Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso


Totens tribais

Totens à entrada da aldeia de Botko.

À beira d’água

Guia George e auxiliares caminham em direcção a Botko.

Casas de Botko

Palhotas da aldeia de Botko.

Gilbert

Chefe Gilbert exibe uma caveira depositada num lugar dedicado a rituais canibais.

Glória-da-manhã

Floresta de glória-da-manhã à saída da aldeia de Botko.

Lanche de Cacau

Ajudante do chefe Gilbert corta fruta de cacau.

Na vegetação

Chefe Gilbert semi-sumido na vegetação densa em redor de Botko.

Vaca tropical

Vaca de Botko na base de um coqueiro.

Fast-food Vanuatu

Refeição típica de taro com leite de côco.

Areal Café com Leite

Mar tranquilo invade um dos inúmeros areais semi-vulcânicos da ilha de Malekula.

Pedra de Corte

Chefe Gilbert exemplifica a antiga técnica de esquartejar os corpos, num local antes usado pelos seus antecedentes para rituais canibais.

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Ainda faltam alguns quilómetros mas George, o guia, já vem a tentar comunicar com a aldeia faz tempo. De quando em quando, ouvem-se respostas difusas aos seus chamamentos guturais que se confundem com um eco longínquo mas o nativo ni-vanuatu assegura-nos que, em Botko, já todos nos esperam. Mais meia-hora de caminhada e damos com três troncos com cabeças humanas esculpidas. George puxa de um bastão e bate numa delas produzindo um som que percebemos funcionar como uma espécie de campainha tribal. ”Não podemos entrar no território deles sem antes nos anunciarmos à entrada, explica.” E continua a liderar-nos caminho acima.

O chefe da aldeia aguarda, curioso, no cimo da última rampa enfiado numa camisa florida e fluorescente que nos espanta de tão surreal. “Soyez bienvenus” profere num francês de sotaque crioulo, assim que chegamos ao pé de si, enquanto outros indígenas nos examinam da cabeça aos pés.

George completa as apresentações em bislama, o estranho dialecto anglófono desta nação melanésia. Quando o protocolo inicial termina, Gilbert retoma a palavra e deixa perceber uma enorme preocupação em explicar que a sua tribo evoluiu, foi convertida pelos missionários e que mantém tanto a crença em Jesus como orgulho na fé.  

“De onde são? Portugal? Europa não é? Creio que esses também por cá andaram. Então devem ser um povo cristão, certo?” Connosco, os missionários franceses fizeram um bom trabalho, não se preocupem que estão em boas mãos. Mesmo assim, como é essa a vossa vontade, vamos mostrar-vos os costumes terríveis dos nossos antepassados. Descansem agora. Já caminharam muito, mas olhem que ainda têm um bom bocado para andar.”

Concordamos sem reservas. Durante mais de seis horas e sob um calor húmido atroz, subimos da beira-mar de Malekula até àquele domínio elevado e big namba, assim considerado por pertencer a tribos que usam cápsulas vegetais a cobrir o pénis maiores que as de tribos de outras partes, estas logicamente chamadas de small nambas.

Faltava uma hora para chegarmos ao lugar que mais interessava. Para preparar os derradeiros quilómetros, sentamo-nos sobre uma esteira que os anfitriões tinham colocado de frente para um vale luxuriante. Refrescamo-nos e devoramos alguma fruta tropical. Algum tempo depois, o chefe Gilbert volta a aparecer e tomamos um novo trilho. Um jovem segue na frente enquanto outro protege a rectaguarda do grupo. Estão ambos munidos de catanas que usam a toda a hora para cortar a vegetação invasiva ou simplesmente para se entreterem. O uso repetido daquela arma, no contexto histórico porque nos tínhamos aventurado e no ambiente selvagem envolvente parecia activar-nos o lado mórbido da imaginação. Renovavam-se, assim, receios primários que nem a mais pura racionalidade conseguia afastar e risadas nervosas intermitentes que partilhávamos para os eliminar.

