Organization) forçou a independência da Namíbia, com uma estratégia de confrontação militar a partir do sul da Angola recém-libertada do jugo português.

Passou um século sem que o território actual da Namíbia estivesse sujeito a um domínio germânico efectivo. Contam-se mais de 30.000 os seus habitantes com ascendência alemã e a falarem alemão. Formam uma audiência compacta de uma estação de rádio em alemão, de um serviço noticiário televisivo próprio e do jornal diário Allgemeine Zeitung fundado em 1916 e que resiste ao passar do anos.

Malgrado a génese inusitada do legado teutónico e os esforços das autoridades namibianas para o mitigarem, em Lüderitz como, mais a norte, em Swakopmund, esse zeitgeist está longe de passar.

Fish River Canyon, Namíbia

As Entranhas Namibianas de África

Quando nada o faz prever, uma vasta ravina fluvial esventra o extremo meridional da Namíbia. Com 160km de comprimento, 27km de largura e, a espaços, 550 metros de profundidade, o Fish River Canyon é o Grand Canyon de África. E um dos maiores desfiladeiros à face da Terra.
Table Mountain, África do Sul

À Mesa do Adamastor

Dos tempos primordiais das Descobertas à actualidade, a Montanha da Mesa sempre se destacou acima da imensidão sul-africana e dos oceanos em redor. Os séculos passaram e a Cidade do Cabo expandiu-se a seus pés. Tanto os capetonians como os forasteiros de visita se habituaram a contemplar, a ascender e a venerar esta meseta imponente e mítica.
Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das etnias da Namíbia. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.
Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história.
Ilha de Moçambique

A Ilha de Ali Musa Bin Bique. Perdão, de Moçambique

Com a chegada de Vasco da Gama ao extremo sudeste de África, os portugueses tomaram uma ilha antes governada por um emir árabe a quem acabaram por adulterar o nome. O emir perdeu o território e o cargo. Moçambique - o nome moldado - perdura na ilha resplandecente em que tudo começou e também baptizou a nação que a colonização lusa acabou por formar.
Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.
Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.

Kolmanskop, Namíbia

Gerada pelos Diamantes do Namibe, Abandonada às suas Areias

Foi a descoberta de um campo diamantífero farto, em 1908, que originou a fundação e a opulência surreal de Kolmanskop. Menos de 50 anos depois, as pedras preciosas esgotaram-se. Os habitantes deixaram a povoação ao deserto.

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Cabo da Boa Esperança, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.

Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro de Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Indígena Coroado
Cerimónias e Festividades

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

Pesca Preciosa
Cidades

Colónia del Sacramento, Uruguai

Um Vaivém Colonial

A fundação de Colónia del Sacramento pelos portugueses gerou conflitos recorrentes com os rivais hispânicos. Até 1828, esta praça fortificada, hoje sedativa, mudou de lado vezes sem conta.

Vendedores de Tsukiji
Comida

Tóquio, Japão

No Reino do Sashimi

Num ano apenas, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Uma parte considerável é processada e vendida por 65 mil habitantes de Tóquio no maior mercado piscícola do mundo.

Cultura
Lagoa de Jok​ülsárlón, Islândia

O Canto e o Gelo

Criada pela água do oceano Árctico e pelo degelo do maior glaciar da Europa, Jokülsárlón forma um domínio frígido e imponente. Os islandeses reverenciam-na e prestam-lhe surpreendentes homenagens.
Radical 24h por dia
Desporto

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Erika Mae
Em Viagem

Filipinas

Os Donos da Estrada

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, os filipinos transformaram milhares de jipes norte-americanos abandonados e criaram o sistema de transporte nacional. Hoje, os exuberantes jeepneys estão para as curvas

Tempo de surf
Étnico

Ilha do Norte, Nova Zelândia

A Caminho da Maoridade

A Nova Zelândia é um dos países em que descendentes de colonos e nativos mais se respeitam. Ao explorarmos a sua lha do Norte, inteirámo-nos do amadurecimento interétnico desta nação tão da Commonwealth como maori e polinésia. 

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
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Istambul, Turquia

Onde o Oriente encontra o Ocidente, a Turquia Procura um Rumo

Metrópole emblemática e grandiosa, Istambul vive numa encruzilhada. Como a Turquia em geral, dividida entre a laicidade e o islamismo, a tradição e a modernidade, continua sem saber que caminho seguir

Pico Rosa
Ilhas
Pico, Açores

Com o Atlântico aos Pés

Por um mero capricho vulcânico, o mais jovem retalho açoriano projecta-se no apogeu de rocha e lava do território português. O Pico é a sua montanha aguçada mas não só. É um testemunho da resiliência e do engenho dos açorianos que domaram esta deslumbrante ilha e o oceano em redor.
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Inverno Branco

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Silhueta e poema
Literatura

Goiás Velho, Brasil

Uma Escritora à Margem do Mundo

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro

Contemplação
Natureza

El Chalten, Argentina

Um Apelo de Granito

Duas montanhas de pedra geraram uma disputa fronteiriça entre a Argentina e o Chile.Mas estes países não são os únicos pretendentes.Há muito que os cerros Fitz Roy e Torre atraem alpinistas obstinados

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Meandros do Matukituki
Parques Naturais
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.
Amarelo a dobrar
Património Mundial Unesco
Bingling Si, China

O Desfiladeiro dos Mil Budas

Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem desembarca no Desfiladeiro dos Mil Budas, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante.
Curiosidade ursa
Personagens

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Pedaço de Maldivas
Praia

Maldivas

De Atol em Atol

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.

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A Toy Train story
Sobre carris
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Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
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Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Um
Vida Quotidiana

Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.

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Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

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Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.