Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados


Uma espécie de portal
Morador passa em frente ao moral que dá as vindas a quem visita Little Havana.
Domino Park
O centro de dominó e de convívio onde confraternizam diariamente milhares de cubanos.
Art Distric Cigars
Lionel Mackoy e um amigo fumam charutos cubanos no exterior do Art District Cigars.
Galos de cuba
Uma das muitas esculturas de galos disseminadas pela ruas de Little Havana.
Hola América
Grafitti com óbvia inspiração cubana num beco meio escondido de Little Havana.
Presidentes das Américas
Mural do Domino Park que ilustra os presidentes de estado do Caribe e das Américas, durante a cimeira de 1994.
No céu e na terra
Avião dos E.U.A. sobrevoa o litoral da Flórida e, na aparência, a fachada do Teatro de las Bellas Artes.
Pós-matiné
O edifício do Tower Theater, uma espécie de farol multicultural do bairro.

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Flórida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.

Apesar da grelha geométrica em que se espraia a grande Miami, as novas tecnologias de navegação, as várias esculturas garridas de galos disseminadas que representam o orgulho cívico dos moradores e a concentração de negócios conceptualmente cubanos dão-nos a certeza de que chegámos à Little Havana.

Como acontece com qualquer visitante, o objectivo principal da incursão a esta capital cubana “B” é a Calle ocho, o âmago linear do bairro. Depressa memorizamos referências. Passamos a escolher como perpendiculares a 16th ou 17th Street. Dessas intersecções, percorremos a Ocho até chegarmos ao pitoresco Domino Park onde conseguimos estacionamento gratuito, coisa rara por aqueles lados.

Frequentado por dezenas de cubanos radicados, o Domino “Máximo Gómez” Park, funciona como uma espécie de assembleia local. Junto à entrada, vários homens de meia-idade para cima e com sombreros típicos da ilha materna partilham dois ou três bancos de rua. Também repartem o fumo de charutos que outros tantos deles se entretêm a fumar. Na maior parte dos casos, não terá sido fácil o seu êxodo do sufoco dictatorial imposto pelo recém-falecido Fidel Castro.

Poderá ser o jeito latino de falar mas, quando deles nos aproximamos, dá-nos a ideia de que celebram a liberdade no volume o mais elevado que as suas cordas vocais alcançam. O debate político é de tal maneira aceso que receamos que os contendentes partam para vias de facto. A presença contínua de um segurança numa casinhola mal-arrumada num recanto do Domino Park leva-nos a crer que, a acontecer, não será a primeira vez.

Donald Trump arrecadou a presidência dos E.U.A. há menos de um mês. O seu triunfo no estado da Flórida provou-se decisivo. Contra todas as expectativas, o voto dos cubanos-americanos de Miami foi preponderante para esse resultado e uma boa parte dos analistas atribuiu as culpas a Barack Obama. A 14 de Outubro de 2016, o presidente cessante aliviou o embargo a Cuba pela permissão aos visitantes norte-americanos de trazerem da ilha quantidades ilimitadas de charutos e de rum. Doze dias depois, Obama fez os E.U.A. absterem-se pela primeira vez num voto das Nações Unidas contra aquele mesmo embargo. As medidas terão desagradado sobretudo aos cubanos-americanos com mais idade que não compreendem o desafogo da condenação do regime cubano sem que haja abertura do outro lado do estreito.

Trump, esse, não perdoou. A 25 de Outubro, encontrou-se com a Associação de Veteranos da Baía dos Porcos e recebeu o seu apoio. Aproveitou ainda a benesse para acusar Obama e Hillary Clinton de auxiliarem o regime agora liderado por Raul Castro. Ao mesmo tempo, acirrou disputas nunca antes sonhadas no seio das famílias e distintas gerações cubanas exiladas ou descendentes.

Por mais exuberante que se revelasse, a discussão a que assistíamos não passava de uma expressão do inesperado conflito, com extensão nas mesas de dominó em que as peças estrepitavam sob uma tensão lúdica pouco frequente.

