PN Chobe, Botswana

Um Rio na Fronteira da Vida com a Morte


Hipo-comunidade

Hipopótamos semi-submersos no rio Chobe.

Safari Fluvial I

Visitantes do PN Chobe admiram o cenário e a fauns a partir no meio do rio Chobe.

Hierarquia de Paquiderme

Elefantes sobem em fila para uma das muitas ilhotas deixadas pelo baixar do caudal do rio Chobe.

Game Drive

Safari em jipe na margem do rio Chobe.

Hipo-Protecção

Hipopótamo juvenil permanece bem junto à progenitora durante a passagem mais próxima de embarcações.

Hierarquia de Paquiderme II

Elefantes disputam de uma espécie de trono fluvial numa ilha ervada em pleno caudal do rio Chobe.

Safari fluvial II

Visitantes do Parque Nacional Chobe a bordo de um barco que os conduz num safari fluvial.

Elegância Pernalta

Uma cegonha-de-bico-amarelo no rio Chobe.

Bulls Girl

Rapariga de uma aldeia tribal nas margens do rio Chobe.

Elefantes insulares

Elefantes pastam num ilhéu no meio do rio Chobe.

Asas Grandes

Bando de Marabus voa sobre a planície nas margens do rio.

Crocodilo de alerta numa margem elevada do Chobe.

Ninho abandonado no topo de uma árvore seca, na faixa de Caprivi.

Passageiros de um safari de rio admiram elefantes num ilhéu no meio do Chobe.

Aves pousadas sobre os ramos de uma árvore seca inclinada sobre o rio Chobe.

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.

Quando questionado sobre as razões do re-casamento com Elisabeth Taylor, apenas 16 meses depois de se divorciarem após 10 anos de vida conjugal, Richard Burton respondeu “Não se pode bater duas barras de dinamite uma contra a outra sem esperar que não rebentem”. O casal escolheu um lugar de que poucos norte-americanos precavidos se lembrariam, na iminência da guerra civil explosiva que então grassava na Rodésia, um estado não reconhecido decretado pela minoria de colonos brancos para evitar a passagem directa do poder da Grã-Bretanha para líderes indígenas.

Burton e Taylor meteram-se num jacto privado na África do Sul e voaram para aquele mesmo território (Zimbabué dos dias de hoje). Cruzaram então para o Botswana e celebraram a sua segunda cerimónia nupcial em Kasane, uma cidade tão improvável como habituada a conviver com uniões, situada sobre os Four Corners de África e junto à confluência dos rios Chobe e Zambeze. A lua de mel dos actores foi passada no Chobe Game Lodge, na margem do rio homónimo. Conscientes da beleza natural da sua terra e da quantidade de vezes que Taylor se divorciou, é frequente ouvir-se os tswanas daquelas paragens reiterarem que a diva “era muito melhor a escolher sítios do que maridos”. Estávamos a caminho deste mesmo albergue. As estradas dignas do Botswana comprovavam-nos o desnível económico entre a nação pouco habitada mas fortemente diamantífera dos tswanas e a dupla Zim-Zam a norte. Permitiam-nos avançar a velocidades surpreendentes. Não tardaria a que também ouvíssemos a piada.

O Chobe Lodge foi inaugurado em 1974. Acolheu o casal em Outubro de 1975. Alguns  anos depois, foi encerrado devido ao alastrar da já longa Guerra de Libertação do Zimbabué. Durante sete anos manteve-se de portas seladas, com os seus jardins entregues ao mato e aos elefantes que os espezinhavam a caminho do rio.

Com o fim do conflito, dois jovens sul-africanos compraram-no, recuperaram a tradição das bodas de famosos e impulsionaram-no para um inevitável estrelato mundial.

O rio que deu sentido à sua construção e ao sucesso fluiu ao longo das décadas, indiferente às escaramuças militares e às capas das revistas de sociedade, dependente apenas da meteorologia caprichosa da região.

