Juneau, Alasca

Na Capital Diminuta do Grande Norte


Caçada com Bolhas

Baleias-de-bossa levam a cabo atacam um cardume em grupo.

Braço de Mar

O canal alasquense de Gastineau em que se abrigou a capital do estado.

Red Dog Saloon

Clientes convivem no Red Dog Saloon, um bar-restaurante histórico e emblemático de Juneau.

Ponto de Encontro

Hidroavião desliza para a doca de Juneau, após amarar no canal Gastineau.

Passeio Apertado

Transeuntes cruzam-se numa rua comercial repleta de joalharias de Juneau.

Glaciar Mendenhall

Vista lateral do glaciar de Mendenhall, um dos originados pelo fluxo do campo de gelo de Juneau.

Das Montanhas ao Mar

Vista aérea do glaciar de Mendenhall, nas imediações da cidade.

Mount Roberts Tramway

Cabine de teleférico vence a encosta íngreme do Mount Roberts, já muito acima do Canal de Gastineau.

Trilho escavado

Montanhista percorrem uma fenda baixa sobre o glaciar de Mendenhall.

Lago & Glaciar Mendenhall

Vista do glaciar Mendenhall do lado de cá do lago homónimo a que dá origem.

Legado Ortodoxo

Capela ortodoxa comprova o passado russo do Alasca, também em Juneau.

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta cidade ínfima que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.

Há sempre lugar para mais um barco no Sudeste do Alasca. Isolada entre o oceano Pacífico e a imensidão da Columbia Britânica, a região surge  fragmentada por incontáveis canais e fiordes a partir dos quais se elevam as Coast Mountains, uma cordilheira litoral junto à Tongass, uma das  maiores florestas dos Estados Unidos. Esta natureza rude inviabiliza a construção de vias e, com excepção de Skagway, Hyder e Haines, as povoações locais continuam desprovidas de uma ligação rodoviária ao exterior. A via de eleição é, desta forma, o Alasca Marine Highway, uma espécie de auto-estrada marítima que tem início no longínquo porto aleuta de Unalasca/Dutch Harbour e percorre a passagem interior do «cabo de frigideira» até Bellingham ou Prince Rupert, a norte de Vancouver.

Depressa nos tornamos seus passageiros frequentes. Numa de várias viagens marinhas, embarcamos em Skagway no M/V Malaspina, com destino à capital.

Durante o Inverno, praticamente não chegam turistas e Juneau vive uma vida genuína. Os legisladores do estado entretêm-se aqui com os seus lobbies e confrontos políticos. Encontram-se, diariamente para trabalhar no Capitólio e no City Hall. Depois, por falta de espaço e de oferta, confraternizam juntos nas escassas ruas, restaurantes e bares da cidade.

De 2006 a 2009, a protagonista deste círculo foi a governadora republicana Sarah Palin. Nascida no Idaho, mudou-se com a família para o Alasca ainda muito nova e não demorou a afeiçoar-se ao estado e a Juneau onde tem uma mansão à beira da estrada pouco protegida e quase nunca habita, em detrimento da original, em Wasilla.

Mas a Republicana não se afeiçoou tanto como era de esperar. Vinte e dois anos depois de ter ficado em terceiro lugar no concurso Miss Alasca, e apenas alguns dias após ter tomado posse, Palin irritou os habitantes de Juneau ao dizer aos seus commissioners que não tinham que se mudar para a capital. A verdade é que poucos são os políticos a quem agrada a perspectiva de ficarem sitiados na capital-miniatura, condenados por uma meteorologia lúgubre e horas a fio em frente ao televisor, mas a sinceridade da governadora pecou por excesso.

Em Agosto de 2008, Sarah Palin deixou a capital do estado para fortalecer a candidatura de John McCain à Casa Branca. O resultado não foi o esperado pelos Republicanos e o objectivo da eleição presidencial gorou-se. Desde então, interessada em voos mais altos, a senhora pouco se dedicou politicamente ao Alasca. 

