Ilha Terceira, Açores

Terceira: e os Açores continuam Ímpares


Verde sem fim

O minifúndio impressionante da Terceira visto de um miradouro da Serra do Cume,

A Banda do Império

Banda anima uma das cerimónias religiosas do Divino do Espírito Santo, em frente ao Império da Caridade de Praia da Vitória.

Rostos e gatos

Fachada decorada com rostos, à entrada da Marina de Angra do Heroísmo.

Toureio insólito

Pseudo-toureiros provocam um touro durante a tourada à corda de Biscoitos, na costa norte da Terceira.

Privilegiado gado Terceirense I

Um dos retalhos "encurralados" que se podem avistar do topo da Serra do Cume até ao horizonte.

Lares heróicos

Casario de Angra do Heroísmo, visto de uma encosta do Monte Brasil.

Uma venda à moda antiga

Emanuel Almeida, funcionário da Quinta do Martelo, ao balcão da loja antiga no piso térreo do restaurante “A Venda do Ti Manel da Quinta”

Todos contra um

Touro confronta uma multidão de participantes na tourada à corda de Biscoitos.

A Banda do Império II

Músicos da banda animam a cerimónia do Divino do Espírito Santo.

Verde sem fim II

O impressionante minifúndio da Terceira, como visto do cimo da Serra do Cume.

Fonte de luz e de cor

Fundo de uma fonte arquitectónica entre a Igreja da Misericórdia e a marina de Angra de Heroísmo.

Porta para o Atlântico

A marina de Angra de Heroísmo, com a Catedral azul da Misericórdia ao fundo.

Restaurante de outros tempos

A sala de refeições pitoresca da “A Venda do Ti Manel da Quinta”.

Privilegiado gado Terceirense II

Uma vacas nos seu curral de pedra, no sopé verdejante da Serra do Cume.

 

Distintos níveis

Transeuntes percorrem dois dos passeios que contornam a marina de Angra do Heroísmo.

Foi chamada Ilha de Jesus Cristo e irradia, há muito, o culto do Divino Espírito Santo. Abriga Angra do Heroísmo, a cidade mais antiga e esplendorosa do arquipélago. Estes são apenas dois exemplos. Os atributos que fazem da Terceira especial não têm conta.

A pitoresca Quinta dos Figos dista apenas quinze minutos das mundialmente famosa Lajes, lugar do aeroporto da ilha Terceira em que tínhamos acabado de aterrar e da famosa base norte-americana.

Mesmo assim, instalamo-nos no quarto em modo de toca-e-foge. Saímos à pressa para espreitar as ruas de Praia da Vitória e damos de caras com um de tantos Impérios coloridos que abençoam e enfeitam a ilha Terceira. O cubo exuberante destaca-se do casario branco com telhas cor-de-tijolo predominante.

Como uma espécie de diva arquitectónica, exibe as suas fachadas repletas de arabescos cristãos, arcos, ogivas, colunas, degraus, um frontão arredondado que o identifica. Invade o conjunto um verdadeiro festival de cores: azul, amarelo, verde, vermelho e branco.

Uma Expressão Açoriana do Divino

Por si só, a estrutura deixaria qualquer admirador estupefacto mas, como se não bastasse, aquele Império da Caridade concentrava sérias festividades. Logo ao lado, uma banda filarmónica local toca temas pomposos de fanfarra. Um fogueteiro despacha os seus projécteis um atrás dos outros para mais próximo de Deus.

Com as sucessivas explosões arrítmicas, ensurdece-nos e aos crentes da terra, todos enfiados nos melhores trajes domingueiros. Alguns entram e saem do Império com tabuleiros de comida abençoada, outros, seguram lanças e estandartes do Divino.

Fazemo-nos de turistas inocentes e auscultamos o coração da cerimónia. No interior, sobre um altar branco erguido em socalcos e decorado com grinaldas a condizer, repousam diversas coroas rendilhadas e reluzentes.

