Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente


Filhos da Mãe-Arménia

Familia sobe a escadaria na base da estátua da Mãe Arménia.

Sobre o plano

O monumento a Alexander Tamanian, o planeador de Erevan e autor de vários dos seus edifícios e praças grandiosos.

Bici & Alex

Monumento a Alexander Spendiaryan, autor da ópera exibida na inauguração do Teatro de Ópera e Ballet da capital arménia.

Gerações

Idoso passa por um bar num jardim de Erevan.

Depois das guerras

Mulher chega do nada e estaciona um Mercedes SLK branco ao lado de material de guerra exposto aos pés da Mãe Arménia.

Panorâmica a 2

Casal admira o casario de Erevan e o monte Ararat ao fundo, já em território turco.

Panorâmica a 2 II

Casal namora junto ao limite do Parque da Vitória, com o sol a pôr-se a Oete e a colorir o distante Monte Ararat.

Erevan ao crepúsculo

Casario de Erevan e a forma do pico duplo do Monte Ararat, ao lusco-fusco.

Memória atroz

Edifício principal do memorial-museu dedicado ao genocídio arménio às mãos do Império Otomano.

Jesus Armeno

Vendedora exibe um quadro com a imagem de Jesus Cristo.

Entre tapetes

Vendedores cercados de tapetes no mercado de rua Vernissage de Erevan.

Erevan semi-subterrâneo

Pedestres cruzavam uma entrada intermédia para o metro da cidade.

Escolha de fé

Vendedora de pinturas exibe um quadro religioso da Virgem Maria a uma possível cliente.

Mater

Mãe Arménia, símbolo de bronze do poder e resiliência arménia.

Foto duo

Vendedores de máquinas fotográficas numa banca do mercado de rua Vernisage.

Erevan dourada

Cenário outonal de Erevan com a fábrica de brandy Ararat bem acima do arvoredo.

Frio eminente

Senhora toma conta da sua banca de gorros, no mercado Vernisage de Erevan.

Nem sinal de varandas

Linhas austeras da arquitectura soviética, do período em que Erevan era uma das muitas capitais da URSS. 

Soviet-Linhas

A entrada de um pequeno centro comercial, também com arquitectura dos tempos soviéticos da Arménia.

Erevan dourada II

Secção da Praça da República, dourada, ao lusco-fusco. A Praça da República contem o mais importante conjunto arquitectónico de Erevan e da Arménia.

Itens soviéticos

Resquícios da era soviética da Arménia no mercado de rua de Vernissage de Erevan.

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Contemplamos o casario que preenche o vale abaixo da colina de Haghtanak , lugar do Parque da Vitória de Erevan. Uma névoa matinal densa triunfa sobre o sol e arredonda as arestas dos prédios amarelados. Torna difusa e mais longínqua a silhueta dos cumes irmãos do monte Ararat. Um casal junto à vedação que encerra o varandim do parque partilha um abraço comprometido e, nesse abraço, a vista sobre o coração urbano da pátria. Por detrás, a 51 metros de altura, a figura bélica de bronze da Mãe Arménia vigia-nos a todos: a nós, ao casal e ao milhão de filhos que, àquela hora, se preparavam para disputar a capital.

Como todas as cidades e nações, Erevan seguiu vezes sem conta por caminhos de que se arrependeu. Enquanto capital no vasto universo da União das Repúblicas Soviéticas Socialistas, admitiu naquele mesmo lugar uma estátua monumental de Estaline que celebrava a supremacia da U.R.S.S. na 2ª Guerra Mundial. Cinco anos volvidos, a brutalidade despótica de Estaline tornaram-no persona non grata. Em Erevan, pouco depois da morte do ditador, foi decidida que uma Mãe Arménia lhe tomaria o lugar. No processo, morreu um soldado. Vários trabalhadores ficaram feridos. Popularizou-se entre os habitantes o comentário de que “até na sua sepultura Estaline fazia vítimas”.

A estátua original chegou a ser considerada uma obra-prima do escultor Sergey Mercurov. Rafael Israyelian, o artista incumbido de desenhar o pedestal original – que é o actual – recorreu ao bom-senso: “consciente de que a glória dos dictadores é temporária, construí uma simples basílica arménia de três naves.”  