Mas o Verão sempre trouxe mudanças ao município. «É isto??» perguntam vezes sem conta os recém-desembarcados dos cruzeiros estivais. Juneau tem o condão de deixar incrédulos muitos dos compatriotas do Lower 48, a quem a sua dimensão exígua parece brincadeira. Sobretudo quando várias companhias de navegação estão presentes com vários dos seus enormes cruzeiros parte da cidade fica «entalada» entre as embarcações monstruosas e as lojas na base do Monte Juneau. O aperto gera o mesmo estímulo consumista que rege Skagway, mas sufoca a cidade.

Os visitantes com vistas largas e carteiras recheadas monopolizam as poucas fugas possíveis. Dos confins da S Franklin Street, um teleférico ascende ao cume do Mount Roberts, de onde desvendamos, em formato panorâmico, o casario da cidade e os paquetes contíguos. Entre a floresta densa, vê-se também o longo canal de Gastineau, transformado numa pista de aviação concorrida, tal a quantidade de hidroaviões a descolar para sobrevoar outros cenários das redondezas: montanhas nevadas, lagos, o glaciar Mendenhall e o vasto campo de gelo de que desliza. Estes últimos destacam-se como as grandes atracções naturais da região e, durante o Verão, quase não têm descanso. Sempre que a meteorologia o permite, elevam-se do aeroporto da capital helicópteros atrás de helicópteros com destino ao domínio gelado do Juneau Ice Field.

Mas não é só na rota dos visitantes estivais que Juneau se encontra. Quando os meses mais quentes se aproximam, enormes colónias de baleias de bossa e de outras espécies migram de águas mais quentes como aquelas em redor do arquipélago havaiano. Em cerca de 30 dias, percorrem quase 5000 kms para atingirem o mar frígido e repleto de krill em redor de Juneau. Com outro menu marinho em mente, seguem-nas também centenas de orcas.

Como seria de esperar, o seu avistamento tornou-se numa das actividades mais populares da região e, ao contrário do que se passa noutros lugares tão ou mais remotos, é simples e quase garantido. Percorremos toda a margem o Canal de Gastineau, passamos o glaciar de Mendenhall e a baía em diante. Embarcamos numa marina movimentada nas imediações do Lago Auke e zarpamos para as águas já desafogadas da Auke Bay. Estamos absolutamente de rastos devido a repetidas viagens nocturnas desconfortáveis mas mal temos tempo para nos lamentarmos. 

Com poucos minutos de navegação, estamos lado a lado com um bando oportunista de orcas. Pouco depois, detectamos caudas de outros destes mamíferos a afundar-se lentamente e, quando já começamos a ficar mal habituados, somos prendados com o espectáculo mor. Um grupo de baleias-de-bossa posiciona-se num quase círculo. Num ápice, produzem em redor de si as enormes bolhas que desorientam e forçam um grande número de peixes do cardume alvo a emergir. Uma vez que os peixes se encontram próximo da superfície, são as próprias baleias que emergem com as enormes bocas escancaradas, ávidas por engolirem o maior número possível de peixes e acossadas por dezenas de gaivotas famintas e destemidas. Os passageiros, meio incrédulos, rejubilam com o imediatismo daquele fenómeno, na maior parte dos casos, só aflorado em documentários televisivos.

Com os clientes satisfeitos e o tempo programado a esgotar-se, a tripulação faz o barco regressar à doca. Dali, somos levados para um almoço-piquenique de confraternização internacional.

O salmão fresco e a root beer combinavam bem no fresco concedido pela floresta de encosta em que nos encontrávamos. Mas, não tarda a sentar-se a nossa mesa um casal norte-americano chauvinista que se apressa a provocar-nos alguma indisposição. “Portugueses? Não temos muitos lá no Texas. E já decidiram em que parte dos Estados Unidos é que vão querer ficar a viver?”, pergunta-nos o marido gordalhufo e avermelhado como se mais nada, no resto do mundo, pudesse alguma vez interessar.

Abreviamos a refeição e regressamos à marginal sempre ocupada de Juneau. Faz um calor incomum para estas latitudes e só nos agasalhamos após o pôr-do-sol. Nesse, dia, por essa hora, rendemo-nos à curiosidade. Mortos por uma cerveja Alaskan Amber que já não bebíamos desde Skagway, damos entrada no Red Dog Saloon, um bar, hoje, por muitos considerado de mau gosto mas famoso inaugurado nos tempos da febre do ouro alasquense. O estabelecimento aparentemente emblemático mantém a velha fórmula da música ao vivo, hoje actualizada por DJs entertainers que, ainda ao piano mas apetrechados de muita mais tecnologia e um enorme frasco com Viagra escrito para as gorjetas, levam os espectadores sempre interventivos ao êxtase.  