Puxamos pelo castellano e vencemos a estranheza e a reticência dos jogadores face à nossa aproximação de máquinas fotográficas em riste. Alguns dos jogadores põem-se à vontade a fazerem pouco de rivais com pontos fracos: “Fotografem aqui o gringo! Ele sempre quis ser modelo” atira um deles a gozar com o jogador do lado que esconde o carrilhão nas mãos e a face sob um chapéu acoboiado.

Deixamo-los por momentos. Investigarmos o mural em que surgem figuras dos Presidentes do Caribe e da América do Sul, pintado, em 1994, quando Miami foi sede de uma cimeira das Américas. Uma nova altercação, desta feita entre dois jogadores, volta a reclamar-nos a atenção e a do segurança que hesita entre intervir e ver no que dá.

Para lá do gradeamento do parque, a Calle Ocho ocupa as vidas dos residentes da Little Havana, nos dias que correm já não só cubanos apesar de estes continuarem a chegar. Também lhe pertencem agora nicaraguenses e hondurenhos, afro-americanos e uns 10% de brancos não hispânicos, vários deles donos de novos negócios numa das zonas mais desejadas de Miami.

Foram três os fins de dia que passámos em Little Havana, sobre ocasos suaves do Inverno morno e época seca de Miami, com o sol a desfazer-se num laranja quase comunista a Oeste do casario baixo e os neons simples a reclamarem as retinas dos forasteiros.

Do lado de lá do Domino Park, o Tower Theater brilha com elegância. Durante o fim dos anos 50 e 60, quando inúmeros refugiados cubanos chegavam a Miami e a Calle Ocho acolhia os recomeçares dos balseros e outros, os filmes projectados nas suas salas serviam de passatempo mas, mesmo que de uma forma inconsciente, de introdução ao modo de vida americano. Assim aconteceu durante quase 60 anos até que, em 1984, o cinema foi encerrado. Em 2002, a universidade estatal de Miami Dade assumiu os seus destinos. Desde então, passou a hospedar o Miami International Fim Festival. Nos dias que correm, a sala funciona como uma espécie de farol da multiculturalidade de Little Havana. Ostenta um visual de Medeia de Miami e exibe filmes afins produzidos um pouco por todo o mundo. Passa por ele o Walk of Fame local, que homenageia vedetas latinas do mundo do espectáculo, casos da dançarina cubana de salsa Célia Cruz e da cantora Glória Estefan.

O lusco-fusco entra em cena. Apressamo-nos a apreciar mais alguns dos murais da Calle Ocho, seus becos e ruas perpendiculares grafitados com a beleza de uma 8ª arte. Ficamos com sede. Entramos num pequeno bar-restaurante em que um quase velhote cubano janta ao balcão e alimenta uma conversa conveniente com a empregada que mais o seduzia, tudo no castelhano suave e musical do Caribe.

Sentamo-nos três cadeiras ao lado. Pedimos um smoothie e uma cerveza Hatuey, Cuban Style Ale mas produzida na Flórida como aconteceu com tudo o que é cubano por aqueles lados, após o doloroso virar de costas decretado pelo agravamento do embargo de 1962.

“Nós aqui só vendemos bebidas a quem também compra alimentos!” informa-nos a jovem empregada que logo regressa ao convívio com o cliente senior. “Mas isso é uma regra das autoridades de Miami ou é algo aqui do bar?” retorquimos ligeiramente indignados.

“Não, não! Esta, para variar, é só de cá do bar. O patrão lá tem as suas razões.” “Bom, sendo assim, vamos querer duas empanadas, daquelas ali. Já lá as vamos escolher.”

Recuperamos energias. Ao voltarmos à Calle Ocho, achamo-nos num cenário nocturno. Sem sabermos muito bem como, não tardamos a regressar ao âmbito cinematográfico.

À imagem de Cuba, a Little Havana não faz sentido sem as suas lojas, fábricas e salões de charutos. Fotografamos um deles, o “Art District Cigars” quando um cliente do lado de dentro da montra resolve meter-se connosco e animar as imagens. Volvidos alguns minutos, regressamos à loja fumarenta.  Sentado na companhia de um amigo numa mini-esplanada à porta, o mesmo atrevido aborda-nos.  Encaramo-lo e podíamos jurar que estávamos perante Samuel L. Jackson mas não nos queremos precipitar já que, pelo menos nos filmes em que entra, Jackson é um verdadeiro camaleão.