O Chobe é abastecido por várias nascentes perenes de água. Ainda assim, o volume do seu caudal oscila de forma drástica da época seca (por norma de Maio a Outubro) para a das chuvas. Os animais tentam ajustar-se o melhor que podem mas, como constatamos e voltamos a constatar em incontáveis documentários televisivos, no geral, a qualidade das suas vidas decresce à medida que o sol escaldante intensifica a estiagem e o rio encolhe. 

Nenhuma espécie tem que raciocinar por aí além para evitar o calor sufocante que se faz sentir a partir do meio da manhã. A maior parte dos animais acerca-se cuidadosamente das margens pela fresca. De acordo, as saídas fluviais levadas a cabo pelo lodge são ou madrugadoras ou, como a primeira em que participamos, de fim de tarde.

A embarcação zarpa da pequena doca e interna-se no rio sob o olhar perscrutador de uma águia pesqueira no topo de um tronco morto. Seguimos rente à água. Pouco depois, confrontamo-nos com uma enorme manada de búfalos que pasta relva fresca. Sem que o esperássemos, a beira do rio eleva-se. Num ápice, passamos a admirar os bovídeos de baixo para cima. Alguns espécimes tiram-nos as medidas a partir daquele pedestal ervado, como fazem, do bordo oposto, elefantes curiosos, reis e senhores de pequenas ilhas verdejantes de que se lançam crocodilos intimidados.

A balsa continua o seu percurso arrastado, entre o Botswana e a Namíbia, entretanto sob um céu magenta que se reflecte na água e tinge grandes colónias de hipopótamos quase submersos. Percebemos apenas as suas orelhas e olhos de fora, estranhamente rosados pelo crepúsculo que se anuncia e à hora de regresso ao ancoradouro.  

Com a alvorada seguinte, subimos a bordo de um jipe, em vez da balsa e, por terra, exploramos uma vasta área ribeirinha percorrida por gazelas e alguns predadores, parte de um game drive – assim lhe chamam os anglófonos – que não trouxe grandes novidades.

Entretanto, regressamos a Kasane com o objectivo de cruzarmos o Chobe e a fronteira para a Namíbia, através da inusitada Caprivi Strip, uma espécie de lança cartográfica que os germânicos espetaram em África, durante a era colonial.

No final do século XIX, o território de que nos aproximamos enquanto atravessamos o Chobe estava integrado na Bechuanalândia, o Botswana dos dias de hoje. Mas, em 1890, a Alemanha fez finca pé para juntar a ilha de Zanzibar – então britânica – à sua colónia Tanzânia.

Após diversos ensaios diplomáticos, os britânicos concordaram em ceder Caprivi e em dar aos alemães acesso directo ao rio Zambeze. Como contrapartida, preservaram Zanzibar e apoderaram-se de Heligoland, uma outra ilha remota do Mar do Norte.

Instalamo-nos no Chobe Savanna Lodge. À imagem dos nomes dos albergues até então anfitriões, os cenários do rio são, em quase tudo semelhantes.

A grande novidade e emoção tem lugar quando, durante novo safari fluvial, a balsa invade demasiado o território de alguns hipopótamos e um deles investe furibundo contra a embarcação. O ataque fez-nos perder momentaneamente o equilíbrio a bordo e obrigou o skipper a afastar-se com recurso à potência máxima dos motores. Por sorte, durou pouco e, uma vez passado o perigo, alimentou inúmeras piadas oportunistas.

De Caprivi mudamo-nos para o sudoeste do PN Chobe, num voo de 45 minutos em que sobrevoamos e contemplamos a diversidade de tons e padrões do deserto do Kalahari que mudam consoante a quantidade de água no subsolo, cruzados por estradas de mato rectilíneas e sem fim aparente.

Aterramos numa pista de terra batida perdida no Savuti, o resquício de um vasto lago pré-histórico que teve o seu abastecimento de água cortado por movimentos tectónicos e é hoje encharcado de forma errática por um canal homónimo. Este canal mantêm-se seco por longos períodos mas, de quando em quando, volta a fluir segundo a actividade da crosta terrestre sob aquela área.

Por consequência deste fluxo imprevisível, o curso em particular mantêm-se salpicado por árvores mortas. A região está coberta de savanas e pastos extensos. Na época seca, visitam-na javalis, kudus, impalas, zebras, gnus e elefantes, entre outros. Quando é irrigada, juntam-se-lhes mais de 450 espécies de aves e grupos de leões, hienas e chitas. 

