Chiang Kong - Luang Prabang, Laos

Por Esse Mekong Abaixo


Num equilíbrio fluvial

Dois tripulantes encontram-se numa beira estreita dum barco do Mekong.

De partida

Barco carregado de mochileiros e nativos da região zarpa de Huay Xai rio abaixo, em direcção a Luang Prabang.

Nevoeiro em Pakbeng

Rio Mekong envolto em neblina, como visto do cimo de Pakbeng a povoação em que os passageiros a caminho de Luang Prabang passam uma noite.

Passageira encalorada

Criança lao apanha vento para se refrescar a bordo de um dos barcos que descem o Mekong.

O hábito faz o monge

Monges budistas preparam-se para entrar num taxi depois de deixarem o barco e o rio Mekong.

Sede súbita

Passageiro lao tira água do Mekong para dar ao galo que segue a seu lado.

Estendal budista

Trajes de monges budistas secam num mosteiro de Luang Prabang.

Buda deitado

Uma de várias estátuas douradas de Buda em Luang Prabang.

Passagem sagrada

Jovens aprendizes religiosos atravessam o templo Wat Xieng Thong.

Umas acrobacias fluviais

Adolescente dá um salto mortal para a água lamacenta do rio Mekong, de uma margem no sopé de Luang Prabang

Arte Governamental

Um cartaz propagandista do governo do Laos combina valores tradicionais do país com uma desejada modernidade.

Artesanato Lao

Esteiras e bolas de ka taw - um desporto popular na Ásia - expostas numa loja do centro de Luang Prabang.

Dia de Trabalho

Mulheres organizam cargas de vegetais secos numa doca fluvial de Luang Prabang

Moda de Huay Xai

Uma criança bem agasalhada segura rebuçados recém-oferecidos por viajantes ocidentais a caminho de Luang Prabang

Um desembarque estreito

Tripulante de uma embarcação garrida prepara-se para regressar a terra, em Huay Xai

Um ancoradouro rochoso

Mais embarcações ancoradas na doca natural de Pakbeng, mais ou menos a meio caminho entre Huay Xai e Luang Prabang

Somchai Fruit

Trabalhadores carregam embarcações de caixas de fruta levadas até Huay Xai por camiões mais acima na margem elevada

Um ancoradouro rochoso II

Embarcações ancoradas na doca natural de Pakbeng, mais ou menos a meio caminho entre Huay Xai e Luang Prabang

A caminho

Barco típico do Mekong percorre o rio junto a uma das suas margens elevadas

Os custos mais baixos e a beleza dos cenários são as principais razões para fazer esta viagem. Seja como for, a descida pelo rio "mãe de todas as águas" pode ser tão pitoresca como incómoda.

A fronteira é tripla e impõe-nos processos aduaneiros multiplicados. Mesmo assim, despachamo-nos do lado tailandês mais cedo do que esperávamos e, ao atravessarmos para a margem do Laos, retrocedemos uns quilómetros no rio. Espera-nos em Huay Xai uma multid&atild

e;o ansiosa de agentes e vendedores oportunistas. Ignoramos o mais que podemos a sua pressão e conseguimos ser dos primeiros a chegar às instalações locais das autoridades e a obter os carimbos no passaporte. À saída, os agentes voltam à carga. Sabem

de cor e salteado a que vêm os turistas semi-acidentais. Só duas razões poderiam trazer europeus, americanos e australianos a estes confins duvidosos do Sudeste Asiático. O Triângulo Dourado estende-se pelas montanhas em redor e é uma das regiões produt

oras de ópio e heroína mais activas do mundo. Colocando de parte que algum dos adolescentes viesse fechar negócios ilícitos e arriscados, só uma hipótese fazia sentido: Luang Prabang tinha-se tornado numa escala incontornável. A viagem fluvial, com uma duração de quase dois dias e um pouco cansativa, não era sequer a única hipótese. Partem regularmente aviões de Chiang Mai, no norte da Tailândia, para Luang Prabang. Mesmo assim, a diferença de preços e o encanto épico de descer o Mekong por vales profundos e aldeias tribais foram razões suficientes para todos termos optado pelo barco lento. Esta viagem reservava, no entanto, os seus próprios contratempos.

“Esse é perigoso. Vão bem mais rápido e seguros nas nossas lanchas, garanto-vos!” afiança o representante de uma pequena empresa familiar de speedboats com visuais de motonáutica enquanto todos os outros fazem promessas semelhantes a alvos distintos. Os viajantes bem que folheiam os seus Lonely Planets, Rough Guides e Routards repletos de conselhos, post its e rabiscos. Mas não vêm preparados nem para a situação real nem para decidir sob ameaça de tantos lobbies. Como se não bastasse, atrapalham-nos questões só aparentemente menores. “Almofadas, almofadas” apregoam mulheres protegidas do sol tropical. A sugestão gera nova vaga de indecisão. Ter ou não comprado aqueles apetrechos Made in China virá a ter enorme significado.