Atravessamos riachos infestados de mosquitos potencialmente portadores de malária e trepamos sobre troncos massivos, tombados durante as piores tempestades da época das chuvas.

A determinada altura, o trilho atinge um cume destacado em que, começamos por ter uma vista longínqua do oceano Pacífico circundante para logo regressarmos à habitual atmosfera sombria.

Gilbert conduz-nos aos diversos locais e artefactos a que os seus antepassados recorriam para realizar os rituais antropófagos. Começa por mostrar uma pedra com um buraco maior cheio de água e outros mais pequenos, vazios. Explica que os nativos ali se pintavam para o sacrifício final dos inimigos, usando os orifícios menores como palete de cores naturais e a água no maior, como espelho e para corrigir imperfeições.

Passa, em seguida, para uma outra grande rocha abrasiva em que demonstra como faziam fogo e o aumentavam, de imediato, incendiando folhas secas. Logo após, leva-nos a uma enorme pilha de pedras usadas para lavar, cortar e cozinhar os cadáveres das tribos inimigas. Acrescenta que a forma tradicional de confeccionar as refeições era cortar os corpos aos bocados, metê-los num buraco que funcionava como forno natural, junto com inhames e taro, tudo sob uma cobertura de folhas de bananeira que aprisionava o vapor.

Ficamos ainda a saber que o tempo de confecção normal se situava entre as três e as cinco horas e “que os chefe das aldeias tinham o privilégio de comer as cabeças das vítimas, algo que faziam por então se acreditar que, dessa forma, conquistavam mais força”. 

Meio a brincar, meio a sério, alguns ni-vanuatus idosos acabam por tocar no tema agora tabu do gosto da carne humana e comparam-no com o de outros animais. O chefe de Botko sublinha que não pode falar por si mas confessa: “os meus avós consideravam-na mais doce que a de vaca ou de porco.”

Gilbert acaba de descrever o processo prático. E para que não restem quaisquer dúvidas, mostra-nos dezenas de caveiras conservadas antes de prosseguir para a base de uma enorme figueira-da-índia usada para os mesmos propósitos antropófagos.

Ali, faz questão de nos voltar a tranquilizar: “costumávamos matar e comer os inimigos que vinham roubar as nossas mulheres mas já há muito que as tribos de Vanuatu o deixaram de fazer”.

Leituras e investigações prévias pareciam provar que não tinha passado assim tanto tempo. A maior parte dos antropólogos parece concordar em que o último caso conhecido de canibalismo de Vanuatu teve lugar em 1969, mais precisamente numa baía do sudoeste de Malekula.

No entanto, os nativos desta ilha falam de outro evento macabro mais recente que se transformou numa espécie de mito selvagem, um caso em que um ancião matou e comeu uma criança da sua tribo. É algo em que os descobridores e aventureiros pioneiros deste arquipélago de 83 ilhas luxuriantes, não teriam dificuldade em acreditar.

Até 1980, Vanuatu foi colonizado em regime de condomínio – a meias pela Grã-Bretanha e França. Apesar ou devido à independência, mantém-se profundamente tradicional, com mais de 80 por cento da população a viver em palhotas e em pequenas aldeias cercadas de selva cerrada, perdidas entre montanhas e no sopé de vulcões imponentes. Os ni-vanuatu creem em diversas formas de magia negra e em mitos quase espontâneos. Muitos, continuam a vestir apenas saiotes feitos de ervas e nambas,  grandes ou pequenas, consoante a tribo em questão.

Mas se as coisas se revelam assim no presente, saiba que eram bem mais primitivas nos tempos em que os navegadores ocidentais esquadrinhavam esta parte do mundo.

Os dois primeiros missionários britânicos enviados para o arquipélago foram de imediato capturados e comidos na que ficou conhecida por ilha dos Mártires, hoje chamada Erromango.