Alguns lodges aproveitaram esta exuberância animal, instalaram-se e revelam, ao vivo, aos seus hóspedes privilegiados, a dinâmica de sobrevivência que rege o ecossistema local, famoso, em particular, por os leões terem desenvolvido apetência por atacarem elefantes.

À entrada no Savute Safari Lodge somos mais uma vez avisados de que os edifícios do lodge não estão isolados da savana e de que, principalmente de noite, a vida selvagem neles se podia desenrolar. Por essa razão, para nos mantermos a salvo dos predadores, quando quiséssemos sair para o exterior, teríamos que chamar um guia protector.

Pouco depois, descobrimos que o quarto que nos fora atribuído ficava a uns escassos metros de alguns charcos colonizados por elefantes. E que, com sorte, poderíamos assistir às caçadas dos felinos sentados na varanda em vez de na TV, mesmo tendo em conta  que a BBC ali filmou várias cenas do 2º episódio da sua série “Planet Earth”.

A noite avança mas os leões devoradores de elefantes teimam em não aparecer. Desgastados pelo calor atroz, os sucessivos despertares madrugadores e as viagens, acabamos por sucumbir ao sono, como a maioria dos hóspedes que se forçavam de alerta.

Ao nascer do novo dia, Fred, um guia tswana de outro game drive iminente, apresenta-se e lamenta a falta de sorte. Promete-nos que fará tudo para compensar. Não demoraria muito.

Viajamos sobre a caixa do Land Rover quando três hienas se atravessam no caminho, curiosas e soberbas. Fred imobiliza o veículo, desce para o solo e, para espanto absoluto dos passageiros, gatinha na sua direcção. Não satisfeito, pergunta-nos se o queremos seguir. O autor inconsciente deste texto vai na cantiga do indígena. Gatinha atrás dele e fotografa aquela interacção insólita. Fred persiste e investe contra as criaturas nervosas que recuam alguns metros mas depressa se voltam e ameaçam retaliar. O guia não se deixa intimidar e retoma o ataque que passa a ilustrar com grunhidos excêntricos. “Vai fazendo uns sons deste tipo”, pede, sem cerimónias. “E, quando eu avançar, cola-te a mim!”.

Por essa altura, estou tão curioso como as hienas para saber que espécie imitávamos. Fred vira a cabeça para trás e esclarece com eloquência e tranquilidade desesperante: “Ah, é um qualquer animal ferido ou moribundo. Como sabes, as hienas são necrófagas. Todos os espécimes vulneráveis as atraem!”.

Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.

PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.

PN Hwange, Zimbabwé

O Legado do Saudoso Leão Cecil

No dia 1 de Julho de 2015, Walter Palmer, um dentista e caçador de trofeus do Minnesota matou Cecil, o leão mais famoso do Zimbabué. O abate gerou uma onda viral de indignação. Como constatamos no PN Hwange, quase dois anos volvidos, os descendentes de Cecil prosperam.

Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

PN Amboseli, Quénia

Uma Dádiva do Kilimanjaro

O primeiro europeu a aventurar-se nestas paragens masai ficou estupefacto com o que encontrou. E ainda hoje grandes manadas de elefantes e de outros herbívoros vagueiam ao sabor do pasto irrigado pela neve da maior montanha africana.

Esteros del Iberá, Argentina

O Pantanal das Pampas

No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.

Assuão, Egipto

Onde O Nilo Acolhe a África Negra

1200km para montante do seu delta, o Nilo deixa de ser navegável. A última das grandes cidades egípcias marca a fusão entre o território árabe e o núbio. Desde que nasce no lago Vitória, o rio dá vida a inúmeros povos africanos de tez escura.

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.

Masai Mara, Quénia

Um Povo Entregue à Bicharada

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.

Savuti, Botswana

O Domínio dos Leões Comedores de Elefantes

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.

Delta do Okavango, Botswana

Nem Todos os Rios Chegam ao Mar

Terceiro rio mais longo do sul de África, o Okavango nasce no planalto angolano do Bié e percorre 1600km para sudeste. Perde-se no deserto do Kalahari onde irriga um pantanal deslumbrante repleto de vida selvagem.