Por pouco tempo. Com a banda já fora do palanque de cimento e a percorrer a estrada por diante, diversos participantes do ritual fazem-se à escadaria munidos dessas mesmas coroas antes sobre as bandejas. Outros, carregam lanças. Nós, perseguimo-los determinados em registar o momento. A banda segue-nos a todos.

Já tínhamos acompanhado uma outra Festa do Divino Espírito Santo. A primeira e, até então, única vez, em Pirenópolis, no interior brasileiro de Goiás. Ali, Manuel Amâncio da Luz, um padre português híper-motivado, transformou a crença numa incrível expressão cultural que a fé e o entusiasmo do povo, ainda hoje preservam.

Em Praia da Vitória, constatámos como tudo se passava no principal reduto português do Divino Espírito Santo. Até que o Imperador e os seus “súbditos” se sumiram ao som da charanga e nos deixaram entregues ao nosso destino. Um fotógrafo da imprensa local vê-nos indecisos e aborda-nos.

Decorridos alguns minutos de conversa técnica, o colega realça a nossa sorte. “É que vocês não estão a ver bem. Não só apanharam o Divino aqui hoje como, daqui a pouco, vão poder assistir à tourada à corda. Mais ilha Terceira que isto é difícil.”

Mesmo se representavam uma viagem do sagrado para o profano, eram coordenadas que não estávamos dispostos a ignorar. De Praia da Vitória, prosseguimos pela costa norte da ilha, com paragens aqui e ali para espreitar piscinas marinhas e outras particularidades do litoral acidentado.

Biscoitos: Largada de Touros à moda da Ilha Terceira

A meio da tarde, em redor dos Biscoitos, damos com a turba instalada. Centenas de carros estão estacionados num domínio de lava coberta de vegetação que separa a estrada e a beira-mar. Encontramos um recanto ainda longínquo para o nosso carro de onde descemos rumo à povoação.

A meio caminho encontramos os primeiros foliões entregues a comes e bebes ora piqueniqueiros, ora ao balcão de roulottes e carrinhas afins, alimentadas por geradores e que serviam aos clientes entusiasmados de tudo um pouco, de especialidades açorianas aos mais óbvios pregos, bifanas, farturas e churros.

Quanto mais para baixo na estrada, mais as suas bermas se revelavam repletas de gente e os lugares com melhor vista eram disputados. Conseguimos enfiar-nos num espaço recém-abandonado e, por fim, apreciamos o fulcro de toda a atenção.

Em redor de uma pequena enseada envolta de rochedos de lava, num ervado acima e na rua que o separava do casario, um touro hesitava entre contemplar a loucura em redor ou investir sobre os pseudo-toureiros que o acirravam entre a multidão.

Aos poucos, conseguimos estimar as áreas a salvo de eventuais marradas, que acontecem em abundância, como os feridos e, de quando em quando, até mortos, apesar de na tourada a corda, o touro ter os seus movimentos limitados pela acção dos “pastores” que lhe dão mais ou menos folga consoante a iminência de determinados danos.

Um foguete anuncia a remoção do touro e nova pausa nas hostilidades. Mudamo-nos de uma zona ainda alta da encosta para o cimo de um terraço com vista panorâmica e privilegiada sobre a rua em que a maior parte da tourada decorre. O terraço é partilhado por famílias, com predomínio de mulheres e crianças.

Algumas famílias são emigrantes nos E.U.A. e no Canadá. Mesmo de olho nas nossas câmaras, divertimo-nos a escutar como insinuam os prodígios das suas vidas do outro lado do Atlântico a outras que ficaram na origem. “Ah!! Mas a nossa casa de lá não têm nada a ver com as de cá.

É muitíssimo maior. Havia de lá ir! Ganha-se mais e, por isso, podemos construir sem preocupações.” Essa mesma açoriana canadiana que não se continha de tanto orgulho na volta que a sua vida levou, não tardou a interpelar-nos: “vocês são retratistas?