A obra de Israyelian só podia agradar. A Arménia foi o primeiro estado a decretar o Cristianismo como religião oficial, no início do século IV. A esmagadora maioria da sua população integra a Igreja Apostólica Arménia. Esta crença milenar não obsta a que os fiéis se empenhem nos conflitos em que têm visto a nação envolvida. A cada 9 de Maio, milhares de pessoas sobem à colina de Haghtanak para deixarem flores no tumulo do Soldado Desconhecido numa homenagem aos mártires arménios da 2ª Guerra Mundial. Com o evento do conflito de Nagorno-Karabak  – enclave que a Arménia disputou com o Azerbaijão de 1988 a 1994 – bem mais fresco nas suas memórias, uma secção do parque foi cedida para evocação desta guerra.

Do cimo do seu pouso sobranceiro, diariamente recarregada pelo sol glorioso do Cáucaso, a Mayr Hayastan, como é tratada no dialecto nacional, supervisiona a vida da capital. Parece também perscrutar o Monte Ararat, há muito reclamado pela Arménia mas situado do lado de lá da fronteira da outra arqui-inimiga da nação, a Turquia. A Turquia – ou melhor o Império Otomano de então – é, aliás, carrasca de uma matança de mais de um milhão de arménios durante e após a 1ª Guerra Mundial, de 1914 a 1923, que a nação vitimada tudo faz para que fique conhecido como Genocídio Arménio. Seja qual for o seu nome, o ressentimento e ódio gerado por tal chacina atravessou sucessivas gerações. Comprovamo-lo sempre que, por um ou outro motivo, mencionamos a Turquia e a guia Cristina Kyureghyan e o motorista Vladimir reagem com indisfarçável ferida e repulsa.

Em 1967, o Genocídio Arménio mereceu um memorial-museu solene erguido na colina de Tsitsenakaberd, dotado de uma estela com 44 metros que simboliza o renascimento da nação arménia e de uma outra chama eterna dedicada às vítimas.

Ao pés da sofrida Madre-Arménia, jazem, agora, relíquias militares. Um míssil antiaéreo, um caça sem rodas, dois tanques e alguns outros itens de grande dimensão. Por detrás, a pouca distância, surge o parque de diversões de Haghtanak onde uma roda gigante colorida gira todos os fins de dia, carregada de crianças e adolescentes.

Apesar dos contrastes e das incongruências, Erevan prospera. A mulher que chega do nada e estaciona o seu exuberante Mercedes SLK branco mesmo ao lado dos tanques e do míssil, faz com que não nos restem dúvidas. Como a frota de relíquias Lada que, sem complexos, disputa as estradas da capital com rivais mais modernos e luxuoso; as discotecas, clubes nocturnos e lojas sofisticadas que os proprietários dos bólides frequentam, em contraponto com as casas de chá e as boutiques retro que alimentam uma série de modas arménias fora de moda e inspiram a crescente corrente local hipster.

Outro lugar chave da dinâmica comercial da cidade e dos seus usos e costumes é o Mercado Vernissage, instalado ao longo das ruas Hanrapetutyun e Khanjyan. Lá encontramos de tudo um pouco entre o que é tradicional arménio, das bonecas aos tapetes tecidos à mão, mas também incontáveis sobras dos tempos soviéticos, incluindo vendedoras com visual orgulhoso de babushkas.

Desde 1988 que a Praça da República de Erevan foi palco de manifestações massivas (algumas com mais de 1 milhão de protestantes) que desafiaram a excessiva russificação e corrupção em que a nação se via, reclamaram democracia e uma libertação que, graças a Mikhail Gorbachov e às reformas da Glasnost e da Perestroika, não tardou.

Na sequência da independência de 21 de Setembro de 1991, instáveis sobre uma transição amadora para economia de mercado, as finanças da Arménia colapsaram. Ao ponto de, até mais de meio da década de 90, o abastecimento de gás e de electricidade ter sido insuficiente e inconstante.

A especulação imobiliária tomou conta de Erevan. Malgrado a contestação de boa parte da população, novos e modernos empreendimentos levaram à destruição de inúmeros edifícios mais antigos da capital, alguns do tempo do Império Russo. Enquanto percorremos as suas ruas, as velhas relíquias habitacionais são raras. Damos com as excepções na Avenida Mashtots – comparável à Avenida lisboeta da Liberdade e nas ruas Abovyan e Aram. Nestas vias, algumas fachadas ostentam trabalhos minuciosos e seculares de alvenaria que ilustram o passado arménio de forma solitária mas condigna.

Para compensar, abundam em Erevan os espaços verdes. Enquanto o clima o permite, fora do Inverno inclemente do Cáucaso, as suas gentes entregam-se aos parques e esplanadas. Os moradores alimentam a época dos khoravats (churrascos) acompanhados de oghee (vodka de fruta), vinhos ou cerveja.