Norte de Queensland, Austrália

Uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.

Ilha do Marajó, Brasil

A Ilha dos Búfalos

Uma embarcação que transportava búfalos da Índia terá naufragado na foz do rio Amazonas. Hoje, a ilha de Marajó que os acolheu tem a maior manada bubalina e o Brasil já não passa sem estes bovídeos.

Cocquete
Arquitectura & Design

Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos thirties. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.

Pleno Dog Mushing
Aventura

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.

Preces ao fogo
Cerimónias e Festividades

Quioto, Japão

Uma Fé Combustível

Durante a celebração xintoísta de Ohitaki são reunidas no templo de Fushimi preces inscritas em tabuínhas pelos fiéis nipónicos. Ali, enquanto é consumida por enormes fogueiras, a sua crença renova-se

Street Scooter scene
Cidades
Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Bruxinha de chaleira
Cultura

Helsínquia, Finlândia

A Páscoa Pagã de Seurasaari

Em Helsínquia, o sábado santo também se celebra de uma forma gentia. Centenas de famílias reúnem-se numa ilha ao largo, em redor de fogueiras acesas para afugentar espíritos maléficos, bruxas e trolls

Radical 24h por dia
Desporto

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Pedaço de Maldivas
Em Viagem

Maldivas

De Atol em Atol

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.

1º Apuro Matrimonial
Étnico

Tóquio, Japão

Um Santuário Casamenteiro

O templo Meiji de Tóquio foi erguido para honrar os espíritos deificados de um dos casais mais influentes da história do Japão. Com o passar do tempo, especializou-se em celebrar uniões.

Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Pórtico do tempo
História

Usbequistão

Viagem Pelo Pseudo-Alcatrão do Usbequistão

Os séculos passaram. As velhas e degradadas estradas soviéticas sulcam os desertos e oásis antes atravessados pelas caravanas da Rota da Seda. Sujeitos ao seu jugo durante uma semana, vivemos cada paragem e incursão nos lugares e cenários usbeques como recompensas rodoviárias históricas.

Àgua doce
Ilhas

Maurícias

Uma Míni-Índia nos Fundos do Índico

No século XIX, franceses e britânicos disputaram um arquipélago a leste de Madagáscar antes descoberto pelos portugueses. Os britânicos triunfaram, re-colonizaram as ilhas com cortadores de cana-de-açúcar do subcontinente e ambos admitiram a língua, lei e modos francófonos precedentes. Desta mixagem, surgiu a exótica Maurícia.    

Lenha
Inverno Branco

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Meandros do Matukituki
Natureza

Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas. 

Filhos da Mãe-Arménia
Outono

Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.

Punta Cahuita
Parques Naturais

Cahuita, Costa Rica

Costa Rica de Rastas

Em viagem pela América Central, exploramos um litoral costariquenho tão afro quanto caribenho. Em Cahuita, a Pura Vida inspira-se numa fé excêntrica em Jah e numa devoção alucinante pela cannabis.

Doces crocantes
Património Mundial Unesco

São João de Acre, Israel

A Fortaleza que Resistiu a Tudo

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.

Gang de 4
Personagens

Tombstone, E.U.A.

A Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.

Perigo: correntes
Praia

Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, muito pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da remota ilha francesa da Reunião está por conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.

Cortejo Ortodoxo
Religião
Suzdal, Rússia

Séculos de Devoção a um Monge Devoto

Eutímio foi um asceta russo do século XIV que se entregou a Deus de corpo e alma. A sua fé inspirou a religiosidade de Suzdal. Os crentes da cidade veneram-no como ao santo em que se tornou.
À pendura
Sobre carris

São Francisco, E.U.A.

Uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.

Orgulho
Sociedade

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Gado
Vida Quotidiana

Colónia Pellegrini, Argentina

Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.

Devils Marbles
Vida Selvagem

Alice Springs a Darwin, Austrália

A Caminho do Top End

Do Red Centre ao Top End tropical, a Stuart Hwy percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, a grande ilha muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.