Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo


Recta Final

Disputa dos últimos metros de um circuito desenhado sobre o gelo do lago Inari.

Caixa de Partida

Jóquei alinha-se com a sua rena encaixotada para a partida eminente de mais uma corrida.

À força

Dois donos agarram uma rena para lhe apertarem um arreio.

Galope Furioso

Jóqueis e renas arrancam após o tiro de partida.

Raposinho

Dono de renas vestido com peles de raposa.

A reboque

Proprietários e tratadores puxam as suas renas para as meterem nas boxes de partida.

Últimos preparativos

Jóqueis fazem os últimos preparativos antes da chegada das renas.

Corrida Disputada

Competidores lado a lado no interior da pista delimitada por hastes secas.

Mulher do Extremo-norte

Mulher sami, junto às renas competidoras, vestida para o frio da Lapónia finlandesa.

Renas transviadas

Renas libertadas devido à queda dos jockeys correm pela superfície gelada do lago Inari.

Trono motorizado

O grande vencedor da prova em cima da sua mota de neve.

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

“Como é possível conduzires a uma velocidade destas numa estrada completamente gelada? Estes pneus com espigões foram uma invenção mesmo especial não foram, Timo, mas e se aparece alguma rena?”

“Já percebi que vão com medo aí atrás. Pronto OK, vou mais devagar mas não se preocupem que esta é uma área protegida”. Não percebemos de imediato a que se refere o dono do hotel Korpikartano mas aproximamo-nos de uma misturadora de cimento que roda sem parar e faz girar bandeiras vermelhas a ela presas. O anfitrião passa a explicar. “A estrada não está em obras. Há uns tempos, alguém se lembrou de criar aquela geringonça e percebeu que dava um óptimo dispositivo anti-renas. Elas ouvem o ruído das pedras lá dentro e fogem de imediato para o interior da floresta. São animais muito particulares, as renas. Mas já ficam a saber mais sobre elas. Estamos quase lá!”

Tínhamos deixado Menesjarvi havia meia-hora e já seguíamos ao longo do maior lago da Lapónia, o de Inari, em cujas margens se situa a mais importante povoação Sami. Passamos a igreja em forma de A, o novo parlamento e todo o pequeno centro da pequena cidade. Timo corta para o reduto da Inari Village e, mal deixamos para trás as suas cabanas vermelhas, damos com um parque de estacionamento improvisado.

“Bom, é aqui que vos deixo”, informa-nos. “O recinto fica mais para a frente. Divirtam-se!”.

Avançamos entre as centenas de veículos distribuídos sobre a superfície gelada do lago que se estende por 80 por 50 km, com cerca de 3.300 km de costa e abriga 3000 ilhas, algumas delas sagradas para os indígenas.

Ainda é cedo. O céu azul contrasta com o branco predominante e o sol dá o seu melhor mas, em pleno Inverno árctico, a temperatura ronda os -19º. Tendo em conta os registos dos dias anteriores e a ausência total de nuvens, não esperamos que o dia aqueça por aí além.

De acordo com a meteorologia, a pequena feira de bancas e rulotes que se instalou no recinto vende um pouco de tudo para o frio: enormes gorros de pele de animais ou lã, fatos coloridos,  meias, camuflados e armadilhas de caça, comida gorda e hiper-calórica ou o simples café preto a ferver.

Exploramos as bancas com uma curiosidade mediterrânica entre uma multidão crescente de finlandeses do norte, em grande parte sami, alguns nos seus trajes folclóricos, outros com roupas convencionais mas todos com peles, olhos e cabelos muito claros e bochechas ruborescidas. 

Atrás desta feira, encontramos a zona das renas. Agrupam-se, ali, dezenas de espécimes numerados, presos a uma floresta de postes que contornam assustados pela passagem dos humanos e inquietos com o seu destino.

A Porokuninkuusajot (Kings Cup) é a grande final, a prova do ano. Apesar da categoria superior do evento, dão-nos acesso permanente ao recinto dos animais, como a outros estrangeiros curiosos que os perscrutam com falsos olhares veterinários e tentam perceber os cuidados e procedimentos ministrados pelos jóqueis, donos e tratadores. 

Entretanto, a multidão dá origem a uma assistência respeitadora alinhada ao longo de uma corda baixa. Do lado oposto, ficam todos os intervenientes na competição. As renas são animais caprichosos e medrosos. Para que  o seu desempenho não possa ser prejudicado pelo público, não há quase ninguém para lá da projecção das linhas de partida e de chegada da longa pista, marcada em forma de U com simples paus espetados na neve.

A acção está prestes a começar. Os  jóqueis aquecem os músculos e tendões, assumem as suas posições nas boxes da estrutura de partida e ficam a aguardar os animais com que constituem equipa. São rapazes e raparigas, por lei, com mais de 15 anos e 60km (incluindo equipamento), por norma, os mais esguios, leves e aptos para aquele ofício das suas comunidades. Vemo-los, lado a lado, a contemplarem-se com rivalidade disfarçada ou a conversarem através da viseira aberta dos capacetes sofisticados.

Enquanto isso, os donos ou tratadores puxam as renas do estábulo e, com a colaboração dos jóqueis, tentam metê-las nos compartimentos respectivos, tarefa que dá origem a quedas e confusões hilariantes.

Encaixado sobre os pequenos currais vermelhos, apenas com o tronco a aparecer do seu topo, um juiz altivo e solitário supervisiona a regularidade dos acontecimentos a coberto de um enorme gorro peludo cinzento que só lhe deixa a descoberto parte da face e os óculos volumosos. Os competidores estão finalmente preparados. O juiz fiscaliza-os uma última vez e abre as portinholas que retêm as renas.