O nome de Malekula – a mesma ilha que continuamos a explorar – teve origem em desgraças semelhantes. Louis Antoine de Bougainville e outros marinheiros franceses navegaram vezes sem conta junto ao seu litoral recortado e depressa se ressentiram com a ameaça permanente dos canibais. De tal maneira, que a começaram a tratar por mal au cul (literalmente dor no cu). O capitão James Cook, um contemporâneo de Bouganville, terá registado a expressão no seu diário. E o tempo encarregou-se de a transformar e eternizar.

Wala, Vanuatu

Cruzeiro à Vista, a Feira Assenta Arraiais

Em grande parte de Vanuatu, os dias de “bons selvagens” da população ficaram para trás. Em tempos incompreendido e negligenciado, o dinheiro ganhou valor. E quando os grandes navios com turistas chegam ao largo de Malekuka, os nativos concentram-se em Wala e em facturar.

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a "Survivor"

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.

Honiara e Gizo, Ilhas Salomão

O Templo Profanado das Ilhas Salomão

Um navegador espanhol baptizou-as, ansioso por riquezas como as do rei bíblico. Assoladas pela 2a Guerra Mundial, por conflitos e catástrofes naturais, as Ilhas Salomão estão longe da prosperidade.

Gizo, Ilhas Salomão

Gala dos Pequenos Cantores de Saeraghi

Em Gizo, ainda são bem visíveis os estragos provocados pelo tsunami que assolou as ilhas Salomão. No litoral de Saeraghi, a felicidade balnear das crianças contrasta com a sua herança de desolação.

Viti Levu, Fiji

Velhos Passatempos de Fiji: Canibalismo e Cabelo

Durante 2500 anos, a antropofagia fez parte do quotidiano de Fiji. Nos séculos mais recentes, a prática foi adornada por um fascinante culto capilar. Por sorte, só subsistem vestígios da última moda.

Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.

Pentecostes, Vanuatu

Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.

Espiritu Santo, Vanuatu

Divina Melanésia

Pedro Fernandes de Queirós pensava ter descoberto o grande continente do sul. A colónia que propôs nunca se chegou a concretizar. Hoje, Espiritu Santo, a maior ilha de Vanuatu, é uma espécie de Éden.

Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Aventura
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Cerimónias e Festividades
Apia, Samoa Ocidental

Fia Fia: Folclore Polinésio de Alta Rotação

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e daqui ao Havai, contam-se muitas variações de danças polinésias. As noites samoanas de Fia Fia, em particular, são animadas por um dos estilos mais acelerados.
Derradeiro casario austral
Cidades

Ushuaia, Argentina

A Última das Cidades

A capital da Terra do Fogo marca o limiar austral da civilização. Dali partem inúmeras incursões ao continente gelado. Nenhuma destas aventuras de toca e foge se compara à da vida na cidade final.

Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
1º Apuro Matrimonial
Cultura

Tóquio, Japão

Um Santuário Casamenteiro

O templo Meiji de Tóquio foi erguido para honrar os espíritos deificados de um dos casais mais influentes da história do Japão. Com o passar do tempo, especializou-se em celebrar uniões.

Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

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Eternal Spring Shrine
Em Viagem

Garganta de Taroko, Taiwan

Nas Profundezas de Taiwan

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Étnico

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Costa Rica de Rastas

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Aposentos dourados
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134 anos após o início da colonização, o czar Alexandre II teve que vender parte do actual 49º estado dos EUA. Em Sitka, encontramos heranças desses colonos e dos nativos que os combateram.

Sombras Quentes
Património Mundial Unesco

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O rio Colorado e tributários começaram a fluir no planalto homónimo há 17 milhões de anos e expuseram metade do passado geológico da Terra. Também esculpiram uma das suas mais deslumbrantes entranhas.

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Na Companhia de Mayu

A industria japonesa da noite é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, somos acolhidos por uma sua assalariada enigmática que opera algures entre a arte gueixa e a prostituição convencional.

Conversa ao pôr-do-sol
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Foi revelada por mochileiros ocidentais e pela equipa de filmagem de “Assim Nascem os Heróis”. Seguiram-se centenas de resorts e milhares de veraneantes orientais mais alvos que o areal de giz.

Promessa?
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Para Goa, Rapidamente e em Força

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O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
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