Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente


Shin Marunouchi life
Transeuntes num cruzamento complexo em frente ao edifício garrido Shin Marunouchi.
Tóquio sem fim
Vista do casario infindável e elevado de Tóquio, dourado pela luz urbana.
Lost in the Crowd
Multidão cruza-se no cruzamento de Shibuya tornado ainda mais famoso pelo filme "Lost in Translation" de Sophia Coppola.
Salarymen vs hosutos
Salarymen (executivos de empresas) passam junto a um hosuto club repleto de imagens de hosts. Muitos destes hosutos ganharão facilmente mais que eles.
Um refúgio da pressão
Salarymen, conviven num recanto de um bar de rua protegido do vento e da chuva.
Jantar a 500 ienes
Cliente deixa um restaurante de noodles e outras especialidades de baixo custo.
Brinde ao passado
Poster de antiquário à entrada de um bar sinalizado com balão de papel iluminado.
Novidades ou contas ?
Morador de Tóquio abre a sua caixa de correio ou apartado.
Catálogo de hosutos
A entrada de um hosuto club, decorada com as imagens dos hosutos (hosts) disponíveis.
Milk tea para 2
Maid moe Macaro e um amigo aquecem-se a beber milk tea junto a uma das incontáveis máquinas de bebidas de Tóquio.
Mãos para tudo
Ciclista faz-se a uma passadeira numa noite chuvosa de Tóquio.
Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.

Procuramos um Maid Café do distrito de Akihabara quando, nas traseiras sombrias de um bloco de prédios, reparamos na silhueta de um casal junto a uma das incontáveis máquinas de bebidas da cidade. Sem pressas, ainda meio perdidos na excêntrica vida nocturna de Tóquio, aproximamo-nos deles com o pretexto válido de usarmos o dispositivo.

Faz um frio de rachar. Sabemos que as máquinas nos dispensam, num ápice, contra uma centena de ienes, um milk tea aquecido e revigorante. Pedimos desculpa por perturbarmos o seu convívio e abordamo-los. Vestida de maid, Macaro prenda-nos com um sorriso tão rasgado como os seus olhos de Lolita inebriada.

Pausa para milk tea, Tóquio

Maid moe Macaro e um amigo aquecem-se a beber milk tea junto a uma das incontáveis máquinas de bebidas de Tóquio.

Enfiado num gorro de picachu que lhe cobre o cabelo alaranjado, com os lábios trespassados por piercings, o amigo, esforça-se por rir. Também o duo se aquecia, tudo indicava num curto intervalo ou fuga dos afazeres do estabelecimento que buscávamos, ou de outro do género.

Três ou quatro perguntas depois, confirmamos que não falam palavra de inglês. Tentar nipónico ou qualquer outro idioma estava fora de questão. Em vez, brindamos com eles quase em surdina, fotografamo-los, interpretamos os seus gestos de que o café em que trabalhava(m) estava ali ao lado e despedimo-nos.

Dobramos a esquina. Identificamos um letreiro com um grafismo que não deixava lugar a dúvidas. Subimos a escadaria estreita.

No cimo, outra “empregada” vestida com tanta cor quanto Macaro, quase se desfaz em boas-vindas: “Okaerinasaimase, goshujinsama!” grita com uma das vozes mais agudas e infantis que alguma vez ouvimos, para logo nos instalar num recanto abonecado e decorado em estilo “Candy Candy” do estabelecimento.

Pedimos chá. Enquanto o beberricamos, apreciamos a intrigante servilidade e graciosidade de desenho animado com que as empregadas de mesa atendem e mimam os clientes.

Pormenor de restaurante de Shibuya, Tóquio, Japão

Salarymen (executivos de empresas) passam junto a um “hosuto club” repleto de imagens de hosts. Muitos destes hosutos ganharão facilmente mais que os salaryman.

A Tara rentável dos Maid Cafes e Cuddle Cafes

Na origem, os Maid Cafes surgiram como satisfação comercial da tara nipónica masculina otaku, que é como dizer dos fans de anime, manga e afins com fetiches particulares pelas maid moe, raparigas jovens, inocentes mas atraentes, ainda mais nos seus trajes afrancesados encolhidos, repletos de rendas e folhos típicos das empregadas gaulesas de outros tempos.

Nos maid cafes mais atenciosos, as empregadas chegam a dar comida à boca dos clientes, a limpar-lhes os ouvidos e a dar-lhes massagens sobre a roupa. Também os entretêm com jogos infantis, de tabuleiro, à sardinha etc..