Estimulado por algum álcool e ávido de convívio e diversão, o homem puxa pelo charuto e pela conversa enquanto o amigo se mantém à defesa, intimidado pela cobertura mediática que antes nos vira dar ao estabelecimento.  

Até que surge Alberto, um terceiro compincha que vivera no Brasil, lá tinha amigos e fazia questão de praticar o português enferrujado. E Marco, o dono do estabelecimento. Todos se pareciam conhecer de há muito.

Por essa altura, o afro-americano com quem disparatávamos, apresentava-se mas foi interrompido pelo dono do lugar. “esperem, é agora que ele vos vai impingir um nome qualquer. Mas vocês não estão a ver quem ele é? Esta cara não vos diz nada? É o Samuel L. Jackson, rapazes!“

Ficamos estupefactos. Afinal, era mesmo? “Confrontado com a nossa dúvida, o até então, extrovertido e desenvergonhado alvo das atenções mostra-se atrapalhado. “Não, não sou nada! Ele é maluco.” Voltamos a examinar o seu perfil. Apuramos que, ou a vestia de propósito para passar despercebido, ou a roupa que trajava era demasiado clássica para o actor que deu vida a Jules, o gangster sempre cool de “Pulp Fiction”. Resolvemos deixar a conversa fluir mas a situação só se torna mais excêntrica. Passa um ciclista negro que nos parece inebriado. Começa por nos pedir uns dólares mas diversifica a abordagem e acaba por apurar que somos portugueses. “Portugueses, não acredito! Eu fui militar. Sabem que estive a lutar em Angola?!” “Isto é verdade?”, perguntamos ao grupo de amigos, nós cada vez mais assoberbados com tanta incerteza e surrealismo.

“É verdade que ele esteve numa data de sítios mas, se fosse a vocês, não lhe ligava muito. Ele farta-se de inventar.”

A acreditarmos nas suas anteriores palavras, o conselho vinha de Lionel McKoy, não de Samuel L. Jackson. E, a continuarmos a nele crer, também Lionel era um militar ou ex-militar. Tinha passado pelas Lajes num dia de muito vento que o fez impressionar-se ainda mais com o fim-do-mundo em que, a esforço, o avião em que seguia conseguira aterrar. O email que nos escreveu para mantermos contacto começava por ussmidwaycv41, o nome de um porta-aviões dos E.U.A.

Em 1962, durante a Crise dos Misseis, foram o cruzador USS Newport News e o USS Leary os navios bandeira do bloqueio naval imposto pelos E.U.A. com o objectivo de evitar a chegada de mais embarcações soviéticas carregadas de armamento nuclear para ser instalado em Cuba. Por essa altura, os Estados Unidos e a União Soviética conseguiram, em última instância, evitar uma guerra que poderia ter sido apocalíptica.

A 28 de Setembro de 1965, Fidel Castro anunciou que os cubanos que desejassem emigrar o poderiam fazer a começar em 10 de Outubro. Mais de um milhão e meio de cubanos se mudaram da sua ilha natal para os Estados Unidos. Quase um milhão vive, hoje, na Flórida, na sua maioria em Miami, cidade em que um terço da população tem origem cubana. A Little Havana que explorávamos é apenas o pequeno coração norte-americano de Cuba.

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.
Florida Keys, E.U.A.

A Alpondra Caribenha dos E.U.A.

Os Estados Unidos continentais parecem encerrar-se, a sul, na sua caprichosa península da Flórida. Não se ficam por aí. Mais de cem ilhas de coral, areia e mangal formam uma excêntrica extensão tropical que há muito seduz os veraneantes norte-americanos.
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Melbourne, Austrália

Uma Austrália "Asienada"

Capital cultural aussie, Melbourne também é frequentemente eleita a cidade com melhor qualidade de vida do Mundo. Quase um milhão de emigrantes orientais aproveitaram este acolhimento imaculado.
Little India, Singapura

Little Índia. A Singapura de Sari

São uns milhares de habitantes em vez dos 1.3 mil milhões da pátria-mãe mas não falta alma à Little India, um bairro da ínfima Singapura. Nem alma, nem cheiro a caril e música de Bollywood.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Caminhada Solitária, Deserto do Namibe, Sossusvlei, Namibia, acácia na base de duna
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Sossusvlei, Namíbia