Embarcamos nessa mesma manhã numa espécie de paralelepípedo verde-amarelo flutuante. Como um jogo das cadeiras internacional, os passageiros disputam os lugares de forma aguerrida. Os que despertam tarde demais para o passatempo, começam de imediato a destilar junto da fornalha alimentada pelo velho motor de dois tempos e a endoidecer com o seu tuk-tuk-tuk ensurdecedor.

Ao longo de dois dias, o percurso sinuoso faz-se a uma velocidade ridícula, com repetidas paragens para recolher camponeses surgidos do nada. Os novos passageiros trazem para bordo inevitáveis cargas rurais: grandes molhos de vegetais, sacos e sacas sabe-se se lá do quê, galinhas, coelhos e até cabras. Os forasteiros examinam os recém-chegados de alto a baixo. Salvo uma ou outra vítima de excessivo incómodo, mostram-se  animados com o seu embarque. Todos viajam em modo de descoberta e qualquer novidade combate a monotonia crescente da navegação num Mekong diminuído que a estação seca continuava a encolher.

A noite insinua-se e torna-se cada vez mais complicado ao homem do leme e aos seus auxiliares identificar as rochas e baixios.

Sem aviso, vislumbramos uma povoação de palafitas no topo de uma encosta pedregosa. Pouco depois, a embarcação em que seguimos junta-se a uma longa sequência de réplicas já ancoradas no sopé fluvial da aldeia. Tínhamos chegado a Pakbeng. Dizia-se a bordo que era aquele o meio da viagem.

A maior parte dos estrangeiros já só pensava na recompensa de uma refeição quente e num sono revigorante. Tal como no embarque inicial, também ali tiveram ainda que aturar a disputa dos proprietários das pequenas pousadas locais pelo lucro das suas estadas.

A noite passou em três tempos, encurtada por uma partida madrugadora que o nevoeiro cerrado acabou por adiar. Atrasados e ainda meio ensonados, voltamos aos mesmos assentos do dia anterior, prontos para mais um dia no Mekong.

Oito horas e muitas ultrapassagens de speedboats depois, todos estamos novamente ansiosos por voltar a terra.

A aproximação da cidade nas margens elevadas do Mekong surge como uma miragem. Com apenas 16.000 habitantes, Luang Prabang é, em detrimento da capital Vientiane, o destino obrigatório do Laos.  O cenário montanhoso em redor, os cerca de 32 templos budistas que, apesar das várias guerras que assolaram o país, se mantêm de pé e a omnipresente arquitectura colonial francesa conferiram-lhe, em 1995, o estatuto de Património Mundial da UNESCO e justificam a presença e trabalho permanente de arquitectos franceses, japoneses e lao.  

Muito pouco mudou por estes lados desde o período da colónia mais vasta a que os franceses sabiam estar, no mapa, entre a Índia e a China e assim baptizaram de Indochina.

Isolada do frenesim capitalista das suas vizinhas do sudeste asiático, Luang Prabang respira ar puro e irradia calma e espiritualismo, agitada apenas pelos visitantes que, consoante a época mais ou menos chuvosa do ano, vão chegando.

Disposto ao longo de uma península na confluência dos rios Mekong e Nam Khan, o coração histórico e cultural da cidade ostenta, ainda hoje, o requinte das casas Lao de madeira e bambu e dos edifícios coloniais franceses de tijolo e estuque. Na rua principal, a Thanon Sisavangvong, quase todos os rés-do-chão deram lugar a cafés, restaurantes, bares e outros pequenos negócios, decorados com bom-gosto e, aqui e ali, influências francófonas anacrónicas, caso do Principezinho envergonhado com que nos deparamos numa creperia pitoresca.

Para lá da introdução da electricidade e do número crescente de carros e outros veículos, a hora de ponta continua a verificar-se quando os alunos deixam as escolas e as ruas se enchem de miúdos de uniforme branco e azul, a pé e de bicicleta. Nas restantes horas do dia, é o tom alaranjado do vestuário dos monges que mais sobressai e materializa a mais forte imagem de marca do budismo.

Onde quer que andemos passamos por templos e santuários, alguns verdadeiros complexos que agrupam edifícios elegantes e grandiosos adornados por materiais nobres. Habitam-nos, em comunidade, centenas de aprendizes religiosos que recebem os ensinamentos sagrados e se sujeitam à obrigação partilhada das tarefas terrenas: cuidar dos templos e jardins circundantes, lavar roupa e loiça, preparar as cerimónias.