Queria muito tirar umas fotos cá, com a minha família. Se vocês quiserem passar uns dias em Cambridge, Ontário, também podem fazer uns bons retratos. Lá é tudo muito bonito.” Os foguetes e os touros sucederam-se nessa estranha tarde tauromáquica. Até que a tarde e a folia confluíram para um suave fim.

O incrível minifúndio murado da Ilha Terceira

Pouco depois da alvorada, subimos ao miradouro do Facho e apreciamos o casario de Praia da Vitória, terra natal de Vitorino Nemésio. De lá, tomamos a velha estrada calçada que conduz ao cimo dos 545 metros da Serra do Cume, uma crista verdejante que se ergue a oriente da ilha, ventosa quanto ventosa podia ser e que revelava um cenário sem igual.

Lá em baixo, a vastidão a sul e a oeste revela-se num incrível padrão geométrico verde-amarelo de fertilidade e trabalho. Inúmeros minifúndios demarcados por muros de basalto estendem-se até perder de vista, salpicados por pequenos armazéns agrícolas, currais e por vacas à solta.

Excepção feita para o vendaval das alturas, o dia permanecia à altura da vista, com céu quase limpo e solarengo a condizer. Conscientes da imprevisibilidade da meteorologia açoriana e da abundância e exuberância histórica e arquitectónica de Angra do Heroísmo, decidimos apontar o quanto antes às suas paragens.

Angra do Heroísmo: a Primeira Cidade dos Açores

Angra foi a primeira das povoações açorianas a ser promovida a cidade, em 1534. Pouco depois, o Papa Paulo III escolheu-a para assento da diocese de Angra, com autoridade sobre todo o arquipélago.

Por essa altura, já o seu porto tinha um papel decisivo no comércio com o Oriente, razão porque o trânsito e ancoragem de caravelas e galões se intensificou, contribuiu para a prosperidade da cidade, com destaque para a edificação ostentosa das igrejas, conventos e fortificações militares que a tornaram única.

Admiramo-los e ao impressionante panorama do casario angrense da base do obelisco amarelo que se projecta do Alto da Memória, dedicado a Pedro IV, o rei triunfante das Guerras Liberais portuguesas. Tal como receávamos, nuvens escuras aproximavam-se de norte pelo que aceleramos a entrada na cidade, Ladeira de São Francisco abaixo até darmos com a respeitosa Praça Velha, o âmago secular e alma da cidade.

Ao longo dos tempos, Angra teve o condão de acolher os aflitos, refugiados ou exilados de convulsões e afins a ter lugar no continente. Após ter sido derrotado pelo exército espanhol Habsburgo na batalha de Alcântara, António Prior do Crato resolveu prolongar o seu auto-proclamado reinado opositor do de Filipe I de Espanha, a partir da Terceira.

A História e a Estórias de Angra do Heroísmo

Não só o fez de 1580 a 1583 como reuniu em seu redor uma forte resistência popular e de outros aventureiros europeus avessos à cada vez mais sufocante expansão hispânica. Os espanhóis viram-se obrigados a combatê-lo e assim se alastrou a Guerra da Sucessão aos Açores.

Em 1667, junto ao término da Guerra da Restauração, Afonso VI foi exilado em Angra do Heroísmo por Pedro II, seu irmão mais novo, que o declarou inapto para governar. Em 1809, Almeida Garrett e a sua família refugiaram-se em Angra da segunda invasão francesa.

Garrett só regressou ao continente em 1818. Durante as Guerras Liberais, Pedro, Imperador do Brasil e a filha a favor de quem abdicou do trono português estabeleceram o quartel-general das forças Liberais na Terceira e reprimiram um ataque do filho mais novo de Pedro, Miguel e das suas forças Miguelistas na batalha de Praia da Vitória.

Foi, aliás, a resistência dos Liberais e este triunfo que inspirou o apelido “do Heroísmo” de Angra. Após ser capturado por Mouzinho de Albuquerque, Gungunhanha, o “Leão de Gaza” morreu em Angra onze anos depois de lá ser exilado. Estes são apenas alguns exemplos, muitos mais ficam por enumerar.