Conscientes da tara de muitos clientes, os estabelecimentos regem-se por uma série de princípios éticos rígidos: não é permitido fotografar ou tocar as maids de forma abusiva. Não é tolerado aos clientes pedir-lhes os contactos ou persegui-las, entre outras restrições.

Outros Estabelecimentos Menos Aconchegantes

De há algum tempo para cá, os maid cafés como que abriram portas a uma panóplia de cafés e restaurantes concorrentes fora da caixa. São uma variante em tudo distinta são os prolíficos restaurantes, cafés e clubes nocturnos “robot” em que estes protagonistas automatizados de metal servem as refeições ou dançam, exibem coreografias e animam a vida nocturna barulhenta.

Alguns, em discotecas apocalípticas inspiradas na “Guerra das Estrelas”; outros, em que os robôs de serviço são femininos, algures entre mulheres de verdade e maid moes.

Em simultâneo, têm surgido variantes quase inimagináveis destas excêntricas variantes: restaurantes Ninja, um café Alice no País das Maravilhas, bares masmorras e o Yurei Izakaia, um bar-restaurante com atmosfera arrepiante de género comboio-fantasma.

Mais uma volta na cena noctívaga da megalópole e regressamos ao âmbito da carência afectiva e da incontornável suplementação feminina. Lá damos com os Cuddle Cafés, em que, ao invés do sucedido nos Maid Cafes, os clientes pagam para dormir com as raparigas, mas não do modo que a sociedade se apressou a convencionar com o termo.

Pagam, sim, para se aninharem em conchinha com jovens donzelas “residentes”, para delas receberem os afectos de que carecem nas suas vidas escravas dos PCs e alienadas de tudo e de todos.

Os Cuddle Cafes são, na prática, uma espécie de versão ternurenta e asséptica do que se passa nos Red Light Districts de Kabukicho e Shinjuku. Ali, mulheres kaba kuras kurabu (contracção de Cabaret Club, com pouco que ver com as gueixas sobreviventes de Quioto) e homens hosuto kurabu (contração de hosts de clubs) entretêm clientes contra pagamento, em boa parte dos lugares, com sexo envolvido.

Hosutos, os incontáveis hosts de Tóquio

As imagens dos hosutos surgem disseminadas por toda a cidade, não só nas imediações dos clubes em que trabalham. Os para cima de duzentos estabelecimentos que exploram o seu charme e dotes sedutores geram rios de dinheiro. E gastam-nos a divulgarem estes seus chamarizes andróginos em espaços publicitários retro-iluminados dispendiosos que reservam em localizações fulcrais, com habitantes e transeuntes abastados.

Salarymen passam por um hosuto club, em Tóquio, Japão

Salarymen (executivos de empresas) passam junto a um hosuto club repleto de imagens de hosts. Muitos destes hosutos ganharão facilmente mais que eles.

Roland é considerado o hosatu Top da cidade. Trabalha para o Club Platina de Kabukicho onde, rezam as crónicas que, em 2017, durante o seu aniversário, clientes femininas gastaram com ele dez milhões de ienes (77.500€) em apenas três horas.

Num mês normal, este hosuto aufere 370.000€. Para consolidar o seu estatuto, gastou já 80.000€ em ajustes plásticos à sua face. E despende 1600€ mensais para a manter imaculada.

Mas as Maid Moes, as kubakuras, os hosuto kurabu e Roland são apenas alguns dos inúmeros passatempos nocturnos da capital nipónica.

Com os seus quase 15 milhões de habitantes, Tóquio tem de tudo um pouco, de pousos recatados aos antros mais fumarentos e barulhentos da Ásia.

Incluem-se, há já muito, na primeira classe, as casas de internet, de videojogos 24/7 e de Pachinko. A quantidade de info e vídeoadictos tornou-se tal, que proliferam estes estabelecimentos que os acolhem noite fora, no conforto de boas poltronas, à frente de ecrãs e auscultadores topo de gama, se for caso disso, durante o sono.

Confrontados com os preços assustadores das dormidas na cidade, a determinada altura, os forasteiros de visita começaram também eles a dormir nestes Internet Cafés almofadados e artilhados. Até que os argutos empresários locais detectaram a oportunidade e lançaram os claustrofóbicos hotéis cápsula.

Cruzamento movimentado de Tóquio, Japão

Transeuntes num cruzamento complexo em frente ao edifício garrido Shin Marunouchi.

A Noite Nipónica de todas as Vidas

Mas nem sempre os moradores de Tóquio conseguem prever onde aterram para noite. À imagem de quem quer passe mais que uns dias na cidade, não demoramos a constatar a realidade das saídas devastadoras de outros dos seus badalados escravos, os laborais.