Quando exploramos a capital, o Outono está prestes a encerrar-se. Ainda assim, somos contemplados por dias solarengos, sem vento. Quase só sentimos frio após o ocaso. A visita sabe-nos, assim, a um inesperado estio invernal.

Cristina Kyureghyan e Vladimir levam-nos a tabernas e restaurantes tradicionais. Lá nos empanturram com especialidades gastronómicas irresistíveis após o que nos apresentam novos recantos emblemáticos da capital.

Noutra dessas ocasiões, abordamos a Cascade de Erevan, uma enorme escadaria de calcário na base do Parque da Vitória. À entrada, o monumento a Alexander Tamanian – o planeador da capital, autor de vários dos seus edifícios e praças grandiosos – exibe o arquitecto neoclássico a examinar um plano. Sucedem-se várias esculturas de bronze inchadas pelo capricho artístico do colombiano Fernando Botero: “Mujer fumando un cigarrillo”, “Gatto” e “Il Guerrero”. Casais de namorados, mães e avós com crianças passam a tarde no seio destas personagens excêntricas. Logo ao lado, a visão de um Citroën 2 Cavalos preto e grená na base de prédios rosados elegantes e de árvores com folhas outonais impinge-nos uma impressão parisiense. Num ápice, a passagem de dois militares em camuflados com óbvio estilo Bloco de Leste, traz-nos de volta à realidade pós-Soviética da própria Cascade, erguida, aos bochechos, de 1971 até 2009, a partir de 2000, entregue ao magnata e colecionador norte-americano/arménio Gerard Cafesjian que a renovou, guarneceu de arte, de eventos e de público.

Damos entrada no complexo. Deparamo-nos com uma longa escada rolante interrompida em cada piso para que o visitante possa contemplar as obras de arte. Parte delas surge no interior, outra, nos pátios exteriores amplos, quanto mais elevados, com melhores panorâmicas de Erevan e do Monte Ararat, se bem que nunca tão desafogadas como as do monumento dos 50 anos da Arménia Soviética acima, ou pela sobranceira Mãe Arménia.

Decorreram 96 anos desde que os bolcheviques anexaram a Arménia à U.R.S.S., tal como fizeram à vizinha Geórgia e ao inimigo Azerbaijão.

Hoje, oficialmente dona do seu destino, a Arménia está longe de se livrar do jugo do Kremlin. A inimizade histórica com o Azerbaijão e a Turquia obriga-a a contar com o poderio bélico russo e a admitir que a Rússia mantenha uma base militar junto à fronteira com a Turquia.

Mas a submissão ao Grande Urso vai mais longe. À imagem das restantes ex-repúblicas soviéticas, a Arménia está à mercê do petróleo e gás natural siberiano e da especulação comercial imposta por Moscovo. Está também dependente da gestão e manutenção russa da central nuclear de Metsamor, a apenas 36 km de Erevan, antiquada, situada numa zona sísmica e altamente vulnerável. E padece da manipulação russa dos oligarcas e políticos corruptos do país, vários à frente de empresas privadas ou estatais. Em conjunto, estes testas-de-ferro têm desviado muitos milhões de drams (moeda nacional) do povo arménio para contas bancárias russas, mas não só.

A tarde cede à tardinha. À medida que a luz diurna se esvanece, a iluminação artificial doura o tufo rosado dos cinco edifícios principais da Praça da República de Erevan, outra das obras sumptuosas de Alexander Tamanian que não tardamos a explorar. O lusco-fusco gera um dourado resplandecente. Colunas de pedestres cruzam aquele que é considerado o espaço cívico supremo de Erevan, o seu mais majestoso conjunto arquitectónico. Autocarros militares instalam-se no parque de estacionamento da praça. Num ápice, dezenas de agentes desembarcam e renovam a sua intimidação.

Nos últimos meses, o povo arménio parece ter perdido uma vez mais a paciência. Voltou às manifestações, com determinação redobrada. Parte de uma reacção apelidada de Revolução de Veludo, vários grupos civis e políticos liderados por Nikol Pashinyan do partido Contrato Civil organizaram protestos anti-governamentais – em momentos com mais de 100.000 participantes – contra a intenção do agora ex-primeiro-ministro Serzh Sargsyan de se prolongar num terceiro termo.  Sargsyan demitiu-se. A 28 de Abril de 2018, todos os partidos da oposição anunciaram que apoiariam a candidatura de Pashinyan que, numa primeira instância, o Partido Republicano conseguiu derrotar. A Rússia tem vindo a monitorizar e a tentar manobrar os acontecimentos. Ainda assim, dia 8 Maio, Pashinyan foi eleito o novo Primeiro-Ministro da Arménia. Com este resultado, a Arménia deu um passo gigante para longe do seu passado soviético e russófilo. Na direcção do Ocidente democrático.