A relevância política, religiosa e militar entra-nos pelos olhos adentro quando admiramos a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, mais ainda, a azulona da Misericórdia e, do lado oposto da baía, as muralhas imponentes do Forte de Monte Brasil, erguida durante o reinado de Filipe I de Espanha, de aí em diante palco de sucessivos eventos cruciais da história portuguesa. Hoje, quartel-general do Regimento de Guarnição nº 1.

Percorremos o paredão que mantém a marina a salvo da fúria do Atlântico e voltamos à bênção da igreja. Logo, espreitamos a Prainha onde alguns camones se deliciam com a água tranquila enquanto um cinquentão angrense ginastica determinado em manter a sua impressionante forma.

Missões Eleitorias e a Pitoresca Quinta do Martelo

Mas não passa muito tempo até nos depararmos com novos combates. Vivíamos uma época de eleições. Provávamos uns bolinhos típicos da ilha quando João Pinho de Almeida e outros dignitários embonecados do CDS invadem a pastelaria Athanásio e nos impingem e a outros clientes folhetos e canetas do partido quase sem carga.

Entretanto, deixamos Angra para espreitarmos a Quinta do Martelo, uma antiga propriedade repleta de edifícios rurais e utensílios de trabalho que ilustram sem mácula os seus velhos tempos e os distintos ciclos de produção porque passou: a laranja, o vinho e a nêspera.

Batemos à porta do restaurante “A Venda do Ti Manel da Quinta”, durante algum tempo em vão. Por fim, aparece Emanuel. O empregado esguio e afável da quinta revela-nos a mercearia antiga do piso térreo. Instala-nos na sala do superior que agora serve de restaurante.

À mesa mas de olho no pormenor, constatamos como o mentor Gilberto Vieira preservou e recuperou tudo, dos puxadores das portas à loiça, de acordo com os tempos em que a quinta operava. O ambiente do lugar, do mais pitoresco que temos visto em muitas viagens e a refeição tradicional servida pelo não menos genuíno Emanuel deixam-nos maravilhados com a Quinta do Martelo. Um pouco mais ainda com a peculiar ilha Terceira.

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Peneda-Gerês, Portugal

Do "Pequeno Tibete Português" às Fortalezas do Milho

Deixamos as fragas da Srª da Peneda, rumo ao vale do Vez e às povoações que um imaginário erróneo apelidou de “tibetanas”.  Dessas aldeias socalcadas, passamos por outras famosas por guardarem, como tesouros dourados e sagrados, as espigas que colhem. Caprichoso, o percurso revela-nos a natureza resplandecente e a fertilidade verdejante destas terras minhotas.
Castro Laboreiro, Portugal  

No Cimo Raiano-Serrano de Portugal

Chegamos à eminência da Galiza, a 1000m de altitude e até mais. Castro Laboreiro e as aldeias em redor impõem-se à monumentalidade granítica das serras e do Planalto da Peneda e de Laboreiro. Como o fazem as suas gentes resilientes que, entregues ora a Brandas ora a Inverneiras, ainda chamam casa a estas paragens deslumbrantes.
Ilha das Flores, Açores

Confins Inverosímeis de Portugal

Onde, para oeste, até no mapa as Américas surgem remotas, a Ilha das Flores abriga o derradeiro domínio idílico-dramático açoriano e quase quatro mil florenses rendidos ao fim-do-mundo deslumbrante que os acolheu.
São Miguel, Açores

O Grande Éden Micaelense

Uma biosfera imaculada que as entranhas da Terra moldam e amornam exibe-se, em São Miguel, em formato panorâmico. São Miguel é a maior das ilhas portuguesas. E é uma obra de arte da Natureza e do Homem no meio do Atlântico Norte plantada.
Ilha do Pico, Açores