É famosa a abnegação socialmente forçada dos japoneses para com o trabalho. E só um pouco menos notória – não estamos certos de que quanto ainda prevalecente – a realidade dos subalternos que, por extensão dessa pressão, se veem obrigados a sair às sextas-feiras à noite com os superiores das suas empresas e de os acompanharem em desventuras nocturnas encharcadas em sakê, whisky ou afins.

A verdade é que, tenham-se eles enfrascado com os chefes, na companhia de colegas ou sós, chegado o fim-de-semana, encontramos sempre inúmeros desses sararymen enfiados nos seus fatos executivos negros, a caminharem aos esses ou já a dormir onde o destino os fez aterrar.

Noutras partes, esteja o céu estrelado, caia chuva ou neve, o convívio faz-se ao ar livre, em grupos bem mais naturais e saudáveis. Durante várias das longas caminhadas que fazemos por Tóquio reparamos no oportunismo dos barzinhos-restaurante que se encaixam nas laterais das passagens sob os viadutos ferroviários.

Restaurante debaixo de ponte, Tóquio, Japão

Restaurante de rua fumarento protegido dos elementos numa passagem debaixo de uma linha de comboio urbana.

Atravessamos algumas delas vezes sem conta, fascinados com as atmosferas fumarentas e festivas de santos populares nipónicos conferidas pelos letreiros coloridos e pelos balões de papel vermelhos.

Nessas arcadas arredondadas e convenientes, são grelhados non stop petiscos sobre o carvão servidos a preços comedidos, acompanhados com muita conversa, cerveja e, claro está, mais sakê. Nem os deslizares recorrentes e infernizantes dos comboios por cima dos festins  fazem desanimar os convivas.

Famoso cruzamento de Shibuya, Tóquio, Japão

Multidão cruza-se no cruzamento de Shibuya tornado ainda mais famoso pelo filme “Lost in Translation” de Sophia Coppola.

Shibuya, Roppongi, Ginza: cada bairro, sua Vida Nocturna de Tóquio

Os comboios também passam nas imediações de Roppongi e de Shibuya. Aí, o ambiente é, no entanto, outro. Durante os anos posteriores à 2ª Guerra Mundial, Roppongi tornou-se um dos poisos predilectos dos militares aliados.

Desde então, por razões adicionais que só a razão conhece, o bairro mantém-se um dos favoritos dos gaijin, assim chamam os japoneses aos expatriados e visitantes.

Há muito que o bairro concentra boa parte dos clubes nocturnos da cidade e tem a reputação de uma das suas vidas nocturnas mais animadas. Sobretudo pela moda rap e hip-hop que foi importada dos E.U.A. no fim dos anos 80, aparentemente para ficar. Sobretudo em Roppongi, também em Shibuya e em Shinjuku proliferam os protagonistas afro da vida nocturna.

São tantos os DJs, rappers, performers e dançarinos pagos a peso de ouro para exibirem os seus dotes como outros que constataram a mina que ali estava e se instalaram de armas e bagagens. Possuem agora os seus próprios Clubs.

Prédios dourados de Tóquio, Japão

Vista do casario infindável e elevado de Tóquio, dourado pela luz urbana.

Controlam pequenos exércitos de colaboradores igualmente afros e imigrados, touts (angariadores) que percorrem os distritos circundantes a distribuir panfletos que anunciam Nights e Ladiesnights especiais, e que, mais em cima desses eventos, patrulham as zonas em redor a atrairem transeuntes sem rumo.

Nas nossas deambulações pelas ruelas frenéticas de Shibuya, cruzamo-nos com eles e recusamos – ou então recebemos – os folhetos que impingem.

É impossível falhá-los. Além do tom desfasado de pele, têm quase o dobro da altura e volume dos japoneses. Usam roupas garridas, bling bling a condizer e ostentam um à vontade quase soberbo de ídolos das massas teenager nipónicas.

Ginza, um Bairro à Parte

O distrito de Ginza, forma um mundo com pouco que ver com este. Durante o dia, acolhe as lojas mais conceituadas e caras de Tóquio e uma das maiores concentrações de marcas de luxo à face da Terra. Pouco depois do sol assentar, converte-se na zona de entretenimento Premium da cidade.

Ao contrário de outras, não atrai, todavia, uma multidão de rua irrequieta. Os seus estabelecimentos surgem fora da vista, nos andares superiores das enormes lojas e centro comerciais.

Lá estão ocultados os melhores restaurantes de Sushi japoneses. E outros com culinárias distintas mas o mesmo tipo de serviço requintado e multimilionário. Lá estão também os melhores bares-chic e clube nocturnos opulentos e sofisticados.