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Tbilissi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.

Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Arménia

O Berço do Cristianismo Oficial

Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.

Uplistsikhe e Gori, Geórgia

Do Berço da Geórgia à Infância de Estaline

À descoberta do Cáucaso, exploramos Uplistsikhe, uma cidade troglodita antecessora da Geórgia. E a apenas 10km, em Gori, damos com o lugar da infância conturbada de Joseb Jughashvili, que se tornaria o mais famoso e tirano dos líderes soviéticos.

Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De volta aos Anos 30 – Calhambeque Tour

Numa cidade reerguida em Art Deco e com atmosfera dos "anos loucos" e seguintes, o meio de locomoção adequado são os elegantes automóveis clássicos dessa era. Em Napier, estão por toda a parte.
Aventura
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-Braga, Nepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Portal para uma ilha sagrada
Cerimónias e Festividades

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

Silhuetas Registão
Cidades

Samarcanda, Usbequistão

Um Desvio na Rota da Seda

Em Samarcanda, o algodão é agora o bem mais transaccionado e os Ladas e Chevrolets substituíram os camelos. Hoje, em vez de caravanas, Marco Polo iria encontrar os piores condutores do Usbequistão.

Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Celebração Nahuatl
Cultura

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Fogo-de-artifício branco
Desporto

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Casal Gótico
Em Viagem

Matarraña a Alcanar, Espanha

Uma Espanha Medieval

De viagem por terras de Aragão e Valência, damos com torres e ameias destacadas de casarios que preenchem as encostas. Km após km, estas visões vão-se provando tão anacrónicas como fascinantes.

Pequeno navegador
Étnico

Honiara e Gizo, Ilhas Salomão

O Templo Profanado das Ilhas Salomão

Um navegador espanhol baptizou-as, ansioso por riquezas como as do rei bíblico. Assoladas pela 2a Guerra Mundial, por conflitos e catástrofes naturais, as Ilhas Salomão estão longe da prosperidade.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Memorial USS Arizona
História

Pearl Harbour, Havai

O Dia em que o Japão foi Longe Demais

A 7 de Dezembro de 1941, a Marinha Imperial Japonesa atacou a base militar de Pearl Harbour. Partes do Havai parecem colónias nipónicas mas os E.U.A nunca esquecerão a afronta.

Arranha-céus maltês
Ilhas

Valletta, Malta

As Capitais Não se Medem aos Palmos

Por altura da sua fundação, a Ordem dos Cavaleiros Hospitalários apodou-a de "a mais humilde". Com o passar dos séculos, o título deixou de lhe servir. Em 2018, Valletta será a Capital Europeia da Cultura mais exígua de sempre e uma das mais recheadas de história e deslumbrantes de que haverá memória.

Aurora fria II
Inverno Branco
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Surfspotting
Natureza

Perth a Albany, Austrália

Pelos Confins do Faroeste Australiano

Poucos povos veneram a evasão como os aussies. Com o Verão meridional em pleno e o fim-de-semana à porta, os habitantes de Perth refugiam-se da rotina urbana no recanto sudoeste da nação. Pela nossa parte, sem compromissos, exploramos a infindável Austrália Ocidental até ao seu limite sul.

À sombra da árvore
Parques Naturais

PN Tayrona, Colômbia

Quem Protege os Guardiães do Mundo?

Os indígenas da Serra Nevada de Santa Marta acreditam que têm por missão salvar o Cosmos dos “Irmãos mais Novos”, que somos nós. Mas a verdadeira questão parece ser: "Quem os protege a eles?"

Abençoado repouso
Património Mundial Unesco

Hoi An, Vietname

O Porto Vietnamita Que Ficou a Ver Navios

Hoi An foi um dos entrepostos comerciais mais importantes da Ásia. Mudanças políticas e o assoreamento do rio Thu Bon ditaram o seu declínio e preservaram-na como as cidade mais pitoresca do Vietname.

Acima de tudo e de todos
Personagens

Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.

Tambores e tatoos
Praia

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Paz & Amor
Religião

Guwahati, India

A Cidade Prolífica que Venera o Desejo e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.

A todo o vapor
Sobre carris

Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

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Jerusalém, Israel

Em Festa no Muro das Lamentações

Nem só a preces e orações atende o lugar mais sagrado do judaísmo. As suas pedras milenares testemunham, há décadas, o juramento dos novos recrutas das IDF e ecoam os gritos eufóricos que se seguem.

Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Vida Selvagem
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.
Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.