Estas, disparam como loucas para a pista e rebocam os jóqueis num equilíbrio frágil sobre esquis. Os participantes levantam uma nuvem de neve e somem-se em três tempos na distância. Desprovidos de binóculos, como o público, em geral, ficamos sem perceber o que se passa, até que os competidores mais rápidos vencem a parte curva do percurso e surgem a disputar a recta final. Entusiasma-se parte da multidão perante a iminência da vitória dos que apoiam. Os restantes, conformam-se com os maus desempenhos ou lamentam a sorte que não sorriu aos seus. Todos conhecem a humilhação das piores derrotas. Mesmo a rebocar os jóqueis, as renas atingem os 60 a 80 km/h. Correm muitas vezes encostadas umas às outras ou em trajectórias menos favoráveis. Causam a queda dos jóqueis menos preparados e fogem para a imensidão do lago Inarijarvi obrigando recuperadores sobre motas de neve a complexas perseguições para os trazerem de volta aos donos. Dependendo da distância para a linha de chegada e da sua disposição, os jóqueis podem regressar a pé ou à boleia. Cabe-lhes ainda a árdua missão de disfarçar a sua desilusão perante o público, a família e os rivais. Mas, dos fracos não reza a história. Concentremo-nos nos vencedores. Foi algo que, entretidos com os aspectos secundários mais fascinantes do evento, nem sempre conseguimos, demasiadas vezes perdidos da lógica do grande cronómetro instalado junto à linha de chegada e da classificação.

Tem lugar uma derradeira prova e o suspense aumenta. Quando termina, família, amigos e outros elementos da assistência cercam um homem de fato escuro e gorro branco e felicitam-no de forma efusiva com passou-bens e abraços prolongados. O vencedor é Länsman Anni. A sua rena Annintähti guiada pelo jóquei Uula Petteri Somby tinha percorrido 1 km em 1:17, 34 e os 2 km em 2:29,22.  Os resultados estavam algo distantes do recorde mundial de 1:13 segundos para os 1000 metros mas a conquista da Kings Cup vale mais que qualquer recorde e a época tinha terminado em glória para a cooperativa de Kaldoaivi, com vários participantes nos primeiros dez lugares.

Aos poucos, a multidão debanda. Destaca-se a figura de um proprietário de renas que veste uma combinação excêntrica de cabedal com pele felpuda de raposa, coroado por um gorro de que espreita a própria cabeça de um espécime juvenil daquele canídeo.

Fotografamos o homem e a raposa e ensaiamos um diálogo de ocasião mas, nestes confins setentrionais da Lapónia, só os mais jovens falam inglês e somos forçados a desistir.

Ainda assim, deixamos o nativo ainda mais orgulhoso do seu visual. Depois, continuamos a acompanhar o lento desarmar do evento até que o sol se some, o vento começa a soprar e a temperatura baixa de forma drástica. Não temos roupa nem calçado que nos aguente por muito mais tempo sobre aquele lago. Sem alternativas, seguimos os passos dos últimos resistentes em direcção à cabana salvadora e aconchegante da Inari Village. Na recepção, o dono e gerente recebe-nos admirado por voltarmos já quase de noite: ”Estou a ver que gostaram. É uma grande competição não é?” Por estes lados, toda a gente é louca pela Kings Cup e estão com muita sorte em aqui dormirem. Já vos tinha dito que temos todas as cabanas reservadas nos dias de corrida para os próximos 25 anos, certo? É só para ficarem com uma ideia mais concreta”.

Kemi, Finlândia

Não é Nenhum "Barco do Amor". Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.

Lapónia Finlandesa

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.

Ilha Hailuoto, Finlândia

À pesca do verdadeiro peixe fresco

Abrigados de pressões sociais indesejadas, os ilhéus de Hailuoto sabem sustentar-se. Sob o mar gelado de Bótnia capturam ingredientes preciosos para os restaurantes de Oulu, na Finlândia continental.

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.

Inari, Finlândia

A Assembleia Babel da Nação Sami

A nação sami é afectada pela ingerência das leis de 4 países, pelas suas fronteiras e pela multiplicidade de sub-etnias e dialectos. Mesmo assim, no parlamento de Inari, lá se vai conseguindo governar

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Durante muito tempo discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera o orgulho e autonomia. A 6 de Fevereiro, esta etnia indígena comemora a sua nacionalidade.

Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. Mas o imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.

Arquitectura & Design
Fortalezas

O Mundo à Defesa

Sob ameaça dos inimigos desde os confins dos tempos, os líderes de povoações e de nações ergueram castelos e fortalezas. Um pouco por todo o lado, monumentos militares como estes continuam a resistir.
Aterragem sobre o gelo
Aventura

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Aos repelões
Cerimónias e Festividades

Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.

Saint-Pierre
Cidades
Saint-Pierre, Martinica

A Cidade que Renasceu das Cinzas

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Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Cultura
Espectáculos

A Terra em Cena

Um pouco por todo o Mundo, cada nação, região ou povoação e até bairro tem a sua cultura. Em viagem, nada é mais recompensador do que admirar, ao vivo e in loco, o que as torna únicas.
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No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

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O dia anunciado passou mas o Apocalipse teimou em não chegar. Na Mesoamérica, os maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

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Puro Pacífico do Sul
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Vida Quotidiana

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Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.

Abastecimento
Vida Selvagem

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A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Os sounds
Voos Panorâmicos

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Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.