Voltamos a encontrar os mesmos passageiros do barco do Mekong no Talat Dala, o mercado da cidade para onde confluem, todos os dias, dezenas de mulheres hmong, mien e thai, vendedoras hábeis das mantas, tapetes e outros artefactos distintivos das suas tribos.

Chega a hora de almoço e o calor castiga como nunca. Juntamo-nos aos visitantes dos quatro cantos do mundo que trocam peripécias das suas últimas viagens na avenida Thanon Sisavangvong e partilhamos dois pratos tradicionais acompanhados da emblemática Beer Lao.

Uma hora mais tarde, alguns metros abaixo, regressamos à sombra preciosa dos coqueiros da rua marginal. Dali, contemplamos as brincadeiras dos miúdos lao sobre velhas câmaras de ar infladas e os barcos coloridos que atracam e zarpam. Até que o fluxo indolente do rio nos inquieta e nos metemos de novo a caminho.

Avançamos na direcção contrária e deparamo-nos com a colina de Phu Si, também, ela repleta de templos. Centenas de degraus acima, surge o Wat Tham Phu Si. Este, é, de todos, o local mais panorâmico de Luang Prabang e aqui se reúnem, todas as tardes, inúmeros adoradores do pôr-do-sol.

Enquanto recuperam da subida, os primeiros a chegar dão a volta ao templo, e apreciam a paisagem circundante. Em seguida, tomam o seu lugar numa mini-bancada e dividem-se entre contemplar o astro e comentarem o cansaço dos próximos a vencer a longa escadaria para o monte. O pôr-do-sol revela-se impressionante e suscita uma salva de palmas colectiva. Aos poucos, aqueles felizardos de férias ou em ano sabático retornam à animação das ruas centrais que já esperam para lhes servir o jantar.

Mais uma vez à mesa, ouvimos de outros mochileiros observações bem dispostas sobre o cansaço acumulado e expressões de admiração pela beleza mística do Laos. Uma australiana, em particular, mostra grande dificuldade em conformar-se: ”pois, têm razão. Mas como é possível um país destes ter estado tanto tempo de costas viradas para o mundo? “

Assuão, Egipto

Onde O Nilo Acolhe a África Negra

1200km para montante do seu delta, o Nilo deixa de ser navegável. A última das grandes cidades egípcias marca a fusão entre o território árabe e o núbio. Desde que nasce no lago Vitória, o rio dá vida a inúmeros povos africanos de tez escura.

De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.

Chiang Mai, Tailândia

300 Wats de Energia Espiritual e Cultural

Os tailandeses chamam a cada templo budista wat e a sua capital do norte tem-nos em óbvia abundância. Entregue a sucessivos eventos realizados entre santuários, Chiang Mai nunca se chega a desligar.

Hanói, Vietname

Sob a Ordem do Caos

A capital vietnamita ignora há muito os escassos semáforos, outros sinais de trânsito e os sinaleiros decorativos. Vive num ritmo próprio e numa sincronização de movimentos inatingível pelo Ocidente.

Canal Beagle, Argentina

No Rumo da Evolução

Em 1833, Charles Darwin navegou a bordo do "Beagle" pelos canais da Terra do Fogo. A sua passagem por estes confins meridionais moldou a teoria revolucionária que formulou da Terra e das suas espécies

Puerto Natales-Puerto Montt, Chile

Cruzeiro num Cargueiro

Após longa pedinchice de mochileiros, a companhia chilena NAVIMAG decidiu admiti-los a bordo. Desde então, muitos viajantes exploraram os canais da Patagónia, lado a lado com contentores e gado.

Lago Taungthaman, Myanmar

O Crepúsculo da Ponte da Vida

Com 1.2 km, a ponte de madeira mais antiga e mais longa do mundo permite aos birmaneses de Amarapura viver o lago Taungthaman. Mas 160 anos após a sua construção, U Bein carece de cuidados especiais.

Pela sombra
Arquitectura & Design

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Aterragem sobre o gelo
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A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.

Parada e Pompa
Cerimónias e Festividades

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A Rússia Vai Contra a Maré mas, Siga a Marinha.

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White Pass & Yukon Train
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Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.

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Conversa ao pôr-do-sol
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A todo o vapor
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Modelos de rua
Sociedade

Tóquio, Japão

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Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

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Glaciar Meares
Vida Selvagem

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Alasca Colossal

Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

Os sounds
Voos Panorâmicos

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Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.