O Namibe Sem Saída de Sossusvlei

Quando flui, o rio efémero Tsauchab serpenteia 150km, desde as montanhas de Naukluft. Chegado a Sossusvlei, perde-se num mar de montanhas de areia que disputam o céu. Os nativos e os colonos chamaram-lhe pântano sem retorno. Quem descobre estas paragens inverosímeis da Namíbia, pensa sempre em voltar.
hipopotamos, parque nacional chobe, botswana
Parques nacionais
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Chobe: um rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.
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Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
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Taos, E.U.A.

A América do Norte Ancestral de Taos

De viagem pelo Novo México, deslumbramo-nos com as duas versões de Taos, a da aldeola indígena de adobe do Taos Pueblo, uma das povoações dos E.U.A. habitadas há mais tempo e em contínuo. E a da Taos cidade que os conquistadores espanhóis legaram ao México, o México cedeu aos Estados Unidos e que uma comunidade criativa de descendentes de nativos e artistas migrados aprimoram e continuam a louvar.
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Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
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Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.
Graffiti deusa creepy, Haight Ashbury, Sao Francisco, EUA, Estados Unidos America
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The Haight, São Francisco, E.U.A.

Órfãos do Verão do Amor

O inconformismo e a criatividade ainda estão presentes no antigo bairro Flower Power. Mas, quase 50 anos depois, a geração hippie deu lugar a uma juventude sem-abrigo, descontrolada e até agressiva.
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Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Uzbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.
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arbitro de combate, luta de galos, filipinas
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O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
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Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

À boleia do mar
Natureza
Maui, Havai

Divino Havai

Maui é um antigo chefe e herói do imaginário religioso e tradicional havaiano. Na mitologia deste arquipélago, o semi-deus laça o sol, levanta o céu e leva a cabo uma série de outras proezas em favor dos humanos. A ilha sua homónima, que os nativos creem ter criado no Pacífico do Norte, é ela própria prodigiosa.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Sombras Quentes
Parques Naturais

Grand Canyon, E.U.A.

América do Norte Abismal

O rio Colorado e tributários começaram a fluir no planalto homónimo há 17 milhões de anos e expuseram metade do passado geológico da Terra. Também esculpiram uma das suas mais deslumbrantes entranhas.

Ao fim da tarde
Património Mundial UNESCO
Ilha de Moçambique, Moçambique  

A Ilha de Ali Musa Bin Bique. Perdão, de Moçambique

Com a chegada de Vasco da Gama ao extremo sudeste de África, os portugueses tomaram uma ilha antes governada por um emir árabe a quem acabaram por adulterar o nome. O emir perdeu o território e o cargo. Moçambique - o nome moldado - perdura na ilha resplandecente em que tudo começou e também baptizou a nação que a colonização lusa acabou por formar.
aggie grey, Samoa, pacífico do Sul, Marlon Brando Fale
Personagens
Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.
Sol nascente nos olhos
Praias

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Camponesa, Majuli, Assam, India
Religião
Majuli, Índia

Uma Ilha em Contagem Decrescente

Majuli é a maior ilha fluvial da Índia e seria ainda uma das maiores à face da Terra não fosse a erosão do rio Bramaputra que há séculos a faz diminuir. Se, como se teme, ficar submersa dentro de vinte anos, mais que uma ilha, desaparecerá um reduto cultural e paisagístico realmente místico do Subcontinente.
A Toy Train story
Sobre carris
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
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Sociedade
Papeete, Polinésia Francesa

O Terceiro Sexo do Taiti

Herdeiros da cultura ancestral da Polinésia, os mahu preservam um papel incomum na sociedade. Perdidos algures entre os dois géneros, estes homens-mulher continuam a lutar pelo sentido das suas vidas.
Visitantes nas ruínas de Talisay, ilha de Negros, Filipinas
Vida Quotidiana
Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.
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Géiseres El Tatio – Entre o Gelo e o Calor do Atacama

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio, no Deserto de Atacama surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4200 m de altitude. Os seus géiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.