“Alguém daqui é de New Orleans?”, pergunta o músico branco e careca à multidão entregue a refeições caseiras mas nem por isso saudáveis. Vou tirar o boné e já vêm porque ganhei o concurso de sósias do Louis Armstrong. Agarra numa espécie língua da sogra carnavalesca, enrouquece a voz o mais que pode e dá início a uma espécie de recital eufórico de Blues.

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.

Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum. 

Maldivas

De Atol em Atol

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.

Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Glaciares

Planeta Azul-Gelado

Formam-se nas grandes latitudes e/ou altitudes. No Alasca ou na Nova Zelândia, na Argentina ou no Chile, os rios de gelo são sempre visões impressionantes de uma Terra tão frígida quanto inóspita.

Sitka, Alasca

Memórias de Uma América que Já foi Russa

134 anos após o início da colonização, o czar Alexandre II teve que vender parte do actual 49º estado dos EUA. Em Sitka, encontramos heranças desses colonos e dos nativos que os combateram.

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Prince William Sound, Alasca

Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Valdez, Alasca

Na Rota do Ouro Negro

Em 1989, o petroleiro Exxon Valdez provocou um enorme desastre ambientai. A embarcação deixou de sulcar os mares mas a cidade vitimada que lhe deu o nome continua no rumo do crude do oceano Árctico.

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Seydisfjordur
Arquitectura & Design

Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando a frota pesqueira de Seydisfjordur foi comprada por armadores de Reiquejavique, a povoação teve que se adaptar. Hoje captura discípulos de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.

Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Tédio terreno
Cerimónias e Festividades
Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.
Radical 24h por dia
Cidades

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Vendedores de Tsukiji
Comida

Tóquio, Japão

No Reino do Sashimi

Num ano apenas, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Uma parte considerável é processada e vendida por 65 mil habitantes de Tóquio no maior mercado piscícola do mundo.

Transbordo
Cultura

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Mural Espacial
Em Viagem

Wycliffe Wells, Austrália

Os Ficheiros Pouco Secretos de Wycliffe Wells

Há décadas que os moradores, peritos de ovnilogia e visitantes testemunham avistamentos em redor de Wycliff Wells. Aqui, Roswell nunca serviu de exemplo e cada novo fenómeno é comunicado ao mundo.

Étnico
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Um outro templo
História
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
Àgua doce
Ilhas

Maurícias

Uma Míni-Índia nos Fundos do Índico

No século XIX, franceses e britânicos disputaram um arquipélago a leste de Madagáscar antes descoberto pelos portugueses. Os britânicos triunfaram, re-colonizaram as ilhas com cortadores de cana-de-açúcar do subcontinente e ambos admitiram a língua, lei e modos francófonos precedentes. Desta mixagem, surgiu a exótica Maurícia.    

Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Las Cuevas
Natureza

Mendoza, Argentina

De Um Lado ao Outro dos Andes

Saída da Mendoza cidade, a ruta N7 perde-se em vinhedos, eleva-se ao sopé do Monte Aconcágua e cruza os Andes até ao Chile. Poucos trechos transfronteiriços revelam a imponência desta ascensão forçada

Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Mini-snorkeling
Parques Naturais

Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso a “A Praia”

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.

Santuário sobre a floresta II
Património Mundial Unesco

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Espantoso
Praia

Ambergris Caye, Belize

O Recreio do Belize

Madonna cantou-a como La Isla Bonita e reforçou o mote. Hoje, nem os furacões nem as disputas políticas desencorajam os veraneantes VIPs e endinheirados de se divertirem neste refúgio tropical.

Wall like an Egyptian
Religião
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
Sociedade
Militares

Defensores das Suas Pátrias

Detectamo-los por todo o lado, mesmo em tempos de paz. A maior parte dos que encontramos a postos, nas cidades, cumpre apenas missões rotineiras que requerem, acima de tudo, rigor e paciência.
O projeccionista
Vida Quotidiana

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Brincadeira ao ocaso
Vida Selvagem
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.