Com o Atlântico aos Pés

Por um mero capricho vulcânico, o mais jovem retalho açoriano projecta-se no apogeu de rocha e lava do território português. A ilha do Pico abriga a sua montanha mais elevada e aguçada. Mas não só. É um testemunho da resiliência e do engenho dos açorianos que domaram esta deslumbrante ilha e o oceano em redor.
Santa Maria, Açores

Ilha-Mãe dos Açores Há Só Uma

Foi a primeira do arquipélago a emergir do fundo dos mares, a primeira a ser descoberta, a primeira e única a receber Cristovão Colombo e um Concorde. Estes são alguns dos atributos que fazem de Santa Maria especial. Quando a visitamos, encontramos muitos mais.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Uma Cidade Perdida e Achada
Arquitectura & Design

Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.

Totens tribais
Aventura

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Chegada à festa
Cerimónias e Festividades

Perth, Austrália

Em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.

Uma espécie de portal
Cidades

Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Flórida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.

Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Sombra de sucesso
Cultura

Champotón, México

Rodeo debaixo de Sombreros

Com o fim do ano, 5 municípios mexicanos organizam uma feira em honra da Virgén de La Concepción. Aos poucos, o evento tornou-se o pretexto ideal para os cavaleiros locais exibirem as suas habilidades

Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

Passageira agasalhada-ferry M:S Viking Tor, Aurlandfjord, Noruega
Em Viagem
Flam a Balestrand, Noruega

Onde as Montanhas Cedem aos Fiordes

A estação final do Flam Railway, marca o término da descida ferroviária vertiginosa das terras altas de Hallingskarvet às planas de Flam. Nesta povoação demasiado pequena para a sua fama, deixamos o comboio e navegamos pelo fiorde de Aurland abaixo rumo à prodigiosa Balestrand.
Camponesa, Majuli, Assam, India
Étnico
Majuli, Índia

Uma Ilha em Contagem Decrescente

Majuli é a maior ilha fluvial da Índia e seria ainda uma das maiores à face da Terra não fosse a erosão do rio Bramaputra que há séculos a faz diminuir. Se, como se teme, ficar submersa dentro de vinte anos, mais que uma ilha, desaparecerá um reduto cultural e paisagístico realmente místico do Subcontinente.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
História
São Nicolau, Cabo Verde

Sodade, Sodade

A voz de Cesária Verde cristalizou o sentimento dos caboverdeanos que se viram forçados a deixar a sua ilha. Quem visita São Nicolau percebe porque lhe chamam, para sempre e com orgulho, "nha terra".
Repuxo Merlion
Ilhas

Singapura

A Ilha do Sucesso e da Monotonia

Habituada a planear e a vencer, Singapura seduz e recruta gente ambiciosa de todo o mundo. Ao mesmo tempo, parece aborrecer de morte alguns dos seus habitantes mais criativos.

Doca gelada
Inverno Branco

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Tempo de aurora
Natureza

Lapónia Finlandesa

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Contemplação
Parques Naturais

El Chalten, Argentina

Um Apelo de Granito

Duas montanhas de pedra geraram uma disputa fronteiriça entre a Argentina e o Chile.Mas estes países não são os únicos pretendentes.Há muito que os cerros Fitz Roy e Torre atraem alpinistas obstinados

Passerelle secular
Património Mundial UNESCO

Galle, Sri Lanka

Nem Além, Nem Aquém da Lendária Taprobana

Camões eternizou o Ceilão como um marco indelével das Descobertas onde Galle foi das primeiras fortalezas que os portugueses controlaram e cederam. Passaram-se cinco séculos e o Ceilão deu lugar ao Sri Lanka. Galle resiste e continua a seduzir exploradores dos quatro cantos da Terra.

Verificação da correspondência
Personagens

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Magníficos Dias Atlânticos
Praias

Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.

Passagem
Religião

Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.

Em manobras
Sobre carris

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

Cabana de Brando
Sociedade

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

O projeccionista
Vida Quotidiana

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Perigo de praia
Vida Selvagem

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.