Poster à entrada de um bar, Tóquio, Japão

Poster de antiquário à entrada de um bar sinalizado com balão de papel iluminado.

Por mais voltas que o mundo tenha dado na última década, o Japão permanece uma das suas quatro mais poderosas economias.

Com 15 milhões de moradores e, em redor, quase 130 milhões de japoneses ávidos por se divertirem a gastar, Tóquio mal tem tempo para respirar. Quanto mais para dormir.

Mais informações sobre Tóquio no site da JNTO – Japan National Tourism Organization.

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Okinawa, Japão

Danças de Ryukyu: têm séculos. Não têm grandes pressas.

O reino Ryukyu prosperou até ao século XIX como entreposto comercial da China e do Japão. Da estética cultural desenvolvida pela sua aristocracia cortesã contaram-se vários estilos de dança vagarosa.

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Nara, Japão

O Berço Colossal do Budismo Nipónico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.

Takayama, Japão

Entre o Passado Nipónico e a Modernidade Japonesa

Em três das suas ruas, Takayama retém uma arquitectura tradicional de madeira e concentra velhas lojas e produtoras de saquê. Em redor, aproxima-se dos 100.000 habitantes e rende-se à modernidade.

Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol

Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao "A"

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.

Magome-Tsumago, Japão

O Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o shogun Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é frequentemente invadido por uma turba ansiosa por evasão.

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Tóquio, Japão

O Vídeo-Vício Que Deprime o Japão

Começou como um brinquedo mas a apetência nipónica pelo lucro depressa transformou o pachinko numa obsessão nacional. Hoje, são 30 milhões os japoneses rendidos a estas máquinas de jogo alienantes.

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Praia soleada
Arquitectura & Design

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Pleno Dog Mushing
Aventura

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Cerimónias e Festividades
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
Manobras a cores
Cidades

Seul, Coreia do Sul

Um Vislumbre da Coreia Medieval

O Palácio de Gyeongbokgung resiste protegido por guardiães em trajes sedosos. Em conjunto, formam um símbolo da identidade sul-coreana. Sem o esperarmos, acabamos por nos ver na era imperial destas paragens asiáticas. 

Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Debate ao molho
Cultura

Lhasa, Tibete

O Mosteiro da Sagrada Discussão

Em poucos lugares do mundo se usa um dialecto com tanta veemência como no mosteiro de Sera. Ali, centenas de monges travam, em tibetano, debates intensos e estridentes sobre os ensinamentos de Buda.

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Desporto
Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
Pórtico de entrada em Ellikkalla, Uzbequistão
Em Viagem
Usbequistão

Viagem Pelo Pseudo-Alcatrão do Usbequistão

Os séculos passaram. As velhas e degradadas estradas soviéticas sulcam os desertos e oásis antes atravessados pelas caravanas da Rota da Seda. Sujeitos ao seu jugo durante uma semana, vivemos cada paragem e incursão nos lugares e cenários usbeques como recompensas rodoviárias históricas.
Músicos de etnia karanga jnunto às ruínas de Grande Zimbabwe, Zimbabwe
Étnico
Grande Zimbabué

Grande Zimbabwe, Pequena Dança Bira

Nativos de etnia Karanga da aldeia KwaNemamwa exibem as danças tradicionais Bira aos visitantes privilegiados das ruínas do Grande Zimbabwe. o lugar mais emblemático do Zimbabwe, aquele que, decretada a independência da Rodésia colonial, inspirou o nome da nova e problemática nação.  
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Homem em caique no Lago Saint Clair, Tasmânia, Austrália
História
À Descoberta de Tassie, 2ª Parte, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.
Solovestsky Outonal
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Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag cruel. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.

Praia Islandesa
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O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

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A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

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Natureza
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O Atalho Egípcio para Marte

Numa altura em que a conquista do vizinho do sistema solar se tornou uma obsessão, uma secção do leste do Deserto do Sahara abriga um vasto cenário afim. Em vez dos 150 a 300 dias que se calculam necessários para atingir Marte, descolamos do Cairo e, em pouco mais de três horas, damos os primeiros passos no Oásis de Bahariya. Em redor, quase tudo nos faz sentir sobre o ansiado Planeta Vermelho.
Aposentos dourados
Outono

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Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Épico Western
Parques Naturais

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Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

Uma Busca solitária
Património Mundial UNESCO

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À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.

Verificação da correspondência
Personagens

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Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

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Bazaruto, Moçambique

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A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
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Religião
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Sob as Cúpulas da Alma Russa

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Sobre carris
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Uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.
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O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
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Vida Quotidiana

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Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

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Vida Selvagem
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A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.